Idade da Pedra

A Idade da Pedra[1] é o período da Pré-história durante o qual os seres humanos criaram ferramentas de pedra, sendo então, a tecnologia mais avançada naquela época. A madeira, os ossos e outros materiais também foram utilizados (cornos, cestos, cordas, couro...), mas a pedra foi utilizada para fabricar ferramentas e armas, de corte ou percussão.

Contudo, esta é uma circunstância necessária, mas insuficiente para a definição deste período, já que nele tiveram lugar fenômenos fundamentais para o ser humano, quanto às aquisições tecnológicas (fogo, ferramentas, moradia, roupa, etc), a evolução social, as mudanças do clima, a diáspora do ser humano por todo o mundo habitável, desde o seu berço africano, e a revolução econômica desde um sistema caçador-coletor, até um sistema parcialmente produtor (entre outras coisas).

O intervalo de tempo que abrange a Idade da Pedra é ambíguo, disputado e variável segundo a região em questão. Por exemplo, escavações mostraram que enquanto em certos lugares como a Grã-Bretanha se vivia na Idade da Pedra, em outros, como Roma, Egito e China, já se usavam os metais e conhecia-se a escrita. Alguns grupos humanos nunca desenvolveram a tecnologia do metal fundido e, portanto, ficaram numa idade de pedra até se encontrarem com culturas tecnologicamente mais desenvolvidas [2].

Em geral, acredita-se que este período começou na África faz 2,5 milhões de anos, com a aparição da primeira ferramenta humana (ou pré-humana). A este período seguiu-se o Calcolítico ou Idade do Cobre e, sobretudo, a Idade do Bronze, durante a qual as ferramentas desta liga chegaram a ser comuns; esta transição ocorreu entre 6000 a.C. e 2500 a.C.

Bifaz triangular
Biface triangular, ferramenta de pedra talhada.

Tradicionalmente vem-se a dividir a Idade da Pedra em Paleolítico (ou Idade da Pedra Lascada), com um sistema econômico de caça-coleta e Neolítico (ou Idade da Pedra Polida), no qual se produz a revolução para o sistema econômico produtivo e sedentário: agricultura e pecuária. Há um período intermédio chamado de Mesolítico, no qual usavam, ao mesmo tempo, instrumentos de pedra lascada e pedra polida. Os três períodos, por sua vez, encontram-se subdivididos.

História
Pré-história Idade da Pedra Paleolítico 2.5 milhões - 10.000 a.C.
Mesolítico 13.000 - 9.000 a.C.
Neolítico 5.000 - 3.000 a.C.
Idade dos Metais Idade do Cobre 3.300 - 1.200 a.C.
Idade do Bronze 3.300 - 700 a.C.
Idade do Ferro 1.200 a.C. - 1.000
Idade Antiga Antiguidade Oriental 4.000 a.C. - 500 a.C.
Antiguidade Clássica 800 a.C. - 476
Antiguidade tardia 300 - 476
Idade Média Alta Idade Média 476 - 1000
Baixa Idade Média Idade Média Plena séc. XI - XIII
Idade Média Tardia séc. XIV - XV
Idade Moderna 1453 - 1789
Idade Contemporânea 1789 -

Mudança climática e geográfica

Quando o clima começou a esfriar na Europa ocidental, os homens cobriram-se de peles de animais, procurando cavernas para se abrigar, em cujas paredes deixaram notáveis desenhos, como os encontrados na Espanha e França.

Os vestígios mais antigos do Neolítico foram encontrados na Çatalhüyük e Jericó, datando de cerca, de 7000 a.C.. O sílex (rocha sedimentar) com que os homens faziam os utensílios era tirado de minas, cortado e polido, transformando-se em ferramentas. Com um clima mais ameno, houve a possibilidade de cultivar, criar animais e construir casas, começando a viver em grupos maiores, muitas vezes em colinas fortificadas. Conheciam a cerâmica, faziam roupas, abriam caminhos e enterravam os mortos sob pequenos montes.

Mesmo depois que o bronze e o ferro se tornaram conhecidos, os utensílios e o modo de vida da Idade da Pedra ainda permaneceram durante algum tempo.

Os estudiosos acreditam que, uma vez que o homem da Idade da Pedra ainda não conhecia a escrita, os desenhos que gravava nas paredes das cavernas demonstram a necessidade do ser humano de se comunicar.

Significância histórica

A Idade da Pedra é praticamente contemporânea com a evolução do gênero Homo, com a única exceção sendo, possivelmente, bem em seu começo, quando espécies anteriores ao Homo podem ter fabricado ferramentas. O berço do gênero, de acordo com a idade e a localização das evidências atuais, é o Vale do Rift, especialmente no norte da Etiópia, onde é cercado por pradarias. O parente mais próximo entre os outros primatas ainda vivos, o gênero Chimpanzé, representa um ramo que continuou nas profundezas das florestas, onde os primatas evoluíram. O Rift serviu como um canal para o movimento em direção ao sul da África e também para o norte pelo Nilo, no Norte da África e pela continuação do vale em Levante até as vastas pradarias da Ásia.

A partir de cerca de 3 milhões de anos atrás, um único bioma se estabeleceu da África do Sul pelo vale, norte da África, e atravessando a Ásia até a China, que foi chamado recentemente de "Savanastão transcontinental".[3] A partir das pradarias no Rift, os ancestrais do homem encontraram um nicho ecológico e desenvolveram uma dependência em relação a ele. O Homo erectus, antecessor do homem moderno, tornou-se um "morador da savana equipado com ferramentas".[4]

Arqueologia da Idade da Pedra

Início da Idade da Pedra

As mais antigas ferramentas deste período foram feitas em pedra, dando origem ao nome. Em alguns sítios em Gona, Etiópia, nos sedimentos do Rio Awash, que serviu para datá-los. Todas as ferramentas vieram da Formação de Busidama, que localiza-se sobre uma desconformidade, ou camada ausente, que seria de 2,9-2,7 milhões de anos atrás. Os sítios mais antigos contendo ferramentas são datados de 2,6-2,55 milhões de anos atrás. [5] Uma das condições mais intrigantes sobre esses sítios é que eles são do Plioceno tardio, em que antes de sua descoberta, pensava-se que as ferramentas surgiram apenas no Pleistoceno. Rogers e Semaw, escavadores na localidade, afirmam que:[6]

"…os mais antigos construtores de ferramentas de pedra eram exímios escultores... As razões possíveis atrás dessa aparente transição abrupta da ausência de ferramentas de pedra para a sua presença incluem... lacunas no registro geológico."

