República Federal da Jugoslávia

A República Federal da Jugoslávia (pt) ou Iugoslávia (pt-BR) foi um estado federal formado pelas repúblicas da Sérvia e de Montenegro que existiu entre 1943 e 2006, quando foi reconstituído e renomeado para Sérvia e Montenegro. Sua capital era Belgrado.

A federação surgiu da dissolução da República Socialista Federal da Iugoslávia, quando Croácia, Eslovênia, Bósnia e Herzegovina e a República da Macedônia se autodeclararam independentes.

Савезна Република Југославија
Savezna Republika Jugoslavija

República Federal da Iugoslávia
Flag of Yugoslavia (1946-1992).svg
1943 – 2006 Flag of Yugoslavia (1992–2003); Flag of Serbia and Montenegro (2003–2006).svg
Flag Brasão
Bandeira Brasão
Hino nacional
Hej, Sloveni
"Hei, Eslavos"
Localização de Iugoslávia
Continente Europa
Capital Belgrado
Língua oficial Servo-croata (1992-1997)
Sérvio (1997-2006)
Governo República federal (1992–2003)
Sistema de partido dominante (1992 a 2000)
Presidente
 • 1992–1993 Dobrica Ćosić
 • 1993–1997 Zoran Lilić
 • 1997–2000 Slobodan Milošević
 • 2000–2003 Vojislav Koštunica
Primeiro-ministro
 • 1992–1993 Milan Panić
 • 1993–1998 Radoje Kontić
 • 1998–2000 Momir Bulatović
 • 2000–2001 Zoran Žižić
 • 2001–2003 Dragiša Pešić
História
 • 27 de Abril de 1943 Fundação
 • 4 de Fevereiro de 2006 Dissolução
Moeda Dinar iugoslavo (1992-2003)
Dinar sérvio (Sérvia 2003-2006)
Marco alemão (Montenegro 1999-2002)
Euro (Montenegro 2002-2006)

História

Fundação

A República Socialista Federal da Iugoslávia se desintegrou entre 1991 e 1992, na sequência da independência da Eslovênia, Croácia, República da Macedônia e Bósnia e Herzegovina. As outras duas repúblicas iugoslavas, Sérvia e Montenegro, formaram em 27 de abril de 1992 uma nova federação chamada República Federal da Iugoslávia. [1][2]

A Iugoslávia foi então renomeada para a República Federal da Iugoslávia, e até tentou ser a sucessora legal da antiga Iugoslávia, porém os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), não a reconheceram como tal. A ONU, assim como muitos países, inicialmente se recusaram a reconhecer a federação da Sérvia e Montenegro como a sucessora da República Socialista Federativa da Iugoslávia, embora reconhecessem-a como um Estado independente.

Em um referendo realizado em Montenegro em 1992, 95,66% dos votos foram a favor da manutenção do vínculo com a República Federal da Sérvia. A participação nestas eleições foi de apenas 66%, o que indica o boicote por minorias muçulmanas e católicas, assim como cidadãos que apoiaram a independência. Esses setores se queixaram que o referendo foi organizado em condições antidemocráticas e que o governo central era responsável pelo acompanhamento da campanha eleitoral.

Guerras iugoslavas

Com a eclosão das guerras de independência da Eslovênia, da Croácia e da Bósnia e Herzegovina, a Sérvia manteve-se calma até 1998, embora o governo de Slobodan Milošević e suas instituições apoiariam, mais ou menos oficialmente, os sérvios da Croácia e da Bósnia, em guerra aberta com as outras nacionalidades, armando e estimulando suas tropas.

A República Federal da Iugoslávia foi suspensa de diversas instituições internacionais devido às guerras iugoslavas em curso durante a década de 1990, visto que o governo da Iugoslávia apoiava os sérvios bósnios e croatas nas guerras de 1992 a 1995. Por causa disso, o país esteve sob sanções econômicas e políticas, o que resultou em desastre econômico que forçou milhares de seus jovens cidadãos a emigrar do país.

A Guerra Civil que havia mantido com a Bósnia desde o início da década terminou em 1995, com o Acordo de Dayton, assinado por Slobodan Milošević, Franjo Tudjman e Alija Izetbegovic.

