Livros de Samuel

Os dois Livros de Samuel (em hebraico: Sefer Shmuel ספר שמואל), I Samuel e II Samuel, são parte da narrativa da história de Israel na seção dos "profetas" (nevi'im) da Bíblia hebraica (Antigo Testamento cristão). Muitos estudiosos bíblicos consideram-nos parte da história deuteronômica, uma série de livros (Josué, Juízes, Samuel e Reis) que contem a história teológica dos israelitas e que tem por objetivo explicar a lei de Deus para Israel sob a orientação dos profetas[1]. Segundo a tradição judaica, o livro foi escrito por Samuel, com adições pelos profetas Gade e Natã;[2] estudiosos modernos acreditam que a história deuteronômica foi composta como um todo no período entre 630 e 540 a.C. através da combinação de diversos textos independentes de épocas variadas[3][4].

Samuel começa com o nascimento do profeta Samuel[5] e o seu chamado por Deus. A história da Arca da Aliança que se segue trata da opressão de Israel pelos filisteus, o que levou Samuel a ungir Saulo como o primeiro rei de Israel. Mas Saulo se mostrou indigno e a graça de Deus recaiu sobre David, que derrotou os inimigos de Israel e levou a arca para Jerusalém. Deus em seguida prometeu a David e a seus descendentes uma dinastia eterna[6].

Leningrad Codex P341
I e II Samuel no Codex Leningradensis.

Resumo

Eli and Samuel
Samuel e o juiz Eli
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David tocando sua harpa.

Ana, que não conseguia ter filhos, jurou a Javé das hostes que se ela tivesse um filho ele seria dedicado a Ele. Eli, o sacerdote de Siló (onde estava a Arca da Aliança), a abençoou e uma criança chamada Samuel nasceu. Ele então foi dedicado a Deus como um nazarita — o único além de Sansão a ser identificado na Bíblia. Os filhos de Eli, Hofni e Fineias, se mostraram indignos do sacerdócio e foram mortos em combate na batalha de Afeque, mas o pequeno Samuel cresceu "na presença do Senhor".

Os filisteus capturaram a Arca da Aliança em Siló e a levara para o templo de seu deus, Dagon, que reconheceu a supremacia de Javé. Os filisteus foram afligidos por pragas e devolveram a arca aos israelitas, mas os do território da tribo de Benjamim e não a Siló. Os filisteus atacaram depois os israelitas reunidos em Mispá em Benjamim. Samuel apelou a Javé, os filisteus foram decisivamente derrotados e puderam recuperar seu território.

Já na velhice, Samuel nomeia seus filhos Joel e Abias como juízes, mas eles se mostram indignos e o povo passa a clamar por um rei. Javé ordena que Samuel lhes dê um rei a despeito de suas preocupações e aponta Saulo, da tribo de Benjamim. Ele derrota os inimigos de Israel, mas ofende a Javé com seus pecados. Ele então ordena Samuel que faça a unção de David, de Belém, como rei; David entra para a corte de Saulo como seu escudeiro e harpista. O filho e herdeiro de Saulo, Jônatas, fica amigo de David e o reconhece como verdadeiro rei, mas Saulo trama sua morte. David foge para o deserto e se torna um campeão dos israelitas. Ele se junta aos filisteus, mas segue sendo secretamente um campeão de seu povo até que Saulo e Jônatas são mortos numa batalha no monte Gilboa. Na ocasião, Davi profere uma magnífica eulogia ao rei morto, na qual ele elogia a bravura e magnificência de Saulo e de seu amigo Jônatas.[7]

Os anciãos de Judá ungem David como rei, mas, no norte, Isboset, outro filho de Saulo, reina sobre as tribos setentrionais. Depois de uma longa guerra, Isboset é assassinado por Recabe e Baaná, dois de seus capitães, que ansiavam ser recompensados por David. O rei, porém, ordena que eles sejam mortos por terem assassinado um escolhido de Deus. Apesar disto, o próprio David é então ungido como rei de Israel. Ele captura Jerusalém e leva a Arca da Aliança para lá, já com a intenção de construir um grandioso templo; porém, o profeta Natã avisa ao rei que será um de seus filhos que terá essa honra. David derrota os inimigos de Israel, esmagando filisteus, moabitas, edomitas, sírios e idumeus.

David comete o pecado do adultério com Betsabé e trama a morte do marido dela, Urias, o Hitita, e, por isso, Javé castiga sua casa com muitos desastres. O profeta Natã profetiza que a espada jamais se afastará da casa de David e o restante de seu reinado foi conturbado. Amnon, um de seus filhos, estuprou sua meia-irmã Tamar e Absalão, irmão deles, o assassina, se revolta contra o pai e acaba morto na Batalha na Floresta de Efraim. Finalmente, apenas dois contendores restaram para suceder David no trono, Adonias e o filho de Betsabé, Salomão. O livro I Reis segue o relato contando como, no leito de morte de David, Betsabé e Natã garantem a ascensão de Salomão ao trono.

