Livro de Jó

O Livro de Jó (em hebraico: אִיוֹב, Iyov) é um dos livros da seção dos "Escritos" (Ketuvim) da Bíblia hebraica (Tanach) e o primeiro dos livros poéticos do Antigo Testamento da Bíblia cristã[1]. Jó endereça o problema da teodiceia — a justificação da justiça de Deus à luz do sofrimento da humanidade[2] — e é uma rica obra teológica que apresenta diversas perspectivas sobre a questão[3]. O texto tem sido amplamente elogiado por suas qualidades, com Alfred Tennyson chamando-o de "o maior poema dos tempos antigos e modernos"[4].

O Livro de Jó também tem como característica a passagem que cita a posição da terra sobre o espaço, dizendo que a terra está suspensa sobre o nada, o que diferenciava da maioria dos povos não-cristãos que diziam que a terra estava sustentada sobre algo, tendo a ciência confirmado a afirmação do Livro de Jó séculos depois. [5]

Italia centrale, biblia sacra con glosse (giobbe), 1175-1200 ca. pluteo 7 dex 11, 01
A aflição de Jó num manuscrito iluminado do século XII.

Estrutura

Job-lc3a9on-bonnat

1880. Por Léon Bonnat.

O Livro de Jó é constituído por um prólogo e um epílogo em prosa emoldurando diálogos e monólogos em verso[6]. É bastante comum entender esta moldura narrativa como sendo o coração original do livro, ampliado posteriormente por diálogos e discursos poéticos; seções do livro, como os discursos de Eliú e o poema sapiencial em Jó 28:, já foram considerados adições posteriores, mas estudos mais recentes tendem para uma unidade editorial implícita em toda a obra[7]. As seções podem ser divididas da seguinte forma:

A. Prólogo, em duas cenas: a primeira na terra e a segunda, no céu (caps. 1-2);

B. Monólogo de abertura de Jó (cap. 3) — visto por alguns estudiosos como uma ponte entre o prólogo e o os diálogos e, por outros, como o começo dos diálogos[8] — e três ciclos de diálogos entre Jó e seus amigos (caps. 4-27) — o terceiro ciclo está incompleto e o esperado discurso de Zofar foi substituído pelo poema sapiencial do capítulo 28[9]

1. Primeiro ciclo
  • Elifaz (caps. 4-5) e a resposta de Jó (caps. 6-7);
  • Bildade (cap. 8) e Jó (caps. 9-10);
  • Zofar (cap. 11) e Jó (caps. 12-14);
2. Segundo ciclo
  • Elifaz (cap. 15) e Jó (caps. 16–17);
  • Bildade (cap. 18) e Jó (cap. 19);
  • Zofar (cap. 20) e Jó (cap. 21);
3. Terceiro ciclo
  • Elifaz (cap. 22) e Jó (caps. 23–24);
  • Bildade (cap. 25) e Jó (caps. 26–27).

C. Três monólogos

  1. Um "Poema à Sabedoria" (cap. 28), antigamente lido como parte da resposta de Jó e atualmente considerado pela maioria dos estudiosos como um interlúdio separado na voz do narrador[8];
  2. Discurso final de Jó (caps. 29–31);
  3. Discursos de Eliú (caps. 32–37);

D. Dois discursos de Deus (caps. 38:1–40:2 e 40:6–41:34, 42:7–8), incluindo as respostas de Jó;

E. Epílogo, com a restauração de Jó (Cap. 42:9–17).

Conteúdo

The torments of Job under a swirling sky dominated by God. E Wellcome V0034340
Tormentos de Jó numa gravura do século XVI.

Prólogo na terra e no céu

O prólogo na terra mostra o justo abençoado com riqueza, filhos e filhas. A cena muda para o céu, onde Deus pergunta a Satã ("ha-satan", literalmente "o acusador") a sua opinião sobre a piedade de Jó. Satã responde que ele só é piedoso por que Deus o abençoou; se Deus lhe retirasse tudo o que tinha, Jó certamente amaldiçoaria a Deus. Deus dá a Satã permissão para tomar a riqueza de Jó e para matar todos os seus filhos e servos (Jó 1:12), mas, ainda assim, Jó louva a Deus: «Nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá. Jeová deu, e Jeová tirou; bendito seja o nome de Javé (Jó 1:21). Deus permite que Satã provoque bolhas no corpo de Jó, que permanece sentado sobre cinzas. A esposa de Jó pede que ele renuncie a Deus e morra, mas Jó responde: «Receberemos o bem da mão de Deus, e não receberemos o mal?» (Jó 2:10).

Monólogo inicial de Jó e diálogos entre Jó e seus três amigos

Jó lamenta o dia de seu nascimento e prefere morrer, mas nem isto lhe é permitido. Seus três amigos, Elifaz, o "temanita", Bildade, o "suíta", e Zofar, o "naamatita", o consolam. Contudo, os três não mudam a sua opinião de que o sofrimento de Jó é uma punição pelo seu pecado, pois Deus não faria com que um inocente sofresse por nada, e aconselham que Jó se arrependa e busque a misericórdia de Deus. Mas Jó lhes responde com desdém: um Deus justo não o trataria de forma tão dura, que a paciência no sofrimento é impossível e que o Criador deveria levar suas criaturas mais a sério antes de tratá-las com tanta força[10].

Três monólogos: Poema sapiencial, monólogo final de Jó e os discursos de Eliú

Depois dos diálogos entre Jó e seus amigos aparece um poema (o "hino à sabedoria") sobre a inacessibilidade da sabedoria: «Mas onde se achará a sabedoria?» (Jó 28:12), ele pergunta, e conclui que ela «está escondida aos olhos de todos os viventes» (Jó 28:21)[11]. Jó contrasta sua sorte anterior com sua miséria atual, o destino de um pária, zombado e sofrendo. Ele protesta reafirmando sua inocência, lista os princípios que balizaram sua vida e exige que Deus lhe responda[12]. Eliú (que até então não havia sido mencionado) intervém para afirmar que a sabedoria vem de Deus, que a revela através de sonhos e visões aos que irão declarar seu conhecimento[11].