Separatismo crescente

Montenegro

A partir de 1996, os primeiros sinais públicos de discórdia política entre a liderança montenegrina e a liderança sérvia começaram a aparecer. Por volta de 1998, simultaneamente com o primeiro-ministro montenegrino Milo Đukanović triunfando em luta pelo poder com o presidente montenegrino Momir Bulatović, as relações entre as duas repúblicas agravaram-se e, como resultado, a liderança política do Montenegro decidiu estabelecer uma política econômica independente, e introduzir o marco alemão como moeda oficial (moeda seria substituída mais tarde pelo euro).

Guerra do Kosovo (1996-1999)

A partir do final da Guerra da Bósnia, aumenta a tensão entre os kosovares albaneses e os sérvios do Kosovo. Em janeiro de 1998, iniciam-se confrontos entre as forças sérvias e os guerrilheiros do Exército de Libertação do Kosovo (ELK). Os albaneses passam a fazer uma guerra de guerrilha visando à independência e a expulsão dos sérvios da região. Milošević nega-se a outorgar o direito de autonomia aos albaneses, suprimido em 1989, e intervêm na província visando a repressão do terrorismo albanês. A OTAN, a União Europeia e os Estados Unidos, alegam que os albaneses estão sendo vítimas de uma limpeza étnica e condenam a repressão dos kosovares albaneses.[3]

Em maio do mesmo ano, quando a guerrilha já controla cerca de 40% do país, Milošević concorda em negociar com os kosovares. No ano seguinte, Estados Unidos e União Europeia forçam os dois lados a retomar negociações na Conferência de Rambouillet. A Iugoslávia rejeita a proposta de maior autonomia para a província seguida pelo envio de uma força de paz internacional. Porém a pressão internacional cresceu sobre o homem forte sérvio, Slobodan Milošević, para pôr fim à escalada de violência na província. As ameaças de ação militar do Ocidente sobre a crise culminou com o lançamento de ataques aéreos da OTAN contra a Iugoslávia em Março de 1999. Os ataques concentraram-se principalmente contra alvos militares no Kosovo e na Sérvia, mas alargaram a um vasto leque de outras localidades, incluindo pontes, refinarias de petróleo, fontes de alimentação e comunicações.[3]

A perseguição étnica sofridas por civis durante a guerra, levaram à criação de um Tribunal Internacional de Haia para julgar crimes de guerra. Kosovo seria administrado pela Organização das Nações Unidas (ONU), e embora tenha sido formalmente parte da Sérvia, era esperado para conceder-lhe o plebiscito de independência futura.

Queda e prisão de Milošević

Slobodan Milosevic
O sérvio Slobodan Milošević, presidente da Sérvia de 1989 a 1997, e presidente da Iugoslávia de 1997 a 2000.

Em setembro de 2000, o presidente Slobodan Milošević convocou eleições, nesse momento o país sofria com as sanções impostas pelo Ocidente, e milhares de sérvios estavam vivendo em pobreza absoluta. Quando Milošević se recusou a reconhecer a vitória do líder da oposição, Vojislav Kostunica, centenas de milhares de pessoas saíram às ruas das grandes cidades iugoslavas em protesto e uma greve geral paralisou o país. A era do regime autoritário de Slobodan Milošević terminou quando milhares de iugoslavos invadiram o parlamento, em Belgrado. Milošević é afastado do poder.[4] No mesmo ano, a Iugoslávia foi finalmente readmitida na ONU, depois de anos de suspensão. Por outro lado, sob pressão interna, o governo finalmente decidiu enterrar o nome de Iugoslávia.

Em janeiro de 2001, são restabelecidas as relações da Sérvia com a Albânia e em abril o ex-presidente Slobodan Milošević é preso, acusado de corrupção e abuso de poder.[5] O presidente norte-americano George W. Bush impõe a extradição de Milošević para o Tribunal de Haia, como condição para a liberação de ajuda financeira para a reconstrução da Sérvia. Horas depois da autorização para a extradição, no dia 28 de junho, os Estados Unidos, a União Europeia e o Banco Mundial se comprometem a dar 1280 milhões de dólares para a Sérvia.

