Literatura apocalíptica

A literatura apocalíptica é um gênero de temática profética cujas revelações muitas vezes são mediadas por um outro ser mundano à um receptor humano, revelando uma realidade transcendente que é simultaneamente temporal, na medida em que prevê a salvação escatológica, ou espacial, na medida em que envolve um outro ser sobrenatural.[1] Sua origem se dá num conjunto de textos do judaísmo tardio e do cristianismo primitivo.[2] Entre esses textos destacam-se II Enoque, Apocalipse de Abraão, II Baruque, IV Esdras, as Adições em Daniel e o Apocalipse de São João.[2]

Referências

  1. Collins, 1979, p. 9.
  2. a b Teresa Pinto Coelho. "Literatura apocalíptica". E-dicionário de termos literários. Acesso: 19 de dezembro.

Bibliografia

  • John J. Collins, "Introduction: the Morphology of a Genre", in Semeia, 14, 1979.
Apocalipse

O livro do Apocalipse ("O livro da revelação") e também chamado de Apocalipse de João, é um livro da Bíblia — o livro sagrado do cristianismo — e o último da seleção do Cânon bíblico, e que foi escrito por João na ilha Patmos

A palavra apocalipse, do grego αποκάλυψις, apokálypsis, significa "revelação", formada por "apo", tirado de, e "kalumna", véu. Um "apocalipse", na mesma terminologia do judaísmo e do cristianismo, é a revelação divina de coisas que até então permaneciam secretas a um profeta escolhido por Deus. Por extensão, passou-se a designar de "apocalipse" aos relatos escritos dessas revelações. Devido ao fato de, na maioria das bíblias em língua portuguesa se usar o título Apocalipse e não Revelação, até o significado da palavra ficou obscuro, sendo às vezes usado como sinônimo de "fim do mundo".

O título do livro pode sugerir "A Revelação de Jesus Cristo", sendo a ideia básica de que os eventos descritos no livro foram revelados a Jesus Cristo, e este mostrou a seus servos, mais de 2000 anos atrás ou mais de 20 séculos atrás, as coisas que aconteceriam, teoricamente, em breve. João, o escritor do livro, não é seu autor, apenas o escriba, que escreveu o livro ditado pelo autor, Jesus. Por duas vezes, João relata que o conteúdo do livro foi revelado através de anjos.Neste livro da Bíblia, conta-se que antes da batalha final, os exércitos se reúnem na planície abaixo de "Har Megido" (a colina de Megido). Entretanto, a tradução foi mal-feita e Har Megido foi erroneamente traduzido para Armagedom, fazendo os exércitos se reunirem na planície antes do Armagedom, a batalha final.

Apocalipse copta de Paulo

O Apocalipse copta de Paulo é um dos textos gnósticos encontrados nos códices da Biblioteca de Nag Hammadi (Códice V). O texto não deve ser confundido com o Apocalipse de Paulo, com o qual provavelmente não tem relação.Ele foi mencionado por Epifânio como sendo o trabalho dos Cainitas, que veneravam Caim como sendo o Messias, pois, na visão deles, o Deus do Velho Testamento, que eles chamavam de Yaldabaoth, era maligno.

O texto Gnóstico descreve a ascensão de Paulo através de vários estágios do Ceú, com Yaldabaoth (descrito como um velho num trono) tentando evitar. Uma alma que não tem conhecimento (Gnosis) requerido para derrotar Yaldabaoth é enviada de volta, na visão, para ser reincarnada.

Este texto também foi utilizado pelos Setianos.

Apocalipse de Paulo

O Apocalipse de Paulo é um texto do século IV dC que é dos apócrifos do Novo Testamento . Existe também uma versão etiópica do Apocalipse, na qual é a Virgem Maria ao invés de Paulo que recebe a visão e, por isso, chamado de Apocalipse da Virgem.

O texto não deve ser confundido com o gnóstico Apocalipse Copta de Paulo, com o qual provavelmente não tem nenhuma relação.

