Pentateuco samaritano

Pentateuco Samaritano ou Torá Samaritana é o nome que se dá à Torá usada pelos samaritanos. Os samaritanos recusam o restante dos livros do Tanakh, aceitando apenas sua Torá como livro inspirado. Os samaritanos os rejeitam por não aceitá-lo como vindo de Deus.

O Pentateuco samaritano está escrito no alfabeto samaritano, que é diferente do hebraico e era a forma de escrita usada antes do cativeiro babilônico (cerca de 597-586 a.C). Além da linguagem diferente, existem outras discrepâncias entre o Texto Massorético e a Torá Samaritana. Um exemplo é que na versão samaritana dos Dez Mandamentos, onde Deus conclama o povo que construa o altar no Monte Gerizim. O Pentateuco Samaritano ficou conhecido mundialmente, quando Pietro della Valle trouxe de Damasco em 1616 uma cópia do texto.

Samartian pentateuch1
Pentateuco samaritano de Nablus, escrito em caracteres arcaicos, mantidos assim desde quando foram recebidos por Moisés (Moshe = hebraico / Mussa = árabe).
Asterote-Carnaim

Asterote, possivelmente idêntica a Asterote-Carnaim, foi o nome de uma (ou duas) cidades mencionadas na Bíblia.

Asterote foi uma cidade da terra de Basã, no reino de Ogue. Após a conquista da palestina pelos hebreus, se localizou no território pertencente à tribo de Manassés, e se tornou uma cidade dos levitas, dada aos gersonitas. Uzia, um dos valentes de Davi, era natural desta cidade.A cidade foi identificada com Tell Asterath, localizada em Hauran, notável por monumentos datados de 1700 - 1500 a.C..Asterote-Carnaim significa Asterote do dois chifres, e era a residência dos refaim. As duas cidades podem ser a mesma, ou seja, Asterote-Carnaim significaria Asterote associada à lua crescente. No Pentateuco Samaritano, esta cidade é chamada de Sunamein, identificada com a presente es-Sunamein, localizada 45 km ao sul de Damasco.

Baruque

Baruc ou Baruque ou Baruk ben Neriá é um personagem bíblico, sendo também o nome de um dos livros deuterocanônicos, não um apócrifo, (assim considerados pela Igreja Católica e pela Igreja Ortodoxa) do Antigo Testamento da Bíblia, cuja autoria é atribuída ao próprio Baruque, que não era um simples escriba, mas um sofer, um alto funcionário da administração babilônica na Judeia.

Baruque teria sido um homem erudito e de família nobre, que foi secretário de Jeremias durante o Exílio na Babilônia do povo israelita na Babilônia.

Filho de Nerias, irmão de Seraías, amigo e secretário do profeta Jeremias (Jr 36,4 ss). Era homem erudito, de nobre família (Jr 51,59 ss), tendo servido fielmente ao profeta. Pelas instruções de Jeremias, escreveu Baruque as profecias daquele profeta, comunicando-as aos príncipes e governadores. E um destes foi acusar de traição o escrevente e o profeta Jeremias, mostrando ao rei, como prova das suas afirmações, os escritos, de que tinham conseguido lançar mão. Quando o rei leu os documentos, foi grande o seu furor. Mandou que fossem presos os dois, mas eles escaparam. Depois da conquista de Jerusalém pelos babilônios (586 a.C.), foi Jeremias bem tratado pelo rei Nabucodonosor - e Baruque foi acusado de exercer influência sobre Jeremias a fim de não fugirem para o Egito (Jr 43,3). Mas, por fim, foram ambos compelidos a ir para ali com a parte remanescente de Judá (Jr 43,6). Durante o seu encarceramento deu Jeremias a Baruque o título de propriedade daquela herdade que tinha sido comprada a Hanameel (Jr 32,8-12).

Benjamin Kennicott

Benjamin Kennicott FRS (Totnes condado de Devon, 4 de abril de 1718 — Oxford, 18 de setembro de 1783), foi um cônego e hebraico inglês.

Bíblia Gótica

A Bíblia Gótica ou Bíblia de Úlfilas, é uma Bíblia cristã traduzida por Úlfilas para a língua gótica falada pelos godos.

