Livros apócrifos

Os Livros apócrifos (grego: απόκρυφος; latim: apócryphus; português: oculto[1]), também conhecidos como Livros Pseudocanônicos, são os livros escritos por comunidades cristãs e pré-cristãs (ou seja, há livros apócrifos do Antigo Testamento) nos quais os pastores e a primeira comunidade cristã não reconheceram a Pessoa e os ensinamentos de Jesus Cristo por serem escritos após o I século e, portanto, não foram incluídos no cânon bíblico.

O termo "apócrifo" foi criado por Jerônimo, no quinto século, para designar basicamente antigos documentos judaicos escritos no período entre o último livro das escrituras judaicas, Malaquias e a vinda de Jesus Cristo. São livros que, segundo a religião em questão, não foram inspirados por Deus e que não fazem parte de nenhum cânon. São também considerados apócrifos os livros que não fazem parte do cânon da religião que se professa.

A consideração de um livro como apócrifo varia de acordo com a religião.[2] Por exemplo, alguns livros considerados canônicos pelos católicos são considerados apócrifos pelos judeus e pelos e protestantes. Alguns destes livros são os inclusos na Septuaginta por razões históricas ou religiosas.[3] A terminologia teológica católica romana/ortodoxa para os mesmos é deuterocanônicos, isto é, os livros que foram reconhecidos como canônicos em um segundo momento (do grego, deutero significando "outro").[4] Destes fazem parte os livros de Tobias, Judite, I e II Macabeus, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico (também chamado Sirácide ou Ben Sirá), Baruc (ou Baruque) e também as adições em Ester e em Daniel - nomeadamente os episódios da História de Susana e de Bel e o dragão.

Os apócrifos são cartas, coletâneas de frases, narrativas da criação e profecias apocalípticas. Além dos que abordam a vida de Jesus ou de seus seguidores, cerca de 50 outros contêm narrativas ligadas ao Antigo Testamento.[5]

Católicos

Para alguns teólogos e historiadores, os textos apócrifos, datam de muito tempo após a vida de Jesus, sendo alguns deles escritos mais de 200 anos após a morte e ressurreição, não podendo ser considerados fidedignos, ou seja, nem tudo o que neles fora escrito narra com precisão a verdade.

Os livros apócrifos foram retirados do Cânon Cristão por mostrarem um Cristo diferenciado dos Evangelhos e teologias escolhidos, mostrando-o exclusivamente como Deus sem as limitações e sentimentos humanos, o que tornaria a passagem pela morte algo fácil, diminuindo assim, o tamanho do Sacrifício realizado pelo Salvador; em outros, entretanto, a imagem de Cristo é excessivamente mundana e está em desacordo com a imagem passada pelos quatro evangelhos oficiais.

Muitos textos seculares citam os textos Apócrifos, como por exemplo o livro e filme "O Código da Vinci", que utiliza fatos encontrados nestes livros, para melhorar a trama do livro, visto que são muito poucos os que conhecem, mesmo que parcialmente.

Cristianismo ocidental

No cristianismo ocidental atual existem vários livros considerados apócrifos; nos sínodos realizados ao longo da história esses livros foram banidos do cânon (Livros Sagrados), outros obtiveram uma reconsideração e retornaram à condição de Sagrados (Canônicos). Como exemplo de canonicidade temos a Bíblia (reunião de vários livros).

Os livros Apócrifos são muito estudados atualmente pelos teólogos, porque a sua narrativa ajuda a revelar fatos e curiosidades a respeito dos primórdios do cristianismo.

A quantidade de livros

O número dos livros apócrifos é maior que o da Bíblia canônica. É possível contabilizar 113 deles, 52 em relação ao Antigo Testamento e 61 em relação ao Novo.[6] A tradição conservou outras listas dos livros apócrifos, nas quais constam um número maior ou menor de livros. A seguir, alguns desses escritos segundo suas categorias.

