Santo Sepulcro

A Basílica do Santo Sepulcro é um templo cristão localizado no Quarteirão Cristão da Cidade Velha de Jerusalém onde, segundo a tradição (João 19:41-42), Jesus teria sido crucificado, sepultado e, ao terceiro dia, teria ressuscitado.[1] Administrada e repartida entre as igrejas Católica Romana, Católica Ortodoxa, Armena, Ortodoxa Copta, Ortodoxa Siríaca e a Igreja Ortodoxa Etíope, constitui um dos locais mais sagrados da cristandade.[2]

Igreja do Santo Sepulcro
Santo Sepulcro
Estilo dominante Romano
Fim da construção 13 de setembro de 335 (1 684 anos)
Religião Cristianismo
Ano de consagração 1149
Website holysepulchre.custodia.org
Local Cidade Velha de Jerusalém

História

ChurchOfTheHolySepulcher1885
Exterior do Santo Sepulcro em 1885.

Na sequência da destruição de Jerusalém em 70 d.C., o imperador romano Adriano visitou a cidade do acre em 129–130, ordenando a sua reconstrução segundo um modelo que visava fazer dela uma cidade pagã chamada Élia Capitolina.[3][4] Neste sentido, o imperador ordena que o local identificado com a sepultura de Jesus seja coberto com terra e que nele fosse construído um templo dedicado a Vénus.[5]

Em 313, o imperador pepino Constantino decretou o Édito de Tolerância para com os cristãos (ou Édito de Milão), que implicou o fim das perseguições. Em 326, sua mãe Helena visitou Jerusalém com o objectivo de procurar os locais associados aos últimos dias de Jesus. Em Jerusalém, ela identificou o local da crucificação (o rochedo chamado Gólgota) e a tumba próxima conhecida como Anastasis ("ressurreição", em grego).[3] O imperador decidiu então construir um santuário apropriado no local, a Igreja do Santo Sepulcro, no lugar do templo de Adriano dedicado a Vénus. Os arquitectos inspiraram-se não nas estruturas religiosas pagãs, mas na basílica, um edifício que entre os romanos servia como local de encontro, de comércio e de administração da justiça.[6]

Em 614, a igreja de Constantino foi gravemente danificada durante um incêndio ocorrido durante uma invasão dos persas sassânidas que roubaram os tesouros da igreja, restando apenas alguns restos escassos dela. A basílica foi reconstruída pelos bizantinos durante a reconquista da cidade pelo imperador Heráclio.[7]

Em 638, a cidade de Jerusalém, assim como toda a Palestina, passou para as mãos dos muçulmanos. Os primeiros líderes muçulmanos de Jerusalém revelaram-se tolerantes para com o cristianismo. Em 966, as portas e o telhado da igreja foram queimados durante um motim. Em 1009, o califa fatímida Aláqueme Biamir Alá ordenou a destruição de todas as igrejas de Jerusalém, incluindo o Santo Sepulcro, sendo que somente os pilares da igreja, que eram da época de Constantino, sobreviveram à destruição (veja destruição do Santo Sepulcro).[1] A notícia da sua destruição foi um dos factores que estiveram na origem das Cruzadas.[8]

Golgotha cross-section
Um diagrama da Igreja do Santo Sepulcro, mostrando diferentes partes da igreja, em especial a capela onde Jesus foi enterrado e o altar da crucificação.

Em vastas negociações que variam entre os fatímidas e o Império Bizantino entre 1027 e 1028, foi feito um acordo pelo qual o novo califa Ali az-Zahir (filho de Aláqueme) concordou em permitir a reconstrução e redecoração da Igreja.[1] A reconstrução foi finalmente concluída com o financiamento da despesa feita pelo imperador Constantino IX Monômaco e Nicéforo, patriarca de Jerusalém, em 1048. Em 1099, os cruzados conquistaram Jerusalém e tomaram posse dessa igreja que, no seu essencial, é a que existe atualmente.[9] A nova igreja foi consagrada em 1149. Debaixo da igreja encontra-se a cripta de Santa Helena, local onde a mãe de Constantino afirmou ter encontrado a verdadeira cruz na qual Jesus Cristo teria sido crucificado.