República Sérvia e Montenegro (2003-2006)

Em 2002, os governos das duas entidades que compõem a federação chegaram a um novo acordo com o objetivo de melhorar a cooperação entre os dois. Em 4 de fevereiro de 2003 aprovou-se uma nova Constituição, e o Estado foi reestruturado, também mudou seu nome para "Sérvia e Montenegro", assim com o patrocínio da União Europeia, a Iugoslávia desapareceu formalmente dos mapas.[6] No entanto, vários grupos começaram a pressionar pela independência de Montenegro, que foi aprovado através de um plebiscito realizado em 21 de maio de 2006 por 55,5% dos eleitores.[7] Finalmente, o Parlamento de Montenegro proclamou a independência do Estado em 3 de junho de 2006, efetivamente dissolvendo o último vestígio da antiga Iugoslávia. O estado foi reconhecido em dias subseqüentes por vários estados do mundo, incluindo a Sérvia em 15 de junho, finalmente ingressou como 192ª membro da ONU em 28 de Junho.

Subdivisão

Serbia and Montenegro (2003-2006) location map-pt
Mapa das subdivisões territoriais do país

O país era composto de quatro principais unidades políticas, que consiste em duas repúblicas e duas províncias autônomas subordinadas:

Ver também

Referências

  1. Eros Bicic (28 de abril de 1992). «Nasce, isolata, la nuova Jugoslavia». Corriere della Sera
  2. Yugoslavia - Encyclopædia Britannica
  3. a b Kosovo conflict - Encyclopædia Britannica
  4. Un dictador sin castigo - El País
  5. Las guerras de Yugoslavia, la última tragedia europea - El País
  6. «Desaparece Yugoslavia». BBC (em espanhol). 2003. Consultado em 26 de agosto de 2007
  7. «La decisión de los montenegrinos de separarse de Serbia: Comentarios en la prensa europea». Deutsche Welle 23.05.2006 (em espanhol). 2006. Consultado em 26 de agosto de 2007
Bandeira da Sérvia e Montenegro

Esta tricolor de vermelho, branco e azul começou por ser usada pelo Reino da Jugoslávia em 1918. Posteriormente foi usada como bandeira da República Federal da Jugoslávia desde 27 de Abril de 1992 até 2003, altura da formação da Sérvia e Montenegro. Com a dissolução da Sérvia e Montenegro em 2006 a bandeira tornou-se obsoleta.

Campeonato Europeu de Futebol Sub-21 de 1994

O Campeonato Europeu de Futebol Sub-21 de 1994 foi a 9ª edição do Campeonato Europeu de Futebol Sub-21.

A fase de qualificação durou de 1992 a 1994, na qual participaram 32 seleções. A França foi escolhida como anfitriã após os quartos-finais.

A seleção da Sérvia e Montenegro, então conhecida como a República Federal da Jugoslávia (fundada em Abril de 1992) foi excluída do torneio, por razões políticas.

Esta foi a primeira competição desde a dissolução da União Soviética, em que a Rússia competiu. O País de Gales também competiu pela primeira vez.

As 32 equipes nacionais foram divididas em seis grupos (quatro grupos de cinco e dois grupos de seis). Os oito vencedores de cada um dos grupos apuraram-se para uma fase de quartos-finais a duas mãos, disputando quatro vagas na fase final do torneio. Pela primeira vez foi disputado o jogo de apuramento do terceiro classificado.

Campeonato Europeu de Futebol Sub-21 de 1996

O Campeonato Europeu de Futebol Sub-21 de 1996 foi a décima edição do Campeonato Europeu de Futebol Sub-21.

A fase de qualificação durou de 1994 a 1996.

Nada menos do que 13 recém-independentes nações competiram pela primeira vez - principalmente devido à queda do estado socialista na Europa no início de 1990. À Rússia, que competira já em 1994 juntaram-se mais nove estados ex-União Soviética: Arménia, Azerbaijão, Bielorrússia, Estónia, Geórgia, Letónia, Lituânia, Moldávia e Ucrânia.

A exclusão (por motivos políticos), da selecção da Sérvia e Montenegro, então conhecida como a República Federal da Jugoslávia continuava. A Croácia, Eslovénia e a República da Macedónia foram três estados da antiga Jugoslávia que entraram na competição.

A Checoslováquia tornou-se em duas nações - selecção da República Checa e da Eslováquia completou a lista das novas nações competidoras.