Ver também

Referências

  1. Palestra virtual pela Editora Cléofas de Dr. Felipe Aquino da Canção Nova.
  2. FONSATTI, J.C. "Introdução à Bíblia", Ed. Vozes.
  3. Septuagint - What Does It Contain?
  4. «Cópia arquivada». Consultado em 12 de fevereiro de 2007. Arquivado do original em 13 de março de 2007
  5. Revista Galileu - Dezembro 2002 - No 137, conforme www.guia.heu.nom.br/apocrifos.htm, em 23/05/2010
  6. «Cópia arquivada». Consultado em 16 de junho de 2007. Arquivado do original em 25 de junho de 2008

Ligações externas

Abraão

Abraão (em hebraico: אברהם, Avraham ou ’Abhrāhām) é um personagem bíblico citado no Gênesis a partir do qual teriam se desenvolvido as religiões abraâmicas, as principais vertentes do monoteísmo: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Até hoje, os arqueólogos não encontraram nenhuma prova da existência de Abraão, embora tenham sido, recentemente, encontradas aldeias com nomes dos familiares de Abraão (seu avô e seu bisavô, Naor e Serugue) numa área da atual Turquia, identificada como a região de Harã. É o primeiro dos Patriarcas bíblicos e fundador do monoteísmo dos hebreus. Acredita-se que Abraão teria vivido mais provavelmente entre os séculos XXI e XVIII antes de Cristo. Segundo o livro Génesis, que compõe o Pentateuco do Antigo Testamento, Deus disse a Abraão para deixar Ur com a sua família em direção à "terra que eu te indicar". Nesta terra, os seus descendentes formariam uma grande nação e herdariam uma terra "onde corre leite e mel". Sendo o povo escolhido de Deus, os hebreus conquistariam a terra prometida de Canaã, uma terra de fartura, em comparação com as que Abraão deixara para trás. Foi assim que Abraão deixou a sua vida sedentária para viajar para Canaã. Esta migração é de significado histórico comparável à epopéia de Moisés, mais tarde, trazendo os hebreus de regresso do Egito, através do Mar Vermelho.

O Judaísmo considera a existência e a importância de Abraão. Abraão é considerado o fundador da nação hebraica. Maimônides, em seu livro "os 613 mandamentos" ensina com relação ao 3º mandamento, "Amar a Deus", que se deve fazer com que o Eterno seja amado pelos homens como foi feito pelo pai Abraão. Segundo uma tradição judaica, Abraão era o guardião da Torá inteira, incluindo até mesmo os acréscimos rabínicos, antes mesmo de ser revelada por Deus. O Islão também considera a existência e a relevância de Abraão (com o nome de Ibrahim) como sendo o ancestral dos Árabes, através de Ishmael. A tradição judaica também aponta que o patriarca teria vivido entre 1812 a.C e 1637 a.C (175 anos). O Judaísmo, o Cristianismo e o Islão são por vezes agrupados sob a designação de "religiões abraâmicas", numa referência à sua suposta descendência comum de Abraão.

Abraão era filho de Terah, 20 gerações depois de Adão e 10 depois de Noé. E, considerando que Noé ainda teria vivido 350 anos após o dilúvio, Abraão poderia ter conhecido o seu ancestral e também a Sem. O nome original de Abraão era Abram, vem do termo judaico Ibrim, que significa "Hebreus", para soar como "Excelso Pai". Abraão era o primeiro dos patriarcas bíblicos. Mais tarde, respondeu pelo nome de Abraham (Ibrahim), (ابرَاهِيم em árabe, אברהם em hebraico), o que significa "pai de muitos" (ver Génesis 17:5). O nome Abraham era um nome comum de pessoas entre os amoritas (na forma Abamram). A história de Abraão começa quando o patriarca deixa a terra de sua família na cidade de Ur dos Caldeus e segue em direção a Canaã. A partir daí, a Bíblia relata diversas aventuras mais ou menos desconexas envolvendo Abraão, sua esposa e meia-irmã Sara, seu sobrinho Ló, sempre realçando a nobreza do personagem e a sua obediência a Deus.

Os episódios mais emblemáticos da narrativa são aqueles que contam de como Abraão se sujeitou ao rei do Egito, que tomou sua mulher como esposa, para salvá-la de qualquer punição. O segundo episódio marcante da vida de Abraão ocorreu em sua velhice. Sara, já idosa, ainda não havia lhe dado um filho (seu primeiro filho Ismael, ou Ishmael, era filho de uma concubina - Agar), quando Deus teria lhe concedido esta graça, e assim nasceu Isaque, ou Isaac, a quem Abraão mais amou. Porém, quando Isaque era ainda criança, Deus chamou Abraão e pediu que ele trouxesse seu filho ao alto de um monte chamado de Moriá ou Moriah, informando a ele, no meio do caminho, que gostaria que o velho patriarca o sacrificasse, para mostrar seu amor por Ele. Mesmo sendo Isaque o filho amado que tanto desejara por toda a vida, Abraão não relutou em sacar uma adaga e posicioná-la sobre o pescoço de seu filho. Deus então mandou um anjo para segurar o punho de Abraão, dizendo estar satisfeito com a obediência de Abraão. Em recompensa, Deus poupou seu filho, e prometeu que sua linhagem produziria uma nação numerosa que governaria toda a terra por onde Abraão havia caminhado em vida (Canaã, propriamente dita).

