Inglaterra

Inglaterra (em inglês: England) é uma das nações constituintes do Reino Unido.[1][2][3] O país faz fronteira com a Escócia ao norte e com o País de Gales a oeste; o Mar da Irlanda está a noroeste, o Mar Celta está a sudoeste, enquanto o Mar do Norte está a leste e o Canal da Mancha, ao sul, a separa da Europa continental. A maior parte da Inglaterra compreende a parte central e sul da ilha da Grã-Bretanha, no Atlântico Norte. O país também inclui mais de 100 ilhas menores, como as Ilhas Scilly e a Ilha de Wight.

A área agora chamada de Inglaterra foi habitada por seres humanos pela primeira vez durante o período Paleolítico Superior, mas o seu nome vem dos anglos, uma das tribos germânicas que se estabeleceram durante os séculos V e VI na região. A Inglaterra tornou-se um Estado unificado em 927 d.C., e desde a Era dos Descobrimentos, que começou durante o século XV, a nação passou a ter um impacto cultural e jurídico significativo sobre o resto do mundo.[4] O idioma inglês, a Igreja Anglicana e o direito inglês (base para os sistemas legais de common law de muitos outros países ao redor do mundo) desenvolveram-se na Inglaterra, e o sistema de governo parlamentar do país tem sido amplamente adotado por outras nações.[5] A Revolução Industrial começou na Inglaterra do século XVIII, transformando sua sociedade na primeira nação industrializada do mundo.[6] A Royal Society da Inglaterra lançou as bases da ciência experimental moderna.[7]

O território da Inglaterra é, em sua maioria, composto por pequenas colinas e planícies, especialmente no centro e no sul do país. No entanto, existem planaltos no norte (por exemplo, Lake District, Peninos e Yorkshire Dales) e no sudoeste (por exemplo, Dartmoor e Cotswolds). A antiga capital da Inglaterra era Winchester até Londres assumir o posto em 1066. Hoje Londres é a maior área metropolitana no Reino Unido e a maior zona urbana da União Europeia. A população inglesa é de cerca de 51 milhões de pessoas, cerca de 84% da população do Reino Unido é majoritariamente concentrada em Londres, no sudeste e em aglomerações nas Midlands, no noroeste, no nordeste e em Yorkshire, regiões industriais que se desenvolveram durante o século XIX.

O Reino da Inglaterra, que depois de 1284 incluiu o País de Gales, era um Estado soberano até 1 de maio de 1707, quando os Atos de União colocaram em prática os termos acordados no Tratado de União do ano anterior, resultando em uma união política com o Reino da Escócia para criar o novo Reino da Grã-Bretanha.[8][9] Em 1801, a Grã-Bretanha se uniu com o Reino da Irlanda através de outro ato da união para se tornar o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda. Em 1922, o Estado Livre Irlandês foi estabelecido como um domínio separado, mas uma lei de 1927 reincorporou ao reino seis condados irlandeses para criar oficialmente o atual Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, ou simplesmente Reino Unido.

Etimologia

O nome Inglaterra é derivado do Inglês antigo "Engla land" (England), que significa "terra dos anglos". Os Anglos foram uma das tribos germânicas que se estabeleceram na Inglaterra durante a Alta Idade Média. Segundo o Dicionário Oxford, o primeiro uso conhecido de "Inglaterra" para se referir à parte sul da ilha da Grã-Bretanha ocorreu em 897, e sua ortografia moderna foi usada pela primeira vez em 1538.

História

Pré-História e Antiguidade

Stonehenge (sun)
Stonehenge, um monumento megalítico do período Neolítico e da Idade do Bronze, em Wiltshire. Acredita-se ter sido construído entre 2500 e 2000 a.C.

O mais antigo fóssil humano descoberto no território consta mais de 700 mil anos atrás. A descoberta foi feita no que é hoje Norfolk e Suffolk. O homem moderno chegou ao território há cerca de 35 mil anos, mas devido às condições difíceis da última Era Glacial, fugiu da Grã-Bretanha para as montanhas do sul da Europa. Apenas os grandes mamíferos, como mamutes, bisões e rinocerontes, permaneceram. Há cerca de 11 mil anos, quando o gelo começou a derreter, os seres humanos voltaram a ocupar a área. Uma pesquisa genética mostrou que eles vieram do norte da Península Ibérica. O nível do mar era mais baixo do que agora, e a Grã-Bretanha estava ligada por terra à Irlanda e a Eurásia. Quando o mar subiu, há 9000 anos, foi separado da Irlanda, e da Eurásia meio século mais tarde. A Beaker Culture chegou por volta de 2500 a.C., e a elaboração de navios construídos a partir de barro e de cobre foi introduzida. Foi nessa época que os grandes monumentos do Neolítico, como Stonehenge e Avebury foram erigidos.

Durante a Idade do Ferro, os Celtas chegaram da Europa Central. O desenvolvimento de fundição de ferro permitiu a construção de arados melhores, o avanço da agricultura (por exemplo, com os campos Celtas), bem como a produção de armas mais eficazes. A sociedade era tribal, e de acordo com Ptolomeu havia cerca de 20 tribos diferentes na área, as divisões são desconhecidas. Tal como outras regiões na fronteira do Império, a Grã-Bretanha tinha apreciado por muito tempo relações comerciais com os romanos.

Os romanos conquistaram a Bretanha em 43, durante o reinado do imperador Cláudio, e a área foi incorporada ao Império Romano como província da Britânia. Em 410, com o declínio do Império Romano, os romanos deixaram a ilha para defender suas fronteiras na Europa continental.

Idade Média

Elizabeth I (Armada Portrait)
Retrato da rainha Isabel I de Inglaterra feito para comemorar a vitória inglesa sobre a Armada Espanhola em 1588.