Os escavadores estão confiantes que mais ferramentas serão encontradas em outro lugar, de 2,9 milhões de anos atrás. As espécies que fizeram as ferramentas do Plioceno permanecem desconhecidos. Fragmentos de Australopithecus garhi, Australopithecus aethiopicus e Homo, possivelmente Homo habilis, foram encontrados em sítios de idades aproximadas às das ferramentas mais antigas.[7] De 420.000 a 200.000 anos atrás, humanos pré-históricos na caverna de Qesem preservaram o osso junto com a pele, por um período que pode durar muitas semanas. Os ossos eram usados como 'latas' que preservaram a medula óssea por um longo período, até a hora de tirar a pele seca, quebrar o osso e comer a medula.[8]

Fim da Idade da Pedra

O descobrimento da técnica de fundição de minério terminou a Idade da Pedra e começou a Idade dos Metais. O primeiro metal mais utilizado foi o bronze, uma liga de cobre e estanho, cada um sendo fundido separadamente. A transição da Idade da Pedra para a Idade do Bronze foi um período durante o qual as pessoas modernas podiam fundir o cobre mas ainda não eram capazes de obter o bronze, uma época chamada de Idade do Cobre, ou mais tecnicamente, o Calcolítico, "idade da pedra-cobre". O Calcolítico, por convenção, é o período inicial da Idade do Bronze e é, sem dúvidas, parte da Idade dos Metais. A idade do Bronze foi seguida pela Idade do Ferro. Durante todo o tempo, a pedra continuou em uso paralelamente com os metais em alguns objetos, incluindo aqueles que também eram usados no Neolítico, como a cerâmica de pedra. Homens civilizados eram, agora, exímios artesãos de pedras.

A transição para o fim da Idade da Pedra ocorreu entre 6 mil a.C. e 2,5 mil a.C. para a maioria dos humanos que viviam no norte da África e na Eurásia. A primeira evidência de metalurgia humana data do período entre o 5º e o 6º milênio a.C. em sítios arqueológicos de Majdanpek, Yarmovac e Plocnik (machados de cobre de 5500 a.C. pertencentes à cultura Vincha)[9] e a mina de Rudna Glava na Sérvia. O Ötzi, uma múmia de aproximadamente 3300 a.C. carregava consigo um machado de cobre e uma faca de pedra.

Em regiões como a África subsariana, a Idade da Pedra foi seguida diretamente pela Idade do Ferro. As regiões do Oriente Médio e do Sudeste Asiático saíram da Idade da Pedra, tecnologicamente, por volta de 6000 a.C. A Europa e o resto da Ásia tornaram-se sociedades pós-Idade da Pedra por volta de 4000 a.C. As culturas proto-incas da América do Sul continuam no nível da Idade da Pedra até 2000 a.C., quando o ouro, cobre e prata possibilitaram sua evolução, com o resto seguindo depois. A Austrália permaneceu na Idade da Pedra até o século XVII. A fabricação de ferramentas de pedra continuou. Na Europa e na América do Norte, mós continuaram bastante em uso até o século XX, e ainda são usados em muitas partes do mundo.

O conceito de Idade da Pedra

O termo nunca foi usado para sugerir que o avanço e os períodos de tempo na pré-história são medidos apenas pelo tipo de material das ferramentas, mas sim, por exemplo, pela organização social, fontes de alimentos, adaptação ao clima, adoção da agricultura, cozimento, assentamento humano e religião. Assim como a cerâmica, a tipologia das ferramentas de pedra combinada com a sequência relativa dos tipos em várias regiões fornecem um quadro cronológico da evolução do homem e da sociedade. Eles servem como diagnósticos de datas, ao invés de caracterizar as pessoas e a sociedade.

A análise lítica é uma grande forma de investigação arqueológica especializada. Ela envolve a medida das ferramentas de pedra para determinar sua tipologia, função e tecnologia envolvida. Ela inclui estudos científicos da redução lítica de matérias-primas, examinando como os artefatos foram feitos. A maioria desses estudos ocorrem em laboratórios com a presença de vários especialistas. Na arqueologia experimental, os pesquisadores tentam criar réplicas das ferramentas, a fim de entender como elas foram feitas. Flintknappers são artesãos que utilizam ferramentas afiadas para reduzir pedras de sílex em ferramentas de pedra.

National park stone tools
Uma variedade de ferramentas de pedra.

Além da análise lítica, os estudiosos da pré-história utilizam uma grande variedade de técnicas derivadas de múltiplos campos. O trabalho do arqueologista em determinar o paleocontexto e a sequência relativa das camadas é suplementado pelos esforços do especialista em geologia em identificar camadas de pedra através do tempo geológico, do especialista em paleontologia em identificar ossos e animais, do palinologista em descobrir e identificar espécies de plantas, do físico e do químico nos laboratórios em determinar datas através de carbono-14, potássio-argônio e outros métodos. Os estudos da Idade da pedra nunca se focaram apenas nas ferramentas de pedra e na arqueologia, que são apenas uma forma de evidência. O foco principal sempre foi a sociedade e o povo físico a que pertenciam.

Apesar de sua grande utilidade, o conceito de Idade da Pedra tem suas limitações. O intervalo de datas desse período é ambíguo, disputado e variável de acordo com a região em questão. Enquanto é possível falar de um período da 'idade da pedra' geral para toda a humanidade, alguns grupos nunca desenvolveram a tecnologia de fundição de metal, permanecendo na 'idade da pedra' até eles encontrarem outras culturas tecnologicamente desenvolvidas. O termo foi criado para descrever as culturas arqueológicas da Europa. Ele pode não ser sempre o melhor termo em relação a regiões como algumas partes da Índia e Oceania, onde os agricultores e os caçadores-coletores usavam pedra para construir ferramentas até o começo da colonização européia.

Os arqueologistas do final do século XIX e começo do século XX, que adaptaram o Sistema de Três Idades a suas ideias, esperavam combinar a antropologia cultural e a arqueologia de um jeito que uma específica tribo contemporânea pudesse ser usada para ilustrar o estilo de vida e crenças do povo com uma específica tecnologia da Idade da Pedra. Como uma descrição dos povos que vivem hoje, o termo idade da pedra é controverso. A Associação dos Antropologistas Sociais desencorajam seu uso, asseverando:[10]

"Descrever qualquer grupo vivo como 'primitivo' ou 'da Idade da pedra' inevitavelmente implica que eles estão vivendo em algum estágio anterior do desenvolvimento humano por qual a maioria da humanidade já passou. Para alguns, isso poderia ser uma descrição positiva, implicando, por exemplo, que tais grupos vivem em uma maior harmonia com a natureza... Para outros, ... 'primitivo' é uma caracterização negativa. Para eles, 'primitivo' denota uso irracional de recursos e ausência de padrões intelectual e moral de sociedades humanas 'civilizadas'... Do ponto de vista do conhecimento antropológico, essas duas visões são igualmente fechadas e simplistas."