Composição

Versões

Os livros atualmente conhecidos como I Samuel e II Samuel são chamados pela Vulgata, imitando a Septuaginta, de "I Reis" e "II Reis" respectivamente.[8] Nestas versões, os livros atualmente conhecidos como "I Reis" e "II Reis" eram conhecidos como "III Reis" e "IV Reis" nas Bíblias anteriores ao ano de 1516.[9] Foi apenas em 1517 que a divisão passou a ser a que conhecemos atualmente, tanto nas bíblias católicas quanto nas protestantes. Contudo, ainda existem versões que mantém a antiga denominação, como é o caso da Bíblia Douay Rheims.[10]

I e II Samuel eram originalmente — e ainda são em algumas bíblias judaicas — um único livro, mas a primeira tradução para o grego (a Septuaginta), produzida por volta do século II a.C., o dividiu em dois. Esta divisão foi adotada pela tradução latina utilizada pela igreja primitiva no ocidente e finalmente acabou adotada pelas bíblias judaicas por volta do século XVI[11]. O moderno texto hebraico (chamado texto massorético) difere consideravelmente do texto grego e os estudiosos ainda estão trabalhando para encontrar a melhor solução para muitos dos problemas que esta diferença provoca[12].

Autoria e datação

Segundo as passagens 14b e 15a do tratado "Bava Basra" do Talmude, o livro foi escrito por Samuel até I Samuel 25, que narra a sua morte, e o resto pelos profetas Gad e Natã. Estudiosos críticos do século XIX em diante rejeitam essa atribuição. Martin Noth, em 1943, propôs que o Livro de Samuel foi composto por um único autor como parte de uma história de Israel conhecida como história deuteronômica (que inclui o Deuteronômio, Josué, Juízes, Samuel e Reis)[13]. Embora a tese de Noth de que a história inteira tenha sido escrita por um único indivíduo tenha sido abandonada, sua teoria, de forma ampla, tem sido adotada pela maioria dos estudiosos[14].

O ponto de vista mais comum atualmente é que a primeira versão da história foi composta na época do rei Ezequias (século VIII a.C.); o grosso da primeira edição dataria da época de seu neto, Josias, no final do século VII a.C., com seções adicionais acrescentadas durante o exílio babilônico (século VI a.C.); a obra estaria substancialmente completa por volta de 550 a.C.[15]. Edições adicionais foram aparentemente realizadas depois, como exemplifica "quarto de siclo de prata" que o servo de Saulo oferece a Samuel em I Samuel 9:8 quase certamente fixa a data desta história ao período persa ou helenístico[16].

Os autores e editores do século VI a.C. responsáveis pela maior parte da história se basearam em muitas fontes anteriores, incluindo — mas não se limitando a — uma "narrativa da arca" (I Samuel 4:1 até I Samuel 7:1 e, possivelmente, parte de II Samuel 6), um "ciclo de Saulo" (partes de I Samuel 9-11 e I Samuel 13-14), a "história da ascensão de David" (I Samuel 16:14 até II Samuel 5:10) e a "narrativa da sucessão" (II Samuel 9-20 e I Reis 1-II)[17]. A mais antiga destas narrativas, a da arca, pode ser anterior à era de David[18].

Fontes

Acredita-se que as fontes utilizadas para compor os dois livros de Samuel incluam as seguintes[19]:

  • "Chamado de Samuel" ou "Juventude de Samuel" (I Samuel 1-7): do nascimento de Samuel passando por sua carreira como juiz e profeta em Israel. Esta fonte inclui a "narrativa de Eli" e parte da "narrativa da arca"[20];
  • "Narrativa da arca" (I Samuel 4:1b–7:1 e II Samuel 6:1–20): a captura da arca pelos filisteus na época de Eli e sua transferência para Jerusalém já no reinado de David. As opiniões se dividem sobre se este relato era de fato uma unidade independente[21];
  • "Fonte de Jerusalém": uma fonte relativamente curta que discute a conquista da cidade, que era capital dos jebusitas, por David;
  • "Fonte republicana": uma fonte com um forte viés anti-monárquico. Esta fonte primeiro descreve Samuel livrando decisivamente os israelitas dos filisteus e, aparentemente de má vontade, nomeando um indivíduo escolhido por Deus para ser rei, Saulo. David é descrito como uma pessoa que ganhou renome por sua habilidade na harpa e que foi convocado para a corte de Saulo para acalmar seus nervos. O filho de Saulo, Jônatas, se torna amigo dele[nota 1] e passa a protegê-lo da fúria de Saulo. Num ponto subsequente da narrativa, tendo sido abandonado por Deus às vésperas de uma batalha, Saulo consulta a "bruxa de Endor", apenas para ser recriminado pelo espírito de Samuel, que profetiza que seus filhos serão mortos. David fica inconsolável com a morte de Jônatas.
  • "Fonte monárquica": uma fonte com viés pró-monarquia e que relata muito do que já foi relatado pela "fonte republicana". Ela começa com o nascimento ordenado por Deus de Samuel e descreve Saulo como líder da guerra contra os amonitas. Ele é escolhido pelo povo para ser rei para liderar a guerra contra os filisteus. Nesta fonte, David é descrito como um pastor que chega ao campo de batalha para ajudar seus irmãos e é ouvido por Saulo, o que levou ao desafio de David a Golias e à derrota dos filisteus. As credenciais de guerreiro de David fizeram com que as mulheres se apaixonassem por ele, incluindo Mical, a filha de Saulo, que é quem protege David contra a fúria do rei. David acaba conseguindo duas novas esposas depois de atacar uma vila e Mical é "redistribuída" a outro marido. Num ponto subsequente da narrativa, o próprio David se encontra buscando santuário no exército filisteu e enfrentando os israelitas. David fica furioso com o assassinato de Saulo, ainda que num ato de misericórdia, pois ele era o rei ungido por Samuel e ordena a execução dos responsáveis;
  • "História da Corte de David" ou "narrativa da sucessão" (II Samuel 9–20 e I Reis 1–2): uma "novela histórica", segundo Alberto Soggin, conta a história do reinado de David a partir de seu caso amoroso com Betsabé até sua morte. O tema é de vingança: o pecado de David contra Urias, o Hitita, é punido por Deus com a destruição de sua própria família[22]. O objetivo da narrativa é servir como uma escusa para a coroação do filho da mesma Betsabé, Salomão, e não de Adonias, filho mais velho de David[13]. Alguns críticos textuais já propuseram que, dada a intimidade e a precisão na narrativa de alguns detalhes, a "História da Corte" pode ter sido escrita por uma testemunha ocular dos eventos descritos ou, pelo menos, por alguém que tinha acesso aos arquivos e relatos de batalha da casa real de David.[23]
  • "Editoriais": adições por um editor posterior para harmonizar as fontes num texto coeso; muitas das passagens incertas podem ser parte desta edição;
  • "Outras": diversas outras fontes curtas, nenhuma delas relacionada às outras e bastante independentes do resto do texto. Muitas são listas ou poemas (como a "Canção de Ana", que abre o livro).

Temas

Massys David and Bathshba
"David e Betsabé". O caso dos dois levou à destruição da família de David e à ascensão de Salomão, filho dela, ao trono de Israel.
1592. Por Jan Matsys e atualmente no Louvre, em Paris.

Os livros de Samuel são, no todo, uma avaliação teológica da monarquia dinástica hereditária de forma ampla e da casa de David em particular[24]. Os temas principais do livro são introduzidos no poema de abertura, conhecido como "Canção de Ana": (i) a soberania de Javé, Deus de Israel; (ii) a reversão da sorte (ou destino) dos homens; (iii) monarquia[25]. Estes temas se desenrolam na história dos três protagonistas, Samuel, Saulo e David.

Samuel

Samuel corresponde à descrição do «"profeta semelhante a ti"» (Deuteronômio 18:15-22): como Moisés, ele tem acesso direto a Javé, age como juiz e é um líder perfeito, que jamais erra[26]. A vitoriosa defesa dos israelitas por Samuel contra seus inimigos demonstra que eles não tem necessidade de um rei, que traria ainda mais desigualdade, mas, apesar disso, o povo clama por um. Mas o rei que eles recebem é um presente de Javé e Samuel explica que a monarquia pode ser uma benção ao invés de uma maldição se o povo permanecer fiel a Deus. Por outro lado, a destruição completa do rei e do povo será o resultado de sua iniquidade[13].

Saul

Saulo é o escolhido, «...na flor da idade e belo. Não havia entre os filhos de Israel outro mais belo do que ele; desde os ombros para cima sobressaía a todo o povo» (I Samuel 9:2), um rei nomeado por Javé e ungido por Samuel, o profeta de Javé, mas, no final, termina rejeitado[27]. Saulo tem dois defeitos que o tornaram indigno para a função de rei: ele realiza um sacrifício no lugar de Samuel (I Samuel 13:8-14) e não completa o genocídio dos amalequitas comandado por Javé (I Samuel 15:)[28].

David

Uma das principais unidades narrativas nos Livros de Samuel é a "História Corte de Davi", cujo objetivo é justificar David como o legítimo sucessor de Saulo[29]. Ela enfatiza que ele conquistou o trono legalmente, sempre respeitando o "ungido de Deus" (ou seja, Saulo) e jamais aproveitou-se de nenhuma das inúmeras chances que teve de tomar o trono de forma violenta[30]. Como rei de Israel escolhido por Deus, David é também o filho de Deus: «Eu lhe serei pai, e ele me será filho» (II Samuel 7:14)[31]. Deus pactua uma aliança eterna com David e sua linhagem prometendo a proteção divina para sua dinastia e para Jerusalém até o final dos tempos[32].

