Relação conjugal

Relação conjugal, conforme o próprio termo sugere, é espécie singular de relação entre pessoas que se unem uma à outra, com propósito de vida mútua em comum, distinta da ordinária vida social, ou da relação social a que se subordinam. As pessoas assim unidas chamam-se, por isso, cônjuges (<latim conjuge = con, "um com o outro" + juge,re, "ligação ou união").

Essa vida relacional comum são atividades, interesses e construções comuns, que podem ou não incluir atividade sexual, esta, por seu turno, com finalidade apenas procriativa, apenas prazerosa ou com ambas as finalidades, conforme a decisão do casal e/ou predefinições cultural-sociais.

Usualmente conecta-se desde logo à ideia de família, embora o conceito antropologicamente amplo desta remeta a várias visões, frequentemente conflituosas e divergentes entre si.

Visão clássica

Clássica e tradicionalmente, no domínio humano, e na maioria das sociedades contemporâneas, ao se falar em relação conjugal, quer-se referir a u'a modalidade relacional biunívoca (um cônjuge para com o outro, exclusivamente, e vice-versa), estabelecida como:

  • Casamento (ou matrimônio estabelecido entre um homem e u'a mulher para tanto habilitados segundo a ordem cultural-social (e, se houver, a jurídico-política) vigente no âmbito do grupo social, qualquer que seja a sua amplitude espaço-temporal e a sua compreensão, estando presentes ou não elementos de convalidação religiosa, segundo os costumes locais e os desejos pessoais;
  • União estável entre pares convivenciais (um homem e u'a mulher), assemelhada e, eventualmente, equiparada, ao casamento, segundo a ordem cultural-social (e, se houver, a jurídico-política) vigente no âmbito do grupo social, qualquer que seja a sua amplitude espaço-temporal e a sua compreensão, estando presentes ou não elementos de convalidação religiosa, segundo os costumes locais e os desejos pessoais;

Visão contemporânea

A sociedade contemporânea, em várias culturas e países, conquanto não em toda(o)s, tem aceito, estabelecido como válidas em condições de igualdade segundo os pressupostos cultural-sociais e/ou jurídico-políticos e/ou religiosos, as relações conjugais entre pares de mesmo gênero sexual entre si. Assim é que têm-se tornado mais frequentes as uniões estáveis e, mesmo, os casamentos (observado todo o ritual pertinente, quer civil, quer religioso, quando desejado pelos nubentes) entre homossexuais, quer masculinos entre si ou femininos entre si.

Monogamia e poligamia

Assim estabelecida, têm-se os pressupostos cultural-sociais (e, quando for o caso — embora frequente, mas não necessariamente, nem sempre — jurídico-políticos e/ou religiosos) de:

  1. Monogamia (<grego transliterado monós = "um" + gámos = "esposo ou esposa"): a relação vivencial estabelecida, mutuamente assentida e, eventualmente, convalidada por uma ordem cultural-social (e, se houver, a jurídico-política) vigente no âmbito do grupo social, qualquer que seja a sua amplitude espaço-temporal e a sua compreensão, estando presentes ou não elementos de convalidação religiosa, segundo os costumes locais e os desejos pessoais, que estabelece, prescreve e, pois, espera, que o pacto conjugal seja biunívoco e exclusivo, com sanções de várias ordens para o desvio da fidelidade a esse pacto. É a única modalidade considerada válida segundo a visão judaico-cristã, puníveis e/ou reprováveis as demais. Entretanto, é de se observar que, mesmo, segundo, o relato bíblico, em tempos antigos (como o dos Patriarcas bíblicos primordiais, como Abraão, Isaque e Jacó, entre outros, a poligamia era aceita naturalmente);
  2. Poligamia (<grego transliterado poli = "diversos, muitos" + gámos = "esposo ou esposa"): a relação vivencial estabelecida, mutuamente assentida e, eventualmente, convalidada por uma ordem cultural-social (e, se houver, a jurídico-política) vigente no âmbito do grupo social, qualquer que seja a sua amplitude espaço-temporal e a sua compreensão, estando presentes ou não elementos de convalidação religiosa, segundo os costumes locais e os desejos pessoais, que ou aceita ou estabelece, prescreve e, pois, espera, que o pacto conjugal seja plurívoco e não-exclusivo, com ou sem sanções de várias ordens para o desvio da fidelidade a esse pacto. É a modalidade usual considerada válida segundo a visão islâmica, puníveis e/ou reprováveis as demais.

