Robert M. Price

Robert McNair Price (7 de julho de 1954 (65 anos)) é um teólogo e escritor norte-americano. É professor de filosofia e religião no Seminário teológico Johnnie Colemon, professor de crítica bíblica no Center for Inquiry e autor de vários livros sobre teologia e a historicidade de Jesus, entre os quais Deconstructing Jesus (2000), The Reason Driven Life (2006), Jesus is Dead (2007), Inerrant the Wind: The Evangelical Crisis in Biblical Authority (2009), The Case Against the Case for Christ (2010) e The Amazing Colossal Apostle: The Search for the Historical Paul (2012).[1]

Referências

  1. Shelfari. «Robert M. Price»

Ligações externas

Aparições de Jesus após a ressurreição

As principais aparições de Jesus nos evangelhos canônicos (e, em menor extensão, nos demais livros do Novo Testamento) ocorreram após a sua morte, sepultamento e ressurreição, mas antes da ascensão. Entre essas fontes primárias, os estudiosos acreditam que I Coríntios foi escrita primeiro, por Paulo de Tarso e Sóstenes, por volta de 55 d.C. Finalmente, o Evangelho dos Hebreus reconta a aparição pós-ressurreição à Tiago, irmão de Jesus.Paulo lista diversas aparições pós-ressurreição de Jesus para várias pessoas, mas não as descreve. No Evangelho de Mateus, Jesus aparece para Maria Madalena e outra Maria em seu túmulo vazio. Posteriormente, os onze discípulos vão para uma montanha na Galileia para se encontrar com Jesus, que lhes aparece e comanda que eles batizem em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e também que façam discípulos em todos os povos (a chamada Grande Comissão).

No Evangelho de Lucas, Jesus aparece para os discípulos e ceia com eles, demonstrando que ele é de fato de carne e osso (veja Discípulos de Emaús), e não um ser imaterial. Ele lhes pede que esperem em Jerusalém pelo começo de sua missão pelo mundo e então ascende aos céus. Nos Atos dos Apóstolos, escrito pelo mesmo autor de Lucas, Jesus aparece para os seus discípulos após a sua morte e fica com eles por quarenta dias antes de ascender. Os Atos também descrevem uma aparição de Jesus a Paulo, na qual uma voz poderosa fala ao apóstolo e uma luz o cega na estrada para Damasco. No Evangelho de João, apenas "Maria" encontra Jesus no túmulo vazio e ele pede que ela não o toque (veja Noli me tangere), pois ainda não ascendeu ao Pai. Posteriormente, Jesus aparece para os discípulos. Ele atravessa uma porta fechada e pede que Tomé toque as suas chagas para demonstrar que é de carne e osso. Numa aparição posterior, Jesus dá a Pedro o papel de conduzir suas ovelhas, ou seja, o papel de liderar os discípulos. O tradicional capítulo final de Marcos sumariza as aparições pós-ressurreição de Mateus e Lucas.

Ateísmo cristão

O ateísmo cristão é um sistema de crenças em que o deus da cristandade é rejeitado mas os ensinos de Jesus são seguidos.

Charles R. Saunders

Charles R. Saunders também creditado como Charles Saunders (Elizabeth, 12 de julho de 1946) é um escritor e jornalista afro-americano que atualmente vive no Canadá. Durante sua longa carreira, ele escreveu de romances, ficção e não-ficção, a roteiros e peças de rádio.

Desenvolvimento do cânone do Novo Testamento

O desenvolvimento do cânone do Novo Testamento foi um processo que ocupou boa parte dos primeiros anos do cristianismo. Para a Igreja Ortodoxa, o reconhecimento destes livros como autoritativos foi formalizado no Concílio Quinissexto, em 692, e reafirmado no Sínodo de Jerusalém (1672). A Igreja Católica tornou dogmática sua definição do cânone bíblico no Concílio de Trento, de 1546, uma reafirmação dos cânones do Concílio de Florença (1442) e, especialmente, dos concílios sinodais de Roma (382) e norte-africanos de Hipona (393), Cartago (397) e Cartago (419). Para a Igreja da Inglaterra, o cânone tornou-se dogma a partir da publicação dos Trinta e Nove Artigos em 1563. Para o calvinismo, a Confissão de Westminster fixou-o em 1647.