A Inglaterra foi conquistada em 1066 por um exército liderado por Guilherme, o Conquistador, Duque da Normandia, um feudo do Reino da França. Os normandos originaram-se na Escandinávia e se estabeleceram na Normandia alguns séculos depois. O primeiro duque da Normandia foi Rollo, um ancestral de Guilherme, e fundador da Dinastia normanda. Eles introduziram o feudalismo e mantiveram o poder através de barões, que construíram castelos na Inglaterra. O período viu mudanças no comércio e na legislação, incluindo a assinatura da Carta Magna, uma carta jurídica utilizada para limitar o poder soberano por lei e proteger os privilégios dos homens livres.

O monasticismo católico floresceu, as universidades de Oxford e Cambridge foram fundadas com o patrocínio real. Durante o século XIV, a Inglaterra e a França se enfrentaram na Guerra dos Cem Anos. A epidemia da Peste negra atingiu a Inglaterra, a partir de 1348, e matou metade dos seus habitantes. De 1453-1487 uma guerra civil entre dois ramos da Dinastia Plantageneta, a Casa de Iorque e a Dinastia de Lencastre, ficou conhecida como a Guerra das Rosas.

A Guerra se resolveu quando o último rei da Casa de York, Ricardo III, foi morto na Batalha de Bosworth Field, ocorrida em 22 de agosto de 1485, pelas forças de Henrique Tudor, Conde de Richmond, da Casa de Tudor, com descendência galesa, sendo que o ancestral de Henrique, Owen Tudor, era o fundador da Dinastia através de seu casamento com Catarina de Valois, a viúva do rei Henrique V e mãe do rei Henrique VI.

Idade Moderna e período contemporâneo

A Dinastia Tudor existiu durante todo o século XVI até a data 29 de março de 1603, quando aos 69 de idade, a protestante Isabel I, filha de Henrique VIII, chamada de a rainha virgem, morreu sem deixar nenhuma descendência. Por indicação da rainha, a Inglaterra passou a ser governada pelos parentes dos Tudor, a escocesa Casa de Stuart, sendo o sucessor de Isabel, Jaime I, também rei da Escócia como Jaime VI, e rei da Irlanda. Ele era filho de Maria da Escócia, rainha soberana da Escócia como única herdeira de seu pai. Maria foi sido perseguida durante toda a sua vida por sua prima Isabel, pois a maioria católica achava ser ela a verdadeira rainha de Inglaterra, o que resultou em sua execução no Castelo de Fotheringhay, em 8 de fevereiro de 1587, aos 44 anos de idade.

Durante a Guerra civil inglesa, Oliver Cromwell subiu ao poder e foi o único representante de um breve período republicano na Inglaterra. Já estabilizado no poder, decretou o Ato de Navegação, favorecendo a economia inglesa e o desenvolvimento posterior de sua marinha.

Geografia

A Inglaterra corresponde à maior parte dos dois terços sul da Grã-Bretanha. É limitada ao norte pela Escócia e ao oeste pelo País de Gales.

North York Moors
Região de North York Moors.

A maior parte da Inglaterra é coberta de colinas ("Roling Hills"), sendo mais montanhosa no norte. A linha divisora entre tipos do terreno é indicada geralmente pela linha Tees-Exe. Há também uma área de pântanos, a leste, que foi drenada para uso agrícola.

As maiores cidades da Inglaterra são:

  1. Londres: 8 000 000 habitantes.
  2. Birmingham: 1 500 000 habitantes.
  3. Liverpool: 1 300 000 habitantes.
  4. Leeds: 800 000 habitantes.
  5. Sheffield: 750 000 habitantes.

O Eurotúnel, perto de Dover, liga a Inglaterra ao continente europeu (França).

Demografia

Segundo o censo de 2011, a população oficial do país era de mais de 53 milhões de habitantes, sendo o mais populoso do Reino Unido, contando com cerca de 84% do total de habitantes.[10][11] A Inglaterra, sozinha, tem a quarta maior população da União Europeia e a vigésima maior do mundo.[12]

Racialmente, 85,4% são brancos (37,6 milhões sendo etnicamente ingleses), 7,8% asiáticos, 3,5% são negros, 2,3% são de raças misturadas e 0,4% são de origem árabe. Quase 10% da população da Inglaterra, no começo da década de 2010, não nasceram no país.[10]

Religião

Os cristãos já não são maioria na Inglaterra e no País de Gales. De acordo com pesquisa de 2014 publicada no The Guardian, 48,5% dos ingleses e dos galeses disseram não ter religião, quase o dobro dos 25% encontrados no censo de 2011. Os cristãos (anglicanos, católicos e outros) somavam 43,8%. Em 1983, 44,5% da população identificava-se como anglicana, percentagem que caiu para 19% em 2014. Seguidores de religiões não cristãs representavam os restantes 7,7% em 2014.[13]

Cidades mais populosas

Política

A Inglaterra não tem nenhum governo ou corpo de representantes independente do Reino Unido.

A Inglaterra é uma Monarquia Parlamentarista, com um parlamento que possui a autoridade de criar leis e providenciar obras públicas. O chefe de estado tem uma função meramente representativa e diplomática, não possuindo qualquer gênero de poder executivo.

O regime parlamentar implica a existência de um primeiro-ministro que é eleito pela maioria do parlamento.

Atuais Mandatários

Símbolos nacionais

Bandeira

A bandeira da Inglaterra, uma das nações constituintes do Reino Unido, consiste numa cruz de São Jorge vermelha em um fundo branco. Sua origem não foi estabelecida com precisão, mas aparece como símbolo inglês desde a Idade Média. Foi a bandeira do exército britânico e insígnia da marinha mercante até 1606. De 1606 até 1801 foi usada pela marinha mercante.

Brasão

Royal Arms of England

O brasão da Inglaterra está formado por um único campo de gules em que aparecem três leões passantes de ouro, linguados, com as garras à mostra na cor azul.