Bíblia Hebraica Stuttgartensia

A Bíblia Hebraica Stuttgartensia, ou BHS, é uma edição do Texto Massorético da Bíblia Hebraica totalmente baseada no Códice de Leningrado, publicada pela Sociedade Bíblica Alemã (Deutsche Bibelgesellschaft) em Stuttgart.

É amplamente vista tanto pelo judaísmo como pelo cristianismo, como uma edição confiável das Escrituras em hebraico e aramaico (Tanakh na terminologia judia ou Antigo Testamento na terminologia cristã), e tem sido em muito, a mais usada por eruditos do texto mestre na língua original, tanto para pesquisas como para base de traduções em outros idiomas. Também tornou-se a edição mais usada em escolas bíblicas.

Atualmente usa-se uma revisão da terceira edição da Bíblia Hebraica editada por Rudolf Kittel, sendo que a primeira foi baseada no Códice de Leningrado. As notas de rodapé das páginas tem sido totalmente revisadas. Originalmente estas notas foram acrescentadas aos poucos desde 1968 a 1976, chegando a ser um só volume em 1977; Desde então sendo reimpressa muitas vezes.

O texto usado é uma cópia exata, salvo pequenos erros, do Texto Massorético assim como está registrado no Códice de Leningrado. A única pequena diferença está no Livro das Crônicas, o qual precede aos Salmos, este foi movido para o fim, assim como também ocorre com outros livros bíblicos. O Livro de Jó, precede ao Livro dos Provérbios, assim como o acontece com todas as outras bíblias hebraicas.

Em suas margens, possuem as notas massoréticas. Estas estão baseadas no códice massorético, mas foram reeditadas a fim de se tornarem mais fáceis de entender. Mesmo assim, alguns livros tem sido escritos explicando estas notas.

As notas ao pé da página registram possíveis correções ao texto. Muitas destas estão baseadas no Pentateuco samaritano, nos Pergaminhos do Mar Morto, e em antigas traduções bíblicas tais como a Septuaginta, a Vulgata e a Peshitta.

Bíblia hebraica

O termo Bíblia Hebraica em hebraico: תנ"ך, transl. Tanakh é uma referência genérica para descrever livros da Bíblia escritos originalmente no hebraico bíblico (e no aramaico bíblico). O termo engloba os conteúdos do Tanakh judaico e do Velho Testamento protestante, sem incluir, no entanto, os livros deuterocanônicos das escrituras católica e ortodoxa, ou as partes Anagignoskomena do Velho Testamento ortodoxo. O termo não implica a padronização dos nomes, números ou ordem dos livros, que variam de acordo com a religião.

Capítulos e versículos da Bíblia

Capítulos e versículos da Bíblia são subdivisões dos livros bíblicos. A Bíblia contêm 24 livros para os judeus, 66 para os protestantes, 73 para os católicos, e 78 para a maioria dos ortodoxos. Estes livros variam em tamanho, podendo ter de uma única página até dezenas, mas todos, até os mais curtos, são divididos em capítulos com cerca de uma página ou duas de extensão.

Cada capítulo está dividido em versículos, ou trechos de algumas linhas

ou frases curtas. Pasuk (pesukim no plural), é o termo hebraico para versículo.

A divisão judaica do texto hebraico difere sutilmente, em vários pontos, daquela usada pelos cristãos tanto para capítulos quanto para versículos, por exemplo, 1 Crônicas 5:27-41 das bíblias em hebraico é

numerado como I Crônicas 6:1-15

nas traduções cristãs. Há também pequenas variações entre as versões

católicas e as protestantes.

Nos dias atuais a Bíblia está disponível em várias plataformas modernas como por exemplo em sites, Smartfones e até tablets.

Chumash

Chumash ou Humash (do hebraico חומש vindo do termo chamesh (fem.)/ chamisha (mas.), cinco. E também Pentateuco (do grego Πεντάτευχος (Pentáteuchos - de penta, cinco + teûchos, livro), faz alusão aos cinco livros atribuídos a Moisés), ou seja, Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio que fazem parte do Antigo Testamento. Chumash é um dos nomes dados à Torah dentro do judaísmo. Geralmente é usado em relação aos "livros" da Torá, enquanto, os rolos são chamados Sefer Torá.

