Livro do Êxodo

Livro do Êxodo ou simplesmente Êxodo (do em grego antigo: ἔξοδος, éxodos, "saída" ou "partida"; em hebraico: שְׁמוֹת, Shəmōṯ, "nomes", a segunda palavra do começo do texto: "Ora estes são os nomes dos filhos de Israel, que entraram no Egito") é o segundo livro da Torá (vem logo depois de Gênesis) e o segundo da Bíblia hebraica (o Antigo Testamento dos cristãos).[1]

Ele conta a história do Êxodo, ou seja, de como os israelitas deixaram para trás a escravidão no Egito por sua fé em Javé, que escolheu Israel como seu povo. Liderados por seu profeta, Moisés, eles viajaram pelo deserto até o monte Sinai, onde Javé lhes promete a terra de Canaã (a "Terra Prometida") como recompensa por sua fidelidade. Os israelitas passam a fazer parte da aliança com Javé, que lhes fornece suas leis e instruções para a construção do Tabernáculo. Segundo o relato, Javé então desceu do céu e habitou com eles, liderando o povo na guerra santa para conquistar a terra e conseguir a paz.

Tradicionalmente atribuído ao próprio Moisés, os estudiosos modernos entendem que o livro foi, inicialmente, produzido no cativeiro da Babilônia (século VI a.C.) tendo como base tradições escritas e orais mais antigas com revisões finais no período pós-exílio (século V a.C.).[2][3] Alguns estudiosos defendem que este é o mais importante livro do Antigo Testamento, pois ele define as principais características da identidade de Israel: a memória de um passado marcado por dificuldades e pela fuga, uma aliança com Deus, que escolheu Israel, e o estabelecimento de uma vida comunitária e as leis necessárias para mantê-la.[4]

Estrutura

Não há consenso unânime entre os estudiosos sobre a estrutura do Êxodo. Uma forte possibilidade é que a obra seja um díptico (ou seja, uma obra em duas partes), com a divisão entre as partes 1 e 2 na travessia do Mar Vermelho ou no começo da teofania ("aparição de Deus") no capítulo 19.[5] Segundo esta tese, a primeira parte conta como Javé resgatou seu povo do Egito e os levou pelo deserto até o monte Sinai (capítulos 1 a 19) e a segunda, a aliança entre Javé e o povo (capítulos 20–40).[6]

Sumário

1904 Lawrence Alma-Tadema - The Finding of Moses
Descoberta de Moisés.
1904. Por Lawrence Alma-Tadema, em coleção particular.

Os filhos de Jacó e suas famílias se juntam ao irmão deles, José, no Egito. Uma vez lá, os israelitas começam a se multiplicar. Muitas gerações depois, o faraó, temendo uma traição por parte dos israelitas, ordena que todos os recém-nascidos fossem atirados no Nilo. Uma levita (indentificada em outra parte como sendo Joquebede) salva seu bebê lançando-o num cesto de vime pelo Nilo. A filha do faraó (chamada Bitias em I Crônicas 4:18) encontrou a criança, a chama de Moisés e a cria como se fosse dela. Mas Moisés sabe de sua origem e, um dia, já adulto, assassina um capataz egípcio que está surrando um escravo hebreu e foge para Midiã. Lá ele se casa com Zípora, a filha do sacerdote midianita Jetro, e se encontra com Deus numa sarça ardente. Moisés pergunta o nome de Deus, que responde: "Eu Sou o Que Sou". Deus pede a Moisés que retorne ao Egito e leve os hebreus até Canaã, a terra prometida a Abraão.

Moisés retorna ao Egito e não consegue convencer o faraó a libertar os israelitas. Deus então inflige aos egípcios dez terríveis pragas (as "Pragas do Egito"), incluindo um rio de sangue, uma infestação de rãs e a morte dos primogênitos. Moisés lidera os israelitas depois de uma perseguição do faraó, que renega seu consentimento obtido à força, através do mar Vermelho. O deserto se mostra difícil e os israelitas reclamam, lembrando da vida no Egito, mas Deus lhes fornece, milagrosamente, água e o maná. Os israelitas chegam então na montanha de Deus, onde Moisés recebe a visita de Jetro, seu sogro, por sugestão do qual ele nomeia juízes para governar Israel. Deus então pergunta se os israelitas concordam em ser seu povo e, depois de aceitar, o povo se reúne no sopé da montanha. Com trovoadas e relâmpagos, fogo e nuvens de fumaça, ao som de trombetas e rugidos na montanha, Deus aparece no pico e o povo ouve a "voz de Deus", que ordena que Moisés suba ao topo. Deus então lhe dita os Dez Mandamentos com todo o povo ouvindo. Moisés escala a montanha e aparece diante de Deus, que lhe dita o "Código da Aliança" (um detalhado código de direito civil e ritual) e lhe promete Canaã se ele for obedecido. Moisés desce a montanha e escreve as palavras Deus e o povo concorda em obedecê-las. Deus chama Moisés de volta para a montanha e ele lá permanece por 40 dias e 40 noites. No final deste período, Moisés desce com as "Tábuas da Lei", o decálogo gravado em dois tabletes de pedra escrito pelo "dedo de Deus" (Êxodo 31:18; Deuteronômio 9:10-9).

Deus deu instruções a Moisés sobre como deveria ser construído o "tabernáculo", uma tenda na qual Deus habitaria permanentemente entre seu povo escolhido, além de instruções sobre as vestes sacerdotais, o altar e os vasos sagrados, o procedimento para a ordenação dos sacerdotes e os sacrifícios diários que deveriam ser oferecidos. Aarão é nomeado como sumo-sacerdote hereditário.

Enquanto Moisés está com Deus, Aarão fabrica um bezerro de ouro, que o povo passa a venerar. Deus informa Moisés da apostasia do povo e ameaça matá-los todos, mas cede aos apelos de misericórdia de Moisés, que desce a montanha, despedaça os tabletes e ordena que os levitas massacrem os infiéis. Deus ordena que Moisés suba a montanha novamente e refaça dois novos tabletes. Em seguida ele desce, desta vez com a face "transformada", o que o obriga a cobrir o rosto com véu daí em diante. Ele reúne o povo e repete os mandamentos recebidos de Deus, incluindo a guarda do sabá e a construção do tabernáculo. A partir daí, Deus passou a habitar entre o povo no tabernáculo e viajou o tempo inteiro com eles.

