Livro dos Juízes

O Livro dos Juízes (em hebraico: ספר שופטים, Sefer Shoftim) é o sétimo livro da Bíblia hebraica e do Antigo Testamento da Bíblia cristã. Ele narra a história dos juízes bíblicos, os líderes inspirados cujo conhecimento direto de Javé permitiu-lhes agir como campeões dos israelitas contra a opressão de monarcas estrangeiros e como modelos do comportamento sábio e fiel requerido deles por Javé depois do êxodo do Egito e da conquista de Canaã[1]. As histórias seguem um padrão consistente por todo o livro: o povo se mostra infiel a Javé, que, por isso, os entrega na mãos de seus inimigos; o povo se arrepende e implora misericórdia a Javé, que lhes envia um líder ou campeão ("juiz"); o juiz liberta os israelitas da opressão e eles prosperam, mas logo caem novamente na falta de fé e o ciclo se repete[2]. Estudiosos consideram que muitas das histórias em Juízes são as mais antigas da história deuteronômica com uma grande redação no século VIII a.C.; alguns trechos, como o "Cântico de Débora", são muito mais antigos e podem ser de uma época próxima à que o livro relata[3][4].

Aix-en-Provence Mausolee Joseph Sec 08 20061227
Débora, profetiza e juíza, numa estátua em Aix-en-Provence, na França.

Conteúdo

Juízes pode ser dividido em três grandes seções: um prólogo duplo (1:1 a 3:6), um corpo principal (3:7 a 16:31) e um duplo epílogo (caps. 17 a 21)[5].

Jacopo Vignali Jael and Sisera
Jael assassina Sísera, conforme o relato em Juízes 5:24-26.

O livro começa com os israelitas na terra que Deus havia lhes prometido, mas adorando "deuses estrangeiros" ao invés de Javé, o Deus de Israel, e com os cananeus ainda presentes por toda parte, uma desobediência à ordem de herem ("banimento")[6]. Juízes 1:1 a Juízes 2:5 são uma confissão do fracasso e o trecho daí até Juízes 3:6, um grande sumário e uma reflexão dos deuteronomistas[7].

Desta forma, a abertura do livro já estabelece o padrão que as demais histórias no corpo do texto seguirão[5]:

  1. Israel "faz o mal à vista de Javé";
  2. O povo é entregue nas mãos de seus inimigos e implora a ajuda de Javé;
  3. Javé lhes envia um líder;
  4. O "espírito de Javé" preenche o líder;
  5. O líder derrota o inimigo;
  6. A paz é restaurada.

Com a paz recuperada, Israel por um tempo vive fielmente e recebe as bençãos de Javé, mas acaba recaindo novamente nos mesmos erros, repetindo o padrão citado acima.

Juízes está colocado depois do Livro de Josué e começa com uma referência à morte de Josué (Josué 24:29 e Juízes 1:1). A morte dele pode ser considerada como um marco dividindo o período de conquistas e o período de ocupação, sendo este último o foco do Livro dos Juízes.[8] Os israelitas se encontram, provavelmente no santuário em Gilgal[8] ou em Siquém (Josué 24:1-33), e perguntam a Deus quem deverá ser o primeiro (no tempo e não em status) a assegurar-lhes o território que irão ocupar.

Corpo principal

29r-Gedeon
Gideão numa iluminura do século XVI.

Em seguida segue o texto principal (3:11 a 16:31) composto por seis relatos distintos, cada um destacando um "juiz maior" e sua luta contra reis opressivos de nações vizinhas, mais a história de Abimeleque, um israelita que oprime seu próprio povo. O padrão cíclico apresentado no prólogo é imediatamente aparente, mas, conforme as histórias avançam , ele começa a se desintegrar, espelhando a desintegração do mundo dos israelitas[5]. É recorrente a afirmação de que houve um período de paz depois de cada juiz. As histórias não são apresentadas em ordem cronológica[9][nota 1] e os juízes, na ordem em que aparecem, são:

Há também notas sobre seis "juízes menores": Sangar (Juízes 13:31), Tola e Jair (Juízes 10:1-5), Ibsã, Elom e Abdão (Juízes 12:8-15)[11]. Alguns estudiosos afirmam que os juízes menores eram juízes de direito de fato enquanto que os juízes maiores eram líderes que não participavam de julgamentos legais[12]. O único caso no qual um juiz maior de fato julgou uma matéria legal foi em Juízes 4:4 no caso de Débora[13].

