Sargento

Sargento é um grupo de patentes.[nota 1] Existe na maioria das forças armadas e em algumas forças de segurança.

Conforme o país, as patentes de sargento podem estar integradas à categoria das Praças[nota 2] ou então constituírem uma categoria específica designada "Sargentos", "Suboficiais", "Oficiais Inferiores" ou "Oficiais Não Comissionados". Existem, normalmente, várias patentes de sargento, cada uma das quais correspondendo a diferentes graus de experiência profissional e de responsabilidade.

As patentes de sargento existem em quase todas as forças terrestres e aéreas. Muitas forças navais, no entanto, utilizam termos alternativos para patentes correspondentes, como "mestre" ou "pequeno oficial".

Responsabilidades e funções

As responsabilidades dos sargentos diferem de instituição militar para instituição militar. Por exemplo, podem ser responsáveis pela chefia de uma fração de tropa, constituída por 9 a 13 militares, ou ser responsáveis pela função de adjunto ao comando de um pelotão com 30 a 50 militares. Em algumas instituições militares, os sargentos têm apenas responsabilidades administrativas e de instrução de soldados. Em outras, porém, podem assumir responsabilidades de comando em combate.

Na maioria das instituições militares existe uma subcategoria superior de sargentos, com responsabilidades do nível de comando ou de estado-maior de unidades e subunidades de escalão superior ao de companhia. Essa subcategoria pode ter um ou mais postos, com designações tão variadas como "sargento-mor", "sargento-ajudante", "subtenente", "suboficial", "oficial mandatado", "major", "ajudante", "marechal", entre outras. Os sargentos superiores podem, por vezes, assumir responsabilidades semelhantes às de oficiais, como por exemplo o comando de pelotões e de patrulhas.

Insígnias e distintivos de sargento, em vários países

Sargentos subalternos

Dienstgrad Bundeswehr Heer 131 Feldwebel

Exército Alemão
(Feldwebel)

OR07-Sargento Primero

Exército Espanhol
(Sargento Primero)

Nl-marine-vloot-sergeant

Marinha Neerlandesa
(Vloot Sergeant)

Nl-landmacht-sergeant-wachtmeester

Exército dos Países Baixos
(Sergeant)

Exército Britânico
(Staff Sergeant)

Sargentos superiores

IT-Airforce-OR9c

Força Aérea Italiana
(Sergente Maggiore)

Army-USA-OR-09c

Exército dos EUA
(Sargeant Major)

SERGENTCHEF

Força Aérea Francesa
(Sergent-Chef)

Exército Britânico
(Warrant Officer, Class One)

História

A palavra sargento deriva-se do latim servientes (de servir, aquele que serve ou que auxilia na arma, na armada brasileira, segundo regulamento militar de 1808 - brasileiro e português). "O termo era usado, na Idade Média, para designar os guerreiros profissionais que auxiliavam aos cavaleiros, sobretudo nas ordens militares".segundo o regulamento do Império Brasileiro - lusitano de 1808, vide documentos em museus do Brasil em Petrópolis - Brasil, no Museu do Ipiranga, denominado na antiguidade de "escudeiro" ou "armeiro" tendo acesso ao grau de cavaleiro mediante um acto - façanha de heroísmo em batalha, recebedor de comenda ou título de cavaleiro, pelo soberano, no caso Dona Maria I do Brasil, Portugal e Algarves ou Além-mar, na linguagem da época.

Em Portugal

Como posto militar, o sargento existe há mais tempo que o exército como ramo das Forças Armadas[carece de fontes?]. Mesmo ainda antes da criação da primeira organização militar portuguesa (Terço da Armada - cerca de 1650), já existiam sargentos-mores ou sargento de mar e guerra na marinha. Os sargento-mor eram o responsável por comandar as manobras do regimento em terra (guerra) e mar (embarcados). Era por antiguidade superior a um capitão e inferior a um tenente-coronel, inclusive em soldo ou vencimentos.

