Moabe

Moabe (hebraico מוֹאָב ou Moʾav; grego Μωάβ; assírio Mu'aba, Ma'ba, Ma'ab; egípcio Mu'ab) é o nome histórico de uma faixa de terra montanhosa no que é atualmente a Jordânia, ao longo da margem oriental do Mar Morto. Na Idade Antiga, pertencia ao Reino dos Moabitas, um povo que estava frequentemente em conflito com os seus vizinhos israelitas a oeste. Os moabitas são um povo histórico, cuja existência é atestada por diversas descobertas arqueológicas, em especial a Estela Mesha, que descreve a vitória moabita sobre um filho (não identificado) do Rei Omri de Israel[1]. Sua capital foi Dibon, localizada próxima a moderna cidade Jordaniana de Dhiban.

Jord vall, Yafit
Montanha de Moabe, vista do Rio Jordão.

Etimologia

A etimologia da palavra é incerta. A interpretação mais antiga é encontrada na Septuaginta[2] que explica o nome, em alusão óbvia à descrição da ascendência de Moabe, como ἐκ τοῦ πατρός μου. Outras etimologias que têm sido propostas a consideram como uma decomposição de "semente de um Pai", ou como uma forma particípia de "desejar", conotando assim "a desejável (terra)". Rashi explica que a palavra Mo'ab significa "do Pai", já que "ab" em Hebreu, Árabe e nas demais línguas semíticas significa Pai (Deus). Ele escreveu que como um resultado da imodéstia do nome de Moab, Deus não ordenou aos Judeus que se abstivessem de produzir aflição sobre os Moabitas de modo o qual Ele fez em respeito aos Amonitas. Fritz Hommel considera "Moab" como uma abreviação de "Immo-ab" = "sua mãe é seu pai".

Geografia

Abelsatim é uma famosa planície onde os hebreus se detiveram para chorar a morte de Moisés.

Ver Também

Referências

  1. veja 2 Reis 3
  2. Gênesis xix. 37

Bibliografia

  • Routledge, Bruce. Moab in the Iron Age: Hegemony, Polity, Archaeology. 2004. The most comprehensive treatment of Moab to date.
  • Bienkowski, Piotr (ed.) Early Edom and Moab: The Beginning of the Iron Age in Southern Jordan (1992).
  • Dearman, Andrew (ed.) Studies in the Mesha inscription and Moab (1989).
  • Jacobs, Joseph and Louis H. Gray. "Moab". Jewish Encyclopedia. Funk and Wagnalls, 1901–1906, which cites to the following bibliography:
  • Tristram, The Land of Moab, London, 1874;

Ligações externas

Balaque

Balaque ("esgotado", "devastador" ou "aquele que assola") é um personagem bíblico filho de Zipor (Números 22:2) e rei dos moabitas que Teria mandado o profeta Balaão amaldiçoar os judeus, mas este foi impedido por sua jumenta.