Dodanim

Dodanim, Rodanim ou Doranim é um personagem do Antigo Testamento, o quarto filho de Javã. Javã foi o quarto filho de Jafé, filho de Noé.Dodanim (em hebraico: דודנים) ou Rodanim (em hebraico: רודנים, em grego: Ρόδιοι) foi, no Livro de Gênesis um bisneto de Noé. Os irmãos de Dodanim, de acordo com Gênesis 10:4, foram Elisa, Társis e Quitim. Ele é frequentemente associado com as pessoas da ilha de Rodes como seu progenitor. "-im" é um sufixo de plural em hebraico, os habitantes de Rodes foram também chamados de Rodanim ou Dodanim. Manuscritos hebreus tradicionais são divididos entre as pronúncias Dodanim e Rodanim — onde uma é um provável erro do copista, como as letras hebraicas para R e D são praticamente idênticas é muito confundidas. O Pentateuco samaritano tem Rodanim invés de Doranim (povos de Dodã).

Assim como Javã foi identificado como o ancestral dos gregos ou dos jônios, seus filhos foram identificados a grupos de gregos.

No Livro da Abelha, atribuído a Salomão, bispo de Baçorá, os filhos de Javã se distribuíram com Elisá ficando na Grécia (os helenos), Társis na Cilícia, Quitim em Chipre e Doranim sendo ancestral dos macedônios.Nas Crônicas de Jerameel, uma coleção de eventos bíblicos misturados com história romana, dados geográficos e genealogias, os filhos de Dodanim são Iteb, Bēath e Faneg, de acordo com a Pseudo-Philo (c. 70), o último destes é tido como príncipe dos Jafetitas no tempo da Torre de Babel, que dividiram entre si as terras da Pérsia, Media e as ilhas do mar. Faneg, filho de Dodanim, foi o primeiro a navegar com barcos no mar.Eles têm também sido conectados com o povo Dardanoi troiano. Dodanim foi considerado outro povo parente dos gregos ou simplesmente gregos.Kenneth Kitchen discute duas etimologias possíveis adicionais. Em uma possibilidade ele sugere que "ambos, Dodanim e Rodanim foram reduzidos de Dordanim -- pela perda de um "R" médio em Gênesis 10:4 (Dordanim > Dodanim) e de um "D" inicial em I Crônicas 1:7 (rdanim > Rodanim). O Dardanayu ocorre em uma lista egípcia de nomes egeus sob Amenophis III ... e a maioria de povos do Egeu e Tróia aliados hititas contra Ramesses II na Batalha de Qadesh em 1275; alguns poderiam ligar estes com o clássico Dardanoi." Ele também sugere que o nome Dodanium deve ser uma forma alterada de Danunim, um antigo povo do Oriente Próximo mencionado nas cartas de Amarna, cuja origem e identidade é até agora cercado por uma "dúvida considerável".

Hebraico samaritano

O hebraico samaritano é um idioma descendente do hebraico bíblico tal como era pronunciado e escrito pelos samaritanos. É utilizado atualmente para na leitura tradicional do Pentateuco samaritano.

Infalibilidade bíblica

Infalibilidade bíblica é a expressão teológica que descreve a crença de que a Bíblia é isenta de erros em temas de fé e prática. Há uma grande diferença com relação a doutrina da inerrância, segundo a qual a Bíblia não contém erros de espécie alguma.

Ketuvim

Ketuvim, é a terceira e última seção do Tanakh (a Bíblia hebraica), depois do Torah e do Nevi'im.

No hebraico, a palavra כתובים (ketuvim) significa "escritos". Nas traduções da Bíblia Hebraica, esta secção é normalmente intitulado "Escritos".

Na tradição judaica textual, os livros das crônicas são contado como um livro. Esdras e Neemias também são contados como um único livro chamado "Esdras". Assim, existe um total de onze livros na seção denominada Ketuvim (veja a enumeração na lista de livros abaixo).

