Idade do Bronze

A Idade do Bronze é um período da civilização no qual ocorreu o desenvolvimento desta liga metálica, resultante da mistura de cobre com estanho. Iniciou-se no Oriente Médio em torno de 3300 a.C. substituindo o Calcolítico, embora noutras regiões esta última idade seja desconhecida e a do bronze tenha substituído diretamente o período neolítico. Na África subsaariana, o neolítico é seguido da idade do ferro.

Metallurgical diffusion-pt
Difusão da metalurgia na Europa e Anatólia. As regiões mais escuras são mais antigas
Bronze Marcus Aurelius Louvre Br45
Imagem de Bronze
História
Pré-história Idade
da Pedra
Paleolítico 2.5 milhões - 10.000 a.C.
Mesolítico 13.000 - 9.000 a.C.
Neolítico 5.000 - 3.000 a.C.
Idade dos Metais Idade do Cobre 3.300 - 1.200 a.C.
Idade do Bronze 3.300 - 700 a.C.
Idade do Ferro 1.200 a.C. - 1.000
Idade Antiga Antiguidade Oriental 4.000 a.C. - 500 a.C.
Antiguidade Clássica 800 a.C. - 476
Antiguidade tardia 300 - 476
Idade Média Alta Idade Média 476 - 1000
Baixa Idade Média Idade Média Plena séc. XI - XIII
Idade Média Tardia séc. XIV - XV
Idade Moderna 1453 - 1789
Idade Contemporânea 1789 -

História

O termo "Idade do Bronze" é, em última análise, derivada das "Idades do Homem", as fases da existência humana na Terra segundo a mitologia grega. Destes, a Idade de Ouro e a Idade da Prata são classificadas pelos historiadores modernos como míticas, mas a Idade do Bronze, bem como a Idade do Ferro são concebidos como tendo um núcleo de grande valor historial. Todo o período é caracterizado pela adoção plena do bronze em muitas regiões, embora o local e a hora da introdução e desenvolvimento da tecnologia do bronze não é universalmente síncrona. Tecnologia de estanho e bronze feita pelo homem requerem um conjunto de técnicas de produção. O estanho deve ser extraído (principalmente como o minério de estanho cassiterita) e fundido separadamente, em seguida, adicionado ao cobre derretido para fazer a liga de bronze. A Idade do Bronze foi um período de uso intenso de metais e de redes de desenvolvimento do comércio.

Oriente Próximo

Sudeste da Ásia / Oriente Médio

A Idade do Bronze no antigo Oriente Próximo começou com a ascensão da Suméria no quarto milênio a.C. O Antigo Oriente Próximo é considerado por alguns como o berço da civilização e praticavam a agricultura intensiva durante todo o ano, desenvolveram um sistema de escrita, inventaram a roda do oleiro, criou um governo centralizado, códigos de leis e impérios, e introduziram a estratificação social, a escravidão e a guerra organizada. Sociedades na região estabeleceram as bases para a astronomia e matemática.

Antigo Egito

No Antigo Egito, a Idade de Bronze começa no período protodinástico, c. 3150 a.C. A Idade do bronze arcaica do Egito, conhecida como a época Tinita,[1][2] segue imediatamente a unificação do Baixo e Alto Egito, c. 3100 a.C. É geralmente considerado abrangendo as primeira e Segunda dinastias, com duração a partir do período protodinástico do Egito até cerca de 2686 a.C., ou o início do Império Antigo.

Com a primeira dinastia, a capital mudou-se de Abidos para Mênfis com um Egito unificado governado por um rei-deus. Abidos permaneceu como a maior terra santa no sul. As marcas da antiga civilização egípcia, como arte, arquitetura e muitos aspectos da religião, tomaram forma durante o período protodinástico. Mênfis no início da Idade de Bronze era a maior cidade da época.

O Império Antigo da Idade do Bronze regional[1] é o nome dado ao período no terceiro milênio a.C. quando o Egito atingiu seu primeiro pico contínuo de civilização em complexidade e realizações - o primeiro de três períodos "imperiais", que marca os pontos altos da civilização no baixo Vale do Nilo (sendo os outros o Império Médio e o Império Novo).

O Primeiro Período Intermediário,[3] descrito frequentemente como um "período negro" na história do antigo Egito, durou até cerca de 100 anos após o fim do Império Antigo, em torno de 2181-2055 a.C. Muito poucas evidências monumentais sobrevivem deste período, especialmente da parte inicial do mesmo. O Primeiro Período Intermediário foi um período agitado, quando o governo do Egito foi dividido entre duas bases de poder concorrentes: Heracleópolis, no Baixo Egito, e Tebas, no Alto Egito. Estes dois reinos acabariam por entrar em conflito, com os reis de Tebas conquistando o norte, resultando na reunificação do Egito sob um único governante durante a segunda parte da décima primeira dinastia.