Dois discursos de Deus

Deus fala na forma de um redemoinho. Seus discursos não explicam o sofrimento de Jó, não defendem a justiça divina, não aceitam o confronto argumentativo exigido por Jó e nem respondem ao seu protesto de inocência[13]. Ao invés disto, eles contrastam a fraqueza de Jó com a sabedoria e a onipotência divina: «Onde estavas tu quando eu lançava os fundamentos da terra?» (Jó 38:4) Jó tentou uma resposta, mas o monólogo de Deus recomeça sem jamais endereçar Jó diretamente[14]. Em Jó 42:1-6, Jó dá sua resposta final confessando o poder de Deus e sua falta de conhecimento: "coisas demasiado maravilhosas para mim, as quais eu não conhecia". Antes ele havia apenas sido escutado, mas desta vez seus olhos viram Deus e «me abomino a mim mesmo, e me arrependo, no pó e na cinza.» (Jó 42:6)[15].

Deus então diz a Elifaz que ele e seus dois amigos «não tendes falado de mim o que é reto, como o meu servo Jó» (Jó 42:7). Os três (Eliú não é mencionado) deverão oferecer um holocausto (uma oferenda a ser queimada) tendo Jó como intercessor, «porque a ele o aceitarei» (Jó 42:8). Jó recebe de volta saúde, riquezas e família e vive para ver seus descendentes chegarem à quarta geração (Jó 42:16).

Composição

Autoria, linguagem e textos

Atribuído pela tradição rabínica a Moisés, atualmente concorda-se que o livro foi escrito entre os séculos VII e IV a.C., com o século VI a.C. despontando como uma data mais provável por diversas razões[16]. O autor, anônimo, certamente era um israelita, mesmo ele tendo estabelecido sua história fora de Israel, no sul de Edom ou no norte da Arábia, e feito alusões a lugares tão distantes quanto a Mesopotâmia e o Egito[17]. Segundo o profeta do século VI a.C. Ezequiel, Jó era uma pessoa antiga reconhecida pela sua justiça[18] e o autor do livro escolheu este herói lendário para sua parábola[19].

Marcks Hiob Nürnberg
"Jó"
1957. Por Gerhard Marcks, na igreja de Santa Clara em Nuremberg, Alemanha.

A linguagem de Jó se destaca pelo estilo conservador e pelo excepcionalmente grande número de palavras e formas sem paralelo na Bíblia[20]. O estudioso judeu do século XII Ibn Ezra concluiu que o livro deve ter sido escrito em outra língua e foi depois traduzido para o hebraico; estudiosos do século XX procuraram um original em aramaico, árabe ou edomita. Porém, uma análise mais próxima sugere que palavras ou formas estrangeiras são afetações literárias cujo objetivo era emprestar autenticidade ao cenário distante do livro[21].

O Livro de Jó sobreviveu em diversas versões: a hebraica ("texto massorético"), que é a origem de diversas traduções modernas, a grega ("Septuaginta"), produzida no Egito nos últimos séculos antes de Cristo, e em manuscritos aramaicos e hebraicos encontrados entre os Manuscritos do Mar Morto[22].

Jó e a tradição sapiencial

Jó, Eclesiastes e o Livro dos Provérbios pertencem ao gênero da literatura sapiencial e compartilham de uma perspectiva que eles próprios chamam de "caminho da sabedoria"[23]. Sabedoria significa tanto uma forma de pensar e um conjunto de conhecimentos oriundos desta forma de pensar como também a habilidade de aplicá-lo na vida diária. Este conhecimento pode ser alcançado em parte através do esforço e em parte como dádiva de Deus, mas jamais totalmente, exceto por vontade de Deus[24]. Os três livros compartilham atitudes e premissas, mas diferem em suas conclusões: Provérbios faz afirmações confiantes sobre o mundo e seus caminhos que são diretamente contrariadas por Jó e Eclesiastes[25]. A literatura sapiencial da Suméria e da Babilônia podem ser datadas no segundo milênio antes de Cristo[26]. Diversos textos da antiga Mesopotâmia e do antigo Egito apresentam paralelos com Jó[27] e, apesar de ser impossível afirmar se o autor de Jó foi influenciado por qualquer um deles, a própria existência destes textos sugere que o autor de Jó foi o resultado de uma longa tradição de reflexões sobre a existência de sofrimentos inexplicáveis[28].

Temas

Jó é uma investigação sobre o problema da justiça divina[29]. Este problema, conhecido na teologia como teodiceia, pode ser descrito pela seguinte questão: "Porque os justos sofrem?"[2]. A resposta convencional em Israel na época era que Deus recompensa a virtude e pune o pecado (um princípio conhecido como "justiça retributiva")[30]. Esta tese assume um mundo no qual as escolhas e ações dos homens são moralmente importantes, mas a experiência demonstra que o sofrimento não pode ser entendido somente como uma consequência de más escolhas e ações. Por isso, o sofrimento sem mérito requer uma análise teológica[31].

O conceito bíblico de justiça tinha sua origem na disposição de Deus, que ordenou a criação para o bem-estar comunitário dos homens, em fazer alianças. Justos eram os que os que estavam investidos nesta comunidade e demonstravam uma preocupação especial para com os pobres e necessitados (veja a descrição que Jó faz de sua vida em Jó 31:). A antítese dos justos eram os maus, que eram egoístas e gananciosos[32]. Satã questiona se existe um justo desinteressado: se Deus recompensa a justiça com prosperidade, não estariam os homens agindo justamente com base em motivos egoístas? Ele pede que Deus teste essa tese removendo a prosperidade de Jó, o mais justo de todos os servos de Deus[33].

