Palestinos

Palestinos (pt-BR) ou palestinianos (pt) (em árabe: الشعب الفلسطيني, ash-sha`b al-filasTīni), também chamados de árabes palestinos/palestinianos (em árabe: الفلسطينيون, al-filasTīnīyyūn; em árabe: العرب الفلسطينيون, al-`Arab al-filasTīnīyyūn), são os integrantes de um povo mediterrâneo falante do árabe, com origens familiares na Palestina. Estudos genéticos mostram que têm ascendência principalmente levantina, semelhante à dos judeus, turcos (anatólios), libaneses, egípcios, armênios e iranianos.[17] Na região que inclui Israel, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, em 2004, os árabes palestinos constituíam 49% de todos os habitantes,[18] alguns dos quais são classificados como deslocados internamente, isto é, dentro da Palestina histórica. O restante constituiu a diáspora palestina, sendo mais da metade é formada por refugiados apátridas, isto é, desprovidos de cidadania em qualquer país.[19] Destes palestinos exilados, cerca de 1,9 milhões vivem na vizinha Jordânia,[20] um milhão e meio vivem entre a Síria e o Líbano, duzentos e cinquenta mil na Arábia Saudita, enquanto os quinhentos mil que vivem no Chile formam a maior concentração de palestinos fora do mundo árabe.

A maior parte dos palestinos é formada por muçulmanos sunitas. Existe, entretanto, uma minoria significativa de cristãos palestinos de diversas denominações. A maior parte destes cristãos palestinos, no entanto, reside atualmente fora da Palestina. Como o etnônimo "árabe palestino" implica, o vernáculo tradicional dos palestinos, independentemente de sua religião, é o dialeto palestino do árabe. Boa parte daqueles que são cidadãos árabes de Israel também são bilíngues, e falam também o hebraico. Evidências genéticas obtidas recentemente mostraram que os palestinos, como grupo étnico, são parentes muito próximos dos judeus, e representam "descendentes modernos de uma população central que viveu na região desde os tempos pré-históricos",[21][22] portanto muito antes da conquista islâmica árabe que resultou na sua aculturação, estabeleceu o árabe como o vernáculo predominante e, com o tempo, islamizou muitos deles que eram adeptos de outras fés.

O primeiro uso mais abrangente do termo "palestino" como um endônimo, para se referir ao conceito nacionalista de um povo palestino, pela população local e falante do árabe da Palestina se deu antes do início da Primeira Guerra Mundial,[23] e a primeira manifestação pública exigindo a independência nacional foi manifestada pelo Congresso Sírio-Palestino, em 21 de setembro de 1921.[24] Após a criação de Israel, o êxodo de 1948, e, mais ainda, depois do êxodo de 1967, o termo passou a significar não apenas um local de origem, mas também o sentido de um passado e um futuro compartilhados, na forma de uma nação-Estado palestina.[23]

A Organização de Libertação da Palestina (OLP) representa os palestinos perante a comunidade internacional.[25] A Autoridade Nacional Palestina, criada oficialmente como resultado dos Acordos de Oslo, é o organismo administrativo interino responsável, nominalmente, pelo governo dos Territórios Palestinos.

Palestinos/Palestinianos
(em árabe) الفلسطينيون / al-Filasṭīniyyūn
População total

c. 12,37 milhões[1]

Regiões com população significativa
 Palestina 4.293.313 [2]
 – Cisjordânia (inclusive Jerusalém Oriental) 2.649.020 [2]
 – Faixa de Gaza 1.644.293 [2]
 Jordânia 3.000.000 [3][4]
 Israel 1.650.000 [5][6]
 Síria 630.000
 Chile 500.000 [7]
 Líbano 402.582
 Arábia Saudita 280.245
 Egito 270.245
 Estados Unidos 255.000 [8]
 Honduras 250.000
 Emirados Árabes Unidos 170.000
 México 120.000
 Catar 100.000
 Alemanha 80.000 [9]
 Kuwait 70.000
 El Salvador 70.,000 [10]
 Brasil 59.000 [11]
 Iraque 57.000 [12]
 Iémen 55.000
 Canadá 50.975 [13]
 Austrália 45.000
 Líbia 44.000
 Reino Unido 20.000 [9]
 Peru
 Colombia 12.000
 Paquistão 10.500
 Países Baixos 9.000
 Suécia 7.000 [14]
 Guatemala 1.400
Línguas
Territórios Palestinos:
árabe, hebraico, inglês, neo-aramaico e grego
Israel
árabe, hebraico, inglês, neo-aramaico e grego
Diáspora:
Outras variedades do árabe e línguas vernaculares dos países receptores
Religiões
Majoritária: islamismo sunita
Minoritária: cristianismo, islamismo druso, judaísmo
Grupos étnicos relacionados
Outros povos do Levante, povos mediterrâneos, canaanitas, povos do mar, povos do Oriente Médio: semitas: asquenazes, sefardim, mizrahim, samaritanos, árabes, assírios[15][16]