O Império Médio durou de 2055-1650 a.C. Durante este período, a culto fúnebre a Osíris ascendeu para dominar a religião popular egípcia. O período compreende duas fases: a 11ª Dinastia, que governou de Tebas, e a 12ª[4] e 13ª dinastias que foram centradas em torno de Lixte. O império unificado já foi considerado como compreendendo as 11ª e 12ª dinastias, mas historiadores atuais pelo menos parcialmente consideraram a 13ª dinastia como pertencente ao Império Médio.

Durante o Segundo Período Intermediário,[5] o Antigo Egito caiu em desordem pela segunda vez, entre o final do Império Médio e do início da Império Novo. É mais conhecido pelos Hicsos, cujo reinado compreendeu as 15ª e 16ª dinastias. Os hicsos apareceram pela primeira vez no Egito durante a 11ª dinastia, começaram sua escalada rumo ao poder na 13ª dinastia, e surgiram a partir do Segundo Período Intermediário no controle de Aváris e do Delta. Pela 15ª dinastia, governaram o Baixo Egito, tendo sido expulsos no final da 17ª dinastia.

Mitologia

Na mitologia grega, houve cinco idades dos homens: a Idade do Ouro, que viveu na época que Cronos era rei ,[6] a Idade da Prata, criada pelos deuses do Olimpo e destruída por Zeus porque eles não queriam adorar os deuses,[7] a Idade do Bronze, criada por Zeus, quando usavam-se instrumentos de bronze e não se conhecia o ferro,[8] a Idade dos Herois, de homens chamados de semi-deuses,[9] e a quinta, a Idade do Ferro, que continuava até os dias de Hesíodo.[10]

Foi durante a Idade do Bronze que ocorreu o Dilúvio de Deucalião.[11]

Segundo Pausânias, durante a era dos herois, todas as armas eram de bronze; ele se baseou nos escritos de Homero e em relíquias preservadas até os seus dias, como a lança de Aquiles no santuário de Atena em Phaselis e a espada de Memnon no templo de Asclépio em Nicomedes.[12]

Datação

A data de adoção do bronze variou segundo as diferentes culturas:

  • Na Ásia central (Afeganistão, Irã, etc) o bronze chega por volta de 2000 a.C.
  • Na China, foi adotado na Dinastia Shang[13] (segundo a tradição chinesa, começou em 1766 e acabou em 1122 a.C).
  • No mar Egeu estabeleceu-se uma área de intenso comércio do metal , principalmente em Chipre onde existiam minas de cobre, vindo o estanho das ilhas britânicas. Com isso, iniciou-se o desenvolvimento da navegação. O império minoico, substituído mais tarde pelo grego micénico, surgiu graças a este grande comércio.
  • Na Europa central, este período iniciou a partir de 1800-1600 a.C., seguido do período 1600-1200 a.C., caracterizado pelo enterramento de cadáveres em túmulos, prática que demonstrava um alto grau de estratificação social.
  • No Norte da Europa, a idade do bronze inicia-se entre 2000-1700 a.C., nesse período surgiu o comércio de âmbar, muitos petróglifos representando divindades e vida cotidiana, além de armas e jóias.
Bronze age weapons Romania
Armas e ornamentos da Idade do Bronze

O final da Idade do Bronze ocorreu entre 1300-700 a.C., caracterizado pela incineração dos cadáveres, prática que continuou na Polónia até aos anos 500 a.C., já em plena Idade do Ferro, no período cultural Hallstatt (700-450 a.C.).

Ver também

Referências

  1. a b Karin Sowada and Peter Grave. Egypt in the Eastern Mediterranean during the Old Kingdom.
  2. Lukas de Blois and R. J. van der Spek. An Introduction to the Ancient World. Página 14.
  3. Hansen, M. H. (2000). A comparative study of thirty city-state cultures: An investigation conducted by the Copenhagen Polis Centre. Copenhagen: Det Kongelike Danske Videnskabernes Selskab. Página 68.
  4. Othmar Keel and Christoph Uehlinger. Gods, goddesses, and images of God in ancient Israel, 1998. Página 17 (cf. "The first phase (Middle Bronze Age IIA) runs roughly parallel to the Egyptian Twelfth Dynasty")
  5. Bruce G. Trigger. Ancient Egypt: a social history. 1983. Página 137. (cf. ... "for the Middle Kingdom and Second Intermediate Period it is the Middle Bronze Age".)
  6. Hesíodo, Os Trabalhos e os Dias, Idades dos Homens, 109-120 [em linha]
  7. Hesíodo, Os Trabalhos e os Dias, Idades dos Homens, 121-139
  8. Hesíodo, Os Trabalhos e os Dias, Idades dos Homens, 140-155
  9. Hesíodo, Os Trabalhos e os Dias, Idades dos Homens, 156-169
  10. Hesíodo, Os Trabalhos e os Dias, Idades dos Homens, 170-201
  11. Pseudo-Apolodoro, Biblioteca, 1.7.2 [em linha]
  12. Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 3.3.8 [http://www.theoi.com/Text/Pausanias3A.html [em linha]]
  13. Série de autores e consultores, Dorling Kindersley, History (título original), 2007, ISBN 978-989-550-607-1, pág 60
Bronze

