Livro dos Números

Livro dos Números (do grego Ἀριθμοί, "Arithmoi"; em hebraico: בְּמִדְבַּר, Bəmiḏbar, "No deserto [de]") é o quarto dos cinco livros da Torá, a primeira seção da Bíblia hebraica, e do Antigo Testamento cristão[1]. O nome em português é derivado do latim "Numeri" e é uma referência aos dois censos dos israelitas citados no texto. Este livro tem uma longa e complexa história, mas sua forma final provavelmente é resultado de uma edição sacerdotal de uma fonte javeísta realizada em algum momento no início do período persa (século V a.C.)[2].

Números começa no monte Sinai, onde os israelitas haviam recebido suas leis e renovado sua aliança com Deus, que passou a habitar entre eles no Tabernáculo[3]. A próxima missão era tomar posse da Terra Prometida. A população é contada e preparativos são realizados para reassumir a marcha até lá. Os israelitas reassumem a jornada, mas logo aparece um rumor sobre as dificuldades da viagem e questionamentos sobre a autoridade de Moisés e Aarão. Por causa disto, Deus destrói aproximadamente 15 000 deles através de formas variadas. Eles chegam até a fronteira de Canaã e enviam espiões para reconhecer o terreno. Ao ouvir o temeroso relato deles sobre as condições encontradas, os israelitas se apavoram e desistem de se apoderar do território. Deus condena-os todos à morte no deserto até que uma nova geração possa crescer para assumir a tarefa. O livro termina com a nova geração na planície de Moab pronta para cruzar o rio Jordão[4].

Este livro marca o final da história do êxodo de Israel da opressão no Egito Antigo e sua viagem para conquistar a terra prometida por Deus a Abraão. Por isso, Números conclui narrativas iniciadas no Gênesis e elaboradas no Livro do Êxodo e no Levítico: Deus havia prometido que os israelitas que eles seriam grandes (ou seja, seriam numerosos), que eles teriam uma relação especial com Javé, seu Deus, que eles conquistariam a terra de Canaã. Números também demonstra a importância da santidade (tema fundamental do Levítico), fé e confiança: apesar da presença de Deus e de seus sacerdotes, Israel ainda não tem fé suficiente e, por isso, a conquista da terra prometida fica para uma nova geração[2].

Figures
Sacerdotes (kohanim), levitas e utensílios do templo.

Estrutura

A maior parte dos comentaristas divide Números em três seções com base no local onde os eventos se desenrolam (monte Sinai, Cades Barneia e a planície de Moab) ligadas por duas seções de viagem[5]. Uma visão alternativa entende que Números está estruturado à volta das duas gerações da narrativa — a condenada à morte no deserto e a nova geração que entrará em Canaã — sublinhando a distinção entre a desobediência da primeira e a obediência da segunda[6].

Sumário

Deus ordena Moisés, ainda no deserto do Sinai, que conte todos os que podem lutar — todos os homens com mais de vinte anos — e que nomeie príncipes para comandar cada uma das tribos. Um total de 603 550 estavam capacitados para o serviço militar. A tribo de Levi foi isentada e, portanto, ficou de fora do censo. Moisés consagrou os levitas para o serviço no Tabernáculo no lugar dos primogênitos, que, até então, eram os responsáveis pela tarefa. Os levitas foram então divididos em três famílias, de Gérson, Coate e Merari, cada uma com um líder. Os coatitas eram liderados por Eleazar e as outras duas por Itamar, os dois filhos de Aarão. Depois disto, preparativos para foram feitos para retomar a marcha para a Terra Prometida e várias leis e mandamentos foram decretados.

Os israelitas deixaram o Sinai. O povo começou a reclamar contra Deus e foi punido com fogo; Moisés reclama da teimosia dos israelitas e recebe a ordem de recrutar setenta anciãos para ajudá-lo no governo. Miriã e Aarão criticam Moisés em Hazerote, o que enfurece a Deus; Miriã é punida com a lepra e fica isolada do acampamento por sete dias, ao final dos quais os israelitas seguem para o deserto de Parã, já na fronteira de Canaã. Os doze espiões são enviados e retornam com um relato a Moisés. Josué e Calebe, dois deles, relatam que a terra é abundante e dela «mana leite e mel» (Números 13:27), mas os demais afirmam que a terra é habitada por gigantes e os israelitas se recusam a invadi-la. Javé decreta que os israelitas serão punidos por sua falta de fé e os condena a vagar pelo deserto por quarenta anos.

