Shacharit

Shacharit (em hebraico: שַחֲרִת) é a Tefilá (oração) diária da manhã do povo judeu, um dos três momentos de oração de cada dia. É o maior serviço diário, incluindo várias orações, mais do que os outros serviços do dia (Minchá e Maariv).

Atribui-se o estabelecimento do Shacharit ao patriarca Abraão quando orava pela manhã. A oração é feita no lugar de sacrifício de animais, conforme estabelecido pelo profeta Oseias em Oseias 14, "e ofereceremos como novilhos os sacrifícios dos nossos lábios", para ainda cumprir o mandamento bíblico (mitzvá) de servir a Deus.

Há cinco componentes principais do Shacharit: Pesukei dezimra, o Shema e suas bênçãos, a Amidá, Tachanun e as bênçãos finais. Em certos dias, há orações e serviços adicionais acrescentados ao Shacharit, incluindo o Mussaf e um serviço da Torá.

IDF soldier put on tefillin
Tefilin-Yad
Tefilins são usados ​​por homens obedientes durante o Shacharit (exceto aos sábados ou feriados)

Origem

Segundo a tradição, o shacharit foi iniciado por Abraão. Isto pode ser encontrado em Gênesis 19:27, que diz: "E Abraão levantou-se aquela mesma manhã, de madrugada, e foi para aquele lugar onde estivera diante da face do SENHOR". Neste versículo, "estivera" refere-se a "orou".

Etimologia

O nome de "shacharit" vem da raiz hebraica shachar (שחר), que significa "amanhecer" ou "manhã".

Os sábios da Grande Assembléia padronizaram muitas das orações do Shacharit e reuniram-nas no siddurim. Os dizeres das orações variam entre congregações e grupos do judaísmo.

Ligações externas

Abluções no Judaísmo

O ritual de lavagem, ou ablução, toma duas formas no judaísmo: tevilá(טְבִילָה), imersão completa do corpo em um micvê, e netilat yadayim , lavagem das mãos com um copo. Os primeiros registros escritos para estas práticas são encontrados na Bíblia hebraica e são elaborados na Mishná e no Talmude. Eles foram codificados em vários códigos da lei e da tradição judaica, como na Mishné Torá de Maimonides (século 12) e no Shulkhan Arukh de Yosef Karo (século 16). Esses costumes são mais comumente observados no Judaísmo ortodoxo. No judaísmo conservador, as práticas são normativas com certas exceções e menos rigorosas. A ablução geralmente não é realizada no judaísmo reformista.

Adon Olam

Adon Olam (Do Hebraico:אֲדוֹן עוֹלָם, "Senhor do Universo/Mundo"). Poema judaico tradicional, cuja autoria e data de composição são ignorados.

Diabo

Diabo (do latim diabolus, por sua vez do grego διάβολος, transl diábolos, "caluniador", ou "acusador"), chamado no Rio Grande do Sul de Sanguanel, é o título mais comum atribuído à entidade sobrenatural maligna da tradição cristã. É tratado como a representação do mal, em sua forma original de um anjo querubim, responsável pela guarda celestial, que foi expulso dos Céus por ter criado uma rebelião de anjos contra Deus com o intuito de tomar-lhe o trono. Com seu parecer ainda desconhecido, muitas são as tentativas de reproduzi-lo. O mais popular o levaria a ter uma cor vermelha, com feições humanas, mas com chifres, rabo pontiagudo e um tridente na mão, para remeter a um cetro.

Outra forma também comum quanto ao parecer corresponde à de um ser metade humano, metade bode, com o pentagrama invertido inscritos no corpo (imagem de Baphomet).

Festas judaicas

Yom Tov ou festival é um dia, ou vários dias observados pelos Judeus como uma comemoração sagrada ou secular de um importante evento da História Judaica. Em Hebraico, os feriados e os festivais judaicos, dependendo da sua natureza, são chamados de yom tov ("dia bom"), chag ("festival") ou taanit ("jejum").

As origens das várias festas judaicas geralmente encontra-se nas mitzvot (mandamentos bíblicos), decreto rabínico, ou na moderna história de Israel.

Halel

Halel (do hebraico הלל‎, "Louvor") é uma oração judaica baseada em Tehilim (Salmos 113-118), que é utilizada como louvor e agradecimento, recitada pelos judeus nas festividades judaicas.

Halel Completo – composto pelos Salmos 113-118, é recitado apenas nas festividades judaicas.

Halel Parcial - são omitidas as partes iniciais de Salmo 115 (1 a 11) e Salmo 116 (1 a 11), sendo recitada no primeiro dia de cada mês (Rosh Chodesh) e nos dias seguintes de Pessach.

Lulav

A lulav (לולב) é uma folhagem da tamareira. É um dos arba'á minim (ארבעה מינים, quatro espécies) usado no serviço matinal de rezas (shacharit) da festa judaica de Sucot. As outras espécies são o hadass (murta-comum), aravá (salgueiro) e o etrog (cidra).

Minchá

Minchá (em hebraico: מנחה) é a oração da tarde no judaísmo.