Bronze (do persa biring, cobre) é uma série de ligas metálicas que tem como base o cobre e o estanho e proporções variáveis de outros elementos como zinco, alumínio, antimônio, níquel, fósforo, chumbo entre outros com o objetivo de obter características superiores a do cobre. O estanho tem a característica de aumentar a resistência mecânica e a dureza do cobre sem alterar a sua ductibilidade.

O processo de fabricação consiste em misturar um mineral de cobre (calcopirita, malaquita ou outro) com o estanho (cassiterita) em um alto-forno alimentado com carbono (carvão vegetal ou coque). O anidrido carbônico reduz os minerais a metais, o cobre e estanho se fundem e se ligam a percentual de estanho de 2 a 11%.

Celtiberos

De celtiberos (ou celtibéricos) designam-se os povos ibéricos pré-romanos celtas ou celtizados que habitavam a Península Ibérica desde finais da Idade do Bronze, no século XIII a.C., até à romanização da Hispânia, desde o século II a.C. ao século I. O termo denomina também genericamente os idiomas que utilizavam. De entre estes povos existe um expressamente denominado celtibero, que habitava a região oeste da Cordilheira Ibérica a Celtibéria. Isso embora também há quem integre outros povos nesse grupo étnico, tais como os vetões, váceos, lusitanos, carpetanos ou célticos.

Foram descritos por historiadores como Ptolomeu, Estrabão, Marcial ou Tito Lívio entre outros.

Plínio considera os celtas da Península Ibérica oriundos tribos migrantes dos célticos da Lusitânia, que ele parece considerar o berço de toda a população celta da Península, incluindo os celtiberos, baseando-se na identidade de ritos sagrados, língua, e nomes de cidades.É difícil atribuir os territórios e fronteiras concretas a esta amalgama de povos devido à escassa documentação histórica existente e à quantidade de hipóteses sugeridas pelos vestígios arqueológicos encontrados, mas a sua geografia contrastada e hipotética é denominada Celtibéria.

Pensa-se que a Península Ibérica era habitada inicialmente por povos autóctones, que vieram a ser conhecidos como iberos. Posteriormente, cerca de 1 000 a.C. ou antes, chegaram à região povos Indo-Europeus de origem celta, que coexistiram com os iberos habitando regiões distintas. A ideia de que, na meseta central, esses povos celtas se mesclaram-se com os povos iberos dando origem aos celtiberos está cada vez mais distante da realidade.Não há, contudo, unanimidade quanto à origem destes povos entre os historiadores. Para outros autores, tratar-se-ia de um povo celta que adaptou costumes e tradições iberas, assim como há quem considere que os romanos viam-nos resultado da fusão das culturas do povo celta e do povo ibero, diferenciando-se assim dos seus vizinhos, tanto dos celtas do planalto como dos iberos da costa.

Estavam organizados em gens, uma espécie de clã familiar que ligava as tribos, embora cada uma destas fosse autónoma, numa espécie de federação. Esta organização social e a sua natural belicosidade, permitiram a estes povos resistir tenazmente aos invasores Romanos até cerca de 133 a.C., com a queda de Numância.

Várias foram as ocasiões em que os celtas se impuseram aos indígenas na Idade do Bronze e foram assimilados com mútua influência cultural, evoluindo face a um sistema halstático e mais tarde a um consolidado sistema pós-halstático, o então convertido numa cultura celtibérica por toda a sua magnitude, no século V a.C.

Civilização micênica

Civilização micênica (pt-BR) ou civilização micénica (pt) é um termo para descrever a última fase da Idade do Bronze na Grécia Antiga, abrangendo o período de aproximadamente 1 600–1 100 a.C.. Representa a primeira civilização avançada na Grécia continental, com seus estados palacianos, organização urbana, obras de arte e sistema de escrita. O local mais proeminente foi Micenas, na Argólida, pela qual a cultura desta é chamada. Outros centros de poder que surgiram incluíram Pilos, Tirinto e Mideia no Peloponeso, Orcômeno, Tebas e Atenas na Grécia Central, e Iolcos na Tessália. Povoados de influência micênica também apareceram em Epiro, na Macedônia, nas ilhas do Mar Egeu, na costa da Anatólia, no Levante, no Chipre e na Itália.Os gregos micênicos introduziram várias inovações nas áreas de engenharia, arquitetura e infra-estrutura militar, enquanto o comércio em vastas áreas do Mediterrâneo era essencial para sua economia. Sua escrita silábica, a Linear B, oferece os primeiros registros escritos da língua grega e sua religião já incluía várias divindades que também podem ser encontradas no Panteão Olímpico. A Grécia micênica era dominada por uma sociedade de elite guerreira e consistia de uma rede de estados centrados no palácio que desenvolviam rígidos sistemas hierárquicos, políticos, sociais e econômicos. Na cabeça desta sociedade estava o rei, conhecido como anax.