Referências

  1. 'Palestinian population to exceed Jewish population by 2020,' Ma'an News Agency 1 de janeiro de 2016
  2. a b c «Palestinian Central Bureau of Statistics». Palestinian Central Bureau of Statistics
  3. UNRWA
  4. Cordesman, 2005, p. 54. O número baseia-se em uma estimativa para 2005, por extrapolação de uma população de 2.3 milhões em 2001.
  5. «Population, by Population Group» (PDF). Monthly Bulletin of Statistics. Israel Central Bureau of Statistics. 9 de março de 2013. Consultado em 16 de maio de 2013. Arquivado do original (PDF) em 29 de julho de 2013
  6. Alan Dowty, Critical issues in Israeli society, Greenwood (2004), p. 110
  7. «La Ventana – Littin: "Quiero que esta película sea una contribución a la paz"». Laventana.casa.cult.cu. Consultado em 16 de maio de 2013. Arquivado do original em 13 de maio de 2011
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  10. http://luterano.blogspot.com/2006/02/el-salvadors-palestinian-connection.html
  11. «Governo do Estado de São Paulo – Memorial do Imigrante». Consultado em 16 de maio de 2013. Arquivado do original em 23 de março de 2009
  12. «Cópia arquivada». Consultado em 16 de maio de 2013. Arquivado do original em 20 de julho de 2009
  13. «Ethnic Origin (247), Single and Multiple Ethnic Origin Responses (3) and Sex (3) for the Population of Canada, Provinces, Territories, Census Metropolitan Areas and Census Agg..». 2.statcan.ca
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  16. Cruciani, F; et al. (2007). «Tracing Past Human Male Movements in Northern/Eastern Africa and Western Eurasia: New Clues from Y-Chromosomal Haplogroups E-M78 and J-M12». Molecular Biology and Evolution. 24 (6): 1300–1311. PMID 17351267. doi:10.1093/molbev/msm049{{{2}}} Ver também Supplementary Data Arquivado em 2012-12-05 no Archive.is
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  18. «What is the True Demographic Picture in the West Bank and Gaza? - A Presentation and a Critique». Jerusalem Center for Public Affairs. 10 de março de 2005. Consultado em 6 de fevereiro de 2010
  19. Arzt, Donna E. (1997). Refugees into Citizens - Palestinians and the end of the Arab-Israeli conflict. [S.l.]: Council on Foreign Relations. p. 74. ISBN 087609194X
  20. Estatísticas da UNRWA
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  23. a b «Palestine». Encyclopædia Britannica. 2007. Consultado em 29 de agosto de 2007
  24. Porath, 1974, p. 117.
  25. «Who Represents the Palestinians Officially Before the World Community?». Institute for Middle East Understanding. 2006–2007. Consultado em 27 de julho de 2007. Arquivado do original em 28 de setembro de 2007

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Ligações externas

Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente, também conhecida pela sigla UNRWA (do inglês, United Nations Relief and Works Agency for Palestine Refugees in the Near East), é uma agência de desenvolvimento e de assistência humanitária que proporciona cuidados de saúde, serviços sociais, de educação e ajuda de emergência aos mais de 4 milhões de refugiados palestinos que vivem na Faixa de Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Líbano e Síria.

Cisjordânia

Cisjordânia (em árabe: الضفة الغربية, ad-l-Ġarbiyyah Ḍaffah) é uma área de 5.640 quilômetros quadrados, com 40 km de comprimento e 20 km de largura, delimitada a leste pelo rio Jordão e pelo Mar Morto, e a oeste, norte e sul pela Linha Verde - demarcação estabelecida no Armistício israelo-árabe de 1949.

Com exceção de Jerusalém Oriental, a Cisjordânia não foi formalmente anexada por Israel e, por isso, segundo a lei internacional, não pertence de jure a nenhum Estado desde a renúncia de soberania, por parte da Jordânia, que se mantinha desde a anexação ilegal, em 1948. Deste modo, aguarda uma resolução do seu estatuto definitivo (juntamente com a Faixa de Gaza) em futuras rondas negociais entre israelitas e palestinianos. Israel não concorda que o quarto convénio de Genebra se refira "ao território palestiniano ocupado" argumentando com "o não reconhecimento da soberania do território antes de sua anexação (ilegal) pela Jordânia e Egito", discordando assim do Tribunal Internacional de Justiça, da Autoridade Palestiniana, que governa a Cisjordânia, e do Hamas, que governa a Faixa de Gaza.Até 1948, o território integrava a parcela remanescente da Palestina histórica, a qual foi dividida em três partes: uma parte passou a integrar o Estado de Israel e as duas outras, Faixa de Gaza e a Cisjordânia, ambas de maioria árabe-palestina, deveriam integrar um Estado palestiniano, a ser criado conforme a Resolução 181 das Nações Unidas (1947), com a anuência da anterior potência colonial da zona, o Reino Unido.

A Resolução 181 das Nações Unidas previa a criação de dois Estados: Israel e Palestina. No entanto os árabes não aceitaram e declararam guerra a Israel, dando início à guerra árabe-israelense de 1948. Em Março de 1977, Zahir Muhsein, membro executivo da Organização de Libertação da Palestina (OLP), disse em entrevista ao jornal holandês Trouw: "Não existe 'povo palestiniano'. A criação de um Estado palestiniano é apenas um meio para continuar a nossa luta contra o Estado de Israel em nome da unidade árabe. Na realidade, hoje não há nenhuma diferença entre jordanianos, palestinos, sírios ou libaneses."Após a Guerra dos Seis Dias algumas porções dispersas passaram a ser administradas pela Autoridade Nacional Palestiniana, mas Israel mantém o controle das fronteiras e está actualmente a construir um muro de separação, com 700 quilômetros de extensão que tem vindo a reduzir "os ataques com homens-bomba vindos da Cisjordânia"

Club Deportivo Palestino

O Club Deportivo Palestino é um clube de futebol chileno que foi fundado por um grupo de imigrantes em homenagem à cultura palestina. No Chile existe a maior colônia palestina do mundo, vivendo no país cerca de 350.000 palestinos.