O livro começa com uma moldura narrativa, dando ao leitor uma "perspectiva do olho de Deus", onisciente, que introduz Jó como um homem de fé e piedade exemplares, "imaculado e direito", que "teme a Deus" e "evita o mal"[34][35]. Deus é quem inicia a conversa com Satã e quem aprova o sofrimento de Jó, um recurso que tem três objetivos: as explicações usuais para o sofrimento, que o sofredor cometeu algum pecado que ele próprio desconhece ou que as ações de Deus são inescrutáveis, são eliminadas; fica claro que não é Jó que está sendo julgado, mas a política de retribuição de Deus; e o leitor percebe claramente que o próprio Deus assume a responsabilidade pelo sofrimento de Jó[36]. O contraste entre a moldura e os diálogos e monólogos poéticos, no qual Jó nunca fica sabendo das cenas iniciais no céu ou a razão de seu sofrimento, cria um senso de justaposição contraditório entre os pontos de vista humano e divino sobre o sofrimento de Jó[37].

Nos diálogos poéticos, os amigos de Jó percebem seu sofrimento e assumem que ele é culpado, pois Deus é justo. Jó, sabendo que é inocente, conclui que Deus deve ser injusto[38]. Ele mantém sua fé durante toda a história (frustrando a tese de Satã de que a justiça é resultado da expectativa de recompensa), mas deixa claro já no seu primeiro discurso que ele concorda com seus amigos que Deus deveria recompensar (e recompensa) os justos[39]. Eliú rejeita os argumentos de ambas as partes: Jó está errado ao acusar Deus de injustiça, pois Deus é maior do que os seres humanos, e seus amigos também, pois o sofrimento, longe de ser uma punição, pode "resgatar o aflito de sua aflição" e tornar o sofredor mais propenso à revelação — literalmente, a «opressão lhe abre o ouvido» (Jó 36:15)[38].

Jó 28:, conhecido como "Hino à Sabedoria", introduz um outro tema, o da sabedoria divina. O hino não enfatiza a justiça retributiva e sim a inacessibilidade da sabedoria[40]. A sabedoria não pode ser descoberta ou comprada segundo ele; apenas Deus sabe o significado do mundo e ele a concede apenas aos que vivem em reverência[41]. Deus possui a sabedoria por que compreende as complexidades do mundo (Jó 28:24-26) — um tema que antecipa o discurso de Deus nos capítulos 38 a 41 com seu refrão recorrente ("Onde estavas tu quando...")[42].

Quando Deus finalmente fala, ele nem explica a razão para o sofrimento de Jó (revelada ao leitor no prólogo no céu) e nem defende sua justiça. O primeiro discurso foca em seu papel ao manter a ordem no universo: a lista de coisas que Deus pode fazer e Jó não pode demonstra a sabedoria de Deus por que a ordem é o coração da sabedoria. Jó então confessa sua falta de sabedoria, ou seja, sua incapacidade de compreender o funcionamento do cosmos e de manter a ordem nele. O segundo discurso trata do papel de Deus em controlar "beemote" e "leviatã" (por vezes traduzido como hipopótamo e crocodilo, mas provavelmente uma representação de criaturas cósmicas primordiais; seja qual for o caso, controlá-las é uma demonstração do poder e sabedoria de Deus[43]. A resposta de Jó ao discurso final de Deus é mais longo que o primeiro e mais complicado. A opinião usual é que ele admite estar errado ao desafiar Deus e se arrepende «no pó e nas cinzas» (Jó 42:6), mas o texto hebraico é difícil e uma compreensão alternativa é que Jó afirma que estava errado em se arrepender e se enlutar e não se retrata de nenhum de seus argumentos[44]. Na porção final da moldura narrativa, Deus restaura e aumenta a prosperidade de Jó, indicando que a política divina de justiça retributiva não se alterou[45].

Interpretações posteriores e influência

Job Scroll
Rolo de Jó.
Job's Tomb2
Túmulo de Jó em Salalah, Omã.

História das interpretações

No período do Segundo Templo (500 a.C. - 70 d.C.), Jó começa a ser transformado em alguém mais paciente e firme, com seu sofrimento se tornando um teste para sua virtue e uma vindicação da justiça para a glória de Deus[46]. O processo de "santificação" de Jó começa com a tradução grega Septuaginta (c. 200 a.C.) e foi ampliada no Testamento de Jó (século I a.C. - século I d.C.), que faz de Jó um herói da paciência[47]. Esta interpretação presta pouca atenção ao Jó dos diálogos do livro[48], mas foi a tradição assumida pela Epístola de Tiago no Novo Testamento, que apresenta Jó como aquele cuja paciência e resistência deveria ser copiada pelos fieis[49].

A interpretação judaica de Jó era inicialmente posivita. Ele era visto como um gentio justo que reconheceu Deus[50]. Muito cedo, porém, os cristãos começaram a interpretar Jó 19:23-29 (versículos sobre um "redentor" que Jó espera que venha salvá-lo da ira de Deus) como uma profecia de Cristo[51]; a maior parte dos estudiosos acredita que o "redentor de Jó" é ou um ser angelical ou o próprio Deus[52]. Com Jó visto pelos cristãos como testemunha da vinda de Cristo, a visão judaica predominante passou a ser a do "Jó blasfemo", com alguns rabinos chegando ao ponto de afirmar que ele estava sendo justamente punido por Deus por ter se omitido quando o faraó massacrou as inocentes crianças judias[53][54].

Agostinho de Hipona escreveu que Jó havia profetizado a vinda de Cristo e Gregório, o Grande, o tinha como um modelo de vida justa merecedora de respeito. O estudioso judeu medieval Maimônides afirmou que a história de Jó era uma parábola e Tomás de Aquino, cristão da mesma época, escreveu um detalhado comentário sobre o livro declarando tratar-se de uma história verdadeira. Durante a Reforma, Martinho Lutero explicou como a confissão de Jó de sua própria falta de pecado e de valor próprio sublinha sua santidade; para João Calvino, Jó demonstrava a doutrina da ressurreição e da certeza final da justiça divina[55].