Deuteronômio

Deuteronômio (do grego Δευτερονόμιον, "Deuteronómion", "Segunda lei""; em hebraico: דְּבָרִים, Devārīm, "palavras [ditas]") é o quinto livro da Torá, a primeira seção da Bíblia hebraica e parte do Antigo Testamento da Bíblia cristã. O título em hebraico é derivado do primeiro versículo, "Eleh ha-devarim", «Estas são as palavras que Moisés falou...» (Deuteronômio 1:1). O título em português deriva do grego, que significa "segunda lei", uma referência à frase da Septuaginta "to duteronomion touto", "uma segunda lei", em Deuteronômio 17:18. Esta frase é, por sua vez, uma tradução incorreta do hebreu "mishneh haTorah hazoth", "uma cópia desta lei".O livro está dividido em três sermões ou homilias proferidas aos israelitas por Moisés na planície de Moabe pouco antes da entrada na Terra Prometida. O primeiro recapitula os quarenta anos vagando pelo deserto que culminaram naquele momento e termina com uma exortação para que se observe a lei, mais tarde conhecida como Lei Mosaica. O segundo relembra os israelitas da necessidade do monoteísmo e da observância das leis que Deus lhes entregou no monte Sinai, da qual depende a posse da terra que irão conquistar. O terceiro oferece o consolo de que, mesmo que Israel se mostre infiel – e, por isso, perca a terra –, com o arrependimento, tudo poderá ser restaurado.Tradicionalmente visto como sendo uma transcrição das palavras de Moisés proferidas antes da conquista de Canaã, um amplo consenso entre os estudiosos modernos defende que o texto se originou no Reino de Israel (o reino do norte) e foi levado para o sul, para o Reino de Judá, na iminência da conquista assíria de Aram (século VIII a.C.) e depois adaptado para se conformar à reforma nacionalista na época de Josias (final do século VII). A forma final do texto como conhecemos hoje emergiu no contexto do retorno do cativeiro da Babilônia no final do século VI a.C. Muitos estudiosos entendem que este livro é um reflexo das necessidades econômicas e do status social dos levitas, grupo a que o autor provavelmente pertencia.Um dos mais importantes versículos da Bíblia, conhecido como "Shemá Israel", está no Deuteronômio e se tornou com o tempo a afirmação definitiva da identidade judaica: «Ouve, ó Israel; Javé nosso Deus é o único Deus» (Deuteronômio 6:4). Este versículo e o seguinte ("Amarás, pois, a Javé teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.") foram citados por Jesus em Marcos 12:28-34 como parte do Grande Mandamento.

Edom

Edom (em edomita: 𐤀𐤃𐤌; transl.: ’Edām; em hebraico: אֱדוֹם, ʾĔḏôm, "Vermelho"; em acádio: 𒌑𒁺𒈠𒀀𒀀 e 𒌑𒁺𒈪, Uduma e Udumi; em siríaco: ܐܕܘܡ; em grego clássico: Ἰδουμαία, Idoumaía; em latim: Idumæa ou Idumea) foi um país da Transjordânia na Idade do Ferro. Fazia fronteira com Moabe a nordeste, Arava a oeste e o deserto da Arábia a sul e leste.

Eglom

Eglom, no Antigo Testamento da Bíblia, foi um rei de Moabe, morto pelo juiz Eúde.

Elimeleque

Elimeleque, segundo a Bíblia, era o marido de Noemi, sogra de Rute. Pertencia à família hezronita, que habitava em Efrata de Belém no tempo dos juízes. Não só Elimeleque, mas também seus filhos Malom e Quiliom morreram em Moabe, voltando por isso Noemi e sua nora Rute para Belém, onde esta última casou com Boaz, seu parente, 'da família de Elimeleque' (Rute 1.2,3 - 2.1,3 - 4.3,9).

Gileade

Na Bíblia, "Gileade" significa o "monte de testemunho" ou "monte de testemunha", (Gênesis 31:21), uma região montanhosa a leste do rio Jordão, situado no Reino da Jordânia. Também é referido pelo nome aramaico Jegar-Saaduta, que carrega o mesmo significado que o hebraico (Gênesis 31:47). Devido a sua característica montanhosa é chamada de "o monte de Gileade" (Gênesis 31:25). É também chamada de "a terra de Gileade" (Números 32:1), e às vezes simplesmente de "Gileade" (Salmos 60:7, Gênesis 37:25). Como um todo, incluiu os territórios da tribo de Gade, Rúben e a metade oriental de Manassés (Deuteronômio 3:13; Números 32:40). Foi delimitada a norte por Basã e ao sul por Moabe e Amom (Gênesis 31:21; Deuteronômio 3:12-17).