Colônias israelenses

As colônias israelenses (pt-BR) ou colonatos israelitas (pt) são assentamentos ilegais construídos a partir de 1968, no Egito, Jordânia, Líbano e Síria, em territórios ocupados por Israel durante a Guerra dos Seis Dias (1967). Desde então esses territórios são controlados pelo estado judeu.A ocupação dos territórios não é reconhecida internacionalmente. Esses assentamentos estão localizados em três áreas principais:

Cisjordânia, território sob ocupação militar de Israel e parcialmente sob controle da Autoridade Nacional Palestina.Jerusalém Oriental, que, em 1980, através da chamada Lei de Jerusalém, foi anexada formalmente por Israel, que considera toda a cidade de Jerusalém como sua capital, "única e indivisível", conquanto, para comunidade internacional, sejam ilegais todos os assentamentos judaicos na parte oriental da cidade, conforme a Resolução 478 do Conselho de Segurança da ONU. Os palestinos pretendem que esta parte seja a capital do seu futuro estado.As Colinas de Golã, reclamadas pela Síria, integradas ao sistema administrativo israelense desde 1981, constituindo o Distrito Norte de Israel .Também existiram outros 18 assentamentos judeus na Península de Sinai, desmantelados em 1982, depois dos acordos de Camp David com o Egito. Foram igualmente removidos todos os 21 assentamentos na Faixa de Gaza e quatro no norte da Cisjordânia, em 2005, em consequência da implementação do Plano de retirada unilateral de Israel.

Atualmente, Jerusalém Oriental e as Colinas de Golan são governadas pela lei civil de Israel, mas ambas são consideradas pela comunidade internacional como territórios sob ocupação militar, assim como a Cisjordânia.Em novembro de 2009, cerca de 400.000 israelenses viviam na Cisjordânia, em 168 assentamentos oficialmente reconhecidos. Outros 280.000 viviam em Jerusalém Oriental. Esses assentamentos tanto podem ser fazendas comunitárias como vilarejos de fronteira, com algumas centenas de habitantes, ou verdadeiras cidades, como Ariel. No caso de Jerusalém Oriental, trata-se de bairros dentro da cidade. Os três maiores assentamentos - Modi'in Illit, Maale Adumim e Betar Illit - são cidades com população superior a 30.000 residentes. Todavia, segundo um relatório confidencial do Ministério da Defesa de Israel, publicado pelo jornal Haaretz, em cerca de 75% dos assentamentos judaicos na Cisjordânia, construções foram erguidas sem licença ou em desacordo com as permissões emitidas pelas autoridades israelenses. Segundo o mesmo estudo, em 30 colônias foram construídos “prédios e infraestrutura, incluindo estradas, escolas e delegacias, em terras privadas de palestinos”. Em 23 de março de 2010 o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou, em Washington, que "se os americanos apoiam os pedidos irracionais feitos pelos palestinos com relação ao congelamento das colônias em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, o processo político corre o risco de ficar bloqueado por um ano".

No dia seguinte, Israel anunciou que planeja construir mais 20 habitações para judeus no território ocupado de Jerusalém Oriental, no bairro árabe de Sheikh Jarrah. São as primeiras de um total previsto de cem unidades habitacionais. O projeto, aprovado pela Prefeitura de Jerusalém em julho de 2009, é um empreendimento financiado pelo milionário judeu americano da Flórida Irving Moskowitz, que tem promovido a colonização do setor leste da cidade por judeus. Cerca de vinte apartamentos para famílias israelenses serão edificados no local onde está um antigo hotel, que pertenceu ao líder religioso nacionalista palestino Amin al-Husseini. O negociador palestino, Saeb Erekat, disse que o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, insistirá para que Israel revogue os planos para construir em Sheikh Jarrah, assim como a decisão para construir 1.600 casas numa outra região próxima à cidade.

Conflito israelo-palestino

O conflito israelo-palestino (pt-BR) ou conflito israelo-palestiniano (pt) é a designação dada à luta armada entre israelenses e palestinos, sendo parte de um contexto maior, o conflito árabe-israelense. As raízes remotas do conflito remontam aos fins do século XIX quando colonos judeus começaram a migrar para a região e se juntar a outros judeus remanescentes das invasões históricas. Sendo os judeus um dos povos do mundo que não tinham um Estado próprio, tendo sempre sofrido por isso várias perseguições, foram movidos pelo projeto do sionismo - cujo objetivo era refundar na Palestina um estado judeu. Entretanto, a Palestina que já era habitada há milênios por judeus, nos últimos séculos foi habitada por uma maioria árabe, muitos oriundos da Síria e outros locais vizinhos dentro também do império Turco-otomano em busca de pastoreio e outros trabalhos.

Estado da Palestina

O Estado da Palestina (em árabe: دولة فلسطين, Dawlat Filasṭīn) é um Estado de jure que reivindica soberania sobre os territórios da Cisjordânia e da Faixa de Gaza e que designa Jerusalém Oriental como sua capital, apesar de seu centro administrativo estar localizado na cidade de Ramallah. A sua independência foi declarada em 15 de novembro de 1988 pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e por seu governo no exílio em Argel, na Argélia. No entanto, a maioria das áreas reivindicadas pelos palestinos estão ocupadas por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Em 1993, os Acordos de Oslo estabeleceram a Autoridade Nacional Palestina, que realiza a administração sócio-política de áreas delimitadas dos territórios, enquanto o Hamas controla a Faixa de Gaza.

