International Standard Book Number

O International Standard Book Number, sendo chamado inicialmente de Standard Book Numbering (SBN), é um sistema internacional de identificação de livros e softwares que utiliza números para classificá-los por título, autor, país, editora e edição.[1] Criado em 1967 e utilizado tanto pelos comerciantes de livros quanto pelas bibliotecas, foi transformado, em 1972, pela International Organization for Standardization (do inglês: "Organização Internacional de Padronização"), em norma padrão internacional: a ISO 2108.

International Standard Book Number
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Um código ISBN com treze dígitos, 978-3-16-148410-0, é representado pelo código de barras EAN-13.
Acrónimo ISBN
Introduzido 1970
Organização gestora International ISBN Agency
Número de digítos 13 (anteriomente 10)
Dígito verificador Weighted sum
Exemplo 978-3-16-148410-0
Sítio Web www.isbn-international.org

Finalidade

A finalidade do sistema é a identificação numérica de um livro segundo seu título, autor, país, ou código de idioma, e a editora, individualizando inclusive edições diferentes.[2]

Uma vez fixada a identificação, ela só se aplica àquela obra e edição, não se repetindo jamais em outra. Utilizado também para identificar software, seu sistema numérico é convertido em código de barras, o que elimina barreiras linguísticas e facilita sua circulação e comercialização.

A versatilidade propiciada por esse sistema de registro facilita a interconexão de arquivos e a recuperação e transmissão de dados em sistemas automatizados, razão por que é adotado internacionalmente.

O ISBN simplifica a busca e a atualização bibliográfica, concorrendo para a integração cultural entre os povos.

A partir de 1 de janeiro de 2007, o ISBN passou a ser constituído por treze dígitos, em vez dos dez dígitos. Para diferenciá-los, escreve-se ISBN-10 e ISBN-13.

O sistema ISBN é controlado pela Agência Internacional do ISBN, sediada em Berlim, na Alemanha, que orienta, coordena e delega poderes às Agências Nacionais designadas em cada país.

ISBN Details PT
Os componentes de um ISBN de 10 dígitos e do equivalente em 13 dígitos e o respetivo código de barras, onde é possível observar o dígito de verificação diferente de cada um.

Um número ISBN é atribuído a cada edição de um livro (exceto reimpressões) e suas variações (capa mole ou capa dura), podendo no caso dos ebook diferir consoante a plataforma de leitura.[3] O ISBN tem 13 dígitos se atribuído após 1 de Janeiro de 2007, e 10 dígitos se atribuído antes de 2007. Um ISBN é constituído por 4 ou 5 partes:

  1. para um ISBN de 13 dígitos, um prefixo GS1: 978 ou 979 (indica a indústria, neste caso, 978 significa publicação de livros)[4]
  2. o identificador de grupo,[nota 1]
  3. o código do editor,[5]
  4. o número do item (título do livro),[5] e
  5. um dígito de verificação.[5]

Os diferentes componentes do ISBN (grupo, título, editor e dígito de verificação) são separados por um hífen ou um espaço. Nenhuma parte do ISBN tem um número fixo de dígitos, para além do dígito verificação.[6]

Emissão de ISBN

A emissão dos números ISBN é específico de cada país e é adaptado aos objetivos nacionais de cada um. No Canadá, a emissão de ISBN é efetuada sem custos, tendo como objetivo estimular a cultura. No Reino Unido e Estados Unidos, a emissão do ISBN tornou-se um centro de lucro para as empresas responsáveis. Editores e autores devem portanto obter os números ISBN da agência nacionais de cada pais. Uma lista de agências ISBN está disponível no sítio da International ISBN Agency.

No Brasil a o assunto é tratado na Lei nº 10.753/2003 e a emissão de ISBN é realizada pela Agência Brasileira do ISBN, atualmente de forma completamente online. Para emitir ISBN o autor ou editora deverá fazer o cadastro como editor na plataforma mediante o pagamento da taxa de R$270,00. Após a confirmação das informações enviadas a Agência Brasileira do ISBN libera o editor para emitir seus ISBN's, gerando um custo fixo de R$43,00 para cada emissão com o ISBN e código de barras em JPEG, sendo que o código de barras não é obrigatório. Caso o autor ou editor não esteja disposto a pagar e se envolver em todo esse processo é possível contratar uma empresa para intermediar a situação.