Jordânia

Jordânia (em árabe: الأردن‎‎; transl.: al-Urdunn), oficialmente o Reino Haxemita da Jordânia (em árabe: المملكة الأردنّيّة الهاشميّة; transl.: al-Mamlakah al-Urduniyah al-Hashimiyah), é um país do Sudoeste Asiático localizado na margem leste do rio Jordão. Faz fronteira com a Arábia Saudita ao leste e sul, Iraque ao nordeste, Síria ao norte, Israel e Palestina ao oeste e o mar Vermelho ao extremo sul. A Jordânia está estrategicamente localizada no cruzamento da Ásia, África e Europa. Sua capital e cidade mais populosa é Amã, que também é o centro econômico e cultural do país.A área da Jordânia atual é habitada por humanos desde o período Paleolítico. Três reinos estáveis surgiram ao final da Idade do Bronze: Amom, Moabe e Edom. Governantes posteriores incluíram o Reino Nabateu, o Império Romano e o Império Otomano. A partilha do Império Otomano ocorreu depois da Revolta Árabe durante a Primeira Guerra Mundial. O Emirado da Transjordânia foi estabelecido em 1921 pelo então emir Abdulá I e tornou-se um protetorado do Reino Unido. A Jordânia virou um estado independente em 1946 oficialmente conhecido como o Reino Haxemita da Transjordânia. O país conquistou a Cisjordânia na Guerra Árabe-Israelense de 1948 e o nome do estado foi alterado para Reino Haxemita da Jordânia no ano seguinte. A Jordânia foi um membro fundador da Liga Árabe e da Organização para a Cooperação Islâmica, além de um de apenas dois países a terem assinado um acordo de paz com Israel. Seu governo é uma monarquia constitucional, porém o rei mantém amplos poderes executivos e legislativos.A Jordânia é um país semi-árido quase sem litoral e relativamente pequeno com uma população de pouco mais de 9,5 milhões de pessoas. O sunismo é praticado por aproximadamente 92% dos habitantes, sendo a religião predominante. Há também uma minoria cristã. O país é considerado um dos lugares mais seguros do Oriente Médio, tendo conseguido evitar terrorismo e instabilidade duradouros. A Jordânia tem sido muito hospitaleira mesmo em meio ao tumulto de seus vizinhos, aceitando refugiados de praticamente todos os conflitos da região desde 1948, com estimativas dizendo que 2,1 milhões de refugiados palestinos e 1,4 milhões de sírios vivem no país. O reino também recebeu milhares de refugiados cristãos iraquianos que fugiram do Estado Islâmico. Apesar da Jordânia continuar a aceitar refugiados, o grande fluxo recente vindo da Síria colocou uma pressão considerável nos recursos e infraestrutura nacionais.A Jordânia é classificada como um país de "elevado desenvolvimento humano" com uma economia de "renda média alta". A economia jordaniana é atrativa para investimentos estrangeiros devido à mão de obra qualificada. O país é um grande destino turístico, especialmente para viajantes europeus. A falta de recursos naturais, grande fluxo de refugiados e tumulto regional afetaram o crescimento econômico.

Ló (também conhecido por Lot, Hebraico: לוֹט, Moderno Lot Tiberiano Lôṭ ; "véu" ou "cobertura"), personagem bíblico do Antigo Testamento, era, conforme o livro sagrado dos israelitas e cristãos, da linhagem de Sem, neto de Terá, filho de Harã e sobrinho de Abraão.

Malom e Quiliom

Malom (em hebraico: מחלון) e Quiliom (em hebraico: כליון) foram dois irmãos mencionados no livro de Rute. Eles foram os filhos de Elimeleque, da tribo de Judá, e sua esposa Noemi. Juntamente com seus pais, eles se estabeleceram na terra de Moabe, durante o período dos juízes de Israel, em virtude da fome que havia na terra. Malom casou-se com a mulher moabita Rute, enquanto Quiliom casou-se com Orfa também moabita.

Elimeleque e seus filhos morreram em Moabe, deixando Noemi, Ruth e Orfa viúvas. Após receber notícias de que Deus voltou a trazer comida à terra de Judá, Noemi volta para Israel, mas aconselha suas noras à retornarem às casas de suas mães. Orfa atende ao conselho de Noemi, porém Rute escolhe ficar com ela e se converter ao judaísmo.