Naqueles tempos, os demais sargentos eram designados "oficiais inferiores" ou subalternos que deveriam se aperfeiçoar em "cursos de guerra", como os capitães - formados - cavaleiros.

Os sargentos-mores eram os responsáveis pela preparação militar dos homens em geral, gozando de elevada reputação social na caserna reconhecidos especialistas científicos.

Já os nobres de quatro linhagens que entravam no exército eram considerados oficiais maiores (mestres de campo e generais). Os não nobres que ingressavam no exército entravam como soldados (praça de pré) ). Destes, os que se destacavam eram promovidos a sargento (oficial inferior), posteriormente a alferes e capitão (oficiais subalternos) e sargento-mor (oficial superior). As praças de pret eram contratadas por dia de trabalho (de pret) e os oficiais por contratos de três anos.[carece de fontes?]

No tempo do Marquês de Pombal, foi contratado o general alemão Guilherme de Schaumburg-Lippe (nomeado marechal-general do Exército Português para campanha contra a Espanha e a França, em 1762), com o encargo de restituir à instituição militar o brio combativo de outros tempos. Este general, através do seu Decreto de 16 de fevereiro de 1764, criou a Academia Real Militar e passou o sargento à condição de praça de pré, apesar do contrato continuar sendo trianual. Reconheceu aos oficiais inferiores a competência para responderem pelas companhias, determinando também que eles deveriam saber ler e escrever corretamente, porque o oficial comandante poderia não o saber, por ser fidalgo.

Para ser promovido ao posto de alferes e poder frequentar a Academia Real Militar, era necessário ser sargento.

Na década de 1990, a carreira de sargento foi reformulada: o número de patentes foi aumentado (várias novas foram criadas) e o padrão remuneratório das patentes mais elevadas também foi aumentado. Por exemplo: um sargento-mor (patente mais elevada dos sargentos) aufere um vencimento idêntico ao previsto para a patente de Capitão.[carece de fontes?]

Forças armadas nos países lusófonos

Brasil

As diferentes patentes são agrupadas em dois grandes grupos: oficiais e sargentos. As patentes de oficial são denominadas "postos" e as patentes de sargento são denominadas "graduações".[nota 3]

Atualmente, o ingresso para os cursos de formação de oficiais e de sargentos ocorre ou mediante concurso público nacional ou por indicação do comandante da força armada interessada, desde que com a aquiescência do Ministro da Defesa.[nota 4] De modo geral, no exército e na aeronáutica os centros de formação de sargentos são denominados "escolas",[3][4] enquanto que os centros de formação de oficiais são denominados "academias".[5][6] A exceção a essa regra geral costuma ser a marinha.[7]

Exército

A Escola de Sargentos das Armas possui a seguinte frase-símbolo, conhecida em todo o Exército Brasileiro e perenizada na sacada do pavilhão de comando: Sargento: elo fundamental entre o Comando e a Tropa.

Para se poder chegar até o posto de capitão, o sargento do Exército Brasileiro deve fazer um curso de aperfeiçoamento na Escola de Aperfeiçoamento de Sargentos (EASA), em Cruz Alta - RS e, posteriormente, o Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais, ministrado pela Escola de Instrução Especializada (ESIE), localizada no Rio de Janeiro-RJ.

3 Sargento EB

3° Sargento do Exército Brasileiro

2 Sargento EB

2° Sargento do Exército Brasileiro

1 Sargento EB

1° Sargento do Exército Brasileiro

Cargos e funções

Aos sargentos, de acordo com as respectivas armas e serviços, incumbe, genericamente, o exercício de funções nos comandos, forças, unidades, serviços e organismos do ramo das Forças Armadas (FA) a que pertencem e em forças conjuntas ou combinadas e quartéis-generais dos respectivos comandos, bem como na estrutura de outros organismos e departamentos, nacionais e internacionais, exteriores ao ramo das FA.