Em outubro de 1974 a cúpula da Liga Árabe designou a OLP como o "único representante legítimo do povo palestino" e reafirmou "o seu direito de estabelecer um Estado independente com urgência". Em novembro de 1974, a OLP foi reconhecida como competente em todos os aspectos referentes à questão Palestina e os palestinianos ganharam reconhecimento implícito de soberania pela Assembleia Geral da ONU, que concedeu-lhe o estatuto de observador como uma "entidade não estatal" dentro da organização. Depois da declaração de independência de 1988, a Assembleia Geral oficialmente "reconheceu" a proclamação e decidiu usar a designação "Palestina", ao invés de "Organização para a Libertação da Palestina". Apesar desta decisão, a OLP não participa da ONU na qualidade de governo da Palestina.Em 1993, com os Acordos de Oslo, o governo israelense reconheceu a equipe negociadora da OLP como "representante do povo palestino", com a condição de que a OLP reconhecesse o direito do Estado de Israel de existir em paz, aceitasse as resoluções 242 e 338 do Conselho de Segurança da ONU e rejeitasse "a violência e o terrorismo". Como resultado, em 1994 a OLP estabeleceu a administração territorial da Autoridade Nacional Palestina (ANP), que exerce algumas funções governamentais em partes da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Em 2007, o Hamas assumiu o governo da Faixa de Gaza, o que dividiu os palestinos politicamente e territorialmente. O Fatah, de Mahmoud Abbas, ficou com o governo de grande parte da Cisjordânia, enquanto o Hamas obteve o controle da Faixa de Gaza. Em abril de 2011, os partidos palestinos assinaram um acordo de reconciliação, mas a sua implementação foi suspensa, até que um governo de unidade foi formado no dia 2 de junho de 2014.Em 29 de novembro de 2012, a Assembleia Geral da ONU aprovou em uma votação a Resolução 67/19, que atualiza o estatuto da Palestina de uma "entidade observadora" para um "Estado observador não membro" dentro do sistema das Nações Unidas, o que foi descrito como o reconhecimento de facto da soberania da OLP sobre os territórios palestinos. Em 17 de dezembro de 2012, a ONU declarou que "a designação de 'Estado da Palestina' será utilizada pelo secretariado em todos os documentos oficiais das Nações Unidas". Em 27 de setembro de 2013, 134 (69,4%) dos 193 países-membros das Nações Unidas reconheceram a existência do Estado da Palestina. Muitos dos países que não reconheceram o Estado palestino, no entanto, reconhecem a OLP como "representante do povo palestino".

Faixa de Gaza

Faixa de Gaza (em árabe: قطاع غزة Qiṭāʿ Ġazzah, IPA: [qɪˈtˤɑːʕ ˈɣazza]) é um território palestino composto por uma estreita faixa de terra localizada na costa oriental do Mar Mediterrâneo, no Oriente Médio, que faz fronteira com o Egito no sudoeste (11 km) e com Israel no leste e no norte (51 km). O território tem 41 quilômetros de comprimento e apenas de 6 a 12 quilômetros de largura, com uma área total de 365 quilômetros quadrados.A população da Faixa de Gaza é de cerca de 1,7 milhão de pessoas. Apesar da maior parte da população ter nascido na Faixa de Gaza, uma grande porcentagem se identifica como refugiados palestinos, que fugiram para Gaza durante o êxodo palestino que ocorreu após a Guerra árabe-israelense de 1948. A população é predominantemente muçulmana sunita. Com uma taxa de crescimento anual de cerca de 3,2%, a Faixa de Gaza tem a sétima maior taxa de crescimento demográfico do mundo, além de ser um dos territórios mais densamente povoados do planeta. A área sofre uma escassez crônica de água e praticamente não tem indústrias. A infraestrutura é precária, e quase nada foi refeito após os bombardeios israelenses de 2008-2009. A designação Faixa de Gaza deriva do nome da sua principal cidade, Gaza, cuja existência remonta à Antiguidade.

A Faixa de Gaza adquiriu suas fronteiras atuais com o fim dos combates da guerra de 1948, confirmado pelo Acordo de Armistício entre Israel e Egito em 24 de fevereiro de 1949. O Artigo V do Acordo declarou que a linha de demarcação não era para se tornar uma fronteira internacional. Primeiramente, a Faixa de Gaza foi oficialmente administrada por um governo completamente palestino estabelecido pela Liga Árabe em setembro de 1948. A partir da dissolução desse governo em 1959, a Faixa de Gaza tornou-se uma área diretamente administrada por um governador militar egípcio até 1967.

Israel anexou e ocupou a Faixa de Gaza durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Em conformidade com os Acordos de Oslo, assinados em 1993, a Autoridade Palestina se tornou o órgão administrativo que governa os centros populacionais palestinos. Israel manteve o controle do espaço aéreo, das águas territoriais e das fronteiras, além da fronteira com o Egito. Em 2005, o governo israelense retirou-se do território ocupado . Desde julho de 2007, depois das eleições parlamentares palestinas de 2006 e da Batalha de Gaza, o Hamas tem controlado de facto a administração da área. Após a desocupação militar e a retirada dos assentamentos de colonos judeus do território palestino, Israel bombardeou a Faixa de Gaza em 2008, 2012 e 2014. Esses ataques resultaram em milhares de mortos, sobretudo entre a população civil, além produzirem severos danos à infraestrutura local.