Ver também

Notas

  1. Para interpretações sobre esta amizade, veja David e Jônatas.

Referências

  1. Gordon 1986, p. 18.
  2. I Crônicas 29:9
  3. Knight 1995, p. 62.
  4. Jones 2001, p. 197.
  5. I Samuel 1:1-20
  6. Spieckerman 2001, p. 348.
  7. II Samuel 1:17-27
  8. Wikisource-logo.svg "First and Second Books of Kings" na edição de 1913 da Enciclopédia Católica (em inglês). Em domínio público.
  9. Wikisource-logo.svg "Third and Fourth Books of Kings" na edição de 1913 da Enciclopédia Católica (em inglês). Em domínio público.
  10. «Douay Rheims» (em inglês). Site oficial
  11. Gordon 1986, pp. 19–20.
  12. Bergen 1996, pp. 25–27.
  13. a b c Klein 2003, p. 316.
  14. Tsumura 2007, pp. 15–19.
  15. Walton 2009, pp. 41–42.
  16. Auld 2003, p. 219.
  17. Knight 1991, p. 853.
  18. Tsumura 2007, p. 11.
  19. Jones, pp. 197–99
  20. Soggin 1987, pp. 210–11.
  21. Eynikel 2000, p. 88.
  22. Soggin 1987, pp. 216–17.
  23. Kirsch, Jonathan (2009). King David: The Real Life of the Man Who Ruled Israel. [S.l.]: Random House LLC. pp. 307–09. ISBN 9780307567819
  24. Klein 2003, p. 312.
  25. Tsumura 2007, p. 68.
  26. Beytenbrach 2000, pp. 53–55.
  27. Hertzberg 1964, p. 19.
  28. Klein 2003, p. 319.
  29. Dick 2004, pp. 3–4.
  30. Jones 2001, p. 198.
  31. Coogan 2009, pp. 216, 229–33.
  32. Coogan 2009, p. 425.

Bibliografia

Comentários

Fontes secundárias

Ligações externas

Versões em português

Texto massorético

Cântico de Ana

Cântico de Ana é um poema de louvor a Deus, que interrompe a sequência de texto em prosa dos Livros de Samuel. Conforme o relato bíblico, o poema (1 Samuel 2: 1-10), foi uma oração de Ana, em gratidão a Deus pelo nascimento de seu filho, Samuel. Ele é muito semelhante ao Salmo 113.

David

David, também grafado no Brasil como Davi, filho de Jessé, o efrateu, do clã de Perez nasceu em Belém (ca. 1 040 a.C.), e foi o segundo rei sobre todo o Reino Unificado de Israel, após a morte de Isboset, sucessor de Saul, filho de Quis, com a capital em Jerusalém. Isso foi antes de sua cisão, após Salomão, vindo Jeroboão, a ser o primeiro rei de "Israel dividida" (dez tribos, "Reino do Norte"), e Roboão, filho de Salomão o primeiro rei de Judá (remanescente, duas tribos, "Reino do sul"). Saul fora escolhido rei pelo povo; a Davi, O Senhor Yahweh Deus escolhera-o e ungira-o rei.

As descobertas arqueológicas da Estela de Tel Dã e a Pedra Moabita onde são encontradas citações ao Reino de Judá e a Casa de David, colocando, o reino de Judá e a Dinastia de David, num contexto histórico extrabíblico, desmitificando, a crença iluminista, que os colocava como parte da mitologia bíblica (Ver; Crítica bíblica e Crítica à Bíblia), porém, a vida do personagem, David, pode ser descrita apenas através do relato bíblico.

Desenvolvimento do cânone do Antigo Testamento

O Antigo Testamento é a primeira das duas seções nas quais está dividida Bíblia cristã; a segunda é o Novo Testamento. O Antigo Testamento inclui os livros da Bíblia hebraica (Tanaque), chamados de livros protocanônicos, e, em várias denominações cristãs, os livros chamados "deuterocanônicos". Católicos, protestantes e ortodoxos utilizam diferentes cânones ("conjunto de livros"), que diferem entre si em quais textos devem ser incluídos no Antigo Testamento.

Martinho Lutero, baseando-se no precedente judaico e em outros, excluiu os livros deuterocanônicos do Antigo Testamento de sua tradução da Bíblia, movendo-os para uma seção que ele chamou de "Apócrifos" ("escondidos"). Para conter a heresia de Lutero, os católicos, na quarta sessão do Concílio de Trento (1546), confirmaram que os livros deuterocanônicos tinham a mesma autoridade que os protocanônicos no chamado "Cânone de Trento", publicado no ano da morte de Lutero. Seguindo o princípio "veritas hebraica" ("verdade da hebraica") de Jerônimo, o Antigo Testamento protestante consiste nos mesmos livros da Bíblia hebraica, mas com a divisão dos livros e a ordem deles alterada (são 39 na Bíblia protestante e 24 na hebraica).