Hinos

Apesar de a Inglaterra não ter nunca adotado oficialmente um hino nacional, os que seguem são muitas vezes utilizados nessa qualidade:

  • Land of Hope and Glory - versos de A C Benson, música de Edward Elgar;
  • Jerusalem - versos de William Blake, música de Hubert Parry
  • I Vow to Thee, My Country - versos de Cecil Spring-Rice, música de Gustav Holst;
  • Nimrod - música de Edward Elgar
  • Rose of England - versos e música de Ivor Novello;
  • Heart of Oak, o hino não-oficial da Marinha Real Britânica - música de Dr. William Boyce (1711-1779), versos do famoso actor David Garrick (1716-1779), escritos em 1759.
  • God Save the Queen, o hino nacional do Reino Unido é normalmente tocado em eventos esportivos ingleses, embora "Land of Hope and Glory" tenha sido usado como hino da Inglaterra durante os Jogos da Commonwealth.

Rosa de Tudor

Tudor Rose Royal Badge of England

A rosa de Tudor é um emblema heráldico tradicional da Inglaterra. As origens e o nome derivam da Casa de Tudor. A Rosa de Tudor foi adotada como emblema nacional por volta do período da guerra das rosas como símbolo da paz. É também conhecida como a rosa inglesa. Nos dias atuais uma forma estilizada da rosa de Tudor é o símbolo do consulado nacional do turismo.

Carvalho

O carvalho é outro símbolo da Inglaterra, e representa a força e a resistência. O Carvalho Real tornou-se um dos símbolos comemorativos de Carlos II de Inglaterra que, antes de fugir para o exílio depois da execução de seu pai, utilizou-se de um carvalho para esconder-se.

Subdivisões

Atualmente a Inglaterra se divide em quatro níveis de subdivisões administrativas: regiões, condados, distritos e paróquias. Porém tradicionalmente, Inglaterra se divide em condados (shires), de constituição que tem sido algo variável. Os condados podem ser definidos para várias razões. Os condados cerimoniais são definidos pelo governo e a cada um é designado um Lord-Lieutenant. A maioria refere a um grupo de autoridades locais e frequentemente com referência geográfica.

EnglandCountiesCere
Os condados cerimoniais da Inglaterra.
  1. Northumberland
  2. Tyne and Wear
  3. Durham
  4. Cúmbria
  5. Lancashire
  6. North Yorkshire
  7. East Riding of Yorkshire
  8. South Yorkshire
  9. West Yorkshire
  10. Grande Manchester
  11. Merseyside
  12. Cheshire
  13. Derbyshire
  14. Nottinghamshire
  15. Lincolnshire
  16. Rutland
  1. Leicestershire
  2. Staffordshire
  3. Shropshire
  4. Herefordshire
  5. Worcestershire
  6. West Midlands
  7. Warwickshire
  8. Northamptonshire
  9. Cambridgeshire
  10. Norfolk
  11. Suffolk
  12. Essex
  13. Hertfordshire
  14. Bedfordshire
  15. Buckinghamshire
  16. Oxfordshire
  1. Gloucestershire
  2. Bristol
  3. Somerset
  4. Wiltshire
  5. Berkshire
  6. Grande Londres
  7. Kent
  8. East Sussex
  9. West Sussex
  10. Surrey
  11. Hampshire
  12. Ilha de Wight
  13. Dorset
  14. Devon
  15. Cornualha

† condado cerimonial faz uma área maior do que o condado não-metropolitana.
Não mostrado: Cidade de Londres

Economia

City of London skyline from London City Hall - Oct 2008
A Cidade de Londres (City) é um dos principais centros comerciais e de negócios do planeta, ao lado de Nova Iorque e Tóquio como o principal centro de finanças globais.[16]

A moeda utilizada na Inglaterra é a libra esterlina, com o símbolo £ (pound ou sterling, em inglês), uma das mais fortes moedas do mundo; os peniques (pence, em inglês, singular penny) já foram denominados "dinheiros", em português.

Uma das quatro principais economias europeias, a Inglaterra é um centro líder de comércio exterior e de serviços financeiros, com o sétimo maior Produto Interno bruto do mundo, com dois trilhões de dólares, inferior apenas aos Estados Unidos, China, Japão e Alemanha.

Infraestrutura

Educação

A Educação é obrigatória no Reino Unido dos 5 aos 16 anos de idade, sendo oferecida em escolas financiadas pelo governo (state-funded schools) ou particulares (mais conhecidas por independent, também chamadas de public schools na Inglaterra e País de Gales). As escolas britânicas se classificam também por género, podendo ser escolas para garotos, escolas para garotas ou escolas chamadas coeducacionais. Podem ser ainda day schools (escolas diárias em que os alunos apenas estudam de dia) ou boarding schools (alguns ou todos os alunos estudam e residem na escola), sendo que a maioria das escolas independentes são boarding schools. Existe ainda uma outra classificação dentro do sistema britânico, que são as Grammar schools, destinadas aos alunos mais bem dotados academicamente. De outro lado, ainda existem as escolas especiais, que atendem alunos com necessidades educativas especiais, embora o sistema regular (mainstream) acolha estes alunos em regime de educação inclusiva.

