Merneptá

Merneptá, Meremptá, Merenptah ou Merneptah foi o quarto faraó da XIX dinastia egípcia do Império Novo. O nome Merenptah significa "Amado de Ptah". Governou entre 1213 e 1203 a.C.

Merneptá
Merneptá
Nascimento Século XIII a.C.
Morte 2 de maio de 1203 a.C.
Sepultamento Vale dos Reis
Progenitores Mãe:Isetnefert
Pai:Ramsés II
Filho(s) Seti II, Tausert, Amenmessés
Irmão(s) Meritamon, Amen-herkhepeshef (filho de Ramsés II), Khaemuaset
Ocupação estadista
Título Faraó
Double crown

História

Foi o 13° filho do faraó Ramessés II e de uma das suas esposas, a rainha Isitnefert. Tornou-se rei devido à morte prematura dos seus irmãos primogênitos, que deveriam suceder o pai; tinha já sessenta anos quando ascendeu ao trono.

Merenptah Louxor-RotatedAndCropped
Estátua de Meremptá no Museu de Luxor.

No quinto ano do seu reinado os Povos do Mar, vindos da Anatólia, invadiram a Líbia. Este povo foi responsável por ali introduzir as armas de bronze; junto com os Líbios, os Povos do Mar pretendiam invadir o Egipto. Os Povos do Mar e os Líbios procuraram também incitar a revolta dos Líbios do Sul e dos Núbios contra a dominação do Egipto. Meremptá não só abortou esta revolta, como também derrotou os Líbios e os Povos do Mar numa batalha que ocorreu na região ocidental do Delta do Nilo.

Num ato de generosidade, o faraó forneceu cereais aos Hititas (antigos inimigos do Egipto) durante uma período de fome motivado por mudanças climáticas na área do Mediterrâneo.

Realizou também campanhas militares na Palestina contra as cidades de Ascalão, Gezer e Yenoham, com o objectivo de manter a dominação egípcia sobre aquele território. Uma estela no seu templo funerário, que descreve as suas vitórias sobre os Líbios e as cidades da Palestina, faz referência ao nome "Israel", naquela que é a mais antiga menção não bíblica a este nome (que deve ser entendido em referência a uma tribo e não a um país). Em parte por causa disto divulgou-se a ideia de que Merneptá seria o "faraó do Êxodo", mas nada sustenta esta teoria. De resto, não existem provas arqueológicas ou históricas que sustentem a história do Êxodo ou a ideia da escravatura de um povo semita no Egipto.

Uma vez que o seu reinado foi curto, Merneptá não teve possibilidade de levar a cabo um vasto programa de obras. No entanto, salienta-se as obras no templo de Ptah em Mênfis (onde também construiu um palácio), bem como o seu templo funerário em Tebas, construído por detrás dos Colossos de Memnon e recorrendo aos materiais do templo funerário de Amenófis III.

Merneptá foi sepultado na tumba número 8 do Vale dos Reis (KV8), uma das maiores desta necrópole. A sua múmia não foi descoberta neste túmulo, mas no "esconderijo" do túmulo de Amenófis II.

Titulatura

Nome de Sa-Rá
Hieroglifo
G39N5
Z1
<
U7
N35
Q3
X1
HR4
X1 Q3
D2
Z1
U4X1
D36
H6
>
Transliteração Mr(y)-n-ptḥ ḥtp-ḥr-mȝˁt
Transliteração (ASCII) mr(i).n-ptH Htp-Hr-mAat
Transcrição Merenptah Hotep Hermaat
Tradução "O amado de Ptah que satisfaz a justiça."
Nome de Nesu-bity
Hieroglifo
M23
X1
L2
X1
<
C2E11
N35
R8A
N36
>
Transliteração bȝ-n-rˁ mry-nṯrw
Transliteração (ASCII) bA-n-ra mri-nTrw
Transcrição Baenrá Merintcheru
Tradução "O amado de e amado dos deuses."

Citações na literatura

Bibliografia

  • VERNUS, Pascal; YOYOTTE, Jean - The Book of the Pharaohs. Cornell University Press, 2003. ISBN 0-8014-4050-5
Precedido por
Ramessés II
Faraó
XIX dinastia
Sucedido por
Amenmessés
Amenemessés

Amenmessés ou Amenemessés foi um faraó da XIX dinastia egípcia que reinou entre 1204 e 1200 a.C.. Teve como nome de coroação Menri-rá-Setepenrá, o que significa "Eterno como Rá - Escolhido por Rá". Manetão atribui-lhe o nome de Ammenemes.