O cânone do Novo Testamento é o conjunto de livros que os cristãos consideram como inspirados por Deus e que fazem parte do Novo Testamento da Bíblia cristã. Para a maioria das denominações cristãs, trata-se de uma lista de vinte e sete livros, dentre os quais os Evangelhos, os Atos dos Apóstolos, diversas epístolas e o Apocalipse.

Evangelho Secreto de Marcos

O Evangelho Secreto de Marcos é um suposto apócrifo do Novo Testamento, conhecido exclusivamente através da carta de Mar Saba, que descreve uma versão expandida do canônico Evangelho de Marcos com alguns episódios esclarecidos e escrito para uma elite já educada.

Em 1973, Morton Smith (29 de maio de 1915 - 11 de julho de 1991), professor de História Antiga na Universidade de Colúmbia, alegou ter encontrado uma carta anteriormente desconhecida de Clemente de Alexandria no Mosteiro de Mar Saba, na Cisjordânia, transcrita nas páginas finas de uma edição impressa do século XVII das obras de Inácio de Antioquia. O manuscrito original foi posteriormente transferido para outro mosteiro e acredita-se que tenha se perdido. Toda a pesquisa posterior se baseia em fotos e cópias, inclusive as feitas pelo próprio Smith.

O anúncio da descoberta da carta causou sensação na época, mas logo vieram as acusações de falsificação e erro de interpretação. Estudos posteriores, inclusive uma análise grafológica das fotografias de alta qualidade do documento, publicados pela primeira vez em 2000, revelaram mais evidências de uma possível falsificação, levando acadêmicos como Craig A. Evans e Emanuel Tov a concluíram tratar-se de uma fraude, com Smith como principal suspeito. Porém, ao mesmo tempo que um crescente número de acadêmicos se convenceram da fraude, muitos outros continuaram a defender a carta de Mar Saba como genuína. O debate continua sobre a sua autenticidade e a do evangelho "secreto" que ela descreve.

Farnsworth Wright

Farnsworth Wright (1888 - 1940) era o editor da revista Weird Tales durante o seu período áureo.

George Albert Wells

George Albert Wells (22 de maio de 1926 - 23 de Janeiro de 2017), geralmente abreviado como G. A. Wells, foi um professor emérito de Alemão na Universidade de Londres. Após publicar várias obras sobre intelectuais europeus destacados, como Johann Gottfried von Herder ou Franz Grillparzer, focou-se na investigação sobre Jesus histórico, iniciada com o livro The Jesus of the Early Christians em 1971. Ficou conhecido sobretudo pela defesa da tese de que Jesus tem origem mítica, em vez de uma figura histórica, uma teoria avançada por outros académicos biblícos alemães, como Bruno Bauer e Arthur Drews.

A partir de finais da década de 1990 que Wells defendeu que a hipotética Fonte Q, que é proposta como fonte usada para alguns dos evangelhos, pode "conter reminiscências" de um milagreiro galileano itinerante ou um pregador sábio cínico. Isto tem sido interpretado como Wells ter alterado o seu ponto de vista para admitir a existência de um Jesus histórico. Em 2003, Wells afirmou, então, que discordava de Robert M. Price sobre a questão de Jesus ser um mito completo. Wells acreditava que o Jesus apresentado nos evangelhos é o resultado da atribuição de características sobrenaturais das epístolas paulinas ao pregador humano da fonte Q.

