Livro dos Jubileus

O Livro dos Jubileus (ou Pequeno Gênesis) é um texto apócrifo que relata a história da criação do mundo e de Adão e Eva até logo após a queda. Também narra a história dos personagens bíblicos encontrados em Gênesis, com detalhes adicionais, principalmente com relação aos três patriarcas de Israel, até o nascimento de Moisés. É um antigo trabalho judaico religioso, de 50 capítulos, considerados canônicos pela Igreja etíope ortodoxa, bem como os Beta Israel (judeus etíopes), onde é conhecido como o Livro de Divisão ( Ge'ez:. መጽሃፈ ኩፋሌ Mets'hafe Kufale) jubileus é considerado um livro pseudepígrafe pelas igrejas Protestante, Católica Romana, e Ortodoxa Oriental.

Ele era bem conhecido pelos primeiros cristãos, como evidenciado pelos escritos de Epifânio, Justino Mártir, Orígenes, Diodoro de Tarso, Isidoro de Alexandria, Isidoro de Sevilha, Eutychius de Alexandria, João Malalas, Eutímio I de Constantinopla, e George Kedrenos. O texto também foi utilizado pelo essênios comunidade que teria inicialmente recolhidos a Manuscritos do Mar Morto.

Nenhuma versão completa hebraico, grego ou o latim parece ter sobrevivido. A cronologia datada em jubileus é baseado em múltiplos de sete; os jubileus são períodos de 49 anos, sete "anos-semanas", no qual todo o tempo foi dividido.

Importância Histórica e Teológica

Uma das características mais marcantes da investigação teológica do final do século XIX até os nossos dias é o interesse intenso no trabalho em teologia bíblica, e neste departamento nenhum ramo auxiliar foi mais produtivo e com bons resultados quanto a disciplina chamada História do Novo Testamento, ou o estudo dos tempos de Cristo quanto à sua religião, moral, e características sociais.[1] Neste aspecto o Livro dos Jubileus é uma obra de grande valor teológico e de entendimento da época e contexto social de Cristo Jesus além de nos abastecer com informações preciosas sobre a vida dos patriarcas e a contagem datada de muitos eventos Bíblicos de Adão até Moisés.[1]

O livro de Jubileus foi evidentemente tidos em alta conta, e às vezes citado em comprimento, por parte de alguns pais da igreja primitiva.

  1. a b George Shodde, "The Book of Jubilees Translated from the Ethiopic", 1888, pp. 8

Data da redação

No livro diz-se que foi uma revelação do arcanjo Miguel para Moisés, quando este esteve no monte Horebe por quarenta dias.

"Moisés ficou ali com o SENHOR quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão e sem beber água.

E escreveu sobre as Tábuas de pedra as palavras da aliança: os Dez Mandamentos." - Êxodo 34:28.

Havia um teoria de que teria sido escrito na Palestina por um fariseu (entre os anos de 105 a 135 AC.), originalmente em hebraico, com versões em grego e conservado em etíope. Mas o primeiro estudioso bíblico a propor uma origem para O Livro dos Jubileus foi Robert Henry Charles (1855-1931). 

Charles propôs que o autor de Jubileus pode ter sido um fariseu e que Jubileus foi o produto do Midrash, que já tinha sido no trabalho durante os do Antigo Testamento. No entanto, com a descoberta do Manuscritos do Mar Morto (DSS) em Qumran em 1947, hipótese farisaica de Charles e da origem da Jubileus foi quase completamente abandonada. A descoberta da redação tem sido um ponto problemático para os estudiosos bíblicos. Enquanto as mais antigas cópias existentes de Jubileus pode ser atribuído com base na caligrafia a cerca de 100 aC, há muita evidência para sugerir Jubileus foi escrito antes desta data. 

Por exemplo, o autor de Jubileus parece estar ciente de 1Enoque de "O Livro dos Sonhos"; dos quais, a mais antiga cópia existente (DSS-13 4Q208) foi datada pelo carbono para 200 aC. Há também um fragmento preservado de uma tradução latina do grego que contém cerca de um quarto de toda a obra. Os textos Etíope, que hoje somam vinte e sete anos, são a principal base para as traduções em Inglês.