Apocalipse de Pedro

Apocalipse de Pedro ou Revelação de Pedro é um exemplo de um texto simples e popular do cristianismo primitivo do século II dC. É mais um exemplo da chamada literatura apocalíptica com tons helenísticos. O texto existe em duas versões incompletas de um original grego perdido, uma em grego koiné e outra em etiópico que divergem bastante. O manuscrito grego era desconhecido até que foi descoberto durante escavações por Sylvain Grébaut na estação de 1886-1887 numa necrópole no deserto em Akhmim, no Alto Egito. O fragmento consiste em folhas de pergaminho de um versão grega cuidadosamente depositada no túmulo de um monge cristão no século VIII ou IX dC. O manuscrito está atualmente no Museu Egípcio, no Cairo. A versão etiópica foi descoberta em 1910.

Antes disso, o texto era conhecido apenas pelas frequentes citações em textos cristãos mais antigos. Além disso,alguma fonte perdida comum seria necessária para explicar as similaridades com outros escritos apocalípticos, como o Apocalipse de Esdras, o Apocalipse de Paulo e a Paixão de Santa Perpétua.

Apocalipse de Pseudo-Metódio

O Apocalipse de Pseudo-Metódio é um texto apocalíptico que moldou a imaginação escatológica do Cristianismo durante a Idade Média. A obra foi escrita em língua siríaca no final do século VII dC, em resposta à conquista islâmica do Oriente Próximo e é falsamente atribuída ao grande bispo da Igreja Metódio.

Apocalipse gnóstico de Pedro

O Apocalipse Gnóstico de Pedro, que não deve ser confundido com o Apocalipse de Pedro é um dos textos encontrados nos códices da Biblioteca de Nag Hammadi (Códice VII). Como a grande maioria dos textos ali encontrados, ele é fortemente Gnóstico. Acredita-se que foi escrito por volta de 100-200 dC. Como o texto sobrevivente está em Copta, muito embora provavelmente tenha sido traduzido de um original Grego, ele também é conhecido como Apocalipse Copta de Pedro.

Escatologia islâmica

A escatologia islâmica é o ramo dos estudos islâmicos que estuda o Yawm al-Qiyāmah (em árabe: يوم القيامة‎; "Dia da Ressurreição") ou o Yawm ad-Din (em árabe: يوم الدين; "Dia do Juízo Final"). Os muçulmanos acreditam que esse evento será a avaliação final da humanidade por Alá, com a aniquilação de toda a vida, ressurreição e julgamento.

Não é especificado quando ocorrerá tal evento, embora haja pequenos e grandes sinais que foram profetizados acontecer com o Qiyamah no fim do mundo. Muitos versículos do Alcorão contêm o motivo da eminência do Dia da Ressurreição.A 75ª Sura do Alcorão — “al-Qiyama” — tem como tema principal a ressurreição. A sua tribulação é também descrita no hadith e seus comentários de teólogos islâmicos como al-Ghazali, ibn Kathir, ibn Majah, al-Bukhari, and ibn Khuzaymah. O Dia do Julgamento é também conhecido como o Dia do Ajuste de Contas, o Último Dia e al-sā'ah ("a Hora").O hadith descreve o fim do mundo com mais especificidade do que o Alcorão, descrevendo os eventos do al-Qiyamah através de doze sinais principais. No tempo do julgamento, reinará uma terrível corrupção e caos. O Mádi será enviado e com a ajuda de Isa(Jesus) combaterá Masih ad-Dajjal. Triunfarão, libertando o Islão da crueldade e seguir-se-â um tempo de serenidade com as pessoas a viverem de acordo com os valores religiosos.Como outras religiões abraâmicas, o Islão professa a ressurreição dos mortos, a tribulação final e a divisão eterna entre os justos e os pecadores. A literatura apocalíptica que descreve o Armagedão é geralmente conhecida como fitna, malāhim ou ghaybah no Islão xiita. Os justos são recompensados com os prazeres de Jannah (Paraíso), enquanto os pecadores são torturados em Jahannam (Inferno).[carece de fontes?]

Hipsifrone

O tratado intitulado Hypsiphrone ou Hipsifrone é o quarto tratado do Códice XI da Biblioteca de Nag Hammadi. Este códice é o mais curto de todos os encontrados em Nag Hammadi e está muito fragmentado. O texto pode ser considerado como literatura apocalíptica (ou de revelações), embora não se tenha uma ideia exata de qual revelação trata o texto por causa de sua condição fragmentária.