O movimento moderno conhecido como teologia da criação, uma teologia ecológica que valoriza as necessidades de toda a criação, interpreta os discursos de Jó em Jó 38-41 como implicando que seus interesses e atos não estão exclusivamente focados no ser humano[56].

Uso litúrgico

A liturgia judaica não tem leituras do Livro de Jó no mesmo sentido das leituras da Torá, dos Profetas ou dos cinco Megillot, mas ele é citado em funerais e em tempos de luto. Porém, há alguns judeus, particularmente os sefarditas, que realizam leituras de Jó durante o jejum de Tisha B'Av (um dia de luto sobre a destruição do Primeiro e do Segundo Templo e outras tragédias). Os sinais da cantilena para a grande seção poética no meio do Livro de Jó difere da maioria dos livros da Bíblia, pois utiliza um sistema compartilhado apenas com os Salmos e os Provérbios.

A Igreja Ortodoxa lê de Jó e do Êxodo durante a Semana Santa. O Êxodo prepara para a compreensão do êxodo de Cristo até seu Pai, de sua realização de toda a história da salvação; Jó, o sofredor, é o ícone de Cristo no Antigo Testamento. A Igreja Católica lê de Jó durante as matinas nas primeiras duas semanas de setembro e no ofício dos mortos; na liturgia das horas revisada, Jó é lido na oitava e na nova semana do tempo comum.

No islã e na tradição folclórica do Oriente Médio

Jó (em árabe: ايوب, Ayyub) é um dos 25 profetas mencionados pelo nome no Corão, no qual ele é elogiado como um adorador de Deus firme e direito (Q.38:44). Sua história tem o mesmo contorno geral da história na Bíblia, mas os três amigos são substituídos pelos seus três irmãos e sua esposa se mantém ao seu lado[54][57]. No folclore palestino, o local do julgamento de Jó é Al-Joura, uma vila nas imediações de Al-Majdal (Ascalão). Foi lá que Deus recompensou-o com a Fonte da Juventude que removia todas as doenças e restaurava a juventude. Al-Joura realizava festas anuais que juntava fieis de todas as fés que se banhavam numa fonte natural. No Líbano, a comunidade drusa construiu o templo na região de Shouf que, segundo eles, abriga o túmulo de Jó. Na Turquia, Jó é conhecido como "Eyüp" e teria supostamente vivido em Şanlıurfa. Em Salalah, em Omã, também há um túmulo de Jó.

Fatos Científicos em Jó

Ao contrário do que se acreditava entre muitos povos não-cristãos na época do livro de Jó, que a terra estava sustentada por algo ou algum ser, a passagem de Jó 26:7 dizia ''O norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada.''[5], vale lembrar que a ciência só foi descobrir que a terra não era sustentada por nada séculos depois. Esse é apenas um dos muitos exemplos de descobrimentos científicos que já estavam exemplificados na Bíblia séculos antes.

Referências

  1. Hartley 1988, p. 3.
  2. a b Lawson 2005, p. 11.
  3. Seow 2013, p. 87.
  4. Seow 2013, p. 74.
  5. a b A Bíblia, Livro de Jó 26:7
  6. Bullock 2007, p. 87.
  7. Walton 2008, p. 343.
  8. a b Walton 2008, p. 333.
  9. Kugler & Hartin 2009, p. 191.
  10. Kugler & Hartin 2009, p. 190.
  11. a b Seow 2013, p. 33-34.
  12. Sawyer 2013, p. 27.
  13. Walton 2008, p. 339.
  14. Sawyer 2013, p. 28.
  15. Habel 1985, p. 575.
  16. Kugler & Hartin 2009, p. 193.
  17. Seow 2013, p. 44.
  18. Seow 2013, p. 1.
  19. Fokkelman 2012, p. 20.
  20. Seow 2013, p. 17.
  21. Seow 2013, p. 21-24.
  22. Seow 2013, p. 1-16.
  23. Farmer 1998, p. 129.
  24. Farmer 1998, p. 129-130.
  25. Farmer 1998, p. 130-131.
  26. Bullock 2007, p. 84.
  27. Hartley 2008, p. 346.
  28. Hartley 2008, p. 360.
  29. Bullock 2007, p. 82.
  30. Hooks 2006, p. 58.
  31. Brueggemann 2002, p. 201.
  32. Brueggemann 2002, p. 177-178.
  33. Walton 2008, p. 336-337.
  34. Hooks 2006, p. 57.
  35. O'Dowd 2008, p. 242-243.
  36. Barton 2008, p. 336.
  37. Barton 2008, p. 338.
  38. a b Seow 2013, p. 97-98.
  39. Kugler & Hartin 2009, p. 194.
  40. Dell 2003, p. 356.
  41. Hooks 2006, p. 329-330.
  42. Fiddes 1996, p. 174.
  43. Walton 2008, p. 338.
  44. Sawyer 2013, p. 34.
  45. Barton 2008, p. 338-339.
  46. Seow 2013, p. 111.
  47. Allen 2008, p. 362-363.
  48. Dell 1991, p. 6-7.
  49. Allen 2008, p. 362.
  50. Allen 2008, p. 364.
  51. Simonetti, Conti & Oden 2006, p. 105-106.
  52. Hooks 2006, p. 250-251.
  53. Allen 2008, p. 361-362.
  54. a b Noegel & Wheeler 2010, p. 171.
  55. Allen 2008, p. 368-371.
  56. Farmer 1998, p. 150.
  57. Wheeler 2002, p. 8.