  • O 3º Sargento é a graduação mais operacional de um sargento, por ser a posição inicial da carreira, operacionalmente ele é o líder das pequenas frações (grupo de combate).
  • O 3º Sargento é promovido a 2º Sargento após completar cerca de oito anos de serviço como 3º Sargento. Pode assumir funções administrativa e após concluído o Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos, pode assumir a função de Adjunto de Pelotão.
  • O 1º Sargento é o de maior antiguidade (mais elevada precedência hierárquica) entre os sargentos. Possui no mínimo dezoito anos de carreira como sargento e pode servir de adjunto ao oficial comandante de uma companhia ou até mesmo chefiar um Tiro de Guerra (caso seja combatente).

Heróis

Ficaram célebres:

Portugal

Conforme dispõem os artigos 27º e 28º e o Anexo I, tudo do Estatuto dos Militares das Forças Armadas de Portugal,[8] os militares são categorizados em praças (soldados, grumetes, marinheiros e cabos), sargentos e oficiais, todas as suas patentes são igualmente denominadas "postos", e quando um militar português ascende a um posto superior diz-se que ele ascendeu a um posto de graduação (hierárquica) superior.

Categoria de sargentos

Os postos da categoria de sargentos incluem os de sargento, propriamente dito e os de furriel - chamado subsargento na marinha. Esta categoria foi bastante reformulada em 1976, altura em que foram introduzidos novos postos e alteradas as responsabilidades dos existentes.

Nível NATO Marinha Portuguesa Exército Português Força Aérea Portuguesa
OR-9 Sargento-mor Sargento-mor Sargento-mor
OR-8 Sargento-chefe Sargento-chefe Sargento-chefe
OR-7 Sargento-ajudante Sargento-ajudante Sargento-ajudante
OR-6 Primeiro-sargento Primeiro-sargento Primeiro-sargento
OR-5 Segundo-sargento Segundo-sargento Segundo-sargento
OR-5 Subsargento Furriel Furriel
OR-5 Segundo-subsargento Segundo-furriel Segundo-furriel

Os distintivos de patente dos sargentos são semelhantes nos vários ramos das forças armadas. Genericamente consistem em divisas para as patentes de sargento subalterno e em escudos das armas nacionais para os sargentos superiores.

11 - Sargento-mor

Sargento-mor (Exército)

POR-Navy-OR8

Sargento-chefe (Marinha)

9 - Sargento-ajudante

Sargento-ajudante (Exército)

8 - Primeiro-sargento

Primeiro-sargento (Exército)

2sarg t

Segundo-sargento (Força Aérea)

6 - Furriel

Furriel (Exército)

5 - Segundo-furriel

Segundo-furriel (Exército)

Nas Forças Armadas Portuguesas existem, os seguintes postos da categoria de sargento:

  1. Sargento-mor antigo Sargento de Mar e Guerra: posto, introduzido em 1976, como o mais graduado da categoria de sargentos, com funções de adjunto do comando de uma unidade de escalão batalhão ou superior. Este posto não deve ser confundido com o posto homónimo de oficial superior, existente até ao início do século XIX;
  2. Sargento-chefe (Sargento - líder): posto, introduzido, em 1976, que passou a ser a segunda graduação mais elevada de sargento. Os sargentos-chefes desempenham a função de adjuntos dos comandos de batalhões;
  3. Sargento-ajudante: antiga designação do sargento mais graduado de um regimento, responsável por auxiliar o oficial ajudante na sua função de chefe dos serviços administrativos e de secretariado. Com a criação dos postos de sargento-mor e sargento-chefe, em 1976, o sargento-ajudante passou a ser apenas a 3ª graduação da categoria de sargento, com a função de servir de adjunto de comando de uma companhia;
  4. Primeiro-sargento: designação, até 1976, do sargento mais graduado de uma companhia, ao qual competia a administração da mesma. Desde então é apenas o sargento mais graduado de um pelotão;
  5. Segundo-sargento: designação da primeira graduação da carreira de sargento do quadro permanente das Forças Armadas. Aos segundos-sargentos está, normalmente, atribuído o comando de uma secção de 9 militares ou um comando equivalente;
  6. Furriel: no século XVII, o furriel era o oficial inferior das companhias de Cavalaria, responsável pelas forragens dos cavalos e outras funções logísticas. Mais tarde passou a existir também um furriel em cada companhia de Infantaria. Na Cavalaria, até ao início do século XIX, não existiam sargentos, mas apenas furrieis. Hoje em dia é a segunda graduação da carreira de sargento dos quadros não permanentes (voluntários e contratados) do Exército e a primeira dos quadros permanentes da Força Aérea e a segunda dos contratados;
  7. Subsargento: posto da marinha correspondente ao de furriel do Exército e da Força Aérea;
  8. Segundo-furriel: posto, introduzido em 1974, como o primeiro dos militares da carreira de sargento dos quadros não permanentes do Exército e da Força Aérea, substituindo o anterior posto de primeiro-cabo miliciano;
  9. Segundo-subsargento: posto da marinha correspondente ao de segundo-furriel do Exército e da Força Aérea.

Postos de sargento já não existentes:

  1. Sargento de brigada: designação do sargento-ajudante durante alguns períodos do século XIX;
  2. Sargento quartel-mestre: antigo posto do sargento responsável por auxiliar o oficial quartel-mestre nas suas funções de logística e administração financeira do regimento. Era o sargento mais graduado a seguir ao sargento-ajudante;
  3. Sargento de mar e guerra: antigo posto de sargento da marinha, responsável pelos artilheiros a bordo de cada navio de guerra.

No Exército Português existiram dois postos de oficial, que tinham a designação de "sargento": sargento-mor e sargento-mor da batalha. Sargento-mor (não confundir com o actual posto de sargento-mor) era a designação do, actual, posto de major, até início do século XIX. Sargento-mor da batalha era a designação, até 1762, do posto correspondente ao, actual, major-general.

Até ao século XIX a Marinha utilizava designações para os seus oficiais inferiores, diferentes das do Exército. Assim, em vez dos postos de primeiro-sargento, segundo-sargento e furriel, existiam, na Marinha, os postos de mestre, contramestre e guardião. Actualmente as designações dos postos são iguais em todos os ramos das Forças Armadas, com excepção da designação "subsargento" que é usada na Marinha em vez de "furriel".

Mesmo assim temos de considerar que até 2 de maio de 1808 havia o cargo cargo de sargento de mar e guerra, altura que foi extinto por D. Maria I, e cujas funções foram distribuídos pelos restantes sargentos, oficiais inferiores da Brigada Real da Marinha segundo sua palavras escritas no Brasil.[9]

Notas

  1. Uma patente é um grau hierárquico, ou seja, uma posição hierárquica.
  2. Praça é uma categoria hierárquica inferior à dos Oficiais. Uma categoria hierárquica corresponde ao conjunto formado por um ou mais grupos de patentes. Salvo algumas exceções (como o Brasil), via de regra o termo "Praça" é utilizado para representar os militares alistados e temporários (Soldados e, às vezes, Cabos).
  3. Vide o art. 16 do Estatuto dos Militares.[1]
  4. Vide o inciso X do art. 142 da Constituição Federal[2] combinado com o art. 10 do Estatuto dos Militares.[1]