A Grécia micênica pereceu com o colapso da cultura da Idade do Bronze no leste do Mediterrâneo, que foi seguida pela chamada Idade das Trevas grega, um período de transição sem registro que leva ao Período Arcaico, onde mudanças significativas ocorreram de formas centradas no palácio para formas descentralizadas de organização socioeconômica (incluindo o uso extensivo de ferro). Várias teorias têm sido propostas para o fim desta civilização, entre elas a invasão dórica ou atividades ligadas aos "Povos do Mar". Teorias adicionais, como desastres naturais e mudanças climáticas, também foram sugeridas. O período micênico tornou-se cenário histórico de muitas literaturas e mitologias antigas, incluindo o Ciclo Épico de Troia.

Colapso da Idade do Bronze

O colapso da Idade do Bronze foi uma período de transição na região do Mar Egeu, Sudoeste da Ásia e no Mediterrâneo Oriental desde a Idade do Bronze tardia até a Idade do Ferro caracterizado por uma idade das trevas que os historiadores acreditam ter sido violenta, repentina e culturalmente perturbadora. A economia do palácio da região do Egeu e da Anatolia, que caracterizou o final da Idade do Bronze, foi substituída, após um hiato, pelas culturas isoladas da vila da Idade das Trevas Grega.

Entre c. 1200 e 1150 aC, o colapso cultural da Civilização Micênica, do Império Hitita na Anatolia e na Síria e do Império Novo do Egito na Síria e Canaã interromperam as rotas comerciais e reduziram gravemente a alfabetização. Na primeira fase deste período, quase todas as cidades entre Pylos e Gaza foram violentamente destruídas e muitas vezes deixadas desocupadas depois: exemplos incluem Hattusa, Micenas e Ugarit. De acordo com Robert Drews: "Em um período de 40 a 50 anos no final do século XIII e início do século XII, quase todas as cidades significativas do mundo do Mediterrâneo Oriental foram destruídas, sendo que muitas delas nunca mais foram reocupadas".O fim gradual da Idade das Trevas que se seguiu viu a eventual ascensão dos estados sírio-hititas estabelecidos na Cilícia e na Síria, reinos arameus de meados do século X aC no Levante, a eventual ascensão do Império Neoassírio e, depois do período de orientalização do Egeu, a Grécia Arcaica (800 a.C - 510 a.C).

Constelação

Na astronomia científica contemporânea, uma constelação é uma área da esfera celeste conforme definida em convenção pela União Astronômica Internacional (UAI) em 1922, delimitada uma das outras por arcos de ascensão reta e declinações. Essas áreas são agrupadas em torno de asterismos, padrões formados por estrelas importantes, aparentemente próximas umas das outras no céu noturno terrestre.

Na mesma convenção em que o conceito de constelação foi firmado, foram padronizadas também 88 constelações reconhecidas pela União Astronômica Internacional para fins astronômicos e científicos. A maioria delas inclui-se nas 48 constelações definidas no Almagesto de Ptolomeu no século II; as demais foram definidas nos séculos XVII e XVIII, com as mais recentes no céu meridional definidas no Coelum australe stelliferum, de Nicolas Louis de Lacaille, em 1763.

Existem também numerosas constelações e nomes de constelações que são históricos, populares e não reconhecidos pela UAI, bem como constelações reconhecidas em tradições regionais da astronomia ou astrologia, como a chinesa, a hindu ou a aborígine australiana; por questão de organização, no entanto, nenhuma além das padronizadas em 1922 é levada em conta na astronomia aplicada contemporânea, sendo hoje categorizadas como pertinentes apenas a estudos históricos, antropológicos e relacionados.

Gravuras Rupestres de Tanum

Tanumshede é uma cidade do condado da Gotalândia Ocidental, na Suécia, sede da municipalidade de Tanum, onde se encontra uma alta concentração de petroglifos, declarados Patrimônio Mundial pela UNESCO. Existem cerca de 3 mil petroglifos na região, distribuídos em cinco áreas ao longo de um trecho 25 km que na Idade do Bronze era um litoral de fiordes.