As diferenças entre a Bíblia hebraica e as outras versões do Antigo Testamento, como o Pentateuco Samaritano, a Peshitta síria, a Vulgata latina, a Septuaginta grega, a Bíblia Etíope e outros cânones são mais substanciais. Muitos destes cânones incluem livros e seções de livros que outros descartam.

Gersonita

Os gersonitas foram uma das quatro principais divisões entre os levitas nos tempos bíblicos.

A Bíblia afirma que o gersonitas eram todos descendentes do epônimo Gérson, filho de Levi, apesar de os estudiosos bíblicos considerarem isto como uma metáfora pós-dicional que fornece uma etiologia da ligação do clã aos outros na confederação israelita. De acordo com os estudiosos bíblicos, levita era originalmente apenas o título de uma função, provenientes da palavra Minaim lawi'u, que significa sacerdote, ao invés de ter sido o nome de uma tribo.A Bíblia atribui uma função religiosa específica aos gersonitas, ou seja, eles cuidavam das cortinas, tapeçarias e cordas do santuário. Esta diferenciação da atividade religiosa entre os gersonitas e os outros levitas, em particular a Aronidas, é encontrada apenas no Código Sacerdotal, e não em passagens que os estudiosos textuais atribuem a outros autores.De acordo com o Livro de Josué, ao invés de possuir um território contínuo, o gersonitas possuíam várias cidades espalhadas por toda as regiões geográficas da Galileia e Basã:

no território de Manassés: Golã e Beeshterah

no território de Issacar: Kishon, Dabareh, Jarmute e En-Ganim

no território de Aser: Mishal, Abdon, Helcate e Reobe

no território de Naftali: Quedes, Hammoth-Dor e CartãA narrativa em Josué argumenta que o território foi tomado pelos levitas logo após a conquista de Canaã por Josué, mas isso não pode estar correto, uma vez que é contrariada não só por evidências arqueológicas, mas também por narrativas do Livro de Juízes, dos Livros de Samuel e do livros dos Reis. Quedes, por exemplo, parece ter realmente se mantido como um santuário para outras divindades além do Senhor. A conclusão da maioria dos estudiosos bíblicos é portanto que todo o sistema de cidades levitas, na história Deuteronomista e da Torá, é uma tentativa de explicar o fato de que primeiros santuários importantes existiam nesses locais e, portanto, eram lugares onde os membros do sacerdócio, naturalmente, vieram a residir em grande número. Estudiosos acreditam que o sacerdócio foi originalmente aberto a qualquer tribo, mas gradualmente passou a ser visto como uma tribo distinta para si mesmos - os levitas.

Heptateuco

Heptateuco (em grego clássico: επτάτευχος; transl.: eptáteukos = "sete livros" ou "sete recipientes" ou "sete rolos") é um nome dado às vezes aos primeiros sete livros da Bíblia hebraica: (1) Gênesis, (2) Êxodo, (3) Levítico, (4) Números, (5) Deuteronômio, (6) Josué e (7) Juízes. Também se costumam chamar os primeiros quatro livros de Tetrateuco, — sendo classicamente os cinco primeiros livros ditos Pentateuco (ou Torá) — e os primeiros seis livros como o Hexateuco. Com a adição de Rute, tem-se o Octateuco. O Eneateuco é o Heptateuco acrescido de Livros de Samuel e Livros de Reis (cada par de livros contado como um, e não incluindo o Livro de Rute).

Agostinho de Hipona produziu uma peça chamada As Perguntas sobre o Heptateuco. Ælfric de Eynsham produzido, em inglês antigo uma versão do Heptateuco.

II Samuel

II Samuel, também chamado Segundo Livro de Samuel ou 2 Samuel, é o segundo de dois livros de Samuel, um dos Livros históricos do Antigo Testamento da Bíblia, sendo apresentado depois de I Samuel e antes de I Reis. Originalmente ele e seu anterior não estavam separados no cânone da Bíblia hebraica original, sendo um único livro na Bíblia Hebraica (a Tanakh). Junto com I Samuel abrange um período de aproximadamente 140 anos (cerca de 1180 a 1040 a.C.). Possui 24 capítulos.

I Samuel

I Samuel, também chamado Primeiro Livro de Samuel ou 1 Samuel, é o primeiro de dois livros de Samuel, um dos Livros históricos do Antigo Testamento da Bíblia, sendo apresentado depois do Livro de Juízes e antes de II Samuel. Originalmente, era um único livro na Bíblia Hebraica (a Tanakh), não estando separado no cânone da Bíblia hebraica original de seu consecutivo. Junto com II Samuel abrange um período de aproximadamente 140 anos (cerca de 1180 a 1040 a.C.).