Manuscrito bíblico

Manuscrito bíblico - é o termo utilizado para referir-se a qualquer cópia feita a mão de um texto bíblico. A palavra Bíblia vem do grego biblion (livro). Já a palavra manuscrito vem do latim manu (mão) e scriptum (escrito). Manuscritos bíblicos variam grandemente em tamanho, indo desde pequeníssimos rolos de pergaminho contendo versos da escrituras judaicas (ver: Tefilin) até grandes códices poliglotas contendo tanto o Antigo Testamento (ou Tanakh) quanto o Novo Testamento, assim como textos não canônicos.

O estudo de manuscritos bíblicos é de grande importância, pois cópias manuscritas de textos costumam apresentar erros. A ciência da crítica textual (ver: Crítica da Bíblia) procura reconstruir o conteúdo dos textos originais a partir destes manuscritos, produzidos em geral antes da invenção da imprensa.

Nevi'im

Nevi'im (do hebraico נביאים) ou Profetas é uma das três seções do Tanakh, estando entre a Torá e Kethuvim.

Problema Sinótico

O problema sinótico diz respeito ao relacionamento literário entre os três primeiros evangelhos canônicos (os Evangelhos de Marcos, Mateus e Lucas), conhecidos como Evangelhos Sinóticos. Similaridade na escolha das palavras e posicionamento em eventos mostram uma inter-relação. Ao problema sinótico interessa como esta inter-relação veio passar e qual a natureza desta inter-relação. Qualquer solução tem que responder pelas semelhanças e diferenças nos conteúdos, ordem e redação. Possíveis respostas ou especulam uma relação direta (um Evangelista possuiu um dos evangelhos) ou indireta (dois Evangelistas que têm acesso a uma fonte compartilhada). As fontes podem ser escritas ou orais; únicas ou múltiplas.

Profetas maiores

Os chamados Profetas Maiores são o conjunto dos mais extensos Livros proféticos do Antigo Testamento da Bíblia cristã. O termo "maior" refere-se ao tamanho do livro e não a importância do profeta. Os profetas maiores listados em ordem são:

Isaías

Jeremias e Lamentações

Ezequiel

DanielOs Livros proféticos menos extensos são chamados Profetas Menores.

Religiosidade judaica

Religiosidade judaica é a maneira com que os judeus expressam seu judaísmo. Ao contrário do que possa parecer externamente, não há uma unidade religiosa judaica. Cada judeu expressa sua forma de religião, de acordo com o pensamento religioso comunitário ao qual adere.

Targum

Targum (do Hebraico תרגום , no plural targumim) é o nome dado às traduções, paráfrases e comentários em aramaico da Bíblia hebraica (Tanakh) escritas e compiladas em Israel e Babilônia, da época do Segundo Templo até o início da Idade Média, utilizadas para facilitar o entendimento aos judeus que não falavam o hebraico como língua mãe, e sim o aramaico. Os dois targumim mais conhecidos são o Targum Onkelos sobre a Torá e o Targum Jonatã ben Uziel sobre os Nevi'im (profetas).A palavra aramaica para “interpretação” ou “paráfrase” é targum. A partir do tempo de Neemias, o aramaico veio a ser o idioma comum de muitos judeus que viviam no território da Pérsia, e, portanto, era necessário acompanhar as leituras das Escrituras Hebraicas com traduções para este idioma. Parece que assumiram sua presente forma final não antes do que por volta do quinto século d.C. Embora sejam apenas paráfrases do texto hebraico, e não uma tradução literal, fornecem rico fundo histórico do texto e ajudam a determinar algumas passagens difíceis e fazem referência ao real entendimento da cultura da época sobre os textos . Fazem-se freqüentes referências aos Targuns nas notas da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas.

Texto massorético

Texto massorético ou masorético é o texto hebraico da Bíblia utilizado com a versão universal da Tanakh para o judaísmo moderno, e também como fonte de tradução para o Antigo Testamento da Bíblia cristã, inicialmente pelos protestantes e, modernamente, também por tradutores católicos.

Noutras línguas

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