Identificador de grupo

O identificador de grupo é um número de 1 a 5 dígitos. Os identificadores de grupo com um dígito são: 0 ou 1 para países de língua inglêsa; 2 para a língua francesa, 3 para a língua alemã, 4 para o Japão, 5 para a língua russa, 7 para a República Popular da China, sendo o identificador do Brasil o 65 (85 até abril de 2019)[7] e para Portugal o 972. Como exemplo de um identificador do grupo de 5 dígitos temos 99939, para Macau. Livros publicados em línguas mais raras têm normalmente identificadores de grupo mais longos.[4]

Código do editor

A agência nacional de ISBN atribui o número de editor, o editor seleciona o número do item. As editoras não são obrigadas a atribuir um ISBN aos livros que publicam, nem é necessário que os livros mostrem o seu número, no entanto, a maioria das livrarias apenas trabalha com livros que possuam ISBN.

A listagem dos mais de 900.000 códigos de editor atribuídos é publicada na forma de livro. O site web da agência internacional do ISBN não oferece nenhum método de pesquisa de códigos de editor,[8] listas parciais foram compiladas (a partir de catálogos de bibliotecas) para o grupo de língua Inglesa: Identificador 0 e identificador 1.

Os editores recebem blocos de números ISBN, com blocos grandes atribuídos aos maiores editores, em oposição às pequenas editoras que recebem ISBNs de um ou mais dígitos para o código de grupo, vários dígitos para o editor, e um único dígito para os itens individuais. Uma vez utilizado todo o bloco de ISBNs, a editora pode receber um novo bloco de ISBNs, com um número de editora diferente. Consequentemente, uma editora pode ter diferentes números de editor atribuídos, pode também haver mais do que um grupo identificador utilizado num país. Isto pode ocorrer se forem utilizados todos os números de item de um identificador. A lista geral de identificadores mostra que isso aconteceu na China e em mais uma dúzia de países.

Ao usar comprimentos de bloco variáveis, um grande editor terá poucos dígitos alocados à editora e muitos dígitos para títulos. De igual modo, países com muitas publicações têm poucos dígitos alocados para o identificador de grupo, e muitos para os editores e títulos[9]. A tabela seguinte contém alguns exemplos de variações de comprimento no bloco de códigos ISBN-10.

ISBN Pais ou Língua Editor
99921-58-10-7 Qatar NCCAH, Doha
9971-5-0210-0 Singapore World Scientific
972-662-905-4 Portugal Gradiva
85-359-0277-5 Brasil Companhia das Letras
0-684-84328-5 English-speaking area Scribner
0-8044-2957-X English-speaking area Frederick Ungar
0-85131-041-9 English-speaking area J. A. Allen & Co.
0-943396-04-2 English-speaking area Willmann–Bell
0-9752298-0-X English-speaking area KT Publishing

Dígito de verificação

Um dígito de verificação é uma forma de verificação de redundância utilizada para detecção de erros, o equivalente decimal de uma soma de verificação binária. É constituída por um único dígito calculado a partir dos outros dígitos na mensagem.

ISBN-10

A edição de 2001 do manual oficial da International ISBN Agency afirma que o dígito de verificação do ISBN-10,[10] que é o último dígito dos 10 dígitos, varia entre 0 a 10 (o símbolo X é usado em vez de 10) e deve ser tal, que a soma de todos os dez dígitos, cada um multiplicado pelo peso inteiro, descendo de 10 para 1, é um múltiplo do número 11. A aritmética modular é conveniente para calcular o dígito de verificação usando o módulo 11. Cada um dos primeiros nove dígitos do ISBN 10, excluindo o dígito de controlo em si, é multiplicado por um número numa sequência de 10 a 2 e o resto da soma, com respeito a 11, é calculada. O resto, mais o dígito de verificação, deve ser igual a 11, e portanto, o carácter de verificação é 11 menos o resto da soma dos produtos.

Por exemplo, o dígito de verificação para o ISBN 0-306-40615 é calculado da seguinte forma:

Temos então que o dígito de validação é 2, sendo a sequência completa 0-306-40615-2.