História de Adão e Eva

Em Jubileus 3:15, diz que Adão e Eva estiveram durante sete anos no paraíso; e em 3:17, diz que aos sete anos, dois meses e dez dias, a serpente veio e tentou a mulher. Então, Adão e Eva foram expulsos do paraíso. Segundo o livro, quando Deus os expulsou do paraíso, fechou a boca dos animais, e até os animais foram expulsos do paraíso. O livro diz também que Adão e Eva não tiveram filhos antes do primeiro jubileu, ou seja, não tiveram filhos antes de seus primeiros cinqüenta anos.

De acordo com 4.9, Caim, filho de Adão, casou-se com sua irmã Avan, e em 4.31, há o relato de que Caim morreu quando sua casa desabou sobre ele, no final do mesmo jubileu que Adão morreu.

No capítulo 4:33, a esposa do personagem bíblico Noé é conhecida pelo nome de Enzara, sendo ela, filha de seu irmão Rakeel.

O mundo após o Dilúvio

O livro diz que depois do dilúvio, a terra encheu-se de ídolos. Os homens começaram a fazer ídolos para lembrarem de seus mortos, e deixarem suas memórias gravada sobre a terra quando morressem. Assim, quando Satanás viu que os homens corriam após os ídolos, regozijou-se extremamente, e começou a tentá-los, e a levá-los à idolatria.

A vida de Abraão

No capítulo 11:10, o Livro dos Jubileus diz que Abraão, tendo quatorze anos, em Ur dos caldeus, começou a compreender que os homens da terra haviam se corrompido após as imagens de escultura; então Abraão não aceitou mais adorar ídolos com seu pai Tera e começou a orar a Deus, pedindo-o que lhe conservasse a alma pura do erro dos filhos dos homens, a dele e a de seus descendentes.

No capítulo 12:10, diz-se que Abraão casou-se com sua irmã Sara, no ano 49 de sua vida. E no ano 60 da vida de Abraão, ocorreu a morte de Harã, o pai de da seguinte forma: Abraão levantou-se pela madrugada sem que ninguém o soubesse, e pôs fogo na Casa dos Ídolos de seu pai Tera. Mas Harã, acordando pela madrugada, viu o fogo, e entrou na Casa dos Ídolos para tentar salvá-los do fogo. Porém, o fogo se agravou e Harã morreu ali queimado, junto com os ídolos de Tera. Depois disso, Tera saiu de Ur e foi habitar em Harã.

Mais adiante, o livro conta-nos que, em certa ocasião, Abraão orava ao Senhor, pedindo-lhe para que Deus não o deixasse desviar dele; e Deus o atendeu, mandando-lhe afastar-se dali. Foi aí que Abraão partiu para a terra que o Senhor lhe haveria de mostrar.

Quando relatou a visão divina a seu pai Tera, este abençoou a Abraão e pediu para ele levar a Ló consigo,e tratá-lo como um próprio filho.

O livro diz que Deus quis provar o coração de Abraão, permitindo que Sara fosse tirada dele e fosse levada ao palácio de Faraó.

No capítulo 17:16, o livro lembra o sofrimento de , ao dizer que o diabo pediu a Deus que provasse Abraão com Isaque.

Em 19:11, o livro diz que, quando Abraão tomou Quetura dentre os servos de sua casa porque Agar, mãe de Ismael, já havia morrido, antes mesmo de Sara.

Diz o livro ainda que Isaque e Rebeca amaram mais a Jacó do que Esaú porque Abraão já sabia que seria através deste que Deus estabeleceria suas promessas; e que Abraão morreu quando dormia ao lado do neto Jacó.

A vida de Jacó

O livro nos conta que quando Jacó fugiu para a Mesopotâmia, Esaú tomou esposas da casa de Ismael, roubou quase todos os rebanhos de seu pai Isaque, sem o consentimento deste, e foi habitar na montanha de Seir, com os animais.

Após este fato, Isaque então retornou a Hebrom e passou a residir ali, por causa do juramento que fizera a seu pai Abraão. Foi por isso que, quando voltou, Jacó encontrou seu irmão Esaú vindo de Seir e seu pai morando em Hebrom.

O livro diz que, depois de haver voltado, Jacó reconciliou-se com o seu irmão na ocasião em que ele foi a Betel cumprir o voto que fizera a Deus. Enviou então mensageiros que fizessem subir até ele, de Hebrom à Betel, a seu pai Isaque e sua mãe Rebeca, que ainda estava viva. Eles celebraram a festa com Jacó em Betel.