Bibliografia

Ligações externas

Behemoth

Beemote ou behemoth (em hebraico transcrito como בהמות, Bəhēmôth, Behemot, B'hemot; em Árabe بهيموث, Bahīmūth, ou بهموت, Bahamūt) é uma criatura descrita na Bíblia, no livro de Jó, 40:15–24. Sua descrição é tradicionalmente associada à de um monstro gigante, podendo ser retratado como um Hipopótamo, apesar de alguns criacionistas o identificarem como um saurópode ou um touro gigante de três chifres. Esta criatura tem um corpo couraçado e é típica dos desertos (embora Behemoth também fosse como os hebreus chamavam os hipopótamos). Alguns criacionistas da Terra Jovem acreditam que é uma descrição de um dinossauro.

O nome é o plural do hebraico בהמה, bəhēmāh, "animal", com sentido enfático ("animal grande", "animal por excelência"). Na tradição judaica ortodoxa, o Beemote é o monstro da terra por excelência, em oposição ao Leviatã, o monstro do mar, e Ziz, o monstro do ar.

Segundo a tradição judaica ortodoxa, a missão do Beemote é esperar pelo dia em que Deus lhe pedirá para matar o Leviatã, uma criatura marinha tida por alguns como parecida com uma baleia. As duas criaturas morrerão no combate, mas o Beemote será glorificado por cumprir a sua missão. Então, a carne dos dois monstros será servida em banquete aos humanos que sobreviverem.

Bildade

Bildade era um dos três companheiros de Jó, filho de Suá, filho de Abraão por Quetura. Junto com Elifaz e Zofar, este homem pretendeu consolar Jó quando este estava em aflição.

No debate com Jó, Bildade usualmente seguia o tema geral estabelecido por Elifaz, os seus discursos eram curtos e agressivos.

Bildade foi o primeiro dos três a acusar os filhos de Jó de transgressão, e por sua vez, de merecerem a calamidade que lhes sobreveio. Usou a seguinte ilustração: Assim como o papiro e as canas se secam e morrem sem água, o mesmo se dá com "todos os que se esquecem de Deus". Assim como Elifaz, Bildade classificou as aflições de Jó como as que sobrevêm aos perversos: ‘não haveria linhagem nem posteridade’ para Jó, insinuou Bildade.Em seu terceiro discurso, Bildade argumentou que o homem é "um gusano", e "um verme", e por isso impuro diante de Deus, as palavras ‘confortadoras’ dos três companheiros de Jó chegaram ao fim. Segundo a Bíblia, no fim, Bildade e os outros dois companheiros foram divinamente instruídos a oferecer um sacrifício queimado e a pedir que Jó orasse em seu favor.

Bíblia Hebraica Stuttgartensia

A Bíblia Hebraica Stuttgartensia, ou BHS, é uma edição do Texto Massorético da Bíblia Hebraica totalmente baseada no Códice de Leningrado, publicada pela Sociedade Bíblica Alemã (Deutsche Bibelgesellschaft) em Stuttgart.

É amplamente vista tanto pelo judaísmo como pelo cristianismo, como uma edição confiável das Escrituras em hebraico e aramaico (Tanakh na terminologia judia ou Antigo Testamento na terminologia cristã), e tem sido em muito, a mais usada por eruditos do texto mestre na língua original, tanto para pesquisas como para base de traduções em outros idiomas. Também tornou-se a edição mais usada em escolas bíblicas.

Atualmente usa-se uma revisão da terceira edição da Bíblia Hebraica editada por Rudolf Kittel, sendo que a primeira foi baseada no Códice de Leningrado. As notas de rodapé das páginas tem sido totalmente revisadas. Originalmente estas notas foram acrescentadas aos poucos desde 1968 a 1976, chegando a ser um só volume em 1977; Desde então sendo reimpressa muitas vezes.

O texto usado é uma cópia exata, salvo pequenos erros, do Texto Massorético assim como está registrado no Códice de Leningrado. A única pequena diferença está no Livro das Crônicas, o qual precede aos Salmos, este foi movido para o fim, assim como também ocorre com outros livros bíblicos. O Livro de Jó, precede ao Livro dos Provérbios, assim como o acontece com todas as outras bíblias hebraicas.

Em suas margens, possuem as notas massoréticas. Estas estão baseadas no códice massorético, mas foram reeditadas a fim de se tornarem mais fáceis de entender. Mesmo assim, alguns livros tem sido escritos explicando estas notas.

As notas ao pé da página registram possíveis correções ao texto. Muitas destas estão baseadas no Pentateuco samaritano, nos Pergaminhos do Mar Morto, e em antigas traduções bíblicas tais como a Septuaginta, a Vulgata e a Peshitta.

Elifaz (livro de Jó)

Elifaz, segundo o relato da Bíblia, foi um dos três companheiros de Jó. (Jó 2:1)

Era provavelmente descendente de Abraão e um parente distante de Jó.1. Elifaz, o temanita, como dizem as escrituras sagradas no capítulo 4 do livro de Jó, era neto de Isaac filho de Abraão; no livro de Gênesis 36:4,15, a Bíblia nos mostra claramente os descendentes de Esaú e nós podemos entender mais sobre Elifaz.

Dentre os três “consoladores”, Elifaz era o mais importante e influente, o que sugere que talvez tenha sido também o mais idoso, por exemplo:

Ele fala primeiro, nas três fases do debate;

Os seus discursos são mais extensos.Analistas consideram que Elifaz representa a sabedoria de Edom; deste modo ele tem o mesmo nome que Elifaz (filho de Esaú).

João, o Diácono (amanuense)

João, O Diácono foi um amanuense, monge do monastério de Santa Maria e São Martim de Albares. Acredita-se que João tenha escrito a a bíblia Moçárabe, ou Gótica, do século X, em 920, conhecida por conter a biografia de São Fruela. Porém, alguns autores afirmam que não se pode atribuir a autoria desta bíblia e da biografia de São Fruela a João, o Diácono, que na verdade teria escrito apenas O Livro de Jó contido no códice.