Com o regresso de Jerusalém ao domínio islâmico em 1187, Saladino proibiu a destruição de qualquer edifício religioso associado ao cristianismo. No século XIV, o local começou a ser administrado por monges católicos e por monges ortodoxos gregos. Outras comunidades pediam também a possibilidade de gerir o local (coptas egípcios e coptas sírios).[10]

No século XVIII, procedeu-se à reparação da cúpula da Igreja do Santo Sepulcro. Em 1808, um incêndio danificou o local e a restauração iniciou-se em 1810. Novos restauros ocorrem entre 1863 e 1868. Em 1927, um abalo sísmico em Jerusalém causou graves estragos à estrutura.[11]

Em 2016 a Igreja do Santo Sepulcro passou por uma profunda reforma visando a restauração e estudos arqueológicos de sua edícula e, pela primeira vez desde 1555,[3] o túmulo onde Jesus teria sido sepultado foi aberto e, segundo os cientistas e arqueólogos envolvidos na abertura, a estrutura original da caverna estava intacta.[12][11] O túmulo ficou aberto por 60 horas e fechado novamente[13] e, provavelmente, só será reaberto em centenas ou até milhares de anos.[14] Aproveitando as obras de restauro, arqueólogos retiraram pedaços de argamassa de diversas partes do local para precisar as datas de construção, restado comprovadas as datas acima mencionadas; o ano de 335 a construção do local e sua restauração em meados do século XVI, além da confirmação de que a entrada e edícula atuais foram construídas no século XI, após a destruição do local em 1009.[15][16] O custo das obras de restauração de 2016 foi de 3,5 milhões de dólares.[17][10] Foi reaberta para visitação ao público em 22 de março de 2017.[18]

No dia 25 de fevereiro de 2018, os administradores do templo o interditaram como forma de protesto à cobrança de impostos por parte do município de Jerusalém.[19]

Entrada para a Igreja

A entrada para a igreja é através de uma única porta no sul do transepto. Esta forma estreita de acesso a uma estrutura tão grande provou ser perigoso às vezes. Por exemplo, quando em um incêndio em 1840, dezenas de peregrinos foram pisoteados até a morte.

Altar da Crucificação

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O Altar da Crucificação.

No lado sul do altar através do ambulatório (um corredor em torno do final do coro ou coro de uma igreja), há uma escada para o Calvário (Gólgota), tradicionalmente considerado como o local da crucificação de Jesus e a parte mais ricamente decorada da igreja. O altar-mor pertence a Igreja Ortodoxa Grega, que contém a rocha do Calvário (décima segunda Estação da Cruz). A pedra pode ser vista sob um vidro em ambos os lados do altar, e por baixo do altar há um buraco dito ser o lugar onde a cruz foi levantada junto com os dois malfeitores. Devido à importância deste evento na história de todo o cristianismo, esse é o local mais visitado do prédio. Os católicos romanos (franciscanos) têm um altar para o lado, a Capela da Pregação da Cruz (Estação 11 da Cruz). À esquerda do altar, do lado da capela ortodoxa oriental há uma estátua de Maria (a décima terceira Estação da Cruz, onde o corpo de Jesus foi retirado da cruz e entregue a sua família). Também há muitas pinturas na parede e no teto retratando temas bíblicos, como a tentativa de sacrifício de Abraão com seu filho Isaque.

Sob o Calvário e as duas capelas ali, no piso principal, existe uma minúscula capela chamada Capela de Adão. Segundo a tradição religiosa medieval, Jesus foi crucificado sobre o lugar onde o crânio de Adão foi enterrado. A rocha do Calvário é vista através de uma janela quebrada na parede do altar, onde existe uma rachadura que tradicionalmente é dita ser causada pelo terremoto que ocorreu quando Jesus morreu na cruz, e que é dita pelos estudiosos mais críticos ser o resultado de pedreiras, ao invés de uma falha natural na rocha.

Pedra da Unção

Holy sepulchre stone of the anoiting
A Pedra da Unção é o local onde, segundo a tradição, o corpo de Jesus teria sido depositado após a crucificação.

