História

História (do grego antigo ἱστορία, transl.: historía, que significa "pesquisa", "conhecimento advindo da investigação")[1] é a ciência que estuda o ser humano e sua ação no tempo e no espaço concomitantemente à análise de processos e eventos ocorridos no passado. O termo "História" também pode significar toda a informação do passado arquivada em todas as línguas por todo o mundo, por intermédio de registos históricos.

A palavra história tem sua origem nas investigações de Heródoto; em grego antigo, o termo "História" é Ἱστορίαι (Historíai). Todavia, será Tucídides o primeiro a aplicar métodos críticos, como o cruzamento de dados e uso de diversas fontes diferentes. O estudo histórico começa quando o ser humano encontra os elementos de sua existência nas realizações dos seus antepassados. Esse estudo, do ponto de vista europeu, divide-se em dois grandes períodos: Pré-História e História.

Os historiadores usam várias fontes de informação para construir a sucessão de processos históricos, como, por exemplo, escritos, gravações, entrevistas (História oral) e achados arqueológicos. Algumas abordagens são mais frequentes em certos períodos do que em outros e o estudo da História também acaba apresentando costumes e modismos (o historiador procura, no presente, respostas sobre o passado, ou seja, é influenciado pelo presente).

Os eventos anteriores aos registos escritos pertencem à Pré-História. As sociedades sem escrita, mas sobre as quais há registos escritos por povos que já conheciam a escrita e que coexistiam com elas, são descritas pela Proto-História (é o caso, por exemplo, dos povos celtas da cultura de La Tène).

Nikolaos Gyzis - Ηistoria
História, do pintor grego Nikolaos Gysis (1892)

Historiador

AGMA Hérodote
Heródoto (século V a.C.), um dos primeiros historiadores cuja obra sobreviveu até os dias de hoje.

O indivíduo que estuda e escreve sobre a história e é considerado uma autoridade neste campo, é denominado historiador.[2] Historiadores se preocupam com a narrativa contínua e metódica, e também com a narrativa que pode ser descontínua e subjetiva, bem como a pesquisa dos eventos passados relacionados ao ser humano, e o estudo dos eventos ocorridos ao longo do tempo e também no espaço. Embora o termo historiador possa ser usado para descrever tanto os profissionais quanto os amadores da área, costuma ser reservado para aqueles que obtiveram uma graduação acadêmica na disciplina.[3] Alguns historiadores, no entanto, são reconhecidos unicamente com mérito em seu treinamento e experiência no campo.[3] Tornou-se uma ocupação profissional no fim do século XIX.

As concepções da História

As concepções formais da História

Em sua evolução, a História se apresentou pelo menos de três formas. Do simples registro à análise científica houve um longo processo. São elas:

  • História Narrativa - O narrador contenta-se em apresentar os acontecimentos sem preocupações com as causas, os resultados ou a própria veracidade. Também não emprega qualquer processo metodológico.
  • História Pragmática - Expõe os acontecimentos com visível preocupação didática (ver: Didática da história). O historiador quer mudar os costumes políticos, corrigir os contemporâneos e o caminho que utiliza é o de mostrar os erros do passado. Os gregos Heródoto e Tucídides e o romano Cícero ("A Historia é a mestra da vida") representam esta concepção.

As concepções filosóficas da História

Ainda no século XIX surgiu a discussão em torno da natureza dos fenômenos históricos. A que espécie de preponderância estariam ligados? Aos agentes de ordem espiritual ou aos de ordem material? Antes disso, a fundamental teológica fez uma festa na mente cordata do povo.