As 44 equipas nacionais foram divididas em oito grupos (quatro grupos de cinco e quatro grupos de seis). Os oito vencedores de cada um dos grupos apuraram-se para uma fase de quartos-finais a duas mãos, disputando quatro vagas na fase final do torneio.

As cinco primeiras equipas qualificaram-se para o torneio de futebol nos Jogos Olímpicos de Verão de 1996.

Campeonato Europeu de Futebol Sub-21 de 1998

O Campeonato Europeu de Futebol Sub-21 de 1998 foi a décima primeira edição do Campeonato Europeu de Futebol Sub-21.

A fase de qualificação durou de 1996 a 1998, e contou com 46 participantes. Terminara a exclusão (por motivos políticos da Sérvia e Montenegro, na altura denominada de República Federal da Jugoslávia, e competia pela primeira vez a Bósnia e Herzegovina. Destas, apenas oito equipas apuraram-se para as fases finais, na Roménia, que havia sido escolhida como anfitriã.

As 46 equipas nacionais foram divididas em nove grupos (oito grupos de cinco e um grupo de seis). Os sete melhores vencedores de cada um dos grupos apuraram-se para a fase final do torneio. A oitava vaga foi disputada entre as outras duas selecções, Grécia e Inglaterra, em dois jogos de play-off. A vaga foi disputada a duas mãos, 2-0 e 2-4, tendo vencido a Grécia, pela regra do golo fora de casa.

Copa da Iugoslávia

A Copa da Iugoslávia (br) ou Taça da Jugoslávia (pt) foi o segundo principal torneio de futebol da antiga Iugoslávia, atrás apenas do Campeonato Iugoslavo. Foi organizado pela Associação de futebol da Iugoslávia e disputado de 1946 até 2002, quando o país passou a se chamar Sérvia e Montenegro.

A Copa sérvio-montenegrina foi disputada até 2006, quando o país se separou e foram disputadas as copas independentes da Sérvia e de Montenegro.

Além disso, até 1991 o campeonato também foi disputado com os clubes Croácia, Eslovênia, Bósnia e Herzegovina e República da Macedônia.

Cada uma das repúblicas também teve sua própria copa disputada em paralelo enquanto fazia parte da Iugoslávia, inclusive a região de Kosovo.

Força do Cóssovo

A Força do Kosovo (em inglês: Kosovo Force ou KFOR) é uma força de paz internacional liderada pela OTAN, e responsável pelo estabelecimento de um ambiente seguro no Kosovo.A KFOR entrou no Kosovo em 12 de junho de 1999 sob um mandato da ONU, dois dias após a aprovação da Resolução 1244 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Na época da Resolução 1244, o Kosovo estava enfrentando uma grave crise humanitária, com as forças militares e paramilitares da República Federal da Jugoslávia (RFJ) e o Exército de Libertação do Kosovo (KLA) em engajamentos diários. As tensões étnicas foram as mais elevadas e o número de mortes atingiu uma alta histórica. Quase um milhão de pessoas fugiram do Kosovo como refugiados.Desde agosto de 2011, a KFOR é constituída por 5 872 soldados.

História do Montenegro

Durante muito tempo, Montenegro constituiu um principado autónomo face ao poder hegemónico que o Império Otomano exercia nos Balcãs. A sua independência foi formalmente reconhecida pelo Tratado de Berlim de 1878 (que também reconheceu a independência da Bulgária, da Roménia e da vizinha Sérvia).

Em 1910, o príncipe Nicolau proclamou-se rei. No entanto, o reino do Montenegro existiu durante apenas oito anos. Com o fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918, o Montenegro foi integrado no Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos (não havendo no nome do estado qualquer referência aos montenegrinos, assim como aos bósnios ou aos macedónios), o qual se tornou em 1929 o reino da Jugoslávia.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os guerrilheiros de Tito procuraram refúgio nas suas montanhas, e quando em 1944 a região foi libertada, o Montenegro tornou-se uma das seis repúblicas constituintes da República Socialista da Jugoslávia. Com o fim desta entidade no início da década de 1990, quatro das repúblicas secederam e tornaram-se independentes; somente a Sérvia e o Montenegro lhe deram continuidade, formando a nova República Federal da Jugoslávia, governada por Slobodan Milošević, e com um grande predomínio da entidade sérvia dentro da federação.