Ver também

Referências

  1. Office for National Statistics. «The Countries of the UK». statistics.gov.uk. Consultado em 1 de fevereiro de 2009. Cópia arquivada em 20 de dezembro de 2008
  2. «Countries within a country». number-10.gov.uk. Consultado em 1 de fevereiro de 2009. Cópia arquivada em 9 de fevereiro de 2008
  3. «Changes in the list of subdivision names and code elements (Page 11)» (PDF). International Organization for Standardization. Consultado em 1 de fevereiro de 2009
  4. «England – Culture». britainusa.com. Consultado em 1 de fevereiro de 2009. Cópia arquivada em 16 de maio de 2008
  5. «Country profile: United Kingdom». BBC News. news.bbc.co.uk. 26 de outubro de 2009. Consultado em 1 de fevereiro de 2009
  6. «Industrial Revolution». Ace.mmu.ac.uk. Consultado em 1 de fevereiro de 2009. Arquivado do original em 27 de abril de 2008
  7. The Royal Society. «History of the Royal Society». royalsociety.org. Consultado em 1 de fevereiro de 2009
  8. William E. Burns, A Brief History of Great Britain, p. xxi
  9. Acts of Union 1707 parliament.uk, accessed 27 January 2011
  10. a b 2011 Census – Population and household estimates for England and Wales, March 2011. Acessado em 31 de maio de 2013.
  11. Office for National Statistics (8 de agosto de 2013). «Population estimates for UK, England and Wales, Scotland and Northern Ireland – current datasets». statistics.gov.uk. Consultado em 5 de outubro de 2013
  12. United Nations Department of Economic and Social Affairs. «World Population Prospects: Analytical Report for the 2004». United Nations. Consultado em 5 de setembro de 2009
  13. People of no religion outnumber Christians in England and Wales – study
  14. «Population estimates». Office for National Statistics
  15. Mid-2010 population estimates - Settlements in order of size General Register Office for Scotland
  16. Z/Yen Limited (2005). «The Competitive Position of London as a Global Financial Centre» (PDF). CityOfLondon.gov.uk. Consultado em 17 de setembro de 2006. Arquivado do original (PDF) em 7 de novembro de 2006
Birmingham

Birmingham é uma cidade e distrito metropolitano (oficialmente Cidade e Distrito Metropolitano de Birmingham (em inglês: City and Metropolitan Borough of Birmingham)) do condado de Midlands Ocidentais (em inglês: West Midlands), na Inglaterra, país do Reino Unido. Está situada no centro-oeste da Inglaterra, região central da Grã-Bretanha. Em termos populacionais, é a segunda maior cidade da Inglaterra e do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, atrás apenas da capital Londres. Com uma população estimada em 2014 de 1 101 360 habitantes, integra a conurbação de West Midlands, cuja população no mesmo período foi estimada em 2 440 986 residentes, a segunda mais populosa do Reino Unido em termos urbanos, que pode se estender para 3 701 107 quando considerada sua área metropolitana, que em 2014 foi a terceira área metropolitana britânica com mais habitantes.

Historicamente, a primeira ocupação do local onde hoje se ergue a cidade foi oficialmente documentada em 1166, na forma de um pequeno povoado. Durante a Idade Média, a localidade cresceu em termos populacionais e ganhou certa relevância econômica, mas foi apenas no século XVIII que Birmingham experimentou uma explosão de crescimento populacional e econômica, com o advento da Revolução Industrial, da qual a cidade foi um dos primeiros e mais bem sucedidos centros.

A Birmingham da atualidade é uma cidade moderna e um importante polo de transportes, eventos, finanças e conferências dentro do Reino Unido. Em 2010, segundo estudos da Globalization and World Cities Research Network classificada como uma Cidade Global Beta-, sendo a terceira cidade do Reino Unido mais bem classificada, atrás apenas de Londres e Manchester em influência no cenário global, segunda a entidade. O Produto Interno Bruto a preços constantes de Grande Birmingham alcançou 121 000 milhões de dólares, sendo no período, a segunda economia metropolitana dentro do Reino Unido, respondendo naquele ano por cerca de 5% do PIB em PPC britânico.

A cidade foi berço de algumas das bandas mais influentes de heavy metal, como Black Sabbath e Judas Priest, e também de bandas de rock como Duran Duran e The Moody Blues.

Britânico

Britânico é a nacionalidade dos cidadãos do Reino Unido, das Dependências da Coroa Britânica ou de qualquer um dos territórios britânicos ultramarinos, bem como dos seus descendentes.É comum o termo ser usado erroneamente como sinônimo de inglês, já que esta última palavra designa quem nasce ou reside na Inglaterra, que é a maior nação constituinte do Reino Unido, porém jamais um sinônimo deste. O Reino Unido é um Estado composto pela unificação dos seguintes países:

Inglaterra

Escócia

País de Gales

Irlanda do NortePortanto, os naturais de qualquer dessas nações constituintes (não soberanas), bem como os seus descendentes, têm a nacionalidade britânica.

Estima-se que existam 65 milhões de cidadãos britânicos no Reino Unido. Pelo mundo são mais de 140 milhões de descendentes (de diferentes graus de parentesco e misturado com outras etnias).

Cinema do Reino Unido

Cinema britânico é o conjunto das produções cinematográficas realizadas no Reino Unido (e, até 1921, na Irlanda também).

Condado

Condado (do provençal comtat, por sua vez do latim tardio comitatus -us) Era, na Idade Média, um território governado por um conde. Um condado era dado pelo rei numa prova de mérito à nobreza e ao clero. Mais tarde evoluiu para um título nobiliárquico ao qual não estava necessariamente associada a jurisdição de um território.

Copa da Inglaterra

A Copa da Inglaterra (em inglês: The Football Association Cup ou simplesmente The FA Cup; em português: Copa da Associação de Futebol ou Copa da FA) é a mais antiga competição de futebol do mundo, organizada pela The Football Association.

Disputada em formato de eliminatórias pelos clubes de futebol da Inglaterra, a FA Cup é a segunda mais importante competição do desporto no país, logo após o Campeonato Inglês. Ditou o modelo de competição em mata-mata, seguido atualmente pela Copa do Brasil, Copa Chile, Taça de Portugal, Taça do Rei de Espanha, US Open Cup, entre outras.

A primeira edição da FA Cup ocorreu em 1871-1872 e teve o Wanderers F.C. como campeão. Todos os clubes competidores da Premier League (a primeira divisão do futebol inglês), da Football League e da National League System são autorizados a participar da Copa de Inglaterra, sendo esta uma competição que coloca as menores equipas em evidência. Contudo, o sistema de qualificação em uso nesta competição dificulta a possibilidade de uma equipa grande encontrar-se com uma das menores.