Na ocasião do retorno de Jacó, o livro diz que Isaque tinha 167 anos. E, no capítulo 31:9, o livro diz que a escuridão saiu dos olhos de Isaque quando ele viu a seus netos Judá e Levi, e ele voltou a enxergar normalmente.

Dali em diante, Jacó passou a sustentar seus pais até a morte deles, e de tempo a tempo lhes enviava suprimento de tudo o que necessitavam, e abençoava a seus pais com todo o seu coração e sua alma.

O livro dos jubileus diz que Rebeca morreu com 157 anos, cinco anos antes da morte de Isaque, e que Isaque morreu no mesmo ano em que José, com trinta anos, foi exaltado no Egito.

O livro diz também que, quando Isaque e Rebeca já haviam morrido, e deixado toda a herança para Jacó, os edomitas insistiram com Esaú, seu pai, para que eles tomassem a herança dos israelitas, pois consideravam-se os primogênitos e que Esaú esquecesse o juramento de paz que fizera a seu irmão; e eles insistiram tanto até que convenceram Esau de modo que foi dito a Jacó:

Eis que seu irmão vem contra ti,com muitos de seus filhos, por causa da herança de seu pai Isaque!

E Jacó apavorou-se, pois os filhos de Esau eram muitos e os filhos de Jaco eram poucos. Mas resolveu confiar no Senhor que lhe fizera a promessa e não fugiu dele. Então, houve a primeira grande luta entre os israelitas e os edomitas.

E no capítulo 38:2 do livro dos Jubileus está escrito que Jacó golpeou a seu irmão Esaú no peito direito e o matou. Então,os edomitas fugiram de diante dos israelitas, mas foram derrotados, mesmo estando em maior número, e a partir daí, os edomitas começaram a pagar tributo para os filhos de Israel.

E Jacó enterrou o corpo de seu irmão no monte que está em Adurão. Por isso, há quem acredite e sugere que este foi um dos motivos pelos quais Edom não permitiu que Israel passasse por seu território, na ocasião da conquista de Canaã.

Ligações externas

Adão e Eva

Segundo o mito de criação das religiões abraâmicas, Adão e Eva foram o primeiro homem e a primeira mulher criados por Deus. São o centro da crença na humanidade como essencialmente uma única família, com todos descendendo de um par original de ancestrais. Proveem também a base das doutrinas da queda do homem e do pecado original, embora estas não sejam pregadas no Judaísmo ou no Islamismo.

Nos cinco primeiros capítulos do Livro do Gênesis da Bíblia Hebraica há duas narrativas de criação com duas perspectivas distintas. Na primeira, o primeiro homem e a primeira mulher não são nomeados. Ao invés disso, Deus cria a humanidade em sua imagem e os instrui a se multiplicarem e administrarem tudo que Deus havia criado até então.

Na segunda narrativa, Deus cria Adão do barro e o põe no Jardim do Éden. A Adão é dito que ele pode comer livremente de todas as árvores no jardim, exceto da árvore do conhecimento do bem e mal. Subsequentemente, Eva é criada a partir de uma das costelas de Adão para fazer-lhe companhia. Eles são inocentes, sem vergonha da sua nudez. No entanto, uma serpente engana Eva, convencendo-a a comer o fruto da árvore proibida. Ela dá também a fruta para Adão. Esses atos lhe dão conhecimento adicional, mas também noções negativas e destrutivas, como o mal e a vergonha. Deus posteriormente amaldiçoa a serpente e a terra. Deus profeticamente diz a mulher a ao homem que haverão consequências pelo pecado de desobedecer Deus. Ele então os bane do Jardim do Éden.

A história passou por extensiva elaboração em tradições abraâmicas futuras, e foram largamente analisadas por estudiosos bíblicos modernos. Interpretações e crenças referentes a Adão e Eva e a história envolvendo-os varia entre religiões e seitas; por exemplo, a versão islâmica da história afirma que Adão e Eva foram igualmente responsáveis pelo pecado de arrogância, ao invés de Eva ser a primeira a ser desleal. A história de Adão e Eva é frequentemente retratada na arte, e teve grande influência na literatura e poesia.