Observa-se, pois, que — sob a óptica etimológica e com o respaldo histórico — quer a relação plurívoca seja estabelecida entre um homem e várias mulheres (esposas e/ou concubinas e/ou amantes), ou, diversamente, entre u'a mulher e vários homens (esposos e/ou concubinos e/ou amantes), fala-se tão-somente genérica e, pois, corretamente, em poligamia. Entretanto, a tradição antropológica, cultural e histórica estabeleceu termos diferenciados para ambas as situações:

  • Poliandria (<grego translit. poli = "diversos, muitos" + andrós = "homem") seria apenas a relação entre u'a mulher e mais de um homem;
  • Poliginia (<grego translit. poli = "diversos, muitos" + ginós = "mulher") seria apenas a relação entre um homem e mais de u'a mulher.

Embora a maioria das culturas rejeite formalmente a relação simultânea entre vários homens e várias mulheres sob a égide conjugal, essa é, contudo, uma prática comum em várias culturas consideradas mais primitivas, ainda hoje existentes.

Monogamia: a polêmica

Uma das anunciadas vantagens da monogamia é a precisa, pois unívoca definição de paternidade (e de maternidade). Essa definição, "a priori", mostra injunções mais que simplesmente cultural-sociais; está, com efeito, também presente nas características psicossociais do indivíduo, sendo obteníveis do arquétipo quer individual, quer coletivo. Conquanto seja isso objeto de extensas polêmicas (ver Psicanálise e família), é de se considerar seriamente o impacto que eventuais indefinições de papéis de pai e mãe, conforme tradicionalmente reconhecidos, possam ter sobre a personalidade do indivíduo em formação, que é o filho, em todas as etapas do seu desenvolvimento etário, a se tornar um ser único. Nessa esteira de raciocínio, segue-se também a indagação sobre os rumos que a própria sociedade humana, como é conhecida e organizada, viria a tomar.

Há, também, sem dúvida, questões afetas à pré-determinação patrimonial, inclusive, para fins testamentários e sucessórios, fato que sempre colocou de prontidão quer pessoas, quer núcleos familiares, quer grupos sociais e até culturas e nações.

Aspectos jurídicos

Considerações de ordem jurídica requerem necessariamente o exame da ordem jurídico-política de cada cultura, nação, povo ou país, que podem vir ou não expressas num "corpo organizado, sistematizado de normas soberanas para aquele país ou povo" (ordinariamente, a sua Constituição, ou "Carta Magna").

Diferentes culturas e nações e povos, pois países, têm diferentes prescrições a respeito, pelo que se devem consultar os ordenamentos jurídico-políticos de cada qual para se extraírem as adequadas conclusões. Assim, por exemplo, no Brasil, só com o advento da Constituição de 1988 foi a união estável equiparada ao casamento, o que, todavia — e desde logo, fique claro — não significa passarem a ser a mesma coisa.

Referências

Ver também

Direito de família

Direito de família é o ramo do Direito Civil que trata das relações familiares e das obrigações e direitos decorrentes dessas relações, tem como conteúdo os estudos do casamento, união estável, relações de parentesco, filiação, alimentos, bem de família, tutela, curatela e guarda.

Dentro do Direito de Família, encontramos o Casamento, que é a união voluntária entre duas pessoas, formalizada nos termos da Lei, com o objetivo de manter uma plena comunhão de vida.

Em Portugal encontra-se regulado no livro quarto do Código Civil.