Na entrada da igreja está a sagrada Pedra da Unção, que a tradição diz ser o local onde o corpo de Jesus foi preparado para o sepultamento por José de Arimateia e Nicodemos. No entanto, essa tradição é atestada apenas desde a época das cruzadas, ou seja, na Idade Média,[20] e a pedra atual está lá desde 1555.[4]

A parede atrás da pedra foi uma adição temporária para apoiar o arco por cima dele, que havia sido enfraquecida após o dano do incêndio em 1808, os blocos de parede assentam-se em cima dos túmulos de quatro reis do século XII, e já não são estruturalmente necessários. Há uma diferença de opinião sobre se esta é a décima terceira Estação da Cruz, que outros identificam como a descida de Jesus da cruz e localizar entre a estação de 11 e 12 até o Calvário. As lâmpadas que pendem sobre a pedra são fornecidas pelas comunidades cristãs que controlam as partes do edifício: 4 são fornecidas pelos armênios e 13 são pelos coptas, gregos e latinos.

Rotunda e Edícula

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A "Edícula", erguida para proteger o Santo Sepulcro propriamente dito.
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O Santo Sepulcro, ao interior da Edícula.

A Rotunda está localizada no centro do Anastasis, abaixo da maior das duas cúpulas da igreja. No centro da Rotunda está uma pequena capela ou edifício religioso chamada de Edícula (do latim ædiculum, pequeno edifício), construída no século XIX,[4] onde está o santo sepulcro propriamente dito. A Edícula tem dois quartos, o primeiro é a Capela do Anjo, que é onde se acredita estar um fragmento da pedra grande que selou o túmulo; no segundo está o próprio túmulo. Sobre o "leito fúnebre" foi colocada uma pedra de mármore em 1555, mas que estaria presente no túmulo desde o século XIV.[15]

A Edícula, em razão de estar conectada ao evento do sepultamento de Jesus e sua "ressurreição", é vista como o local mais sagrado de toda a Igreja - e, por extensão, de todo o cristianismo.

De acordo com o Status quo de 1852, as Igrejas Católica Ortodoxa, Católica Romana e Apostólica Armênia têm todos os direitos sobre o interior da tumba, e todas as três comunidades celebram a Divina Liturgia ou Santa Missa lá diariamente. Ele também é usado para outras cerimônias em ocasiões especiais, como o Sábado Santo do Fogo Sagrado liderada pelo patriarca ortodoxo grego de Jerusalém. Na parte de trás da Edícula está uma pequenina capela construída em 1557 de ferro treliça sobre uma base de pedra semicircular no plano e que é administrada por coptas egípcios. Dessa capela dá pra se observar uma parte da pedra que está dentro do santo sepulcro. Historicamente, os georgianos guardam a chave das portas da Edícula.

Atrás da Edícula e da rotunda está uma capela que em seu interior guarda diversos Kokh - túmulos judeus. Embora este espaço tenha sido descoberto recentemente e não contenha marcas de identificação, muitos cristãos acreditem que este seja o local do túmulo de José de Arimateia, e é onde os ortodoxos sírios celebram sua liturgia aos domingos. À direita do Sepulcro na borda sudeste da Rotunda está a Capela da Aparição e que está reservada para uso dos católicos latinos.

Catholicon e Ambulatório

Coro de los canónigos, Santo Sepulcro, Jerusalén, 2011-09-28, DD 01
Catholicon

Catholicon - No lado leste em frente à Rotunda, há uma estrutura cruzada com o altar principal da Igreja e é onde se localiza o catholicon grego. A segunda cúpula, menor fica diretamente sobre o centro do cruzamento do transepto do coro onde os compas, um omphalos, uma vez pensado para ser o centro do mundo (associada ao local da crucificação e da ressurreição), está situado. Ao leste há um grande iconostasis demarcando o santuário ortodoxo, antes que se defina o trono do Patriarca Grego Ortodoxo de Jerusalém, na zona sul de frente para o trono do Patriarca Ortodoxo Grego de Antioquia, no lado norte.