== Referências ==

Jó ou Job (em hebraico: אִיּוֹב; transl.: Iyyov; em árabe: أيّوب; transl.: Ayyūb‎) é uma personagem do livro mais antigo da Bíblia, isto é, o Livro de Jó do Antigo Testamento. De acordo com a tradição, teria vivido na terra de Uz, local que até hoje não foi identificado ao certo pela ausência de evidências e pelo fato de a narrativa bíblica do mesmo se apresentar mais como uma poesia épica do que um relato factual. Sua existência como pessoa histórica é motivos de muitos debates, principalmente entre rabinos intérpretes da Torá (os cinco primeiros livros da Bíblia hebraica) muito embora ele seja citado como pessoa histórica no livro de Ezequiel (capítulo 14) e, mais tarde, mencionado na epístola de Tiago (5:11).

Primeiramente chamava-se Jó, e tendo tomado por esposa uma mulher árabe, teve dela um filho chamado Henon, seu pai foi Zerá, neto de Esau descendendo assim, em quinto grau de Abraão Gênesis 36,33 e estes são os reis que reinaram em Hedon, país que foi governado também por ele. O primeiro foi Balac, filho de Beor, e sua capital chamava-se Denaba. Depois de Balac, reinou Jobab, que depois se chamou Job (Jó), e, depois deste Husam (Asom), que foi chefe da região de Temã; depois dele, Adad filho de Barad, que foi o que derrotou os Midianitas no campo de Moab, e sua capital chamava-se Getaim Gn 36,31-35. Eis os amigos que foram o visitar: Elifaz de Temã (descendente de Esaú); Beldad de Chua, soberano dos saqueus e Sofar de Naamã, rei dos mineus.

Leviatã (monstro)

Leviatã (em hebraico: לִוְיָתָן; transl.: Livyatan, Liwyāṯān) é um peixe feroz citado na Tanakh, ou no Antigo Testamento. É uma criatura que, em alguns casos, pode ter interpretação mitológica, ou simbólica, a depender do contexto em que a palavra é usada. Geralmente é descrito como tendo grandes proporções. É bastante comum no imaginário dos navegantes europeus da Idade Média e nos tempos bíblicos.No Antigo Testamento, a imagem do Leviatã é retratada pela primeira vez no Livro de Jó, capítulo 41. Sua descrição na referida passagem é breve. Foi considerado pela Igreja Católica durante a Idade Média, como o demônio representante do quinto pecado, a Inveja, também sendo tratado com um dos sete príncipes infernais. Uma nota explicativa revela uma primeira definição: "monstro que se representa sob a forma de crocodilo, segundo a mitologia fenícia" (Velho Testamento, 1957: 614). Não se deve perder de vista que, nas diversas descrições no Antigo Testamento, ele é caracterizado sob diferentes formas, uma vez que se funde com outros animais. Formas como a de dragão marinho, serpente e polvo (semelhante ao Kraken) também são bastante comuns.

Livro de Ester

O Livro de Ester (em hebraico: אֶסְתֵּר) é um dos livros históricos do Antigo Testamento da Bíblia, vem depois do Livro de Neemias e antes do Primeiro Livro dos Macabeus nas Bíblias católicas ou antes do Livro de Jó, nas Bíblias protestantes. Possui 10 capítulos (ou 16 na Vulgata que reuniu as adições ao texto em hebraico encontrados na Septuaginta em seis capítulos ao final).

Conta como Ester, uma jovem judia que estava entre os deportados, tornou-se imperatriz da Pérsia, ao se casar com o imperador Assuero (geralmente identificado com Xerxes I), e como seu primo e tutor Mordecai () descobriu um complô contra a vida do rei; como o grão-vizir Hamã procurou liquidar os judeus; como Ester interveio, arriscando a própria vida; como o principe Hamã foi enforcado e os judeus autorizados a fazer um contra-pogrom, cujo aniversário celebram com a festa do Purim.

O título deriva do nome de seu principal personagem. Os judeus o chamam de Meghil-láth És-tér, ou simplesmente de o Meghil-láh, que significa "rolo", "rolo escrito", porque constitui para eles um rolo muito estimado, parte da seção dos "Escritos" (Ketuvim) da Bíblia hebraica. É um dos cinco megillot e é lido no feriado judaico do Purim. A celebração deste feriado é uma forte evidência da autenticidade do livro. Diz-se que uma inscrição cuneiforme, evidentemente de Borsipa, menciona um oficial persa de nome Mardukâ (Mordecai?), que estava em Susa (Susã) no fim do reinado de Dario I ou no começo do reinado de Xerxes I.O Livro de Ester está de pleno acordo com o restante das Escrituras e complementa os relatos de Esdras e de Neemias, contando o que aconteceu com o exilado povo de Deus na Pérsia.

Livro de Salmos

Salmos (do grego Ψαλμός, em transliteração latina música, pois o nome no original hebraico é מזמור em transliteração latina mizmor ou música) ou Tehilim (do hebraico תהילים em transliteração latina louvores) é um livro do Tanakh (faz parte dos escritos ou Ketuvim) e da Bíblia Cristã, sucede o Livro de Jó, pois este encerra a sequência de "livros históricos", e antecede o Livro dos Provérbios, iniciando os "livros proféticos" e os "livros poéticos", em ordem cronológica, sendo o primeiro livro a falar claramente do Messias (ou Cristo) e seu reinado, e do Juízo Final. É o maior livro de toda Bíblia e constitui-se de 150 (ou 151 segundo a Igreja Ortodoxa) cânticos e poemas proféticos, que são o coração do Antigo Testamento. É espécie de síntese que reúne todos os temas e estilos dessa parte da Bíblia,, utilizado pelo antigo Israel como hinário no Templo de Jerusalém, e, hoje, como orações ou louvores, tanto no Judaísmo, no Cristianismo e também no Islamismo (o Corão no cap. 17, verso 82, refere os salmos como "um bálsamo"). Tal fato, comum aos três monoteísmos semitas, não tem paralelo, dado que judeus, cristãos e muçulmanos acreditam nos Salmos que foram escritos em hebraico, depois traduzidos para o grego e latim.