No final do livro, os israelitas estão em condição pior do que a do começo, com os tesouros de Javé sendo utilizados para criar ídolos, os levitas corrompidos, a tribo de Dã conquistando uma vila remota ao invés de uma das cidades cananeias e as tribos de Israel em guerra contra a tribo de Benjamim, irmã delas[14]. O livro conclui com dois apêndices (caps. 17 a 21), histórias que não tratam de nenhum juiz especificamente[15]:

Apesar de sua aparição no final do livro, certos personagens, como Jônatas, o neto de Moisés), e idiomas presentes no epílogo revelam que os eventos mostrados ali "devem ter ocorrido...logo no início do período dos juízes"[16].

Composição

Fontes

A fonte básica para Juízes foi uma coleção de história pouco relacionadas entre si sobre heróis tribais que salvaram o povo em combate[17]. Este "livro dos salvadores" original continha as histórias de Eúde, Jael e parte de Gideão, já havia sido ampliado e transformado em "guerras de Javé" antes de receber uma revisão final deuteronomista[18]. No século XX, a primeira parte do prólogo (1:1 até 2:5) e as duas partes do epílogo (caps. 17 a 21) eram geralmente vistas como coleções disparates de fragmentos anexadas ao texto principal e a segunda parte do prólogo (2:6 a 3:6), como uma introdução composta expressamente para o livro dos Juízes. Mais recentemente, este ponto de vista tem sido desafiado e há um crescente consenso em aceitar que Juízes foi obra de um único indivíduo que trabalhou cuidadosamente selecionando, re-escrevendo e posicionando suas fontes para introduzir e concluir seus temas de interesse de forma adequada[19].

História deuteronômica

Uma afirmação repetida por todo o livro, "Naqueles dias não havia rei em Israel" (Juízes 17:6, Juízes 18:1, Juízes 19:1 e Juízes 21:25) implica numa data já no período monárquico para a edição final de Juízes[20]. Em duas ocasiões esta frase está acompanhada de "cada qual fazia o que bem lhe parecia", o que permite supor que o redator era favorável à monarquia (17:6 e 21:25). Finalmente, o epílogo, no qual a Tribo de Judá recebe um papel de liderança, implica que esta redação ocorreu em Judá[21].

Samson and Delilah by Rubens
Dalila corta o cabelo de Sansão, de Rubens, conforme o relato em Juízes 16:19.

Desde a segunda metade do século XX, a maior parte dos estudiosos concorda com a tese de Martin Noth de que os livros Deuteronômio, Josué, Juízes, Samuel e Reis são parte de uma única obra, conhecida como história deuteronômica[22]. Noth afirmou que a história foi escrita no começo do período do exílio (século VI a.C.) para demonstrar como a história de Israel transcorreu de acordo com a teologia expressa no Deuteronômio (daí o nome)[23]. Ele acreditava que ela era obra de um único autor, também do século VI a.C., que selecionou, editou e compôs a partir de fontes mais antigas para produzir uma obra coerente[24]. Frank Moore Cross posteriormente propôs que uma versão mais antiga da história foi composta na época de Josias (final do século VII a.C.), conhecida como "Dtr1", que foi depois revisada e ampliada para criar uma segunda edição, a que foi identificada por Noth e batizada por Cross de "Dtr2"[25].