O calculo formal do dígito de validação é efectuado da seguinte forma:

Se o valor necessário para satisfazer esta condição for 10, este será substituido por um X.

Os dois erros mais comuns no tratamento de um ISBN, quando escrito ou digitado, é um dígito errado ou a troca de dígitos adjacentes. O método de cálculo do dígito de verificação do ISBN garante que esses dois erros serão sempre detectado. No entanto, se o erro ocorre na editora e não é detectado, o livro será lançado com um ISBN inválido.[11]

ISBN-13

A edição de 2005 do manual oficial do International ISBN Agency,[12] que abrange os ISBNs emitidos a partir de Janeiro de 2007, descreve como é efetuado o cálculo, do dígito de verificação, do ISBN de 13 dígitos. O cálculo do dígito de verificação do ISBN-13 começa com os primeiros 12 dígitos dos 13, multiplicando alternadamente por 1 ou 3 , da esquerda para a direita, em seguida, estes produtos são somados módulo 10 para dar um valor que varia de 0 a 9, que subtraído a 10, que deixa um resultado de 1 a 10. Um zero (0) substitui 0 dez (10), garantindo assim, que o resultado da verificação não é maior que um dígito. Por exemplo, o dígito de verificação para o ISBN 978-0-306-40615 é calculado da seguinte forma:

Temos então que o dígito de validação é 7, sendo a sequência completa 978-0-306-40615-7. O cálculo formal do dígito de validação é efetuado da seguinte forma:

Este sistema de verificação, similar ao utilizado para a verificação do UPC, não detecta todos os erros de transposição adjacente, especificamente, se a diferença entre os dois for igual a 5. Utilizando o exemplo acima, os dois últimos dígitos são um 6 seguido por 1. A ordem correta contribui 3 × 6 + 1 × 1 = 19 para a soma, enquanto que, se os dígitos são transpostos (1 seguido por 6), a contribuição dos dois dígitos será 3 × 1 + 1 × 6 = 9. No entanto, 19 e 9 são congruentes módulo 10, e assim produzem o mesmo resultado final, ambos os ISBNs terá um dígito de verificação de 7. A fórmula do ISBN-10 usa o módulo 11, que é primo, o que evita esse problema, mas requer mais do que um dígito para expressar o dígito de verificação. Além disso, se triplicar a soma das 2ª, 4ª, 6ª, 8ª, 10ª e 12ª posições e em seguida as adicionar aos restantes dígitos (1º, 3º, 5º, 7º, 9º, 11º e 13º), o total será sempre ser divisível por 10 (ou seja termina em 0).

Erros no uso

Os editores, por vezes, não verificam a correspondência do título do livro com o seu ISBN antes de publicá-lo. Essa falha causa problemas de identificação de livros nas bibliotecas e livrarias e também para leitores e compradores.[13]

A maioria das bibliotecas e livrarias exibe o registo de um livro com ISBN inválido emitido pelo editor.[carece de fontes?] Se uma biblioteca posteriormente identifica que o ISBN foi cancelado pelo editor ou é inválido, um código de erro pode ser vinculado ao ISBN da obra. Por exemplo, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos cataloga livros publicados com ISBN cancelados ou inválidos incluindo no registro catalográfico o código $z, que significa Canceled/invalid ISBN ("ISBN cancelado ou inválido").[14] Alguns sítios na internet não pesquisam livros cujo ISBN seja inválido.

Agências Nacionais

A principal função de uma agência nacional consiste em atribuir e controlar os números de identificação atribuídos aos livros editados no país.

Desde 1978, a Agência Brasileira é a Fundação Biblioteca Nacional. A correspondente norma de padronização é a NBR ISO 2108, publicada pela ABNT e intitulada Informação e documentação - Número Padrão Internacional de Livro (ISBN).

Em Portugal, Angola e Cabo Verde, a atribuição do ISBN vem sendo controlada pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), desde 1988.