Seções segundo as porções semanais da Torá no judaísmo

As subdivisões são as seguintes:

  • Shemot, sobre Êxodo 1–5: aflição no Egito, Moisés é encontrado, o faraó;
  • Va'eira, sobre Êxodo 6–9: pragas 1 a 7;
  • Bo, sobre Êxodo 10–13: últimas pragas, primeira Páscoa;
  • Beshalach, sobre Êxodo 13–17: travessia do mar Vermelho, água, maná, Amaleque;
  • Yitro, sobre Êxodo 18–20: conselho de Jetro, os Dez Mandamentos;
  • Mishpatim, sobre Êxodo 21–24: o Código da Aliança;
  • Terumah, sobre Êxodo 25–27: instruções de Deus sobre o Tabernáculo e sua decoração;
  • Tetsavé, sobre Êxodo 27–30: instruções de Deus sobre os primeiros sacerdotes;
  • Ki Tissa, sobre Êxodo 30–34: censo, óleo de unção, bezerro de ouro, tabletes de pedra, Moisés radiante;
  • Vayakhel, sobre Êxodo 35–38: israelitas recebem presentes, constroem e decoram o Tabernáculo;
  • Pekudei, sobre Êxodo 38–40: o Tabernáculo está pronto e recebe Deus.
Cathedrale St Etienne Toulouse - Passage de la mer Rouge
Travessia do mar Vermelho
Afresco na Catedral de Toulouse, França.

Composição

Papyrus Oxyrhynchus 1075 - British Library Papyrus 2053 recto - Book of Exodus 40
P.Oxy 1075 (séc. III-IV), com Êxodo 40.

Autoria

A tradição judaica e cristã defende Moisés como autor do Êxodo (e de todo o Pentateuco), mas, já no final do século XIX, a crescente percepção acadêmica de discrepâncias, inconsistências, repetições e outras características do Pentauco levou os estudiosos a abandonarem essa ideia.[7] Em datas aproximadas, o processo que resultou no Êxodo e no Pentateuco provavelmente começou por volta de 600 a.C., quando tradições escritas e orais mais antigas foram colecionadas em livros similares aos conhecidos atualmente e a forma final foi estabelecida por volta de 400 a.C.. É claro que a estrutura principal da narrativa já era conhecida muito antes do século VII, nas alusões ao Êxodo e à viagem pelo deserto contida nas profecias de Amós e Oseias um século antes[3][8].

Gênero e fontes

A história do Êxodo é o mito fundador de Israel, recontando como os israelitas foram libertados da escravidão por Javé e entraram numa aliança com Ele através da aliança de Moisés[9]. O livro não deve ser tratado como uma narrativa histórica no sentido moderno,[10] pois isto exigiria uma avaliação crítica das fontes e não aceitaria que Deus fosse a causa dos eventos;[11] no Êxodo, tudo é obra de Deus, que frequentemente aparece pessoalmente, e o cenário histórico é vagamente mencionado.[12] O objetivo do livro não é o relato do que realmente aconteceu e sim o reflexo da experiência histórica da comunidade exilada na Babilônia e, depois, em Jerusalém, que enfrentava o cativeiro no estrangeiro e precisava chegar a um bom termo em sua compreensão de Deus.[13]

Embora os elementos míticos não sejam tão proeminentes no Êxodo como são no Gênesis, lendas antigas influenciaram o conteúdo do livro. Como exemplo, a história da salvação do bebê Moisés no Nilo é baseada numa lenda mais antiga sobre Sargão da Acádia. A história da travessia do mar Vermelho é reminiscente do mito fundador mesopotâmico. De forma similar, o Código da Aliança (o código legal em Êxodo 20:22 até Êxodo 23:33) tem similaridades, tanto no conteúdo e estrutura, com o Código de Hamurabi. Estas influências servem para reforçar a conclusão de que o Livro do Êxodo se originou na comunidade judaica babilônica no século VI a.C., mas nem todas as fontes são mesopotâmicas: a história da fuga de Moisés para Midiã depois do assassinato do capataz pode ter sido baseada na "História de Sinué" egípcia.[14]

Hipótese documental

A maioria dos estudiosos bíblicos modernos acreditam que a Torá (os cinco primeiros livros do Antigo Testamento) chegaram à sua forma presente no período pós-exílio (depois de 520 a.C.), quando tradições mais antigas, orais e escritas, "detalhes geográficos e demográficos contemporâneos, mas, ainda mais importante, as realidades políticas da época" foram levados em consideração[15].[16] Os cinco livros são geralmente descritos na hipótese documental como se baseando em quatro "fontes" (entendidas como escolas literárias e não indivíduos): a javista e a eloista (frequentemente entendidas como uma única fonte), a fonte sacerdotal e a deuteronomista[17]. Ainda há discussões sobre a origem das fontes não-sacerdotais , mas a tese majoritária é esta é posterior ao exílio;[18] [19]

  • Gênesis: composto principalmente de material sacerdotal e não-sacerdotal;[18]
  • Êxodo: uma antologia baseada em fontes de quase todos os períodos da história de Israel;[20]
  • Levítico: inteiramente sacerdotal e do período do exílio ou posterior;[21]
  • Números: uma edição sacerdotal de um original não-sacerdotalMcDermott, John J (2002). Reading the Pentateuch: a historical introduction. [S.l.]: Pauline Press. p. 21. ISBN 9780809140824</ref>;
  • Deuteronômio: originalmente um conjunto de leis religiosas, foi ampliado no início do século VI para servir de introdução para a história deuteromística (os livros de Josué e Reis) e, posteriormente, foi separado desta história, ampliado e editado novamente e anexado à Torá.[22]

Temas

Salvação

Estudiosos bíblicos descrevem a história do êxodo como uma "história de salvação", ou seja, uma história das ações salvíficas de Deus que dão identidade a Israel — a promessa de uma linhagem e de terras aos ancestrais (Abraão), a fuga do Egito, as andanças pelo deserto, a revelação de Deus no monte Sinai e a esperança de um futuro na Terra Prometida.[11]

Teofania

Teofania é uma manifestação (aparição) de um deus. No caso da Bíblia, a aparição de Javé, o Deus de Israel, acompanhado por tempestades, tremores de terra, fumaça, trovões e relâmpagos.[23] Na narrativa do Êxodo, a teofania começa no "terceiro dia" a partir da chegada do povo ao monte Sinai, no capítulo 19.[24]

