Manuscrito

Um manuscrito, do latim manu= mãos e scriptus=escrever,[1] é um documento escrito ou copiado à mão sobre um suporte físico (p. ex., pergaminho ou papel) utilizando um instrumento (pena, cálamo, lápis, caneta, esferográfica, etc.) e um meio (tinta).

O manuscrito não deve ser confundido com outras formas de escrita, como o dactiloscrito, isto é, um documento escrito ou copiado através da utilização de uma máquina de escrever.

O termo manuscrito também é usado para o texto original de um autor (escritor, poeta, ensaísta etc.), em oposição ao texto revisto ou editado posteriormente por outras pessoas que não o autor.

Quando escrito pela mão do autor o manuscrito designa-se por manuscrito autógrafo.

Thucydides Manuscript
Minúsculo manuscrito do livro História da Guerra do Peloponeso de Tucídides.

Notas

  1. Cf. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.

Ver também

Beowulf

Beowulf é um poema épico, escrito em língua anglo-saxã, por autor desconhecido, possivelmente no século VIII, cujo único manuscrito existente está datado para ca. 1 000. Escrito em 3 182 linhas, com o emprego de aliteração, é o poema mais longo do pequeno conjunto da literatura anglo-saxã, e um marco da literatura medieval. Aborda eventuais acontecimentos e personagens da Dinamarca, e em menor grau do sul da Suécia, no século VI, tendo como figura central o lendário Beowulf.

Apesar de haver sido escrito na atual Inglaterra, a história se refere a eventos ocorridos na Escandinávia, mais especificamente nas atuais Suécia e Dinamarca. O poema está centrado nos feitos de Beowulf, herói da tribo dos gēatas - talvez identificáveis com os Gautas da Gotalândia (Suécia) ou os Gutas da ilha da Gotlândia - que com sua excepcional força e coragem livra os dinamarqueses da ameaça de dois monstros diabólicos e, já coroado rei do seu povo, combate e mata um dragão, numa batalha que acaba por custar-lhe a vida.

O único manuscrito existente de Beowulf data do século XI, mas acredita-se que o poema original possa ter sido escrito antes. A narrativa é lendária, mas alguns eventos e personagens possivelmente históricos dos séculos V e VI são também referidos no texto.

Codex Alexandrinus

Codex Alexandrinus (códigos de referência: Londres, Brit. Libr. MS Royal 1. D. V-VIII; Gregory-Aland nº A ou 02, [Soden δ 4]) é um manuscrito da Bíblia em grego koiné do século V. Ele contém a maior parte da Septuaginta e o Novo Testamento. É um dos quatro grandes códices unciais. Juntamente com o Codex Sinaiticus e o Vaticanus, é um dos mais antigos e mais completos manuscritos da Bíblia. Brian Walton designou-o com a letra latina "A" em sua Bíblia poliglota em 1657 e esta referência foi mantida quando o sistema foi padronizado por Wettstein em 1751, o que colocou o Alexandrinus no topo da lista de manuscritos bíblicos.Ele é originário da cidade de Alexandria, onde permaneceu algum tempo até ser comprado pelo patriarca de Constantinopla Cirilo Lucaris (m. 1638). No século XVII ele foi presenteado ao rei Carlos I da Inglaterra. Até a compra do Codex Sinaiticus, era o melhor manuscrito da Bíblia grega no Reino Unido e os dois atualmente estão preservados em vitrines da Galeria Ritblat do Museu Britânico. Uma versão fotográfica do volume do Novo Testamento está disponível no site da Biblioteca Britânica. Como o texto deste manuscrito é representativo de diferentes tradições, partes diferentes do códice tem importâncias diferentes para a crítica textual .