Aram Naharaim

Aram-Naharaim (Aramaico: ארם נהריים) é uma região que é mencionada cinco vezes na Bíblia hebraica, ou Antigo Testamento. É comumente identificada como Nahrima mencionada em três placas de correspondência de Amarna com uma descrição geográfica do reino de Mitani. No Gênesis, ela é usada tanto de forma intercambiável com os nomes Padã-Arã e Harã , para designar o lugar onde Abraão ficou brevemente com o seu pai Terá e família, depois de sair de Ur dos Caldeus, enquanto se dirigia para Canaã (Gn 11:31), e o lugar onde mais tarde os patriarcas obteriam esposas, em vez de se casarem com as filhas de Canaã. Paddan Arã refere-se à parte de Arã-Naharaim ao longo da parte superior do Eufrates, enquanto Harã é, principalmente, identificada com a antiga Assírio cidade de Harran, no Rio Balikh. De acordo com a tradição rabínica Judaica, o local de nascimento de Abraão (Ur) foi também situado no Arã-Naharaim.

Avan

Atam (ou Awan) é uma personagem do Livro dos Jubileus considerada como a esposa e irmã do perverso Caim, o qual, segundo a Bíblia, em Gênesis, teria sido o primeiro filho de Adão e Eva, responsável pelo assassinato traiçoeiro de seu irmão Abel.

Avan, filha de Adão e Eva, nasceu na quinta semana do segundo jubileu, sendo a terceira pessoa a nascer no mundo, depois de Caim e Abel. Caim tomou Avan por esposa após a morte de Abel, e seu filho Enoque nasceu ao final do quarto jubileu.Segundo o Apócrifo de Adão e Eva parte 2 os filhos deles foram, Caim, Luluva, Abel, Aclia e Seth.

O Segundo Livro de Adão e Eva

Capitulo 1:5 E Adão e Eva continuaram com o seu funeral, em grande pesar, por cento e quarenta dias. Abel tinha quinze anos e meio de idade, Caim dezessete e meio.

6 Quanto a Caim, quando o luto pelo seu irmão terminara, tomou sua irmã Luluva e casou-se com ela, sem consentimento de seu pai e sua mãe pois eles não podiam mantê-lo longe dela, por causa de seus corações pesarosos.

7 Ele então desceu até a base da montanha, longe do jardim, perto do lugar onde havia matado seu irmão.

8 E neste lugar havia muitas árvores frutíferas e florestas. Sua irmã deu-lhes filhos que por sua vez começaram a se multiplicar, gradativamente até que encheram aquele lugar.

Azura

Azura é uma personagem do Livro dos Jubileus considerada como a esposa e irmã de Sete, o qual, segundo a Bíblia, foi o terceiro filho de Adão, nascido depois da morte de Abel, através do qual descendeu o patriarca Noé.

Azura, filha de Adão e Eva, nasceu na sexta semana do quarto jubileu, casou-se com seu irmão Sete na quinta semana do quinto jubileu, e no quarto ano da sexta semana deu à luz Enos.Enos se casou, na terceira semana do sétimo jubileu, com Noam, sua irmã.No entanto, o livro bíblico de Gênesis não menciona quem teria sido a esposa de Sete e nem do perverso Caim.

Caim

Caim é um personagem do Antigo Testamento da Bíblia, que é irmão de Abel filhos de Adão e Eva. Em hebraico, קַיִן, Caim significa "lança", sendo que a sua transliteração seria "Qayin". Este nome também é associado a uma outra forma verbal, "Qanah", que pode significar "obter" ou "provocar ciúme". Algumas obras associam o nome com a expressão "algo produzido".

Cananeus

Cananeus ou canaanitas (em hebraico: כנענים, transl. Kna'anim, hebraico tiberiano Kənaʻănîm), segundo a Bíblia, teriam sido uma das sete divisões étnicas ou "nações" expulsas pelos israelitas após o Êxodo (outras destas nações foram os hititas, girgaseus, amoritas, perisitas, hivitas e os jebusitas (Deuteronômio, 7:1). Eram os habitantes do reino antigo de Canaã, situado no Oriente Médio, correspondendo aproximadamente ao território de Israel nos dias de hoje.

Elão bíblico

Elão (עֵילָם) no velho testamento (Gênesis 10:22, Esdras 4:9), é descrito como o filho mais velho de Sem, filho de Noé. Também é usado (como em Acadiano), para o antigo país de Elão que hoje é o atual sul do Irã, cujo povo hebreu acreditava ser dos descendentes de Elão, filho de Sem. Isto implica que os elamitas eram considerados semitas pelos hebreus, apesar de sua língua não ser semítica, mas considerada uma língua isolada. Esta categorização moderna não conflita com a bíblia hebraica, uma vez que ela sustenta que a diversidade dos idiomas humanos originaram na Torre de Babel.