Referências

  1. a b BRASIL (9 de dezembro de 1980). «Estatuto dos Militares». Lei federal ordinária nº 6.880. Consultado em 2 de setembro de 2018
  2. BRASIL. «Constituição da República Federativa do Brasil». Consultado em 12 de outubro de 2013
  3. «Finalidade da Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR)». Consultado em 2 de setembro de 2018
  4. «Missão da Escola de Sargentos das Armas (ESA)». Consultado em 2 de setembro de 2018
  5. «Cursos de Formação da Academia da Força Aérea (AFA)». Consultado em 2 de setembro de 2018
  6. «Missão Institucional da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN)». Consultado em 2 de setembro de 2018
  7. «Formas de Ingresso na Marinha do Brasil». Consultado em 2 de setembro de 2018
  8. República Portuguesa (25 de junho de 1999). «Estatuto dos Militares das Forças Armadas de Portugal (Decreto-Lei nº 236 de 25 de junho de 1999)». Portugal. Diário da República. I-A (146): 3792-3843. Consultado em 2 de setembro de 2018
  9. «Decreto: Havendo a experiência mostrado quanto o posto de Sargento de Mar e Guerra he inutil, : e dispendioso no corpo da minha Armada Real: e conhecendo-se que os sargentos, ou officiaes inferiores da Brigada Real da Marinha, e os guardiões, ou cabos de marinheiros das embaracacões de guerra são aquelles.», Rainha Maria I, Lisboa, Portugal, 1808

Ver também

Ligações externas

Atentado do Riocentro

Atentado do Riocentro é o nome pelo qual ficou conhecido um frustrado ataque a bomba ao Centro de Convenções do Riocentro, no Rio de Janeiro, na noite de 30 de abril de 1981, quando ali se realizava um espetáculo comemorativo do Dia do Trabalhador, durante o período da ditadura militar no Brasil. O atentado, perpetrado por setores do Exército Brasileiro insatisfeitos com a abertura democrática que vinha sendo feita pelo regime, ajudou a apressar a redemocratização do país, completada quatro anos depois, com a primeira eleição presidencial realizada no Brasil em vinte e quatro anos.As bombas, levadas ao complexo num carro esportivo civil Puma GTE, seriam plantadas no pavilhão pelo sargento Guilherme Pereira do Rosário e pelo capitão Wilson Dias Machado. Com o evento já em andamento, uma das bombas explodiu prematuramente dentro do carro onde estavam os dois militares, no estacionamento do Riocentro, matando o sargento e ferindo gravemente o capitão Machado. Uma segunda explosão ocorreu a alguns quilômetros de distância, na miniestação elétrica responsável pelo fornecimento de energia do Riocentro. A bomba foi jogada por cima do muro da miniestação, mas explodiu em seu pátio e a eletricidade do pavilhão não chegou a ser interrompida. Na tentativa de encobrir o fracasso da operação, o SNI - Serviço Nacional de Informações culpou as organizações de esquerda – na época já extintas – pelo ataque. Essa hipótese já não tinha sustentação na época e anos mais tarde se comprovou, inclusive por confissão, que ele foi uma tentativa de setores mais radicais do governo (principalmente do CIEx e do SNI) de, colocando a culpa na oposição radical pela carnificina prevista a acontecer, convencer os setores mais moderados de que era necessária uma nova onda de repressão de modo a paralisar a lenta abertura política que estava em andamento.A abertura de um Inquérito Policial Militar, porém, fracassou em estabelecer os responsáveis do regime, levando à renúncia do general Golbery do Couto e Silva, Chefe da Casa Civil do governo do general João Figueiredo e um dos criadores do SNI, e ao arquivamento do caso. Novamente reaberto em 1999, após o aparecimento de novas evidências, três meses de investigação autorizadas pela procuradoria-geral da República, considerando que o ato não estava coberto pela Lei da Anistia – que anistiava crimes políticos entre 1961 e 1979 – resultaram na condenação do capitão Machado por homicídio culposo, estendida ao sargento Rosário se estivesse vivo, do indiciamento por falso testemunho e desobediência do general da reserva Newton Cruz e do coronel Freddie Perdigão, falecido dois anos antes, por comandar a operação. O caso entretanto foi arquivado no mesmo ano sem qualquer punição aos envolvidos por decisão do Superior Tribunal Militar, que se considerou sem condições de mais punir os responsáveis, já que uma decisão anterior do próprio tribunal enquadrou o caso na Lei da Anistia.Em 2014, a Comissão Nacional da Verdade apresentou um relatório preliminar sobre o atentado, afirmando que ele fez parte de uma ação articulada do Estado brasileiro. O episódio, com seus desdobramentos, tornou-se um marco da decadência e do esgotamento do regime militar no Brasil, que daria lugar dali a quatro anos ao restabelecimento da democracia.

