Pérsia

Pérsia (em latim: Persia; em em grego clássico: Περσίς; transl.: Persís) é o nome metonímico[1] pelo qual os gregos da Antiguidade designavam o território governado pelos reis aquemênidas, cuja dinastia (c. 550–330 a.C.) marcou o apogeu do império, que, graças às conquistas territoriais empreendidas por Dario I e Xerxes I, tornara-se o maior império do mundo conhecido.

No século III, sob o Império Sassânida, aparece a palavra Ērān (Irã) ou Ērānšahr ("País dos Arianos" ou "País dos Iranianos"). No século VII, após a queda dos Sassânidas, o país volta a ser chamado de "Pérsia", pelos estrangeiros. Essa denominação seria usada até 1934, quando Reza Pálavi, por decreto firmado em 31 de dezembro daquele ano, substitui o nome "Pérsia" por Irã.[2] De fato, o país sempre fora chamado "Irã", pelo seu povo, embora, durante séculos, tivesse sido referido pelos europeus como "Pérsia" (de Pars ou Fars, província no sul do Irã), por influência dos escritos dos historiadores gregos. Mais tarde, em 1959, ambos os nomes passaram a ser admitidos oficialmente pelo governo iraniano,[3][4] embora a denominação "Irã" tenha se tornado a mais usual no Ocidente a partir de 1935.

Atualmente, o termo Pérsia costuma ser reservado ao Império Persa, que foi fundado por um grupo étnico (os persas) a partir da cidade de Ansam, situada na atual província iraniana de Fars. O império foi governado por dinastias sucessivas (persas ou não), que controlavam o planalto Iraniano e os territórios adjacentes.

"Persa" pode, portanto, significar:

Achaemenid Empire-pt
O antigo Império Aquemênida em seu auge em 500 a.C.. Até hoje, o Império Aquemênida é considerado um dos maiores de todos os impérios da história

Etimologia

Pelo menos desde 600 a.C., o termo Persis era usado pelos gregos para referir-se à Pérsia/Irã. Persis provém do persa Pars ou Parsa – o nome do clã principal de Ciro e que também deu o nome da região onde habitavam os persas (correspondente, hoje, à moderna província iraniana de Fars). O latim emprestou o termo do grego, transformando-o em Persia, forma adotada pelas diversas línguas europeias.

O povo iraniano, para se referir ao próprio país, usava, desde o período sassânida, o termo "Iran", que significa “terra dos arianos”, derivado de Aryanam, forma encontrada em textos persas antigos. No período aquemênida, os persas usavam o termo Parsa.

Em 1935, o Reza Pahlavi solicitou formalmente que a comunidade internacional passasse a empregar o nome nativo do país, Iran (Irã ou Irão, em português). Em 1959, o xá Mohammad Reza Pahlavi anunciou que tanto Pérsia como Irã eram formas corretas de referir-se ao seu país.[5]

Economia

Os persas praticavam a agricultura, a pesca, o artesanato, a metalurgia e a mineração de metais e de pedras muito preciosas. Também eram muito bons no comércio, construíam estradas de pedras, para facilitar o transporte, trocas e como correio. Eram bons também em economia monetária. Dario I criou o dárico, a moeda que foi unificada no vasto Império Aquemênida.

Guerras

Os persas tinham um exército tão poderoso que era conhecido pelos gregos como "Imortais", nomeado assim por conter 10 000 homens e, a cada morto, um outro soldado ocupar o seu lugar. Os persas eram conhecidos também por usarem elefantes em batalha.

História

História da Pérsia Antiga: Império Aquemênida
Persas e Medos Império Aquemênida
Império Macedônico
*helenístico
Império Selêucida
*helenístico
Reino Greco-Bactriano Império Arsácida
ou Império Parta
Império Cuchana Império Sassânida
Achaemenid (greatest extent)
Extensão do primeiro império persa, o Império Aquemênida, sob o reinado de Dario I
Sasanian Empire (greatest extent)
Território do Império Sassânida em 621
Safavid dynasty (greatest extent)
Extensão máxima do Império Safávida durante o governo de Abas I
Afsharid dynasty (greatest extent)
Império Afchárida durante o governo de Nader Xá