O povo escandinavo na Idade do Bronze (c. 1800 a 600 a.C.) era hábil no trabalho em madeira e nas viagens por mar, e longos barcos estão representados nas gravuras, bem como carroças, caçadores, agricultores e outras cenas. O maior dos painéis é chamado de Vitlyckehäll, descoberto em 1972 por Age Nilsen, que estava no local instalando explosivos para construção.

As gravuras têm sido atacadas pela poluição e, para espanto dos arqueólogos, algumas tiveram seus traços reforçados com tinta vermelha para poderem ser melhor visualizados pelos turistas.

Guerra de Troia

A Guerra de Troia AO 1990 foi, de acordo com a mitologia grega, um grande conflito bélico entre os Aqueus das cidade-estados da Grécia e Troia, possivelmente ocorrendo entre 1 300 a.C. e 1 200 a.C. (fim da Idade do Bronze no Mediterrâneo).

Segundo a lenda, a guerra teria se originado a partir de uma disputa entre as deusas Hera, Atena e Afrodite, após Éris, a deusa da discórdia, dar a elas o pomo de ouro, também conhecido como "Pomo da Discórdia", marcado para "a mais justa". Zeus mandou as deusas para Páris, que julgou Afrodite como a mais "justa". Em troca, Afrodite fez Helena, a mais bonita de todas as mulheres e esposa do rei grego Menelau, se apaixonar por Páris, que então a levou para Troia. Agamemnon, rei de Micenas e irmão de Menelau, reuniu os Aqueus (gregos) e liderou uma expedição contra Troia e cercou a cidade por dez anos, como uma represália pelo insulto de Páris. Após a morte de muitos heróis, incluindo Aquiles e Ájax (entre os gregos) e Heitor e Páris (entre os troianos), a cidade caiu após a introdução do "Cavalo de Troia". Os Aqueus massacraram os troianos (exceto as mulheres e crianças, tomados como escravos) e dessacraram seus templos, invocando assim a fúria dos deuses. Poucos dos aqueus conseguiram retornar para casa e muitos tiveram que achar novos lares, fundando novas colônias. Os Romanos afirmavam traçar suas origens a Eneias, um troiano filho de Afrodite, que teria levado os sobreviventes de Troia até a região que hoje é conhecida como Itália.Os gregos antigos acreditavam que Troia era localizada próxima de Dardanelos e que a guerra troiana era um evento histórico datado dentre os séculos XIII e XII a.C., mas até meados do século XIX da Era Cristã a cidade e os acontecimentos do conflito eram considerados "não históricos". Em 1868, contudo, o arqueólogo britânico Frank Calvert convenceu o arqueólogo alemão Heinrich Schliemann de que Troia era uma cidade real que estava localizada em Hisarlik, na atual Turquia. Baseado nas escavações de Schliemann e outros estudiosos, os acadêmicos agora acreditam na veracidade histórica de uma cidade-estado grega chamada Troia, mas ainda levantam dúvidas sobre a guerra em si.Se os eventos narrados por Homero e a lenda envolta a respeito da "Guerra de Troia" tem algum fundamento histórico, ainda é motivo de debates entre acadêmicos e historiadores. Muitos estudiosos acreditam que há uma base histórica para a guerra, com os contos Homéricos sendo, na verdade, uma coletânea de cercos e expedições militares feitas pelos Gregos Micênicos durante a Idade do Bronze. Historiadores indicam que a guerra, se ocorreu, teria acontecido entre os séculos XII e XI a.C., fazendo referência as datas dadas por Eratóstenes, 1194–1184 a.C., que corresponde as evidências arqueológicas encontradas nas ruínas de Troia VII.

Idade do Bronze na Escandinávia

A Idade do Bronze Nórdica é o nome dado pelo arqueólogo sueco Oscar Montelius a um período da Pré-história Nórdica ocorrido aproximadamente entre 1700-500 a.C.

Foi antecedida pela Idade da Pedra, e sucedida pela Idade do Ferro pré-romana. A Idade do Bronze na Escandinávia teve lugar bastante mais tarde do que a Idade do Bronze na Europa. É o primeiro período da Pré-história escandinava em que há sinais de comércio internacional. Embora não haja documentos escritos, existem bastantes objetos de madeira, bronze e ouro.

Idade do Cobre

Idade do Cobre, ou Calcolítico (do grego Χαλκός, transl. khalkos), "cobre" + λίθος, transl. líthos, "pedra") é um dos períodos da proto-história, situado cronologicamente entre o Neolítico e a Idade do Bronze (aproximadamente 3300 a 1200 a.C.). O termo também pode ser utilizado para denominar algumas sociedades que apresentaram manifestações culturais diferenciadas durante este período.