A matéria está regulada no Código Civil Brasileiro de 10 de Janeiro de 2002, nos artigos 1.511 a 1.783 (Livro IV - Do direito da família) e de 1.784 a 2.046 (Livro V - Do direito das sucessões).

Ela disciplina, ainda, a necessidade de contrato entre conviventes (concubinos), regimes de bens e sua mutabilidade, entre outras matérias.

Também parte deste ramo do direito, ainda que não positivada (publicada em norma escrita) é aquela referente aos esponsais, fase anterior ao casamento conhecida principalmente por noivado e que pode gerar efeitos jurídicos.

Erínias

As erínias (em grego: Ἐρīνύς), na mitologia grega, eram personificações da vingança. Enquanto Nêmesis (deusa da vingança) punia os deuses, as erínias puniam os mortais. Eram Tisífone (Castigo), Megera (Rancor) e Alecto (Inominável). Na mitologia romana, eram chamadas fúrias – Furiæ ou Diræ.

Viviam nas profundezas do Tártaro, onde torturavam as almas pecadoras julgadas por Hades e Perséfone, seus pais. Outra versão afirma que nasceram das gotas do sangue que caíram sobre Gaia quando o deus Urano foi castrado por Cronos. Pavorosas, possuíam asas de morcego e cabelo em forma de serpente.

Mas a versão mais aceita é que elas são mesmo frutos da relação conjugal de Hades e Perséfone.

As erínias, deusas encarregadas de castigar os crimes, especialmente os delitos de sangue, são também chamadas Eumênides (Εὐμενίδες), que em grego significa as bondosas ou as Benevolentes, eufemismo usado para evitar pronunciar o seu verdadeiro nome, por medo de atrair a sua cólera. Em Atenas, usava-se como eufemismo a expressão Semnai Theai (σεμναὶ θεαί), ou deusas veneradas.

Na versão de Ésquilo, as erínias são filhas da deusa Nix, da noite.

Supunha-se elas serem muitas, mas na peça de Ésquilo elas são apenas três, que encarregavam-se da vingança e habitavam, consoante as versões, o Érebo ou o Tártaro, o inframundo, onde descansam até que são de novo reclamadas na Terra. Os seus nomes são:

Alecto (Ἀληκτώ, a implacável), eternamente encolerizada. Encarrega-se de castigar delitos morais como a ira, a cólera e a soberba. Tem um papel muito similar ao da deusa Nêmesis, com diferença de que esta se ocupa do referente aos deuses, tendo Alecto uma dimensão mais "terrena". Alecto é a Erínia que espalha pestes e maldições. Seguia o infrator sem parar, ameaçando-o com fachos acesos, não o deixando dormir em paz.

Megera, que personifica o rancor, a inveja, a cobiça e o ciúme. Castiga principalmente os delitos contra o matrimônio, em especial a infidelidade. É a Erínia que persegue com a maior sanha, fazendo a vítima fugir eternamente.Terceira das fúrias de Ésquilo, grita ininterruptamente nos ouvidos do criminoso, lembrando-lhe das faltas que cometeu.

Tisífone, a vingadora dos assassinatos (patricídio, fratricídio, homicídio). É a erínia que açoita os culpados e enlouquece-os.As erínias são divindades ctónicas presentes desde as origens do mundo, e apesar de terem poder sobre os deuses, não estando submetidas à autoridade de Zeus, vivem às margens do Olimpo, graças à rejeição natural que os deuses sentem por elas (e é com pesar que as toleram, pois devem fazê-lo). Por outro lado, os homens têm-lhes pânico, e fogem delas. Esta marginalidade e a sua necessidade de reconhecimento são o motivo por que, segundo conta Ésquilo, as erínias acabam aceitando o veredicto de Atena, passando mesmo por cima da sua inesgotável sede de vingança.

Eram forças primitivas da natureza que actuavam como vingadoras do crime, reclamando com insistência o sangue parental derramado, só se satisfazendo com a morte violenta do homicida.