Ananias

Ananias (Ἁνανίας) é a forma grega de Hananias (palavra hebraica para חנניה, "Yahweh é gracioso") um nome que ocorre duas vezes no Tanakh (Neemias 3:23, 1 Crônicas 15:23), e várias vezes no Novo Testamento e livros apócrifos.

Ananias de Siracena (610-685) — matemático e astrônomo armênio do século VII

Ananias de Ananias e Safira — cônjuge de Safira, umembro da primeira comunidade cristã, ferido de morte por ter mentido a Deus

Hananias, Misael e Azarias — príncipes citados no Livro de Daniel

Ananias de Damasco ou Santo Ananias II — missionário, mártir e padroeiro de São Paulo

Ananias, filho de Nedebaios — sumo sacerdote que presidiu o julgamento de Paulo em Jerusalém e Cesareia

Jesus ben Ananias (Jesus filho de Ananias) — louco que previu a queda de Jerusalém c. 62

Tenente Ananias — município brasileiro no estado do Rio Grande do Norte

Ananías Maidana Palacios — político paraguaio

Bartolomeu Anania — religioso, tradutor e escritor romeno

Ananias Elói Castro Monteiro — futebolista brasileiro

Patrus Ananias — advogado e político brasileiro, prefeito de Belo Horizonte de 1993 até 1997

Arcanjo

Arcanjo, do grego: arkhaggelos,(αρχή, principal, primeiro; άγγελος, mensageiro), latim eclesiáticos: archangelus, é o anjo principal ou anjo da mais alta ordem (a oitava) na hierarquia celeste. Na bíblia cristã, o termo aparece apenas duas vezes e apenas no Novo Testamento (ver logo mais na seção Cristianismo).Segundo a mesma Bíblia os arcanjos são sete mas apenas três são mencionados: Miguel, Rafael e Gabriel. Os outros nomes (Uriel, Baraquiel ou Barachiel, Jegudiel ou Jehudiel, Fanuel ou Phanuel e Salatiel) aparecem nos livros apócrifos de Enoque, o quarto livro de Esdras e na literatura rabínica. Entretanto, a Igreja Católica só reconhece esses três nomes que estão nas Sagradas Escrituras. Os outros podem servir como referência, mas não são doutrina.

Avan

Atam (ou Awan) é uma personagem do Livro dos Jubileus considerada como a esposa e irmã do perverso Caim, o qual, segundo a Bíblia, em Gênesis, teria sido o primeiro filho de Adão e Eva, responsável pelo assassinato traiçoeiro de seu irmão Abel.

Avan, filha de Adão e Eva, nasceu na quinta semana do segundo jubileu, sendo a terceira pessoa a nascer no mundo, depois de Caim e Abel. Caim tomou Avan por esposa após a morte de Abel, e seu filho Enoque nasceu ao final do quarto jubileu.Segundo o Apócrifo de Adão e Eva parte 2 os filhos deles foram, Caim, Luluva, Abel, Aclia e Seth.

O Segundo Livro de Adão e Eva

Capitulo 1:5 E Adão e Eva continuaram com o seu funeral, em grande pesar, por cento e quarenta dias. Abel tinha quinze anos e meio de idade, Caim dezessete e meio.

6 Quanto a Caim, quando o luto pelo seu irmão terminara, tomou sua irmã Luluva e casou-se com ela, sem consentimento de seu pai e sua mãe pois eles não podiam mantê-lo longe dela, por causa de seus corações pesarosos.

7 Ele então desceu até a base da montanha, longe do jardim, perto do lugar onde havia matado seu irmão.

8 E neste lugar havia muitas árvores frutíferas e florestas. Sua irmã deu-lhes filhos que por sua vez começaram a se multiplicar, gradativamente até que encheram aquele lugar.