Referenciar com ISBN

Para se fazer referência a um ISBN deve-se incluir; o título, o autor, o país ou código, a editora e o ISBN como neste exemplo nas referências em baixo[15] e onde a simples introdução do ISBN (com ou sem hífen) automaticamente mostra num verbete onde se o pode procurar. O resultado seria
Splane, Lily (2002). The Book Book: A Complete Guide to Creating a Book on Your Computer. Anaphase II Publishing. p. 37. ISBN 978-0945962144

Notas

  1. Alguns livros têm vários códigos no primeiro bloco. Por exemplo, A. M. Yaglom's Correlation Theory..., publicado pela Springer Verlag, tem dois ISBN: 0-387-96331-6 e 3-540-96331-6. Os códigos 387 e 540 da Springer são para línguas diferentes: inglês (0) e alemão (3). No entanto, o mesmo número de item 96331 produz o mesmo dígito de verificação: 6. A Springer usa o código 431 para as publicações em japonês (4). Será o dígito de verificação de 4-431-96331 igual a 6? Outros livros em inglês da Springer têm o código 817: será o dígito de verificação de 0-817-96331 também 6? Estas coincidências sugerem que houve cuidado especial ao escolher os códigos de editor da Springer, pois será difícil que códigos aleatórios produzam sempre o mesmo dígito de verificação. Para calcular os códigos de editor, de modo a produzir o efeito explicado acima, basta resolver uma equação linear em aritmética modular.

Referências

  1. «O que é ISBN?». Agência Brasileira do ISBN. Consultado em 3 de março de 2017
  2. «What is the purpose of an ISBN?» (em inglês). ISBN.org. Consultado em 30 de agosto de 2014
  3. Paragrafo 5.2 de ISBN Users' Manual International edition (2012)PDF (548 KB)
  4. a b a b Hailman, Jack Parker (2008). Coding and redundancy: man-made and animal-evolved signals. Harvard University Press. P. 209. ISBN 978-0-6740-2795-4.
  5. a b c a b c Reed, Kennette (2008). From Idea to Author: How to Become Successfully Published. KRA Publications. P. 47. ISBN 978-0-9713-7184-2.
  6. O manual da international ISBN agency, ISBN User's Manual diz que: "The ten-digit number is divided into four parts of variable length, which must be separated clearly, by hyphens or spaces" ainda que estes possam ser descartados para tratamento interno da informação, pois os prefixos garantem que não há códigos repetidos. Se for utilizado algum tipo de separador este deve estar colocados correctamente, segundo as intruções apresentadas em ISBN.org.
  7. «ISBN Notícias». Agência Brasileira do ISBN. Março de 2019. Consultado em 25 de abril de 2019
  8. Sítio da International ISBN Agency.
  9. Splane, Lily (2002). The Book Book: A Complete Guide to Creating a Book on Your Computer. Anaphase II Publishing. p. 37. ISBN 978-0945962144.
  10. ISBN Users' Manual International edition (2001) PDF (685 KB)
  11. Por exemplo I'saka: a sketch grammar of a language of north-central New Guinea. Pacific Linguistics. ISBN 0-85883-554-4.
  12. ISBN Users' Manual International edition (2005) PDF (284 KB)
  13. LORIMER, Rowland; SHOICHET, Jillian; MAXWELL, John W (2005). Book Publishing I (em inglês). Vancouver: CCSP Press. p. 299. 376 páginas. ISBN 9780973872705
  14. Library of Congress (LoC). «MARC 21 Format for Bibliographic Data: 020 - International Standard Book Number (R)» (em inglês). Consultado em 2 de setembro de 2014
  15. Splane, Lily (2002). The Book Book: A Complete Guide to Creating a Book on Your Computer. Anaphase II Publishing. p. 37. ISBN 978-0945962144

Ver também

  • CODEN (Publicações periódicas; substituído pelo ISSN para publicações actuais)
  • DOI (Digital Object Identifier)
  • Especial:Fontes de livros
  • ISRC (International Standard Recording Code)
  • ISSN (International Standard Serial Number)
  • LCCN (Library of Congress Control Number)
  • OCLC

Ligações externas

Associação Portuguesa de Editores e Livreiros

A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) é uma associação de pessoas singulares e colectivas que exercem, com fins lucrativos, as actividades de editores e livreiros ou de revendedores de livros em Portugal. Foi criada em 23 de julho de 1927.

A APEL é a agência nacional do sistema International Standard Book Number (ISBN).