O Manchester City é o atual campeão da Copa da Inglaterra, após derrotar o Watford por 6 a 0 na final de 2019. Com a conquista, o Manchester City chegou ao 6º título da FA Cup, o maior vencedor é o Arsenal com 13 conquistas.

Escócia

Escócia (em scots: Scotland; em gaélico escocês: Alba) é um dos países do Reino Unido e cobre o terço norte da ilha da Grã-Bretanha. Ele compartilha uma fronteira com a Inglaterra ao sul e outra, formada pelo oceano Atlântico, com o mar do Norte a leste e com o canal do Norte e o mar da Irlanda a sudeste. Além do continente, o país é composto por mais de 790 ilhas, incluindo as Ilhas do Norte e as Hébridas.

Edimburgo, a capital e segunda maior cidade do país, foi o centro do Iluminismo Escocês do século XVIII, que transformou a Escócia em uma das potências comerciais, intelectuais e industriais da Europa. Glasgow, maior cidade, já foi uma do polos industriais mais importantes do mundo. As águas territoriais escocesas consistem em um grande setor do Atlântico Norte e do mar do Norte, região que contém as maiores reservas de petróleo da União Europeia. Isso tem dado a Aberdeen, a terceira maior cidade do país, o título de capital do petróleo da Europa.O Reino da Escócia emergiu como um Estado soberano independente na Alta Idade Média e continuou a existir até 1707. Por herança, em 1603, o rei James VI da Escócia se tornou rei da Inglaterra e o rei da Irlanda, formando assim uma união pessoal entre os três reinos. A Escócia entrou posteriormente em uma união política com a Inglaterra em 1 de maio de 1707 para criar o novo Reino Unido da Grã-Bretanha. A união também criou o novo Parlamento da Grã-Bretanha, que sucedeu ao Parlamento da Escócia e o Parlamento de Inglaterra. O Tratado de União foi acordado em 1706, promulgado pelo Tratado de União de 1707, tendo sido aprovados pelos parlamentos de ambos os países, apesar de algumas revoltas populares e da oposição anti-unionistas em Edimburgo, Glasgow e em outros lugares. A Grã-Bretanha posteriormente entrou em uma união política com a Irlanda em 1 de janeiro de 1801, para criar o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda.

O sistema jurídico escocês manteve-se separado da Inglaterra, do País de Gales e da Irlanda do Norte, sendo que a Escócia constitui uma jurisdição distinta no direito público e privado dentro do reino. A existência de instituições jurídicas, educacionais e religiosas distintas das do resto do Reino Unido têm contribuído para a sobrevivência da cultura e da identidade nacional escocesa desde a união 1707. Após um referendo em 1997, um Parlamento Escocês foi restabelecido, desta vez como uma legislatura devolvida com autoridade sobre muitos temas internos. O Partido Nacional Escocês, que apoia a independência do país, ganhou uma maioria absoluta nas eleições gerais de 2011. Um referendo realizado em 18 de setembro de 2014 rejeitou a separação do país do Reino Unido por uma maioria de 55% dos votos, com um comparecimento às urnas de 85%.

Essex

Essex é um condado da Inglaterra situado no sudeste do Reino Unido, com uma população com cerca de 1 500 000 habitantes. A cidade mais importante de Essex é Chelmsford. Outras cidades famosas são Colchester (a cidade mais velha da Inglaterra), e Southend, um dos maiores balneários do Reino Unido.

Geografia da Inglaterra

A Inglaterra compreende na maior parte do centro e sul da ilha da Grã-Bretanha, ocupando dois terços da mesma, além de possuir uma série de pequenas ilhas das quais a maior delas é a Ilha de Wight. A Inglaterra faz fronteira com a Escócia ao norte e com o País de Gales ao oeste. O leste e sul são banhados pelo Oceano Atlântico. A Inglaterra é o país mais próximo da Europa continental na com apenas 52 km de distância da França pelo Canal da Mancha. O Eurotúnel, localizado perto de Folkestone, une a Inglaterra à Europa continental pelo tráfego terrestre. A fronteira entre Inglaterra e França está indicada dentro do túnel.Grande parte do terreno da Inglaterra consiste em colinas, sendo mais montanhosa no norte do país, onde a cadeia de montanhas Peninos divide o leste do oeste. Outras áreas montanhosas no norte e nas midlands incluem o Lake District, North York Moors e Peak District. A linha divisora entre tipos de terreno é indicada pela Tees-Exe, uma linha imaginária que passa entre as áreas de alta e baixa altitude do país. Ao sul dessa linha, há grandes áreas de terra plana, com destaque para a Anglia Oriental, embora também exista áreas montanhosas como Cotswolds e Chilterns.

O maior porto natural da Inglaterra está localizado em Poole, na costa sul-central.

Igreja Anglicana

A Igreja da Inglaterra (em inglês: Church of England), também denominada Igreja Anglicana, é a igreja nacional e de denominação cristã estabelecida oficialmente na Inglaterra, a matriz principal da atual Comunhão Anglicana ligada à Sé da Cantuária, Inglaterra, bem como é membro-fundador da Comunhão de Porvoo. Fora da Inglaterra, a Igreja Anglicana é geralmente denominada de Igreja Episcopal, principalmente nos Estados Unidos e países da América Latina. O termo Anglicano tem origem em ecclesia anglicana, e que significa Igreja Inglesa ou igreja do povo inglês.

A Igreja define sua origem entre os antigos celtas, e que no século VI teve sua igreja incorporada à Igreja Católica Romana pelas missões gregorianas do século VI, lideradas por Agostinho da Cantuária. A igreja inglesa renunciou a autoridade papal e voltou a ser independente de Roma quando Henrique VIII de Inglaterra buscou a anulação de seu casamento com Catarina de Aragão em meados do século XVI, iniciando uma grande disputa entre os líderes e polarizando o cristianismo inglês. A Reforma Inglesa subsequente foi fortalecida pelos regentes de Eduardo VI, precedendo uma breve restauração católica promovida por Maria I. Contudo, o Ato de Supremacia de 1559 renovou-a e permitiu que adotasse uma posição ambiguamente Católica e Reformada.