Já na terra de Israel, Boaz, um parente resgatador compra todas as posses de Elimeleque e seus dois filhos das mãos de Noemi, além de estabelecer um casamento levirato com Rute, um ato que iria garantir que o nome do Malom não fosse esquecido, uma vez que qualquer criança que ela concebesse seria considerada como se fosse filho de Malom. Após casar-se com Boaz, Rute teve um filho, chamado Obede (biologicamente de Boaz, mas contando-se como se fosse de Malom), o qual tornou-se o avô paterno do rei Davi.

Mesa (rei de Moabe)

Mesa foi um rei de Moabe que pagava tributo a Israel mas se rebelou e derrotou uma aliança de Jorão de Israel e Josafá de Judá.

A campanha de Israel e Judá contra Moabe é contada no segundo livro de Reis, da Bíblia, e na Pedra Moabita.

Moab (Utah)

Moab é uma cidade localizada no estado norte-americano de Utah, no Condado de Grand.

É uma cidade verde localizada entre as rochas vermelhas e o ponto de partida para os Parques Nacionais dos Arcos e Canyonlands.

Moabitas

Os moabitas foram um povo nômade que se estabeleceu a leste do Mar Morto por volta do século XIII a.C., na região que mais tarde seria chamada de Moabe. Eram aparentados com os hebreus, com os quais tiveram vários conflitos.

Foram combatidos e subjugados por Davi, rei de Israel. Os moabitas readquiriram a independência depois do cisma das doze tribos hebréias. Voltaram-se ao nomadismo e tempos depois Moabe foi anexado como parte da provincía romana da Arábia.

Segundo a Biblia (Gênesis 19.30-38), deu-se origem o povo moabita através de um incesto, promovido pela filha mais velha de Ló, sobrinho de Abraão, logo após a destruição de Sodoma e Gomorra. Depois de ser tirado de Sodoma pelos anjos, Ló não achou mais lugar para viver nas cidades, especialmente Zoar, e foi-se para as montanhas e habitou em uma caverna. Sua filha mais velha em uma conversa com a sua irmã mais nova, disse que o pai, Ló, já era homem velho e não havia nenhum outro filho homem para dar continuidade na linhagem do pai, coisa que o povo da época, levava muito a sério. Elas embebedaram o pai e as conceberam cada uma, um filho do próprio pai. A mais velha gerou Moabe, patriarca do povo moabita e a mais nova gerou Ben-Ami, patriarca do povo de Amom, os amonitas.

Por ser Ló, sobrinho de Abraão, isso explica o porque dos moabitas serem aparentados dos hebreus, pois Abraão foi o patriarca do povo de Israel.

Quando a cidade de Ló estava sendo destruída, Deus ordenou que ele e sua família fosse embora e não olhasse para trás. Quando estavam saindo, a esposa de Ló olhou para trás e virou uma estátua de sal.

Existe uma estrangeira em Moabe que tem seu nome como titulo de um Livro da Bíblia, Rute.

Orfa

Orfa é uma mulher de Moabe mencionada na Bíblia, no Livro de Rute. Orfa e Rute casaram-se com os filhos de Noêmi, e quando estes morreram, Orfa retornou para seu povo e Rute decidiu-se a acompanhar a sogra de volta à terra natal.

Pedra Moabita

A Pedra Moabita ou Estela de Mesa, é uma pedra de basalto, com uma inscrição sobre Mesa, Rei de Moabe. Este registra a conquista de Moabe por Omri, Rei de Israel Setentrional. Após a morte de Acabe, filho de Omri, Mesa revolta-se depois de prestar vasalagem por 40 anos. Esta inscrição completa e confirma o relato bíblico em II Reis 3:4-27. A estela teria sido feita, aproximadamente, por volta de 830 a.C..

A estela foi adquirida em Jerusalém pelo missionário alemão F. A. Klein , em 1868. Encontrada em Díbon, a antiga capital do Reino de Moabe, a 4 milhas a Norte do Rio Árnon. Encontra-se no Museu do Louvre, em Paris. Com a excepção de algumas variações, mostra que a escrita dos moabitas era idêntica ao hebraico. Menciona o Tetragrama Sagrado no lado direito da estela, na linha 18. É um documento de grande importância e interessante relativo ao estudo da linguística hebraica, ou seja, a formação e evolução do alfabeto hebraico.