Lotos

O lotos (em grego: λωτός; transl.: lōtós) ou árvore de lótus (ou árvore de lotos) é uma planta fantástica que aparece em duas histórias da mitologia grega: a Odisseia de Homero e em Metamorfoses e Fastos de Ovídio, que também é mencionada no Livro de Jó do Antigo Testamento, por Plínio, o Velho e por Maomé.Na Odisseia, lotos era uma comida em forma de flor, com aroma suave de mel, que fazia a pessoa que a comia esquecer a sua missão. Odisseu enviou três homens para explorar a ilha, chamada terra dos comedores de lotos (Lotófagos ou Lotophagi), e estes homens não quiseram voltar aos navios, sendo arrastados à força, chorando. Odisseu foi rapidamente embora desta ilha, antes que os outros homens comessem o lotos e não quisessem mais voltar para casa. O termo lotófago é por isso aplicado a alguém que leva uma vida despreocupada e de luxúria.Em Fastos, Ovídio narra uma história de quase violação da ninfa Lótis, que dormia sob efeitos do álcool.[carece de fontes?] Baco havia dado uma festa, para a qual foram convidados os seus companheiros e várias náiades, que, sob o efeito do vinho, começaram a despir-se: várias estavam com os cabelos despenteados, uma usava a túnica acima dos joelhos, uma com a roupa rasgada mostrava o seu seio, uma despiu os ombros e outra deixou a saia na relva, e todas estavam descalças, o que deixou os sátiros em fogo, inclusive o velho Sileno. Príapo,[a] a glória e o guardião dos jardins, se apaixonou por Lótis, mas ela desprezou o seu amor. Quando chegou a noite e ela adormeceu na relva, longe das outras, Príapo tentou aproveitar-se dela, mas quando já havia tirado sua cobertura, o asno de Sileno fez um barulho que a acordou. Lótis acordou e, em terror, empurrou Príapo e acordou as outras ninfas ao sair a correr. Príapo, cuja parte obscena estava claramente visível sob a luz da Lua, foi ridicularizado por todos. O asno foi punido com a morte, e agora é um sacrifício ao deus do Helesponto. Na fuga, Lotis se transformou em um arbusto, que dava flores na cor da púrpura de Tiro. O nome lotos é derivado do nome da ninfa.Em Metamorfoses de Ovídio, Dríope de Ecália ia um dia com o seu filho ao colo quando colheu uma flor de lótus e foi instantaneamente transformada num lotos.O Livro de Jó menciona o lotos nos versículos 40:21-22, que falam numa grande criatura chamada Behemoth que está deitada debaixo de árvores de lotos, escondida entre juncos e outras plantas; os lotos estão rodeados de choupos. Segundo Maomé, há uma árvore de lotus no 7º céu, à direita do trono de Deus.Plínio, o Velho menciona várias vezes o lotos na sua obra História Natural, nomeadamente citando a plantação de seis lotos por Lúcio Licínio Crasso no jardim da sua casa em Roma, no final do século II a.C., árvores que causavam admiração e que sobreviveram até ao Grande incêndio de Roma em 64 d.C. Plínio descreve o lotos como uma árvore que cresce em África e foi introduzida em Itália, do tamanho da pereira, com a folha muito recortada. Os seus frutos cresciam muito juntos nos ramos, eram do tamanho de favas e quando maduros eram da cor do açafrão, comestíveis, com e sem caroço e com eles se produzia um vinho muito doce. A madeira era negra e era usada para fazer flautas.A árvore de lotos pode ter sido inspirada pelo diospireiro (Diospyros lotus), uma árvore nativa de África que atinge sete a oito metros de altura e cujas flores são verdes amareladas, ou a Ziziphus lotus, da família da jujuba, cujo fruto é comestível e nativa do Norte de África e das ilhas do golfo de Gabès, como Djerba.

Matheus Nachtergaele

Matheus Nachtergaele OMC (São Paulo, 3 de janeiro de 1968) é um ator e diretor brasileiro.

Morte (personificação)

O conceito de morte como uma entidade tem existido em muitas sociedades, desde o início da história. A partir do século XV, com o reavivamento da cultura greco-romana como fonte de inspiração artística; veio a ser mostrada como uma figura esquelética carregando uma gadanha (ferramenta similar à foice) e vestida com uma túnica negra com capuz; sendo inspirada em Hades, o deus grego do mundo inferior (Plutão para os romanos). Na cultura ocidental, a Morte é frequentemente associada a esta figura, de aspecto semelhante ao enraizado no século XV. No oriente é chamada de Yama, Yanluo, Enma Dai Oh, Rei Yŏmna, ou mais recentemente, Shinigami (Deus ou Anjo da Morte).

Existe também na bíblia, Abaddon (também chamado de Apollyon), um anjo cuja verdadeira identidade é um mistério e que aparece no livro de Jó (capítulo 26, versículo 6) e no livro do Apocalipse (capítulo 9, versículo 11), onde é chamado de Anjo do Abismo. Nas tradições judaicas antigas de onde a Bíblia surgiu, o anjo da morte era chamado pelo nome de Samael, anjo esse que para os estudiosos bíblicos, principalmente a partir do Novo testamento é identificado como Satanás "o que tinha o império da morte" (Hebreus, 2:14) e no islamismo o anjo da morte é identificado como Azazel.