Em 1992, no último referendo ocorrido para discutir a união com a Sérvia, cerca de 96% dos votos foram favoráveis a essa alternativa, ainda que apenas 66% da população tenha ido às urnas (as minorias muçulmana e católica, assim como alguns montenegrinos que não se reviam nessa união, boicotaram o referendo). De notar também que as condições de voto eram desiguais e injustas, tendo havido mesmo pessoas que votaram nas ruas. No entanto, desde então muitas coisas mudaram, e hoje a cena política montenegrina é significativamente diferente.

Desde 1996 que o governo de Milo Đukanović isolou de facto o Montenegro da Sérvia (então sob o governo de Slobodan Milošević) em vários aspectos. O Montenegro desenvolveu uma política económica independente da sérvia, e trocou o dinar pelo marco alemão; actualmente, usa como moeda o euro, ainda que a república não esteja integrada nem na União Europeia nem na Eurolândia.

O governo montenegrino tem vindo desde então a desenvolver uma política predominantemente pró-independentista. No entanto, sucessivos referendos acerca dessa matéria foram adiados, pelo que muitos apoiantes da independência começaram a perder a esperança na sua causa.

Em 2002 a Sérvia e o Montenegro assinaram um novo acordo no tocante à cooperação dentro da federação. No ano seguinte, com o patrocínio da União Europeia, o país Jugoslávia desapareceu formalmente dos mapas e deu lugar a um nova entidade chamada Sérvia e Montenegro, com o projeto de o Montenegro realizar um referendo sobre a independência até 2006.

O governo de Đukanović; tem entretanto estado sob intensa pressão, devido a escândalos envolvendo, designadamente, o tráfico de mulheres moldavas. O Escândalo Moldavo, como foi chamado na mídia montenegrina, envolveu mesmo altas figuras da República, como Zoran Piperovic.

Iugoslávia no Festival Eurovisão da Canção

A Jugoslávia, ao longo da sua existência, participou no Festival Eurovisão da Canção 27 vezes, estreando-se em 1961, tendo ganho em 1989 e estando ausente em 1977, 1978, 1979, 1980 e 1985.

Lista de países por código do COI

Esta é a lista dos códigos de três letras usados pelo Comité Olímpico Internacional para designar as nações representadas pelos atletas que participam em eventos desportivos. Por razões históricas, alguns dos códigos são diferentes dos códigos padronizados na norma ISO 3166-1.

Massimo d'Alema

Massimo d'Alema (Roma, 20 de abril de 1949) é jornalista e político italiano.

Foi militante do PCI desde sua juventude e acompanhou o partido em sua metamorfose social-democrata e neoliberal. Como primeiro-ministro da Itália, de 1998 a 2000, participou do ataque militar orquestrado pelo governo norte-americano à ex-República Federal da Jugoslávia. Foi também ministro dos Negócios Estrangeiros do governo de Romano Prodi, entre 17 de maio de 2006 e 8 de maio de 2008. Desde 14 de outubro 2007 é um dos expoentes do Partido Democrático.

Montenegro

Montenegro (em montenegrino: Crna Gora / Црна Гора, pronunciado AFI: [t͡sr̩̂ːnaː ɡɔ̌ra] (escutar ), literalmente "montanha negra") é uma pequena república montanhosa situada nos Balcãs, no sudeste da Europa, que faz fronteira com o mar Adriático a sudoeste, com a Albânia e o Cosovo a sudeste, com a Bósnia e Herzegovina e uma pequena fronteira com a Croácia a noroeste, e com a Sérvia a nordeste. A sua capital é a cidade de Podgorica.

Entre 1945 e 1991, e desde então até 2003, foi uma das repúblicas constituintes da República Socialista da Jugoslávia e da República Federal da Jugoslávia, respectivamente; desde então e até Junho de 2006, foi uma das duas repúblicas que integraram o Estado da Sérvia e Montenegro.

Em 21 de Maio de 2006 realizou-se um referendo para determinar a vontade do povo de se tornar independente ou de manter a união com a Sérvia. Os resultados indicaram que 55,5% dos eleitores haviam escolhido a independência, poucas décimas acima dos 55% requeridos pelo referendo. Em 3 de Junho de 2006 o parlamento montenegrino declarou oficialmente a independência do novo país, mas só obteve aceitação da ONU no dia 28 de Junho do mesmo ano.