Atualmente, os estudiosos concordam que a "mão" do deuteronomista é visível em Juízes através de sua composição cíclica. Eles também sugerem que os deuteronomistas também incluíram os comentários humorísticos (e, por vezes, disparatados) encontrados na obra, como é o caso da história da Tribo de Efraim, que não conseguia pronunciar a palavra "xibolete" (shibboleth) corretamente em Juízes 12:5-6[26].

Temas e gênero

A essência da teologia deuteronômica é que Israel entrou numa aliança (um tratado) com Javé, o Deus de Israel, sob a qual os israelitas concordaram em aceitá-lo como seu deus e Javé lhes promete uma terra na qual poderão viver em paz e prosperidade. O Deuteronômio contém as leis sob quais Israel está obrigado a viver na Terra Prometida, o livro de Josué relata a conquista de Canaã, a terra prometida, e sua distribuição por sorteio entre as tribos, Juízes descreve o povoamento da terra, Samuel relata a consolidação do território sob o rei David e Reis relata a destruição da monarquia e perda do território[27]. A tragédia final descrita em Reis é o resultado do fracasso de Israel em manter sua parte na aliança: fé em Javé leva ao sucesso, político, econômico e militar, mas a apostasia leva à derrota e à opressão[28]. Este é o tema principal de Juízes.

Outros temas também estão presentes: a "liberdade soberana de Javé" (Deus nem sempre faz o que se espera d'Ele), a sátira dos reis estrangeiros (que consistentemente subestimam Israel e Javé), o conceito de "agente falho" (os juízes que não são adequados para a tarefa diante deles) e a desunião entre os próprios israelitas (que aumenta conforme a história avança)[29].

Mas Juízes é também intrigante pelos temas que não estão presentes: a Arca da Aliança], que recebe tanta importância nas histórias de Moisés e Josué, está praticamente ausente (ela é citada de passagem em Juízes 20:27), a cooperação entre as várias tribos é limitada e não há menção alguma a um santuário centralizado de adoração; sobre o sumo-sacerdote, há apenas uma menção a Fineias, filho de Eleazar e neto de Aarão, também de passagem, em Juízes 20:28[30].

Death of Abimelech
Morte de Abimeleque conforme o relato em Juízes 9:53 numa gravura do século XIX.

Embora Juízes provavelmente tenha sofrido uma edição monarquista, o livro contém passagens e cita temas que representam visões anti-monarquistas. Um dos principais temas é a soberania de Javé e a importância de ser fiel a Ele e às suas leis acima de todos os demais deuses e soberanos. De fato, a autoridade dos juízes não se realiza através de dinastias famosas e nem através de eleições ou nomeações, mas sim pelo espírito de Deus[31]. A teologia anti-monarquista é mais aparente no final do cilo de Gideão, no qual os israelitas imploram para que ele crie uma monarquia dinástica, mas Gideão recusa[32]. Pelo resto da vida de Gideão, Israel vive em paz, mas, depois de sua morte, seu filho Abimeleque assumiu o governo de Siquém como um tirano, responsável por muito derramamento de sangue (caps. 8 e 9). Porém, os capítulos finais de Juízes (especificamente as histórias de Sansão, do Ídolo de Miqueias e da Batalha de Gibeá) reforçam a violência e anarquia de um governo descentralizado[33].

Papel feminino

Juízes é notável pela quantidade de personagens femininas que "realizam papéis importantes, ativos e passivos, nas narrativas"[13]. Nas palavras do rabino Joseph Telushkin:

A maioria das grandes mulheres da Bíblia ou são casadas com um grande homem ou são parentes de um. [...] Uma rara exceção a esta tradição é a profetiza e juíza Débora, provavelmente a maior figura feminina da Bíblia. Débora se destaca unicamente por conta de seus méritos. A única coisa que sabemos sobre sua vida pessoal é o nome de seu marido, Lapidote[34]

Notas

  1. Juízes contém uma cronologia de seus eventos. Ela é esquemática e, segundo o estudioso bíblico Jeremy Hughes, mostra sinais de ter sido introduzida num período posterior[10].