Moisés recebe ordem de Deus de fabricar placas para cobrir o altar. Novamente os israelitas reclamam, desta vez contra Moisés e Aarão por causa da destruição dos seguidores de Coré, e novamente são punidos: 14 700 morrem numa epidemia. Aarão e sua família são declarados por Deus como responsáveis por qualquer iniquidade cometida em relação ao santuário e os levitas novamente são nomeados para ajudar a manter o Tabernáculo. Eles também recebem a ordem de entregar aos sacerdotes parte do dízimo que recebem.

Mirião morre em Cades Barneia e os israelitas partem para Moabe, na fronteira oriental de Canaã. Eles culpam Moisés pela falta d'água. Moisés recebe a ordem de Deus de comandar que uma pedra verta água, mas ele desobedece e é punido por Deus, que anuncia que ele não entrará em Canaã. O rei de Edom não permite que os israelitas atravessem seu reino, o que os obriga a contorná-lo. No caminho, Aarão morre no monte Hor. Os israelitas mais uma vez reclamam de Deus e de Moisés e desta vez são punidos por "serpentes abrasadoras", o que provoca a morte de muitos. Uma serpente de bronze ("Nehushtan") é criada, por ordem de Deus, para afastar o tormento.

The return of the spies
Retorno dos doze espiões com as uvas de Canaã.
Korah Botticelli
"Punição de Coré", de Sandro Botticelli.
Balaam i osioł
Balaão e sua mula com o anjo, de Pieter Lastman.
The-zeal-of-phinehas-15th-c
Fineias mata Zimri quando ele toma para si uma mulher moabita, iluminura do século XV.

Finalmente os israelitas chegam à planície de Moabe. Um novo censo é realizado para contar os homens com mais de vinte anos e chega a um total de 601 730; os levitas com um mês ou mais são outros 23 000. A terra prometida será dividida por sorteio do qual as filhas de Zelofeade, que não tinham irmãos homens, participarão. Moisés recebe a ordem de nomear Josué como seu sucessor e prescrições para a observância de festas e sacrifícios para várias ocasiões são enumeradas. Em seguida, Moisés ordena que os israelitas massacrem o povo de Midiã; os rubenitas os gaditas solicitam a Moisés que lhes seja entregue esta terra, a leste do Jordão, e ele concorda depois de receber a promessa de que eles ajudarão na conquista das terras a oeste. Além das duas tribos, metade da Manassés também é assentada ali. Moisés então relembra a posição na qual os israelitas hesitaram quarenta anos antes e instrui os israelitas a exterminarem os cananeus e a destruírem seus ídolos. As fronteiras de Canaã são explicadas e a terra deverá ser dividida, sob o comando de Eleazar, Josué e os doze príncipes das tribos.

Seções segundo as porções semanais da Torá no judaísmo

As subdivisões são as seguintes:

  • Bamidbar, sobre Números 1–4: Primeiro censo, deveres sacerdotais;
  • Naso, sobre Números 4–7: deveres sacerdotais, o acampamento, infidelidade e o nazirita, consagração do Tabernáculo;
  • Behaalotecha, sobre Números 8–12: levitas, atravessando nuvens e fogo, reclamações, questionamentos sobre a liderança de Moisés;
  • Shlach, sobre Números 13–15: relato misto dos espiões e a resposta de Israel, libações, pão, idolatria, fronteiras;
  • Korach, sobre Números 16–18: revolta de Coré, epidemia, botões no cajado de Aarão, deveres dos levitas;
  • Chukat, sobre Números 19–21: novilha vermelha, água vertendo da pedra, morte de Miriã e de Aarão, vitórias, serpentes;
  • Balak, sobre Números 22–25: mula de Balaão e a benção;
  • Pinechas, sobre Números 25–29: Fineias, o segundo censo, herança, o sucessor de Moisés, oferendas e feriados;
  • Matot, sobre Números 30–32: Juramentos, Midiã, dividindo os espólios, terra de Rúben, Gade e metade de Manassés;
  • Masei, sobre Números 33–36: paradas na viagem dos israelitas, instruções para a conquista, cidades para os levitas.