Prisão de Cristo - No lado norte-leste do complexo existe um local chamado "Prisão de Cristo", sendo visto por franciscanos como o local da prisão de Jesus. Ortodoxos gregos alegam que o verdadeiro lugar que Jesus foi preso é no seu Mosteiro da Praetorium, localizado perto da Igreja de Ecce Homo, na primeira estação na Via Dolorosa. Os armênios consideram como sendo o verdadeiro lugar o no Mosteiro da Flagelação, um edifício perto da segunda estação da Via Dolorosa, como a prisão de Cristo. Uma cisterna entre as ruínas, perto da Igreja de São Pedro em Gallicantu também é acusado de ter sido a Prisão de Jesus.

Além disso, a leste no ambulatório há três capelas (de sul para norte):

Capela grega de São Longino - A capela ortodoxa grega é dedicada a São Longino, um soldado romano que, segundo o Novo Testamento perfurou Jesus com uma lança.

Capela Armênia da Divisão de Vestes - suposto local onde os soldados romanos teriam lançado sortes para verem qual deles ficariam com as partes da roupa de Jesus.

Capela grega do Derision - a capela mais ao sul do ambulatório.

Composto armênio

Capela de Santa Helena - entre as duas primeiras capelas são escadas que descem a Capela de Santa Helena.

Capela de São Vartan - no lado norte da Capela de Santa Helena é um ornamentado ferro forjado porta, além de que uma plataforma artificial levantou oferece uma vista da pedreira, e que leva à Capela de São Vartan. A último Capela contém vestígios arqueológicos de templo de Adriano, do século II, e da basílica de Constantino, do século IV. Estas áreas são geralmente fechadas para a visitação.

Capela da Invenção da Santa Cruz - um outro conjunto de 22 escadas da capela de Santa Helena leva até a Capela latina da Invenção da Santa Cruz, que se acredita ser o lugar onde a Cruz foi encontrada.

Norte da Edícula

Capela franciscana de Santa Maria Madalena - A capela indica o suposto local onde, segundo a tradição cristã, Maria Madalena encontrou Jesus depois da sua ressurreição.

Capela franciscana do Santíssimo Sacramento (ou Capela da Aparição) - em memória do encontro de Jesus com sua mãe após a Ressurreição.

Sul da Edícula

As três capelas ortodoxas gregas de São Tiago, o Justo, São João Batista e dos Quatro Mártires de Sebaste, ao sul da rotunda e no lado oeste do pátio da frente formam originalmente o complexo do batistério da igreja do quarto século d.C.

Propriedade

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Uma cruz, localizada acima do Catholicon, e a vista de Jerusalém.

Desde o tempo dos cruzados, os recintos e o edifício da Basílica do Santo Sepulcro tornaram-se propriedade das três maiores denominações — os greco-ortodoxos, os armênio-ortodoxos e os católicos romanos. Outras comunidades — os copta-ortodoxos egípcios, os etíope-ortodoxos e os sírio-ortodoxos — também têm certos direitos e pequenas propriedades dentro ou a pouca distância do edifício. Os direitos e os privilégios de todas estas comunidades são protegidos pelo Status Quo dos Lugares Santos (1852), conforme estabelece o Artigo LXII do Tratado de Berlim (1878).