Companhia (militar)

Uma companhia é um tipo de unidade militar, composta por entre 60 e 250 militares e tradicionalmente comandada por um capitão.

Normalmente, está dividida em dois ou mais pelotões, com várias companhias a formarem um batalhão. Tipicamente, a companhia é a menor unidade de um exército a dispor de autonomia administrativa e logística. Tradicionalmente, o sargento mais graduado de uma companhia é designado "primeiro-sargento", sendo responsável pelos seus serviços administrativos.

Como, no passado, era comum cada companhia usar uma bandeira privativa como distintivo de unidade, por analogia, a companhia em si era também designada "bandeira".

Tradicionalmente, algumas armas e serviços de um exército, as unidades equivalentes à companhia têm outras designações como "esquadrão" ou "tropa" na cavalaria, "bateria" na artilharia, "esquadrilha" na aviação e "coluna" no serviço de transportes.

Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos

O Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (em inglês: United States Marine Corps; abreviação oficial: USMC) é um ramo das Forças Armadas dos Estados Unidos. Embora o Corpo de Fuzileiros Navais inicialmente servisse somente na segurança de navios da Marinha americana e em táticas anfíbias de guerra, o Corpo de Fuzileiros Navais evoluiu gradualmente até se tornar numa força militar individualizada, com múltiplos objetivos nas forças armadas americanas.

O Corpo de Fuzileiros Navais, com aproximadamente 202 mil fuzileiros navais na ativa e mais 40 mil na reserva, é o maior Corpo de Fuzileiros Navais do mundo, que incluem também o Exército, a Marinha, a Força Aérea e a Guarda Costeira. Apenas a Guarda Costeira é menor. Em termos absolutos, porém, o Corpo de Fuzileiros Navais é maior do que as forças armadas de muitos países; é maior, por exemplo, do que o Exército Britânico.

Tanto o Corpo de Fuzileiros Navais quanto a Marinha americana são administradas e controladas pelo Departamento da Marinha dos Estados Unidos. Apesar de serem dois órgãos militares distintos, o Corpo de Fuzileiros Navais e a Marinha trabalham em estreita colaboração.

Exército

O exército é a componente terrestre das forças armadas da maioria dos países, em contraste com as suas componentes naval (marinha) e aérea (força aérea). Contudo, o termo "exército" ou "exércitos" são usados em alguns países para designarem a totalidade das forças armadas. Nalguns destes casos, a componente terrestre pode ser designada "exército de Terra", a aérea "exército do Ar" e a naval "exército do Mar".

O termo "exército" também pode ser usado para se referir a uma fração de um exército nacional, referindo-se a uma grande unidade militar, que agrupa normalmente vários corpos de exército.

No passado, o exército também era designado pelo termo "armada", vindo do latim "armata" (dotado de armas). Etimologicamente, vêm do termo "armata" as designações correspondentes a "exército" em algumas línguas, como a inglesa (army) ou a francesa (armée). Noutras línguas, termos com origem em armata são usados para designar o exército apenas como fração, usando-se outro termo para designar a totalidade das forças terrestre de um país. É o caso da língua italiana (armata por oposição a esercito) e língua alemã (Armee por oposição a Heer). Hoje em dia, na língua portuguesa, o termo "armada", praticamente, só é utilizado no sentido de força naval.