O bronze é uma liga metálica composta de cobre e o estanho. Antes de se generalizar o uso do bronze o cobre era o metal mais utilizado, tendo esse período sido chamado de calcolítico. Não obstante, há quem não aceiteesta designação caracterizadora, argumentando que a fundição de cobre não é mais do que o bronze natural. Mesmo assim a denominação é aceita, pois diferencia os períodos nos quais o bronze era forjado naturalmente da era em que o bronze começou a ser forjado artificialmente e com o recurso do estanho. O sítio arqueológico de Belovode na montanha Rudnik na Sérvia contém a mais antiga evidência segura no mundo de cobre fundido, é datado de 5000 a.C.

Idade do Ferro

A Idade do Ferro se refere ao período em que ocorreu a metalurgia do ferro. Este metal é superior ao bronze em relação à dureza e abundância de jazidas.

A Idade do Ferro vem caracterizada pela utilização do ferro como metal, utilização importada do Oriente através da emigração de tribos indo-europeias (celtas), que a partir de 1 200 a.C. começaram a chegar a Europa Ocidental, e o seu período alcança até a época romana e na Escandinávia até a época dos viquingues (por volta do ano 1 000).

A Idade do Ferro é o último dos três principais períodos no Sistema de Três Idades, utilizado para classificar as sociedades pré-históricas, sendo precedido pela Idade do Bronze. A data de início, duração e contexto varia de acordo com a região estudada. O primeiro surgimento conhecido de sociedades com nível cultural e tecnológico correspondente à Idade do Ferro se dá no século XII a.C. em diversos locais: no Oriente Próximo, na Índia antiga, com a civilização védica, na Grécia antiga, durante a Idade das Trevas grega e na França pré-indo-européia/pré-romana.

Em outras regiões europeias, o início da Idade do Ferro foi bastante posterior, não tendo se desenvolvido na Europa central até século VIII a.C., até o século VI a.C. no norte de Europa. Na África o primeiro exponente conhecido do uso do ferro pela fundição e forja se dá na cultura Nok, na atual Nigéria, por volta do século XI a.C. Porém se acredita que o ferro meteorítico, uma liga de ferro-níquel, fosse já usado por diversos povos antigos milhares de anos antes da Idade do Ferro, já que sendo nativo no seu estado metálico, não necessitava a extração e fusão do mineral.

Ilírios

Os ilírios eram um povo indo-europeu que habitou o oeste dos Bálcãs (do Epiro à Panônia) e partes do sul da Itália no início da Era Cristã. Eles falavam línguas que estão agrupadas como línguas ilíricas, um ramo separado do indo-europeu.

Os ilírios devem ter aparecido na parte ocidental da península Balcânica por volta de 1000 a.C., no período que coincide com o fim da Idade do Bronze e o começo da Idade do Ferro. Os ilírios não eram um corpo unificado mas um grupo de várias tribos diferentes. Essas tribos, contudo, possuiam uma cultura comum e línguas faladas relacionadas.

Se a língua albanesa descende de uma língua ilíria é um ponto de disputa entre os acadêmicos. A única língua ilíria atestada é o messápico, que não é proximo do albanês.

Javé

Javé (em hebraico: יהוה) — YAHWEH) foi o deus nacional dos reinos da Idade do Ferro de Israel (Samaria) e Judá, no Levante. Suas origens exatas são contestadas, apesar de remontarem à Idade do Ferro primitiva e até à Idade do Bronze tardia: seu nome pode ter começado como um epíteto de El, o principal deus do panteão cananeu da Idade do Bronze, mas as mais antigas menções plausíveis de Yahweh estão em textos egípcios que se referem a um nome de local de sonoridade semelhante associado aos nômades shasu do sul da Transjordânia.Na mais antiga literatura bíblica, Javé é um típico "guerreiro divino" do Oriente Médio, que lidera o exército celestial contra os inimigos de Israel; ele mais tarde se tornou o principal deus do reino de Israel (Samaria) e de Judá, e com o tempo a corte real e o templo promoveram Javé como o deus de todo o cosmos, possuindo todas as qualidades positivas anteriormente atribuídas aos outros deuses e deusas. No final do exílio babilônico (século VI a.C.), a própria existência de deuses estrangeiros foi negada e Javé passou a ser proclamado como o criador do universo e o verdadeiro deus de todo o mundo.

Língua grega antiga

A língua grega antiga ou clássica (ἡ Ἑλληνικὴ γλῶσσα, hē Hellēnikḕ glō̃ssa, em grego antigo) é uma língua indo-europeia extinta, falada na Grécia durante a Antiguidade e que evoluiu para o grego moderno.

O grego (em contexto geral de sua evolução) foi um importante idioma que contribuiu para a formação de vários idiomas, como o português por exemplo com a ajuda do latim.