O Sistema de Três Idades

Na década de 1920, arqueologistas sul-africanos que estavam organizando coleções de ferramentas de pedra daquele país observaram que eles não se encaixavam nos detalhes do Sistema de Três Idades. Nas palavras de J. Desmond Clark,[11]

"Logo se percebeu que a divisão em três partes da cultura em Idades da Pedra, Bronze e Ferro adotada no século XIX para a Europa não tinha nenhuma validade na África fora do vale do Nilo."

Consequentemente, eles propuseram um novo sistema para a África, o Sistema de Três Estágios. Tal sistema é válido para o norte da África; na África Subsariana, o sistema é o melhor.[12] Na prática, o fracasso dos arqueólogos africanos em manter essa distinção na mente, ou explicar o que cada um significa, contribui para grandes equívocos presentes na literatura. Existem efetivamente duas Idades da Pedra, uma parte das Três idades e outra que constitui os Três estágios. Eles se referem aos mesmos artefatos e tecnologias, mas variam de acordo com a localidade e época.

O Sistema de três estágios foi proposto em 1929 por Astley John Hilary Goodman, um arqueólogo profissional, e Clarence van Riet Lowe, um engenheiro civil e arqueólogo amador, em um artigo intitulado "Culturas da Idade da Pedra na África do Sul" no jornal Anais do Museu Sul-africano. Até então, as datas do começo da Idade da Pedra, ou Paleolítico, e final da Idade da Pedra, ou Neolítico (neo = novo), eram muito sólidas e eram consideras por Goodwin como absolutas. Ele, então, propôs uma cronologia relativa de períodos com datas variáveis, que se chamaria de Idades da Pedra Inicial e Tardio. A Idade da Pedra Média não iria trocar de nome nem significaria Mesolítico.[13]

A dupla, assim, reinventou a Idade da Pedra. Na África Subsaariana, entretanto, ela terminou com a intrusão da Idade do Ferro pelo norte. O Neolítico e a Idade do Bronze nunca ocorreram. Além disso, as tecnológicas incluídas nesses 'estágios', como Goodwin os chamava, não eram exatamente os mesmos. Desde então, os termos relativos originais passaram a se identificar com as tecnologias do Paleolítico e Mesolítico, então eles não eram mais relativos. Ademais, havia uma tendência de diminuiu o grau comparativo em favor do positivo: resultando em dois grupos de Idades da Pedra Inicial, Médio e Tardio com conteúdo e cronologias bem diferentes

Por um acordo voluntário, os arqueólogos respeitam as decisões do Congresso Pan-Africano de Pré-História, que se encontra a cada quatro anos para resolver assuntos de arqueologia trazidos a ele. Os delegados são internacionais; a organização leva o nome do tema. Louis Leakey sediou o primeiro evento em Nairobi, em 1947. Adotava-se o Sistema de Três Estágios de Goodman e Loew naquela época.

Os problemas das transições

O problema das transições na arqueologia é um ramo do problema da continuidade da filosofia geral, que examina como objetos discretos de qualquer tipo e que são contíguos de qualquer modo podem ser presumidos que têm uma relação. Na arqueologia, a relação é de causalidade. Se pode se presumir que o período B descende do período A, deve existir uma fronteira entre A e B, ou fronteira A-B. O problema reside na natureza dessa fronteira. Se não existe nenhuma fronteira distinta, então a população de A repentinamente parou de usar os costumes característicos de A e passou a usar aqueles de B, um cenário improvável no processo de evolução. Uma fronteira de períodos mais realista, a transição A/B, existe, na qual os costumes de A gradativamente são abandonados e aqueles de B são incorporados. Se as transições não existissem, então não haveria qualquer prova de continuidade entre A e B.

A Idade da Pedra da Europa, tipicamente, está sem transições. Os criadores do moderno sistema de três estágios do século XIX e do começo do século XX reconheceram o problema da transição inicial, o vácuo entre o Paleolítico e o Neolítico. Louis Leakey forneceu uma parte da resposta ao provar que o homem evoluiu na África. A Idade da Pedra deve ter começado lá para ser levada repetidamente para a Europa pelas populações migrantes. As diferentes fases da Idade da Pedra, assim, poderiam aparecer lá sem nenhuma transição. O fardo sobre os arqueólogos africanos tornou-se ainda maior, pois agora eles precisavam encontrar as transações que faltavam na África. O problema é difícil e permanente.

Após sua adoção pelo Primeiro Congresso Pan-africano, em 1947, a cronologia dos três estágios foi alterada pelo Terceiro Congresso em 1955 a fim de incluir um primeiro período intermediário entre o Inicial e o Médio, para abranger as tecnologias Fauresmith e Sangoan, e o segundo período intermediário entre o Médio e o Tardio, para englobar a tecnologia Magosian e outras. A base cronológica, por definição, era inteiramente relativa. Com a chegada dos meios científicos para encontrar uma cronologia absoluta, os dois períodos intermediários se transformaram em fogo-fátuo. Eles eram, na verdade, Paleolítico Médio e Paleolítico Inferior. O fauresmith hoje é considerado ser uma fácies da cultura Acheuliana, enquanto Sangoan é uma fácies de Lupemban.[14] Magosian é "uma mistura artificial de dois diferentes períodos. "[15]

Uma vez questionado seriamente, os períodos intermediários não esperaram pelo próximo Congresso Pan-africano, daqui a dois anos, mas foram rejeitados oficialmente em 1965 (novamente em uma base consultiva) pela 29ª Conferência de Burg Eartenstein, Investigação Sistemática do Terciário Tardio e Quaternário Africanos,[16] uma conferência de prestígio em antropologia organizada pela Fundação Wenner-Gren, no Castelo de Burg Wartenstein, que na época pertencia à Áustria, que contou com os mesmos especialistas chaves que compareceram o Congresso Pan-africano, incluindo Louis Leakey e Mary Leakey, que entregou uma apresentação piloto de sua análise tipológica das ferras da Idade da Pedra Inicial, a ser incluída em sua contribuição de 1971, Olduvai Gorge, "Excavations in Beds I and II, 1960-1963."[17]

Entretanto, apesar de os períodos intermediários terem sido superados, a busca pelas transições continuou.