Composição

A maioria dos estudiosos bíblicos modernos acreditam que a Torá (os cinco primeiros livros do Antigo Testamento) chegaram à sua forma presente no período pós-exílio (depois de 520 a.C.), quando tradições mais antigas, orais e escritas, "detalhes geográficos e demográficos contemporâneos, mas, ainda mais importante, as realidades políticas da época" foram levados em consideração[7].[8] Os cinco livros são geralmente descritos na hipótese documental como se baseando em quatro "fontes" (entendidas como escolas literárias e não indivíduos): a javista e a eloista (frequentemente entendidas como uma única fonte), a fonte sacerdotal e a deuteronomista[9]. Ainda há discussões sobre a origem das fontes não-sacerdotais, mas há consenso que esta é pós-exílio[10]:

  • Gênesis: composto principalmente de material sacerdotal e não-sacerdotal[10];
  • Êxodo: uma antologia baseada em fontes de quase todos os períodos da história de Israel[11];
  • Levítico: inteiramente sacerdotal e do período do exílio ou posterior[12];
  • Números: uma edição sacerdotal de um original não-sacerdotal[2];
  • Deuteronômio: originalmente um conjunto de leis religiosas, foi ampliado no início do século VI para servir de introdução para a história deuteromística (os livros de Josué e Reis) e, posteriormente, foi separado desta história, ampliado e editado novamente e anexado à Torá[13].

Temas

David A. Clines identificou um tema mais amplo da Torá como sendo o cumprimento parcial da promessa feita por Deus aos patriarcas Abraão, Isaac e Jacó. Esta promessa pode ser dividida em três elementos: posteridade (ou seja, uma linhagem de descendentes; no caso de Abraão, eles seriam incontáveis), a relação entre Deus e os homens (Israel é o povo escolhido por Deus) e terra (Canaã, amaldiçoada por Noé logo depois do Dilúvio)[14].

O tema da relação entre Deus e o homem é expressado (ou organizado) através de uma série de alianças, do Gênesis ao Deuteronômio e além. A primeira é a aliança entre Deus e Noé logo depois do Dilúvio, na qual Deus concorda em nunca mais destruir a terra com água. A próxima é entre Deus e Abraão e a terceira, entre Deus e os israelitas no monte Sinai. Nesta terceira aliança, ao contrário das primeiras duas, Deus entrega um elaborado conjunto de leis (descritas no Êxodo, Levítico e Números) que os israelitas devem observar; além disso eles devem permanecer fieis a Javé, o Deus de Israel, o que significa, entre outras coisas, que eles devem depositar sua confiança n'Ele[15].

O tema dos descendentes é o primeiro em Números, justamente o censo dos homens em condições de lutar em Israel. O gigantesco número resultante (mais de 600 000) demonstra o cumprimento da promessa de Deus a Abraão de incontáveis descendentes. O número também serve como uma garantia de Deus da vitória em Canaã[16]. Conforme avançam os primeiros dez capítulos, o tema da presença de Deus entre os israelitas se torna proeminente: estes capítulos descrevem como Israel deve se organizar à volta do Tabernáculo, a morada de Deus entre os homens deixada a cargo dos levitas e dos sacerdotes, para a conquista da Terra Prometida[17].

Os israelitas partem para conquistar a nova terra, mas quase que imediatamente se recusam a invadi-la e Javé condena a geração inteira que deixou o Egito a morrer no deserto. A mensagem é clara: o fracasso não se deu por causa de nenhuma falha nos preparativos, pois Javé já havia previsto tudo, mas sim por causa do pecado da falta de confiança de Israel. Na seção final, os israelitas da nova geração seguem as instruções de Javé entregues a Moisés e conseguem tudo o que queriam[17]. Os cinco últimos capítulos tratam exclusivamente da terra: instruções para o extermínio dos cananeus, a demarcação das fronteiras, o procedimento para dividir as terras, as cidades sagradas para os levitas e as "cidades santuário", o problema da poluição da terra pelo sangue e regulamentos de herança quando falta um herdeiro do sexo masculino[18].