Codex Sinaiticus

Codex Sinaiticus (em grego: Σιναϊτικός Κώδικας, em hebraico: קודקס סינאיטיקוס; códigos de referência: Londres, Brit. Libr., manuscritos adicionais 43725; Gregory-Aland nº א [Aleph] ou 01, [Soden δ 2]) ou Bíblia do Sinai é um dos quatro grandes códices unciais, uma antiga cópia manuscrita da Bíblia em grego koiné.Este códice é um manuscrito de texto-tipo alexandrino escrito no século IV em letras unciais em pergaminho. O entendimento acadêmico moderno considera o Codex Sinaiticus como sendo um dos melhores textos gregos do Novo Testamento juntamente com o Codex Vaticanus. Até sua descoberta por Constantin von Tischendorf, o Codex Vaticanus não tinha paralelos.O Codex Sinaiticus atraiu a atenção dos estudiosos no século XIX ainda no Mosteiro de Santa Catarina, na península do Sinai, e um material adicional foi descoberto depois nos séculos XX e XXI. Embora partes do códice estejam espalhadas por quatro bibliotecas, a maior parte do manuscrito está hoje na Biblioteca Britânica, em Londres, aberto à visitação pública. Desde a sua descoberta, o estudo do Codex Sinaiticus vem se mostrando extremamente útil para a disciplina da crítica bíblica.

Apesar de grandes porções do Antigo Testamento estejam faltando,assume-se que o códice originalmente continha os dois testamentos completos. Cerca de metade do texto do Antigo Testamento em grego (ou Septuaginta) sobreviveu juntamente com todo o Novo Testamento, todos os livros deuterocanônicos, a Epístola de Barnabé e partes do Pastor de Hermas.

Escrita uncial

Uncial é uma grafia particular dos alfabetos latino e grego, utilizada a partir do século III ao século VIII nos manuscritos, pelos amanuenses latinos e bizantinos. Posteriormente, do século VIII ao século XIII, foi usada sobretudo nos títulos, capítulos ou seções de livros, sendo gradativamente substituída pela minúscula carolina.

Constituía-se de letras grandes, arredondadas que, mesmo conservando a forma das maiúsculas, já prenunciavam as minúsculas carolinas. É por excelência a grafia dos codex adaptada à pena. Com o advento da imprensa, desapareceu definitivamente do uso corrente.

Os manuscritos unciais (escritos em koiné maiúsculo) destacam-se em relação aos manuscritos na escrita cursiva (escritos em minúsculas) devido principalmente ao fato de serem mais antigos e portanto mais próximos dos originais “autógrafos”. Suas letras eram bem juntas umas das outras a fim de economizar espaço no pergaminho. Há pelo menos 170 porções de unciais no Novo Testamento, sendo 44 delas escritas em folhas de pergaminho e não em rolos de papiro.

Os principais manuscritos gregos unciais são:

Codex Athous Lavrensis (século VIII)

Codex Coridethianus(século IX)

Codex Sangallensis (século IX)

Codex Porphyrianus (século IX)

Codex Regius (c. século XI-XIII)

Codex Petropolitanus Purpureus

Codex Boreelianus (século IX)

Codex Claromontanus

Codex Sinaiticus (ALEF)

Codex Alexandrinus (A)

Codex Vaticanus (B)

Codex Efraemi Rescriptus (C)

Codex Bezae (D)

Codex Washingtoniensis (W)

Evangelho de Tomé

O Evangelho de Tomé, preservado em versão completa num manuscrito copta em Nag Hammadi, é uma lista de 114 ditos atribuídos a Jesus. Alguns são semelhantes aos dos evangelhos canônicos de Mateus, Marcos, Lucas e João, mas outros eram desconhecidos até a descoberta desse manuscrito em 1945. Tomé não explora, como os demais, a forma narrativa, apenas cita —de forma não estruturada— as frases, os ditos ou diálogos breves de Jesus a seus discípulos, contados a Tomé, dito Dídimo ("gêmeo" em grego), sem incluí-los em qualquer narrativa, nem apresentá-los em contexto filosófico ou retórico.