A Pedra Moabita confirma o nome de locais e de cidades moabitas mencionadas no texto bíblico: Atarote e Nebo (Números 32:34,38), Aroer, o Vale de Árnon, planalto de Medeba, Díbon (Josué 13:9), Bamote-Baal, Bet-Baal-Meon, Jaaz [em hebr. Yahats] e Quiriataim (Josué 13:17-19), Bezer (Josué 20:8), Horonaim (Isaías 15:5), e Bet-Diblataim e Queriote (Jeremias 48:22,24).

Reino de Judá

O Reino de Judá (em hebraico: מַמְלֶכֶת יְהוּדָה, Mamlekhet Yehuda), limitava-se ao norte com o Reino de Israel, a oeste com a inquieta região costeira da Filístia, ao sul com o deserto de Negueve, e a leste com o rio Jordão e o mar Morto e o Reino de Moabe. Era uma região alta, geograficamente isolada por colinas de montanhas ao oeste, o mar Morto a leste e pelo deserto de Negueve ao sul. Sua capital era Jerusalém, onde encontrava-se o Templo de Jerusalém, o qual segundo a Bíblia, teria sido erigido por ordem do rei Salomão para abrigar a Arca da Aliança (ou Arca do Pacto).

Após a divisão do reino, no quinto ano do reinado do rei Roboão, o faraó Sisaque I invadiu o território dos hebreus e transformou o Reino de Judá num estado tributário. Esse fato evidenciado no relato bíblico (II Crônicas 12.2) e comprovado por inscrições egípcias. (Inscrição mural sobre Sisaque I no Templo de Carnaque e a estela de Megido). Devido à sua posição estratégica às portas da península do [Sinai] e acesso ao Baixo Egito, foi utilizada pelo faraó como um Estado tampão, o que lhe pouparia de usar seus próprios exércitos para defender esta fronteira.

O Reino de Judá entrou em conflitos com os reinos de Moabe, Amom e os filisteus. A Bíblia afirma que o Reino de Judá permaneceu, de maneira geral, fiel à sua fé em Deus (Javé ou Jeová), enquanto que Israel setentrional tornara-se fortemente influenciado pela cultura cananeia e pela religião fenícia. O culto a Hashem e preservação da linhagem real davídica do qual deveria vir o prometido Messias, de acordo com os profetas do Antigo Testamento, a justificativa para a misericórdia de Deus sobre o Reino de Judá, ao passo que o politeísmo do Reino de Israel teria sido responsável por sua ira sobre seus governantes (enquanto o Reino de Judá permaneceu sob a dinastia dos descendentes do rei David, o Reino de Israel passou por várias dinastias e golpes de Estado).

A arqueologia vem demonstrando que, durante os séculos IX e VIII a.C., Judá não passava de uma região atrasada, predominantemente rural, prejudicado pelo isolamento geográfico e com uma população politeísta formada principalmente por pastores nômades e mencionado por fontes estrangeiras pela primeira vez apenas em 750 a.C., dois séculos após a formação do Reino de Israel. Este, por outro lado, localizado numa região mais privilegiada para a agricultura e rota de comércio entre os portos fenícios e os estados mesopotâmicos, gozou de grande desenvolvimento anterior, durante os séculos IX e VIII a.C., estendendo suas fronteiras entre os territórios arameus ao norte da Galileia, instalando palácios em diversas partes do reino e formando um poderoso exército. O Reino de Judá viu o perigo das potências estrangeiras emergentes quando a capital de Israel, Samaria foi tomada pelo rei assírio Sargão II, em 722 a.C., o que o levou a buscar prestar vassalagem junto à Assíria. Ironicamente, a destruição do reino do norte pelos assírios causou um grande florescimento do reino de Judá, ao sul. A população cresceu enormemente, alimentada pelos refugiados hebreus do norte e Jerusalém, antes uma pequena cidade de um reino pobre e isolado no sul, tornou-se o grande centro de influência entre todos os hebreus. Mais tarde, devido à recusa do rei Ezequias em continuar pagando tributos à Assíria, o rei Senaqueribe invadiu o Reino de Judá e sitiou Jerusalém, mas sem a conquistar. Segundo a Bíblia, o seu exército foi "subitamente destruído por obra de Deus". Os registros assírios em Nínive e os trabalhos arqueológicos realizados na região apontam para uma situação diferente. Embora Jerusalém tenha sido apenas saqueada e poupada da devastação e do terrorismo de estado praticados pelos assírios contra populações rebeldes, outras cidades do reino de Judá, como a rica Laquis, na região oeste do reino, não contaram com a mesma sorte e foram pilhadas, com seus moradores assassinados ou escravizados. O rei Senaqueribe, ao encerrar sua campanha na Palestina, concedeu ao reino de Judá um saldo considerado como desastroso, incluindo a redução de um terço da população do reino e a perda da rica região do Sefelá, produtora de cereais, transferida pelos assírios aos seus vassalos filisteus.