Azura

Azura é uma personagem do Livro dos Jubileus considerada como a esposa e irmã de Sete, o qual, segundo a Bíblia, foi o terceiro filho de Adão, nascido depois da morte de Abel, através do qual descendeu o patriarca Noé.

Azura, filha de Adão e Eva, nasceu na sexta semana do quarto jubileu, casou-se com seu irmão Sete na quinta semana do quinto jubileu, e no quarto ano da sexta semana deu à luz Enos.Enos se casou, na terceira semana do sétimo jubileu, com Noam, sua irmã.No entanto, o livro bíblico de Gênesis não menciona quem teria sido a esposa de Sete e nem do perverso Caim.

Caim

Caim é um personagem do Antigo Testamento da Bíblia, que é irmão de Abel filhos de Adão e Eva. Em hebraico, קַיִן, Caim significa "lança", sendo que a sua transliteração seria "Qayin". Este nome também é associado a uma outra forma verbal, "Qanah", que pode significar "obter" ou "provocar ciúme". Algumas obras associam o nome com a expressão "algo produzido".

Enoque (antepassado de Noé)

Enoque (ou Enoch) – חנוך, Chanoch ou Hanokh – é o nome dado a um dos personagens bíblicos mais peculiares e misteriosos das Escrituras. Nasceu, segundo os escritos judeus, na sétima geração depois de Adão, sendo filho de Jarede, e pai de Matusalém.

Enoque é o assunto de muitas tradições judaicas e cristãs. Ele foi considerado o autor do Livro de Enoque e também chamou Enoque de escriba do julgamento.

De acordo com a tradição escrita hebraica denominada Tanakh, relatada em Gênesis, capítulo 5, versos 22-24, Enoque teria sido tomado por Deus para que não experimentasse a morte e na certa fosse poupado da ira do dilúvio:

“E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos. E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou.”

Há dois aspectos extraordinários no relato de Enoque, enfocados nesses versículos, que não foram enfocados em outras gerações: as indicações do texto de que ele “andou com Deus” e o fato que, supostamente, ele não teria morrido, pois “Deus para si o tomou”. Estes relatos foram a origem de muitas fábulas e midrashim (estudos rabínicos mais aprofundados) de sábios judeus ao longo de séculos. Muitos deles se incomodaram muito pelo fato que Enoque "só" vivera 365 anos, uma curta duração de vida para sua época, de acordo com o livro de Gênesis.

Sobre este personagem bíblico existem também os livros apócrifos pseudoepígrafos: “Livro de Enoque I” e o “Livro de Enoque II", que fazem parte do cânone de alguns grupos religiosos, principalmente dos cristãos da Etiópia”, mas que foram rejeitados pelos cristãos, por não terem sido inspirados pelo Espírito Santo e pelos hebreus, por serem particularmente incômodos do ponto de vista político. Todavia, a epístola de Judas, no Novo Testamento bíblico, faz uma menção expressa ao Livro de Enoque, fazendo uma breve citação nos versos 14 e 15 de seu único capítulo. De acordo com O Livro de Enoque: com estudo comparativo das principais traduções, existem vários livros atribuídos a Enoque, sendo três os mais conhecidos: O Livro de Enoque (ou Enoque etíope ou Enoch 1), O Segundo Livro de Enoque (ou Enoque Eslavônico) e O Terceiro Livro de Enoque (ou Enoque hebraico). O mais conhecido é o primeiro deles, que está incluído na bíblia etíope, é considerado autêntico pelos judeus da Etiópia e era considerado autêntico pelos judeus até cerca do ano 200, tendo feito parte do corpus bíblico hebraico até essa época e tendo sido removido por um rabino, por diversas razões, inclusive políticas. Cerca de 200 anos mais tarde, São Jerônimo, encarregado de criar a bíblia cristã, se baseou no princípio "verdade hebraica", que significava que os livros considerados autênticos pelos judeus (do Antigo Testamento) eram autênticos. Por essa razão, o Livro de Enoque caiu no esquecimento no Ocidente, até ser reencontrado mais de mil anos depois. O Livro de Enoque (Enoch 1) foi traduzido e publicado no Brasil pela primeira vez em 1982. O Livro de Enoch é extremamente polêmico, por abordar questões sexuais e raciais. Uma das polêmicas é a dos anjos caídos que desceram dos céus para ter relações sexuais com mulheres que consideraram atraentes e geraram gigantes que destruía a Terra. Outra polêmica é que de acordo com uma passagem, Adão e Eva tiveram filhos negros e Adão era branco, o que indica que Eva era negra.