  • Concepção Providencialista - Segundo tal corrente, os acontecimentos estão ligados à determinação de Deus. Tudo, a partir da origem da Terra, deve ser explicado pela Divina Providência. No passado mais remoto, a religião justificava a guerra e o poder dos governantes. Na Idade Média Ocidental, a Igreja Católica era a única detentora da informação e, naturalmente, fortificou a concepção teológica da História. Santo Agostinho, no livro A Cidade de Deus, formula essa interpretação. No século XVII, Jacques Bossuet, na obra Discurso Sobre a História Universal, afirma que toda a História foi escrita pela mão de Deus, E no século XIX, o historiador italiano Césare Cantu produziu uma obra chamada Storia universale de profundo engajamento providencialista.
  • Concepção Idealista - Teve em Georg Wilhelm Friedrich Hegel, autor de Fenomenologia do Espírito, seu corporificador. Defende que os factos históricos são produto do instinto de evolução inato do homem, disciplinado pela razão. Desse modo, os acontecimentos são primordialmente regidos por ideias. Em qualquer ocorrência de ordem econômica, política, intelectual ou religiosa, deve-se observar em primeiro plano o papel desempenhado pela ideia como geradora da realidade. Para os defensores dessa corrente, toda a evolução construtiva da humanidade tem razão idealista.
  • Concepção Cíclica - De acordo com as teorias cíclicas da história o progresso das sociedades humanas desenvolve-se de acordo com grandes ciclos que se repetem ao longo dos tempos, independentemente da vontade dos homens. A explicação cíclica da história teve origem nos historiadores da Grécia Antiga. O polímata árabe ibne Caldune na sua obra Muqaddimah, escrita em 1377, delineou sobre uma teoria cíclica da História. No século XVIII, Giambattista Vico no no livro Ciência Nova, publicada em 1725, foi o primeiro pensador da história a propor uma teoria cíclica da história em que as cidades humanas passavam inevitavelmente por certas fases distintas de desenvolvimento ao longo dos tempos. Já mais recentemente, Oswald Spengler e Arnold J. Toynbee também sugeriram que a história humana se desenrola em ciclos, pois encontramos sempre a evidência deste princípio nas inúmeras civilizações cuja ascensão e queda, evoluindo sempre mais altos que os anteriores, são a confirmação da evolução cíclica da espécie humana.
  • Concepção Psicológico-social - Apoia-se na teoria de que os acontecimentos históricos são resultantes, especialmente, de manifestações espirituais produzidas pela vida em comunidade. Segundo seus defensores, que geralmente se baseiam em Wilhelm Wundt Elementos de Psicologia das Multidões, os factos históricos são sempre o reflexo do estado psicológico reinante em determinado agrupamento social (ver: História das mentalidades e História das ideias).
  • Concepção Materialista - Surgiu em oposição à concepção idealista, embora adotando o mesmo método dialético. A partir da publicação do Manifesto Comunista de 1848, Karl Marx e Friedrich Engels lançam as bases do Materialismo Histórico, onde argumentavam que as transformações que a História viveu e viverá foram e serão determinadas pelo fator econômico e pelas condições de vida material dominantes na sociedade a que estejam ligadas. A preocupação primeira do homem não são os problemas de ordem espiritual, mas os meios essenciais de vida: alimentação, habitação, vestimenta e instrumentos de produção. No prefácio de Crítica da Economia Política, Karl Marx escreveu:
    As causas de todas as mudanças sociais e de todas as revoluções políticas, não as devemos procurar na cabeça dos homens, em seu entendimento progressivo da verdade e da justiça eternas, mas na vida material da sociedade, no encaminhamento da produção e das trocas.

Documentos e fontes históricas

O fato histórico é estudado através de vestígios e documentos. As fontes históricas são constituídas por elementos das quais o homem fez e deixou no passado. Os fatos históricos influenciam o futuro, ou seja, o atual mundo é composto dos acontecimentos e feitos anteriores. Os monumentos, templos, esculturas, pinturas e outros objetos em geral são considerados vestígios; as tradições (oral) são lendas, canções, narrações e outras formas de manifestações culturais expressas na oralidade; e os documentos escritos são todos aquelas fontes escritas, como leis, livros e relatórios. Porém, por diversas vezes é difícil saber se a fonte histórica é original, se não foi modificada ou falsificada, por isso existe uma ciência especial, a Heurística, só para cuidar da verificação e investigação da autenticidade das fontes históricas.[6]

Sobre fontes e documentos é feita a crítica histórica:

  • Crítica objetiva - Verifica o valor extrínseco, externo de um documento; se é original ou apenas uma cópia.

Periodização histórica

História
Pré-história Idade
da Pedra
Paleolítico 2.5 milhões - 10.000 a.C.
Mesolítico 13.000 - 9.000 a.C.
Neolítico 5.000 - 3.000 a.C.
Idade dos Metais Idade do Cobre 3.300 - 1.200 a.C.
Idade do Bronze 3.300 - 700 a.C.
Idade do Ferro 1.200 a.C. - 1.000
Idade Antiga Antiguidade Oriental 4.000 a.C. - 500 a.C.
Antiguidade Clássica 800 a.C. - 476
Antiguidade tardia 300 - 476
Idade Média Alta Idade Média 476 - 1000
Baixa Idade Média Idade Média Plena séc. XI - XIII
Idade Média Tardia séc. XIV - XV
Idade Moderna 1453 - 1789
Idade Contemporânea 1789 -

O passado da humanidade se divide em dois grandes grupos, a Pré-História e a História.