Em alguns casos, a Morte é capaz de realmente matar a vítima, levando a contos em que ela pode ser subornada, enganada ou aprisionada, a fim de manter a vida, como no caso de Sísifo. Outras crenças sustentam que a Morte é um psicopompo, servindo apenas para cortar os últimos laços entre a alma e o corpo e para guiar os mortos para o outro mundo sem ter qualquer controle sobre o fato da morte da vítima.

Em várias línguas (por exemplo, em línguas eslavas e românicas), assim como no português, a Morte é personificada na forma feminina, enquanto em outras (como por exemplo no inglês e no alemão), ela é apresentada como uma personagem masculina.

Ordem Internacional das Filhas de Jó

As Filhas de Jó Internacional, ou apenas Filhas de Jó é uma Ordem sem fins lucrativos, discreta e de princípios fraternais, filosóficos e filantrópicos, apoiada pela Maçonaria e destinada a jovens do sexo feminino entre 10 e 20 anos (incompletos), visando ao aperfeiçoamento do caráter, por meio do desenvolvimento moral e espiritual encontrados nas Sagradas Escrituras, da lealdade para com a bandeira do seu país, do amor filial e do serviço à comunidade.

A Ordem baseia-se nos ensinamentos Bíblicos sobre a vida de Jó, sua paciência perante os desafios e provações pelos quais teve de passar.

O nome desta Instituição paramaçônica se refere às três filhas de Jó: Kézia (fé), Jemima (pureza) e Keren-Happuck (triunfo da fé), que são citadas na Bíblia como as "mulheres mais justas de toda a Terra".

Ela está presente em alguns países: Austrália, Brasil, Canadá, Estados Unidos e Filipinas.

Prêmio Shell

Prêmio Shell é o nome de um evento cultural patrocinado pela multinacional Shell do Brasil, cujo objetivo é premiar os grandes destaques da música popular brasileira e teatro.

O Prêmio Shell de música foi criado em 1981, foi o primeiro instituido por uma empresa brasileira para a música nacional. Tradicional patrocinadora do Festival de Música Popular Brasileira da década de 1960, a Shell inicialmente concebeu-o para incentivar tanto a música erudita nacional quanto a popular. Atualmente, a grande prêmiação é voltado apenas para a categoria popular. Um júri composto por cinco personalidades da MPB julga a produção anual, selecionando nomes e avaliando o conjunto da obra dos artistas escolhidos. O prêmio é entregue em mãos num evento musical comemorativo; o premiado recebe uma quantia de R$ 15 mil e um troféu desenhado pelo joalheiro Caio Mourão.

O Prêmio Shell de teatro foi criado em 1988, para contemplar, ano a ano, os artistas e espetáculos de melhor desempenho nas temporadas teatrais do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Teatro da Vertigem

O Teatro da Vertigem é uma companhia teatral brasileira surgida em 1991 como um projeto experimental de pesquisa de linguagem da expressão representativa.

Concretizou suas pesquisas na criação da peça O Paraíso Perdido, em 1992. Consolidou-se, sendo amplamente premiada, como uma companhia inovadora em termos de linguagem e, sobretudo, pelas locações de exibição de seus espetáculos. Sua temática fundamental encontra-se no embate do homem moderno e do homem religioso, e nas conseqüências morais, éticas e psicológicas deste embate.

Terra de Uz

A terra de Uz (em hebraico: ארץ עוץ) é um local mencionado no Antigo Testamento, mais notavelmente no livro de Jó, que inicia-se com a seguinte frase: "Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó".

Ultraviolet (Light My Way)

"Ultraviolet (Light My Way)" é uma canção da banda de rock irlandesa U2 e a décima faixa do seu álbum Achtung Baby. Com tema aparente sobre amor e dependência, a música também presta a interpretações religiosas, com intuito dos ouvintes encontrarem alusões no Livro de Jó e escritas com significado espiritual em sua invocação do espectro de luz.

A composição e gravação da canção de incorporar dois elementos graves e descartáveis, em consonância com o resto de Achtung Baby. Apesar de não ser lançada como single, a canção apareceu em dois filmes e um empreendimento comercial do U2 foi nomeado depois dele. "Ultraviolet" desempenhou um papel de destaque durante os encores da banda na Zoo TV Tour (1992–1993) e U2 360° Tour (2009–2011).

Zofar

Zofar (hebraico: צוֹפַר ) foi um dos três companheiros de Jó.

Íbis

Threskiornithinae é uma subfamília de aves pelecaniformes(tradiconalmente ciconiformes) que inclui aves conhecidas como íbis, curicaca ou tresquiórnis, sendo que as espécies brasileiras têm nomes locais muito variados.

Os íbis são aves pernaltas com pescoço longo e bico comprido e encurvado para baixo. São na maioria dos casos animais gregários, que vivem e se alimentam em grupo. Vivem em zonas costeiras ou perto de água, ricas nos seus alimentos preferenciais: crustáceos e moluscos. O grupo está distribuído pelas regiões quentes de todos os continentes.

De acordo com a tradição popular em alguns países, o íbis é a última ave a desaparecer antes de um furacão e a primeira a surgir depois da tempestade passar. No Antigo Egito, o íbis era objeto de veneração religiosa e associado ao deus Tote.

Na bíblia, nos livros de Levítico e Deuteronômio, o íbis é mencionado como um animal imundo, não adequado para alimentação.

O íbis foi citado na Bíblia Católica e na Nova Tradução na Linguagem de Hoje no Livro de Jó como sendo uma ave que anuncia as enchentes do Rio Nilo.

"Quem deu sabedoria às aves, como o íbis, que anuncia as enchentes do rio Nilo, ou como o galo, que canta antes da chuva?"

Livro de Jó 38:36

Principais
divisões
Subdivisões
Desenvolvimento
Manuscritos
Listas
Ver também

Noutras línguas

This page is based on a Wikipedia article written by authors (here).
Text is available under the CC BY-SA 3.0 license; additional terms may apply.
Images, videos and audio are available under their respective licenses.