Referências

  1. Ashley 1993, p. 1.
  2. a b c McDermott 2002, p. 21.
  3. Olson 1996, p. 9.
  4. Stubbs 2009, p. 19–20.
  5. Ashley 1993, p. 2-3.
  6. Knierim 1995, p. 381.
  7. Enns 2012, p. 5.
  8. Finkelstein, I., Silberman, NA., The Bible Unearthed: Archaeology's New Vision of Ancient Israel and the Origin of Its Sacred Texts, p.68-69
  9. Coogan, Brettler & Newsom 2007, p. 6.
  10. a b Carr 2000, p. 492.
  11. Dozeman 2000, p. 443.
  12. Houston 2003, p. 102.
  13. Van Seters 2004, p. 93.
  14. Clines 1997, p. 29.
  15. Bandstra 2004, p. 28-29.
  16. Olson 1996, p. 14.
  17. a b Ska 2006, p. 38.
  18. Clines 1997, p. 62.

Bibliografia

Ligações externas

Abaritan

Abaritan é uma imprecação portuguesa antiga, que quer dizer: "sepultado sejas vivo nos infernos como foram Abiron e Dathan" ou "que seja confundido, e devorado pela terra, como Datan, e Abiron". O termo refere-se ao episódio bíblico relatado no Livro dos Números, quando o levita Abiron revoltou-se contra Moisés, juntamente com Coré e Datã. Como castigo pela sua rebelião, teriam sido todos três engolidos pela terra, que se abriu, sepultando também duzentos e cinquenta cúmplices.Era muito usada nas escrituras dos forais, como ameaça para quem se atrevesse a infringir as garantias ali estabelecidas. Em 1842, o termo, usado como interjeição por um dos personagens de um romance passado na Idade Média, era já considerado anacrónico e de uso antiquado.A expressão é igualmente conhecida na Galiza, sendo usada para designar aquele que não cumpria o estipulado em algum contrato, e sobre o qual caiam os mesmos castigos e maldições contidos nessa escritura. Entre o vulgo (popularmente), a palavra é sinónimo de excomungado.

As Quatro Estações (Poussin)

As Quatro Estações (em francês: Les Quatre Saisons) é um conjunto de quatro pinturas a óleo sobre tela do pintor francês Nicolas Poussin pintadas entre 1660 e 1664 e que se encontram actualmente no Museu do Louvre em Paris. As Quatro Estações foram as últimas completadas por Nicolas Poussin (1594–1665) tendo sido pintadas em Roma, onde vivia desde os trinta anos, por encomenda do Duque de Richelieu, sobrinho do Cardeal Richelieu.

Cada uma das quatro pinturas é uma paisagem elegíaca com figuras do Antigo Testamento representando as várias estações do ano e as etapas do dia. Executado quando o artista já sofria de tremura das mãos, as Estações são uma reflexão filosófica sobre a ordem no mundo natural. A iconografia evoca não só os temas cristãos de morte e ressurreição, mas também a imagem pagã da antiguidade clássica: os mundos poéticos de Paraíso Perdido de John Milton e as Geórgicas de Virgílio. As quatro pinturas estão atualmente expostas num sala única própria do Museu do Louvre em Paris.

Balaão

Balaão é um personagem do Livro dos Números, quarto livro da Torá. Balaão foi o profeta a quem Balaque deu instrução para amaldiçoar o povo de Israel. Contudo por revelação divina, Deus lhe aparecia e determinava que o povo de Israel fosse abençoado por ele, profetizando a grandeza daquele povo, o que irritou Balaque. Ele se autodenominava "homem de olhos abertos" por ter visões de Deus e se prostrar diante dele de olhos abertos.

Balaão não amaldiçoou o povo, mas foi seduzido pelas ofertas financeiras do rei a ponto de novamente ir no caminho para por tropeço ao povo de Israel pelos seus serviços sacerdotais. No meio do caminho, pela boca de uma jumenta, Balaão tem mais uma revelação de Deus contra o seu propósito de ir se encontrar com Balaque.

Balaão não chegou a amaldiçoar o povo de Israel, pois por divina revelação Deus não o permitiu, contudo Balaão ensinou aos inimigos de Israel como fazê-los cair e perder a proteção do Altíssimo. As mulheres de fora de Israel eram formosas e fariam o povo de Israel cair em prostituição. E por intermédios dessas mesmas mulheres haveria a promiscuidade com ídolos.