Cidades históricas

Ver também

Notas

  1. A região denominada Pars, Pārsa em persa antigo ou Pārs em persa médio, designa um território reduzido à área em torno de Persépolis.
  2. Olivier Pironet (junho de 2007). «Iran : chronologie historique». Le Monde diplomatique
  3. "Persia or Iran - A Brief History Pre-Twentieth Century". Iransaga.
  4. Iranian.ws Arquivado em 26 de dezembro de 2008, no Wayback Machine., Iranian & Persian Art.
  5. Pejman Akbarzadeh (20 de setembro de 2005). «A Note on the terms "Iran" and "Persia"». Payvand's Iran News. NetNativ. Consultado em 3 de maio de 2007
Artaxerxes I

Artaxerxes I Longímano (Artaxšaça em persa antigo) (? — 424 a.C.) foi um rei da Pérsia. Filho de Xerxes I, e foi sucedido por seu filho Xerxes II. Seu apelido longímano foi dado porque ele tinha a mão direita maior que a mão esquerda.Após o assassinato de Xerxes I em 465 a.C. assumiu o trono persa Artaxerxes I que governaria até 424 a.C..

No seu governo um mensageiro ou guerreiro grego foi a Susa e obrigou o imperador a assinar com a Grécia um tratado de paz, no qual a Pérsia libertava as colônias gregas na Anatólia, no litoral do mar Egeu, tais como Troia, Mileto, Halicarnasso, e outras, ficando o Egeu totalmente sob controle grego.

Artaxerxes III

Artaxerxes III (ca. 425 a.C. — 338 a.C.), originalmente conhecido como Oco (em latim: Ochus), foi o décimo xá do Império Aquemênida. Oco (do babilônico Ú-ma-kuš ) era o nome de antes de subir ao trono sendo geralmente referido como Artaxerxes III Oco, mas no Irã ele é conhecido como Ardexir III. Em inscrições babilônicas ele é chamado de "Umasu, que é chamado Artakshatsu". Seu governo foi uma tentativa contínua e brutal da manutenção do Império Aquemênida.

Oco era o terceiro filho de Artaxerxes II com Estatira. Antes de subir ao trono tinha sido um sátrapa e comandante do exército de seu pai ajudando a sufocar a Revolta dos Sátrapas (367-362). Em 359, pouco antes de subir ao trono, ele atacou o Egito, que estava em rebelião sob o Faraó, como uma reação a ataques alarmantes, mas sem muito êxito, do Egito às regiões costeiras da Fenícia. Artaxerxes se casou com sua sobrinha a filha de Oxatres, irmão do futuro rei Dario III. Seus filhos foram Arses, o futuro rei da Pérsia, Bistanes e Parísatis, que casou-se futuramente com Alexandre Magno.

Artaxerxes IV

Artaxerxes IV ou simplesmente Arses (? — 336 a.C.), foi xá entre 338 a.C. e 336 a.C.. Ele foi filho e sucessor de Artaxerxes III, Arses morreu assassinado e foi sucedido pelo seu primo Dario III, último xá.[carece de fontes?]

Cosroes II

Cosroes II (ou Xosrov II em fontes clássicas, algumas vezes chamado de Parvez, "o sempre Vitorioso" – em persa: خسرو پرویز; m. 628) foi o vigésimo segundo xá sassânida da Pérsia de 590 a 628. Era filho de Hormisda IV (r. 579–590) e neto de Cosroes I (r. 531–579).

Seu maior feito foi ter invadido o Império Bizantino e saqueado a cidade de Jerusalém durante o reinado do imperador Heráclio. Ele levou como espólios a Vera Cruz e o patriarca Zacarias de Jerusalém. Foi sucedido no trono por Cavades II.

Dario I

Dario I (em persa antigo: , Dārayava(h)ush; "que possui a bondade"); 550 a.C. — 486 a.C., cognominado o Grande, foi o terceiro rei do Império Aquemênida. Governou o império durante o seu auge, quando ele dominou boa parte da Ásia Ocidental, o Cáucaso, Ásia Central, partes dos Bálcãs (Bulgária-Romênia-Panônia), regiões do norte e nordeste da África, incluindo o Egito (Mudrâya), o leste da Líbia, o litoral do Sudão e a Eritreia, bem como a maior parte do Paquistão, as ilhas do mar Egeu e o norte da Grécia, a Trácia e a Macedônia.