Gaza

Gaza (em árabe: غزة Ġazzah, IPA: [ɣazza]), também conhecida como Cidade de Gaza, é uma cidade palestina localizada na Faixa de Gaza, com uma população de cerca de 450.000 habitantes, o que a torna a maior cidade dos territórios palestinos. Habitada desde pelo menos o século XV a.C., Gaza tem sido dominada por vários povos e impérios diferentes ao longo de sua história. Os filisteus fez parte de sua pentápole depois de os antigos egípcios terem governado a região por quase 350 anos. Sob o Império Romano e mais tarde sob os bizantinos, a cidade experimentou uma relativa paz e o seu porto floresceu comercialmente. Em 635, tornou-se a primeira cidade da Palestina a ser conquistada pelo exército do Califado Ortodoxo e rapidamente evoluiu para um centro da lei islâmica. No entanto, no momento em que os cruzados invadiram a cidade no final do século XI, ela ficou em ruínas. Nos séculos posteriores, Gaza experimentou várias dificuldades, desde invasões mongóis, inundações e pragas de gafanhotos que reduziram-na a uma aldeia por volta do século XVI, quando foi incorporada ao Império Otomano. Durante a primeira metade do governo otomano, a dinastia Ridwan controlava Gaza e sob eles a cidade passou por uma época de grande fluxo comercial e paz.

Gaza caiu diante das forças britânicas durante a Primeira Guerra Mundial, tornando-se parte do Mandato Britânico da Palestina. Como resultado da guerra árabe-israelense de 1948, o Egito administrou o recém-formado território da Faixa de Gaza e várias melhorias foram realizadas na cidade. Gaza foi anexada por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, mas em 1993, a cidade foi transferida para a Autoridade Nacional Palestina conforme os Acordos de Oslo. Após as eleições parlamentares de 2006, o conflito estourou quando o partido Fatah não pareceu disposto a transferir o poder para o Hamas, resultando na tomada do poder na Faixa de Gaza pela força. O Egito e Israel impuseram um bloqueio à Faixa de Gaza, depois de 2006. Israel aliviou o bloqueio permitindo a entrada de bens de consumo em junho de 2010 e o Egito reabriu a fronteira de Rafah em 2011, mas apenas para pedestres.As principais atividades econômicas de Gaza são de indústrias de pequena escala e a agricultura de subsistência. No entanto, a economia foi devastada pelo bloqueio e pelos conflitos recorrentes. A maioria dos habitantes de Gaza são muçulmanos, embora haja uma minoria cristã. A cidade tem uma população muito jovem, com cerca de 75% com idade em torno de 25 anos, além de ter uma das maiores densidades populacionais do mundo.

Guerra Civil Libanesa

A Guerra Civil do Líbano foi um conflito no Líbano entre 1975 e 1990. A guerra multifacetada teve seus antecedentes delineados nos conflitos políticos e compromissos firmados após o fim da administração otomana na região.

O conflito agravou-se por causa das mudanças na composição demográfica libanesa, do afluxo de refugiados muçulmanos palestinos entre 1948 e 1982, dos ataques muçulmanos contra cristãos maronitas, bem como o envolvimento da Síria, de Israel e da Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Depois de um breve intervalo nos combates em 1976, devido a uma mediação da Liga Árabe - e, conseqüentemente, uma intervenção militar síria-, persistiam conflitos entre palestinos e libaneses, com a luta focada principalmente no sul do Líbano, ocupado inicialmente pela OLP, e depois por Israel.

A guerra teve quatro etapas principais: de 1975 a 1977, com enfrentamentos e massacres entre as comunidades religiosas, e uma intervenção siria por petição do Parlamento Libanês; entre 1977 e 1982, caracterizada por uma intervenção israelense no sul do país mediante a Operação Litani; de 1982 a 1984, com a invasão de Israel, a tomada de Beirute e a posterior intervenção das Nações Unidas; e entre 1984 e 1990. Com os Acordos de Taif, firmados na Arábia Saudita, criaram-se as condições para o final definitivo em 1990.

Durante os combates, as alianças mudavam repentinamente. Até o final da guerra, quase todos os partidos tinham se aliado e, posteriormente, traído os outros partidos pelo menos uma vez. A década de oitenta foi particularmente sombria: a maior parte de Beirute foi deixada em ruínas, como resultado do massacre de Karantina realizado por milícias cristãs libanesas em 1976, dos bombardeios do exército sírio aos bairros cristãos em 1978 e 1981 e, por fim, da invasão israelense que expulsou a OLP do território libanês, em 1982.

Uma série de atrocidades e atos terroristas foram cometidos pelas Falanges libanesas, por Israel e pelos grupos palestinos envolvidos no conflito - entre as quais, o massacre de Damour onde palestinos mataram de 25 a 600 (de acordo com diferentes fontes) habitantes cristãos da cidade ao sul de Beirute, e o massacre de Sabra e Shatila, quando as falanges cristãs maronitas massacraram cerca de 3 mil civis palestinos e refugiados durante três dias. A guerra se deteriorou ainda mais em carnificina sectária.

Com a invasão do Kwait pelo Iraque em 1990, as tensões se reduziram até o final definitivo no início da década de 1990. Forças de Israel continuaram presentes no sul do Líbano, no que os oficiais israelenses chamavam de "zona de segurança" (uma área-tampão supostamente para impedir ataques sobre o norte israelense), até a retirada em 2000. Já a Síria, que controlava na prática o resto do território libanês, não retirou suas tropas até 2005, quando foi obrigada a abandonar o país após a pressão conjunta criada por manifestações populares libanesas e intervenção diplomática dos Estados Unidos, da França e das Nações Unidas, como conseqüências do assassinato de Rafik Hariri.

Guerra árabe-israelense de 1948

A guerra árabe-israelense de 1948, geralmente conhecida pelos israelenses como Guerra da Independência (em hebraico: מלחמת העצמאות) ou Guerra da Liberação (מלחמת השחרור) e considerada pelos palestinos como parte de al-Nakba (em árabe: النكبة), isto é, 'A Catástrofe', começou em 15 de maio de 1948, logo após a declaração de independência de Israel, e terminou após os vários acordos de cessar-fogo entre israelenses e árabes, firmados entre fevereiro e julho de 1949.