Pré-História

A pré-história é o período que inicia com o surgimento do ser humano anterior à escrita, inventada na Mesopotâmia a cerca de 4 000 a.C. Caracteriza-se, grosso modo, pelo nomadismo e atividades de caça. Surge a agricultura e a pecuária, os quais levaram os homens pré-históricos ao sedentarismo e a criação das primeiras cidades. A Pré-História divide-se em três períodos:[7][8][9]

  • Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada, quando descobriu-se o fogo;
  • Neolítico ou Idade da Pedra Polida, quando ocorreu a Revolução Agrícola, sendo domesticado os animais, e o início da prática da domesticação de espécies vegetais;
  • Idade dos Metais, quando iniciou-se a fundição dos metais e a utilização deste na fabricação de instrumentos, sendo o último período da Pré-História demarca o conjunto de transformações que dão início ao aparecimento das primeiras civilizações da Antiguidade, Egito e Mesopotâmia.

História

A História divide-se em quatro períodos:

A era cristã e a divisão da História

A referência de maior aceitação para se contar o tempo, atualmente, é o nascimento de Cristo. Mas já houve outras referências importantes no Ocidente: os gregos antigos tinham como base cronológica o início dos jogos olímpicos; os romanos antigos, a fundação de Roma. Outras culturas diferentes da ocidental podem utilizar outras referências - por exemplo, os árabes contam seu tempo pela Hégira, a emigração (não fuga) de Maomé de Meca para Medina (ver: Calendário islâmico).

Estudo da História

Por continente

Por país

Por período

Por campo

Ver também

Referências

  1. Joseph, Brian (Ed.); Janda, Richard (Ed.) (2008). The Handbook of Historical Linguistics. [S.l.]: Blackwell Publishing (publicado em 30 de Dezembro de 2004). p. 163. ISBN 978-1405127479
  2. "historian[ligação inativa]". Wordnet.princeton.edu. Visitado em 28 de junho de 2008
  3. a b Herman, A. M. (1998). Occupational outlook handbook: 1998-99 edition. Indianapolis: JIST Works. pág. 525.
  4. CAIRE-JABINET, Marie-Paule (2003) "Introdução à Historiografia". São Paulo: EDUSC. p. 118.
  5. Hughes-Warrington, Marnie (2002) "50 Grandes pensadores da História". São Paulo: Contexto. p. 31.
  6. Souza, Osvaldo Rodrigues de (1990). «1-O que é a História?». História Geral 30 ed. São Paulo: Editora Ática. p. 5-6. 432 páginas. ISBN 85-08-02735-5 Verifique |isbn= (ajuda)
  7. O surgimento do ser humano e os períodos pré-históricos UOL Educação. Acessado em 15/02/2012.
  8. O mundo e a Pré-História. Brasil Escola por Rainer Sousa. Acessado em 15/02/2012.
  9. A Pré-História. Brasil Escola por Rainer Sousa. Acessado em 15/02/2012.
  10. Idade Antiga. Brasil Escola por Leandro Carvalho. Acessado em 15/02/2012.
  11. Idade Média. Brasil Escola por Rainer Sousa. Acessado em 15/02/2012.
  12. Idade Moderna. Brasil Escola por Rainer Sousa. Acessado em 15/02/2012.
  13. Idade Contemporânea. Brasil Escola por Rainer Sousa. Acessado em 15/02/2012.

Bibliografia

  • AGUIRRE ROJAS, Carlos Antonio. Os Annales e a historiografia francesa: tradições críticas de Marc Bloch a Michel Foucault. Maringá: EDUEM, 2000.
  • BARROS, José D'Assunção. O Campo da História. Petrópolis: Vozes, 2009, 6a edição. [1]
  • BURKE, Peter. A Escola dos Annales. 1929-1989. São Paulo: Edit. Univ. Estadual Paulista, 1991.
  • COSTA, Ricardo da. "Para que serve a História? Para nada…". In: NetHistória (ISSN 1679-8252) [2]
  • COSTA, Ricardo da. "O conhecimento histórico e a compreensão do passado: o historiador e a arqueologia das palavras". In: ZIERER, Adriana (coord.). Revista Outros Tempos, São Luís, Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), volume 1, 2004 (ISSN 1808-8031). [3]
  • DOSSE, François. História a prova do tempo: da história em migalhas ao resgate do sentido. São Paulo: Editora da UNESP, 2001.
  • LE GOFF, Jacques. História e memória. São Paulo: Editora da UNESP, 1992.
  • Super Interessante, Pag 09. Modos de ver a História : As Visões dos historiadores mais importantes do século XXI. São Paulo: Editora Abril, 2007.