Dario assumiu o trono após derrubar um usurpador chamado Bardiya (Gaumata), supostamente um mago, com o auxílio de seis outras famílias nobres persas; foi coroado na manhã seguinte. O novo rei se deparou com revoltas por todo o reino, e conseguiu reprimi-los. Um dos grandes acontecimentos na vida de Dario foi a sua expedição para punir as cidades-estado de Atenas e Erétria por seu papel na Revolta Jônica, e subjugar a Grécia. Dario expandiu seu império após conquistar a Trácia e a Macedônia e invadir a Cítia, terra natal dos citas, uma tribo nômade que havia invadido a Média anteriormente e assassinado Ciro, o Grande.

Dario organizou o império, dividindo-o em províncias (satrapias), e colocando sátrapas para governá-las. Organizou um novo sistema monetário unificado, e fez do aramaico o idioma oficial do império. Também instituiu projetos de construção por todo o império, especialmente em Susa, Pasárgadas, Persépolis, Babilônia e no Egito — onde também foi responsável pela codificação das leis. Dario também é lembrado por ter gravado num penhasco a célebre Inscrição de Behistun, uma autobiografia de grande importância linguística. Entre os colossais projetos arquitetônicos pelos quais foi responsável, estão os magníficos palácios de Persépolis e Susa.

Filho de Histaspes, seu nome em persa moderno é داریوش (Dóriush) e em hebraico דַּרְיָוֶשׁ (Daryawesh); já em grego antigo as fontes chamam-no Δαρεῖος (Dareios) e os indianos chamavam-no de दरायु (Darāyu) em sânscrito.

Seu sonho era conquistar a Grécia, criou as guerras médicas mas na Batalha de Maratona fracassou, morreu de causas naturais e deixou o trono para seu filho Xerxes.

Dário contava com um exército altamente treinado, que se distribuía pelo império, dispondo mais de 100 mil homens em diferentes pontos do território.

Dario II

Dario II (em persa: داريوش دوم; Dārayavahuš em persa antigo; ? — 404 a.C.), também conhecido como Oco (em latim: Ochus), foi rei da Pérsia de 424 a.C. a 404 a.C., sucessor e meio-irmão de Sogdiano. Também era chamado Dario II Noto.

Foi sucedido por seu filho Artaxerxes II.

Com a morte de Artaxerxes I, desencadearam-se lutas internas pelo poder na Pérsia. Saiu-se vencedor dessas disputas, Dario II, um filho ilegítimo do xá morto.

Em 413 a.C., Dario II aliou-se a Esparta e voltou a apoderar-se das cidades gregas na costa asiática. Além disso, tomou parte na Guerra do Peloponeso, vencendo sua última batalha em Egospótamo, no ano de 405 a.C.

Dario II manteve com o Egito os mesmos tratados feitos por seu antecessor. Ao mesmo tempo demonstrava favorecer a comunidade judaica de Elefantina, o que desagradava em muito aos egípcios; estes que se revoltaram, liderados por Amirteu, um príncipe saíta, que durante seis anos lutou pela independência de seu país.

Dario III

Dario III (ca. 380 a.C. — 330 a.C.) foi o último rei da dinastia Aquemênida da Pérsia, de 336 a.C. a 330 a.C.

Seu antecessor foi Artaxerxes IV, que morreu assassinado e era seu primo. O nome da sua mãe era Sisigambis, e o nome do seu pai era Arsanes. Ele era neto de Ostanes, irmão de Artaxerxes II; os textos antigos não dizem se Ostanes era pai de Sisigambis ou de Arsanes.[carece de fontes?]Ele reinou por seis anos, até o império Persa ser conquistado por Alexandre, o Grande. De acordo com Eusébio, Alexandre reinou por mais seis anos após a morte de Dario, até o primeiro ano da 114a olimpíada (324 a.C.). De acordo com o Cronographeion Syntomon, Dario foi derrotado por Alexandre em 331 a.C..

Dinastia Pahlavi

A dinastia Pahlavi (em persa: دودمان پهلوی) consistiu de dois monarcas iranianos/persas, pai e filho Reza Xá Pahlavi (reg. 1925-1941) e Mohammad Reza Xá Pahlavi (reg. 1941-1979).