Jeremias

Jeremias (Yirmeyahu em Hebraico, ou Hieremias em Latim), é um dos nove profetas encontrados na Tanaque (Bíblia Hebraica) que corresponde ao Antigo Testamento nas Bíblias Cristãs. O significado do seu nome é incerto, existindo várias interpretações: "Javé (Jeová) exalta/eleva", "Jeová é sublime" ou "Jeová abre/faz nascer", sendo mais usada a leitura "Jeová exalta/eleva".

O nome do seu pai era Hilquias(ou Helcias), um dos sacerdotes de Anatote, no território de Benjamim, a cinco quilômetros a nordeste do Monte do Templo em Jerusalém.Embora de família sacerdotal, está ligado às tradições proféticas do Norte, principalmente a Oseias, e não às tradições do sacerdócio e da corte de Jerusalém. Como Miqueias, ele pertence ao mundo camponês. De maneira crítica, ele traz consigo a visão dos camponeses sobre a situação do país.

É considerado o autor de dois dos livros da Bíblia:

Livro de Jeremias

Livro das Lamentações

Jerônimo

Jerônimo (pt-BR) ou Jerónimo (pt) (em latim: Eusebius Sophronius Hieronymus; em grego: Εὐσέβιος Σωφρόνιος Ἱερώνυμος), também conhecido por Jerônimo de Estridão, foi um sacerdote cristão ilírio, destacado como teólogo e historiador e considerado confessor e Doutor da Igreja pela Igreja Católica. Filho de Eusébio, da cidade de Estridão, na fronteira entre a Dalmácia e a Panônia, é mais conhecido por sua tradução da Bíblia para o latim (conhecida como Vulgata) e por seus comentários sobre o Evangelho dos Hebreus, mas sua lista de obras é extensa.

São Jerônimo é reconhecido como santo pelos católicos, ortodoxos e anglicanos. Não é tido como santo para os luteranos, pelo fato de estes não canonizarem personalidades.

Jessé

Jessé (em hebraico יִשַׁי, Yíšay, "presente de Deus") é uma personagem histórica citada no Antigo Testamento da Bíblia, nos Livros de Samuel, o pai do rei David de Israel. David é algumas vezes chamado apenas «filho de Jessé» (ben Yishai).

Livros dos Reis

Na Bíblia cristã, os dois Livros dos Reis, geralmente chamados de I Reis e II Reis, concluem uma série de livros conhecidos como "história deuteronômica", que começa em Josué, passando pelo Juízes, Samuel e Reis, mas não Crônicas, cujos dois livros foram escritos, segundo muitos estudiosos, para prover uma explicação teológica para a destruição do Reino de Judá pelo Império Babilônico em 586 a.C. e para prover uma base para o retorno do exílio.Na Bíblia hebraica, os dois livros de Reis estão reunidos num único livro, chamado Livro de Reis (em hebraico: ספר מלכים, Sepher M'lakhim), o quarto livro do Nevi'im, a segunda divisão do Tanakh, e parte da subdivisão dos Antigos Profetas. Na Septuaginta, os livros de Samuel e Reis eram parte de um único texto divido em quatro livros. Os dois livros de Samuel eram chamados de I Reis e II Reis e os modernos livros dos Reis eram chamados de III Reis e IV Reis (em grego: Βασιλειῶν, "reis").

Os dois livros dos Reis apresentam uma história de Israel e de Judá da morte de David até a libertação de Joaquim do cativeiro na Babilônia, um período de cerca de 400 anos (c. 960–560 a.C.).

Livros protocanônicos

Livros protocanônicos (pt-BR) ou Livros protocanónicos (pt) são os livros do Antigo Testamento da Bíblia cristã que também fazem parte da Bíblia hebraica (a Tanakh) e que passaram a ser considerados canônicos durante o período formativo do cristianismo. O termo "protocanônico" é geralmente utilizado para contrastar estes livros aos deuterocanônicos e aos apócrifos, que "eram por vezes considerados duvidosos" no período da igreja primitiva e não são considerados canônicos pela maioria dos protestantes.

Há 39 livros protocanônicos na maior parte das bíblias cristãs e eles correspondem a 24 livros na Tanakh judaica.

Magnificat

Magnificat (também conhecida como Canção de Maria ou Canto de Maria) é um cântico entoado (ou recitado) frequentemente na liturgia dos serviços eclesiásticos cristãos. O texto do cântico vem diretamente do Evangelho segundo Lucas (Lucas 1:46-55) onde é recitado pela Virgem Maria na ocasião da Visitação de sua prima Isabel. Na narrativa, após Maria saudar Isabel, que está grávida com aquele que será conhecido como João Batista, a criança se mexe dentro do útero de Isabel. Quando esta louva Maria por sua fé, Maria entoa o Magnificat como resposta.