De acordo com o relato contido em Gênesis sobre a idade dos patriarcas, Sete e seus filhos ainda viviam quando Enoque foi tomado por Deus, bem como Matusalém e Lameque.

Enzara

Enzara ou Emzara é uma personagem do Livro dos Jubileus considerada como a esposa do patriarca bíblico Noé, mãe de Sem, Cam e Jafé, a qual teria sobrevivido junto com toda a família às águas do Dilúvio.

Enzara foi uma filha de Rake'el, sendo filha do irmão de Noé; no Livro dos Jubileus, vários patriarcas casaram-se com filhas de seus irmãos. Noé e, provavelmente, seu irmão eram filhos de Lameque e Betenos, filha de Baraki'il, irmão de Lameque.No livro de Gênesis não há nenhuma menção ao nome da esposa de Noé.

Há várias outras tradições não bíblicas sobre o nome da esposa de Noé, em uma destas versões ela é chamada de Noéma ou Naamá (Na'amah - cheia de beleza). E há quem a identifique como proveniente da descendência de Caim, sendo irmã de Tubalcaim que era filho de Lameque.

Evangelho da Verdade

O Evangelho da Verdade é um dos textos gnósticos dentre os livros apócrifos encontrados nos códices da Biblioteca de Nag Hammadi ("BNH"). Ele existe em duas traduções coptas, uma no dialeto "lycopolitano" que sobreviveu quase inteira no Codex I (o chamado Codex Jung) e outra no dialeto sahídico em fragmentos no Codex XII.

Evangelho de Filipe

O Evangelho de Filipe constitiui um dos livros apócrifos da biblioteca de Nag Hammadi; à semelhança do Evangelho de Tomé, é um evangelho de ditos, ou seja, uma colecção de sentenças encerrando grande sabedoria, atribuídas a Jesus.

A atribuição do texto a Filipe é conjunturalmente moderna; a sua única relação com o apóstolo São Filipe deve-se ao facto de ser o único apóstolo mencionado nos manuscritos (73, 8). Na verdade, o texto deve ter sido redigido algures entre os anos 180 e 350 da nossa Era, portanto muito depois da morte do discípulo de Cristo.

O texto constituiu um importante documento para as comunidades gnósticas. Foi descoberto no deserto egípcio em 1945, entre um conjunto de vários documentos gnósticos, conhecidos como biblioteca de Nag Hammadi (do nome do sítio arqueológico onde foram descobertos).

Falso profeta

Falso profeta, também chamado de pseudoprofeta, é a rotulação dada a uma pessoa que ilegitimamente se proclama detentora de dons do Espírito Santo. Tal rotulação pode tanto decorrer de um falso dom carismático, como do uso do mesmo para fins demagógicos ou demoníacos.No Antigo Testamento, a Bíblia cita vários falsos profetas, como por exemplo Hananias, que falara mal de Jeremias. Também deve se saber que nem sempre o falso profeta usa dons demoníacos, usando quase sempre a falsa alegação e a ajuda para pessoas más.

O mais famoso dos falsos profetas do Novo Testamento é o "Falso Profeta" do livro de Apocalipse, cujo nome é repetido por três vezes. Este Falso Profeta seria um aliado do Anticristo e da Besta. A figura do Falso Profeta é um dos maiores mistérios da escatologia.

Esse Falso Profeta seria igual ao Homem da Perdição, e continua um mistério por não ter informações extras nem em livros apócrifos. Deus irá então mandá-lo ao inferno se esse não se arrepender.

À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles.Isaías 8:20.

Se o homem não falar dessas duas vertentes bíblicas é um falso profeta.

II Esdras

II Esdras, também conhecido como 2 Esdras, Esdras latino, Ezra latino ou IV Esdras, é o nome de um livro apocalíptico presente em muitas versões da Bíblia cristã. Sua autoria é atribuída a Esdras (Ezra na tradição hebraica). Ele é reconhecido entre os livros apócrifos pelos católicos, protestantes e a maior parte dos ortodoxos. Apesar de II Esdras estar preservado em latim como um apêndice da Vulgata e ter sobrevivido como um livro unificado, ele é geralmente tratado como sendo uma obra em três partes.