Na segunda metade do Êxodo, a teofania se torna permanente através do Tabernáculo e Deus passa a habitar entre seu povo. A importância disto é tanta que a maior parte dos capítulos do livro (25 a 31 e 35 a 40) é gasta descrevendo os planos para o Tabernáculo e revela a importância que ele teve na percepção do judaísmo do Segundo Templo: o Tabernáculo é o local onde Deus está fisicamente presente e onde, através dos sacerdotes, os israelitas podem literalmente estar junto d'Ele.[25]

Aliança

O coração do Êxodo é a Aliança de Moisés.[26] Uma aliança é um documento legal que obriga ambas as partes a certos deveres recíprocos[27] e há vários exemplos na Bíblia. Em cada caso há pelo menos alguns elementos encontrados nos tratados reais comuns no Oriente Médio na época: um preâmbulo, um prólogo histórico, estipulações (cláusulas), deposição e leitura, lista de testemunhas, bençãos e ameaças e a ratificação final através do sacrifício de um animal.[28] As alianças bíblicas, diferente das alianças orientais em geral, são entre Deus, Javé, e um povo, Israel, e não entre um monarca poderoso e um vassalo mais fraco.[29]

Escolha de Israel

Israel é escolhido para a salvação por os "filhos de Israel" são os "primogênitos" do Deus de Israel, descendentes através de Sem e Abraão até a linhagem escolhida de Jacó, cujo nome foi alterado para Israel. O objetivo do plano divino, revelado no Êxodo, é um retorno ao estado da humanidade no Jardim do Éden para que Deus possa habitar com os israelitas — como Ele havia habitado com Adão e Eva — através da Arca e do Tabernáculo, que juntos são um modelo do universo. Nas religiões abraâmicas posteriores, a escolha veio a ser interpretada como Israel sendo guardião do plano de Deus para os homens de trazer "a benção da criação de Deus para os homens" iniciado com Adão.[30]

Arqueologia

Enquanto alguns arqueólogos deixem aberta a possibilidade de ter havido uma tribo semítica oriunda da escravidão no Egito e que uma figura como a de Moisés tenha realmente existido no século XIII a.C., rejeita-se a possibilidade de que o Êxodo tenha acontecido conforme descrito na Bíblia.[31] Mais de um século de pesquisa arqueológica não descobriu nada que pudesse comprovar os elementos narrativos do livro do Êxodo - os quatro séculos de estada no Egito, a fuga de bem mais de um milhão de israelitas do Delta ou os três meses de jornada através do deserto até o Sinai.[32] Os registros egípcios não fazem qualquer menção aos fatos relatados no Êxodo, a região sul da península do Sinal não mostra traços de uma migração em massa como descrita no Êxodo e virtualmente todos os nomes mencionados, incluindo Goshen (a região do Egito onde os israelitas supostamente viveram), as cidades-armazém de Pitom e Ramessés, o local onde teria acontecido a passagem pelo Mar Vermelho (ou Mar dos Juncos) e o próprio monte Sinai não puderam ser claramente identificados.[33] Acadêmicos que defendem a historicidade do Êxodo concedem que o máximo que as evidências podem sugerir é que o relato é plausível.[34] Tem se tornado cada vez mais claro que a idade do ferro Israelense - os reinos de Judá e Israel - tem suas origens em Canaã e não no Egito:[35] A cultura dos assentamentos israelitas mais antigos é Canaanita, seus objetos de culto são os mesmos do deus canaanita El, o trabalho da cerâmica reflete as tradições canaanitas locais e o alfabeto usado é o canaanita antigo. Praticamente a única distinção entre as cidades israelitas das áreas canaanitas é a ausência de ossos de porco, embora se este aspecto pode ser usado como um marcador étnico ou é devido a outros fatores permanece assunto de disputa.[36]

Referências

  1. Dozeman, p. 1.
  2. Johnstone, p. 72.
  3. a b Finkelstein, I., Silberman, NA., The Bible Unearthed: Archaeology's New Vision of Ancient Israel and the Origin of Its Sacred Texts, p.68
  4. Meyers, p. xv.
  5. Meyers, p. 17.
  6. Stuart, p. 19.
  7. Meyers, p. 16.
  8. McEntire 2008, p. 8.
  9. Sparks 2010, p. 73.
  10. Fretheim, p. 7.
  11. a b Dozeman, p. 9.
  12. Houston, p. 68.
  13. Fretheim, p. 8.
  14. Kugler,Hartin, p. 74.
  15. Enns 2012, p. 5.
  16. Finkelstein, I., Silberman, NA., The Bible Unearthed: Archaeology's New Vision of Ancient Israel and the Origin of Its Sacred Texts, p.68-69
  17. Coogan, Brettler & Newsom 2007, p. 6.
  18. a b Carr, David (2000). «Genesis, Book of». In: Freedman, David Noel; Myers, Allen C. Eerdmans Dictionary of the Bible. [S.l.]: Eerdmans. p. 492. ISBN 9789053565032
  19. ARCHER, Gleason (1964). A survey of Old Testament introduction. [S.l.]: Moody Press
  20. Dozeman, Thomas (2000). «Exodus, Book of». In: Freedman, David Noel; Myers, Allen C. Eerdmans Dictionary of the Bible. [S.l.]: Eerdmans. p. 443. ISBN 9789053565032
  21. *Houston, Walter J (2003). «Leviticus». In: Dunn, James D. G.; Rogerson, John William. Eerdmans Bible Commentary. [S.l.]: Eerdmans. p. 102. ISBN 9780802837110
  22. Van Seters, John (2004). The Pentateuch: a social-science commentary. [S.l.]: Continuum International Publishing Group. p. 93. ISBN 9780567080882
  23. Dozeman, p. 4.
  24. Dozeman, p. 427.
  25. Dempster, p. 107.
  26. Wenham, p. 29.
  27. Meyers, p. 148.
  28. Meyers, pp. 149–150.
  29. Meyers, p. 150.
  30. Dempster, p. 100.
  31. Dever, William G. (2002). What Did the Biblical Writers Know and When Did They Know It?. [S.l.]: Wm. B. Eerdmans Publishing Company. ISBN 0-8028-2126-X
  32. James Weinstein, "Exodus and the Archaeological Reality", in Exodus: The Egyptian Evidence, ed. Ernest S. Frerichs and Leonard H. Lesko (Eisenbrauns, 1997), p.87
  33. John Van Seters, "The Geography of the Exodus", pages 255–276 in The Land that I Will Show You: Essays on the History and Archaeology of the Ancient Near East in Honour of J. Maxwell Miller, ed. J. Andrew Dearman and M. Patrick Graham (Journal for the Study of the Old Testament Supplement Series 343, Sheffield Academic Press, 2001) ISBN 1-84127-257-4.
  34. James K. Hoffmeier, Israel in Egypt: The Evidence for the Authenticity of the Exodus Tradition, (OUP, 1999)
  35. Finkelstein, Israel and Nadav Naaman, eds. (1994). From Nomadism to Monarchy: Archaeological and Historical Aspects of Early Israel. [S.l.]: Israel Exploration Society. ISBN 1880317206
  36. Anne E. Killebrew, "Biblical Peoples and Ethnicity" (Society of Biblical Literature, 2005) p.176