Amenmessés é uma figura enigmática, cujas relações familiares são desconhecidas. De acordo com Erik Hornung, Amenmessés deve ser identificado com um vice-rei da Núbia chamado Messui, que após a morte do faraó Merneptá tomou o poder, afastando o sucessor designado, Seti. Para outros autores, como Peter Clayton, Amenmessés era um filho de Merneptá.

Desconhecem-se monumentos deste faraó. A terem existido, as inscrições com o seu nome teriam sido apagadas após a sua morte, uma vez que foi um usurpador.

Com relação à representações artísticas conhece-se uma cabeça do faraó atualmente no Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque. Esta cabeça, na qual o faraó se apresenta com a "coroa azul", foi durante muito tempo atribuída a Ramessés II, mas nos anos setenta descobriu-se que ela acertava no corpo de uma estátua de Amenmessés existente no Templo de Carnaque.

O seu túmulo no Vale dos Reis (KV 10) não chegou a ser concluído, tendo Seti II mandado apagar as inscrições com o seu nome no local. Pensa-se que o túmulo foi utilizado por duas rainhas, sendo alvo de estudos recentes por parte de uma equipa da Universidade do Arizona e da Universidade de Mênfis.

Amenemés VI

Ameny Antef Amenemhat, mais conhecido como Amenemhat VI ou Amenemés VI, foi um faraó do Egito, e o oitavo pertencente à XIII Dinastia, durante o Primeiro Período Intermédio, de acordo com o Papiro de Turim. Governou de 1788 a.C. a 1785 a.C.

Cassequém

Cassequém (Khasekhem) é o nome de um faraó da II dinastia egípcia. Para alguns investigadores seria a mesma pessoa que o rei Quenerés, enquanto que outros defendem tratar-se de pessoas diferentes.

Segundo os defensores da identificação com Quenerés, Khasekhem teria mudado o seu nome quando conseguiu unificar o Egipto. A atestá-lo estaria o significado dos nomes: Khasekhem significa "o poder brilha", enquanto que Quenerés, "os dois poderes brilham", o que seria uma referência ao Alto Egito e ao Baixo Egito. A alegada mudança do nome estaria relacionada com um desejo de reconciliação entre as duas regiões, sendo Khasekhem um faraó do Alto Egito que teria conquistado o Baixo Egito.

Cláudio Cunha

Cláudio Francisco Cunha (São Paulo, 29 de julho de 1946 — Porto Alegre, 20 de abril de 2015) foi um ator e produtor cultural brasileiro.

Produziu treze longas metragens e uma dezena de curtas na década de 1970 e a partir da década de 1980, começou a trabalhar no teatro, voltando as suas origens de ator na pele do Analista de Bagé, inspirado inicialmente no sucesso literário de Luis Fernando Veríssimo. O personagem acabou virando o alter ego do interprete, que uma vez mencionou ser seu "veiculo" de humor. Na pele do "Machão Gaúcho", ele fez rir mais de 2 milhões de espectadores nos palcos de todo o Brasil. Apresentando-se tanto nos melhores teatros, como improvisando espaços, levando a peça para cidades que nunca viram espetáculos. Nas folgas de o Analista, produziu vários outros espetáculos, seguindo sempre a máxima de Brechet: "a melhor função do teatro é divertir". Em 1998, as varias versões do Analista de Bagé, apareciam no Guinness Book, com dois recordes nacionais: a peça há mais tempo em cartaz e Cunha como o ator há mais tempo num mesmo personagem. No Cinema seus grandes destaques foram "Amada Amante", onde foram computados cerca de três milhões de espectadores, "Vítimas do Prazer", objeto de estudos em vários países e o polemico Oh! Rebuceteio, onde também é o protagonista, o desvairado Nenê Garcia.

Cláudio Cunha foi casado com as atrizes Simone Carvalho e Edna Velho. Ele deixou quatro filhos e uma neta.

A última participação de Cláudio Cunha na TV seria na novela "Os Dez Mandamentos", da TV Record. De acordo com a assessoria de imprensa da emissora, ele deveria começar a gravar 11 cenas na produção a partir de sexta-feira, 24/04/2015, como o personagem Merneptá, do mesmo núcleo do Sacerdote Paser (Giuseppe Oristanio) e Ramessés (Sérgio Marone).