O cântico ecoa diversas passagens do Antigo Testamento, porém a alusão mais notável são as feitas à Canção de Ana, dos Livros de Samuel. Juntamente com o Benedictus e o Nunc dimittis, e diversos outros cânticos do Antigo Testamento, o Magnificat foi incluído no Livro de Odes, uma antiga coletânea litúrgica encontrada em alguns manuscritos da Septuaginta.

No cristianismo, o Magnificat é recitado com mais frequência dentro da Liturgia das Horas. No cristianismo ocidental o Magnificat é mais cantado ou recitado durante o principal serviço vespertino: as Vésperas, no catolicismo romano, e a Oração Vespertina (Evening Prayer ou Evensong, em inglês), dentro do anglicanismo. No cristianismo oriental o Magnificat costuma ser cantado durante as Matinas de domingo. Em certos grupos protestantes o Magnificat pode ser cantado durante os serviços de culto.

Maquir

"Maquir" (em hebraico: למכיר, cujo significado é "trocado") era o nome de dois personagens na Bíblia.

1. Maquir, filho de Amiel,(IISM.9 Vs.4) e pai de Gileade.No relato da Torá sobre a jornada dos israelitas após o Êxodo, Maquir (o indivíduo) é retratado como conquistador dos territórios conhecidos como Gileade e Basã, que tinham sido previamente ocupados por amoritas. Os descendentes de Maquir são descritos como tendo situado-se em Gileade e Basã, e, conseqüentemente, é uma figura-chave na história de Gileade.

2. De acordo com os livros de Samuel, Maquir filho de Amiel foi o nome de um descendente do Maquir mencionado acima, e residia em Lo-Debar. O texto afirma que lá ele cuidou de Mefibosete, filho de Jônatas, até que Davi assumiu seus cuidados, e também cuidou de Davi, quando Davi encontrou-se como um fugitivo.

Nudez

A nudez ou o nu é a condição ou estado pessoal em que totalmente encontra-se uma pessoa sem cobertura de roupas. É usado por vezes para designar o uso de menos roupa do que o esperado por uma convenção cultural, particularmente no que se refere à exposição das partes íntimas, torso ou membros.

O conceito relaciona-se com a vergonha, embora tenha sua independência como sentimento. Pode também resultar numa sugestão sexual. A nudez depende essencialmente de localização espacial e temporal, podendo ir de extremos como a nudez apenas no caso da ausência de aparatos ou proteção de genitálias até o caso das religiões que consideram mulheres sem véu protetor como "nuas".

Há também o chamado nu artístico, que consiste na reprodução (pictórica ou escultural) de uma pessoa sem vestimentas.

Ofel

Ofel (hebraico העופל ha·‛Ófel) significa monte (elevação), o nome de uma estreita passagem montanhosa, arredondada, um promontório na extremidade sul de Jerusalém, perto do Monte do Templo e da antiga cidade de Jerusalém, tendo o vale de Tyropoeon (vale dos queijeiros) em seu oeste, o Vale de Hinnom ao sul, e o Vale do Cedro no leste.

Um vale mais profundo (o Tyropoeon), separa Ofel do que é tido agora como a Antiga cidade de Jerusalém mas há muitos enganos escondidos abaixo dos restos acumulados dos séculos. Apesar do nome, a antiga cidade de Jerusalém data de um período muito mais recente do que o estabelecimento de Ofel, que é considerado ter sido a Jerusalém original; ironicamente Ofel encontra-se fora dos antigos muros da cidade.

No século I, o historiador Josefo situou Ofel onde o muro oriental “se unia à colunata oriental do templo”. Ofel era, evidentemente, a protuberância de terra que se estendia rumo ao leste, partindo do canto SE da colina do templo de Jerusalém.

Ofel já teria sido cercado por uma parte do muro da cidade; esta parede foi descoberta pelos coordenadores do Fundo de Exploração da Palestina ao sudeste da área do templo, 4 pés abaixo do nível de superfície atual. Desde os livros de Samuel no tempo de Davi, acredita-se que a primeira demarcação israelita da cidade tenha sido Ofel. Assim, os restos arqueológicos de Ofel, são tidos pelos judeus como parte da cidade de David.

Ofel foi considerado parte de Jerusalém até o século XII, mas em seguida esse ponto tornou-se uma vila separada. A população do lugar é agora 40% judaica e 60% muçulmana.