Ligações externas

Em inglês
  • Macrohistory - WORLD HISTORY and TIMELINE. Página visitada em 12 de Julho de 2014.
  • Best History Sites - Welcome To Best Of History Websites. Página visitada em 12 de Julho de 2014.
  • Fordham - Internet History Sourcebooks Project. Site da Universidade Fordham. Página visitada em 12 de Julho de 2014.
Em português
Astronomia extragaláctica

A astronomia extragaláctica é a parte da astronomia que estuda os objetos situados fora da Via Láctea, sobretudo as outras galáxias. Alternativamente a esta acepção pode-se dizer que a astronomia extragaláctica abrange tudo aquilo que a astronomia galáctica não abrange.

Podemos destacar, dentro da astronomia extragaláctica, os atuais estudos sobre a estrutura em larga escala do Universo, sobre o Grupo Local de galáxias e sobre a formação de estrelas em outras galáxias.

Banda desenhada

Banda desenhada, BD, história aos quadradinhos (pt) ou história em quadrinhos, quadrinhos, gibi, HQ, revistinha, historieta (pt-BR) é uma forma de arte que conjuga texto e imagens com o objectivo de narrar histórias dos mais variados géneros e estilos. São, em geral, publicadas no formato de revistas, livros ou em tiras publicadas em revistas e jornais. Também é conhecida por arte sequencial, narrativa gráfica e narrativa figurada.A banda desenhada é chamada de nona arte, dando sequência à classificação de Ricciotto Canudo. O termo "arte sequencial" (traduzido do original sequential art), criado pelo desenhista Will Eisner com o fim de definir "o arranjo de fotos ou imagens e palavras para narrar uma história ou dramatizar uma ideia", é comummente utilizado para definir a linguagem usada nesta forma de representação. Hugo Pratt chamava de "literatura desenhada".Nos Estados Unidos, onde é chamada de comics, a banda desenhada tornou-se popular no início do século XX, um desenvolvimento importante ocorreu nos anos de 1930 (a "Era de Ouro"), com o surgimento das banda desenhadas de super-heróis cuja ponte foi o personagem Superman lançado em 1938. Este também é o período entre guerras em que Hergé criou As Aventuras de Tintim, que se tornou um clássico do estilo da banda desenhada franco-belga conhecido como linha clara. No Japão, Osamu Tezuka popularizou o mangá após a Segunda Guerra Mundial.

Alguns consideram storyboards como banda desenhada. Estúdios de cinema, especialmente de animação usam sequências de imagens como guias para as cenas. Estes storyboards não se destinam a ser um produto final e raramente são vistos pelo público. Muitos guionistas usam a técnica para orientar os artistas na confecção das páginas. Alguns artistas de banda desenhada são contratos para produzir storyboards e artes conceptuais para cinema e televisão.A banda desenhada pode ser impressa ou digital (webcomics, BDtrônicas, e-zine, formatos digitais e similares) pode ser uma simples tira, uma página inteira, uma revista ou um livro (álbum, romance gráfico ou tankōbon).

Biblioteca Apostólica Vaticana

A Biblioteca Apostólica Vaticana é a mais antiga biblioteca da Europa, mesmo não sendo a primeira biblioteca papal. Foi o primeiro núcleo de coleções pontifícias (religiosas), a Biblioteca do Vaticano é uma biblioteca de pesquisa para história, direito, filosofia, ciência e teologia. A Biblioteca do Vaticano está aberta a qualquer pessoa que possa documentar suas qualificações e necessidades de pesquisa. As fotocópias para estudo privado de páginas de livros publicados entre 1801 e 1990 podem ser solicitadas pessoalmente ou por correio.

Em março de 2014, a Biblioteca do Vaticano iniciou um projeto inicial de quatro anos de digitalização sua coleção de manuscritos, para disponibilizar online.

Os Arquivos Secretos do Vaticano foram separados da biblioteca no início do século XVII; eles contêm mais 150.000 itens.