Em 2018, o Montenegro estava em negociações para integrar a União Europeia, após a sua candidatura de adesão ter sido aceita em 2010.

Muçulmanos (nacionalidade)

Muçulmanos como uma nacionalidade (Muslimani, Муслимани) foi o termo usado na República Federal da Jugoslávia para descrever os nativos eslavos muçulmanos. Segundo o censo de 1991, 1.905.000 pessoas (4,4% da população da ex-Jugoslávia) foram notificados da nacionalidade muçulmana.

Após a desintegração da Iugoslávia na década de 90, ea formação do Estado independente da Bósnia e Herzegovina, os muçulmanos da Bósnia vieram a ser chamado de Bosníacos, e são uma nação historicamente reconhecida oficialmente. Também em outras partes do ex-Jugoslávia foram adotados outros nomes, tais como Gorani e pomatzi torbeshi. No entanto, ainda existem pessoas que preferem declarar a nacionalidade muçulmana.

Península de Prevlaka

A península de Prevlaka é uma pequena península localizada no sul da Croácia, na entrada das Bocas de Kotor, no Adriático oriental. O cabo Oštro, a sul da península de Prevlaka, é o ponto mais meridional da Croácia.

Na década de 1990 l península de Prevlaka foi disputada militarmente entre a recém-independente Croácia e a República Federal da Jugoslávia. A península é local estratégico para o tráfego marítimo e fica perto de uma importante base naval dentro da baía de Kotor. A disputa territorial não está ainda completamente resolvida.

Política da Sérvia

Em 4 de Fevereiro de 2003, o parlamento da República Federal da Jugoslávia (português europeu) ou Iugoslávia (português brasileiro) acordou uma forma mais ténue de cooperação entre a Sérvia e Montenegro dentro da união de estados chamada Sérvia e Montenegro. A união terminou a seguir às declarações de independência Montenegrina e Sérvia em Junho de 2006.

Após a destituição de Slobodan Milošević em 5 de Outubro de 2000, o país foi governado pela oposição democrática da Sérvia.

As tensões aumentaram gradualmente dentro da coligação até que o Partido Democrático da Sérvia (DSS) deixou o governo, abandonando o Partido Democrático (DS) em pleno exercício. Mesmo assim, em Março de 2004 o DSS reuniu suporte suficiente para formar o novo governo sérvio, juntamente com o G17 Plus e a coligação SPO-NS, e o pacto do Partido Socialista da Sérvia, que não fez parte do governo. O primeiro-ministro da Sérvia, de 2004 a 2008 foi Vojislav Koštunica, líder do Partido Democrático da Sérvia. Em 7 de julho de 2008, Mirko Cvetković toma posse como novo primeiro-ministro do país.

O actual Presidente da Sérvia é Boris Tadić, líder do Partido Democrático (DS), eleito com 53% dos votos na segunda volta da eleições presidenciais Sérvias, realizadas em 27 de Junho de 2004, depois de várias eleições mal sucedidas desde 2002.

Política do Montenegro

Desde a dissolução da República Socialista da Iugoslávia, em 1991, fez parte, com a Macedónia, da República Federal da Jugoslávia, até 2003, quando ambas passaram a se denomina-se Estado da Sérvia e Montenegro; em 2006, após a realização de um referendo, tornou-se um Estado independente, contudo, sua politica é declarada em 3 aspectos. limpo e correto

Primavera Croata

A Primavera Croata foi uma insurreição ocorrida no início de 1970 na República Federal da Jugoslávia pela descentralização administrativa da Croácia e sua independência econômica e cultural.

Slobodan Milošević

Slobodan Milošević, em sérvio Слободан Милошевић; AFI ? [sloˈbodan miˈloʃevitɕ], (Požarevac, 20 de agosto de 1941 — Haia, 11 de março de 2006) foi presidente da Sérvia de 1989 a 1997 e da República Federal da Jugoslávia de 1997 a 2000. Também foi o principal líder do Partido Socialista da Sérvia desde a sua fundação, em 1990.