Referências

  1. Niditch, pp. 2–3.
  2. Soggin, p. 4.
  3. Bacon, pp. 563–66.
  4. Alter, p. 105.
  5. a b c Guest, p. 190.
  6. Spieckermann, p. 341.
  7. McKenzie, p. 14.
  8. a b «Judges 1» (em inglês). Cambridge Bible for Schools and Colleges
  9. Amit, p. 508.
  10. Hughes, pp. 70–77.
  11. Bacon, pp. 563–65.
  12. Bacon, p. 564.
  13. a b Bacon, p. 561.
  14. Guest, pp. 202–04.
  15. Soggin, p. 5.
  16. Davis, pp. 328–61.
  17. Knight, p. 67.
  18. Soggin, pp. 5–6.
  19. Guest, pp. 201–02.
  20. Malamat, p. 132.
  21. Davis, p. 328.
  22. Knoppers 2000a, p. 1.
  23. Walton, pp. 169–70.
  24. Knoppers 2000b, p. 119.
  25. Eynikel, p. 14.
  26. Bacon, p. 562.
  27. Knight, p. 61.
  28. Niditch, p. 11.
  29. Guest, pp. 193–94.
  30. Matthews, p. 4.
  31. Alter, p. 106.
  32. Davis, p. 326–27.
  33. Alter, pp. 107–09.
  34. Telushkin, p. 58.

Bibliografia

Ligações externas

Abimeleque

Abimeleque foi um rei de Siquém, filho de Gideão através de uma concubina (Juízes 8:31). Esta relação envolveu um casamento matrilinear, segundo o qual a esposa vive na casa de seus pais, e os filhos ficam pertencendo ao clã materno. Quando Gideão morreu, este homem quis tornar-se rei, primeiramente através dos chefes de seu clã, e depois por aclamação popular. Para consolidar sua autoridade, mandou matar os setenta filhos de seu pai.

Apenas Jotão, entre os filhos de seu pai, sobreviveu ao massacre. Este postou-se no monte Gerizim, com seus seguidores armados e pronunciou sua famosa fábula de rei-espinheiro, que não possuía capacidade para governar. Esta fábula também predizia a destruição de Abimeleque e de seus súditos (Juízes 9:7-11).

Abimeleque Destruiu a cidade de Siquém após uma revolta de Gaal, e foi atingido por uma pedra de moinho atirada por uma mulher que quebrou a cabeça do mesmo. Após disso Abimeleque pediu ao rapaz que segurava suas armas para o matar para não parecer que tinha sido morto por uma mulher. (Juízes 9:50-54)

Baraque

Baraque é um nome de origem

hebraica que significa "Relâmpago". Filho de Abineão de Quedes, foi um líder de Israel na época da opressão por parte de Jebim, rei de Canaã.Baraque, acompanhado pela profetisa Débora, esposa de Lapidote, lutou contra as tropas de Jebim, chefiadas por Sísera, no monte Tabor. Para esta batalha foram recrutados homens das tribos de Naftali e Zebulão, ao todo 10 000 homens. Segundo o relato bíblico de Juízes 5:20-22, Baraque conseguiu derrotar os inimigos nesta batalha.

Cusã-Risataim

Cusã-Risataim (em hebraico: כּוּשַׁן רִשְׁעָתַיִם; transl.: Kushan rish'atayim) é um personagem do Antigo Testamento, mencionado no livro dos Juízes como sendo um rei da Assíria (ou da Mesopotâmia). Cusã também teve domínio sob Israel por oito anos (1413 – 1405 a.C., segundo Ussher), como um castigo divino sofrido pelos hebreus devido a seu politeísmo, porém, foi derrotado por Otniel, primeiro juiz de Israel no período pós-morte de Josué.Em hebraico, "Kush" significa "negro", e "Rish'atayim", "dupla maldade". Esta expressão hebraica não foi encontrada nas tábuas cuneiformes. Rawlinson o identifica como Assurresisi I, o pai de Tiglate-Pileser I.

Dagom

Dagon ou Dagom é um deus fenício e cananeu.