A Bíblia relata que Arfaxade, irmão mais velho de Elão, nasceu dois anos após o dilúvio, implicando que o próprio Elão pode ter nascido na arca.

Elão (a nação) também é mencionada em Gênesis 14, que descreve uma antiga guerra no tempo de Abraão, envolvendo o rei de Elão chamado Quedorlaomer.

As profecias de Isaías (11:11, 21:2, 22:6) e Jeremias (25:25) também mencionam Elão, e a última parte de Jeremias 49 é uma profecia apocalíptica contra Elão, auto-datadas para o primeiro ano de Zedequias (597 a.C). e em Ezequiel 32:24, Elão é citada como uma cidade parceira do Egito.

O Livro dos Jubileus pode refletir uma antiga tradição quando menciona um filho (ou filha, em algumas versões) de Elão chamado "Susan", cuja filha "Rasuaia" casou-se com Arfaxade, progenitor de outra ramificação Semítica. Susa foi a antiga capital do Império Elamita. (Daniel 8:2).

Enos

Enos (3769 - 2864 a.C.) é um personagem da Bíblia.

Enos é neto de Adão. O nome de seu pai é Sete, que gerou Enos quando tinha cento e cinco anos de idade. Enos gerou Cainã aos noventa anos de idade, teve vários filhos e filhas, sendo uma das filhas Sehatpar. Enos morreu aos novecentos e cinco anos.Foi durante os dias de Enos que «(...) os homens começaram a invocar o nome de Jeová.» (Gênesis 4:26) O Easton's Bible Dictionary dá duas interpretações para este verso: ou foi nesta época que os homens que adoravam a Deus se diferenciaram dos idólatras, ou esta foi uma época de reavivamento espiritual. Segundo Maimonides, foi na época de Enos que os homens, inclusive o próprio Enos, passaram a adorar as estrelas e a construir templos para elas.De acordo com o livro dos Jubileus, Sete se casou com sua irmã Azûrâ, e Enos nasceu no quarto ano da sexta semana. Enos se casou com sua irmã Nôâm, e desta união nasceu Kenan. A esposa de Kenan foi sua irmã Mûalêlêth.De acordo com o Livro da Abelha, Enos poderia ter sido o primeiro a escrever livros sobre a trajetória das estrelas e os signos do Zodíaco.

Enzara

Enzara ou Emzara é uma personagem do Livro dos Jubileus considerada como a esposa do patriarca bíblico Noé, mãe de Sem, Cam e Jafé, a qual teria sobrevivido junto com toda a família às águas do Dilúvio.

Enzara foi uma filha de Rake'el, sendo filha do irmão de Noé; no Livro dos Jubileus, vários patriarcas casaram-se com filhas de seus irmãos. Noé e, provavelmente, seu irmão eram filhos de Lameque e Betenos, filha de Baraki'il, irmão de Lameque.No livro de Gênesis não há nenhuma menção ao nome da esposa de Noé.

Há várias outras tradições não bíblicas sobre o nome da esposa de Noé, em uma destas versões ela é chamada de Noéma ou Naamá (Na'amah - cheia de beleza). E há quem a identifique como proveniente da descendência de Caim, sendo irmã de Tubalcaim que era filho de Lameque.

Génesis Apócrifo

O Gênesis Apócrifo é um dos manuscritos do Mar Morto, descobertos em Qumram, era pertencente à antiga sociedade Nazarita de Engedi. Este manuscrito foi catalogado como 1QapGen, 1Q20 por ter sido encontrado na Gruta 1. É um manuscrito incompleto do qual sobreviveram apenas vinte e duas colunas de texto em aramaico.

Jafé

Jafé ou Jafet foi o terceiro filho de Noé, segundo o relato do Gênesis. A tradição judia descreve-o como o fundador da cidade Jafa. Também em outras literaturas antigas pai dos jafetitas indo-europeus.

Jubileu

Jubileu pode referir-se a:

Jubileu (catolicismo) — comemoração da Igreja Católica, celebrada num Ano Santo

Jubileu Compostelano — comemoração católica celebrada na cidade espanhola de Santiago de Compostela nos anos em que o dia de Santiago (25 de julho) calha num domingo

Jubileu (Torá) — o 50º ano, que termina a semana de semana de anos dos anos de jubileu

Livro dos Jubileus — texto apócrifo do Antigo Testamento

Lista de livros apócrifos

Lista de livros apócrifos da Bíblia.