Cronologia

Five Myr Climate Change
Correlação entre temperatura e tempo pelos últimos 5 milhões de anos. Ao invés dos esquemas simplistas de "Primeiro Glacial", "Primeiro Interglacial" etc. do final do século XIX e começo do século XX, uma onda cíclica complexa aparece nas evidências climatológicas. A Idade da Pedra começou onde a tendência geral de temperatura começou a cair. De 2,7 a 5 milhões de anos atrás localiza-se o Paleolítico Inferior. Um ecossistema de savana prevaleceu pela Eurásia e toda a África, exceto a África central. Durante essa época, o gênero Homo caçava pelas savanas e desenvolveu uma dependência de ferramentas. Por volta de 5 milhões de anos atrás, a freqüência dos ciclos diminuiu e a amplitude cresceu, repetidamente congelando no norte por longos períodos e perturbando a maior parte das savanas. Durante essa época, o homem e suas tecnologias mudavam mais rapidamente, sugerindo uma correlação, mas o assunto ainda é muito teórico e especulativo.
(Figura em inglês)

Em 1859, Jens Jacob Worsaae propôs pela primeira vez uma divisão da Idade da Pedra em uma parte antiga e outra nova, baseada em seu trabalho com sambaquis dinamarqueses que começaram em 1851.[18] Nas décadas seguintes, essa simples distinção desenvolveu-se nos períodos arqueológicos que existem hoje. As grandes subdivisões da Idade da Pedra de três idades passam pelas fronteiras de duas épocas geológicas na escala de tempo geológico:

A sucessão dessas fases varia muito de uma região (e cultura) para outra.

Cronologia das três idades

O Paleolítico ou Palaeolítico (do grego: παλαιός, palaios, velho; e λίθος, lithos, "pedra" lit. "pedra velha", cunhado pelo arqueólogo John Lubbock e publicado em 1865) é a divisão mais antiga da Idade da Pedra. Ela cobre a maior porção do tempo da humanidade (cerca de 99% da "história tecnológica humana",[19] em que "humano" e "humanidade" são interpretados para significar o gênero Homo), abrangendo de 2,5 ou 2,6 milhões de anos atrás, com o primeiro uso documentado de ferramentas de pedra por homininas como os Homo habilis, no fim do Pleistoceno, por volta de 10 mil a.C.[19] A era paleolítica terminou com o Mesolítico, ou em áreas com revolução neolítica, com o Epipaleolítico.

Paleolítico Inferior

Canto tallado 2-Guelmim-Es Semara
Essa é uma ferramenta de pedra do modo 1, ou Oldowan, do Saara ocidental. No Sistema de três idades, ele pertence ao Paleolítico Inferior. No Sistema de três estágios ele pertence à Idade da Pedra Inicial. Como o local de origem é o norte da África, o arqueólogo poderia escolher, mas nesse caso, o argumento é inteiramente semântico, baseado apenas em uma distinção verbal. Na África, o Paleolítico Inferior é a Idade da Pedra Inicial e eles são idênticos.

O Paleolítico Inferior começou na África. No seu final de sua fase africana, ele se propagou para a Eurásia, onde ele permaneceu por muito tempo depois de seu término na África. Por toda a sua extensão, o Paleolítico Inferior na Eurásia pode ser contemporâneo com o Médio e o Superior em regiões onde ele existia mas foi ultrapassado.

As ferramentas de pedra mais antigas documentadas foram encontradas na África Oriental, com fabricantes desconhecidos. Elas pertenciam a uma cultura hoje conhecida como Olduvaiense, na Garganta de Olduvai, na Tanzânia; entretanto, sítios na Etiópia mais tarde provaram que as peças eram mais antigas.

As ferramentas eram formadas batendo peças de pedregulhos do rio, ou pedras parecidas, com um martelo de pedra para obter pedaços grandes e pequenos com uma ou mais pontas afiadas. A pedra original é chamada de núcleo; as peças resultantes, de lascas. Normalmente, mas não necessariamente, pedaços pequenos são tirados de um pedaço maior, caso em que a o pedaço maior pode ser chamado de núcleo lítico e os pedaços pequenos de lascas. Na linguagem predominante, no entanto, é normal chamar todos os pedaços resultantes de lascas, o que pode ser confuso. Uma divisão ao meio é chamada de descamação bipolar.

Consequentemente, o método muitas vezes é chamado de "núcleo e lascas". Como as lascas eram relativamente pequenas comparadas com as posteriores ferramentas acheulianas, a tradição mais recentemente tem sido chamada de "pequenos flocos": [20]

"A essência do olduvaiense é a confecção e frequentemente o uso imediato de pequenas lascas."

Outro esquema de noemação é a "Pebble Core Technology (PBC) (Tecnologia de Núcleo de Seixo):"[21]

"Núcleos de seixo são … artefatos que foram moldados por diversos tipos de martelos."

Vários melhoramentos na forma foram chamados de trituradores, discoides, poliedros, subesferóides etc.[22] Entretanto, eles não foram construídos à toa.

O ponto central de sua utilidade é que cada uma é uma "rocha com ponta afiada", em locais onde a natureza não forneceu esse tipo de material. Há evidências adicionais que as ferramentas do Olduvaiense, ou Modo 1, foram utilizadas como "tecnologia de percussão"; isto é, eles foram concebidos para serem segurados pela extremidade e atacar algo com a ponta, cujo uso eles deram o nome de triturador. A ciência moderna conseguiu detectar células hemácias de mamíferos em ferramentas do Modo 1 em Sterkfontein, Membro 5 Leste, na África do Sul. Como o sangue deve ter vindo de uma morte fresca, os usuários da ferramentas provavelmente a utilizaram para abate. Resíduos de plantas grudados no silício de algumas ferramentas confirmam o uso na trituração de plantas.[23]

Apesar de atualmente a autoria das ferramentas permanecer desconhecida, as ferramentas do Modo 1 na África foram construídas e usadas predominantemente pelo Homo habilis. Não é possível dizer que eles desenvolveram essas ferramentas ou contribuíram com a tradição desta tecnologia. Eles continuaram a tradição de uma ainda desconhecida origem. Como os chimpanzés algumas vezes usam naturalmente a percussão para extrair ou preparar comida no ambiente selvagem e pode usar pedras naturais ou em pedaços, criando uma ferramenta olduvaiense, a tradição pode ser muito mais antiga do que os registros atuais indicam.