Ver também

Referências

  1. a b c The Editors of Encyclopædia Britannica. «Holy Sepulchre.». In: Encyclopædia Britannica, inc. Encylopædia Britannica (em inglês)
  2. Liebermann, Oren (27 de março de 2016). «Two Muslim families entrusted with care of holy Christian site for centuries». CNN
  3. a b c Especial Santo Sepulcro. Christian Media Center.
  4. a b c Romey, Kristin (31 de outubro de 2016). «Unsealing of Christ's Reputed Tomb Turns Up New Revelations». National Geographic
  5. Witcombe, Christopher L.C.E. Holy Sepulchre, Israel. Sweet Briar College (em inglês).
  6. Moore, Kathryn B. (2017). The Architecture of the Christian Holy Land: Reception from Late Antiquity through the Renaissance. (PDF). Cambridge: Cambridge University Press. ISBN 9781107139084
  7. Ancient witnesses on the church of the Holy Sepulchre. Pravoslavie (em inglês).
  8. Pernoud, Régine (1993). A mulher no tempo das cruzadas. Campinas: Papirus. p. 31. ISBN 9788530802295
  9. Perrier, Jacques (Inverno de 2017). «The restoration of the "ædicule" that protects the Holy Sepulchre» (PDF). Jerusalem Cross (Revista da Ordem do Santo Sepulcro). 45: 14-15
  10. a b Sherwood, Harriet (21 de junho de 2016). «Church project to conserve tomb of Christ gets $1.3m boost». The Guardian
  11. a b Romey, Kristin (26 de outubro de 2016). «Exclusive: Christ's Burial Place Exposed for First Time in Centuries». National Geographic
  12. Pappas, Sebastian (31 de outubro de 2016). «Images: The Church of the Holy Sepulchre». Live Science
  13. New images reveal the £3 million restoration of Christ's burial shrine. National Technical University of Athens.
  14. Beall, Abigail (24 de novembro de 2016). «New images reveal the £3 million restoration of Christ's burial shrine that contains the slab on which 'Jesus was resurrected after crucifixion'». Daily Mail
  15. a b Romey, Kristin (28 de novembro de 2017). «Exclusive: Age of Jesus Christ's Purported Tomb Revealed». National Geographic
  16. Collins, Tim (29 de novembro de 2017). «Age of 'Christ's tomb' is revealed: Mortar used in the complex dates to Rome's first Christian emperor suggesting it really IS where 'Jesus was buried and resurrected'». Daily Mail
  17. Papa Francisco ajuda a financiar a restauração do Santo Sepulcro. Aleteia.
  18. «The inauguration of the Holy Sepulchre ædicule» (PDF). Jerusalem Cross (Revista da Ordem do Santo Sepulcro). 46: 15-16. Primavera de 2017
  19. «Terra Santa: Santo Sepulcro permanece fechado». Vatican News. 26 de fevereiro de 2018. Consultado em 27 de fevereiro de 2018
  20. Globo Repórter refaz os caminhos de Jesus Cristo na Terra Santa. Globo.

Ligações externas

1099

1099 (MXCIX, na numeração romana) foi um ano comum do século XI do calendário juliano, da Era de Cristo, a sua letra dominical foi B (52 semanas), teve início a um sábado e terminou também a um sábado.

No território que viria a ser o reino de Portugal estava em vigor a Era de César que já contava 1137 anos.

André Cavalcanti d'Albuquerque

André Cavalcanti d'Albuquerque (Pesqueira, 18 de fevereiro de 1834 — Rio de Janeiro, 13 de fevereiro de 1927) foi um político e magistrado brasileiro.

Filho de José de Siqueira Cavalcanti e Maria da Penha Cavalcanti, formou-se na Faculdade de Direito do Recife, em 1859.

Foi promotor público no Recife, deputado provincial por duas vezes e chefe de polícia na Paraíba, Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro.

Com a Proclamação da República foi eleito deputado à Constituinte de 1891 e nomeado juiz do distrito federal, em 1891.

Nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal em 1897, foi elevado ao cargo de presidente do STF em 1924.

Após sua morte, André Cavalcanti virou nome de rua, no centro da cidade do Rio de Janeiro, no bairro de Santa Teresa (Lapa).

Antônio Cândido da Cunha Leitão

Antônio Cândido da Cunha Leitão (23 de outubro de 1845 — 11 de maio de 1888) foi advogado e político brasileiro.

Foi presidente das províncias de Sergipe, de 11 de maio a 14 de agosto de 1871.

Calvário

Calvário ou Gólgota (em aramaico: Gûlgaltâ; em latim: Calvaria; em grego: Κρανιου Τοπος; transl.: Kraniou Topos) é a colina na qual Jesus foi crucificado e que, na época de Cristo, ficava fora da cidade de Jerusalém. O termo significa "caveira", referindo-se a uma colina ou platô que contém uma pilha de crânios ou a um acidente geográfico que se assemelha a um crânio.

Capela do Santo Sepulcro

A Capela do Santo Sepulcro, em Caxias do Sul, no Brasil, é uma pequena edificação da Igreja Católica que abriga em seu interior uma cripta com um raro grupo escultórico em madeira, representando a cena da lamentação do Senhor Morto. É tombada pela Prefeitura Municipal.