Biografia

A Biografia (do grego antigo: βιογραφία , de βíος - bíos, vida e γράφειν – gráphein, escrever) é um gênero literário em que o autor narra a história da vida de uma pessoa ou de várias pessoas. De um modo geral as biografias contam a vida de alguém. Em certos casos a biografia inclui aspectos da obra dos biografados, como por exemplo Plutarco, em suas Bíoi parálleloi (Vidas paralelas), numa abordagem muitas vezes de um ponto de vista crítico e não apenas historiográfico. Em francês, o termo biographie é documentado em 1721; no inglês, a palavra biography foi documentada em 1791 e na forma biographia já em 1683; em espanhol, biografía, e, em português, biografia aparecem somente na segunda metade do século XIX. Mais recentemente é comum se solicitar a biodata de pessoas que produzem trabalhos artísticos, científicos etc. Este termo remete à vida e às experiências de trabalho do biodatado, bem como a itens que revelem suas opiniões, valores, crenças e atitudes. Os dados biográficos transcritos nesta categoria contêm, por vezes, o mesmo tipo da informação que um resumo de trabalho acadêmico, podendo também incluir a descrição dos atributos físicos e fotos.

Classe (biologia)

Classe é uma categoria utilizada na classificação científica dos seres vivos, o sistema taxonómico mais utilizado na moderna biologia. Naquela classificação, a Classe é a categoria taxonómica constituída por um conjunto de Ordens; as Classes por sua vez agrupam-se em Filos (que na botânica são frequentemente designados por Divisões). Quando necessário, uma classe pode ser dividida em subclasses, agrupando organismos que apresentem um grau de diferenciação que mereça ser destacado.

Por convenção, na botânica os nomes das Classes terminam em -opsida entre os fungos em -mycetes e em algas em -phyceae.

Dinamarca

Dinamarca (em dinamarquês: Danmark, [ˈd̥ænmɑɡ̊]), oficialmente Reino da Dinamarca, é um país nórdico da Europa setentrional e membro sênior do Reino da Dinamarca. É o mais meridional dos países nórdicos, a sudoeste da Suécia e ao sul da Noruega, delimitado no sul pela Alemanha. As demais fronteiras da Dinamarca são marítimas, ao norte e leste com o Mar Báltico e ao oeste com o Mar do Norte. O país é composto por uma grande península, a Jutlândia, e 443 ilhas, das quais 78 habitadas, com destaque para a Zelândia (Sjælland), Funen (Fyn), Vendsyssel-Thy, Lolland, Falster e Bornholm, assim como centenas de ilhas menores, muitas vezes referidas como o Arquipélago Dinamarquês. A Dinamarca há muito tempo controla a entrada e a saída do mar Báltico, já que isso só pode acontecer por meio de três canais, que também são conhecidos como os "Estreitos Dinamarqueses".

A língua nacional, o dinamarquês, é próxima do sueco e do norueguês. A Dinamarca compartilha fortes laços históricos e culturais com a Suécia e com a Noruega. 82,0% dos habitantes da Dinamarca e 90,3% da etnia dinamarquesa são membros da Igreja Estatal Luterana. Cerca de 9% da população tem nacionalidade estrangeira, sendo que uma grande parte deles são provenientes de outros países escandinavos.

O país é uma monarquia constitucional com um sistema parlamentar de governo. Possui um governo central e outros locais em 98 municípios. O país é membro da União Europeia desde 1973, embora não tenha aderido ao euro, e um dos membros fundadores da Organização do Tratado do Atlântico Norte e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.

A Dinamarca, com uma economia mista capitalista e um estado de bem-estar social, possui o mais alto nível de igualdade de riqueza do mundo, sendo considerado em 2011, o país com menor índice de desigualdade social do mundo. A Dinamarca tem o melhor clima de negócios no mundo, segundo a revista estadunidense Forbes. De 2006 a 2008, pesquisas classificaram a Dinamarca como "o lugar mais feliz do mundo", com base em seu princípio de saúde, bem-estar, assistência social e educação universal; O Índice Global da Paz de 2009 classificou a Dinamarca como o segundo país mais pacífico do mundo, depois da Nova Zelândia. A Dinamarca também foi classificada como o país menos corrupto do mundo em 2008, pelo Índice de Percepção de Corrupção, compartilhando o primeiro lugar com a Suécia e a Nova Zelândia.

Família (biologia)

Na Biologia, família (em latim: familia, plural familiae) é uma clado integrada no sistema taxonómico criado por Lineu no século XVIII. A família agrupa um conjunto de géneros, ou de sub-famílias, e está incluída em ordens.