Bibliografia

Ligações externas

Calções de linho do sumo sacerdote de Israel

As calças de linho (mikhnesei bahd) eram roupas usadas pelos sacerdotes e pelo Sumo Sacerdote de Israel no antigo Israel. Elas alcançavam desde a cintura até os joelhos e, portanto, não eram visíveis, sendo totalmente escondidas pela túnica.

A mandamento bíblica instituindo o seu uso é encontrada no livro do Êxodo 28:42

Faze-lhes também calções de linho, para cobrirem a carne nua; irão dos lombos até as coxas.O versículo seguinte (Êxodo 28:43) não se aplica apenas ao michnasayim mas a todas as vestes sacerdotais:

E estarão sobre Arão e sobre seus filhos, quando entrarem na tenda da congregação, ou quando chegarem ao altar para ministrar no santuário, para que não levem iniquidade e morram; isto será estatuto perpétuo para ele e para a sua descendência depois dele.

Candelabro

Um candelabro é um castiçal com vários braços (múltiplas velas).

O candelabro de sete braços encontra-se ligado à cultura judaica, devido à sua menção no capítulo 25 do Livro do Êxodo, do Antigo Testamento. Lá, encontra-se o detalhamento de uma peça desse tipo a ser confeccionada para o templo, sobre a qual repousaria o Espírito de Deus, de forma que o mesmo é conhecido pelo nome de Menorá.

O profeta Zacarias também teve contato com o candelabro, visto que em seu livro, narra como teve a visão do mesmo, junto de dois ramos de oliveira, um à esquerda e outro à direita.

Creeping Death

"Creeping Death" é uma canção da banda americana de heavy metal Metallica, sétima faixa de seu álbum de 1984, Ride the Lightning. Composta a partir da perspectiva do Anjo da Morte, sua letra descreve a Praga dos Primogênitos, narrada no Livro do Êxodo (12:29).

A canção foi usada ocasionalmente como música de abertura no setlist da banda em diversas de suas turnês. É um exemplo clássico do estilo thrash da banda, embora seu andamento seja mais lento que o material do primeiro álbum, Kill 'Em All. A seção do meio da canção, baseada em torno de um coro ameaçador de "Die!" ("Morra!") sobre uma progressão de acordes no modo frígio, é corriqueiramente usada para a participação do público nos shows da banda.

Foi lançada como single em 1984 pelo selo Music for Nations no Reino Unido e na França; os lados B eram as covers "Am I Evil? (originalmente da banda Diamond Head) e "Blitzkrieg" (originalmente da banda de mesmo nome). Estas duas covers, conhecidas como Garage Days Revisited foram a inspiração para o EP de covers lançado pela banda, Garage Days Re-Revisited.

Doutrina católica sobre os Dez Mandamentos

A doutrina católica sobre os Dez Mandamentos refere-se ao conjunto dos ensinamentos oficiais do Magistério da Igreja Católica, expressos em variadíssimos documentos eclesiásticos, particularmente no Catecismo da Igreja Católica, sobre os mandamentos listados em Êxodo 20:1-17 e Deuteronômio 5:2-21, pertencentes ao Antigo Testamento. Estes mandamentos ou preceitos, vulgarmente designados por "Dez Mandamentos", são um conjunto de imperativos morais e religiosos que são reconhecidos como a base moral no Judaísmo, Cristianismo e Islão. Estas três religiões acreditam que os Dez Mandamentos fazem parte da Aliança estabelecida por Deus com os Israelitas. De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, os Dez Mandamentos são considerados essenciais para a salvação e crescimento espiritual das almas que amam Deus e servem também de base para a Doutrina Social da Igreja. Examinar e analisar se os Dez Mandamentos foram cumpridos ou não é uma das formas de exame de consciência mais frequentes usada por católicos antes de receberem o sacramento da Penitência.Os Dez Mandamentos aparecem nos escritos cristãos dos primeiros séculos; o Catecismo da Igreja Católica afirma que eles "têm ocupado um lugar preponderante na catequese dos futuros baptizados e dos fiéis" desde o tempo de Santo Agostinho de Hipona (354–430 d.C.). Até ao Quarto Concílio de Latrão em 1215, a Igreja Católica não teve nenhum padrão oficial para a instrução religiosa; várias evidências sugerem que os Dez Mandamentos já eram utilizados na instrução religiosa no Cristianismo primitivo e na Idade Média, mas com uma ênfase inconsistente. A falta de instrução neles por algumas dioceses foi uma das críticas feitas pelos reformadores protestantes contra a Igreja Católica. Por isso, o primeiro catecismo com autoridade universal em toda a Igreja, o Catecismo Romano, publicado em 1566 por ordem do Concílio de Trento, passou a fornecer "discussões minuciosas em torno de cada mandamento", mas deu maior ênfase aos sete sacramentos. O mais recente catecismo com autoridade universal, o Catecismo da Igreja Católica, dedica uma grande parte para interpretar cada um dos mandamentos.A doutrina católica sobre os Dez Mandamentos é amplamente baseada no Antigo e no Novo Testamentos e também nos escritos dos primeiros Padres da Igreja. No Novo Testamento, Jesus reconheceu a sua validade e instruiu seus dicípulos a ir mais longe, exigindo uma justiça superior do que a dos escribas e fariseus. Resumido por Jesus em dois grandes mandamentos que ensinam o amor a Deus e o amor ao próximo, eles ensinam as pessoas nas suas relações com ambos. Os quatro primeiros mandamentos exigem respeito pelo nome de Deus, guarda do Dia do Senhor, reconhecimento e adoração única e proibição do culto a outros deuses. Os restante tratam das relações com o próximo, como que entre pai e filho; além de incluirem proibições contra a mentira, roubo, assassinato, adultério e ganância.