No fim do Olduvaiense na África, uma nova espécie apareceu na faixa do Homo habilis: o Homo erectus. A evidência mais antiga é um crânio inteiro, KNM-ER 3733 (um identificador de descoberta), de Koobi Fora, no Quênia, datado de 1,78 milhões de anos atrás.[24] Um fragmento de osso antigo, KNM-ER 2598, datado de 1,9 milhões de anos atrás é também considerado um bom candidato.[25] Transições na paleoantropologia são sempre difíceis de se encontrar, quando não impossível, mas baseado na morfologia "com pernas longas" compartilhada pelo H. habilis e H. rudolfensis no leste da África, sugeriu-se uma evolução a partir desses dois.[26]

A causa mais imediata para os novos ajustes parece ser um aumento da aridez na região e a conseqüente contração dos campos de savana, intercalados com árvores e bosques, que favoreciam campos abertos, datado de 1,8-1,7 milhões de anos atrás. Durante esse período de transição, a porcentagem de herbívoros entre as espécies de fósseis aumentou de 15-25% para 45%, dispersando as fontes de alimento e exigindo uma maior capacidade dos caçadores para viajar distâncias mais longas com conforto, o que o H. erectus obviamente tinha.[27] A prova essencial é a "dispersão" do H. erectus "por grande parte da África e da Ásia, substancialmente antes do desenvolvimento da tecnologia do Modo 2 e o uso do fogo...."[26] H. erectus levou as ferramentas do Modo 1 para a Eurásia.

De acordo com as evidências atuais (que podem ser mudadas a qualquer hora), as ferramentas do Modo 1 são documentadas de cerca de 2,6 milhões de anos a 1,5 milhões de anos atrás na África,[28] e a 0,5 milhões de anos para fora dele.[29] O gênero Homo é conhecido pelo H. habilis e H. rudolfensis de 2,3-2,0 milhões de anos atrás, com os últimos habilis com uma mandíbula superior de Koobi Fora, Quênia, de 1,4 milhões de anos atrás. O H. erectus é datado de 1,8-0,6 milhões de anos atrás.[30]

De acordo com esta cronologia, o Modo 1 foi herdado pelo Homo de hominídeos desconhecidos, provavelmente o Australopithecus e Paranthropus, que devem ter continuado com o Modo 1 e depois com o Modo 2 até sua extinção, o mais tardar em 1,1 milhões de anos atrás.Enquanto isso, os H. habilis viviam contemporaneamente nas mesmas regiões e herdaram as ferramentas por volta de 2,3 milhões de anos atrás. Por volta de 1,9 milhões de anos atrás, o H. erectus apareceu e viveu na mesma época que os outros. O Modo 1 era, agora, compartilhado por um grande número de hominídeos sobre as mesmas faixas, presumindo-se que existiram em diferentes nichos, apesar de arqueologia não ser precisa o suficiente para dizer isto.

As ferramentas da tradição olduvaiense chamaram a atenção dos arqueólogos pela primeira vez na Europa, onde, sendo intrusivo e não bem definido, comparado ao Achelense, elas eram intrigantes. O mistério seria elucidado pela arqueologia africana em Olduvai, mas enquanto isso, no começo do século XX, o termo "Pré-achelense" passou a ser usado na climatologia. C.E.P, Brooks, um climatologista britânico trabalhando nos Estados Unidos, usou o termo para descrever uma "pedra calcária de barro" embaixo de uma camada de cascalho em Hoxne, centro da Inglaterra, onde ferramentas achelenses foram encontradas.[31] Não se sabia se seriam encontradas quaisquer ferramentas no local e de quais tipos eram. Hugo Obermaier, um arqueólogo alemão contemporâneo trabalhando na Espanha afirmou que não era possível identificar a qual estágio do desenvolvimento humano correspondiam os depósitos descobertos, exceto que eram pré-achelenses. Essa incerteza foi esclarecida por escavações posteriores em Olduvai; no entanto, o termo continua em uso para contextos pré-achelenses, principalmente pela Eurásia, que são ainda indeterminados ou incertos mas sabendo-se que eles são ou passarão a ser ferramentas de pedra.[32]

Existem amplas associações do Modo 2 com o H. erectus na Eurásia. Associações H. erectus — Modo 1são escassas mas existem, especialmente no Extremo Leste. Uma grande evidência impede a conclusão que apenas o H. erectus alcançou a Eurásia: em Yiron, Israel, foram encontradas ferramentas do Modo 1 datadas de 2,4 milhões de anos atrás,[33] cerca de 500 mil anos antes que as descobertas conhecidas do H. erectus. Se a data estiver correta, outro hominídeo precedeu o H. erectus fora da África ou o H. erectus mais antigo ainda não foi encontrado.

Ver também

Referências

  1. C. J. Thomsen expõe em 1836 o sistema das Três Idades para classificar os materiais pré-históricos: Idade da Pedra, Idade do Bronze e Idade do Ferro.
  2. Ainda hoje, em alguns lugares do mundo, como a Nova Zelândia, há tribos que mal estão saindo do modo de vida da Idade da Pedra. Algumas das tribos Maoris estão nessa situação
  3. Barham & Mitchell 2008, p. 106
  4. Barham & Mitchell 2008, p. 147
  5. Rogers & Semaw 2009, pp. 162–163
  6. Rogers & Semaw 2009, p. 155
  7. Rogers & Semaw 2009, p. 164
  8. «Prehistoric humans ate bone marrow like canned soup 400,000 years ago: Bone and skin preserved the nutritious marrow for later consumption». ScienceDaily (em inglês). Consultado em 14 de outubro de 2019
  9. «Neolithic Vinca was a metallurgical culture». Archaeo News. Reuters. 17 de novembro 2007. Consultado em 25 de janeiro 2011
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  16. Barham & Mitchell 2008, p. 477
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Bibliografia

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Ligações externas

Abrigos na Rocha de Bhimbetka

Os Abrigos na Rocha de Bhimbetka compõem um sítio arqueológico e são um dos locais classificados como Património Mundial pela UNESCO. Estão localizados na Índia, no estado de Madhya Pradesh. Os abrigos de Bhimbetka exibem os traços mais antigos de vida humana na Índia; suas pinturas em rocha da Idade da Pedra têm aproximadamente 9.000 anos, algumas das mais antigas do mundo.

O nome Bhimbetika vem de um personagem do épico hindu Mahabharata.

Os abrigos ficam a 45 km ao sul de Bhopal. Toda a área é coberta por uma vegetação espessa e florestas ricas de fauna e flora. Há uma significativa semelhança com outras pinturas em rocha em locais como o Parque Nacional Kakadu, na Austrália, no Deserto de Kalahari e na caverna de Lascaux, na França.

Os local foi mencionado pela primeira vez em relatórios arqueológicos da Índia em 1888 como um local budista. As pinturas foram descobertas em 1957 pelo arqueólogo indiano Vishnu Shridhar Wakankar. Estudos arqueológicos revelam uma seqüência contínua de culturas da Idade da Pedra (do período Acheulense até o Mesolítico. Os abrigos apresentam várias pinturas interessantes que mostram a vida das pessoas que viviam nas cavernas, incluindo cenas de nascimentos, danças e bebidas, ritos religiosos e enterros, bem como o meio ambiente ao redor. As pinturas também mostram animais como bisões, elefantes, pavões, rinocerontes e tigres.