Grande Enciclopédia Soviética

A Grande Enciclopédia Soviética, em russo: Большая советская энциклопедия, ou БСЭ, transliterado Bolshaya sovetskaya entsiklopediya, é uma das maiores e mais completas enciclopédias em russo e do mundo, editada pelo governo soviético de 1926 a 1990, retomada em 2002, agora com o título Bolshaya Rossiyskaya entsiklopediya ou Grande Enciclopédia Russa.

Historiador

Um historiador é um indivíduo que estuda e escreve sobre a história e é considerado uma autoridade neste campo. Historiadores se preocupam com a narrativa contínua e metódica, e também com a narrativa que pode ser descontínua e subjetiva, bem como a pesquisa dos eventos passados relacionados ao ser humano, e o estudo dos eventos ocorridos ao longo do tempo e também no espaço. Embora o termo historiador possa ser usado para descrever tanto os profissionais quanto os amadores da área, costuma ser reservado para aqueles que obtiveram uma graduação acadêmica na disciplina. Alguns historiadores, no entanto, são reconhecidos unicamente com mérito em seu treinamento e experiência no campo. Tornou-se uma ocupação profissional no fim do século XIX.

INaturalist

iNaturalist é um projeto científico e cidadão e uma rede social conectada de naturalistas, científicos e biólogos com o objetivo de construir e mapear a biodiversidade em todo o globo partilhando observações. As observações podem ser acrescentadas através da página web ou desde uma aplicação móvel. As observações achegam valiosos dados abertos a uma grande variedade de projectos investigadores cientistas, museus, jardins botânicos, parques, e outras organizações. Os utentes de iNaturalist contribuíram com mais de dois milhões de observações desde o sua criação em 2008, e o projeto foi chamado "um líder das aplicações móveis de história natural". e o projeto está considerado como "líder entre as aplicações móveis de história natural."

Livro

Livro (do latim liber) é um objeto transportável, composto por páginas encadernadas, contendo texto manuscrito ou impresso e/ou imagens e que forma uma publicação unitária (ou foi concebido como tal) ou a parte principal de um trabalho literário, científico ou outro, formando um volume.

Em ciência da informação, o livro é chamado monografia, para distingui-lo de outros tipos de publicações como revistas, periódicos, teses, tesauros, artigos e etc..

O livro é um produto intelectual e, como tal, encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas. Mas também é nos dias de hoje um produto de consumo, um bem. Portanto, a parte final de sua produção é realizada por meios industriais (impressão e distribuição), envolvendo também o design de livros. A tarefa de criar um conteúdo passível de ser transformado em livro é tarefa do autor. Já a produção dos livros, no que concerne a transformar os originais num produto comercializável, é tarefa do editor, em geral contratado por uma editora. A coleta, a organização e a indexação de coleções de livros, por outro lado, é típica do bibliotecário. Finalmente, destaca-se também o livreiro, cuja função principal é disponibilizar os livros editados ao público em geral, vendendo-os nas livrarias generalistas ou de especialidade. Compete também ao livreiro todo o trabalho de pesquisa que vá ao encontro da vontade dos leitores.

Moldávia

A Moldávia ou Moldova, (República da Moldávia; protocolarmente República da Moldova, em romeno: Republica Moldova; pronunciado: [reˈpublika molˈdova] (escutar )) é um país sem costa marítima da Europa oriental, que faz fronteira com a Ucrânia e com a Roménia (pela região romena também chamada "Moldávia"). Sua capital é a cidade de Quichinau (em romeno Chișinău).

Em 1991, a então República Socialista Soviética da Moldávia declarou independência da União Soviética, durante o processo de dissolução da URSS.

Apenas uma região que pertencia à extinta República Soviética da Moldávia, porém, recusou-se a integrar a nova "República da Moldávia": a região conhecida como Transnístria (uma pequena faixa territorial situada a leste do rio Dniestre) preferiu declarar sua própria independência, e de fato governa-se autonomamente desde a década de 1990, embora seja atualmente reconhecida por todos os países membros da ONU como parte integrante da Moldávia.

Desde o colapso da União Soviética, o peso relativo do setor dos serviços na economia da Moldávia cresceu e começou a dominar o seu Produto Interno Bruto (hoje cerca de 62,5%) como resultado de um decréscimo do peso da sua indústria e agricultura. Contudo, o país ainda é o mais pobre da Europa, e o único país europeu que ainda apresenta um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) considerado "médio" pela ONU.