Cunha foi seminarista na Escola Apostólica Santa Terezinha em São Roque, onde chegou a usar batina. Faleceu no dia 20 de abril de 2015 em decorrência de um infarto.

Crocodilo (faraó)

Crocodilo, (também lido como Shendjw) foi um possível rei do período protodinástico do Egito Antigo. O rei Crocodilo foi atestado por sereques nos túmulos 315, 414 e 1549 de Tarcã. Possivelmente governou a região homônima, sendo considerado pelos estudiosos um usurpador durante o governo do sucessor de Escorpião II, Narmer.

Estela de Merneptá

A Estela de Merneptá , também referida como Meremptá ou Merenptah e Estela de Israel, é um dos únicos documentos egípcios que fazem referência ao nome de Israel (texto n.º 21), referindo-se ao povo israelita. Foi encontrada nas ruínas do templo funerário do Faraó Merneptá (1236 a.C. a 1223 a.C.) em Tebas Ocidental, encontra-se exposto no Museu Egípcio do Cairo. Pertenceu originalmente a Amenófis III (1417 a.C. a 1379 a.C.), que nela fez gravar uma descrição sobre a construção de vários templos em honra do deus Amon-Rá. A estela em pedra de granito, foi aproveitada por Merneptá para mandar esculpir a sua imagem e do deus Amon-Rá, seguindo-se 28 linhas de texto poético hieroglífico. A sua escrita é datada do 5.º ano de Merneptá e descreve a sua vitória sobre os Líbios que tinham invadido o Egito.

KV35

A KV35, no Vale dos Reis, foi a tumba utilizada pelo faraó Amenófis II descoberta em março de 1898 por Victor Loret.

A tumba tem o formato de L, típico da décima oitava dinastia, mas muitas características fizeram com que esta tumba se destacasse. A câmara funerária tem formato retangular e é dividida em seções, com pilares, superior e inferior. Sendo que a seção inferior contém o sarcófago do faraó. Este estilo de tumba tornou-se comum em câmaras reais no império novo.

Mais tarde a tumba foi usada como esconderijo de múmias. Múmias pertencentes às seguintes pessoas foram recolocadas aqui durante o terceiro período intermediário e foram identificadas graças a inscrições em seus embrulhos funerários:

Amenófis II (dono original)Câmara Lateral:

Tutemés IV

Amenófis III

Merneptá

Seti II

Siptah

Ramessés IV

Ramessés V

Ramessés VI

Uma mulher anônima identificada por alguns como a rainha Tiy, esposa de Amenófis III.

Um príncipe, identificado por alguns como Webensenu (filho de Amenófis II) cujos vasos canopo foram encontrados na tumba, ou Tutemés IV, filho mais velho do faraó Amenófis III com Tiy.

Uma "Jovem Dama" anunciada como a rainha Nefertiti (em junho de 2003, pela egiptóloga britânica Joann Fletcher). Porém, ainda persistem os debates.

Uma "desconhecida mulher D" em inscrições na tampa do sarcófago para Setnakht (talvez a rainha Tausert).

KV7

A KV7 no Vale dos Reis é a tumba do faraó Ramessés II ("Ramessés, o grande") da décima nona dinastia. Ela está localizada no vale principal, oposta à tumba de seus filhos, KV5, e próxima a tumba do seu filho sucessor, Merneptá, KV8. A localização da tumba fez com que ela fosse muito danificada pelas sucessivas alagações que invadiram o vale periodicamente.

KV8

KV8 (acrônimo de King's Valley 8), no Vale dos Reis, é a tumba de Merneptá, filho de Ramessés II e quarto faraó da 19ª dinastia. Ele assumiu o trono em idade avançada, em razão da longevidade de seu pai e da morte dos irmãos mais velhos.

A tumba fica no final de um corredor de 160 metros. Escavada e pesquisada de forma sistemática por Howard Carter, descobridor da tumba de Tutancamon, a KV8 é conhecida desde a Antiguidade e recebeu a visita de diversas expedições científicas e arqueólogos:

1737-1738 : Richard Pococke;

1799 : Expedição napoleônica;

1825 : James Burton;

1825-1835 : Robert Hay;

1826-1827 : Edward William Lane;

1844-1845 : Karl Richard Lepsius;

1903-1904 : Howard Carter;

1985-1988 : Edwin C. Brock.

Mentuotepe I

Mentuotepe I (Mentuhotep) é considerado um nomarca de Tebas e governante independente do Alto Egito durante o início do Primeiro Período Intermediário. Posteriormente foi, provavelmente, considerado o fundador da XI dinastia egípcia, que passou à proeminência sob Intefe II e Mentuotepe II.