A APEL é membro:

Da União Internacional de Editores (UIE); [1]

Da Federação Europeia de Livreiros (EBF); [2]

Da Federação dos Editores Europeus (FEE) (membro fundador) [3];

Do Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e no Caribe (CERLALC). [4]

Bibliografia

Bibliografia é a fonte de onde se retira uma determinada informação que está especializada na pesquisa de textos impressos ou multigrafados para indicá-los, descrevê-lo e classifica-los com a finalidade de estabelecer instrumentos (de busca) e organizar serviços apropriados a facilitar o trabalho intelectual. A bibliografia "enumerativa".A bibliografia activa' é o conjunto de obras escritas por um determinado autor, enquanto que bibliografia passiva designa o conjunto de obras que se debruçam sobre um determinado autor.[carece de fontes?]Num sentido mais restrito, bibliografia pode se referir ao produto da atividade descrita acima, isto é, uma lista estruturada de referências a livros ou outros documentos, designadamente artigos de periódicos, com características comuns, como o mesmo autor ou o mesmo assunto. É constituída por referências bibliográficas, ou seja, pela identificação de cada uma das obras que constitui a bibliografia, mediante elementos como o autor, o título, o local de edição, a editora e outros.

Biblioteca Nacional do Brasil

Biblioteca Nacional, também chamada de Biblioteca Nacional do Brasil, cujo nome oficial institucional é Fundação Biblioteca Nacional, é a depositária do patrimônio bibliográfico e documental do Brasil, considerada pela UNESCO uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo e a maior da América Latina. Entre suas várias responsabilidades incluem-se a de preservar, atualizar e divulgar uma coleção com mais de nove milhões de peças, que teve início com a chegada da Real Biblioteca de Portugal ao Brasil e cresce constantemente, a partir de doações, aquisições e com o depósito legal.

Entre os objetos que deveriam acompanhar a família real em sua viagem para o Brasil estavam os caixotes de livros e documentos da Real Biblioteca da Ajuda, de Lisboa, com um acervo de cerca de 60 mil peças. Na pressa, os caixotes ficaram abandonados no porto e só em 1810 começaram a ser transferidos para o Brasil. Com o acervo novamente reunido, o príncipe regente D. João fundou a Real Biblioteca Nacional. Até 1814, apenas os estudiosos podiam consultar a biblioteca e, mesmo assim, mediante autorização régia. Depois dessa data, o acesso foi liberado ao público.

Jay Spearing

Jay Spearing (Liverpool, 25 de novembro de 1988) é um futebolista inglês. Atualmente, joga pelo Bolton Wanderers.

Lista de padrões comuns internacionais

Uma lista de padrões de informação comuns e básicas, que são relacionadas por seu uso frequente e generalizado, e que são convencionalmente utilizadas a nível internacional por indústrias e organizações.

Em circunstâncias e situações existem certos métodos e sistemas que são usados como pontos de referência, diretrizes ou protocolos para comunicação, medição, orientação, referência para informações, ciência, símbolos e tempo. Estes padrões são utilizados para transmitir significado universalmente, classificação e para relacionar detalhes de informações.

As normas enumeradas pode ser formal ou informal e algumas não podem ser reconhecidas por todos os governos ou organizações.

Livro

Livro (do latim liber) é um objeto transportável, composto por páginas encadernadas, contendo texto manuscrito ou impresso e/ou imagens e que forma uma publicação unitária (ou foi concebido como tal) ou a parte principal de um trabalho literário, científico ou outro, formando um volume.

Em ciência da informação, o livro é chamado monografia, para distingui-lo de outros tipos de publicações como revistas, periódicos, teses, tesauros, artigos e etc..

O livro é um produto intelectual e, como tal, encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas. Mas também é nos dias de hoje um produto de consumo, um bem. Portanto, a parte final de sua produção é realizada por meios industriais (impressão e distribuição), envolvendo também o design de livros. A tarefa de criar um conteúdo passível de ser transformado em livro é tarefa do autor. Já a produção dos livros, no que concerne a transformar os originais num produto comercializável, é tarefa do editor, em geral contratado por uma editora. A coleta, a organização e a indexação de coleções de livros, por outro lado, é típica do bibliotecário. Finalmente, destaca-se também o livreiro, cuja função principal é disponibilizar os livros editados ao público em geral, vendendo-os nas livrarias generalistas ou de especialidade. Compete também ao livreiro todo o trabalho de pesquisa que vá ao encontro da vontade dos leitores.