Segundo o escritor fenício Sanconíaton, traduzido do fenício por Filo de Biblos e preservado por Eusébio de Cesareia, Urano casou-se com sua irmã Ge, e teve vários filhos: Ilo, também chamado de Cronos, Betilo, Dagom, que significa Siton (pão-trigo) e Atlas. Dagom, depois que desenvolveu o pão de trigo, foi chamado de Zeus Arótrio.De acordo com a Bíblia, quando os filisteus capturaram a Arca da Aliança, colocaram-na no templo de Dagom, em Asdode, mas no dia seguinte Dagom estava prostrado diante da arca, e no outro dia ele estava prostrado, com cabeça e palmas das mãos cortadas, sobrando apenas o tronco. Com medo, e por causa de outras pragas, os filisteus levaram a Arca até Gate.

Débora (juíza)

Débora, cujo nome significa "abelha", foi profetisa e a quarta juíza de Israel. Sua história está descrita no Livro dos Juízes, capítulos 4 e 5. Ela, juntamente com Baraque, liderou os israelitas contra o domínio de Canaã, por volta do século XII a.C.. Antes dela foram juízes em Israel Otniel, Eúde e Sangar. Ela é a única mulher citada na Bíblia a ter o status de juíza. Sua origem parece ser simples, pois no texto bíblico ela é apresentada como esposa de Lapidote e que prestava atendimento como profetisa debaixo das palmeiras.

Eglom

Eglom, no Antigo Testamento da Bíblia, foi um rei de Moabe, morto pelo juiz Eúde.

Gaal

Gaal - Personagem bíblico, filho de Ebede, em quem alguns homens de Siquém "depositaram a sua confiança", quando se contenderam com Abimeleque. Foi quem liderou a revolução e conduziu os homens de Siquém na batalha contra Abimeleque, mas foi derrotado, fugindo então para sua casa.

Jair

Jair (em hebraico: יָאִיר) foi um dos juízes de Israel, um gileadita, sucedendo a Tola.Jair julgou Israel por vinte e dois anos (1219 - 1197 a.C., pelos cálculos de Jerônimo de Estridão ). Ele tinha trinta filhos, que montavam em trinta jumentos, e tinham trinta cidades que, à época da composição do livro de Juízes, se chamavam Havote-Jair, na terra de Gileade.

Ao morrer, ele foi sepultado em Camom. Após sua morte, Israel voltou a pecar contra Jeová, adorando aos baalins, a Astarote e aos deuses da Síria, Sidon, Moabe, Amom e dos filisteus; Jeová os entregou nas mãos dos filisteus e dos filhos de Amom, por dezoito anos, até que surgiu o novo juiz, Jefté.

Juiz

O juiz (do latim iudex, "juiz", "aquele que julga", de ius, "direito", "lei", e dicere, "dizer") é um cidadão investido de autoridade pública com o poder-dever para exercer a atividade jurisdicional, julgando, em regra, os conflitos de interesse que são submetidas à sua apreciação. Vale ressaltar que nem sempre há conflito de interesses (pretensão resistida) a ser apreciada, como é o caso de homologação de acordo, ação de oferecimento de alimentos, ação de divórcio consensual , sendo a autoridade máxima dentro do tribunal.

O juiz é, em diversos países, membro do Poder Judiciário, de um modo geral, e, na qualidade de administrador da justiça do Estado, é responsável por declarar e ordenar o que for necessário para julgar procedente ou não a pretensão da parte, a quem entende fazer jus ao direito pleiteado.No Brasil, o dia do juiz é comemorado em 11 de agosto, mesmo dia em que se comemora o dia do advogado. Existem datas específicas para juiz de menores (3 de janeiro) e para juiz do trabalho (26 de abril).

Nevi'im

Nevi'im (do hebraico נביאים) ou Profetas é uma das três seções do Tanakh, estando entre a Torá e Kethuvim.