Posto que o castigo final dos crimes (por mais horríveis que sejam) é um poder que não corresponde aos homens, estas três irmãs se encarregavam do castigo dos criminosos, perseguindo-os incansavelmente até mesmo no mundo dos mortos, pois seu campo de acção não tem limites. As erínias são convocadas pela maldição lançada por alguém que clama vingança. São deusas justas, porém implacáveis, e não se deixam abrandar por sacrifícios nem suplícios de nenhum tipo. Não levam em conta atenuantes e castigam toda ofensa contra a sociedade e a natureza, como o perjúrio, a violação dos rituais de hospitalidade e, sobretudo, os assassinatos e crimes contra a família.

Na Antiguidade, sacrificavam-lhes carneiros negros, assim como libações de nephalia (νηφάλια), ou hidromel.

As erínias são representadas normalmente como mulheres aladas de aspecto terrível, com olhos que escorrem sangue no lugar de lágrimas e madeixas trançadas de serpentes, estando muitas vezes acompanhadas por muitos destes animais. Aparecem sempre empunhando chicotes e tochas acesas, correndo atrás dos infratores dos preceitos morais.

Existe na Arcádia um lugar em que se atopam dois santuários consagrados às Erínias. Num deles, elas recebem o nome de Maniai (Μανίαι, as que volvem todos). Neste lugar, segundo a lenda relatada por Ésquilo na sua tragédia As Eumênides, perseguem a Orestes pela primeira vez, vestidas de negro. Perto dali, e segundo conta Pausânias, apontava-se outro santuário onde o seu culto associava-se ao das graças, deusas do perdão. Neste santuário purificaram a Orestes, vestidas completamente de branco. Orestes, uma vez curado e perdoado, aplicou um sacrifício expiatório às maniai.

Fidelidade conjugal

Fidelidade conjugal é a manifestação da fidelidade no domínio de uma relação conjugal — qualquer que seja a sua natureza em figuras e/ou em papéis de gênero —, que pode ser recíproca, mutuamente acordada e assentida, ou unilateral, acordada ou não. Necessariamente implica mútua confiança, aceita esta e considerada como a base da estabilidade relacional. Conquanto possa envolver também o aspecto sexualidade relacional — é o mais usual —, não se lhe prende exclusivamente, todavia, dado que há acordos de fidelidade que prescidem da vivência ou até da ideia de sexualidade, esta, per se, também ampla por demais em sua significação.

Flammarion

Flammarion Gimenez Neto (São Paulo, 6 de agosto de 1951 - Rio de Janeiro, 12 de julho de 2008) foi um músico, arranjador e contrabaixista brasileiro. Filho de Lamartine Carlos Gimenez (trombonista do Teatro Municipal do RJ/Orquestra da Globo/Orquestra Tabajara/Orquestra Som Global) e Alaide Gaudêncio Gimenez, irmão de Beatriz Gimenez, Wagner Gimenez e Márcia Regina Gimenez.

Considerado por diversos músicos e críticos como o melhor músico brasileiro no ano de 1985,[carece de fontes?] Flammarion passou a infância no bairro da Vila Maria em São Paulo. Na adolescência se mudou para Niterói, no Rio de Janeiro. Tomou gosto pela música e logo montou uma banda com seu grande amigo (futuramente cunhado) Juaciara (Jô), tocavam em bailes pela cidade de Niterói movidos ao som dos Beatles e da Jovem Guarda. Foi em um desse bailes que Flammarion conheceu uma das irmãs de Jô, Rosélia. O namoro se tornou em um casamento que durou 25 anos, todos eles vividos na rua do Russel, no Bairro da Glória, centro do Rio de Janeiro, onde criaram seus filhos Marcelo Gimenez e Aloana Gimenez.

Após 25 anos de casamento Flammarion se separou de Rose e manteve uma relação conjugal com Lúcia (cantora), e deste relacionamento nasceu Gabriel Gimenez.