III Baruque

III Baruque ou Apocalipse Grego de Baruque é um texto pseudepígrafo judaico, de caráter apocalíptico, que acredita-se ter sido escrito entre os séculos I e III, provavelmente depois da destruição de Jerusalém pelo Império Romano em 70. É um dos livros apócrifos do Antigo Testamento e é geralmente atribuído ao escriba do profeta Jeremias, Baruque; não faz parte do cânone bíblico judaico e nem de nenhuma denominação cristã.

O texto sobreviveu apenas em alguns manuscritos gregos e eslavônicos. Não deve ser confundido com o Apocalipse Sírio de Baruque.

II Baruque

II Baruque é um texto pseudepígrafo judaico, de tema apocalíptico, que se acredita ter sido escrito no final do século I ou no início do século II, depois da destruição do Templo em 70 d.C.. O texto é atribuído ao bíblico Baruque e, por isto, é associada ao Antigo Testamento, mas não é considerada como parte do cânone bíblico nem pelos judeus e nem pela maioria das denominações cristãs. O texto foi incluído em algumas edições da Peshitta e é parte do cânone bíblico na tradição ortodoxa síria.

Com 87 capítulos, partes de II Baruque são conhecidas por outros nomes. Os primeiros 77 formam o Apocalipse Sírio de Baruque e os capítulos 78 a 87 são conhecidos como Epístola de Baruque às Nove Tribos e Meia ou apenas Epístola de Baruque.

IV Baruque

IV Baruque é um texto pseudepígrafo do Antigo Testamento. Paralipômenos de Jeremias aparece como título em diversos manuscritos gregos da obra, o que significa "coisas deixadas de fora de Jeremias".

IV Baruque é considerado apócrifo por todas as denominações cristãs com exceção da Igreja Ortodoxa Etíope (veja "Restante das Palavras de Baruque").

Joseph Smith - Mateus

Joseph Smith-Mateus é um livro da Pérola de Grande Valor, um texto religioso usado por A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e outras denominações oriundas do Movimento dos Santos dos Últimos Dias. É uma retradução do evangelho de Mateus.

Messias

Messias: Nome ou título do rei ideal da era messiânica; usado sem o artigo como nome próprio—Māxyāḥ, como Χριστός nos Evangelhos. A palavra grecificada Μεσσιας do Novo Testamento, é uma transliteração da forma aramaica (Mĕxīḥā), língua popular, falada da Palestina no tempo de Yeshua, ou como os católicos, protestantes e religiosos em geral conhecem, Jesus.

Oráculos Sibilinos

Oráculos Sibilinos ou Sibilinas Cristãs é o nome dado a um conjunto de oráculos, de origem pouco definida mas com um carácter claramente judaico-cristão, que tiveram larga difusão desde o período anterior à cristianização do Império Romano até finais da Idade Média. Os Oráculos Sibilinos são por vezes incluídas entre as Escrituras Apócrifas.

A designação deriva dos oráculos que eram produzidos pela Sibila (ou pelas diversas Sibilas da antiguidade), profetisas divinamente inspiradas que previam o futuro. Nos tempos anteriores à cristianização, os oráculos produzidos pelas Sibilas eram cuidadosamente guardados (em Roma no Templo de Júpiter Capitolino) e consultados apenas em momentos de grave crise.

Os oráculos, ou o que deles o povo conhecia ou intuía, já que os verdadeiros oráculos eram ciosamente guardados, eram de grande importância na vida religiosa da comunidade e exerciam uma grande influência na opinião pública (no contexto da época). Aproveitando esta popularidade e influência dos oráculos, grupos judeus produziram oráculos (provavelmente por alteração de outros que circulariam) contendo doutrinas e ensinamentos judaicos. Nasceram assim as Sibilinas Judaicas, que rapidamente se tornaram num poderoso veículo de propaganda religiosa.

Com a expansão do cristianismo, as Sibilinas Judaicas foram adoptadas pelos cristãos e novas foram criadas, transformando-se num importante veículo de propaganda da nova fé. Nasceram assim as Oráculos Sibilinos.