Ele foi morto pelo exército de Israel juntamente com os reis midianitas e boa parte deste povo.

Bamidbar

Bamidbar (do hebraico במדבר No deserto, ou No ermo da primeira palavra do texto) é a quarta parte da Torá. Bamidbar é chamado comumente de Números pela tradição ocidental e trata-se praticamente do mesmo livro apesar de algumas diferenças, principalmente no que lida com interpretações religiosas com outras religiões que aceitam o livro de Números. Este artigo pretende mostrar as origens do livro e suas implicações dentro principalmente do judaísmo.

Capela Sistina

A Capela Sistina (em latim: Sacellum Sixtinum; em italiano: Cappella Sistina) é uma capela situada no Palácio Apostólico, residência oficial do Papa na Cidade-Estado do Vaticano. É famosa pela sua arquitetura, inspirada no Templo de Salomão do Antigo Testamento, e sua decoração em afrescos, pintada pelos maiores artistas da Renascença, incluindo Michelangelo, Rafael, Perugino e Sandro Botticelli.

A capela tem o seu nome em homenagem ao Papa Sisto IV, que restaurou a antiga Capela Magna, entre 1477 e 1480. Durante este período, uma equipe de pintores que incluiu Pietro Perugino, Sandro Botticelli e Domenico Ghirlandaio criaram uma série de painéis de afrescos que retratam a vida de Moisés e de Cristo, juntamente com retratos papais e da ancestralidade de Jesus. Estas pinturas foram concluídas em 1482, e em 15 de agosto de 1483, Sisto IV consagrou a primeira missa em honra a Nossa Senhora da Assunção.

Desde a época de Sisto IV, a capela serviu como um lugar tanto para religiosos, como funcionários para atividades papais. Hoje é o local onde se realiza o conclave, o processo pelo qual um novo Papa é escolhido.

Joaquim de Fiore

Joaquim de Fiore, também conhecido por Gioacchino da Fiore, Joaquim de Fiori, Joaquim, abade de Fiore ou Joaquim de Flora (Celico, 1135 – Pietrafitta, 30 de março de 1202) foi um abade cisterciense e filósofo místico, defensor do milenarismo e do advento da idade do Espírito Santo. O seu pensamento deu origem a diversos movimentos filosóficos, com destaque para os joaquimitas e florenses.

John Conway

John Horton Conway (Liverpool, 26 de dezembro de 1937) é um matemático ativo na teoria dos grupos finitos, teoria dos nós, teoria dos números, teoria combinatória dos jogos e teoria de códigos.

Entres os matemáticos amadores, é o mais bem conhecido por sua teoria combinatória dos jogos e pela invenção do Jogo da vida. Ele é também um dos inventores do sprouts, assim como o futebol dos filósofos, e ele desenvolveu análises detalhadas de muitos jogos e quebra-cabeças, tais como o Cubo soma. Ele criou o ainda não resolvido Problema do anjo.

Ele inventou um novo sistema de numeração, os números surreais, que são intimamente relacionados com alguns jogos e foram o tema de um romance matemático de Donald Knuth. Ele também inventou uma nomenclatura para número excessivamente grandes, a Conway chained arrow notation.

Junto com Michael Guy, ele estabeleceu que existem 64 policloros uniformes convexos não prismáticos no meio dos anos 60.

Ele trabalhou na classificação de grupos simples finitos e descobriu os grupos de Conway.

Para o cálculo do dia da semana, ele inventou o algoritmo Doomsday.

Em 2004 Conway e Simon Kochen, outro matemático de Princeton, provaram o Teorema do Livre Arbítrio, uma versão primária do princípio de nenhuma variável oculta da Mecânica Quântica. Ele afirma que dadas certas condições (que a maioria dos físicos consideram verdadeiras), se um pesquisador pode decidir livremente quais quantias medir em um experimento particular, então as partículas elementares devem ser livres para escolher seus spins para tornar as medidas consistentes com a lei física. Ou, como diz Conway: "se os pesquisadores tiverem livre arbítrio, o mesmo terão as partículas elementares."