Fólio

Fólio, do latim folium é, em sentido estrito, uma folha de papiro, pergaminho ou papel resultante da dobragem ao meio de uma folha maior, inteira: um bifólio. Generalizou-se, contudo, o termo fólio para designar as unidades de qualquer dimensão de um caderno manuscrito, ou ainda a indicação do número de cada página numa publicação.Assim, enquanto os pares de páginas dos livros manuscritos constituem os seus fólios, já os dos livros impressos são as suas folhas. No livro manuscrito, apenas o rosto dos fólios recebe numeração, designando-se cada uma das respectivas páginas mediante o recurso aos símbolos r (anverso, rosto ou recto) e v (verso); ex: o fólio 35 de um qualquer códice tem uma página direita que se refere abreviadamente como fol. 35r e uma página esquerda que será o fol. 35v. À numeração dos fólios dá-se o nome de foliação.

Iluminura

Iluminura é um tipo de pintura decorativa aplicada às letras capitulares dos códices de pergaminho medievais. O termo se aplica igualmente ao conjunto de elementos decorativos e representações imagéticas executadas nos manuscritos produzidos principalmente nos conventos e abadias da Idade Média. A sua elaboração era um ofício refinado e bastante importante no contexto da arte do Medievo.

No século XIII, "iluminura" referia-se sobretudo ao uso de douração. Portanto, um manuscrito iluminado seria, no sentido estrito, aquele decorado com ouro (ou prata). Supõe-se que o termo 'iluminura' seja derivado de 'iluminar' (do verbo latino illuminare), por alusão às cores luminosas e vibrantes dos elementos decorativos, que se destacavam na página escrita. É possível também que a palavra derive de alume, especificamente em alusão ao alume de potássio (sulfato duplo de alumínio e potássio dodecaidratado, chamado de "lume" no Medievo), que era misturado a corantes vegetais, obtendo-se, assim a laca aluminada, frequentemente usada nas iluminuras.A palavra 'iluminura' é frequentemente associada a miniatura, termo italiano derivado do latino miniare, que significa pintar com mínio, um pigmento de cor vermelha (podendo corresponder ao cinábrio, isto é, ao sulfeto natural de mercúrio ou, segundo outras fontes, ao óxido de chumbo). Uma miniatura designa, em sentido amplo, a representação de uma cena ou de um personagem em um espaço independente da letra inicial (capitular) do manuscrito . O termo sofreu influência semântica da noção de 'pequena dimensão', expressa em latim por minor, óris, minus ("menor") e minìmum,i ("pequena quantidade"). A arte dos povos bárbaros, que conquistaram o Ocidente e se converteram ao cristianismo, era portátil, baseada em objetos pequenos. Assim, segundo Houaiss, o termo se difundiu através do francês e do inglês, no século XVI, com predominância do significado "representação em pequenas dimensões".

O estudo da pintura da Idade Média mostra que a iluminura precedeu muitos séculos a pintura de quadros. A esta indiscutível prioridade de tempo se agregam ainda outras vantagens. A primeira é o número prodigioso de obras vindas a atualidade e, sobretudo, o seu excelente estado de conservação. Somente o mosaico pode rivalizar neste particular com a iluminura. Os frescos atacados pela luz do sol e pela umidade desbotam e fendem-se, a ponto de se perderem completamente. A pintura em tábua desagrega-se sob os efeitos climatéricos e por vezes os parasitas da madeira a destroem inteiramente. As iluminuras, ao contrário, pintadas sobre pergaminho incorruptível, ao abrigo da luz, em bibliotecas bem fechadas, desafiam os séculos. Se a superfície das tintas guaches estala, por vezes, ligeiramente, a maior parte delas guarda a primitiva frescura, e os fundos de ouro brilham como no primeiro dia. O pesquisador moderno que folheia nas bibliotecas estes veneráveis manuscritos encontra-se muitas vezes em presença de documentos virgens que não sofreram nenhum atentado desde os reinos longínquos dos carolíngios. Vê exatamente e sem alteração o que viram os príncipes bibliófilos da Idade Média, como Carlos, o Calvoou o duque João de Berry.Os manuscritos iluminados impõem-se à atenção dos historiadores da arte e da civilização, pela variedade dos assuntos. Menos vigiado pelos teólogos, o iluminista medieval podia juntar aos temas religiosos tradicionais cenas familiares que são outros tantos documentos valiosos para a história do mobiliário, trajes e costumes antigos. Daqui nasce que a miniatura foi um verdadeiro campo de experiências da pintura. Um fato surpreendente ainda e que merece a atenção dos estudiosos é que a influência da iluminura, longe de se limitar, como se supõe, à pintura, estendeu-se também à escultura.