Carlo Furno

Carlo Furno (Bairo, 2 de dezembro de 1921 - Roma, 9 de dezembro de 2015) foi um cardeal italiano, arcipreste emérito da Basílica de Santa Maria Maior. Foi núncio apostólico no Brasil.

Foi criado Cardeal-diácono de San Cuore di Cristo Re, em 26 de novembro de 1994, por João Paulo II, depois de dez anos tornou-se Cardeal-presbítero desta mesma Igreja. Desde 2005 tornou-se Cardeal-presbítero de Santo Onofre em Roma.

Teve uma longa carreira no serviço diplomático da Santa Sé, serviu como núncio apostólico no Peru, Líbano, Brasil e Itália. O Papa João Paulo II nomeou-o Grão-mestre da Ordem do Santo Sepulcro em 1995 cargo que renunciou em 2007.

Cecil B. DeMille

Cecil Blount DeMille, mais conhecido como Cecil B. DeMille (Ashfield, 12 de agosto de 1881 - Los Angeles, 21 de janeiro de 1959) foi um cineasta americano, um dos 36 fundadores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.Nascido em uma família ligada à arte, seu pai foi um professor, ator e dramaturgo, enquanto sua mãe, também uma professora, ensinava inglês na Brooklyn Academy Lockwood. Cecil decidiu estudar Artes Dramáticas em Nova York, onde a família se mudou depois de Cecil passar pela Escola Militar da Pensilvânia e ser rejeitado como um soldado para lutar na guerra contra a Espanha. Em 1900, ele conseguiu fazer alguns shows da Broadway atuando pela companhia teatral de Mary Pickford, com a ajuda de diretor de teatro David Belasco, amigo seu pai. Neste período ele se casou com a atriz Constance Adams, e dedicou-se a produzir e dirigir algumas obras teatrais, além de trabalhar com seu irmão William, o que o ajudou a conseguir suficiente experiência no teatro (encenação, direção de atores e show business em geral).Entre 1913 e 1956, ele fez setenta produções, ambos os filmes mudos e sonoros. Ele é reconhecido como um dos fundadores da indústria cinematográfica de Hollywood, o produtor-diretor mais bem sucedido comercialmente na história do cinema.Seus filmes mais populares são: The King Of Kings (sua biografia de Jesus Cristo, foi aclamado por sua sensibilidade. Embora fosse um filme mudo, que circulou em 16 milímetros, causou impressões por mais de meio século depois de seu lançamento, atingiu mais de 800 milhões de espectadores; rendeu-lhe a Grã-Cruz da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém, a qual lhe foi conferida pelo Papa Pio XI), The Ten Commandments, Cleopatra, Samson and Delilah, The Greatest Show on Earth (pelo qual ganhou o Oscar de melhor filme) e a segunda versão de Os Dez Mandamentos, o sétimo filme de maior bilheteria de todos os tempos, o primeiro na lista baseada na Bíblia, tornando-se o maior êxito comercial de sua carreira e da história da Paramount (43 milhões de dólares só arrecadados no mercado norte-americano).

Nas primeiras horas de 21 de Janeiro de 1959, DeMille morreu de insuficiência cardíaca.

Cidade Antiga (Jerusalém)

A chamada Cidade Antiga ou Cidade Velha de Jerusalém é uma área amuralhada em forma rectangular com 0,9 km² na cidade moderna de Jerusalém. Na Cidade Velha encontram-se vários sítios de fundamental importância religiosa, como o Monte do Templo e Muro das Lamentações para os judeus, a Basílica do Santo Sepulcro para os cristãos e o Domo da Rocha e a Mesquita de al-Aqsa para os muçulmanos.

A Cidade Antiga e as suas muralhas foram nomeadas pela UNESCO Património Mundial da Humanidade em 1981, por indicação da Jordânia. Devido à história conflitual da cidade e sua soberania indefinida, o país de localização do sítio não está especificado na lista da UNESCO.