A guerra foi um desdobramento da Guerra Civil na Palestina Mandatária (1947-1948). A guerra foi declarada pelos estados árabes, que haviam rejeitado o Plano da ONU de Partição da Palestina (Resolução 181 das Nações Unidas), segundo o qual a Palestina, ainda sob mandato britânico, seria dividida em um estado árabe e um Estado judeu.

Os confrontos tiveram início, no dia seguinte, em 15 de maio de 1948, exércitos árabes combinados atacaram Israel por três frentes diferentes. Os exércitos do Egito, Síria, Iraque, Jordânia, Líbano e Arábia Saudita, estavam então convergindo para uma minúscula faixa de território que agora era Israel. Logo após a declaração de independência de Israel, que precipitou o fim do Mandato Britânico na Palestina quando já estava em curso uma guerra civil na Palestina, iniciada em 1947.

O cenário principal da guerra foi o antigo território do Mandato, mas também incluiu, durante um curto período, a península do Sinai e o sul do Líbano. O conflito terminou com os acordos do armistício israelo-árabe de 1949 e vários acordos bilaterais de cessar-fogo, firmados entre fevereiro e julho de 1949.

A maior parte dos eventos a que os palestinos árabes se referem como A Catástrofe (em árabe: النكبة, al-Nakba) teve lugar em meio a essa guerra.

Hebrom

Hebrom ou Hébron em hebraico: חֶבְרוֹן; transl.: Ḥevron; em árabe: الخليل; transl.: al-Khalīl) é uma cidade palestina da Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967. Sua população é majoritariamente árabe. Situada na região histórica da Judeia, Hebrom abriga os túmulos de Abraão, Isaac e Jacó. Em 2017, o centro histórico foi declarado Património Mundial da UNESCO, e declarado como palestino por esse órgão em sua listaOutra versão dos fatos apresenta esse lugar sempre pertenceu aos Israelitas, sendo Abraão fundador da nação com seu filho Isaac, gerando a Esaú e Jacó. Jacó irmão gêmio, porém nascido pouco depois compra a primogenitura do irmão e como consequência os direitos de um primogênito. Após ter comprado a primogenitura do irmão, em símbolo de arrependimento a Deus, Jacó pede que o abençoe, o próprio Deus muda seu nome de Jacó para Israel. Ou seja, os ancestrais que estão enterrados aí são geradores dos Israelitas, porém a Unesco, reconhecendo o lugar como palestino, tenta recontar a história de forma unilateral.

Imigração palestina no Brasil

Palestino-brasileiro é um brasileiro de completa ou parcial ancestralidade palestina, ou um palestino residente no Brasil. O país possui aproximadamente cinquenta mil palestinos-brasileiros.A maioria dos imigrantes palestinos e seus descendentes estão na região sul do país.

Organização para a Libertação da Palestina

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP; em árabe: منظمة التحرير الفلسطينية) é uma organização política e paramilitar tida pela Liga Árabe desde outubro de 1964 como a "única representante legítima do povo palestino."Fundada durante um encontro de 422 figuras nacionais palestinas em Jerusalém, em maio de 1964, depois de uma decisão anterior da Liga Árabe, sua meta era a liberação da Palestina através da luta armada. O estatuto original da OLP, promulgado em 28 de maio do mesmo ano, declara que a "Palestina, com as fronteiras que existiam no tempo do Mandato Britânico, é uma unidade regional integral" e que o objetivo da organização é "proibir a existência e a atividade" do sionismo. Também advoga o direito de retorno e a autodeterminação dos palestinos. O Estado palestino não é mencionado, embora em 1974 a organização tenha passado a reclamar um Estado independente no território do Mandato Britânico.O grupo utilizou-se de táticas de guerrilha para atacar Israel a partir de suas bases na Jordânia, Líbano e Síria, assim como de dentro da Faixa de Gaza e da Cisjordânia. A OLP foi considerada tanto pelos Estados Unidos quanto por diversos outros países ocidentais como uma organização terrorista, até a Conferência de Madri, em 1991, e por Israel até 1993, pouco antes dos acordos de Oslo.[carece de fontes?]Em 1988, a OLP passou a apoiar oficialmente uma solução bi-estatal, com israelenses e palestinos vivendo lado a lado, de acordo com certas exigências específicas, tais como fazer de Jerusalém Oriental a capital do Estado palestino e conceder aos palestinos o direito ao retorno às terras ocupadas por palestinos antes das guerras de 1948 e 1967 com Israel.Em 1993, o então presidente da OLP, Yasser Arafat, reconheceu o Estado de Israel numa carta oficial ao primeiro-ministro daquele país, Yitzhak Rabin. Em resposta à iniciativa de Arafat, Israel reconheceu a OLP como a representante legítima do povo palestino. Arafat foi presidente do Comitê Executivo da OLP de 1969 até a sua morte, em 2004. Foi sucedido no cargo por Mahmoud Abbas (também conhecido como Abu Mazen).[carece de fontes?]

Oriente Próximo

O Oriente Próximo, ou Próximo-Oriente, é uma região geográfica que abrange diferentes países para arqueólogos e historiadores, de um lado, e para cientistas políticos, economistas e jornalistas, de outro. O termo foi aplicado originalmente para os Estados dos Balcãs no Leste Europeu, mas hoje em dia, normalmente, descreve os países do Sudoeste Asiático entre o Mar Mediterrâneo e o Irã/Irão, especialmente em contextos históricos.