Exodus

Exodus pode referir-se a:

Livro do Êxodo - segundo livro da Torá e da Biblia cristãOu ainda:

Exodus (filme) - de 1960

Exodus: Gods and Kings filme de 2014

Exodus (navio) - usado por judeus fugitivos em 1947

Exodus (romance) - de Leon Uris, publicado em 1958

Exodus (Lost)

Exodus (Magic: The Gathering)

Faraó

Faraó era a designação (título) atribuído aos reis (com estatuto de deuses) no Antigo Egito. Tem sua origem imediata do latim tardio Pharăo -onis, por sua vez do grego Φαραώ e este do hebraico Par῾ōh, termo de origem egípcia que significava propriamente "casa elevada", indicando inicialmente o palácio real. O termo, na realidade, não era muito utilizado pelos próprios egípcios. No entanto, devido à inclusão deste título na Bíblia, mais especificamente no livro do "Êxodo", os historiadores modernos adoptaram o vocábulo e generalizaram-no, um equívoco.[carece de fontes?] Seu adjetivo é o faraônico. Seu trono se chama trono faraônico (não real) (anti-nobiliarquia), um faraó é diferente por exemplo do rei da Espanha, haja vista isso até mesmo pelo seu adjetivo não ser o real e sim o faraônico. E pode ser súdito de um imperador por exemplo (apenas só por anexação - devido a sua natureza política); Devido ao que foi exposto acima se deduz que a posição de faraó, ainda que ele possa ser súdito ou soberano, não faz parte da nobiliarquia.

A imagem que o grande público tem, vem, em grande parte, daquela que nos é dada pelas grandes produções cinematográficas (pepluns) de Hollywood - os chamados filmes bíblicos dos anos 1950, nos quais o faraó aparece como um monarca todo poderoso que governa de modo absoluto, rodeado de uma corte de servos e obrigando uma multidão de escravos a construir monumentos em sua honra - como nos filmes Land of the Pharaohs (A Terra dos Faraós de Howard Hawks, 1955) ou em The Ten Commandments ("Os Dez Mandamentos" de Cecil B. DeMille, 1956).

Mas, ainda que muitos dos faraós tenham sido, sem dúvida, déspotas - a ideia da monarquia absoluta tem aqui os seus primórdios - a verdade é que este termo abrange uma grande variedade de governantes, de índoles e interesses diversos. Em cerca de três mil anos de tradição faraónica, passaram pelo trono do Egito homens (e algumas mulheres) com aspirações bem diferentes. Desde os misteriosos construtores das pirâmides de Gizé, ao poeta místico Aquenáton, passando pelo lendário Ramessés II, encontramos toda uma diversidade de indivíduos que, no seu conjunto, governaram uma das mais influentes civilizações da história por um longo tempo.

Gênesis

Gênesis (pt-BR) ou Génesis (pt) (do grego Γένεσις, "origem", "nascimento", "criação","princípio") é o primeiro livro tanto da Bíblia Hebraica como da Bíblia cristã, antecede o Livro do Êxodo. Faz parte do Pentateuco e da Torá, os cinco primeiros livros bíblicos. Gênesis (do grego Γένεσις, "nascimento", "origem") é o nome dado pela Septuaginta ao primeiro destes livros, ao passo que seu título hebraico Bereshit (בְּרֵאשִׁית, B'reishit, "No princípio") é tirado da primeira palavra de sua sentença inicial. Narra a visão desde a criação do mundo na perspectiva hebraica, genealogias dos Patriarcas bíblicos, até à fixação deste povo no Egipto através da história de José. A tradição judaico-cristã atribui a autoria do texto a Moisés enquanto a crítica literária moderna prefere descrevê-lo como compilado de texto de diversas mãos.

Hagadá

Hagadá ou agadá (do hebraico הגדה, transl. hagadá, "narração"), é o texto utilizado para os serviços da noite do Pessach, contendo a leitura da história da libertação do povo de Israel do Egito conforme é descrito no Livro do Êxodo. Por celebrar esta libertação, o Pessach é a mais importante das festas judaicas, e cada judeu tem por mandamento narrar às futuras gerações esta libertação. A Hagadá contêm a narrativa desta libertação, as orações, canções e provérbios judaicos que acompanham esta festividade. Na verdade, não existe um texto único de Hagadá: os diversos ramos do judaísmo têm suas variantes, conforme a orientação do específico rabino de cada sinagoga. Também corporações e instituições podem ter seu texto particular de Hagadá.

Levítico

Levítico (do grego Λευιτικόν, "Leuitikon", do original hebraico "torat kohanim") é o terceiro livro da Bíblia hebraica (em hebraico: וַיִּקְרָא, "Vaicrá" - "Chamado por Deus") e do Antigo Testamento cristão. O termo em português é derivado do latim "Leviticus", emprestado do grego, e é uma referência aos levitas, a tribo de Aarão, os primeiros sacerdotes judaicos ("kohanim"). Endereçado a todo o povo de Israel (Levítico 1:2), o livro contém algumas passagens específicas para os sacerdotes (Levítico 6:8, por exemplo). A maioria de seus capítulos (1-7; 11-27) são discursos de Deus no monte Sinai a Moisés, que recebeu a missão de repeti-las aos israelitas, durante o Êxodo (Êxodo 19:1). O Livro do Êxodo narra como Moisés liderou os israelitas na construção do Tabernáculo (caps. 35-40), que era uma tenda que servia como "templo" móvel dos judeus durante a jornada pelo deserto, com base nas instruções de Deus (25-31). Seguindo a narrativa no Levítico, Deus conta aos israelitas e a seus sacerdotes como realizar as ofertas no Tabernáculo e como se portar enquanto estavam acampados à volta da tenda do santuário. Os eventos no Levítico ocorreram durante o período de trinta a quarenta e cinco dias entre o fim da construção do Tabernáculo (Êxodo 40:17) e a despedida dos israelitas do Sinai (Números 1:1, Números 10:11).