Os Pahlavi chegaram ao poder após Ahmad Xá Qajar, o último governante da dinastia Qājār, ter sido incapaz de deter a intrusão britânica e soviética à soberania iraniana. Ele foi derrubado em um golpe militar, abdicou do trono e foi para o exílio na França. A Assembleia Nacional do Irã, conhecida como Majlis, com a convocação de uma assembleia constituinte em 12 de dezembro de 1925, depôs o jovem Ahmad Xá Qajar, e declarou Reza Xá o novo monarca do Estado Imperial da Pérsia. Em 1935, Reza Xá informou as embaixadas estrangeiras para denominar a Pérsia por seu nome antigo persa, Irã.

A dinastia Pahlavi foi interrompida em 1979 quando o filho de Reza Xá, Mohammad Reza Pahlavi, foi forçado ao exílio por uma revolução islâmica liderada por Ruhollah Khomeini.

História do Irão

A história do Irã (pt-BR) ou Irão (pt) registra os acontecimentos históricos no território correspondente aos atuais Irã, Afeganistão, Tadjiquistão, Uzbequistão, Azerbaijão e outras áreas vizinhas, ao longo de um período de tempo que começa com as primeiras civilizações pré-arianas (como a civilização de Jiroft e a elamita), perpassa os Império iranianos e prossegue até os dias atuais, com a República Islâmica do Irã. Em suas diversas formas, trata-se de uma das mais antigas entre as grandes civilizações de existência contínua.

Algumas fontes referem-se a certos períodos da história do Irã com a denominação Império Persa, que pode ser definido como uma sucessão de Estados que controlaram o planalto Iraniano ao longo do tempo, a começar pela dinastia aquemênida, fundada por Ciro, o Grande, no século VI a.C.

Império Cajar

Império Cajar (em persa: شاهنشاهی قاجار) foi um Estado o que governou a dinastia Cajar de 1794 a 1925. A dinastia foi uma família real iraniana de ascendência túrquica. A família Qājār assumiu o controle total do Irã em 1794, depondo Lotf Ali Cã, o último governante do Império Zande, e re-afirmou a soberania persa sobre partes do Cáucaso. Em 1796 o Maomé Cã Cajar foi formalmente coroado como xá e em 1906 o país virou uma monarquia constitucional.

Império Sassânida

O Império Sassânida (em persa: امپراتوری ساسانیان) foi o último Império Persa pré-islâmico, governado pela dinastia sassânida (224–651). O Império Sassânida, que sucedeu ao Império Parta, foi reconhecido como uma das principais potências da Ásia Ocidental e Central, juntamente com o Império Romano/Bizantino, por um período de mais de 400 anos.Foi fundado por Artaxes I, após a queda do Império Arsácida e a derrota do último rei arsácida, Artabano IV. Durante sua existência, o Império Sassânida dominou os territórios dos atuais Irã, Iraque, Afeganistão, o leste da Síria, o Cáucaso (Armênia, Geórgia, Azerbaijão e Daguestão), o sudoeste da Ásia Central, parte da Turquia, certas áreas litorâneas da península Arábica, a região do golfo Pérsico, e algumas regiões do Baluquistão paquistanês

De acordo com a lenda tradicional persa, o vexiloide do Império Sassânida era o Derafsh Kaviani. Hipóteses foram levantadas afirmando que a transição que resultou no Império Sassânida representa o fim da disputa entre os proto-persas e seus parentes próximos étnicos migrantes, os partas, cuja pátria original localizava-se na atual Ásia Central.

O período sassânida, durante a Antiguidade Tardia, é considerado um dos mais importantes e influentes períodos históricos da história da Pérsia e do Irã, e constituiu o último grande império iraniano antes da conquista muçulmana e a adoção do islamismo pela população local. O Império Sassânida testemunhou o auge da civilização persa, de diversas maneiras; a Pérsia da época influenciou a civilização romana consideravelmente durante o período. A influência cultural sassânida ultrapassou em muito as fronteiras territoriais do império, chegando até a Europa ocidental, a África, a China e a Índia. Teve um papel importante na formação da arte medieval europeia e asiática.