O termo, tal como é usado pelos arqueólogos, geógrafos e historiadores ocidentais, refere-se à região que engloba a Anatólia (a porção asiática da Turquia moderna), o Levante (Síria, Líbano, Jordânia, Chipre, Israel e territórios palestinos), Mesopotâmia (Iraque) e, ocasionalmente, Transcaucásia (Geórgia, Armênia e Azerbaijão). Nos contextos políticos e jornalísticos modernos, esta região é normalmente considerada como compreendida no Oriente Médio, enquanto que os termos Oriente Próximo ou Sudoeste Asiático são preferíveis nos contextos arqueológicos, geográficos e históricos.

O Oriente Próximo, ou Próximo Oriente, compreende a região da Ásia próxima ao mar Mediterrâneo, a oeste do rio Eufrates, incluindo: Síria, Líbano, Israel, Palestina e Iraque.

Palestina (região)

Palestina (em árabe: فلسطين, translit. Filasṭīn; em hebraico: פלשתינה; em grego: Παλαιστίνη, transl. Palaistinē, e em latim: Palæstina), é a denominação histórica dada pelo Império Romano a partir de um nome hebraico bíblico, a uma região do Oriente Médio situada entre a costa oriental do Mediterrâneo e as atuais fronteiras ocidentais do Iraque e Arábia Saudita, hoje compondo os territórios da Jordânia e Israel, além do sul do Líbano e os territórios da Faixa de Gaza e Cisjordânia.

A área correspondente à Palestina até 1948 encontra-se hoje dividida em três partes: uma parte integra o Estado de Israel; outra a atual Jordânia e duas outras (a Faixa de Gaza e a Cisjordânia), de maioria de árabes palestinos, deveriam integrar um estado palestino a ser criado - de acordo com a lei internacional, bem como as determinações das Nações Unidas, o Reino Unido. Em 1967, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia foram conquistadas por Israel ao Egito e à Jordânia respetivamente, após a Guerra dos Seis Dias. E posteriormente Gaza em 2005 foi entregue à Autoridade Palestina, já a Cisjordânia (Judeia e Samaria) possui partes de territórios soberanos palestinos e parte de territórios com habitantes israelenses estabelecidos na conquista do território.

Há alguns anos, porções dispersas dessas duas áreas foram oferecidas por Israel e passaram a ser administradas pela Autoridade Palestina, mas, devido aos ataques violentos dos palestinos, esses territórios e sua população estão sob constante observação. A população palestina dispersa pelos países árabes em campos de refugiados, ou situados nos territórios de Gaza e Cisjordânia, é estimada em 5 milhões de pessoas.

Segunda Intifada

A Segunda Intifada ou Intifada Al-Aqsa (em árabe, إنتفاضة فلسطينية ثاني) designa o conjunto de eventos que marcou a revolta civil dos palestinos contra a política administrativa e a ocupação Israelense na região da Palestina a partir de setembro de 2000. A Primeira Intifada ocorreu em 1987.

O movimento ocorreu dentro de um contexto marcado pelo impasse no processo de paz entre árabes e israelenses, pela retirada israelense do sul do Líbano (interpretada por alguns como uma vitória do Hezbollah), pela disputa de influência entre as facções palestinas do Fatah e do Hamas e pelo desagrado de uma parte da população israelense em relação às concessões feitas pelos acordos de Camp David (julho de 2000) e da Conferência de Taba (2001) e por ataques terroristas, como o Atentado suicida do Dizengoff Center e o atentado terrorista da pizzaria Sbarro.Em 27 de setembro de 2000 um atentado palestino provoca a morte de um colono judeu no assentamento Israelense de Netzarim, na Faixa de Gaza.

Em 28 de setembro, Ariel Sharon, à época um parlamentar do partido Likud, de oposição ao governo de Ehud Barak, visita, protegido por um grande aparato de segurança, a Esplanada das Mesquitas/Monte do Templo, em Jerusalém. Mais de 1.000 palestinos estão presentes, dentre os quais muitos jovens membros da chabiba, originária do Fatah. A visita é interpretada pelos palestinos como uma provocação.

Após a partida de Ariel Sharon, violentos confrontos opõem palestinos e israelenses junto ao Muro das Lamentações. Sete palestinos são mortos e centenas são feridos. Nos dias seguintes, a violência prossegue com ataques palestinos aos territórios ocupados por Israel, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

O conflito, que durou do final de 2000 até o começo de 2005 deixou centenas de mortos em ambos os lados. Violentos combates em áreas urbanas, atentados e bombardeios e ataques em regiões muito povoadas deixaram um alto saldo de perdas de vidas civis. Os palestinos recorreram ao lançamento de foguetes e também, principalmente, a atentados suicidas. Já os israelenses usaram tanques, artilharia e aeronaves. A infraestrutura dos territórios ocupados ficou devastada. Entre combatentes e civis, estima-se que mais de 3 000 palestinos e quase 1 000 israelenses teriam morrido, além de 64 estrangeiros.A conferência de paz de Sharm el-Sheikh, realizada a 5 de fevereiro de 2005, é considerada o dia oficial em que o conflito terminou.

Setembro Negro

Setembro Negro é o nome dado a um período que se estende de setembro de 1970 a julho de 1971, iniciado quando o exército da Jordânia entrou em confronto com as organizações guerrilheiras da OLP, então baseadas na Jordânia, visando a expulsá-las do país. Em consequência, os refugiados palestinos tiveram que emigrar em massa.