Exército dos Estados Unidos

O Exército dos Estados Unidos é o principal ramo das Forças Armadas dos Estados Unidos responsável pelas operações militares terrestres. É o maior e mais antigo ramo estabelecido nas forças armadas, e é um dos sete serviços uniformizados dos EUA. O exército moderno tem suas raízes no Exército Continental, que foi formado em 14 de junho de 1775, antes do estabelecimento dos Estados Unidos, para atender às demandas da Guerra Revolucionária Americana. O Congresso da Confederação criou oficialmente o Exército dos Estados Unidos em 03 de junho de 1784, após o fim da guerra, para substituir o Exército Continental dissolvido. O Exército se considera descendente do Exército Continental e, assim, a sua criação data das origens desta força.A principal missão do Exército dos Estados Unidos é "proporcionar forças e capacidades necessárias … em apoio à Segurança Nacional e Estratégias de Defesa." O exército é um serviço militar dentro do Departamento do Exército, um dos três departamentos militares do Departamento de Defesa. O exército é chefiado pelo Secretário do Exército, e o mais alto posto militar no departamento é o Chefe do Estado Maior do Exército. No ano fiscal de 2011, o Exército Regular relatou uma força de 546 057 soldados, a Guarda Nacional do Exército (ARNG) relatou 358 078, e o Exército Reserva (USAR) relatou 201 166, colocando o total de componentes de forças combinadas em 1 105 301 soldados.

Força Aérea dos Estados Unidos

A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF, do inglês United States Air Force) é o ramo da aviação das Forças Armadas dos Estados Unidos, cuja missão é defender os Estados Unidos e proteger os seus interesses pelo ar e espaço. Foi instituída como órgão independente a partir do Exército dos Estados Unidos a 18 de setembro de 1947.A USAF é a maior e mais poderosa força aérea do planeta, tem cerca de 5 137 aeronaves, 406 mísseis ICBM e 63 satélites militares. Tem um orçamento de US$ 161 bilhões de dólares e possui 313 242 militares ativos, 141 197 empregados civis, 69 200 militares da reserva e 105 500 na Guarda nacional.

Hierarquia militar de Portugal

A hierarquia militar, em Portugal, é constituída por vários Postos e Categorias.

Hierarquia militar do Brasil

A hierarquia militar é a base da organização das Forças Armadas, Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares e compõe a cadeia de comando a ser seguida por todos os integrantes das Forças em sua estrutura organizacional. No Brasil, a Constituição prevê ao Presidente da República o posto de Comandante em Chefe das Forças Armadas.

Lista de bairros de Belford Roxo

Esta é uma possível lista de bairros (e sub-bairros, ou similares) do município de Belford Roxo.

Major

Major é um posto militar, nas forças armadas e de segurança de vários países. Conforme o país, pode ter significados diferentes. Na maioria dos países, corresponde ao primeiro posto de oficial superior, sendo superior a capitão e inferior a tenente-coronel. No entanto, em outros países (como a França), a designação "major" é dada ao posto mais graduado de suboficial.

Max Wolf Filho

Max Wolf Filho (Rio Negro, 29 de julho de 1911 — Montese, 12 de abril de 1945) foi um militar brasileiro. Participou da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na frente de combate italiana durante a Segunda Guerra Mundial.

Memórias de um Sargento de Milícias

Memórias de um Sargento de Milícias é um romance de Manuel Antônio de Almeida. Foi publicado originalmente em folhetins no Correio Mercantil do Rio de Janeiro, entre 1852 e 1853, anonimamente. O livro foi publicado em 1854, no lugar do autor constava "um brasileiro".

A narrativa de Memórias de um sargento de milícias, de estilo jornalístico e direto, incorpora a linguagem das ruas, classes média e baixa, fugindo aos padrões românticos da época, quando os romances retratavam os ambientes aristocráticos. A experiência de ter tido uma infância pobre contribuiu para que Manuel Antônio de Almeida desenvolvesse a sua obra.