Jegudiel

São Jegudiel Arcanjo também conhecido como Jhudiel, Jehudiel (em Hebraico. יהודיאל Yehudiel "louvor de Deus") e em russo Архангел Иегудиил (Arcangel Iiegudiil, Arcanjo Jegudiel), é um dos sete arcanjos ortodoxos. Não se encontra nenhuma citação ou referência da sua existência no Evangelho ou livros apócrifos, mas têm a sua existência aceita na Igreja Ortodoxa, sendo o único anjo que não é citado nem em livros apócrifos.A crença a respeito de Jegudiel nasceu na Idade Média, o monge Amadeus Menez de Silva († 1482) na sua lista de sete arcanjos constou Jegudiel. Pinturas de Jegudiel são muito raras, principalmente na Igreja Católica Apostólica Romana

Sendo representado na iconografia segurando uma coroa, e tendo o sagrado coração flamejante. Jegudiel é o patrono de todos que trabalham duro em alguma área de atuação, a coroa em sua mão simboliza a recompensa por trabalhos espirituais com sucesso. Junto com seus subordinados anjos , ele é o conselheiro e defensor de todos os que trabalham em cargos de responsabilidade para a glória de Deus, e como tal se recorre à reis, juízes, e outros em posições de liderança.

Jegudiel também é conhecido como o portador do amor misericordioso de Deus e como o anjo ortodoxo da sexta-feira.

Lista de livros apócrifos

Lista de livros apócrifos da Bíblia.

Manuscritos do Mar Morto

Os Manuscritos do Mar Morto são uma coleção de centenas de textos e fragmentos de texto encontrados em cavernas de Qumran, no Mar Morto, no fim da década de 1940 e durante a década de 1950. Foram compilados por uma doutrina de judeus conhecida como Essênios, que viveram em Qumran do século II a.C. até aproximadamente 70. Porções de toda a Bíblia Hebraica foram encontradas, exceto do Livro de Ester e do Livro de Neemias. Os manuscritos incluem também Livros apócrifos e livros de regras da própria seita. Os Manuscritos do Mar Morto são de longe a versão mais antiga do texto bíblico, datando de mil anos antes do que o texto original da Bíblia Hebraica, usado pelos judeus atualmente. Atualmente, estão guardados no Santuário do Livro do Museu de Israel, em Jerusalém.

Menelau (sumo sacerdote)

Menelau ou Menaém foi sumo sacerdote de Israel no período helenístico.

Menelau possivelmente pertencia à família dos Tobíadas, sendo irmão de Simão, que havia chamado a atenção dos reis da Síria Selêucida sobre o tesouro do templo, por inveja do sumo sacerdote Onias III.Em 175 a.C., Antíoco IV Epifânio substituiu Onias III por Jasão e Menelau foi colocado como segundo homem no sacerdócio.Em 172 a.C., Menalau foi encarregado de levar o tributo judeu a Antioquia, e aproveitou para subornar o rei e ganhar o sumo sacerdócio. Ele teve apoio dos Tobíadas, mas o povo se revoltou, apoiando Jasão, e apenas se submeteu diante das tropas sírias.Menelau teve dificuldades em conseguir o tributo que ele havia prometido, e pilhou o templo; Onias III, que havia ameaçado revelar segredos sobre Menelau ao rei, foi assassinado, e o povo se revoltou. Ele conseguiu escapar do julgamento pelo suborno, e o peso da lei caiu sobre seus acusadores.Em 171 a.C., Menelau foi convocado, junto de Sóstrato, o governador de Jerusalém, para levar o tributo a Antioquia. Ele deixou seu irmão Lisímaco em seu lugar. Com a ajuda de Lisímaco, Menelau pilhou o templo de Jerusalém. Onias III tentou o impeachment de Menelau, pelo sacrilégio, se refugiou em um santuário de Dafne próximo de Antioquia, mas foi enganado por Andrônico, saiu do santuário, e foi assassinado. Antíoco, quando soube disto, ordenou a execução de Andrônico.Em 170 a.C., em uma revolta em Jerusalém, Lisímaco foi morto.Quando chegaram rumores da morte de Antíoco em uma expedição no Egito, em 170 a.C., Jasão reuniu 1000 homens e retomou a posição, mas não conseguiu mantê-la; quando o rei voltou do Egito, puniu severamente Jerusalém. Antíoco sacrificou um porco no altar do templo de Jerusalém e deixou Menelau governando os judeus. Jasão passou o resto de sua vida vagando, e morreu na Lacedemônia.Em 168 a.C., Antíoco Epifânio enviou seu general Apolônio contra Jerusalém, desarmou os habitantes, destruiu as muralhas, aboliu a lei de Moisés, proibiu a observância do Sabá e a circuncisão, confiscou e queimou copias da Torá, realizou cerimônias pagãs no Templo e tentou forçar a helenização dos judeus.Em 163 (Ussher) ou 162 a.C. (Wellhausen), após a revolta dos Macabeus, Lísias, general de Antíoco V Eupátor, invadiu a Judeia com um exército, mas substituiu Menelau, no sacerdócio, por Álcimo. De acordo com II Macabeus, Menelau foi executado de acordo com os costumes sírios: ele foi colocado em uma torre e coberto de cinzas, e não recebeu nenhuma sepultura.