Nos primórdios da Reforma Inglesa, inspirada na Reforma Protestante de Martinho Lutero, havia uma grande quantidade de mártires católicos, porém protestantes radicais foram igualmente perseguidos em determinados períodos. Em fases posteriores, desenvolveram-se leis penais voltadas tanto aos católicos, quanto aos protestantes não conformistas. Em meados do século XVII, as disputas político-religiosas acentuaram-se entre os puritanos e presbiterianos, culminando na Restauração de 1660. As disputas e perseguições permaneceriam até meados do século XVIII. Somente o reconhecimento papal da coroação do Rei Jorge III, em 1766, acarretou uma maior tolerância religiosa na Inglaterra.

Desde a Reforma Inglesa, a Igreja de Inglaterra têm desenvolvido sua liturgia em língua inglesa. A igreja alberga distintos ramos doutrinários, sendo os três principais os seguintes: Anglocatolicismo, Evangelicalismo e Igreja geral. As tensões entre tais grupos teológicos dentro da mesma denominação religiosa, giram em torno de temas controversos como, especialmente, ordenação feminina ao ministério e homossexualidade. E também entre Bispos que apoiam a poligamia, mas rejeitam a homossexualidade.

A estrutura de governo eclesiástico anglicano têm como unidade básica a diocese, cada uma presidida por um bispo; sendo que cada diocese abriga algumas paróquias locais. O Arcebispo da Cantuária é o Primaz de toda a Comunhão Anglicana, liderando a Igreja de Inglaterra e atuando com foco na unidade da mesma e para com a Comunhão Anglicana. O Monarca britânico, por sua vez, é o Governador Supremo da Igreja de Inglaterra, um cargo amplamente cerimonial. Em sua estrutura legislativa, a Igreja é regida pelo Sínodo Geral da Igreja de Inglaterra, sendo este composto por bispos, clérigos e leigos, e regularizado pelo Parlamento do Reino Unido.

Ingleses

Os ingleses são uma nação e grupo étnico celta-germânico da Europa setentrional. São geralmente associados à Inglaterra e à língua inglesa. A maioria dos ingleses vive na Inglaterra, maior subdivisão do Reino Unido.

Isabel I de Inglaterra

Isabel I (Greenwich, 7 de setembro de 1533 – Richmond, 24 de março de 1603), também chamada de "A Rainha Virgem", "Gloriana" ou "Boa Rainha Bess" ("Bess" era como Roberto Durdley, seu favorito, a chamava) foi a Rainha da Inglaterra e Irlanda de 1558 até sua morte e a quinta e última monarca da Casa de Tudor. Como filha do rei Henrique VIII, Isabel nasceu dentro da linha de sucessão; entretanto, sua mãe Ana Bolena foi executada dois anos e meio após seu nascimento e o casamento de seus pais foi anulado. Isabel assim foi declarada ilegítima. Seu meio-irmão Eduardo VI sucedeu a Henrique e reinou até morrer em 1553. Ele colocou a coroa em Joana Grey, excluindo da sucessão suas meia-irmãs Isabel e a católica Maria, apesar da existência de um estatuto declarando o contrário. Seu testamento acabou sendo colocado de lado e Maria tornou-se rainha, com Joana sendo executada. Isabel ficou presa por quase um ano durante o reinado de Maria por suspeitas de apoiar os rebeldes protestantes.

Isabel sucedeu Maria em 1558 e passou a reinar com um bom conselho. Ela muito dependia de um grupo de conselheiros de confiança liderados por Guilherme Cecil, Barão Burghley. Uma de suas primeiras ações como rainha foi o estabelecimento de uma igreja protestante inglesa, da qual tornou-se sua Governadora Suprema. A Resolução Religiosa Isabelina mais tarde desenvolveu-se na atual Igreja Anglicana. Era esperado que ela se casasse e gerasse um herdeiro para continuar a linhagem da Casa de Tudor. Entretanto, nunca se casou apesar de vários pretendentes. Isabel ficou famosa por sua virgindade enquanto envelhecia. Um culto cresceu ao seu redor em que ela era celebrada em pinturas, desfiles e obras literárias.

No governo, Isabel foi mais moderada que seu pai e seus meio-irmãos. Um de seus lemas era video et taceo ("Vejo e digo nada"). Era relativamente tolerante em questões religiosas, evitando perseguições sistemáticas. Depois de 1570, quando o papa a declarou ilegítima e liberou seus súditos de obedecê-la, várias conspirações ameaçaram sua vida. Todos os complôs foram derrotados com a ajuda do serviço secreto de seus ministros. Isabel era cautelosa em assuntos estrangeiros, movimentando-se entre as grandes potências da França e Espanha. Ela apoiou, sem entusiasmo, várias campanhas militares ineficazes e mal equipadas nos Países Baixos do Sul, na França e Irlanda. Porém, por volta da década de 1580, uma guerra contra a Espanha já não podia mais ser evitada. Quando os espanhóis finalmente decidiram em 1588 tentar conquistar a Inglaterra, o fracasso da Invencível Armada associou Isabel a uma das maiores vitórias militares da história inglesa.

Seu reinado é conhecido como Período Isabelino, famoso acima de tudo pelo florescimento do drama inglês, liderado por dramaturgos como William Shakespeare e Christopher Marlowe, além das proezas marítimas de aventureiros ingleses como Sir Francis Drake. Alguns historiadores são mais contidos em suas avaliações de Isabel. Eles a representam como uma governante temperamental, às vezes indecisa e que teve muita sorte. Uma série de problemas econômicos e militares diminuíram sua popularidade ao final de seu reinado. Isabel é reconhecida como uma intérprete carismática e uma sobrevivente obstinada em um período quando o governo era desorganizado e limitado, e monarcas de países vizinhos enfrentavam problemas internos que ameaçavam seus tronos. Assim foi o caso de sua rival Maria da Escócia, quem ela prendeu em 1568, e acabou por executar em 1587. Depois dos curtos reinados de Eduardo VI e Maria I, seu período de 44 anos no trono deu estabilidade ao reino e ajudou a criar um sentimento de identidade nacional.