Age of Empires

Age of Empires é uma série de jogos eletrônicos para computador e consoles portáteis desenvolvida pela Ensemble Studios e publicada pela Microsoft. O primeiro título da série foi Age of Empires, lançado em 1997. Depois dele, outros seis títulos da franquia principal e quatro títulos derivados foram lançados. A maior parte da série é formada pelo gênero de estratégia em tempo real, sendo que seus modos de jogo se resumem a dois estilos principais: mapa aleatório e campanha. Além do gênero, os jogos da série são caracterizados por marcarem eventos históricos e muitas outras surpresas.

Os dois primeiros títulos da série são focados em eventos ocorridos na Europa, na Ásia e na África desde a idade da pedra até a Antiguidade Clássica, sendo o jogo Age of Empires baseado nas guerras antigas no ocidente e no oriente durante as quatro idades da Antiguidade (Idade da Pedra, Idade da Pedra Polida (chamada no jogo de Idade da Ferramenta), Idade do Bronze e Idade do Ferro) e seu pacote de expansão The Rise of Rome baseado na formação e expansão do Império Romano.

Os dois títulos que se seguiram (o jogo Age of Empires II: The Age of Kings e seu pacote de expansão, The Conquerors) retratam as conquistas militares da Idade Média, início da Idade Moderna e a conquista espanhola do Império Asteca.

Os três títulos subsequentes (o jogo Age of Empires III e seus pacotes de expansão The WarChiefs e The Asian Dynasties) exploram as épocas pré-modernas, incluindo os períodos da colonização européia da América e a expansão de várias nações asiáticas.

Em 21 de agosto de 2017, foi anunciado o jogo Age of Empires IV.Foram criados ainda outros jogos diretamente relacionados à série. Entre o lançamento de The Conquerors e de Age of Empires III, a Ensemble Studios lançou o jogo Age of Mythology (e posteriormente o pacote de expansão The Titans). Age of Mythology utiliza os mesmos elementos de Age of Empires, porém com a mitologia grega, egípcia e nórdica como tema. Para o console Nintendo DS, foram desenvolvidos os jogos Age of Empires: The Age of Kings e a sequência Age of Empires: Mythologies. Porém estes dois últimos não foram desenvolvidos pela Ensemble Studios, mas pela Backbone Entertainment e Griptonite Games, respectivamente. As duas versões mais novas foram baseados em multiplayer online, Age of Empires Online e Age of Empires: Castle Siege.

A série Age of Empires foi considerada um sucesso comercial, vendendo mais de 15 milhões de cópias. A popularidade e qualidade dos jogos deu à Ensemble Studios uma grande reputação em jogos de estratégia em tempo real. Na produção de Age of Empires III: The Asian Dynasties, ela colaborou com a empresa Big Huge Games. As críticas recebidas deram créditos ao sucesso pelo tema histórico e jogabilidade igualmente pelo fato dos jogadores de inteligência artificial lutarem sem códigos, o que geralmente não acontece em outras séries concorrentes.

Arte do Paleolítico

A arte do Paleolítico refere-se ao início da história da arte e à mais antiga produção artística de que se tem conhecimento. A arte deste período situa-se na Pré-História, no Paleolítico (Idade da Pedra Lascada), e tem início há cerca de dois milhões de anos estendendo-se até c. 8000 a.C.

O Paleolítico é um dos três períodos da Idade da Pedra, ao qual se segue o Mesolítico e, posteriormente, o Neolítico (Idade da Pedra Polida), e que se situa, do ponto de vista geológico, na Idade do gelo, mais precisamente no Pleistoceno.

Somente no início do século XX são feitas as primeiras descobertas de achados pré-históricos e a primeira reação da classe especialista é a de cepticismo relativamente à aparente maturidade artística num nível tão embrionário da história da humanidade. Considerava-se até então que a primeira semente artística teria sido lançada no Antigo Egipto e na Mesopotâmia. Embora ainda hoje persistam dúvidas quanto ao efetivo objetivo das peças de arte paleolíticas, a verdade é que a qualidade e criatividade que revelam são inegáveis e de extrema importância para a compreensão da mentalidade do Homem.

Neste período foram fabricados instrumentos de pedra talhada, decoração de objectos, joias para diferentes partes do corpo, pequena estatuária representando a figura feminina ou animais, relevos e pinturas parietais com temática de caça e figuras isoladas de animais ou caçadores.

Early Man (filme)

Early Man (A Idade da Pedra (título em Portugal) ou O Homem das Cavernas (título no Brasil)) é um filme de stop-motion, aventura e comédia britânico de 2018 - filme dirigido por Nick Park, escrito por Mark Burton e James Higginson. É o astro das vozes de Eddie Redmayne, Tom Hiddleston, Maisie Williams e Timothy Spall, e segue uma tribo dos habitantes primitivos na Idade da Pedra do vale que tem que defender suas terras de bronze - usando os invasores em um jogo de futebol de associação. O filme foi produzido por Aardman Animations (uma empresa ligada a Dreamworks) e BFI e foi lançado em 26 de janeiro de 2018 no Reino Unido e nos Estados Unidos em 16 de fevereiro de 2018. Recebeu críticas positivas, e arrecadou US$ 23 milhões em todo o mundo.

Ferramenta de pedra

Uma ferramenta de pedra é, no sentido mais geral, qualquer ferramenta feita, parcial ou totalmente, de pedra. Embora ferramentas de pedra e sociedades dependentes culturas existem ainda hoje, a maioria das ferramentas de pedra estão associados com povos pré-históricos, especialmente de culturas da Idade da Pedra que se tornaram extintas. Arqueólogos frequentemente estudam tais sociedades pré-históricas, e referem-se ao estudo das ferramentas de pedra como análise lítica. A pedra foi usada para fazer uma grande variedade de diferentes ferramentas em toda a história, incluindo pontas de seta, pontas de lança e moinhos. A maioria das ferramentas foram feitas para ajudar na sobrevivência e colheita de materiais. A mais antiga ferramenta de pedra registrada foi encontrada na Turquia, revelando que os seres humanos passaram pela portal da Ásia para a Europa muito antes do que se pensava anteriormente, cerca de 1,2 milhões de anos atrás.