Livro

Livro (do latim liber) é um objeto transportável, composto por páginas encadernadas, contendo texto manuscrito ou impresso e/ou imagens e que forma uma publicação unitária (ou foi concebido como tal) ou a parte principal de um trabalho literário, científico ou outro, formando um volume.

Em ciência da informação, o livro é chamado monografia, para distingui-lo de outros tipos de publicações como revistas, periódicos, teses, tesauros, artigos e etc..

O livro é um produto intelectual e, como tal, encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas. Mas também é nos dias de hoje um produto de consumo, um bem. Portanto, a parte final de sua produção é realizada por meios industriais (impressão e distribuição), envolvendo também o design de livros. A tarefa de criar um conteúdo passível de ser transformado em livro é tarefa do autor. Já a produção dos livros, no que concerne a transformar os originais num produto comercializável, é tarefa do editor, em geral contratado por uma editora. A coleta, a organização e a indexação de coleções de livros, por outro lado, é típica do bibliotecário. Finalmente, destaca-se também o livreiro, cuja função principal é disponibilizar os livros editados ao público em geral, vendendo-os nas livrarias generalistas ou de especialidade. Compete também ao livreiro todo o trabalho de pesquisa que vá ao encontro da vontade dos leitores.

Língua japonesa

A língua japonesa (日本語; nihongo) é um idioma do leste asiático falado por cerca de 128 milhões de pessoas, principalmente no Japão, onde é a língua nacional. É membro da família das línguas japônicas e sua relação com outras línguas, como o coreano, é debatida. O japonês foi agrupado com famílias linguísticas como a Ainu, as Austro-asiáticas e a agora desacreditada Altaica, mas nenhuma dessas propostas ganhou ampla aceitação.

Pouco se sabe sobre a pré-história da língua japonesa, ou quando apareceu pela primeira vez no Japão. Documentos chineses do século III d.C registraram algumas palavras japonesas, mas textos substanciais não apareceram até o século VIII. Durante o período Heian (794–1185), os chineses tiveram considerável influência no vocabulário e na fonologia do japonês antigo. Os japoneses do final do período médio (1185-1600) incluíam mudanças nas características que o aproximavam da linguagem moderna e a primeira aparição de empréstimos europeus. O dialeto padrão mudou-se da região de Kansai para a região de Edo (onde hoje fica Tóquio) no início do período japonês moderno (início do século XVII a meados do século XIX). Após o fim, em 1853, do isolamento auto-imposto do Japão, o fluxo de empréstimos das línguas europeias aumentou significativamente. Várias palavras emprestadas do inglês, em particular, tornaram-se frequentes e palavras japonesas de raízes inglesas proliferaram.

O japonês é uma língua aglutinante, com uma fonotaxia simples, um sistema de vogais puras, vogais fonêmicas e comprimento de consoante e um sotaque lexicalmente significativo. A ordem das palavras é normalmente sujeito-objeto-verbo com partículas marcando a função gramatical das palavras, e a estrutura da frase é tópico-comentário. Partículas de sentenças finais são usadas para adicionar impacto emocional ou enfático, ou fazer perguntas. Os substantivos não têm número gramatical ou gênero, e não há artigos. Os verbos são conjugados, principalmente para tempo e voz, mas não para pessoa. Equivalentes japoneses de adjetivos também são conjugados. O japonês tem um complexo sistema de construções honoríficas com formas verbais e vocabulário para indicar o status relativo do falante, do ouvinte e das pessoas mencionadas.

O japonês não tem relação genética com o chinês, mas faz uso extensivo dos caracteres chineses, chamados de kanji (漢字), em seu sistema de escrita, e uma grande parte do seu vocabulário é emprestada da língua chinesa. Junto com o kanji, o sistema de escrita japonês usa principalmente dois silabários, o hiragana (ひらがな; 平仮名) e o katakana (カタカナ; 片仮名). O alfabeto latino (ou romaji) é usada de maneira limitada, como para acrônimos importados, e o sistema numeral usa principalmente números arábicos ao lado de numerais chineses tradicionais.