As instruções no Levítico enfatizam práticas rituais, legais e morais ao invés de crenças. Mesmo assim, elas refletem a visão de mundo da história da criação em Gênesis 1, quando Deus revela o desejo de viver entre os homens. O livro ensina que a realização fiel dos rituais no santuário tem o poder de tornar isto possível se o povo se mantiver longe do pecado e das impurezas sempre que possível. Os rituais, especialmente os relativos ao pecado e as oferendas decorrentes, são formas de se obter o perdão (caps. 4-5) e a purificação das impurezas (11-16) para que Deus possa continuar a viver no Tabernáculo.

Livro da Vida

No Cristianismo e Judaísmo, o Livro da Vida (língua hebraica: ספר החיים, transliterado Sefer HaChaim em grego: βιβλίον τῆς ζωῆς Biblíon tēs Zōēs) é o livro na qual Deus grava os nomes das pessoas que estão destinados ao Céu ou ao Mundo vindouro. De acordo com o Talmud ele será aberto no dia de Rosh Hashanah.

Livro dos Números

Livro dos Números (do grego Ἀριθμοί, "Arithmoi"; em hebraico: בְּמִדְבַּר, Bəmiḏbar, "No deserto [de]") é o quarto dos cinco livros da Torá, a primeira seção da Bíblia hebraica, e do Antigo Testamento cristão. O nome em português é derivado do latim "Numeri" e é uma referência aos dois censos dos israelitas citados no texto. Este livro tem uma longa e complexa história, mas sua forma final provavelmente é resultado de uma edição sacerdotal de uma fonte javeísta realizada em algum momento no início do período persa (século V a.C.).

Números começa no monte Sinai, onde os israelitas haviam recebido suas leis e renovado sua aliança com Deus, que passou a habitar entre eles no Tabernáculo. A próxima missão era tomar posse da Terra Prometida. A população é contada e preparativos são realizados para reassumir a marcha até lá. Os israelitas reassumem a jornada, mas logo aparece um rumor sobre as dificuldades da viagem e questionamentos sobre a autoridade de Moisés e Aarão. Por causa disto, Deus destrói aproximadamente 15 000 deles através de formas variadas. Eles chegam até a fronteira de Canaã e enviam espiões para reconhecer o terreno. Ao ouvir o temeroso relato deles sobre as condições encontradas, os israelitas se apavoram e desistem de se apoderar do território. Deus condena-os todos à morte no deserto até que uma nova geração possa crescer para assumir a tarefa. O livro termina com a nova geração na planície de Moab pronta para cruzar o rio Jordão.

Este livro marca o final da história do êxodo de Israel da opressão no Egito Antigo e sua viagem para conquistar a terra prometida por Deus a Abraão. Por isso, Números conclui narrativas iniciadas no Gênesis e elaboradas no Livro do Êxodo e no Levítico: Deus havia prometido que os israelitas que eles seriam grandes (ou seja, seriam numerosos), que eles teriam uma relação especial com Javé, seu Deus, que eles conquistariam a terra de Canaã. Números também demonstra a importância da santidade (tema fundamental do Levítico), fé e confiança: apesar da presença de Deus e de seus sacerdotes, Israel ainda não tem fé suficiente e, por isso, a conquista da terra prometida fica para uma nova geração.

Livros proféticos do Antigo Testamento

Os Livros Proféticos do Antigo Testamento subdividem em dois grupos na Bíblia cristã, o dos primeiros profetas (maiores) e o dos profetas menores.

Em graus diversos e sob formas variadas, as grandes religiões da antiguidade tiveram pessoas inspiradas que pretendiam falar em nome de seus deuses. O sentido original da palavra profeta (nabî) em hebraico deriva de uma raiz que significa "Chamar, anunciar", portanto, o profeta seria aquele que é chamado ou que anuncia, um mensageiro e um intérprete da palavra divina, conforme se pode verificar em (Jr 1,9).Pela sua coragem de questionar a situação presente e vislumbrar um futuro diferente para o seu povo, os profetas sempre exerceram atração fascinante. Muitos chegam até a confundir profeta com adivinhador do futuro. Outros chegam a pensar que eles ensinavam coisas absolutamente novas. O verdadeiro profeta, no entanto, é aquele que preserva a tradição autêntica do seu povo, perdida ou deformada em meio a tantas tradições criadas para defender interesses, legitimar poderes e sustentar sistemas.O núcleo central da tradição autêntica é a lembrança da libertação contada no Livro do Êxodo, ou seja, o reencontro com o verdadeiro Deus revelado a Moisés: Eu sou Javé seu Deus, que fiz você sair da terra do Egito, da casa da escravidão (Ex 20,2; Dt 5,6). Portanto, profeta é aquele que se inspira na ação libertadora do Deus do Êxodo e, a partir daí, analisa a situação presente e mostra o projeto de Deus para o futuro do seu povo.As atividades do profeta variam de acordo com seus ouvintes e com o momento histórico em que ele vive. Cada profeta tem o seu estilo próprio, e pronuncia anúncios e denúncias diante de situações bem determinadas. No entanto, podemos perceber duas grandes vertentes na atividade dos profetas:

- Exigência de conversão, para mudar o sistema social, a fim de que o julgamento de Deus não recaia sobre o povo. Esse tema é predominante nos profetas que exerceram sua atividade antes do exílio na Babilônia.

- Anúncio de esperança, para encorajar e estimular o povo, que tinha perdido sua terra e corria o perigo de perder a própria identidade. Esse anúncio fazia retomar a caminhada da reconstrução, recuperando a fé em Javé e os valores históricos alcançados em nome dessa mesma fé.Os livros proféticos testemunham a vida e atividade de homens que possuem fé profunda e vigorosa; homens que procuram levar o povo a um relacionamento sempre renovado e responsável com o Deus que julga e salva.A literatura profética pode ser dividida de várias maneiras. A mais tradicional e comum, entre os cristãos, é a divisão em profetas maiores e profetas menores. Não porque uns sejam mais importantes que outros, mas simplesmente pela extensão de seus escritos. Os profetas maiores são quatro: Isaías, Jeremias (que também teria escrito Lamentações), Ezequiel, Daniel. Os menores são doze: Oseias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias, cabendo observar que o Livro de Baruc, que consta na Septuaginta e nas Bíblias adotadas pela Igreja Católica e pelas Igrejas Ortodoxas, próximo ao Livro de Jeremias, é Deuterocanônico, ou seja, não consta na Bíblia Hebraica e não é aceito pelas Igrejas que adotam a Bíblia proposta por Lutero.