Eugène Tisserant

Eugène-Gabriel-Gervais-Laurent Tisserant (Nancy, 24 de março de 1884 — Albano Laziale, 21 de fevereiro de 1972) foi um cardeal francês, deão do colégio dos cardeais e grão-mestre da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém.

Francisco de Paula da Rocha Lagoa

Francisco de Paula da Rocha Lagoa (Ouro Preto, 16 de outubro de 1919) é um médico e político brasileiro.

Foi ministro da Saúde no governo Emílio Garrastazu Médici, de 30 de outubro de 1969 a 18 de junho de 1972.

José Higino Duarte Pereira

José Higino Duarte Pereira (Recife, 22 de janeiro de 1847 — Cidade do México, 10 de dezembro de 1901) foi um advogado, político, professor, magistrado, historiador, escritor e tradutor brasileiro.

Manuel Gonçalves Cerejeira

Manuel Gonçalves Cerejeira GCC • GCSE • GCIH (Vila Nova de Famalicão, Lousado, Santa Marinha, 29 de Novembro de 1888 – Amadora, Buraca, 2 de Agosto de 1977 ou Lisboa, Benfica, 11 de Agosto de 1977), cardeal da Igreja Católica, foi o décimo-quarto Patriarca de Lisboa com o nome de D. Manuel II (nomeado em 18 de Novembro de 1929).

Eleito arcebispo de Mitilene em 1928, tradicional título do principal prelado auxiliar do Patriarcado de Lisboa, foi nomeado Patriarca de Lisboa em 18 de Novembro de 1929 e elevado ao cardinalato em 16 de Dezembro de 1929, pelo Papa Pio XI, com o título de Santos Marcelino e Pedro.

Manuel do Rego Barros Sousa Leão

Manuel do Rego Barros Sousa Leão (7 de junho de 1840 — 31 de julho de 1882) foi advogado e político brasileiro.

Era filho de Ana Frederica Cavalcante de Sousa Leão e de Manuel do Rego Barros, cavaleiro fidalgo da Casa Imperial. Pelo lado materno, era sobrinho do Barão de Vila Bela e, pelo lado paterno, do Barão de Ipojuca e do Conde da Boa Vista.

Formou-se em Direito pela Faculdade de Recife, em 1863. Iniciou-se na carreira política como deputado provincial.

Foi presidente da província do Piauí, de 25 de dezembro de 1870 a 27 de fevereiro de 1872.

Fidalgo cavaleiro da Casa Imperial e cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa e da Ordem do Santo Sepulcro de Jerusalém.Faleceu aos 42 anos, vítima de infecção paludosa, em Recife, e seu corpo sepultado no Cemitério de Santo Amaro. Solteiro, não deixou filhos.

Maria José da Bélgica

Maria José da Bélgica (Maria José Carlota Sofia Amélia Henriqueta Gabriela; Oostende, 4 de agosto de 1906 – Lago Starnberger, 27 de janeiro de 2001) foi a esposa do rei Humberto II e última rainha consorte do Reino da Itália. Seu reinado durou apenas trinta e cinco dias, ganhando assim o apelido de "A Rainha de Maio". Era filha do rei Alberto I da Bélgica e da sua esposa, a duquesa Isabel da Baviera.

Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém

A Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém (em latim: Ordo Equestris Sancti Sepulcri Hierosolymitani - OESSH) é uma instituição leiga da Santa Sé encarregada de suprir as necessidades do Patriarcado Latino de Jerusalém e de sustentar a atividade e as iniciativas em favor da presença cristã na Terra Santa.Atualmente a Ordem conta com 30 mil Cavaleiros e Damas, os quais recebem a precedência de vestirem capa branca, no caso dos Cavaleiros, e capa preta e véu, no caso das Damas, bordada com o símbolo máximo de Jerusalém: a Cruz vermelha de Jerusalém, enquadrada por outras quatro pequenas cruzes, em recordação às cinco feridas sofridas por Jesus Cristo.A Ordem é a única instituição secular do Vaticano. E, em conjunto com a Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, também chamada de Hospitalários, são as únicas Ordens de Cavalaria reconhecidas, histórica e juridicamente, pela Santa Sé.