Pseudepigrafia

Pseudepigrafia (do grego ψευδεπιγραφία) é o estudo dos pseudepígrafos ou pseudo-epígrafos, que são textos antigos, aos quais é atribuída falsa autoria.

Querubim

Querubim (do Hebraico כרוב - "keruv" ou do plural כרובים - keruvim) é uma criatura sobrenatural, espiritual, mencionada várias vezes no Tanakh (ou o Antigo Testamento), em livros apócrifos e em muitos escritos judaicos.

Em uma das interpretações, os querubins seriam anjos ou animais em 1 lugar na hierarquia celeste, logo abaixo de Deus

Numa visão moderna, tendo uma origem em parte do Judaísmo, o querubim é um ser em forma de um bebê alado que estava sobre Propiciatório da Arca da Aliança, sendo este ponto de vista anacrônico em relação a estes seres, originada do Renascimento, já que, como bem relatou o historiador judeu Flávio Josefo, a representação dos querubins tinha sido esquecida já no século I d.C..

Os querubins segundo a visão de Ezequiel é um espírito com 4 asas e 4 rostos. O primeiro rosto de touro, o segundo de homem, o terceiro de leão e o quarto de uma águia. Ficam logo abaixo de Deus e seus corpos estão completamente cheios de olhos, visão esta que Deus deu a Ezequiel, na bíblia sagrada está em Ezequiel capítulo 10.

Sete (Bíblia)

Seth (130-1042 a partir da criação) (hebraico:שֵׁת, hebraico moderno, Šet, Tiberiano Šēṯ; em árabe: شيث Shith or Shiyth; "concedido; colocado; nomeado"), também grafado Sete ou Set em português, é, segundo a Bíblia, o terceiro filho de Adão e Eva e irmão de Caim e Abel, sendo o único, entre os demais filhos, a ser citado pelo nome. Pela tradição, Adão teve 33 filhos e 23 filhas. De acordo com Gênesis 4:25, Seth nasceu após a morte de Abel e Eva acreditava que ele fora designado por Deus para estabelecer uma nova descendência, em substituição a Abel, morto por Caim.

Depois da morte de Abel, Sete é indicado como justo pela teologia judaico-cristã, em contraponto com Caim. No livro apócrifo de Zohar 1:36b, Sete é chamado de ancestral de todas as gerações dos justos. De acordo com o Livro dos Jubileus, também apócrifo, Sete casou-se com sua irmã mais jovem Azura e teve vários filhos, entre os quais Enos e a filha Hôh. No islão, Sete é considerado um dos profetas islâmicos.

Embora em Gênesis não seja mencionada quem teria sido a esposa de Sete e nem de Caim, é confirmado que o patriarca teve como filho Enos, aos 105 anos, e morreu aos 912 anos, gerando filhos e filhas. Pelos cálculos a respeito da vida dos patriarcas, significa que Sete teria alcançado o arrebatamento de Enoque.

Segundo Gênesis 4:26, com o nascimento de Enos, os homens passaram a invocar a Deus, o que teria sido o nascimento da religião e indica que Sete poderia ter sido um dos primeiros sacerdotes da humanidade.

O movimento dos Santos dos Últimos Dias diz que Sete foi ordenado com a idade de 69 anos por Adão, e três anos antes de sua morte, Adão teria abençoado Sete e sua descendência até o fim dos dias (D&C 107:42). É importante esclarecer que Sete é também o nome de um personagem jaredita do Livro de Éter.

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