Janet Leigh

Janet Leigh, nome artístico de Jeanette Helen Morrison (Merced, 6 de julho de 1927 — Beverly Hills, 3 de outubro de 2004) foi uma atriz norte-americana. Ela é mais lembrada por seu desempenho em Psicose (1960) para o qual ela foi premiada com o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante e recebeu uma indicação ao Óscar.Descoberta pela atriz Norma Shearer, Leigh garantiu um contrato com a Metro-Goldwyn-Mayer e fez sua estréia no cinema com um papel de protagonista em O Romance of Rosy Ridge em 1947. Nos anos seguintes, ela apareceu em vários filmes populares de uma ampla variedade de géneros, incluindo Ato de Violência (1948), Little Women (1949), Holiday affair (1949), Angels in the Outfield (1951), Scaramouche (1952), The Naked Spur (1953), Walking My Baby Back Home (1953) e Living It Up (1954).

Depois de dois casamentos breves, Leigh casou com o ator Tony Curtis em 1951, e tiveram dois filhos juntos, Jamie Lee Curtis e Kelly Curtis. Durante o casamento de alto perfil, o casal estrelou cinco filmes juntos: Houdini (1953), O Escudo Negro de Falworth (1954), The Vikings (1958), The Perfect Furlough (1958), Who Was That Lady? (1960). Eles também tinham uma cena juntos em outro filme, a comédia musical Pepe (1960). Leigh desempenhou papéis dramáticos principalmente durante a segunda metade dos anos 1950 em filmes como o Safari (1955) e Touch of Evil (1958). Ela continuou a aparecer ocasionalmente em filmes e na televisão, incluindo The Manchurian Candidate (1962) e Bye Bye Birdie (1963), bem como dois filmes com sua filha, Jamie Lee Curtis: The Fog (1980) e Halloween H20: 20 Years Later (1998).

Jiří Dienstbier (1969)

Jiří Dienstbier (27 maio 1969, Washington D.C.) é um político e advogado checo. Ocupou o cargo de senador de seu país, e é vice-presidente do Partido Social-Democrata Tcheco.

Em março de 2011, ganhou a eleição para o Senado (câmara mais alta do parlamento Checo) para o Senado do Distrito 30 – Kladno. Recebeu o madato que permaneceu vago após a morte do seu pai, ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros da Checoslováquia, Jiří Dienstbier.Jiří Dienstbier é o candidato oficial à presidência da República Checa para as próximas eleições. Na República Checa, em 2013, esta será a primeira eleição presidencial direta.

Jiří Dienstbier tem uma esposa, Jaroslava, com quem vive permanentemente numa relação conjugal. Juntamente tiveram um filho, Jiří, agora já adulto.

Envolvimento na Revolução de Veludo Em 1989, como estudante da Universidade Técnica Checa foi co-fundador da Associação de Estudantes, STUHA. Esta encontrou-se entre um dos organizadores da manifestação estudantil de 17 de novembro de 1989, manifestação que ao ser dispersada pela polícia tornou-se um catalisador para a Revolução de Veludo que aconteceu na Checoslováquia.

Na eleição de 1990 foi candidato como estudante ao Forum Civil e foi eleito deputado do parlamento Checo. Até ser eleito como senador trabalhou como advogado particular e dedicou-se também à política local em Praga.

Como apoiante de longa data do clube de futebol Bohemians 1905, perto do ano 2000 tornou-se um forte adversário da corrupção no clube. Co-fundador do clube de fãs Bohemians, clube que se tornou um dos co-proprietários do clube, Jiří é também vice-presidente do Bohemians 1905.

Luís, Delfim de França (1729-1765)

Luís Fernando (Louis Ferdinand; Versalhes, 4 de setembro de 1729 – Fontainebleau, 20 de dezembro de 1765) foi Delfim da França de seu nascimento até sua morte. Era filho do rei Luís XV de França e sua esposa Maria Leszczyńska.