A Moldávia é uma república parlamentar com um presidente como chefe de Estado e um primeiro-ministro como chefe de governo. O país é membro das Nações Unidas, do Conselho da Europa, da Organização Mundial do Comércio (OMC), da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), do GUAM — Organização para a Democracia e o Desenvolvimento Económico, da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), da Organização de Cooperação Económica do Mar Negro (OCEMN), entre outras organizações internacionais. O país tenciona tornar-se membro da União Europeia, e já implementou o primeiro Plano de Ação trianual, no contexto da Política de Vizinhança Europeia (PEV).

Museu de História Natural de Londres

O Museu de História Natural de Londres é um dos principais museus de Londres e está localizado na Exhibition Road, uma rua que dá acesso a diversos museus e estabelecimentos acadêmicos. Ele abriga cerca de 80 milhões de espécies de ciências naturais e da Terra, e tem seus itens divididos em cinco coleções: botânica, entomologia, mineralogia, paleontologia e zoologia. Por ser uma instituição financiada pelo governo britânico, a entrada é franca.

O museu é renomado mundialmente por seu centro de pesquisa especializado em taxonomia, identificação e conservação. Também é conhecido pelo grande público pelos seus famosos esqueletos de dinossauros e arquitetura românica. Dentre suas exposições mais historicamente valiosas estão espécies coletadas por Charles Darwin.

Com acesso reservado a agendamentos, a Biblioteca do Museu de História Natural de Londres possui uma vasta coleção de livros, manuscritos, jornais e obras de arte ligadas à pesquisas dos departamentos científicos.

Mónaco

Mónaco, oficialmente Principado do Mónaco (pt) ou Principado de Mônaco (pt-BR) (em francês: Principauté de Monaco AFI: [pʁɛ̃sipote də monako]; em dialeto monegasco: Principatu de Múnegu), é uma cidade-estado soberana, e, portanto, um microestado, situado ao sul da França. Fazendo costa com o mar Mediterrâneo, o principado, fundado em 1297 pela Casa de Grimaldi – até hoje sua soberana –, fica a menos de 20 quilómetros a leste da cidade de Nice e 20 quilómetros a oeste da cidade de Ventimiglia. Possui aproximadamente uma área de 202 hectares (2,02 km²), sendo o segundo menor Estado do mundo, atrás apenas do Vaticano, com 44 hectares de área, e é o estado com a densidade populacional mais alta do mundo. Tem como forma de governo a monarquia constitucional, em que o monarca é Sua Alteza Sereníssima, o Príncipe Alberto II do Mónaco.

O Mônaco é um dos seis microestados da Europa e um dos 24 do mundo. É governado há mais de sete séculos pela Casa de Grimaldi, sendo uma das 48 monarquias da atualidade. O país tem sua economia baseada no turismo, e é conhecido por seu circuito de Fórmula 1, o Grande Prémio do Mónaco, o Casino de Monte Carlo e por ser a sede do World Music Awards. Outro atrativo do Mónaco é a fama de paraíso fiscal, não estando os investidores sujeitos a impostos sobre renda. Por esses vários fatores, o Mónaco tem um dos custos de vida mais altos do planeta.

A população do Mónaco apresenta uma característica rara: seus habitantes nativos (os monegascos) são minoria em seu próprio país, perfazendo apenas 21,6% do total de habitantes. Os franceses são 28,4% e os italianos, 18,7%.

Prefeitura

Originalmente, prefeitura (do latim præfectura) era uma circunscrição territorial comandada por um prefeito. O termo surgiu na Roma Antiga para designar uma vila governada por um prefeito, em oposição aos municípios ou colônias, que gozavam de mais direitos, já no Império Romano tardio, quarto século depois de Cristo, quando Diocleciano dividiu o império em quatro distritos governativos relativamente autossuficientes, dando origem à tetrarquia. As quatro prefeituras eram Gália, Itália, Ilíria e Oriente, subdivididas em dioceses que, por sua vez, eram organizadas em províncias.

Rijksbureau voor Kunsthistorische Documentatie

Rijksbureau voor Kunsthistorische Documentatie (RKD; literalmente, Instituto Neerlandês para a História da Arte) é o maior centro de história da arte do mundo e está situado em a Haia. O centro está especializado em documentação, arquivos e livros sobre a história da arte em Ocidente a partir da Idade Média até ao presente. Todo o seu conteúdo está aberto ao público e a maioria estão digitalizados e disponível na sua página web. O objectivo principal da instituição é recolher, classificar, e fazer investigação da arte, especialmente na pintura barroca nos Países Baixos.