Todas elas foram escritas no mesmo estilo, aparentemente entre os séculos I e IV da era cristã (embora algumas sejam provavelmente anteriores a 180 a. C), constando de longas sequências de versos hexâmetros originalmente escritos em grego homérico. O seu conteúdo é muito diversificado, contendo alusões a diversos acontecimentos anteriores, a cidade, imperadores e outros governantes, num contexto de aparente predição do futuro. Muitas estão truncadas ou apresentam indícios de serem a junção de diversas, dados as súbitas mudanças de assunto.

As Oráculos Sibilinos foram frequentemente citadas pelos autores cristãos da antiguidade, incluindo Santo Agostinho. Com a expansão do cristianismo, o interesse pelas Sibilinas foi progressivamente diminuindo, mas ainda assim tiveram ampla difusão na Idade Média.

As Oráculos Sibilinos foram utilizadas por diversos pensadores e escritores místicos, particularmente em contextos gnósticos e milenaristas.

A influência das Sibilinas é clara em autores como Joaquim de Flora e Nostradamus.

Uma razoável colecção de Sibilinas sobreviveu até aos nossos dias, existindo diversas edições em várias línguas. São conhecidos actualmente 12 livros (embora alguns autores subdividam o Livro VIII em três livros, apontando assim o total como 14 livros).

Primeiro Apocalipse de Tiago

Apocalipse de Tiago redireciona para cá. Para ver o segundo apocalipse, veja Segundo Apocalipse de Tiago.O Primeiro Apocalipse de Tiago, parte dos Evangelhos apócrifos e também chamado de Revelação de Jacó foi encontrado entre os códices da Biblioteca de Nag Hammadi no Egito em 1945. Uma outra cópia foi descoberta mais recentemente no Códice Tchacos, o mesmo onde foi descoberto o Evangelho de Judas.

Segredo de Fátima

Segredo de Fátima é a expressão atribuída a um conjunto de revelações alegadamente apresentadas por Nossa Senhora a três crianças portuguesas, Lúcia dos Santos (de 10 anos), Francisco Marto (de 9 anos) e Jacinta Marto (de 7 anos), mais conhecidos como "os três pastorinhos de Fátima", no dia 13 de maio de 1917 no lugar da Cova da Iria (onde atualmente se situa a Capelinha das Aparições do Santuário de Fátima). De maio a outubro de 1917, as três crianças afirmaram ter testemunhado aparições de "uma Senhora mais brilhante do que o Sol", a qual se terá apresentado a 13 de outubro como sendo Nossa Senhora do Rosário, e que é hoje devotada nacional e internacionalmente sob o título mariano de Nossa Senhora de Fátima.

Segundo Apocalipse de Tiago

O Segundo Apocalipse de Tiago é um dos Evangelhos Gnósticos e parte dos Apócrifos do Novo Testamento. Acredita-se que foi escrito por volta do século II dC e foi redescoberto em 1945 entre os códices da Biblioteca de Nag Hammadi (códice V).

Embora o texto seja gnóstico, ele é bastante contido, com muitos temas Judaico-Cristãos, fazendo com que muitos estudiosos acreditem que ele seja um dos textos mais antigos dos apócrifos, do início ou meados do século II dC.

Uma das características mais curiosas do Segundo Apocalipse de Tiago é que esta data implica que ele foi escrito antes do Primeiro Apocalipse de Tiago.

Segundo Tratado do Grande Sete

O Segundo tratado do grande Sete (NHC VII, 2) é um manuscrito apócrifo gnóstico descoberto entre os códices da Biblioteca de Nag Hammadi (Códice VII). Sete é citado na Bíblia como sendo filho de Adão e Eva (Gênesis 4:25 e seguintes). Sua composição é datada de cerca da segunda metade do século II por sua refência à ortodoxia como sendo menor, inferior ou desconhecida.

The Second Coming

"The Second Coming" (que pode ser traduzido em português por "O Segundo Advento") é um poema do escritor anglo-irlandês William Butler Yeats de 1919, originalmente publicado em novembro de 1920 na revista americana The Dial e, posteriormente, na coletânea Michael Robartes and the Dancer, de 1921.

O poema apresenta uma temática de angústia e testemunho de decadência aparente, utilizando imagens do Apocalipse e sobre a Parusia como uma alegoria para descrever a atmosfera na Europa, no final da Primeira Guerra Mundial.

Noutras línguas

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