Malvino Salvador

Malvino Ramos Salvador (Manaus, 31 de janeiro de 1976) é um ator e modelo brasileiro.

Maria Gadú

Mayra Corrêa, mais conhecida como Maria Gadú e também como Maria Aygadoux (São Paulo, 4 de dezembro de 1986), é uma cantora, compositora e instrumentista brasileira. Desde sua estreia, Maria chamou a atenção de público e crítica, sendo indicada duas vezes ao Grammy Latino.

Maria Mancini

Maria Mancini (28 de Agosto de 1639 – 8 de Maio de 1715), princesa de Paliano, foi uma das famosas sobrinhas do Cardeal Jules Mazarin, conhecidas como Mazarinettes, e amante do rei Luís XIV de França durante sua juventude.

Passivo (relação sexual)

O termo passivo, também por vezes submisso, é uma expressão que, na gíria sexual, se refere à posição da pessoa que é penetrado vaginal, anal ou oralmente por outra pessoa, sendo essa última denominado de ativa.

Qualquer pessoa pode tomar a posição sexual passiva, independentemente do seu género, sexo ou orientação sexual.

Por extensão, a palavra passivo também é usada para identificar pessoas que geralmente preferem esta posição sexual, predominantemente ou exclusivamente, ou que preferem desempenhar um papel submisso durante o sexo, paradoxalmente ao papel tido como dominante daquele que penetra. A pessoa que escolhe uma ou outra posição sexual é chamada de versátil.

Pode ser considerado passivo quem escolher por relaxar ou ter uma participação mais tranquila durante a relação físico-sexual, sendo o ativo que predominantemente toma o controle durante a atividade sexual.

Na prática BDSM, o termo se aplica a pessoas envolvidas no papel submisso.

Em inglês o termo "Bottom" é usado em referência ao passivo, e "Top" para ativo, enquanto que no linguajar da sexologia ou jargão da psicologia, a terminologia "receptivo" e "insertivo" também possa ser por vezes usada para passivo e ativo respectivamente, uma vez que são termos derivados dos verbos receber e inserir aludindo aos papéis sexuais.

A noção do termo passivo também é utilizada no contexto da sexualidade, para fazer alusão à uma pessoa que em uma relação conjugal, seja hétero ou homossexual, tende a ter uma postura de submissão durante o ato sexual. Este tipo de conduta também pode se estender para a vida cotidiana do casal.

Renato Rascel

Renato Rascel, pseudônimo de Renato Ranucci Massa (Turim, 27 de abril de 1912 — Roma, 2 de janeiro de 1991), foi um cantor e ator italiano.

São José

São José ou José de Nazaré ou José, o Carpinteiro foi, segundo o Novo Testamento, o esposo da Virgem Maria e o pai adotivo de Jesus. O nome José é a versão lusófona do hebraico Yosef (יוסף), por meio do latim Iosephus. Descendente da casa real de David, é venerado como Santo pelas igrejas ortodoxa, anglicana e católica, que o celebra como seu padroeiro universal. A liturgia luterana também dedica um dia ― 19 de março ― à sua memória, sob o título de "Tutor de Nosso Senhor". Operário, é tido como "Padroeiro dos Trabalhadores", e, pela fidelidade a sua esposa e dedicação paternal a Jesus, como "Padroeiro das Famílias", emprestando seu nome a muitas igrejas e lugares ao redor do mundo.

Teologia moral católica

De acordo com a Igreja Católica, a teologia moral é a parte da Teologia católica "que se ocupa do estudo sistemático dos princípios éticos da doutrina sobrenatural revelada", aplicando-os de seguida à vida quotidiana do católico e da Igreja. Esta teologia está, em parte, englobada pela teologia sistemática. Mas, apesar disso, muitas vezes ela também está associada à teologia prática .