Graças à disposição de bases de dados, o visitante pode investigar a vida de muitos artistas dos séculos passados. A biblioteca dispõe de perto de 450.000 títulos, dos qauis perto de 150.000 são catálogos de leilão. Há ao redor de 3.000 revistas. Ainda que muito do catálogo está em neerlandês, o formato de registo normalizado inclui uma ligação a entradas de biblioteca e imagens de obras conhecidas, que incluem títulos tanto em inglês como em neerlandês.

O RKD também gere a versão neerlandesa de Art & Architecture Thesaurus, uma enciclopédia de termos para a gestão da informação em arte e arquitetura. A versão original é uma iniciativa do Museu J. Paul Getty em Malibu (Califórnia).

Tanzânia

A Tanzânia ou Tanzania (em suaíli, Tanzania), oficialmente República Unida da Tanzânia (em suaíli, Jamhuri ya Muungano wa Tanzania) é um país da África Oriental, limitado a norte pelo Uganda e pelo Quénia, a leste pelo Oceano Índico, a sul por Moçambique, pelo Malaui e pela Zâmbia, e a oeste pelo Burúndi, por Ruanda e pela República Democrática do Congo (fronteira exclusivamente lacustre, através do lago Tanganica). Ademais de sua parte continental, a Tanzânia inclui o arquipélago de Zanzibar, no Oceano Índico.

A República Unida da Tanzânia é um estado unitário composto por 26 regiões. O atual chefe de estado é o presidente John Pombe Joseph Magufuli, eleito em 2015. A capital é Dodoma, sede oficial do governo e do parlamento. Entre a independência e 1996, Dar es Salaam, a maior cidade do país, foi a capital, e continua sendo a principal cidade e o local de facto da maioria das instituições governamentais.O nome Tanzânia é um portmanteau de "Tanganica" e "Zanzibar". Os dois estados foram unidos em 1964, formando a República Unida de Tanganica e Zanzibar, que posteriormente no mesmo ano foi renomeado para o atual nome.A Tanzânia é montanhosa e densamente florestada no nordeste, onde o Monte Kilimanjaro está localizado. Três dos Grandes Lagos da África estão parcialmente dentro da Tanzânia. Ao norte e ao oeste estão o Lago Vitória, o maior lago da África, e o Lago Tanganica, o lago mais profundo do continente, conhecido por suas espécies únicas de peixes. A costa oriental é quente e úmida, com o arquipélago de Zanzibar ao largo. As quedas de Kalambo, localizadas no rio Kalambo, na fronteira com a Zâmbia, são a segunda maior cachoeira ininterrupta da África. A Área de Conservação da Baía de Menai é a maior área marinha protegida de Zanzibar.

Mais de 100 línguas diferentes são faladas na Tanzânia, tornando-se o país com maior diversidade lingüística na África Oriental. O país não tem uma língua oficial de jure, embora a língua nacional é o suaíli. O suaíli é usado no parlamento, nos tribunais inferiores e como meio de instrução na escola primária. O inglês é usado no comércio exterior, na diplomacia, nos tribunais superiores e como meio de instrução no ensino secundário e superior, embora o governo da Tanzânia esteja planejando descontinuar o inglês como uma língua de instrução. Aproximadamente 10% dos tanzanianos falam o suaíli como primeira língua e até 90% falam como segunda língua.

Voivodia

Uma voivodia ou voivodato é o termo usado para várias divisões da Polônia e para a Província Autônoma de Voivodina na Sérvia.

Historicamente designava um estado feudal medieval na Europa Oriental, como na Romênia, Hungria, Polônia, Lituânia, Letônia, Rússia e Sérvia (veja Vojvodina), governado por um voivoda (voivode, wojewoda). O voivoda (literalmente aquele que lidera os guerreiros) era originalmente o comandante militar próximo ao governante. É por vezes traduzido como ducado, província, palatinado ou distrito administrativo; ou conhecido nas línguas das várias entidades políticas como romeno: voievodat; polaco: województwo; sérvio: vojvodina (војводина), vojvodstvo (војводство) ou vojvodovina (војводовина); húngaro: vajdaság; lituano: vaivadija.

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Campos de estudo das ciências
Ciências naturais
Ciências sociais ou
Ciências humanas
Ciências da saúde
Ciências formais
Ciências exatas

Noutras línguas

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