Noé

Nas religiões abraâmicas, Noé ou Noach (do hebraico: נח, "descanso, alívio, conforto" ), é o nome do herói bíblico que recebeu ordens de Yauh para a construção de uma arca, para salvar a Criação do Dilúvio. De acordo com o Pentateuco, os cinco primeiros livros do tradicional velho testamento da Bíblia escritos por Moisés, Noé era filho de Lameque, que era filho de Matusalém, que era filho de Enoque, que era filho de Jarede, que era filho de Malalel, que era filho de Cainan ou Quenã, que era filho de Enos, que era filho de Sete, que era filho de Adão que era filho de Yauh.

Seus três filhos mais conhecidos eram Sem, Cam ou Cã e Jafé.

Ele nasceu conforme o Usher em 2948 a.C e morreu com 950 anos, em 1998 a.C.

A mulher de Noé (Gênesis 6:18; 7:7, 13; 8:16, 18), segundo a tradição judaica não bíblica, é chamada de Noéma ou Naamá (Na'amah - cheia de beleza) uma mulher cananita. Há quem a identifique como proveniente da descendência de Caim, sendo irmã de Tubalcaim que era filho de Lameque. Por ter sido considerada de menor importância, o seu nome não vem mencionado no Pentateuco ou no Torá, na história de Noé. No livro dos Jubileus, o seu nome é conhecido por Enzara e seria sobrinha do Patriarca.

Quetura

Quetura (Hebraico: קְטוּרָה, Moderno Ktura Tiberiano Qəṭûrā ; possivelmente significando "incenso") foi uma concubina e esposa do patriarca bíblico Abraão. De acordo com o Livro de Gênesis, Abraão casou-se com Quetura após a morte de sua primeira esposa, Sara, e tiveram seis filhos.Um estudioso dos tempos modernos da Bíblia hebraica considera a Quetura como "a pessoa significante mais ignorada no Torá". No entanto, o rabino Rashi, e demais comentaristas judeus da época medieval, relatam uma crença tradicional de que Quetura e Agar eram a mesma pessoa, apesar desta hipótese não poder ser confirmada pelo texto bíblico. As tradições bíblicas a respeito de Abraão e demais personagens bíblicos relacionados são geralmente consideradas como não-históricas pelos estudiosos de atualmente.

Septuaginta

Septuaginta é o nome da versão da Bíblia hebraica traduzida em etapas para o grego koiné, entre o século III a.C. e o século I a.C., em Alexandria. Dentre outras tantas, é a mais antiga tradução da bíblia hebraica para o grego, lingua franca do Mediterrâneo oriental pelo tempo de Alexandre, o Grande.

A tradução ficou conhecida como a Versão dos Setenta (ou Septuaginta, palavra latina que significa setenta, ou ainda LXX), pois setenta e dois rabinos (seis de cada uma das doze tribos) trabalharam nela e, segundo a tradição, teriam completado a tradução em setenta e dois dias. A Septuaginta, desde o século I, é a versão clássica da Bíblia hebraica para os cristãos de língua grega e foi usada como base para diversas traduções da Bíblia.

A Septuaginta inclui alguns livros não encontrados na bíblia hebraica. Muitas bíblias da Reforma Protestante seguem o cânone judaico e excluem estes livros adicionais. Entretanto, católicos romanos incluem alguns destes livros em seu cânon e as Igrejas ortodoxas usam todos os livros conforme a Septuaginta. Anglicanos, assim como a Igreja oriental, usam todos os livros exceto o Salmo 151, e a bíblia do rei Jaime em sua versão autorizada inclui estes livros adicionais em uma parte separada chamada de Apocrypha.

A Septuaginta foi tida em alta conta nos tempos antigos. Fílon de Alexandria considerava-a divinamente inspirada. Além das traduções latinas antigas, a Septuaginta também foi a base para as versões em eslavo eclesiástico, para a Héxapla de Orígenes (parte) e para as versões armênia, georgiana e copta do Antigo testamento. De grande significado para muitos cristãos e estudiosos da Bíblia, é citada no Novo Testamento e pelos Padres da Igreja. Muito embora judeus não usassem a Septuaginta desde o século II, recentes estudos acadêmicos trouxeram um novo interesse sobre o tema nos estudos judaicos. Alguns dos pergaminhos do Mar Morto sugerem que o texto hebraico pode ter tido outras fontes que não apenas aquelas que formaram o texto massorético. Em vários casos, estes novos textos encontrados estão de acordo com a LXX. Os mais antigos códices da LXX (Vaticanus e Sinaiticus) datam do século IV.