O Evangelho e as verdades e doutrinas reveladas, estudadas pela teologia dogmática, estão essencialmente ligadas a uma ética e conduta moral. "A doutrina revelada, a rigor, é uma ética, pois apresenta, no seu conjunto, as normas exigidas para o relacionamento dos homens entre si e para com Deus" . Esta ética e moral, que "preparam-nos para sermos o tipo de pessoa que pode viver com Deus" na vida eterna, giram por isso à volta do "desafio da dádiva de si mesmo aos outros" e a Deus . Por isso, estas normas devem ser praticadas no quotidiano "como expressão da plena aceitação da mensagem evangélica" e da vontade de Deus pela humanidade . A prática desta moral católica, cuja parte fundamental e obrigatória são os Dez Mandamentos, serve para libertar o Homem da "escravidão do pecado" , que é um autêntico "abuso da liberdade" . Isto porque "só nos tornamos livres se conseguirmos ser melhores" e ser "atraídos para o bem e o belo" , visto que a bondade e as bem-aventuranças "definem o contexto para a vida moral cristã" .

Segundo a doutrina da Igreja Católica, "a questão moral é o cerne da problemática soteriológica, pois a salvação depende da nossa conduta, após a justificação recebida com a graça do batismo". O objetivo da teologia moral "é levar as virtudes cristãs à excelência", até o fim das vidas de cada católico .

Transtorno de personalidade

Os transtornos de personalidade, também referidos como perturbações da personalidade, formam uma classe de transtorno mental que se caracteriza por padrões de interação interpessoais tão desviantes da norma, que o desempenho do indivíduo tanto na área profissional como em sua vida privada pode ficar comprometido. Na maior parte das vezes, os sintomas são vivenciados pelo indivíduo como "normais" (eu-sintônico), de forma que a diagnose somente pode ser estabelecida a partir de uma perspectiva exterior.Mais do que outros transtornos mentais, os transtornos da personalidade apresentam o perigo de uma estigmatização do paciente. Isso se deve sobretudo à terminologia, que sugere um transtorno de toda a personalidade do indivíduo e, muitas vezes, está ligada a juízos morais com relação ao paciente. Os atuais sistemas de classificação (DSM-V e CID-10) - que utilizam o método descritivo e não etiológico - permitiram o desenvolvimento de novas abordagens, que procuram descrever tais transtornos como transtornos da interação interpessoal e levaram ao desenvolvimento de novos tratamentos psicoterapêuticos.No Brasil existe pouco material publicado na área, sendo uma das áreas de pesquisa em psicologia e psiquiatria com maior escassez de publicações científicas.

UHF – Os Anos Valentim de Carvalho

UHF – Os Anos Valentim de Carvalho é o nome da coletânea da banda portuguesa de rock UHF. Editada em 5 de maio de 2008 pela Valentim de Carvalho. Trata-se da coleção intitulada "Do Tempo do Vinil", lançada em 28 de novembro de 2007, que integrou vinte álbuns de artistas e grupos portugueses que fizeram a história do rock nos últimos quarenta anos, e que fazem parte dos arquivos da Valentim de Carvalho. Projetado pelos jornalistas Jorge Mourinha do Jornal Público e Miguel Francisco Cadete da revista Blitz, foram recuperados os discos da música pop e do rock português que até então existiam maioritariamente em vinil, e que não tinham sido ainda convertidos para disco compacto. As primeiras edições foram os discos de estreia de Jorge Palma, GNR, Manuela Moura Guedes e Tantra, com som remasterizado, temas extras e texto de um jornalista com depoimentos dos artistas que contextualizaram a obra. A segunda fase do lançamento da coleção incluiu a edição dedicada aos UHF. UHF – Os Anos Valentim de Carvalho celebrou o trigésimo aniversário de carreira dos UHF. Foram recuperas todas as músicas que a banda gravou para a editora Valentim de Carvalho, entre 1980 e 1982, aquando da parceria com a multinacional EMI. No primeiro disco, o álbum À Flor da Pele (1981), vem acompanhado pelo single bónus com os temas "Quem Irá Beber Comigo (Desfigurado)" e "Noite Dentro", oferecido na primeira edição do álbum. No segundo disco inclui-se, pela primeira vez em disco compacto, o mini álbum Estou de Passagem (1982), juntamente com o single "Cavalos de Corrida" (1980) contendo o tema homónimo e "Palavras" do lado B. A coletânea completa-se com a canção "(Vivo) Na Fronteira" – lado B do single "Rua do Carmo" – e com a versão de "Cavalos de Corrida" de 1982 nunca antes editada. A edição veio acompanhada por um depoimento de António Manuel Ribeiro recolhido pelo jornalista Rui Miguel Abreu.