Manuscrito bíblico

Manuscrito bíblico - é o termo utilizado para referir-se a qualquer cópia feita a mão de um texto bíblico. A palavra Bíblia vem do grego biblion (livro). Já a palavra manuscrito vem do latim manu (mão) e scriptum (escrito). Manuscritos bíblicos variam grandemente em tamanho, indo desde pequeníssimos rolos de pergaminho contendo versos da escrituras judaicas (ver: Tefilin) até grandes códices poliglotas contendo tanto o Antigo Testamento (ou Tanakh) quanto o Novo Testamento, assim como textos não canônicos.

O estudo de manuscritos bíblicos é de grande importância, pois cópias manuscritas de textos costumam apresentar erros. A ciência da crítica textual (ver: Crítica da Bíblia) procura reconstruir o conteúdo dos textos originais a partir destes manuscritos, produzidos em geral antes da invenção da imprensa.

Manuscritos Maçônicos

Há um grande número de manuscritos maçônicos que são historicamente importantes no desenvolvimento da Maçonaria. Os mais numerosos são as Old Charges (ou Antigos Deveres) e Constituições. Esses documentos esboçavam uma história da Maçonaria, traçando suas origens a uma raiz bíblica ou clássica, seguida por regulamentações da organização e as responsabilidades de seus diferentes graus. Os textos mais raros são antigas cópias manuscritas do ritual, que oferecem um limitado entendimento dos primeiros ritos maçônicos. Por fim, as atas das primeiras lojas e Grandes Lojas, que permitem um vislumbre das personalidades e eventos que moldaram a Maçonaria em seus primórdios.

Outros documentos antigos estão inclusos neste artigo. O Pergaminho de Kirkwall é um rolo de linho pintada à mão, provavelmente utilizado como tapeçaria, agora aos cuidados de uma loja nas Órcades, o qual tem sido objeto de controvérsias. Documentos operativos iniciais e as constituições impressas posteriormente são brevemente comentados.

Manuscritos do Mar Morto

Os Manuscritos do Mar Morto são uma coleção de centenas de textos e fragmentos de texto encontrados em cavernas de Qumran, no Mar Morto, no fim da década de 1940 e durante a década de 1950. Foram compilados por uma doutrina de judeus conhecida como Essênios, que viveram em Qumran do século II a.C. até aproximadamente 70. Porções de toda a Bíblia Hebraica foram encontradas, exceto do Livro de Ester e do Livro de Neemias. Os manuscritos incluem também Livros apócrifos e livros de regras da própria seita. Os Manuscritos do Mar Morto são de longe a versão mais antiga do texto bíblico, datando de mil anos antes do que o texto original da Bíblia Hebraica, usado pelos judeus atualmente. Atualmente, estão guardados no Santuário do Livro do Museu de Israel, em Jerusalém.

Oração do Apóstolo Paulo

A Prece do apóstolo Paulo é o primeiro manuscrito do Codex I da Biblioteca de Nag Hammadi. Aparentemente, ele foi adicionado ao códice após os tratados mais longos terem sido copiados. Embora o texto, assim como nos demais códices, ter sido escrito em cóptico, o título está em grego, que era sua língua original. Estão faltando aproximadamente duas linhas no início do texto .

Rolo (manuscrito)

Rolos de papiro, papel e pergaminho, entre outros materiais, são utilizados como suporte para a escrita de textos e execução de pinturas, entres outros, com o objetivo de transmitir ou manter alguma informação ou mensagem, em alguns casos usado apenas como decoração.

Uma forma especial de rolo, denominado "whirlwind book", consiste em um bambu com lista de diversas partes de papel enrolado.

== Referências ==

Roteiro

O roteiro (pt-BR) ou argumento ou guião (pt), em inglês script (forma reduzida de manuscript - manuscrito), é a forma escrita de qualquer espetáculo audiovisual, escrito por um ou vários profissionais que são chamados de roteiristas (argumentistas ou guionistas).