Conway é atualmente professor de matemática na Universidade de Princeton. Ele estudou na Universidade de Cambridge. Em 1981 foi eleito membro da Royal Society.

Ele (co-)escreveu uma séria de livros incluindo o Atlas of Finite Groups (Atlas dos Grupo Finitos), Sphere Packings, Lattices and Groups, The Sensual (Quadratic) Form (A Sensual forma (Quadrática)), On Numbers and Games, Winning Ways for your Mathematical Plays, The Book of Numbers (O Livro dos Números), e On Quaternions and Octonions (Sobre Quaternons e Octanons).

Jumenta de Balaão

A jumenta de Balaão, no Livro dos Números, foi a jumenta que levou Balaão de Petor até Ir-Moabe.

Por três vezes, a jumenta viu o Anjo do Senhor de espada na mão, e desviou-se do caminho, protegendo Balaão de ser morto, e sendo fustigada por Balaão em todas as vezes. Na terceira vez, a jumenta falou com Balaão, explicando que tinha salvo a sua vida.

Massimo Troisi

Massimo Troisi (San Giorgio a Cremano, 19 de fevereiro de 1953 — Óstia, 4 de junho de 1994) foi um ator de teatro, cinema e televisão; diretor e poeta italiano, que soube reinterpretar e inovar a tradição e os costumes de Nápoles. Troisi faleceu precocemente em decorrência de um problema cardíaco.

Metódio de Olimpos

Metódio de Olimpos (m. ca. 311) foi um bispo cristão, autor eclesiástico e um mártir. Ele é considerado um santo e um dos padres da igreja.

Número (desambiguação)

Número ou Números pode referir-se a:

Número - conceito matemático

Número (gramática)

Livro dos Números - um dos livros bíblicos que compoem o Pentateuco

Número áureo - em astronomia, designa o número 19 do ciclo de Meton ou ciclo metónico

O Êxodo

O Êxodo (grego bíblico: ἔξοδος; hebraico: יציאת מצרים, transl. Yetsi'at Mitzrayim, IPA: [jəsʕijaθ misʕɾajim], Y'ṣiʾath Miṣrayim, lit. "a saída do Egito") é o mito fundador dos israelitas, tal como descrito na Bíblia hebraica. Stricto sensu, refere-se à fuga dos israelitas do Egito tal como descrita no Livro do Êxodo; lato sensu, pode abranger também as posteriores legislações e andanças pelos desertos que separam o Egito de Canaã, descritas nos livros do Levítico, Números e o Deuteronômio.

A narrativa existente é um produto do final do período exílico ou pós-exílico (séculos VI a V a.C.), porém o centro da narrativa é mais antigo, refletido principalmente nos documentos deuteronomistas dos séculos VIII e VII a.C. Uma minoria de acadêmicos acredita que a narrativa da Idade do Ferro tem fontes ainda mais antigas, que podem ser traçadas a uma tradição genuína do colapso da Idade do Bronze, no século XIII a.C.Segundo historiadores modernos, não há qualquer evidência arqueológica que confirme a veracidade da história narrada no Livro do Êxodo.

Papiro Chester Beatty

O Papiro bíblico Chester Beatty ou simplesmente Papiro Chester Beatty refere-se a um grupo de papiros manuscritos de Textos bíblicos. Os manuscritos estão no grego e são de origem cristã. Há onze manuscritos no grupo, sete destes consistem em livros do Antigo Testamento, três são do Novo Testamento (No. de Gregory-Aland. P45, P46, e P47), e uma parte consistindo no livro de Enoque e de homilia cristã não identificada. A maioria é datada do século III. Estão arquivados em parte na Biblioteca de Chester Beatty e outra parte na Universidade de Michigan.

Estão divididos em três principais categorias:

Papiro Chester Beatty 1 (P45)

Papiro Chester Beatty 2 (P46)

Papiro Chester Beatty 3 (P47)Os papiros iniciais, provavelmente foram obtidos por antigos comerciantes ilegais. Por causa disso, as circunstâncias exatas do seu achado não estão claras. Uma teoria é que os manuscritos estavam em vasos perto das ruínas da antiga cidade de Atfih, no Egito. Outra teoria afirma que a coleção foi encontrada perto de Faium, outra cidade egípcia.