Uma Abelha na Chuva

Uma Abelha na Chuva (1971) é um filme português de Fernando Lopes, adaptação do romance homónimo do escritor neo-realista Carlos de Oliveira. É uma das obras do Novo Cinema que, assimilando aspectos da linguagem dos vanguardistas franceses da Nouvelle Vague, se mantém na tradição da crítica social, iniciada no cinema português por Manuel Guimarães.

O filme estreou no cinema Estúdio em Lisboa a 13 de Abril de 1972.

Venda de esposas na Inglaterra

Na Inglaterra, a venda de esposas era uma maneira de acabar com um casamento insatisfatório, normalmente de maneira consensual. Esse costume provavelmente se originou no final do século XVII, época em que o divórcio era uma impossibilidade prática para todos, exceto os mais ricos. Na visão de um casal que desejava separar-se de maneira moralmente aceitável, a venda apresentava-se como um processo vexatório mas que permitia tornar legítimo, e portanto socialmente satisfatório, o rearranjo da sua relação conjugal.

Em sua forma típica esse costume assumiu uma forma ritualizada, que buscava assegurar a pretensa legalidade das transações. A venda era anunciada publicamente, e em seguida o marido levava sua esposa por um cabresto até o local onde ela ocorreria, normalmente um mercado. Ali, a esposa era leiloada diante de espectadores, e, como sinal de realização do negócio, dinheiro era trocado e a esposa era entregue pelo cabresto ao comprador. As vendas também podiam incluir os filhos, e por vezes os valores em dinheiro eram completados com outros bens, notadamente bebidas alcoólicas e animais. O valor da venda não parece ter sido a principal consideração durante as vendas, mas existem registros de maridos e outros interessados comprando e revendendo esposas em busca de lucro.

Embora relatos da época buscassem salientar aspectos cômicos das vendas, a situação era inerentemente humilhante e podia ser degradante para os envolvidos, sobretudo a esposa. Contudo, muitos relatos contemporâneos sugerem a independência e a vitalidade sexual das mulheres, e afirmam que o consentimento da esposa era essencial para o sucesso de cada transação. Embora esposas tenham se negado a serem vendidas durante o século XIX, não existem registros de resistência à venda no século XVIII. Com efeito, são conhecidos casos de esposas que insistiram em ser vendidas, que foram vendidas para seus familiares, e que arranjaram suas próprias vendas a agentes contratados. A venda de esposas parece ter sido difundida por toda a Inglaterra, e cerca de 400 ocorrências foram documentadas, um número pequeno em comparação com os casos de abandono conjugal do mesmo período.

Embora o costume não tivesse fundamento legal e, notadamente a partir de meados do século XIX, frequentemente resultasse em processos judiciais, em geral a atitude das autoridades públicas e religiosas era ambígua em relação a ele. Pelo menos um magistrado declarou não acreditar que tivesse o direito de impedir a vendas de esposas, e houve casos de clérigos e comissários das Poor Laws forçando maridos a venderem suas esposas como forma de evitar seu envio para workhouses. A crescente exposição de vendas de esposas nos jornais gradualmente aumentou a oposição a esse costume, e como consequência o número de vendas documentadas diminuiu a partir da segunda metade do século XIX. A prática persistiu até as primeiras décadas do século XX, quando vendas menos públicas ainda ocorriam ocasionalmente, e o último caso de que se tem notícia foi reportado em Leeds, em 1926.

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