Destaca-se, ao lado de O filho do pescador de Antônio Gonçalves Teixeira e Sousa e A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, entre as primeiras produções românticas da literatura brasileira.

Nelson Sargento

Nelson Sargento (Rio de Janeiro, 25 de julho de 1924), nome artístico de Nelson Mattos, é compositor, cantor, pesquisador da música popular brasileira, artista plástico, ator e escritor brasileiro. Sua trajetória na música, na literatura e nas artes são suficientes para vários carnavais. Em homenagem aos 90 anos do sambista, o Portal EBC preparou uma matéria especial com entrevistas e vídeos exclusivos do bamba da Mangueira.

O Sargento, do autor do samba Agoniza mas não morre (de 1979), corresponde, na verdade, à mais alta graduação que o cidadão Nélson Mattos atingiu quando serviu ao Exército brasileiro. Viveu durante longos anos nos morros da cidade do Rio de Janeiro. Atualmente vive na Tijuca e é considerado cidadão do mundo, já que sua música é conhecida, pelo menos, nas Américas e no Japão. Casado com Evonete Belizario Mattos. É pai de seis filhos biológicos e três adotivos, além de ter criado vários filhos e filhas do coração. É empresariado e agenciado, com exclusividade, pela produtora Conexão Social Produções, que tem como sócios seu filho caçula Ronaldo Mattos e sua nora Lívea Mattos. O compositor mangueirense possui, aproximadamente, quatrocentas músicas em seu repertório. Mudou-se do Morro do Salgueiro para o Morro da Mangueira aos 12 anos de idade. Nelson Sargento milita pelo samba desde os anos 1950, quando o gênero era marginalizado.

Roberto Guilherme

Roberto Guilherme, nome artístico de Edward Guilherme Nunes da Silva (Ladário, 20 de Agosto de 1938) é um ator, dublador e humorista brasileiro, conhecido pelo personagem Sargento Pincel do programa Os Trapalhões.

Roberto Guilherme interpretou o Sargento Pincel por mais de trinta anos. A identificação com essa personagem é tamanha que, em uma entrevista, afirmou que sua própria família lhe chamava de "Pinça".Na Turma do Didi, o Sargento Pincel contracenava com o Soldado 49, o Didi, personagem representado por Renato Aragão.

Sargento-mor

Sargento-mor é uma graduação ou uma função militar, existente nas forças armadas de vários países do mundo.

Em vários exércitos europeus do passado, a designação referia-se a um posto de oficial superior correspondente ao atual de major. Atualmente, normalmente, refere-se a uma graduação da categoria de sargentos.

Sargento Getúlio (filme)

Sargento Getúlio é um filme brasileiro de 1983, do gênero drama, dirigido por Hermano Penna.

O roteiro é baseado no livro homônimo de João Ubaldo Ribeiro e foi escrito pelo próprio Hermano Penna, por Flávio Porto e pelo autor João Ubaldo Ribeiro.[carece de fontes?]Em novembro de 2015 o filme entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.

Sargento Pimenta

Sargento Pimenta é um bloco do Carnaval do Rio de Janeiro, fundado em 2010, que desfila no bairro do Flamengo, na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro.

O nome é uma referência ao álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, e o repertório do bloco é formado principalmente por versões de canções da banda de rock The Beatles, interpretadas com arranjos de samba, marcha, maracatu e outros ritmos brasileiros.Depois da estreia em 2011, no bairro de Botafogo, o sucesso foi tão grande que o bloco passou a desfilar no Aterro do Flamengo

Em 2015 e 2016, o público foi calculado em 180 mil pessoas.

Em dezembro de 2017, lançou um álbum com releituras do álbum que originou o bloco.

== Referências ==

Sergeant Rutledge

Sergeant Rutledge (Audazes e Malditos BRA ou O Sargento Negro PRT) é um filme estadunidense de 1960, do gênero faroeste, dirigido por John Ford.

Noutras línguas

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