Por sua vez, a Bíblia Hebraica agrupa os livros de Isaías, Jeremias, Ezequiel e os dos doze profetas sob o título de "Profetas Posteriores" e os coloca após os "Profetas Anteriores": (Josué, Juízes, I Samuel, II Samuel, I Reis, II Reis), enquanto que a Septuaginta (tradução do Antigo Testamento para o Grego Koiné, cuja estrutura é utilizada por maior parte das Igrejas Cristãs) apresenta os livros proféticos depois dos Livros Históricos, destacando-se que a Bíblia Hebraica não incluí o Lamentações e Daniel entre os "Profetas Posteriores", mas entre os "Escritos" (Kethuvim).

O Príncipe do Egito

O Príncipe do Egito (em inglês: The Prince of Egypt) é um filme de drama musical animado de 1998 produzido pela DreamWorks Animation; é o primeiro trabalho da DreamWorks a ser realizado com animação tradicional. O filme é uma adaptação do Livro do Êxodo e segue a história bíblica de Moisés desde sua vida como príncipe adotado do Egito até sua missão de salvar os hebreus (seus verdadeiros ancestrais) da escravidão do império egípcio. Dirigido por Brenda Chapman, Steve Hickner e Simon Wells, o filme apresenta canções escritas por Stephen Schwartz e partitura instrumental composta por Hans Zimmer. O elenco original de dublagem é formado por Val Kilmer (como Moisés e Deus), Ralph Fiennes, Michelle Pfeiffer, Sandra Bullock, Jeff Goldblum, Danny Glover, Patrick Stewart, Helen Mirren, Steve Martin e Martin Short.

Jeffrey Katzenberg tinha o desejo de realizar uma adaptação animada do filme Os Dez Mandamentos, de 1956, enquanto trabalhava para a Disney; ele decidiu colocar a ideia em prática após fundar a DreamWorks em 1994. Para realizar esse projeto, a DreamWorks contratou artistas que haviam trabalhado para a Walt Disney Animation e para a então recém-fechada Amblimation, totalizando uma equipe de 350 pessoas de 34 nações diferentes. O filme mescla técnicas de animação tradicional com imagens geradas por computador criadas pelo software da Toon Boom Animation e da Silicon Graphics.

O filme foi lançado nos cinemas em 18 de dezembro de 1998 e em mídia doméstica em 14 de setembro de 1999. Foi recebido com críticas positivas, sobretudo sobre a animação, as músicas e a atuação do elenco de voz. O filme arrecadou mais de US$ 218 milhões em todo o mundo nos cinemas, tornando-se o filme de maior sucesso não produzido pela Disney na época. O sucesso de O Príncipe do Egito originou uma prequela lançada diretamente em vídeo intitulada Joseph: King of Dreams (2000), além de uma adaptação teatral. A música "When You Believe" se tornou um single comercialmente bem-sucedido em uma versão pop interpretada por Whitney Houston e Mariah Carey e venceu o Óscar de melhor canção original; o filme também foi indicado para a categoria de melhor trilha sonora na mesma cerimônia.

O Êxodo

O Êxodo (grego bíblico: ἔξοδος; hebraico: יציאת מצרים, transl. Yetsi'at Mitzrayim, IPA: [jəsʕijaθ misʕɾajim], Y'ṣiʾath Miṣrayim, lit. "a saída do Egito") é o mito fundador dos israelitas, tal como descrito na Bíblia hebraica. Stricto sensu, refere-se à fuga dos israelitas do Egito tal como descrita no Livro do Êxodo; lato sensu, pode abranger também as posteriores legislações e andanças pelos desertos que separam o Egito de Canaã, descritas nos livros do Levítico, Números e o Deuteronômio.

A narrativa existente é um produto do final do período exílico ou pós-exílico (séculos VI a V a.C.), porém o centro da narrativa é mais antigo, refletido principalmente nos documentos deuteronomistas dos séculos VIII e VII a.C. Uma minoria de acadêmicos acredita que a narrativa da Idade do Ferro tem fontes ainda mais antigas, que podem ser traçadas a uma tradição genuína do colapso da Idade do Bronze, no século XIII a.C.Segundo historiadores modernos, não há qualquer evidência arqueológica que confirme a veracidade da história narrada no Livro do Êxodo.

Papiro Ipuur

O Papiro Ipuur (oficialmente Papiro Leiden I 344 recto) é um papiro egípcio antigo em hierático feito durante a XIX dinastia, hoje mantido no Museu Nacional de Antiguidades de Leiden, Países Baixos. Contém as Admonições de Ipuur, uma obra literária incompleta cuja composição original é datada não antes do final da XII dinastia egípcia (c. 1991-1803 a.C.).Nas Admonições um homem chamado Ipuur reclama que o mundo está virado de cabeça para baixo e exige que o "Senhor de Todos" se lembre de seus deveres religiosos e destrua seus inimigos. O poema é considerado o tratado mais antigo do mundo sobre ética política, sugerindo que um bom rei é aquele que controla os funcionários injustos, assim realizando a vontade dos deuses. Ipuur é muitas vezes apresentado na literatura popular como uma confirmação da história do êxodo bíblico, mas estes argumentos ignoram os muitos pontos em que a obra contradiz o Êxodo.No entanto tal ponto de vista não é atualmente consensual entre os arqueólogos como será visto mais à frente. As supostas contradições são para alguns apenas visões distintas pois são relatadas por povos diferentes, os vencedores e os derrotados, podendo o papiro ser efectivamente uma descrição das pragas vistas pelos egípcios.