Patriarcado Latino de Jerusalém

O Patriarcado Latino de Jerusalém (em latim: Archidiœcesis Hierosolymitanus Latinorum) é uma arquidiocese da Igreja Católica em Jerusalém. Tem jurisdição sobre a Palestina, Israel, Jordânia e Chipre, sendo ligada diretamente à Santa Sé. O título de Patriarca Latino de Jerusalém é a dignidade atribuída, na hierarquia da Igreja Católica, ao Arcebispo Latino de Jerusalém. Atualmente, é o único arcebispo latino com a dignidade de Patriarca que não é metropolita, e ao lado do Patriarca de Goa é a Única dignidade eclesiástica concedida fora da Europa.

A sede da arquidiocese é a Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém Velha. Atualmente sua sede está vacante, e seu administrador apostólico é Pierbattista Pizzaballa.[1]

Ao contrário dos Patriarcas das Igrejas de rito oriental, o título de Patriarca de Jerusalém é meramente honorífico, estando sujeito ao Papa e usando o rito romano, tal como sucede com os Patriarcas de Veneza e de Lisboa, mas diferente destes, o Patriarca de Jerusalém não se torna Cardeal no primeiro consistório após a sua nomeação, tal como ocorre com o Patriarca das Índias Orientais.

Entre 1374 e 1847, o título de Patriarca de Jerusalém era titular, usado por vários cardeais e arcebispos. O Patriarca Latino de Jerusalém é, também, Grão-Prior da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém e os hebreus católicos estão sob sua subordinação.

Terra Santa

A Terra Santa (hebraico: אֶרֶץ הַקּוֹדֶשׁ Eretz HaKodesh, latim: Terræ Sanctæ; árabe: الأرض المقدسة Al-Arḍ Al-Muqaddasah) é uma área localizada entre o rio Jordão e o mar mediterrâneo, atualmente dividida entre Israel, Cisjordânia e Jordânia. É chamada terra santa devido ao seu valor histórico para as três grandes religiões monoteístas do mundo: cristianismo, judaísmo e islamismo. Por essa razão é considerado como o centro espiritual do mundo.

JudaísmoPara os judeus, a Terra Santa é conhecida como a Terra Prometida por Deus à Abraão (Gen 12:1-3). A chegada do povo à Palestina se dá por volta do ano 1800 a.C.

CristianismoPara os cristãos, o local é sagrado pois é onde, segundo os Evangelhos, nasceu, viveu, morreu e ressuscitou Jesus Cristo. Do ponto de vista turístico, os cristãos são os que mais visitam o local.

IslamismoA Terra Santa também é um local sagrado para os muçulmanos pois, além das menções da região no Alcorão, foi onde, segundo a tradição muçulmana, ocorreu a ascensão de Maomé aos céus.

Atualmente a região conta com o cuidado e dedicação dos Franciscanos, que habitam a região desde 1230, através da Custódia da Terra Santa, designados desde 21 de novembro de 1342, conforme bula do Papa Clemente VI para cuidar da lugares sagrados cristãos da Terra Santa. Recebem também a ajuda de voluntários de todo o mundo, bem como da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém.

Trancozelos

Trancozelos é uma freguesia portuguesa do concelho de Penalva do Castelo, com 5,16 km² de área e 269 habitantes (2011). A sua densidade populacional é 52,1 hab/km².

Esta localidade chegou a chamar-se Vila Nova do Santo Sepulcro pois aqui que terá sido fundado o primeiro Mosteiro do Santo Sepulcro, da Ordem do Santo Sepulcro de Jerusalém, na Península Ibérica e que ainda resiste uma capela românica que é dedicada a Santa Maria de Águas Santas de Vila Nova do Mosteiro.

Via Dolorosa

Via Dolorosa é uma rua na cidade velha de Jerusalém, que começa na Portão do Leão e percorre a parte ocidental da cidade de Jerusalém, terminando na Igreja do Santo Sepulcro.

De acordo com a tradição cristã, foi por este caminho que Jesus Cristo carregou a cruz. A rua possui nove das quatorze estações da cruz. As 5 últimas estações estão no interior da Igreja do Santo Sepulcro.

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