Macedónia Antiga

A Macedónia (pt) ou Macedônia (pt-BR) Antiga (em grego: Μακεδονία; transl.: Makedonía) tem sua história vinculada aos povos que habitavam a região Grécia e Anatólia na Antiguidade. Segundo estudos arqueológicos, os antepassados dos macedónios se situam no começo da Idade do Bronze. A partir do ano 700 a.C., o povo denominado macedónio emigrou para o leste, a partir de sua terra natal às margens do rio Haliácmon. Com Amintas I, o reino se estendeu além do rio Áxio até à península de Calcídica. Egas foi a capital do reino até quase 400 a.C., quando o rei Arquelau I a transferiu para Pela.

A Macedónia alcançou uma posição hegemônica dentro da Grécia durante o reinado de Filipe II, o Caolho (r. 359-336 a.C.). Alexandre III (O Grande), filho de Filipe e aluno do filósofo Aristóteles, levou os exércitos da Macedónia ao Egito, derrotou o Império Aquemênida e chegou até a Índia.

Construído num curto período de onze anos, o Império Macedónico contribuiu com a difusão da cultura grega no Oriente. Alexandre fundou uma grande quantidade de cidades e promoveu a fusão da cultura grega com a dos povos conquistados, dando origem ao que se conhece por helenismo.

Montes Tauro

Os Montes Tauro (árabe,جبال طوروس, turco: Toros Dağları) são uma cadeia montanhosa no sul da Turquia, donde os rios Eufrates e Tigre correm em direcção à Síria e ao Iraque.

Este sistema montanhoso estende-se desde o lago Eğirdir a oeste até às zonas mais altas do Eufrates e do Tigre a leste. Possui inúmeros picos acima dos 3 000 metros, sendo o ponto mais alto o cume Demirkazık na região conhecida como Aladağlar, com 3 756 metros de altitude. Outro pico notável é o Medetsiz (3 524 m) na secção de Bolkar Dağları.

Divide a região mediterrânica da Turquia meridional do planato central da Anatólia.

O passo conhecido na antiguidade como Portas da Cilícia atravessa a cadeia montanhosa a norte de Tarso, local de nascimento do apóstolo Paulo.

O calcário sofreu erosão produzindo-se paisagens cársticas com quedas de água, rios subterrâneos e as maiores cavernas da Ásia.

Em Kestel existe um sítio arqueológico da Idade do Bronze com evidências antigas de mineração de estanho.

Ovis aries

A ovelha (Ovis aries) é um mamífero ruminante bovídeo da sub-família Caprinae. O carneiro é o macho da ovelha e os juvenis são cordeiros, anhos ou borregos.

É um animal de enorme importância econômica como fonte de carne, laticínios, lã e couro. Criado em cativeiro em todos os continentes, a ovelha foi domesticada na Idade do Bronze a partir do Urial (Ovis orientalis), que vive actualmente nas montanhas da Turquia e Iraque, ou de outras espécies da ovinos da região.

As ovelhas são, quase sempre, criadas em rebanhos. O manejo requer cuidados, seja pelo fato de se tratar de um rebanho grande, ou por serem animais sensíveis. Nas regiões mais frias, como no sul do Brasil, o cuidado com as crias recém-nascidas deve ser intenso, já que a época de partos coincide com os meses de inverno, quando se tratar de raças que possuem sazonalidade reprodutiva.

Além do frio, os criadores devem atentar para raposas, lobos e outros predadores, que cercam as fêmeas e roubam-lhes os filhotes.

A lã, retirada no início do verão, importante fonte de renda para o criador, torna a crescer, garantindo ao animal a sua própria defesa ao frio.

Basicamente, a ovelha (fêmea) é um animal dócil, e sem nenhum mecanismo natural de defesa; o que deve ter influenciado para, na cultura popular, estar associada à ideia de inocência. No caso dos carneiros (machos) é necessária alguma precaução com alguns animais mais agressivos, pois estes podem usar as hastes de forma perigosa.

Skinfaxi e Hrimfaxi

Na mitologia nórdica, Skinfaxi e Hrimfaxi são os dois cavalos de Dagr (dia) e Nótt (noite). Os nomes de Skinfaxi e Hrimfaxi são bahuvrihi, que significam "juba brilhante" e "juba de gelo", respectivamente. Skinfaxi puxa a carruagem de Dagr pelo céu todos os dias e sua juba iluminou o céu e a terra abaixo.Um problema geral com a mitologia nórdica é a falta de fontes escritas e confiáveis. Escandinávia é uma área com enorme impacto das transformações geológicas com as principais chances na estrutura de resoluções. O artefato de Tundholm é um dos mais fortes de prova para a mitologia da Skinfaxi.