O período em que Slobodan ficou no poder na Sérvia e na República Federal da Iugoslávia foi marcado por mudanças importantes nestes países, incluindo reformas constitucionais na Sérvia nas décadas de 1980 e 90 que reduziram a autonomia dos territórios sob controle sérvio e transformou o país de uma república unipartidarista comunista para um sistema pluripartidário. Ele acabou então presidindo sobre a desintegração da Iugoslávia e a subsequente guerra civil que assolou a região. Fundou a República Federal da Iugoslávia em 1992 (formada basicamente por Sérvia e Montenegro) e negociou os Acordo de Dayton, que encerrou a brutal Guerra da Bósnia em 1995. Ele permaneceu como o homem-forte da Sérvia até o ano 2000, quando foi oficialmente derrubado do poder.Logo depois da intervenção militar da OTAN na Iugoslávia em 1999, Milošević passou a ser acusado pelo Tribunal Penal Internacional para a antiga Iugoslávia por crimes de guerra e contra a humanidade, que incluíam acusações de genocídio, perpetrados por tropas e milícias sob seu comando na Bósnia, Croácia e Kosovo.Milošević renunciou à presidência iugoslava entre manifestações que se seguiram à concorrida eleição presidencial de 24 de setembro de 2000. Foi preso pelas autoridades federais iugoslavas em 31 de março do ano seguinte, sob suspeita de corrupção, abuso de poder e apropriação indébita. Foi também preso pelo Tribunal Penal Internacional para a antiga Iugoslávia (TPII), um comitê das Nações Unidas, sob a acusação de crimes contra a humanidade, de violar as leis e costumes de guerra, violações graves às Convenções de Genebra e genocídio, por seu papel durante as guerras na Croácia, Bósnia e Herzegovina e Kosovo. A investigação inicial a respeito de Milošević não foi adiante, por falta de evidências concretas. Por isso, o primeiro-ministro sérvio, Zoran Đinđić, enviou-o a Haia, Países Baixos, sede do Tribunal Penal Internacional, para ser julgado por crimes de guerra.Milošević foi responsável por sua própria defesa; o julgamento terminou, no entanto, sem qualquer veredito, já que ele acabou morrendo durante o seu decorrer, depois de quase cinco anos encarcerado na Prisão de Criminosos de Guerra, em Haia. Milošević sofria de doenças cardíacas e tinha hipertensão arterial, e morreu em decorrência de um enfarte do miocárdio. O Tribunal negou qualquer responsabilidade sobre a morte de Milošević, alegando que ele se recusara a tomar os medicamentos que lhe foram receitados, e preferiu medicar-se por conta própria.O legado de Slobodan Milošević na região da antiga Iugoslávia é controverso. Muitos sérvios o saúdam como um nacionalista que lutou por seu país contra as potências estrangeiras da OTAN. Outros o pintam como uma figura autoritária, um criminoso de guerra que levou os povos da sua nação a uma série de cruéis e árduas guerras civis, marcadas por abusos e genocídio.

Sérvia no Festival Eurovisão da Canção

Sérvia participa no Festival Eurovisão da Canção como um país independente desde 2007.

A Sérvia começou a participar no Festival Eurovisão da Canção, como parte da República da Jugoslávia, que partiçipou 27 vezes, entre 1961 e 1992. Normalmente, as canções da Jugoslávia terminavam a meio da tabela de resultados, no entanto, houve ocasiões que tinha um melhor desempenho. A Jugoslávia teve três 4 º lugares e ainda venceu uma vez com Riva e "Rock Me". Mas a banda não veio da Sérvia, mas sim da Croácia, e, por conseguinte, o Festival Eurovisão da Canção 1990 não teve lugar em Belgrado (Capital Federal), mas, em Zagreb.

Após o desmembramento da Jugoslávia em 1992, os novos estados foram integrados no Festival Eurovisão da Canção de forma independente. Eslovênia, Croácia e a Bósnia-Herzegovina fizeram a sua estréia em 1993, enquanto que a ARY Macedónia fê-lo em 1998. A Sérvia, por sua vez fê-lo em 2004, juntamente com o Montenegro, quando se alterou a descrição da República Federal da Jugoslávia e a Confederação da Sérvia e Montenegro.