Peitoral do sumo sacerdote de Israel

O peitoral do Sumo Sacerdote de Israel (em hebraico: hoshen חֹשֶׁן) é geralmente traduzida como couraça. Em contextos do idioma Português se refere a um peitoral específico - a couraça sagrada usada pelo Sumo Sacerdote para os israelitas, de acordo com o Livro do Êxodo. No relato bíblico, a couraça é denominada de o peitoral do juízo, porque o Urim e Tumim, que eram usados ​​na adivinhação, foram colocados dentro dele.De acordo com a descrição em Êxodo, esta couraça foi anexada ao éfode, por correntes/cordas de ouro amarradas aos anéis de ouro nas alças dos ombros do Éfode, e por fita azul amarrada aos anéis de ouro nas partes mais baixas da éfode. As descrições bíblicas narram que a couraça também eram feitas do mesmo material que o éfode - bordados em linho - e era para ser de uma quadra,um côvado de largura, duas camadas de espessura e com quatro fileiras de três pedras gravadas cada uma embutida sobre ela, cada jóia é enquadrada em ouro. A descrição narra que o peitoral quadrado era para ser formado por duas peças retangulares iguais de tecido - sugerindo que sua aparência era semelhante a um colete sem encosto, com uma bolsa no interior para conter o Urim e Tumim. O termo para a couraça - hoshen - parece estar ligado tanto à sua função ou a sua aparência. Alguns estudiosos pensam que hoshen é provavelmente derivado de hasuna, que significa bonito, enquanto outros pensam que é mais provável que derive de seio, que significa um vezes para conter algo.De acordo com o Talmude (B.Zevachim 88b), o uso do peitoral expiava o pecado de erros de julgamento por parte dos filhos de Israel (Jacó) que Deus Nomeou De Israel .

Sarça ardente

A sarça ardente é um arbusto descrito numa passagem da Bíblia no livro do Êxodo [3:1–4:17] localizado no Monte Horeb. De acordo com a narrativa, o arbusto estava ardendo em chamas, mas não era por elas consumido. No relato bíblico, a sarça ardente é o local onde Moisés foi convocado por Adonai (Deus) para liderar os israelitas fora do Egito em direção à Canaã.

A palavra hebraica usada na narrativa é seneh (סנה), que indica uma planta arbustiva que poderia ser tanto do gênero Rubus como do gênero Acacia.

De acordo com o judaísmo, foi em virtude deste acontecimento misterioso que Moisés passou a referir-se ao Senhor Deus, "Ehyeh" (hebraico: אֶהְיֶה ) ou "Ehyeh-Asher-Ehyeh" (hebr: אהיה אשר אהיה "- conforme em Êxodo 3:14) como o que habita na sarça o que fez pela primeira vez durante a bênção das tribos de Israel (Deuteronômio 33:16) (ver: Nomes de Deus no judaísmo).

Muitos estudiosos atribuem a este episódio o fato de os hebreus terem especial apreço pela árvore da Acácia, sendo que todo o mobiliário sagrado do Tabernáculo e, inclusive, a própria Arca da Aliança (que representava a presença de Deus na terra) teve como matéria-prima principal a madeira da sarça (Acacia nilotica, "Shittim") a qual foi indicada a Moisés nas revelações divinas. Algumas Acácias contêm a substância DMT que poderia explicar sua associação com o sobrenatural.

Tabernáculo

Tabernáculo (em hebraico: מִשְׁכַּן, mishkan, "residência" ou "habitação"), de acordo com a Bíblia hebraica, era a habitação terrestre de Deus entre os filhos de Israel desde o tempo do Êxodo do Egito até a conquista da terra de Canaã. Construído em camadas de cortinas, juntamente com 48 placas revestidas com ouro polido, como persianas verticais mantidas em cinco barras por lado com a barra do meio e decoradas com itens feitos de ouro, prata, latão, peles, joias e outros materiais valiosos retirados do Egito Antigo pelas ordens de Deus, e de acordo com as especificações reveladas por Javé a Moisés no Monte Sinai, foram transportadas pelos israelitas em sua jornada pelo deserto e sua conquista da terra prometida. O Templo de Salomão em Jerusalém substituiu-o como habitação de Deus cerca de 300 anos depois.

A principal fonte para o relato da construção do tabernáculo é o Livro do Êxodo, especificamente Êxodo 25-31 e 35-40. Ele descreve um santuário interior, o Santo dos Santos, que abrigava a Arca da Aliança, que era mantida sob o véu da cobertura, que era suspensa por quatro pilares e uma câmara externa (o "Lugar Santo"), contendo um refletor de ouro batido com o que é geralmente descrito como um suporte de candelabro com um eixo central que incorporava quatro tigelas em forma de amêndoa e seis ramos, cada um com três tigelas em forma de amêndoas e flores, 22 no total. Estava de pé na diagonal, cobrindo parcialmente uma mesa para o pão da proposição e com as sete lamparinas para fornecer luz junto com o altar do incenso.Esta descrição é geralmente identificada como parte da fonte sacerdotal, escrita no século VI ou V a.C. Muitos estudiosos afirmam que é uma data muito posterior ao tempo de Moisés e que a descrição reflete a estrutura do Templo de Salomão, enquanto alguns sustentam que a descrição deriva das memórias de um verdadeiro santuário pré-monárquico, talvez o santuário em Siló. Os estudiosos tradicionais afirmam que descreve um tabernáculo real usado no tempo de Moisés e depois disso. De acordo com a alta crítica, uma fonte pré-exílica anterior, o Elohist ("E"), descreve o tabernáculo como um simples santuário em forma de tenda.

Êxodos (banda)

Êxodos foi uma banda brasileira cristã de rock, criada em 1970 e considerada a primeira de seu estilo surgida no país.Inicialmente se apresentavam nas escolas dominicais da Igreja Batista de Vila Bonilha, em São Paulo. Posteriormente, passaram a se apresentar em outras igrejas, em acampamentos e festivais de música evangélica. Em 1976, problemas com a vizinhança do templo em que tocavam e com a própria congregação levaram o grupo a não mais se apresentar nos cultos. Com a falta de oportunidades em outras igrejas, o conjunto se desfez um ano depois, sem conseguirem se profissionalizar ou gravar um álbum.O nome da banda é uma referência ao Livro do Êxodo, aludindo à libertação do pecado, em comparação à libertação do povo de Israel contada no livro bíblico. As mais de cinquenta canções foram todas compostas pelo grupo, a maioria por Osny, Osvair e Lucas.Em 2006, lançaram um CD com treze canções de seu repertório original, chamado 1970 - 1977.

Principais
divisões
Subdivisões
Desenvolvimento
Manuscritos
Listas
Ver também

Noutras línguas

This page is based on a Wikipedia article written by authors (here).
Text is available under the CC BY-SA 3.0 license; additional terms may apply.
Images, videos and audio are available under their respective licenses.