Otniel

Otniel ou Otoniel ( /ˈɔːθniəl/ ou /ˈɒθniəl/; em hebraico עָתְנִיאֵל בֶּן קְנַז Otniel Ben Knaz / ʻOṯnîʼēl Ben Qənáz, "Leão / poder de Deus") é o quarto dos juízes bíblicos.

Reino de Israel e Judá

De acordo com o Livro dos Juízes, na Bíblia, antes do Reino Unido de Israel e Judá, as tribos israelitas viviam numa confederação sob líderes carismáticos ad hoc conhecidos como juízes. Abimeleque foi o primeiro a ser declarado "rei" pelos homens de Siquém e pela casa de Milo (Livro de Juízes, 9:20), e governou Israel por três anos antes de ser morto durante a batalha de Tebes.Por volta de 1020 a.C., depois de receberem ameaças de povos estrangeiros, estas tribos se reuniram para formar o Reino Unido de Israel e Judá, quando Samuel ungiu Saul, da tribo de Benjamim, como o primeiro rei. O reino de Saul, no entanto, foi marcado pelo conflito permanente com os filisteus e, posteriormente, pela guerra civil contra as forças de Davi (tendo este sido ungido rei por Samuel, com Saul ainda vivo). Foi Davi que, após sair vencedor deste conflito, com o vácuo de poder gerado pela morte de Saul em batalha contra os filisteus, criou uma monarquia israelita forte e unificada, e reinou de cerca de 1000 a.C. até 961 a.C. Salomão, o sucessor de Davi, conseguiu manter a união durante seu período como monarca, que foi de 961 a 922.Davi, o segundo rei de Israel, estabeleceu Jerusalém como sua capital nacional em 1006 a.C.; até então, Hebrom havia sido a capital do Estado de Judá, comandado por Davi, e Maanaim de Israel, Estado comandado por Isboset; antes disso, Gibeá havia sido a capital da monarquia unida comandada por Saul.

Davi realizou diversas campanhas militares bem-sucedidas contra os inimigos de Israel, derrotando diversas potências regionais, como os filisteus, assegurando assim a segurança nas fronteiras de Israel e transformando a nação numa potência regional. Sob a liderança da Casa de Davi, a monarquia unida conseguiu obter prosperidade e a superioridade sobre seus vizinhos.

Sob a liderança do sucessor de Davi, Salomão, a monarquia unida viveu um período de paz, prosperidade e desenvolvimento cultural. Diversos edifícios públicos foram construídos, entre eles o Primeiro Templo de Jerusalém.

Com a ascensão ao poder do filho de Salomão, Roboão, por volta de 930 a.C., o país se fragmentou em dois reinos: o Reino de Israel (que abrangia as cidades de Siquém e Samaria, no norte, e o Reino de Judá (em cujo território estava Jerusalém), ao sul. A maior parte das províncias não-israelitas deixaram de fazer parte de ambos os reinos.

A maioria dos historiadores modernos estão divididos e questionam a historicidade desta monarquia unida conforme descrita na Bíblia.

Samson et Dalila

Samson et Dalila ("Sansão e Dalila" em francês) é uma ópera em três atos do compositor francês Camille Saint-Saëns, com libreto de Ferdinand Lemaire, baseado nos capítulos 13 a 16 do Livro dos Juízes da Bíblia. Estreou a 2 de dezembro de 1877 no Hoftheater de Weimar, na Alemanha.

Sansão e Dalila (filme)

Sansão e Dalila (no original em inglês: Samson and Delilah) é um filme estadunidense de 1949, um épico realizado por Cecil B. DeMille.

O argumento do filme foi adaptado da célebre história bíblica de Sansão e Dalila, no Livro dos Juízes. Possui cenas clássicas como a famosa e monumental destruição do templo.

