Isabel de Castro e Andrade

Isabel de Castro e Andrade, condessa de Altamira, nascida em Pontedeume provavelmente em 1528 e falecida na mesma vila em 1582, foi uma nobre e escritora galega.

Trajetória

Pouco se conhece da sua vida. Era a filha mais nova de Fernando Ruiz de Castro Osorio, quarto conde de Lemos. Em 1555 casou com Rodrigo de Moscoso Osorio, quem herdara o condado de Altamira, de quem ela recebeu o título. É conhecido a ela alguma obra poética em castelhano e mais um único soneto em galego, que é uma das poucas peças literárias cultas que se conservam dos Séculos Escuros. O soneto, datado de 1578, está dedicado ao escritor castelão Alonso de Ercilla, com ocasião da publicação da segunda parte da sua obra épica La Araucana.[1]

Soneto

Soneto de Dona Isabel de Castro e Andrade à Dom Alonso de Ercilla

máis que quantas hoge ha de gloria dina,
pois na prosperidade e na ruína
sempre envexadas estás, nunca envexosa.

Se enresta o ilustre Afonso a temerosa
lança, se arranca a espada que fulmina,
creio que xulgareis que determina
só o conquistar a terra belicosa.

Faraa, mais nâo temais essa mao forte,
que, se vos tira a liberdade e a vida,
ela vos pagará ben largamente.

Que, a troco dúa breve e honrada morte,
co seu divino estilo,

Referências

  1. «Una poetisa gallega del siglo XVI: doña Isabel de Castro y Andrade, Condesa de Altamira.». Consultado em 7 de janeiro de 2016
Condado de Lemos

Conde de Lemos é um título nobiliárquico galego, ligado à cidade galega de Monforte de Lemos. No começo, o condado de Lemos era ligado à Trastâmara e Sarria, e tinha caráter não hereditário. O Condado de Lemos como título autônomo, hereditário e perpétuo começou com Pedro Álvarez Osorio.

Tradicionalmente esteve ligado à Casa de Castro, segundo Manuel Murguía, uma estirpe "quase real" e segundo Hermida Balado, a única linhagem galega que pode dar lugar a uma família real. Uma das teorias que situam a origem da família dos Castro, remete aos Castro de Castro Xeriz como descendentes do Rei da Galiza, dom García, morto prisioneiro no castelo de Luna em 1090; Dom García teve Fernán Ruiz de Castro que casou com María Álvarez e tiveram Rodrigo Fernández de Castro, "O Calvo". O escudo do ramo galego dos Castro eram seis rolos de azure no campo de prata, dos quais ao longo da evolução da família foram-se complementando com outros, como os lobos esfolados da família Osorio.

"O título de Lemos teve um lustre e uma consideração que nenhuma outra Casa da grandeza excedeu e que só as maiores igualaram". (F. Fdz. De Bethencourt).

"eu não sou dos que, o Rei, Senhor, trata como Grandes, senão que são Grande e tão antigo como não há em Castela" (I Conde De Lemos)

"A vossa majestade é dono de mandar cobrir na sua real presença a quem lhe parecer, porem a grandeza dos Condes de Lemos fizeram-na Deus e o tempo" (XI Conde de Lemos a Felipe V)

As personagens mais relevantes da família são Pedro Fernández de Castro e Andrade, VII Conde de Lemos, e Fernán Ruiz de Castro, Toda a lealdade de Espanha.

Noutras línguas

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