Mago

Mago ou magi (plural do termo persa magus, significando tanto "imagem" quanto "[homem] sábio", do verbo cuja raiz é meh, "grande", em sânscrito maha) é um termo usado desde o século IV a.C. para denotar um seguidor de Zoroastro, ou ainda, um seguidor do que a Civilização helenista associava com o Zoroastro, o que, em suma, era a habilidade de ler as estrelas e manipular o destino que elas previam. O sentido anterior ao período helenista é incerto.

Mago atualmente denota aquele que pratica a magia ou o ocultismo. No entanto, pode indicar também alguém que possui conhecimentos e habilidades superiores como, por exemplo, quando se diz que um músico é um "mago dos teclados" por tocar com perfeição o instrumento musical.

Sapor II

Sapor II, Xapur II ou Chapur II (em latim: Sapor; em persa médio: 𐭱𐭧𐭯𐭥𐭧𐭥𐭩; transl.: Shābūhr; em persa: شاپور, Shāpūr; em árabe: الصبور, al-Sābūr), também chamado Sapor II, o Grande, foi o 10º xá do Império Sassânida. Seu reinado de 70 anos foi o mais longo na história iraniana. Segundo a tradição foi coroado xá ainda na barriga de sua mãe em 309, sendo talvez o único rei da história a ser coroado no útero, e continuou a reinar até 379, quando faleceu. Foi filho de Hormisda II (r. 302–309). Ao falecer foi sucedido por Artaxes II (r. 379–383).

Sátrapa

Sátrapa (do latim satrăpes através do grego satrápēs, por sua vez adaptado do persa antigo protetor do poder [sobre o território]") era o nome dado aos governadores das províncias, chamadas satrapias, nos antigos impérios Aquemênida e Sassânida da Pérsia.

Cada satrapia era governada por um sátrapa, que era nomeado pelo rei. Para evitar a corrupção, o Rei dos Reis (xá) possuía uma rede de espiões que foi chamada de "os olhos e ouvidos do rei". Após a conquista de Alexandre, o Grande esse sistema de administração foi mantido.

Século XVI

O Século XVI começou no calendário Juliano no ano 1501 e terminou no calendário Juliano e Gregoriano no ano 1600. Este século é visto pelos historiadores como o período que a civilização ocidental se desenvolveu e se impôs.

Durante o século XVI Portugal e Espanha exploraram os oceanos do mundo e abriram uma série de rotas comerciais marítimas. Grandes porções do Novo Mundo tornaram-se colônias portuguesas e espanholas, e enquanto os portugueses se tornaram os mestres das rotas asiáticas e africanas de comércio marítimo, os espanhóis abriram rotas comerciais através do Oceano Pacífico, ligando a continente americano ao asiático.

Esta era do colonialismo estabeleceu o mercantilismo como a principal doutrina econômica, onde o sistema econômico era visto por uma balança em que o ganho de alguém significaria sempre a perda para outrem. O doutrina mercantilista encorajou as principais guerras europeias que surgiriam e até certo ponto deu ímpeto à necessidade de expansão europeia pelo mundo, que culminaria no imperialismo em escala mundial dos séculos XVIII, XIX e XX.

Na Europa, a Reforma Protestante desfere um grande golpe na autoridade do papado e da Igreja Católica Romana. As políticas europeias ficam assim dominadas por conflitos religiosos, lançando algumas das bases para a Guerra dos Trinta Anos que surgiria no final do século. Na Itália, Luca Pacioli publica o primeiro trabalho sobre contabilidade e Galileo Galilei inventa o primeiro termômetro. Na Inglaterra, o italiano Alberico Gentili escreve o primeiro livro de direito internacional publico e divide secularismo de lei canônica e da teologia católica romana.

No médio oriente o Império Otomano continuou a expandir-se, com o Sultão assumindo o título de Califa, enquanto lidava com uma Pérsia que crescia. A Pérsia e o Iraque foram apanhados pela popularidade do setor Shiita do Islamismo sob a direção da Dinastia Safávida, lançando assim as bases para uma Pérsia independente da maioria sunita muçulmana no mundo.

A China evacuou as áreas costeiras devido à pirataria japonesa. Nesta altura, o Japão sofria com uma severa guerra civil.

Akbar, Imperador Mughal, expandiu o poder do Império Mughal para cobrir a maior parte do sub continente do sul asiático. Este império influenciou significativamente a arte e a cultura na região.