Sete (Bíblia)

Seth (130-1042 a partir da criação) (hebraico:שֵׁת, hebraico moderno, Šet, Tiberiano Šēṯ; em árabe: شيث Shith or Shiyth; "concedido; colocado; nomeado"), também grafado Sete ou Set em português, é, segundo a Bíblia, o terceiro filho de Adão e Eva e irmão de Caim e Abel, sendo o único, entre os demais filhos, a ser citado pelo nome. Pela tradição, Adão teve 33 filhos e 23 filhas. De acordo com Gênesis 4:25, Seth nasceu após a morte de Abel e Eva acreditava que ele fora designado por Deus para estabelecer uma nova descendência, em substituição a Abel, morto por Caim.

Depois da morte de Abel, Sete é indicado como justo pela teologia judaico-cristã, em contraponto com Caim. No livro apócrifo de Zohar 1:36b, Sete é chamado de ancestral de todas as gerações dos justos. De acordo com o Livro dos Jubileus, também apócrifo, Sete casou-se com sua irmã mais jovem Azura e teve vários filhos, entre os quais Enos e a filha Hôh. No islão, Sete é considerado um dos profetas islâmicos.

Embora em Gênesis não seja mencionada quem teria sido a esposa de Sete e nem de Caim, é confirmado que o patriarca teve como filho Enos, aos 105 anos, e morreu aos 912 anos, gerando filhos e filhas. Pelos cálculos a respeito da vida dos patriarcas, significa que Sete teria alcançado o arrebatamento de Enoque.

Segundo Gênesis 4:26, com o nascimento de Enos, os homens passaram a invocar a Deus, o que teria sido o nascimento da religião e indica que Sete poderia ter sido um dos primeiros sacerdotes da humanidade.

O movimento dos Santos dos Últimos Dias diz que Sete foi ordenado com a idade de 69 anos por Adão, e três anos antes de sua morte, Adão teria abençoado Sete e sua descendência até o fim dos dias (D&C 107:42). É importante esclarecer que Sete é também o nome de um personagem jaredita do Livro de Éter.

Tiras

Tiras foi, de acordo com Gênesis 10:2 e 1 Crônicas 1:5, o último filho de Jafé, portanto, neto de Noé. Segundo o Livro dos Jubileus, a herança de Tiras é composta de quatro grandes ilhas no oceano. Alguns estudiosos têm especulado que seus descendentes estiveram entre os componentes dos Povos do Mar, conhecido pelos egípcios como Tursha e pelos gregos como Tyrsenoi.

Tubal

Tubal (do hebraico תובל ou תבל, "tu serás trazido") é um personagem bíblico do Antigo Testamento.

Foi o quinto filho de Jafé (Gên 10:2; 1Cr 1:5.), também designa a nação oriunda deste personagem, citada pelos profetas.Tubal enquanto personagem mítico da Monarquia Lusitana foi apontado como povoador da Ibéria após o Dilúvio, confundindo-se aqui a Ibéria do Cáucaso com a Península_Ibérica.

Foi mencionado por vários autores portugueses e espanhóis, por exemplo, Florián de Ocampo ou Bernardo de Brito, que lhe atribuíram o povoamento da Ibéria, baseados especialmente nas polémicas obras de Annio de Viterbo.

Bernardo de Brito atribui-lhe um período exacto (2161 a.C. - 2009 a.C.), e tal como muitos outros autores, associa-o ao nome da cidade de Setúbal:

(...) digo que o nosso Reino foi o mais antigo na povoação, e Setúbal o lugar, em que primeiro ordenaram modo de vida e vizinhança comum. E assim o tem Pineda, em sua Monarchia, Nicolao Coelho, Laimundo e Fr. Heitor Pinto, e a tradição vulgar dos homens que neste Reino tem voto em coisas antigas. Nem me inclina ao contrário, ver que André de Resende, o é tanto desta opinião, dizendo que o nome de Setúbal foi Cetóbriga, e daqui se derivou, e não de Tubal (...)

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