Sufete

Sufete (em púnico: špṭ) era a designação dada aos governantes máximos das cidades-estado fenícias e cartaginesas. Por vezes o termo refere-se especificamente aos magistrados supremos de Cartago, onde todos os anos eram eleitos dois a quatro sufetes para dirigirem o governo do estado cartaginês.A palavra, que por vezes é escrita como suffete ou shophet, tem origem semita e aparece em várias línguas e culturas semitas além do fenício, nomeadamente no hebraico (shōphēṭ, plural: shophtim ou shoftim; lit.: "juiz"). O significado está sempre associado ao exercício do poder, quer executivo quer judicial.Nas várias cidades-estado fenícias propriamente ditas, ou seja, das costas do que é hoje o Líbano e a Síria, bem como nas suas colónias espalhadas pelo Mediterrâneo, os sufetes eram magistrados não hereditários aos quais era entregue o governo. O historiador romano Tito Lívio menciona os sufetes na sua obra (XXVIII, xxxvii) e compara as suas funções e poderes do sufete de Cartago com a dos cônsules romanos (XXX, vii).Os sufetes surgiram em Cartago no século V a.C.. A sua origem é obscura. Segundo alguns historiadores ela está associada à mudança de poder de monarcas hereditários para uma aristocracia de mercadores. Esta teoria pressupõe que Cartago foi realmente governada por uma monarquia entre a sua fundação no século VIII a.C. e a século V a.C., algo que é disputado por alguns académicos. Aparentemente, os sufetes eram eleitos (ou reeleitos) todos os anos e o seu número pode ter variado entre um e quatro, embora muitas fontes refiram que eram dois. Os sufetes cartagineses presidiram a um conselho de aristocratas e além das funções executivas tinham também a função de juízes supremos.

Sísera

Sísera era chefe do exército de Canaã, no reinado de Jabim. Juntamente com este rei oprimiram os israelitas durante 20 anos. Ele tinha uma reputação como um guerreiro invencível, embora ainda jovem.

Organizou mais de 900 carros de guerra no combate contra Israel, que tinha como líder o Baraque e a profetisa e juíza Débora. Envolto em uma confusão em seu próprio exército, que incluiu o atolamento de seus carros de guerra, Sísera e os cananeus saíram derrotados.

O jovem general escapou sozinho, a pé, e refugiou-se na tenda de uma mulher chamada Yael. Ela deu a Sísera uma cama, mas quando o general adormeceu foi morto pela mulher, que prendeu na têmpora uma estaca com um martelo.

Sísera era conhecido por uma profunda afeição que o ligava à sua velha mãe, que esperou em vão pelo seu retorno na casa onde ambos viviam.

Tribo de Benjamim

A tribo de Benjamim (em hebraico, בִּנְיָמִין, transl. Binyāmîn,"filho da felicidade") era uma das doze tribos de Israel. Recebeu o nome do filho mais novo de Jacó (Israel) e Raquel. Os membros dessa tribo eram chamados benjamitas.

Quando da divisão de Canaã, a tribo de Benjamim ficou com o território compreendido entre Efraim, ao norte, e Judá, ao sul. Embora fosse um território pequeno e montanhoso, era fértil e incluía cidades importantes como Jerusalém, Jericó, Betel, Gibeá e Mispá, entre outras.

Um benjamita importante foi Eúde, o segundo juiz referido no Livro de Juízes. Saul, o primeiro rei de Israel oficialmente reconhecido como tal, era benjamita, filho de Quis. A partir daí, a linhagem real passou a ser da tribo de Judá.p

Tribo de Judá

De acordo com a Bíblia Hebraica, a Tribo de Judá (שֵׁבֶט יְהוּדָה, Shevet Yehudah, "Louvor") foi uma das doze tribos de Israel.

Yael e Sísera

Jael e Sísera é uma pintura da artista italiana barroca Artemisia Gentileschi, executada em torno de 1620. O tema da tela é tirado do Livro dos Juízes. Retrata o momento em que Yael é assassinado por Sísera, um general da Cananéia derrotado.

A pintura está atualmente no Museu de Belas Artes de Budapeste.

Principais
divisões
Subdivisões
Desenvolvimento
Manuscritos
Listas
Ver também

Noutras línguas

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