Rute (moabita)

Rute' ( /ruːθ/; hebraico "רוּת") é uma personagem bíblica, protagonista do Livro de Rute.

Saladino

Nácer Salá Adim Iúçufe ibne Aiube (em árabe: صلاح الدين يوسف بن أيوب; transl.: Ṣalāḥ ad-Dīn Yūsuf ibn Ayyūb; em curdo: سه‌لاحه‌دین ئه‌یوبی; transl.: Selah'edînê Eyubî; c. 1138 — 4 de março de 1193), mais conhecido como Saladino (em latim: Saladinus), foi um chefe militar curdo muçulmano que se tornou sultão do Egito e da Síria e liderou a oposição islâmica aos cruzados europeus no Levante. No auge de seu poder, seu domínio se estendia pelo Egito, Palestina, Síria, Iraque, Iêmem e pelo Hejaz. Foi responsável por reconquistar Jerusalém das mãos do Reino de Jerusalém, após sua vitória na Batalha de Hatim e, como tal, tornou-se uma figura emblemática na cultura curda, árabe, persa, turca e islâmica em geral. Saladino, adepto do islamismo sunita, tornou-se célebre entre os cronistas cristãos da época por sua conduta cavalheiresca, especialmente nos relatos sobre o sítio de Kerak em Moabe, e apesar de ser a nêmesis dos cruzados, conquistou o respeito de muitos deles, incluindo Ricardo Coração de Leão. Longe de se tornar uma figura odiada na Europa, tornou-se um exemplo célebre dos princípios da cavalaria medieval.

Senhorio da Transjordânia

O Senhorio da Transjordânia, Senhorio de Oultrejordain ("para além do Jordão" em francês antigo), Senhorio de Transjordão, Transjordânia ou Senhorio de Montreal foi um feudo dos estados cruzados localizado em uma área extensa e apenas parcialmente identificada, a leste do rio Jordão, anteriormente conhecida como Edom e Moabe. Posteriormente os seus territórios seriam parte do Emirado da Transjordânia, e actualmente da Jordânia.

A sul, os seus territórios estendiam-se através do deserto de Negueve até ao golfo de Ácaba (Ile de Graye, actualmente Ilha do Faraó). Na antiga região de Gileade não havia fronteiras definidas: a norte encontrava-se o mar Morto e a leste a região das caravanas e rotas de peregrinação do Hejaz, sob o domínio do sultão de Damasco.

Segundo João de Ibelin, Transjordânia era um dos quatro principais vassalos do Reino de Jerusalém (os outros três eram o Condado de Jafa e Ascalão, o Principado da Galileia e o Senhorio de Sidom). No século XIII foi chamado de senhorio por este jurista cruzado, mas poderá ter sido tratado como um principado no século XII.

Noutras línguas

This page is based on a Wikipedia article written by authors (here).
Text is available under the CC BY-SA 3.0 license; additional terms may apply.
Images, videos and audio are available under their respective licenses.