Kent

Kent ou, raramente, Câncio é um condado situado no sudeste da Inglaterra, próximo de Londres, com capital em Maidstone. Kent é denominada The Garden of England, pela sua beleza exuberante. Segundo estimativa de 2008, conta 1 660 100 habitantes numa área de 3736 km², limitada a leste pelo Mar do Norte, a sul pelo Estreito de Dover e por East Sussex, a oeste por Surrey e pela Grande Londres e a norte por Essex.

Nova Inglaterra

A Nova Inglaterra (em inglês: New England) é uma região geográfica extraoficial de grande valor histórico dos Estados Unidos, localizada na ponta nordeste do país. Boston é seu centro cultural e econômico, bem como sua cidade mais populosa. A região inclui os seguintes estados:

ConnecticutConnecticut (ainda Coneticute ou Conecticute) é o terceiro menor estado norte-americano em extensão territorial; somente atrás de Delaware e Rhode Island . Porém, com seus 3 405 565 habitantes, Connecticut é o quarto estado norte-americano mais densamente povoado do país.

MaineO Maine está localizado no extremo nordeste do país. West Quoddy Head, o ponto mais oriental do Maine, é considerado o ponto mais oriental dos Estados Unidos, embora alguns considerem o Alasca o estado mais oriental do país, porque duas das ilhas do arquipélago dos Aleutas estão localizadas no hemisfério oriental..

MassachusettsMassachusetts é o sexto menor estado em área do país; só perde para Nova Jérsei, Havaí, Connecticut, Delaware e Rhode Island. Porém, Massachusetts é o 13º estado mais populoso do país, sendo o terceiro mais densamente habitado dos Estados Unidos. Apesar de seu pequeno tamanho, a geografia de Massachusetts é diversificada, sendo que seu terreno é bastante acidentado.

New HampshireNova Hampshire (em inglês: New Hampshire, por vezes chamada em português: Novo Hampshire) é o quinto menor estado em área dos Estados Unidos; apenas Rhode Island, Delaware, Connecticut e o Havaí são menores.

Rhode IslandRhode Island (ou Ilha de Rodes) é o menor estado em área do país. Com apenas 4 001 km², Rhode Island é 428 vezes menor que o Alasca, o maior estado em área do país.

VermontVermont (ou Vermonte em português) é o segundo estado menos populoso dos Estados Unidos (apenas o Wyoming possui uma população menor). Vermont é também o estado mais rural do país.

Parlamento do Reino Unido

O Parlamento do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte é o corpo legislativo supremo do Reino Unido e territórios britânicos ultramarinos. Por si só tem soberania parlamentar, o que lhe confere poder soberano sobre todos os outros corpos políticos do Reino Unido e seus territórios. É encabeçado pelo monarca do reino (actualmente a rainha Isabel II do Reino Unido).

O parlamento é composto por duas câmaras, sendo a câmara alta denominada por Casa ou Câmara dos Lordes, e a câmara baixa, por Casa ou Câmara dos Comuns do Reino Unido. O Monarca é o terceiro componente do parlamento.As duas câmaras se reúnem no Palácio de Westminster em Londres. Por ato constitucional todos os ministros do governo, incluindo o Primeiro-ministro, são membros da Câmara dos Comuns ou da Câmara dos Lordes. E assim também fazem parte do corpo legislativo.

O Parlamento do Reino Unido foi formado em 1707, após a ratificação do Tratado de União quando o Parlamento da Inglaterra e o Parlamento da Escócia passaram a ser um único parlamento. O parlamento cresceu ainda mais após o Ato de União de 1800 quando o Parlamento Irlandês foi adicionado ao recém criado Parlamento da Grã-Bretanha, .

O Parlamento da Inglaterra por si só tem evoluído desde a Idade Média sendo o maior órgão legislativo do mundo anglófono e fazendo com que a Inglaterra seja intitulada "The Mother of Parliaments" (A Mãe dos Parlamentos). A casa mais poderosa do parlamento é a Casa dos Comuns.

Durante a Idade Média e até o início da Idade Moderna a região da Grã-Bretanha possuía quatro reinos distintos e cada um com seus respectivos parlamentos. Os Atos das Leis em Gales 1535-1542 anexaram o País de Gales à Inglaterra, o Tratado de União de 1707 criou o Reino Unido da Grã-Bretanha e o Ato de União de 1800 criou o atual Reino Unido.

O parlamento inglês teve origem após a província romana da Britânia. Em 1066, Guilherme I de Inglaterra trouxe para a Inglaterra um sistema feudal no qual era necessário um conselho para avaliar as leis que seriam instituídas. Em 1215, o Conselho já mostrava o seu poder obrigando o Rei João a assinar a Magna Carta, limitando assim o poder dos monarcas.

O atual parlamento teve origem em 1200 durante o reinado de Eduardo I de Inglaterra, neto de João, que convocou o parlamento várias vezes junto aos religiosos e burgueses com o objetivo de delimitar as respectivas leis.

Reino Unido

Reino Unido (em inglês: United Kingdom - UK), oficialmente Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte (em inglês: United Kingdom of Great Britain and Northern Ireland), é um Estado soberano insular localizado em frente à costa noroeste do continente europeu. O Reino Unido inclui a ilha da Grã-Bretanha, a parte nordeste da ilha da Irlanda, além de muitas outras ilhas menores. A Irlanda do Norte é a única parte do Reino Unido com uma fronteira terrestre, no caso, com a República da Irlanda. Fora essa fronteira terrestre, o país é cercado pelo oceano Atlântico, o mar do Norte, o canal da Mancha e o mar da Irlanda. A maior ilha, a Grã-Bretanha, é conectada com a França pelo Eurotúnel.