Marau Salmon

Johanna Marau Taʻaroa a Tepau Salmon (24 de abril de 1860 - 4 de fevereiro de 1935) foi a última rainha consorte do Tahiti.

Monasticismo greco-budista

O papel dos monges budistas gregos no desenvolvimento da fé budista sob o patronato do imperador Ashoka por volta de 260 a.C. e subsequentemente durante o reinado do Indo-grego Menandro (165/155–130 a.C.) é descrito no Mahavamsa, um importante texto histórico budista Theravada, não canônico, compilado no Sri Lanka no século VI na língua Pali.

O Mahavansha ou "Grande Crônica" abrange a história do budismo desde o século VI a.C. até o século IV d.C. Foi escrito no século VI pelo monge Mahanama, irmão do rei Dhatusena de Anuradhapura, e dependia fortemente do Dipavamsa ou "Crônica da Ilha" escrito cinco séculos antes.

Oasis

Oasis foi uma banda inglesa de rock formada no ano de 1991, na cidade de Manchester. Até a sua extinção em 2009, era composta por Liam Gallagher (vocal e pandeireta), Noel Gallagher (guitarra e backing vocal), Gem Archer (guitarra e teclado), Andy Bell (baixo e teclado) e Chris Sharrock (bateria e percussão). Seu estilo musical consistia basicamente do rock com ênfase no alternativo e elementos do gênero da música pop, como o britpop. Em sua existência, ocorreram várias mudanças em sua formação: originalmente era composta por Liam, Paul "Bonehead" Arthurs (guitarra), Paul "Guigsy" McGuigan (baixo), Tony McCarroll (bateria) e por último, Noel, sendo convidado a se juntar como o quinto membro, formando o núcleo musical.

O Oasis assinou contrato com a gravadora independente Creation Records em 1993, lançando seu primeiro álbum de estúdio, Definitely Maybe (1994), que continha o hit "Live Forever". Entretanto, foi através do lançamento de (What's the Story) Morning Glory? (1995), que eles alcançaram fama e sucesso mundial; o álbum esteve presente no topo das paradas musicais de diversos países — incluindo Reino Unido e Estados Unidos — inserido-o na lista dos álbuns mais vendidos do mundo, com cerca de 22 milhões de cópias vendidas. Seu êxito veio com a produção das canções "Wonderwall" e "Don't Look Back in Anger", alcançando o topo das paradas de singles e, somando o fato dos irmãos Gallagher aparecerem regularmente nos tabloides, ora por suas competições no estilo de vida, ora pelo relacionamento entre irmãos. Em agosto de 1996, realizaram dois concertos no Festival de Knebworth — na época, um dos maiores eventos ao ar livre da história britânica — totalizando um público de 280 mil, com 2,5 milhões de pessoas candidatando-se a comprar os ingressos, sendo a maior demanda por um espetáculo na história britânica. Posteriormente, lançaram Be Here Now (1997), e embora naquele período fosse o álbum mais vendido no Reino Unido, não possuía um single de sucesso.

Pouco antes da banda lançar Standing on the Shoulder of Giants (2000), Arthurs e McGuigan saíram oficialmente do grupo, sendo substituídos por Archer (guitarra) e Bell (baixo). Seu quinto material de estúdio, Heathen Chemistry (2002), obteve um melhor desempenho nas tabelas musicais, gerando apenas dois singles bem sucedidos: "The Hindu Times" e "Stop Crying Your Heart Out". Em 2004, o baterista Alan White também largou o grupo, com Zak Starkey assumindo o seu lugar — filho do ex-Beatle, Ringo Starr, e membro da banda The Who. O Oasis encontrou uma nova oportunidade de triunfo e popularidade com o lançamento de Don't Believe the Truth (2005), através das canções "Lyla", "The Importance of Being Idle" e "Let There Be Love". Após as gravações do último álbum Dig Out Your Soul (2008), Starkey, que havia se tornado um membro oficial, acabou por abandoná-los também. Com isso, o baterista Chris Sharrock foi recrutado como membro da última turnê da banda.