Oração judaica

A oração judaica (em hebraico: תְּפִלָּה, tefilá; plural hebraico: תְּפִלּוֹת, tefillos ou tefillót; em iídiche: תּפֿלה tfíle, plural תּפֿלות tfílles) são as recitações de orações que fazem parte da observância do Judaísmo. Estas orações, muitas vezes com instruções e comentários, são encontradas no sidur, o livro tradicional de orações judaicas.

Tradicionalmente, três grupos de orações são recitados diariamente:

Shacharit ou Shaharit (שַחֲרִת), do hebraico shachar ou shahar (שַחָר) "luz da manhã";

Minchá (מִנְחָה), as orações da tarde designadas para a oferta de farinha que acompanhava os sacrifícios no Templo de Jerusalém;

Arvit (עַרְבִית) ou Ma'ariv (מַעֲרִיב), de "anoitecer".Orações adicionais:

Musaf (מוּסָף, "adicional") são recitadas pelas congregações ortodoxas e conservadoras no Shabat, nos principais feriados judaicos (inclusive no Chol HaMoed) e no Rosh Chodesh.

Um quinto serviço de oração, Ne'ilah (נְעִילָה, "fechamento"), é recitado somente em Yom Kippur, o Dia da Expiação.

Salmo 104

Salmo 104 (ou, na numeração grega, Salmo 103) faz parte do Livro de Salmos da Bíblia hebraica. É notável entre os salmos por descrever YHVH (Elohim) explicitamente como a divindade criadora. O filósofo alemão Johann Gottfried von Herder observou: "Vale a pena estudar a língua hebraica durante dez anos para ler o Salmo 104 no original".

Shemá Israel

Shemá Israel (em hebraico שמע ישראל; "Ouça Israel") são as duas primeiras palavras da seção da Torá que constitui a profissão de fé central do monoteísmo judaico (Devarim / Deuteronómio 6:4-9) no qual se diz שְׁמַע יִשְׂרָאֵל יְהוָה אֱלֹהֵינוּ יְהוָה אֶחָד: (Shemá Yisrael Ado-nai Elohênu Ado-nai Echad - Ouve Israel, ADO-NAI nosso Deus ADO-NAI é Um).

Shofar

O shofar (do hebraico שופר) ou, em sua forma aportuguesada, xofar é considerado um dos instrumentos de sopro mais antigos. Somente a flauta do pastor – chamada ugav, na Bíblia – tem registro da mesma época, mas não tem função em serviços religiosos nos dias de hoje.

O shofar não produz sons delicados, como o clarim moderno, a trombeta ou outro instrumento de sopro e, para os judeus, não é apenas um instrumento "musical", mas sim um instrumento tradicionalmente sagrado.

Na tradição judaica, lembra o carneiro sacrificado por Avraham (Abraão) no lugar de Yitschac (Isaac) através da história da Akedá , lida no segundo dia de Rosh Hashaná.

Talit

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O talit – טַלִּית (no hebraico moderno), talet - טַלֵּית (em sefaradi) ou talis (em Iídiche) é um acessório religioso judaico em forma de um xale feito de seda, lã (mais caro e elegante que o de seda) ou linho, tendo em suas extremidades as tsitsiot ou sissiot "sefaradi" (franjas). Ele é usado como uma cobertura na hora das preces judaicas, principalmente no momento da oração de Shacharit (primeiras orações feitas pela manhã).

O talit (também conhecido como "talit gadol" - טלית גדול) é usado pelos homens no momento da oração na sinagoga e no momento da oração do Shacharit. O talit isola o que esta orando do mundo a sua volta e facilita-o na em sua concentração durante a oração. Sobre o talit se interpreta que um dos objetivos deste acessório é criar um ambiente de igualdade entre os que estão orando na sinagoga, tendo então concordância com uma cobertura homogênea que estaria sobre as roupas que as pessoas realmente estavam usando – que mostram a qualidade e o estado econômico do que ora.

Entre os asquenazitas, o costume de se cobrir com o talit se reserva aos homens apenas após o casamento. De acordo com este costume, quando se está solteiro, é permitido cobrir-se com talit só em ocasiões especiais, como no momento que eles são chamados para serem “Olim” - עולים (plural de “Olê” - עולה, denominação aos que são chamados para ler a Torá nas sinagogas). Os judeus orientais (também chamados de “mizrahiim”) têm o costume de se cobrir com o talit a partir da idade de treze anos, quando o menino faz o Bar Mitzvah ou até mesmo antes dessa cerimônia. Comunidades Conservadoras e Reformistas permitem também é às mulheres fazerem uso do talit apesar da lei Judaica tradicional isentarem as mulheres dessa obrigação.

Há também um outro tipo de talit denominado “talit katan” – טלית קטן – (talit pequeno) conhecido também só pelo nome de “tzitzit”, que é utilizado durante o dia inteiro por baixo da roupa no qual se está vestido, a fim de cumprir este mandamento durando todo o dia.

A bandeira do Estado de Israel é baseada em um talit (as duas faixas que a compõem), tendo uma estrela de David ao centro dela.

Noutras línguas

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