O roteiro ou argumento é um documento narrativo utilizado como diretriz para espetáculos de cinema, programas televisivos ou jogos eletrônicos.

Roteiros de ficção contêm a íntegra de um filme ou de um capítulo de novela ou seriado, divididos em cenas numeradas que descrevem os personagens e os cenários. O roteiro inclui todos os diálogos, com indicações para os atores quanto à entonação da voz e à atitude corporal. Além disso, informa o horário em que cada cena deve ser filmada ("Dia", Noite", "Pôr do sol", "Amanhecer", etc.) e se a cena é "Externa" (filmada ao ar livre) ou "Interna" (gravada em estúdio). E quando isso ocorre é chamado de ambu.

Também espetáculos de não ficção, como a festa da entrega do Oscar ou o Criança Esperança dependem de um roteiro, assim como documentários e filmes publicitários. Cada um tem uma linguagem própria.

O roteiro técnico, desenvolvido posteriormente, dá indicações quanto ao posicionamento das câmeras, uso de gruas, iluminação e efeitos audiovisuais. É preparado pelo diretor do espetáculo, em conjunto com a equipe técnica e, eventualmente, com o roteirista.

O roteirista pode indicar, nos diálogos, a entonação do personagem com marcações como "ríspido", "alegre", "surpreso", etc. Modernamente, no entanto, reduz-se ao mínimo necessário a interferência do roteirista no trabalho do ator, que é conduzido pelo diretor. A falta absoluta dessas indicações, no entanto, pode levar a erros de interpretação quanto às intenções de uma fala.

Emoções 'invisíveis' dos personagens não são indicadas pelos roteiros porque precisam ser mostradas ao espectador

através da vivência das ações dos atores em frente a câmera. Daí a noção essencial aos escritores de roteiro de que

"escrever é igual a descrever". As emoções que o espectador sente a partir do estímulo da cena a que ele assiste

num filme resultam da interpretação dos diferentes eventos descritos no roteiro que acontecem em frente a câmera, como ações e movimentos. Em termos da linguagem semiótica, pode-se dizer que a cena contém indicações ao espectador, que precisa decodificar e interpretar o que lhe é mostrado. Um roteiro em que as ações descritas se sucedem

e fazem perceber um significado a partir do conjunto das ações é um bom roteiro.

Não são chamadas de 'roteiro' as peças de dramaturgia destinadas ao teatro nem o esquema a ser seguido em um noticiário. As primeiras são chamadas simplesmente de "peça" e o segundo recebe, no jargão técnico, o nome de espelho.

Sir Thomas More (peça)

Sir Thomas More é uma peça de teatro isabelina que retrata a vida de Thomas More. O que sobrevive da peça é apenas um único manuscrito, agora propriedade da Biblioteca Britânica.

A principal referência a respeito da peça é que fora escrita por William Shakespeare, mas o manuscrito também é importante para o estudo de como era a censura do drama isabelino.

The Second Maiden's Tragedy

The Second Maiden's Tragedy é uma peça de teatro jacobina que sobreviveu em manuscrito. Foi escrita por volta de 1611, e encenada no mesmo ano pelos The King's Men. O manuscrito que sobreviveu é uma cópia que passou pela censura, e por isso há notas e anulações no documento. O manuscrito foi adquirido, e não impresso, pelo editor Humphrey Moseley depois do fechamento de teatros em 1642. Em 1807, o manuscrito foi comprado pelo Museu Britânico.

Viela (instrumento musical)

A viela (do francês: vielle ) é um instrumento musical medieval de cordas friccionadas, antecessor do violino e similar à lira da braccio.

Surgiu na Europa, no século X, possivelmente como uma derivação da lira bizantina, que, por sua vez, era uma versão do rabāb árabe. As vielas medievais variavam em tamanho e forma. Geralmente tinham as cavilhas de ajuste na frente ou atrás, dispostas em um disco de junção plano e redondo ou em forma de coração, com três a cinco cordas afinadas em quintas (como dó-sol-ré etc.). O corpo do instrumento era frequentemente cinturado.

Noutras línguas

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