Instituto Charles Babbage

O Instituto Charles Babbage, em inglês: Charles Babbage Institute (CBI), é um centro de pesquisas na Universidade de Minnesota, especializado na história da tecnologia da informação, particularmente a história desde 1935 da computação digital, programação/software e rede de computadores.O nome do instituto homenageia Charles Babbage, inventor inglês do computador programável, no século 19.

Jesus

Jesus (em hebraico: ישוע/ יֵשׁוּעַ; transl.: Yeshua; em grego: Ἰησοῦς; transl.: Iesous), também chamado Jesus de Nazaré (n. 7–2 a.C. – m. 30–33 d.C.) é a figura central do cristianismo e aquele que os ensinamentos de maior parte das denominações cristãs, além dos judeus messiânicos, consideram ser o Filho de Deus. O cristianismo e o judaísmo messiânico consideram Jesus como o Messias aguardado no Antigo Testamento e referem-se a ele como Jesus Cristo, um nome também usado fora do contexto cristão.

Praticamente todos os académicos contemporâneos concordam que Jesus existiu realmente, embora não haja consenso sobre a confiabilidade histórica dos evangelhos e de quão perto o Jesus bíblico está do Jesus histórico. A maior parte dos académicos concorda que Jesus foi um pregador judeu da Galileia, foi batizado por João Batista e crucificado por ordem do governador romano Pôncio Pilatos. Os académicos construíram vários perfis do Jesus histórico, que geralmente o retratam em um ou mais dos seguintes papéis: o líder de um movimento apocalíptico, o Messias, um curandeiro carismático, um sábio e filósofo, ou um reformista igualitário. A investigação tem vindo a comparar os testemunhos do Novo Testamento com os registos históricos fora do contexto cristão de modo a determinar a cronologia da vida de Jesus.

Quase todas as linhas cristãs acreditam que Jesus foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu de uma virgem, praticou milagres, fundou a Igreja, morreu crucificado como forma de expiação, ressuscitou dos mortos e ascendeu ao Céu, do qual regressará. A grande maioria dos cristãos venera Jesus como a encarnação de Deus, o Filho, a segunda das três pessoas na Santíssima Trindade. Alguns grupos cristãos rejeitam a Trindade, no todo ou em parte.

No contexto islâmico, Jesus (transliterado como Isa) é considerado um dos mais importantes profetas de Deus e o Messias. Para os muçulmanos, Jesus foi aquele que trouxe as escrituras e é filho de uma virgem, mas não é divino, nem foi vítima de crucificação. O judaísmo rejeita a crença de que Jesus seja o Messias aguardado, argumentando que não corresponde às profecias messiânicas do Tanakh.

Lista de não teístas

Esta é uma lista de não teístas famosos, que inclui ateus e agnósticos.

Nyarlathotep

Nyarlathotep (O Caos Rastejante) é uma divindade maligna no universo fictício dos Mitos de Cthulhu, criado por H. P. Lovecraft. O personagem apareceu primeiramente no poema em prosa com o mesmo nome escrito no ano de 1920 por Lovecraft. Mais tarde, foi mencionado noutras obras do mesmo escritor e de outros autores na área de fantasia e ficção-científica.