A Sérvia e Montenegro teve uma boa estréia com a canção "Lane Moje" do cantor sérvio Zeljko Joksimovic. Na ocasião, conseguiu qualificar-se para as finais e estar em 2 º lugar, logo atrás Ruslana e "Wild Dances". O sucesso da canção garantiu um lugar para a Sérvia e Montenegro na final de 2005, onde a banda montenegrina No Name ficou em 7 º lugar.

A edição de 2006 do Evropesma (a seleção da confederação nacional), causou furor quando No Name retornaram para ganhar a final nacional. De acordo com os sérvios, a banda tinha injustamente vencido em 2005 e tiveram amostras de corrupção. A Sérvia, por isso, recusava-se a enviar o grupo. O conflito que resultou na Sérvia e Montenegro na Eurovisão deste ano. A depuração foi tomada pela Croácia, mas foram autorizados à Sérvia e Montenegro, o televoto nas semifinais e as finais.

A 21 de maio de 2006, um dia após o Festival Eurovisão da Canção, foi decidido através de um referendo que Montenegro seria independente. A 3 de Junho a independência foi declarada, e deu-se o fim da confederação da Sérvia e Montenegro. Em 2007, a Sérvia e Montenegro foram apresentados como países independentes, tendo ambos que se qualificar a partir da rodada semifinal. O Montenegro ficou em 16.º lugar em 23 e, por conseguinte, não qualificados. Por outro lado, a própria Sérvia foi bem sucedida; Marija Serifovic venceu a semifinal com uma vantagem confortável e foi declarada vencedora dois dias mais tarde, durante a final. A Sérvia é o segundo país na história da Eurovisão que obtem a vitória na sua estreia. Devido a esta vitória, o Festival Eurovisão da Canção 2008 teve lugar em Belgrado.

Ðeravica

Đeravica (em sérvio: Ђеравица, em albanês: Gjeravica) é a segunda mais alta montanha da região de Prokletije e dos Alpes Dináricos, atingindo a altitude de 2656 m, embora recentes medições com GPS tenham apontado altitude de 2667 m. A sua localização sobre a fronteira Albânia-Kosovo é politicamente delicada e envolve questões de soberania entre Kosovo e Sérvia: a República do Kosovo vê a montanha como parte da fronteira nacional com a Albânia, mas a Sérvia considera o território do Kosovo como fazendo parte do seu território e portanto a montanha como integrante da linha de fronteira entre Albânia e Sérvia.

Entre 1992 e 2006, o Ðeravica foi a mais alta montanha do território da República Federal da Jugoslávia, e depois da Sérvia e Montenegro. É o ponto mais alto do Kosovo e o segundo mais alto da Albânia.

Iugoslávia (1929–1941; 1945–2003)

Eslovênia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Voivodina faziam parte da Áustria-Hungria
(até 1918)
Ver Estado dos Eslovenos, Croatas e Sérvios

Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos
(1918-1929)

Reino da Iugoslávia
(1929-1941)

Eslovênia partilhada entre a Alemanha Nazista, Itália fascista e Hungria
(1941-1945)

Iugoslávia Democrática Federal
(1943-1946)

República Federativa Popular da Iugoslávia
(1946-1963)

República Socialista Federal da Iugoslávia
(1963-1992)

Eslovênia
(desde 1991)

Estado Independente da Croácia
(1941-1945)

Croácia
(desde 1991)
Também, República Sérvia de Krajina (1991-1995)

Bósnia e Herzegovina
(desde 1992)
Composta pela Federação da Bósnia e Herzegovina e pela República Sérvia desde 1995

Bačka, Baranja, Međimurje, e Prekmurje para a Hungria
(1941-1945)

República Federal da Iugoslávia
(1992-2003)

Sérvia e Montenegro
(2003-2006)

Sérvia
(desde 2006) Kosovo é de facto protetorado da ONU desde 1999

Banat autônomo
(1941-1945)

Reino da Sérvia
(até 1918)

Sérvia de Nedić
(1941-1945)

Kosovo para a Albânia italiana
(1941-1945)

Reino de Montenegro
(até 1918)

Estado Independente de Montenegro (ocupado pela Itália)
(1941-1945)

Montenegro
(desde 2006)

Moderna República da Macedônia era parte do Reino da Sérvia
(até 1918)

maior parte da moderna República da Macedônia para a Bulgária
(1941-1945)

República da Macedônia
(desde 1991)

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