A maioria dos papiros foram comprados de um negociante por Alfred Chester Beatty, cujo nome foi dado aos manuscritos, embora algumas folhas e fragmentos foram adquiridos pela Universidade de Michigan e por alguns outros colecionadores e instituições. Os papiros foram inicialmente anunciados em 19 de Novembro de 1931, embora outros papiros fossem adquiridos na década seguinte.

Frederic G. Kenyon, publicou um trabalho de 8 volumes em 1933 a 1958, sobre os manuscritos: The Chester Beatty Biblical Papyri: Descriptions and Texts of Twelve Manuscripts on Papyrus of the Greek Bible. Os papiros são catalogados geralmente como P. Chester Beatty seguido por numeração romana correspondente entre I-XII, um para cada manuscrito. O termo “Papiro Chester Beatty” ou "Chester Beatty Papyri" pode também referir-se à coleção dos manuscritos que Alfred Chester Beatty adquiriu em sua vida.

Pentateuco

O Pentateuco, do grego, "os cinco rolos", é composto pelos cinco primeiros livros da Bíblia. Entre os judeus é chamado de Torá, uma palavra da língua hebraica com significado associado ao ensinamento, instrução, ou literalmente Lei, uma referência à primeira secção do Tanakh, os primeiros cinco livros da Bíblia hebraica, cuja autoria é atribuída a Moisés. Os judeus também usam a palavra Torá num sentido mais amplo, para referir o ensinamento judeu através da história como um todo. Neste sentido, o termo abrange todo o Tanakh, o Mishná, o Talmude e a literatura midrash. Em seu sentido mais amplo, os judeus usam a palavra Torá para referir-se a todo e qualquer tipo de ensino ou filosofia.

Profecias (Bahá'í)

No livro Respostas a Algumas Perguntas, ´Abdu'l-Bahá expõe algumas interpretações da Bíblia como o capítulo 11 e 12 do Livro da Revelação. De forma breve, explica também interpretações do Profeta Daniel (Velho Testamento), na qual alude à vinda do Messias e a Segunda Vinda de Cristo através de profecias numéricas. Bahá'u'lláh aborda pela primeira vez o tema em Joias dos Mistérios Divinos, em resposta a um buscador.

Sacrifício vicário

Sacrifício vicário ou sacrifício expiatório é conhecido em teologia cristã como o sacrifício substituto de Jesus Cristo pelo pecado do homem na cruz.Segundo o Dicionário Bíblico Universal, era a expiação do pecado por meio de uma vida dada em substituição. E segundo o dicionário Michaelis, também conhecido pelo termo "propiciação" (lat propitiatione), que pode ser compreendida como a "intercessão para obter o perdão de culpa", bem como o "sacrifício para aplacar a ira ou a justiça divina".Novo Testamento se refere a morte de Cristo Jesus como ele tendo sido a vítima da expiação

Sera

Sera (em hebraico: שרח) foi, no Tanakh, filha de Aser, filho de Jacó. Ela é contada entre os setenta membros da família do patriarca que migraram de Canaã para o Egito, e seu nome ocorre em conexão com o censo realizado por Moisés no deserto. Ela é mencionada também entre os descendentes de Aser em 1 Crônicas 7:30. O fato de ela ser a única de seu sexo a ser mencionada na lista genealógica pareceu, para os rabinos, indicar que havia algo de extraordinário em conexão com sua história, e uma vez que ela se tornou a heroína de várias lendas.

Serpente (simbologia)

Serpente é uma palavra de origem do latim (serpens, serpentis) que é normalmente substituída por "cobra" especificamente no contexto mítico, com a finalidade de distinguir tais criaturas do campo da biologia.

Yair Bacharach

Yair Chayim Bacharach (Lipník nad Bečvou, Morávia, 1639 — Worms, 1 de janeiro de 1702) foi um rabino alemão e importante posek — termo na lei judaica para aquele que decide sobre a Halachá em casos de direito onde as autoridades anteriores são inconclusivas ou nas situações em que não existe precedente — do século XVII.

Principais
divisões
Subdivisões
Desenvolvimento
Manuscritos
Listas
Ver também

Noutras línguas

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