Ressurreição de Jesus

A Ressurreição de Jesus é o nome dado à fé cristã de que Jesus Cristo retornou à vida no domingo seguinte à sexta-feira na qual ele foi crucificado. É uma doutrina central da fé e da teologia cristã e parte do Credo Niceno: "Ressuscitou dos mortos ao segundo dia, conforme as Escrituras".No Novo Testamento, depois dos romanos terem crucificado Jesus, ele é ungido e sepultado num túmulo novo por José de Arimateia, ressuscitou dos mortos e apareceu para muitas pessoas durante um período de quarenta dias, quando então ascendeu ao céu para se sentar à direita do Pai. Os cristãos celebram a ressurreição no Domingo de Páscoa, o terceiro dia depois da Sexta-Feira Santa, o dia da crucificação. A data da Páscoa correspondeu, a grosso modo, com a Páscoa judaica, o dia de observância dos judeus associado com o Êxodo, que é calculado como sendo a noite da primeira lua cheia depois do equinócio.A história da ressurreição aparece em mais de cinco diferentes locais na Bíblia. Em diversos episódios nos evangelhos canônicos, Jesus profetiza sua morte e posterior ressurreição, que ele afirma ser o plano de Deus Pai. Os cristãos veem a ressurreição de Jesus como parte do plano de salvação e redenção através da expiação pelos pecados do homem.Estudiosos céticos questionaram a historicidade da ressurreição por séculos; por exemplo, "...o consenso acadêmico do século XIX e início do século XX descarta as narrativas sobre a ressurreição como sendo relatos tardios e lendários". Diversos estudiosos modernos expressaram suas dúvidas sobre a historicidade dos relatos sobre a ressurreição e continuam debatendo suas origens, enquanto que outros consideram os relatos bíblicos sobre o episódio como sendo derivados das experiências dos seguidores de Jesus e, particularmente, do apóstolo Paulo.

Richard Carrier

Richard Cevantis Carrier é um historiador, ativista do ateísmo, autor e blogger americano. Tem doutorado em História Antiga pela Universidade de Columbia, com tese sobre história da ciência e antiguidade arcaica. Ele é um dos principais proponentes da teoria do Mito de Jesus Cristo, sendo também conhecido por escrever no site ateísta Internet Infidels, igualmente conhecido como Secular Web, onde ele foi editor-chefe por vários anos.Ele é defensor do ateísmo e do naturalismo metafísico, tendo publicado vários artigos, livros, jornais e revistas, além de produzir um documentário intitulado " O Deus que não está aqui", e levantou dúvidas sobre a existência do Jesus histórico. Ele frequentemente contribui no " The God Contention" , um web site que compara as inúmeras crenças de todo o mundo.

Teoria do mito de Jesus

A teoria do mito de Cristo (também conhecida como a teoria do mito de Jesus, Jesus mítico ou a teoria da não-historicidade de Jesus, ou ainda a hipótese da inexistência de Jesus) é "a visão de que a pessoa conhecida como Jesus de Nazaré não teve existência histórica". Alguns defensores da teoria alegam que os eventos ou frases associados com a figura de Jesus no Novo Testamento podem ter sido elaborados a partir de uma ou mais pessoas que realmente existiram, mas que nenhuma delas era, em nenhum sentido, o fundador do cristianismo. Alternativamente, nos termos dados por Bart Ehrman em sua crítica a Cristo, declara: "O Jesus histórico não existiu. Ou, se existiu, não teve praticamente nada a ver com as origens do cristianismo." Praticamente todos os estudiosos envolvidos com a pesquisa do Jesus histórico acreditam que sua existência pode ser estabelecida usando documentos e outras evidências, embora a maioria sustente que muito do material sobre ele no Novo Testamento não deve ser tomado ao pé da letra.A teoria do mito de Cristo é uma teoria marginal, apoiada por poucos acadêmicos ou especialistas eméritos em credibilidade bíblica ou disciplinas cognatas. A teoria se afasta da visão histórica de Jesus que — embora os evangelhos incluíssem muitos elementos míticos —, são elaborações religiosas adicionadas aos relatos do Jesus histórico que foi crucificado no século I, na província romana da Judeia.Os antecedentes da teoria podem ser remontados até os pensadores do Iluminismo francês Constantin-François Volney e Charles François Dupuis, na década de 1790. O primeiro acadêmico a defender tal tese foi o historiador do século XIX e teólogo Bruno Bauer e outros defensores como Arthur Drews foram notáveis nos estudos bíblicos durante o início do século XX. Autores como George Albert Wells, Robert M. Price e Earl Doherty recentemente repopularizaram a teoria entre o público leigo.

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