Estimativas do número de vítimas dos dez dias do "Setembro Negro" variam de 3000 a mais de 5000 mortos. O número de palestinos mortos em onze dias de luta foi estimado pela Jordânia em 3.400, enquanto as fontes palestinas calculam que 10 000 pessoas, na sua maioria civis, foram mortas. À época, Arafat disse que esse número poderia ser bem superior - até 20.000 mortos. No Cairo, o programa radiofônico A Voz dos Árabes considerou ter havido genocídio.

Territórios ocupados por Israel

Os territórios ocupados por Israel são áreas que foram capturadas por Israel à Jordânia e à Síria durante a Guerra dos Seis Dias. Incluem:

Territórios palestinos: Alvo de debates, devido à inexistência de um estado previamente estabelecido, no entanto, parte da comunidade internacional espera que algum dia seja criado um estado palestino em parte da região denominada por israel de Região da Judeia e Samaria, também conhecida como cisjordânia

Território sírio: Colinas de Golã

Território libanês: Fazendas de ShebaaA Península do Sinai esteve entre os territórios ocupados até 1982, quando foi devolvida ao Egito, em cumprimento ao Tratado de paz israelo-egípcio de 1979. Também a Faixa de Gaza foi ocupada pelo Egito e, em 1967, por Israel, tendo sido desocupada pelos israelenses, em 2005 — embora desde então permaneça bloqueada por Israel, tanto por mar como por terra e ar.

Em 2005, como parte do seu plano de retirada unilateral, Israel removeu todas as colônias judias existentes na Faixa de Gaza e quatro das estabelecidas na Cisjordânia. Todavia o governo israelense ainda controla o espaço aéreo e marítimo da Faixa de Gaza, além de regulamentar as viagens e o comércio do território palestino com o resto do mundo. A Faixa de Gaza, densamente povoada, está sob controle do Hamas, partido majoritário no Conselho Legislativo da Palestina, cujo braço armado executou, desde os anos 1990, vários ataques contra alvos civis e militares israelenses. Em 2008, três anos após a retirada dos colonos judeus de Gaza, Israel executou a Operação Chumbo Fundido, o mais devastador ataque militar ao território palestino.

Israel incorporou Golã e Jerusalém Oriental ao seu território, ali aplicando suas leis e oferecendo aos habitantes locais a cidadania israelense. As Colinas de Golã foram formalmente anexadas por Israel através da Lei das Colinas de Golã, em 1981. O ato foi condenado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, através da sua Resolução 497. Em 2008, uma sessão plenária da Assembleia Geral da ONU aprovou por 161 a 1 uma moção de apoio à resolução 497 do Conselho de Segurança.Em contraste, a Cisjordânia tem permanecido sob ocupação militar embora seja considerada pela comunidade internacional como parte do futuro Estado palestino. Sua população é constituída principalmente por árabes palestinos, incluindo os residentes históricos da região e os refugiados da Guerra árabe-israelense de 1948. Desde a ocupação em 1967 até 1993, os palestinos da Cisjordânia estiveram sob a administração militar israelense. Desde que foram assinadas as cartas de reconhecimento entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina, a maioria da população palestina e suas cidades estão sob administração da Autoridade Palestina e sob controle militar israelense. Em diversas ocasiões, porém, Israel instaurou a plena administração militar. Após a Segunda Intifada, o governo israelense iniciou a construção do chamado "Muro da Cisjordânia", que, segundo o relatório da organização de direitos humanos israelense B'Tselem avança sobre o território da Cisjordânia.A maioria das negociações relativas aos territórios ocupados baseia-se na Resolução 242 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, segundo a qual Israel deve retirar-se dessas áreas em troca da normalização das relações com países árabes, um princípio conhecido como Terra por paz.Analistas políticos destacam que a chave do conflito entre Israel e os palestinos não está somente na disputa de terras, mas de água. Na Cisjordânia estão grande parte dos recursos hídricos que abastecem Israel. Segundo os palestinos, um habitante de Israel usa, em média, três vezes mais água que um habitante da Cisjordânia. 73,5% dos recursos hídricos da Cisjordânia são desviados para Israel.

Territórios palestinianos

Os Territórios Palestinianos compreendem três regiões não contíguas - a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental. Após a extinção do Mandato Britânico da Palestina, esses territórios foram capturados e ocupados pela Jordânia e pelo Egito durante a Guerra árabe-israelense de 1948. Durante a Guerra dos seis dias (1967), foram ocupados por Israel.A Autoridade Nacional Palestina (ANP) considera Jerusalém Oriental como parte da Cisjordânia e, portanto, com parte dos Territórios Palestinos, enquanto o governo israelense considera que seja parte do Estado de Israel. Em 1980, Israel anexou Jerusalém Oriental, retirando-a da Cisjordânia, mas o Conselho de Segurança da ONU, conforme a sua Resolução 478, considera nula tal anexação, afirmando tratar-se de uma violação da lei internacional.

Após a assinatura dos Acordos de Oslo, em 1993, porções dos territórios palestinianos têm sido governadas, em diferentes graus, pela Autoridade Palestiniana. Israel não considera que Jerusalém Oriental e a anterior terra de ninguém Israelo-Jordana (a primeira, anexada em 1980, e a segunda, em 1967) façam parte da Cisjordânia. Israel alega que ambas estão sob controlo total israelita. 58% do território da Cisjordânia (ou do que Israel considera que seja a Cisjordânia) é governado pela Administração Civil Israelita da Judeia e Samaria. Isto não foi reconhecido por nenhum outro país, uma vez que as anexações unilaterais estão proibidas pelas leis e costumes internacionais.

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