O Reino Unido é uma união política de quatro "países constituintes": Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales. O governo é regido por um sistema parlamentar, cuja sede está localizada na cidade de Londres, a capital, e por uma monarquia constitucional que tem a rainha Isabel II como a chefe de Estado. As dependências da Coroa das Ilhas do Canal (ou Ilhas Anglo-Normandas) e a Ilha de Man (formalmente possessões da Coroa), não fazem parte do Reino Unido, mas formam uma confederação com ele.O país tem quatorze territórios ultramarinos, todos remanescentes do Império Britânico, que no seu auge possuía quase um quarto da superfície da Terra, fazendo desse o maior império da história. Como resultado da era imperial, a influência britânica no mundo pode ser vista no idioma, na cultura e nos sistemas judiciários de muitas de suas antigas colônias, como o Canadá, a Austrália, a Índia e os Estados Unidos. A rainha Isabel II permanece como a chefe da Comunidade das Nações (Commonwealth) e chefe de Estado de cada uma das monarquias na Commonwealth.O Reino Unido é um país desenvolvido, com a sexta (PIB nominal) ou sétima (PPC) maior economia do mundo. Ele foi o primeiro país industrializado do mundo e a principal potência mundial durante o século XIX e o começo do século XX, mas o custo econômico de duas guerras mundiais e o declínio de seu império na segunda metade do século XX reduziu o seu papel de líder nos temas mundiais. O Reino Unido, no entanto, permaneceu sendo uma potência importante com forte influência econômica, cultural, militar e política, sendo uma potência nuclear, com o terceiro ou quarto (dependendo do método de cálculo) maior gasto militar do mundo. É um Estado-membro da União Europeia, tem um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas e é membro do G8, da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), da Organização Mundial do Comércio (OMC) e da Comunidade das Nações.

Reino da Inglaterra

O Reino da Inglaterra foi um Estado soberano localizado na Europa Ocidental, na parte sul da ilha da Grã-Bretanha, que surgiu em meados do século X (originado de vários reinos anglo-saxões, do período conhecido como Heptarquia),durando até 1707, quando se uniu com a Escócia para formar o Reino da Grã-Bretanha. Seu território corresponde atualmente a Inglaterra e ao País de Gales, ambos países constituintes do Reino Unido, o Estado sucessor do Reino da Grã-Bretanha.

Seleção Inglesa de Futebol

A Seleção Inglesa de Futebol é organizada pela Football Association, a instituição que administra o futebol na Inglaterra, e representa a nação nas competições internacionais de futebol da FIFA e da UEFA, como a Copa do Mundo e a Eurocopa. A Inglaterra é uma das duas mais antigas seleções nacionais de futebol do mundo; juntamente com a Escócia com a qual disputou a primeira partida oficial entre seleções em 1872. A casa da Seleção Inglesa é o Wembley Stadium em Londres.

A Inglaterra venceu em a Copa do Mundo de 1966 quando derrotou na final a Alemanha Ocidental por 4–2 na prorrogação. A melhor performance em mundiais desde então foi em 1990 e 2018 quando chegou as semi-finais, terminando na Quarta Colocação. A Inglaterra nunca venceu o Campeonato Europeu de Futebol, suas melhores performances foram em 1968 e em 1996 quando foi eliminada nas semi-finais.

Supercopa da UEFA

A Supertaça da UEFA (pt) ou Supercopa da UEFA (pt-BR) (anteriormente conhecida como Supertaça Europeia (pt) ou Supercopa Europeia (pt-BR)) é a terceira competição mais importante de futebol da Europa, que se realiza anualmente entre as equipes vencedoras da primeira e da segunda competições mais importantes da Europa ao nível de clubes, respectivamente a Liga dos Campeões da UEFA e a Liga Europa da UEFA.

A competição realiza-se no início das temporadas nacionais, em Agosto e tem o status de abertura oficial da temporada europeia para os clubes, mesmo com campeonatos e outros certames já iniciados.

Antigamente era disputada entre os vencedores da Liga dos Campeões da UEFA e os vencedores da Taça das Taças, porém esta deixou de ser realizada em 1999, sendo substituída pela Taça UEFA (atual Liga Europa da UEFA).

Esta competição foi criada em 1972 por Anton Witkamp, jornalista holandês do jornal De Telegraaf, com o nome de Supertaça Europeia. A partir de 1995 passou a chamar-se Supertaça da UEFA. De 1972 até 1997 eram realizadas duas partidas, a partir de 1998 só é feita uma partida, sempre no Stade Louis II em Mónaco.

A partir de edição de 2013, a UEFA definiu que a disputa seria realizada em sedes escolhidas previamente, sendo que em 2013 a competição foi realizada em Praga (República Tcheca), em 2014 foi em Cardiff (País de Gales), em 2015 foi em Tbilisi (Geórgia), em 2016 foi em Trondheim (Noruega), em 2017 foi sediada em Skopje (Macedônia) e em 2018 foi realizada em Tallinn (Estónia).

Século XVIII

O século XVIII iniciou no dia 1 de Janeiro de 1701 e acabou no dia 31 de Dezembro de 1800, segundo o Calendário gregoriano.

O século XVIII ficou conhecido como o Século das Luzes, pois as ideias iluministas promovidas na Europa por filósofos se espalharam pelo mundo e inspiraram revoluções como a Revolução Francesa em 1789. Foi o último século da Idade Moderna. E o primeiro da Idade Contemporânea.

Neste mesmo século houve a Revolução Industrial que iniciou na Inglaterra, que inovou os métodos de produção até então conhecidos. Os produtos começaram a ser produzidos em maior escala e menor tempo.

Países constituintes
Dependências da Coroa
Territórios ultramarinos
Política
Geografia
História
Sociedade

Noutras línguas

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