Oásis de Farafra

O Oásis de Farafra localiza-se no Egipto, no deserto da Líbia (ou deserto ocidental), a 300 quilómetros do vale do rio Nilo, praticamente na mesma latitude que Assiut. Situa-se entre o oásis de Bahareia (a norte) e o oásis de Dakhla (a sul). Possui uma população de cerca de 4000 habitantes, que habitam na sua quase totalidade em Kasr el-Farafra, única localidade do oásis.

Era denominado pelos antigos Egípcios como "Ta-ihet", o que significa "a região da vaca", numa alusão à deusa Hator. O nome "Ta-ihet" está atestado em textos do Império Antigo (V dinastia) e do Império Médio, conhecendo-se também inscrições do tempo de Ramessés II e de Merneptá que se referem a ele (no primeiro caso como local onde se podem encontrar tâmaras e no segundo trata-se de uma referência à ocupação do oásis por tropas líbias). Apesar disso, no oásis não foram encontrados até hoje nenhuns vestígios de ocupação faraónica.

As ruínas conhecidas datam da época romana (30 a.C. - 395 d.C.) e encontram-se na região norte, em Ain el-Uadi e Uadi Abu. No noroeste, em Ain Dallaf, encontram-se vestígios de uma cidade cristã do século V. Os estudos arqueológicos mais recentes do oásis têm procurado identificar uma ocupação pré-histórica.

Os habitantes do oásis vivem da agricultura, produzindo melões, tâmaras, arroz e feijões que são levados para outras partes do Egipto. Em tempos mais recentes tem sido explorado como actividade económica o turismo. Numa das casas de barro típicas do oásis encontra-se um museu criado por Badr Abdel Moghny, um artista beduíno local. Cada casa do museu está associada a um tema diferente ligado ao oásis.

Piazza del Popolo

A Piazza del Popolo (em português: Praça do Povo) é uma das célebres praças de Roma.

A praça e a sua porta constituem um óptimo exemplo de "estratificação" arquitectónica, um fenómeno consumado na Cidade Eterna, fruto das várias intervenções por parte dos pontifícios que comportavam modificações e reelaborações dos trabalhos edificadores e viários.

A igreja de Santa Maria del Popolo, ao lado da porta, foi erigida no século XI no local onde Nero morreu e foi sepultado, sendo mais tarde reconstruída por sob o papado de Sisto IV, por Baccio Pontelli e Andrea Bregno, entre 1472 e 1477, que lhe imprimiram um aspecto maioritariamente renascentista. Entre 1655 e 1660, o papa Alexandre VII decidiu restaurar a igreja, dando-lhe um aspecto brioso; para isso encarregou Gian Lorenzo Bernini, que restauraria novamente a igreja, desta vez imprimindo-lhe uma expressão barroca que permaneceu até hoje. A igreja acolhe obras artísticas de grande relevo: de Caravaggio, a "Conversão de São Paulo" e a "Crucificação de São Pedro", bem como vários afrescos de Pinturicchio, "Assunção da Virgem" de Annibale Carracci. No campo da arquitectura, está patente a marca de Rafael Sanzio e de Bramante, e algumas esculturas de Andrea Bregno e de Gian Lorenzo Bernini, como o magnífico órgão sobre dois anjos em bronze.

Entre 1562 e 1565, Nanni di Baccio Bigio, encarregado pelo papa Pio IV (Médici), opera sobre a fachada externa da Porta del Popolo. Sucessivamente, em 1655, o papa Alexandre VII encarregou Gian Lorenzo Bernini dos trabalhos de remodelação da fachada interna.

Em 1572,o papa Gregório XIII mandou colocar no centro da praça uma fonte de Giacomo della Porta, uma das dezoito novas fontes projectadas após o restauro do aqueduto Acqua Vergine.

Em 1589, o papa Sisti V adornou a praça com um grande obelisco colocado no seu centro, o obelisco Flaminio de 24 metros de altura, construído no tempo dos faraós Ramessés II e Merneptá (1232-1220 a.C.), levado para Roma por Augusto e anteriormente colocado no Circo Máximo. Domenico Fontana encarregado da mudança de posição do obelisco, deslocou a fonte de Giacomo della Porta ligeiramente para sul, em direcção à Via del Corso, para permitir a colocação central do mesmo.