Os integrantes remanescentes do Oasis decidiram continuar trabalhando juntos sob o nome de Beady Eye, até se separarem em 2014, com Liam seguindo carreira solo desde então. Enquanto isso, Noel passou a formar o Noel Gallagher's High Flying Birds, incluindo Chris Sharrock e Gem Archer. O Oasis consagrou-se pelo auge do fenômeno conhecido como "A Batalha Britpop", travada contra o Blur. Junto com o grupo britpop Suede, Pulp e outras integrantes musicais, eles passaram a ser considerados uma das maiores influências do movimento britpop. Em muitos aspectos assumiram grandes sucessos comerciais, creditando-os na cultura britânica. Estima-se que tenham vendido cerca de 70 milhões de álbuns mundialmente.

Redes funcionais

Este artigo é sobre genética quantitativa, de forma mais específica, redes genéticas.

URI

Uniform Resource Identifier (URI) é um termo técnico (e anglicismo de tecnologia da informação) que foi traduzido para a língua portuguesa como um "identificador uniforme de recurso", é uma cadeia de caracteres compacta usada para identificar ou denominar um recurso na Internet. O principal propósito desta identificação é permitir a interação com representações do recurso através de uma rede, tipicamente a Rede Mundial, usando protocolos específicos. URIs são identificados em grupos definindo uma sintaxe específica e protocolos associados.

Uns Troço do Só Mascarenhas

Uns Troço do Só Mascarenhas é o primeiro livro do músico, jornalista e agora escritor brasileiro Carlinhos Carneiro, publicado em 2014 pela Editora Stereophonica. As ilustrações na primeira edição foram feitas por Carla Barth. Foi lançado presencialmente na 60ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre. ISBN (International Standard Book Number) 978-85-66682-01-4.

Woodrow Wilson da Matta e Silva

Woodrow Wilson da Matta e Silva, conhecido também como Mestre Yapacani (seu nome iniciático) (Garanhuns, 28 de julho de 1916 — Rio de Janeiro, 17 de abril de 1988). foi fundador da Tenda de Umbanda Oriental, fixada na Terra da Pedra da Cruz – Itacuruçá, RJ, a qual veio a tornar-se a primeira Escola Iniciática de Umbanda Esotérica do Brasil.

Durante sua vida escreveu diversas obras mediúnicas de caráter doutrinário a respeito do que ele mesmo gostava de denominar como Umbanda Esotérica. Seus livros expunham conceitos hermenêuticos e filosófico-científicos sobre sua religião com a natural austeridade que lhe era própria, não fazendo nenhuma reserva de juízo ao movimento Umbandista de sua época. Também era conhecido pelas suas opiniões contundentes ao método popular (e muitas vezes ignorante) de se praticar a Umbanda. Combatia com toda sua força intelectual os rituais de matança com animais, bebidas alcoólicas em excesso nos terreiros, as vaidades fetichistas de dirigentes e “Pais-de-santo”, e rejeitava completamente a falta de critério e metodologia dessa massa tida como Umbandista. Severo em suas críticas, mostrava em suas obras as entranhas e os bastidores dos terreiros e dos portentosos “médiuns magistas” que figuravam na religião, mesmo não sendo esse o seu principal objetivo ao escrever os livros.

Alguns "médiuns" e religiosos preferem descreve-lo como incompreensivo e intolerante mas W.W. da Matta e Silva não possuía, nem de longe, essas imperfeições. Segundo relatos de pessoas que conheceram e viveram com ele, ‘Seu Matta’ era um homem de sensibilidade aguçada e sentidos apurados, bom, caridoso e muito humano, que tinha sempre uma palavra amiga a quem o procurava.

Sujeito de mente aberta era uma figura ilustre que não gostava de ser endeusado. Tinha hábitos simples, era bom pai de família e com um peculiar senso de humor nordestino que só se manifestava entre amigos.

Seus escritos, bem como sua trajetória mediúnica de mais de 50 anos de trabalho redefiniram a Umbanda e deram à religião fundamentos, normas e um sistema de ordenação lógico e racional, sedimentando o conhecimento dos devotos e fiéis que nela expressam sua fé.

Números de padrão internacional e códigos

Noutras línguas

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