Copérnico propôs um universo heliocêntrico, ideia que foi recebida pela comunidade europeia com forte resistência, e Tycho Brahe refutou a teoria das esferas celestiais através da observação e medição de uma super-nova em 1572. Estes eventos desafiavam directamente a ideia antiga de um universo imutável de Ptolomeu e Aristóteles, e levou a grandes revoluções na astronomia e na ciência.

Tajiquistão

O Tajiquistão ou Tadjiquistão (em tajique: Тоҷикистон, translit.: Tojikiston, pronunciado: [tɔd͡ʒikɪsˈtɔn]), oficialmente República do Tadjiquistão (em tajique: Ҷумҳурии Тоҷикистон, translit.: Jumhuriyi Tojikiston), é um montanhoso país encravado na Ásia Central. O país faz fronteira com o Afeganistão ao sul, com o Usbequistão ao oeste, Quirguistão ao norte, e a República Popular da China ao leste. O Tajiquistão também se encontra junto ao Paquistão, mas é separado pelo estreito Corredor de Wakhan.

A maioria da população do Tajiquistão pertence ao grupo étnico tajique, que partilha sua cultura e história com o Afeganistão e falam o idioma persa (oficialmente denominado como idioma Tajique ou idioma Tajiquistanês). Uma vez parte do império Samânido, o Tajiquistão tornou-se uma república constituinte da União Soviética durante o século XX, conhecida como a República Socialista Soviética Tajique (RSS Tajique). 90% do território é coberto por montanhas.

Após sua independência, o Tajiquistão sofreu uma devastadora guerra civil, que durou de 1992 a 1997. Desde o fim da guerra, a recém-criada estabilidade política e ajuda externa permitiu à economia do país crescer. O comércio de commodities, como o algodão e o fio de alumínio, contribuíram largamente para este aprimoramento constante. No Tajiquistão cerca de 20% da população vive com menos de US$ 1,25 por dia.

Vizir

Um vizir (وزیر em persa) era um ministro e conselheiro de um xá (rei da antiga Pérsia) e, posteriormente, de um monarca de um país islâmico. O vizir fazia a ligação entre o monarca e os seus súditos – função parecida com a de um primeiro-ministro O termo significa "ajudante".

A figura do vizir tem sua origem na antiga Pérsia e foi adotada pelo califado abássida a partir da conquista do Império Sassânida pelos muçulmanos no século VIII. Nesses primeiros tempos os mais importantes vizires foram os Barmecidas, uma família persa cujos membros foram os principais conselheiros e administradores durante o governo dos primeiros califas abássidas. Enquanto o califa era rodeado de pompa e tornava-se um ser misterioso, era o vizir que cumpria as ordens do soberano, mantendo o monarca distante da execução de tarefas administrativas. Ao mesmo tempo, o vizir assumia a responsabilidade dos atos de governo e preservava a reputação do califa ou sultão, que era o governante temporal e espiritual da comunidade.

Xerxes I

Xerxes (em persa: خشایارشاه, pronunciado "Kshaiarsha"; 518 a.C — 465 a.C) foi o xá aquemênida de 486 a.C. até à data do seu assassinato em 465 a.C Era filho de Dario I e neto de Histaspes e de Ciro, O Grande. Seu nome Xerxes é uma transliteração para o grego de seu nome persa depois de sua ascensão, Jshāyār Shah, que significa "governante de heróis". Na Bíblia é mencionado como "Assuero" אחשורש (Axashverosh Assuero transliterado em grego).

Xá (do persa moderno شاه, transl. Šāh, "rei ou imperador") era o título dos monarcas da Pérsia e do Afeganistão e, muitas vezes, fazia parte dos nomes por que eram conhecidos.

Possivelmente devido à vastidão dos domínios do antigo Império Aquemênida e ao fato de englobarem vários estados e povos, a palavra é geralmente traduzida nas línguas europeias por Imperador em vez de Rei. No mundo de língua portuguesa utiliza-se mais frequentemente o termo "xá".

Era na sua origem um título de nobreza dos monarcas da Pérsia e também o termo pelo qual esses monarcas acabaram por ficar conhecidos na maioria dos países ocidentais no período tardio da monarquia iraniana.

Noutras línguas

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