História

História (do grego antigo ἱστορία, transl.: historía, que significa "pesquisa", "conhecimento advindo da investigação") é a ciência que estuda o ser humano e sua ação no tempo e no espaço concomitantemente à análise de processos e eventos ocorridos no passado. O termo "História" também pode significar toda a informação do passado arquivada em todas as línguas por todo o mundo, por intermédio de registos históricos.

A palavra história tem sua origem nas investigações de Heródoto; em grego antigo, o termo "História" é Ἱστορίαι (Historíai). Todavia, será Tucídides o primeiro a aplicar métodos críticos, como o cruzamento de dados e uso de diversas fontes diferentes. O estudo histórico começa quando o ser humano encontra os elementos de sua existência nas realizações dos seus antepassados. Esse estudo, do ponto de vista europeu, divide-se em dois grandes períodos: Pré-História e História.

Os historiadores usam várias fontes de informação para construir a sucessão de processos históricos, como, por exemplo, escritos, gravações, entrevistas (História oral) e achados arqueológicos. Algumas abordagens são mais frequentes em certos períodos do que em outros e o estudo da História também acaba apresentando costumes e modismos (o historiador procura, no presente, respostas sobre o passado, ou seja, é influenciado pelo presente).

Os eventos anteriores aos registos escritos pertencem à Pré-História. As sociedades sem escrita, mas sobre as quais há registos escritos por povos que já conheciam a escrita e que coexistiam com elas, são descritas pela Proto-História (é o caso, por exemplo, dos povos celtas da cultura de La Tène).

História pré-colonial de Angola

A história pré-colonial de Angola durou até que Portugal anexou formalmente o território em 1655.

Idade da Pedra na Grécia

A Idade da pedra grega é um período da história da Grécia que inicia-se com os primeiros povoamentos na Grécia e ilhas do Egeu. Este período precede a Idade do Bronze do Egeu, período marcado pela formação de civilizações que acabariam por lançar as bases culturais da Grécia Antiga junto com os gregos invasores do interior.

Idade da Pedra na Suécia

Com o recuo dos glaciares que cobriam a Escandinávia, por volta de 12 000 a.C., ficou a descoberto uma passagem terrestre à Europa continental, banhada a leste pelo mar Báltico, que era então um mar fechado e de água doce. Os primeiros grupos nómadas de caçadores de renas, provenientes da Europa, atravessaram a ligação entre a Europa e a Península da Escandinávia por volta de 10 000 a.C., estabelecendo-se no Sul da Suécia, na atual Escânia e Halândia. Estes primeiros habitantes viviam da caça, da pesca e da recolha de alimentos, dispondo de um enorme território e sem terem necessidade de entrar em conflitos uns com os outros.

Idade do Bronze na Escandinávia

A Idade do Bronze Nórdica é o nome dado pelo arqueólogo sueco Oscar Montelius a um período da Pré-história Nórdica ocorrido aproximadamente entre 1700-500 a.C.

Foi antecedida pela Idade da Pedra, e sucedida pela Idade do Ferro pré-romana. A Idade do Bronze na Escandinávia teve lugar bastante mais tarde do que a Idade do Bronze na Europa. É o primeiro período da Pré-história escandinava em que há sinais de comércio internacional. Embora não haja documentos escritos, existem bastantes objetos de madeira, bronze e ouro.

Neolítico

Neolítico (pedra nova) ou Período da Pedra Polida é o período histórico que vai aproximadamente do X milênio a.C., com o início da sedentarização e surgimento da agricultura, ao III milênio a.C., dando lugar à Idade dos Metais. Não se aplica à pré-história europeia nem americana.

Paleolítico

O Paleolítico (παλαιός, palaiós="antigo", λίθος, lithos="pedra", "pedra antiga") ou Idade da Pedra Lascada, refere-se ao período da pré-história que começou há cerca de 2,5 milhões de anos, quando os antepassados do Homem começaram a produzir os primeiros artefatos em pedra lascada, destacando-se de todos os outros animais, e que durou até cerca de 10000 a.C., quando houve a chamada Revolução Neolítica, em que começou a fazer agricultura, tornando o homem não mais dependente apenas da coleta e da caça.

Neste período os humanos eram essencialmente nômades caçadores-coletores, tendo que se deslocar constantemente em busca de alimentos. Desenvolveram os primeiros instrumentos de caça feitos em madeira, osso ou pedra lascada.

Este longo período histórico subdivide-se em Paleolítico Inferior (até há aproximadamente 300 mil anos) e Paleolítico Superior (até 10 mil a.C.). Há certa discordância entre estudiosos quanto a essa divisão, sendo que alguns intercalam um Paleolítico Médio entre o Inferior e o Superior. O Paleolítico coincide com o final da época geológica Plioceno do período geológico Neogeno.

O termo Paleolítico foi empregado pela primeira vez pelo historiador John Lubbock. Foi precedido pelo período pré-histórico que alguns historiadores chamam de Eolítico, e sucedido pelo Neolítico. Na Europa e em outros locais onde ocorreram glaciações, intercala-se o período chamado Mesolítico entre o Paleolítico e o Neolítico.

Paleolítico Inferior

O Paleolítico Inferior é a mais antiga subdivisão do Paleolítico, período mais antigo da Pré-História do homem. Teve início por volta de 3 milhões de anos, e foi até por volta de há 250 mil anos, quando mudanças importantes levaram os historiadores e arqueólogos a uma nova divisão, o Paleolítico Médio.

Os mais antigos hominídeos, os australoptecínios, personificados por Lucy, não eram utilizadores avançados de ferramentas de pedra e é provável que fossem presa de animais maiores[carece de fontes?]. Utilizavam machado de mão e viviam a céu aberto, próximo ao vale dos rios.

Os primeiros fósseis do género Homo surgem a menos de três milhões de anos[carece de fontes?]. Eles podem ter se originado dos australoptecíneos ou de um braço filogenético diferente de primatas. É nesse período que o homem passa a andar em duas pernas[carece de fontes?].

O Homo habilis, como os da Garganta de Olduvai é muito mais semelhante aos humanos modernos. O uso de ferramentas de pedra foi desenvolvido por esta espécie por volta de há 2,5 milhões de anos, antes de serem substituídos pelo Homo erectus, há cerca de 1,5 milhão de anos. O Homo habilis aprendeu a usar o fogo como método de apoio na caça.

Paleolítico significa Idade da Pedra lascada ou pedra Antiga

Neolítico significa Idade da Pedra nova

Paleolítico Médio

O paleolítico médio é um conceito que compreende um espaço temporal, cultural e geográfico mais restrito do que os períodos do Paleolítico que o antecedem e precedem.