As duas igrejas gémeas, como são chamadas Santa Maria in Montesanto (1675) e Santa Maria dei Miracoli ou dos Milagres (1678) por serem simétricas, foram construídas segundo o desejo de Alexandre VII, embora os trabalhos terminassem apenas após o final do seu papado (1667), renovando profundamente o aspecto da praça e constituindo os dois pólos do "Tridente", formado pela Via del Corso, Via del Babuino e Via Ripetta. Os dois edifícios foram iniciados por Carlo Rainaldi e completados por Bernini, com a colaboração de Carlo Fontana.

A forma da praça assumiria a configuração actual apenas nos finais do século XVIII. Anteriormente era uma modesta praça de forma trapezoidal, alargando-se em direcção ao Tridente. Com efeito, à época das ocupação napoleónica o aspecto arquitectónico e urbanístico da praça seria revisto por Giuseppe Valadier, autor da última transformação da praça. Graças à sua intervenção, a praça assumiu uma forma elíptica, na parte central, conjugada com uma dupla êxedra, e decorada com numerosas fontes e estátuas, que se estendem em direcção ao rio Tibre.

Em 1818, Valadier removeu a velha fonte de Giacomo della Porta que, em 1823, sob o pontificado de Leão XII (1822-1829) seria substituída por uma nova expressão arquitectónica com quatro leões em mármore que deitavam água em quatro vasos. Valadier continuaria a sua obre de restauração, também na zona dos pendentes do Pincio, ligando-a à Piazza del Popolo e às sete colinas, terminando em 1834.

Entre 1878 e 1879 foram demolidas as duas torres laterais que serviam para fortificar a porta.

Depois da brecha na Porta Pia, foi construída uma nova estrada de acesso à praça. A última intervenção estrutural relevante ocorreu na época fascista, em 1936, com a inauguração do novo aqueduto Vergine.

Actualmente, a Piazza del Popolo é uma ampla "zona pedonal" (área para pedestres, sem acesso de veículos) e local de eventos públicos, nomeadamente grandes manifestações, importantes para a cidade.

Ramessés II

Ramessés II ou Ramsés II, também conhecido pela titulatura Ozymandias, foi o terceiro faraó da XIX dinastia egípcia, uma das dinastias que compõem o Império Novo. Reinou entre aproximadamente 1279 a.C. e 1213 a.C., tendo tido um dos mais prestigiosos reinados da história egípcia, nos aspetos económico, administrativo, cultural e militar. Foi também um dos mais longos reinados da história egípcia. Houve 11 Ramessés no reino do Egito, mas apenas ele foi chamado de Ramessés, o Grande.

Ramessés III

Ramessés III (Titulatura real egípcia: Usermaat-re-meryamun) foi o segundo faraó da XX dinastia egípcia, e é considerado como o último grande faraó do Império Novo a exercer uma grande autoridade sobre o Egito. Ele era filho do faraó Setnakht com a rainha Tiy-merenese. O reinado de Ramessés III durou, aproximadamente, de 1194 – 1163 a.C., 31 anos.

Senebecai

Senebecai (em egípcio: Seneb Kay) foi um faraó do antigo Egito, pertencente a XVI dinastia (dinastia da região de Abidos) e o seu reinado, que foi de quatro anos e meio, data de aproximadamente 1.650 anos antes de Cristo.

Sua tumba foi descoberta por um grupo de arqueólogos do Egito e dos Estados Unidos (equipe da Universidade da Pensilvânia) no final do ano de 2013 e seus restos podem indicar que Senebecai foi um dos primeiros faraós a governar a região nesta dinastia.

== Referências ==

Setenés

Setenés (Senethes e Senedj) foi um faraó da II dinastia egípcia e que governou o Egito por vinte anos. Residiu em Mênfis. Uma capela foi erigida no templo funerário de Setenés para Peribsen, um de seus sucessores.

Seti II

Seti II foi um faraó da XIX dinastia egípcia que governou entre cerca de 1200 e 1194 a.C.. O seu prenome ou nome de coroação foi Userkheperu-rá, o que significa "Poderosas são as formas de Rá".

Seti II deveria ter sucedido ao seu pai, o rei Merneptá, caso não se tivesse verificado a usurpação do poder realizada por Amenmesés. Quando este faleceu, Seti II pôde então governar. O seu reinado é considerado como um período de relativa paz. Do ponto de vista económico, sabe-se que as minas de turquesa de Serabit el-Khadim Sinai foram exploradas no seu reinado.