O mito da Skinfaxi é acreditado tendo origens na religião nórdica da Idade do Bronze, para a qual há fortes evidentes sobre as crenças envolvendo um cavalo puxando o sol através do céu. A carruagem solar de Trundholm é puxada por um único cavalo, e foi imaginada para ser puxada de volta do oeste para o leste do céu por um segundo cavalo. Relacionados são Arvak e Alsvid, os cavalos da carruagem de Sól, que são um grupo de dois cavalos que puxam uma única carroceria.

Troia

Troia AO 1990 (em grego antigo Τροία, transl. Troia, ou Ίλιον, transl. Ílion; em latim Troia ou Ilium; em hitita Wilusa ou Truwisa; em turco Truva) é uma cidade lendária, onde ocorreu a célebre Guerra de Troia, descrita na Ilíada, um dos poemas atribuídos a Homero.

Hoje é o nome de um sítio arqueológico em Hisarlik, na Anatólia, próximo à costa em que está hoje a província turca de Çanakkale, a sudoeste do Monte Ida.

Uma nova cidade foi fundada no sítio no reinado do imperador romano Augusto. Floresceu até o estabelecimento de Constantinopla, e declinou gradualmente durante os tempos bizantinos.

Nos anos 1870 o arqueólogo alemão Heinrich Schliemann escavou a área. As escavações revelaram várias cidades construídas em sucessão a cada outra. Uma das cidades (Troia VII) é frequentemente identificada com a Troia homérica. Enquanto uma identidade é disputada, o sítio é sucessivamente identificado com a cidade chamada Wilusa em textos hititas; Ilion (grafada originalmente como Ϝιλιον, Wilion, com a letra grega Ϝ) é tida como a versão grega daquele nome.

Velho Mundo

Velho Mundo é um termo generalizado e relativamente recente que define o mundo conhecido pelos europeus no século XV, ou seja, a Eurásia e África: os continentes europeu, africano, asiático e os quatro arquipélagos da Macaronésia.É um termo usado geralmente em oposição a Novo Mundo (que inclui as Américas). A Eurásia e África recebem o nome de Velho Mundo porque foi neste lugar que surgiram as mais antigas civilizações de que se tem conhecimento. Foi em áreas do norte da África e em partes da Ásia que se desenvolveram, por volta de 7 000 a 3 000 anos atrás, sociedades como a fenícia, a suméria, a assíria e a egípcia. Também fósseis ou esqueletos mais antigos do gênero Homo, da qual pertence a espécie Homo sapiens (o ser humano moderno), foram encontrados em certas regiões do Velho Mundo, como a África, o Oriente Médio, a Europa e a China.

Dessa forma, tanto o Homo sapiens (há cerca de 200 mil anos) como a civilizações mais antigas (a cerca de 4.000 anos) parecem ter se dado no Velho Mundo, em regiões asiáticas e africanas. No contexto da arqueologia e da história do mundo, o termo "Velho Mundo" inclui as partes do mundo que estavam em contato cultural (indireto) a partir da Idade do Bronze, resultando no desenvolvimento paralelo das primeiras civilizações, principalmente na zona temperada entre aproximadamente os paralelos 45 e 25, na região do Mediterrâneo, da Mesopotâmia, o planalto iraniano, o subcontinente indiano e atual China.

Essas regiões foram conectadas pela rota comercial da Rota da Seda e tiveram um período pronunciado da Idade do Ferro após a Idade do Bronze. Em termos culturais, a Idade do Ferro foi acompanhada pela chamada Era Axial, referindo-se a desenvolvimentos culturais, filosóficos e religiosos, levando eventualmente ao surgimento na Europa da filosofia de Parmenides, Platão, Heráclito, Arquimedes e Tucídides; no planalto iraniano o surgimento do zoroastrismo a partir dos ensinamentos de Zoroastro; na Judéia o surgimento da primeira religião abraâmica: o judaísmo, com seus profetas Elias, Isaías e Jeremias (entre outros); No subcontinente indiano o Mahavira fundaria o jainismo e

o Buda fundaria o budismo; no Extremo Oriente tem se a filosofia de Lao-Tsé, de Confúcio, Mozi e Chuang-Tzu, entre outros. O filósofo alemão Karl Jaspers argumenta que "os fundamentos espirituais da humanidade foram lançados simultaneamente e independentemente na China, Índia, Pérsia, Judeia e Grécia. E esses são os fundamentos sobre os quais a humanidade ainda subsiste hoje".Existe também o Novíssimo Mundo, referente a Oceania, que é constituída pela Austrália, Nova Guiné, Nova Zelândia, entre outras ilhas.

Noutras línguas

This page is based on a Wikipedia article written by authors (here).
Text is available under the CC BY-SA 3.0 license; additional terms may apply.
Images, videos and audio are available under their respective licenses.