O homem de neandertal, a sua distribuição geográfica (Europa), as técnicas de talhe (indústrias mustierenses) e a sua cronologia (250.000 a 40.000 anos b.p.) são características que definem este período da pré-história antiga.

O Homo Sapiens abandonou o uso dos machados de mão e passou a utilizar as lascas de pedras em outras armas, como por exemplo, as flechas.

Piteco

Piteco é um personagem de histórias em quadrinhos, sendo o protagonista de um universo criado por Mauricio de Sousa e ambientado na Idade da Pedra. Foi criado em 1961, ao lado de sua eterna admiradora Thuga.

Pré-história

A pré-história corresponde ao período da história que antecede a invenção da escrita, desde o começo dos tempos históricos registrados até aproximadamente em 3 500 a.C. É estudada pela antropologia, arqueologia e paleontologia.

Também pode ser contextualizada para um determinado povo ou nação como o período da história desse povo ou nação sobre o qual não há documentos escritos. Assim, no Egito, a pré-história terminou aproximadamente em 3 500 a.C., embora algumas culturas da Idade da Pedra tenham coexistido com as civilizações após essa data e algumas tribos ágrafas ainda existam em locais remotos.A transição para a "história propriamente dita" se dá por um período chamado proto-história, que é descrito em documentos ligeiramente posteriores ou em documentos externos. O termo pré-história mostra, portanto, a importância da escrita para a civilização ocidental.

Uma vez que não há documentos deste momento da evolução humana, seu estudo depende do trabalho de arqueólogos, antropólogos, paleontologia e genética ou de outras áreas científicas, que analisam restos humanos, sinais de suas presenças e utensílios preservados para tentar traçar, pelo menos parcialmente, sua cultura, costumes e credos.

Rota de comércio

Uma rota de comércio é a sucessão de caminhos e locais de paradas usados para o transporte comercial de carga. As rotas comerciais podem ser estabelecidas por terra ou por água.

A escolha da rota a ser utilizada (ou não) por grupos de comerciantes e suas escoltas armadas e de logística, dependeu de um número de fatores a serem analisados, incluindo a situação política e econômica global das áreas a serem atravessadas, o meio de transporte utilizado pelos viajantes, suas habilidades de navegação e conhecimento de geografia (e de meteorologia), bem como das facilidades atuais, rapidez, segurança e rentabilidade de tais viagens.

O arqueólogo britânico Colin Renfrew e seus colegas, chegaram a demonstrar que o encontro de obsidiana, um vidro vulcânico preto usado em determinadas culturas da idade da pedra para a produção de lâminas afiadas ou pontas de flechas, era um forte indicador da existência de rotas comerciais neolíticas, devido a esses objetos em obsidiana serem normalmente diagnóstico de recursos individuais [1][ligação inativa].

Os primeiros documentos que mencionaram redes interurbanas de rotas de caravanas e de embarcações foram produzidos por volta de 4.000 a.C.. Descreviam rotas que interligavam os primeiros povoados da Baixa Mesopotâmia (o atual sul do Iraque). Das rotas de navegação do Golfo Pérsico destacava-se a da ilha de Dilmun, que ligava a Mesopotâmia à civilização do Vale do Indo. No tempo do Antigo Império romano, as rotas marítimas pelos mares Mediterrâneo e Vermelho podem ser localizadas ponto-a-ponto e em detalhes através do litoral nos documentos manuscritos chamados de périplos, (grego antigo: periplous, literalmente "circum-navegação", correspondente em latim a navigatio).

Suecos

Os suecos (em sueco: svenskar) são um povo escandinavo que habita a Suécia, um país situado no lado leste da Península da Escandinávia. Falam maioritariamente o sueco, uma língua germânica. A maioria é protestante de matriz luterana.

A população total da Suécia ascendia a 9 875 378 habitantes em 31 de março de 2015. A esperança média de vida está atualmente acima dos 80 anos - 84 anos para as mulheres e 80 para os homens, sendo a mais elevada na Halândia e a a menos elevada em Bótnia Setentrional. Em 1800, cerca de 90% dos habitantes do país viviam no campo. Hoje vivem mais de 85% nas cidades.Entre 1850 e 1930, emigrou para os Estados Unidos mais de 1 milhão e meio de Suecos. Depois do fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, a Suécia recebeu pelo contrário um elevado número de imigrante, que atualmente constituem uns 15% da população.Num sentido mais abrangente, são suecos todos aqueles que têm a cidadania sueca, incluindo por consequência os suecos residentes no estrangeiro (utlandssvenskar), os imigrantes naturalizados suecos, assim como os suecos falantes de línguas minoritárias oficiais da Suécia.

The Flintstones

Os Flintstones (em inglês: The Flintstones) é uma série de televisão animada que foi exibida de 1960 a 1966 e criada por William Hanna e Joseph Barbera.O desenho retrata o cotidiano de uma família de classe média da Idade da Pedra. Calcula-se que já foi assistido por 300 milhões de espectadores em 80 países, sendo dublado em 22 idiomas. A série estreou às 8:30 p.m. em 30 de setembro de 1960, na rede ABC até 1 de abril de 1966 e em 1 de outubro de 1992 no Cartoon Network nos Estados Unidos até 1 de janeiro de 2004.

No desenho animado, a família Flintstone vive na cidade pré-histórica de Bedrock ("canteiro de pedras", em inglês). Fred, o chefe da família, trabalha numa pedreira, dirige um carro com rodas de pedra, cuja propulsão são os seus pés, e tem um dinossauro, chamado Dino, como animal de estimação. A família vizinha são seus amigos, o casal Rubble, que possui um híbrido de canguru e dinossauro como animal de estimação, Hoppy. Com o tempo, surgiram Pedrita (Pebbles), a filha dos Flintstones, em 1962, e Bam-Bam, filho adotivo dos Rubbles, em 1963.Exibida pela primeira vez em 30 de setembro de 1960, Os Flintstones foi a primeira série animada de comédia a ser exibida no horário nobre da TV estadunidense. Foi também a primeira série animada a ficar no ar por um longo tempo continúo. Ao todo teve 166 episódio em seis temporadas. A marca só foi superada em 9 de fevereiro de 1997, quando Os Simpsons exibiram o episódio 167, na sua oitava temporada. Os Flinstones também foram a primeira animação (2D) a exibir uma história contínua num episódio de meia hora, ao contrário dos desenhos animados até então, bem mais curtos. E mais: foi a série de animação que transformou a empresa Hanna-Barbera Productions, criadora da série, num dos maiores estúdios de Hollywood. A série foi o primeiro desenho do mundo a ser exibido a noite, e por causa do sucesso em 2003, o SBT passou no horário das 21h30, logo após Scooby Doo.

Noutras línguas

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