Teve pelo menos três esposas, Takhat II, Tauseret e Tiáa. Com Tauseret, que se tornaria mais tarde faraó, Seti teve um filho que foi o herdeiro, mas que acabou por falecer precocemente. Seti II seria sucedido por Siptah, seu filho com Tiáa.

Foi sepultado no Vale dos Reis (KV15), mas a sua múmia (que revelou que o rei sofreu de artrite) seria transladada mais tarde para o túmulo de Amenófis II (KV35).

Tausserte

Tausserte (Tausert) ou Tuosserete (Twosret) foi uma rainha egípcia da XIX dinastia que à semelhança de Hatexepsute governou o Antigo Egipto sozinha. O seu nome significa "A Poderosa".

As informações disponíveis sobre Tausserte são escassas. Pensa-se que fosse uma princesa descendente da família de Ramessés II, que como se sabe teve inúmeros filhos das suas esposas e concubinas (supostamente mais de 150). Tausserte foi casada com o faraó Seti II, filho de Merneptá. O reinado de Seti II durou seis anos, sugerindo alguns autores que o rei foi perturbado por um usurpador, Amenemósis, descendente de Ramessés II.

Seti II teve três esposas. Com a sua primeira esposa, Takhat II, o rei não teve filhos; com Tausserte teve um filho que possivelmente morreu ao nascimento, o príncipe Seti-Merneptá. Com uma mulher síria, Sutailja, Seti II teve Siptá, que apenas governou durante seis anos. As análises

à múmia de Siptá revelam que este rei teve uma fraca saúde, possuindo uma perna atrofiada em resultado de poliomielite, sendo provável que o seu reinado tenha sido mais teórico do que efectivo.

Assim sendo, Tausserte enquanto "Grande Esposa Real" de Seti II foi regente face à menoridade e fraca saúde de Siptá. Tausserte foi auxiliada na sua acção governativa pelo Chanceller Bay, um escriba de Seti II de ascendência síria. Quando Siptá faleceu, Tausserte governou ainda durante mais dois anos.

O nome da rainha encontra-se inscrito em monumentos da região do Delta do Nilo, no deserto do Sinai e na Núbia. A sul do Ramesseum, Tausserte ordenou a construção de um templo funerário, que foi descoberto por William Petrie.

Pensa-se que Tausserte foi inicialmente sepultada no Vale dos Reis, no túmulo número 14 (KV14), um das maiores desta necrópole com 110 metros de comprimento. Este túmulo seria mais tarde apropriado por Setnakht, primeiro faraó da XX dinastia. Dele apenas se preservam uma pequena parte dos tesouros. A múmia da rainha não foi ainda identificada, tendo sido sugerido que os restos de uma mulher encontrados no túmulo número 35 do Vale dos Reis possam ser de Tausserte.

O nome desta rainha aparece sobre a forma Taoser na obra Roman de la momie do escritor Théophile Gautier, mas a personagem retratada não tem qualquer relação com a rainha.

XIX dinastia egípcia

A XIX dinastia egípcia foi fundada em 1 295 a.C., quando o faraó Ramessés I assumiu o trono. O último faraó da XVIII dinastia, Horemheb, conseguiu no seu reinado de cerca de um quarto de século estabilizar o Império Egípcio e as suas fronteiras, após o conturbado período dos Reis de Amarna. Contudo, morreu sem herdeiros e deixou como sucessor o seu vizir: Paramesse, agora, Ramessés I. Conquanto todas as glórias posteriores, a XIX dinastia egípcia inicia-se de uma maneira algo recatada não existindo sobre o reinado de Ramessés I grande documentação. A explicação para tal poderá residir na já avançada idade do vizir agora monarca: 50 anos. De facto Ramessés I morre no seu segundo ano de reinado sem deixar grande marca na história. No entanto, a sua Grande Esposa Real, foi a pioneira na criação de túmulos no Vale das Rainhas. Até à data, as rainhas eram normalmente sepultadas nos túmulos dos seus esposos. Se morressem posteriormente, o túmulo seria reaberto. Contudo, Sitré teve direito a túmulo próprio (QV 38) numa zona adjacente ao Vale dos Reis, hoje conhecida como Vale das Rainhas. Abriu um precedente que seria depois seguido para as principais damas da Família Real e para os príncipes secundogénitos.

Noutras línguas

This page is based on a Wikipedia article written by authors (here).
Text is available under the CC BY-SA 3.0 license; additional terms may apply.
Images, videos and audio are available under their respective licenses.