A área inclui diversos locais de interesse arqueológicos, notavelmente o túnel de Ezequias (um sistema de fonte da água, onde a inscrição de Siloé foi encontrada); o Canal de Warren (outro sistema de fonte de água), e o Reservatório de Siloé. Todos estes sistemas de fonte da água extraíam água da Fonte de Giom que se encontra na inclinação oriental do Ofel, e são considerados geralmente o motivo original que levou a cidade ser construída nesta posição. No livro The Temples that Jerusalem Forgot( 1999) Ernest L. Martin reivindica que Ofel tenha sido a posição original do Templo de Salomão, embora esta opinião seja disputada pela maioria dos arqueólogos, uma completa contradição à tradição de que o templo teria ficado perto da Cúpula da Rocha.

II Crônicas 33:14". . .E depois construiu uma muralha externa para a Cidade de Davi, ao oeste de Giom, no vale da torrente e até o Portão do Peixe, e [a] fez dar volta até Ofel e passou a fazê-la muito alta. Além disso, pôs chefes da força militar em todas as cidades fortificadas de Judá."

Poderosos guerreiros de Davi

Os poderosos guerreiros de Davi (também conhecidos como os homens poderosos de Davi, valentes de Davi ou os Gibborim) são um grupo de personagens bíblicos explicitamente apontados por um apêndice dos Livros de Samuel. O texto (2 Samuel 23:8-39) os divide em "Três", de que há três, e "Trinta", do qual existem mais de trinta. O texto afirma explicitamente que existem 37 indivíduos ao todo, mas não está claro se isso se refere Aos Trinta, o que pode ou não conter Os Três, ou o total combinado dos dois grupos. O texto cryptically se refere Aos Três e Os Trinta como se fossem duas entidades importantes, ao invés de apenas uma lista arbitrária de três ou mais de 30 homens importantes (respectivamente).

Rispa

Rispa ("carvão", "pedra quente"), era filha de Aiá, e uma das concubinas de Saul. Ela era a mãe de Armoni e Mefibosete. Após a morte de Saul, Abner a tomou como esposa, resultando em uma briga entre ele e o filho e sucessor de Saul, Isbosete. A discussão levou a Abner à ir para o lado de Davi que era então rei do Reino de Judá separatista. Este incidente levou à queda de Isbosete e a ascensão de Davi como rei do reunido Reino de Israel.

Uma fome que durou três anos atingiu Israel durante a primeira metade do reinado de Davi em Jerusalém. Esta calamidade foi acreditada ter acontecido por causa de "Saul e da sua casa sanguinária, porque matou os gibeonitas". Os gibeonitas não eram israelitas, mas o restante dos amoritas, que Saul perseguiu de dentro de Israel. Davi consultou os gibeonitas sobre quais exigências os satisfaziam, e foi respondido de que nada poderia compensar o que Saul tinha feito de errado para eles, mas somente a morte de sete filhos de Saul. Davi concordou em entregar a eles os dois filhos de Rispa e cinco dos filhos de Merabe, filha mais velha de Saul, que ela tivera à Adriel. Os gibeonitas os condenaram à morte, e penduraram seus corpos no santuário em Gibeá. Então Rispa tomou seu lugar sobre a rocha de Gibeá, e por cinco meses observou os corpos suspensos de seus filhos, para os impedir de ser devorado pelas feras e aves de rapina, até serem finalmente levados para baixo e enterrados por Davi (2 Samuel 21:13). O rabino britânico Jonathan Magonet descreveu Rispa como "toda mãe que vê seus filhos mortos antes do tempo por razões de Estado, sejam eles em tempo de paz ou em guerra. Tudo o que resta para ela é preservar a dignidade da sua memória e viver para testemunhar e pedir contas aos governantes do mundo".

Traduções da Bíblia em língua portuguesa

Ainda que os temas bíblicos tenham sido substância formativa essencial da cultura portuguesa, é tardia a composição nesse idioma de uma tradução integral da Bíblia, em comparação com as demais línguas europeias. Os primórdios da transmissão escrita do texto sagrado em português, paralelamente ao seu uso litúrgico tradicional em latim, relacionam-se à progressiva aceitação social do vernáculo como língua de cultura, no período baixo-medieval. E mesmo que a oficialização da língua vulgar pela monarquia portuguesa remonte a fins do século XIII, durante o reinado de D. Dinis, a escritora Carolina Michaëlis de Vasconcelos (1851-1925), por exemplo, pôde sentenciar categoricamente que, no período medieval, “a literatura portuguesa, em matéria de traduções bíblicas, é de uma pobreza desesperadora”.

A primeira tradução completa da Bíblia em língua portuguesa foi composta a partir de meados do século XVII, em regiões específicas do sudeste asiático sob o domínio da Companhia Holandesa das Índias Orientais. O principal responsável por seu processo de elaboração foi João Ferreira A. d’Almeida (c. 1628-1691), natural do Reino de Portugal, mas residente entre os holandeses desde a juventude. A primeira edição de sua tradução do Novo Testamento foi impressa em Amesterdã, no ano de 1681, ao passo que os livros do Antigo Testamento foram publicados somente a partir do século XVIII, em Tranquebar e Batávia.

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