Guerrilha

Guerrilha (em castelhano: guerrilla , "pequena guerra") é um tipo de guerra não convencional na maior parte das vezes rural[1] no qual o principal estratagema é a ocultação e extrema mobilidade dos combatentes, chamados de guerrilheiros, incluindo, mas não limitado a civis armados (ou "irregulares").

Pode se constituir também como uma movimentação híbrida, ou seja, ora centralizada por uma atitude bélica cujo aspecto pode ser colaboracionista com as forças regulares de determinadas regiões, e ora pode se dar o enfrentamento sem conexão com qualquer força armada regular.

6-de-junio-1808
Resistência da guerrilha espanhola à invasão napoleônica da Espanha em 1808, onde o termo "guerrilha" foi usado pela primeira vez.

Origem

Presume-se que tenha sido utilizada a palavra guerrilha (guerrilla) pela primeira vez na Guerra Peninsular contra a invasão napoleônica a Portugal e Espanha, entre 1808 e 1812, embora as técnicas guerrilheiras remontem à Antiguidade.[2] Portanto, o termo passou a ser utilizado a partir da sua origem ibérica, tendo sua grafia original preservada em muitos idiomas. No Brasil data da Invasão Holandesa em Salvador, entre 1624 a 1625, quando o Sargento-mor Antônio Dias Cardoso, Mestre das Emboscadas, aplicou as técnicas para conter o invasor. E em 1645 voltaria a empregar nos Montes das Tabocas, seguindo com ações na(s) Batalha dos Guararapes, respectivamente, em 19 de abril de 1648 e em 19 de fevereiro de 1649.

A guerra de guerrilhas também recebeu outras denominações. Na América Latina, por exemplo, foi chamada de montonera no Rio da Prata e bola no México, entre outras nomenclaturas que não prevaleceram. Na América do Norte foi Francis Marion, a "Raposa do Pântano", seu precursor com uso de armadilhas e emboscadas durante a guerra de Independência dos Estados Unidos.

Conceito

PFLP-group-1969
Guerrilheiros do grupo auto-proclamado Frente Popular para a Libertação (FPLP).

"Trata-se de levar um adversário, por muito mais forte que seja, a admitir condições frequentemente muito duras, não empregando contra ele senão meios extremamente limitados".[3] É então que entra em jogo, em toda a sua plenitude, a fórmula das variáveis complementares que já encontramos: a inferioridade das forças militares deve ser compensada por uma superioridade crescente das forças morais, à medida que a ação se prolonga. Assim, a operação desenvolve-se simultaneamente em dois planos, o plano material, das forças militares, e o plano moral, da ação psicológica.

A guerrilha não é necessariamente um tipo de guerra de resistência onde os insurgentes se opõem a uma força de ocupação, como no Iraque ocupado pelos estadunidenses ou o Afeganistão invadido pela União Soviética. Ela é também comum em guerras revolucionárias (com fator político-ideológico) que podem ocorrer entre partidos ou facções de um mesmo povo tais como M.M.D.C., El Salvador, Guerrilha do Araguaia, Ação Libertadora Nacional (ALN), Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR80), Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Sendero Luminoso, Euskadi Ta Askatasuna (ETA), Exército Republicano Irlandês (IRA).

As guerras de guerrilhas, quase em sua totalidade, buscaram a independência de determinada região ou grupos. Utilizam armamentos leve e de fácil deslocamento. Atualmente se mantêm com recursos financeiros advindos de impostos cobrados de transeuntes da área dominada pela guerrilha, bem como operações militares.

Em geral, os grupos guerrilheiros tendem a apoiar soluções progressistas, pois, sendo oriundos de grupos locais, mantém contatos estreitos com a população da região onde atuam, ao contrário das Forças Armadas regulares. Assim, é muito comum a estes grupos serem liderados por "caciques", "caudilhos", governo sombra, mais modernamente, ou lideranças de classes em geral, segundo conceito da Corte de Palermo, Itália, devido ao chamado "Anos de Chumbo". As quais antigamente, no Brasil, com interesses escusos, e "mais amplos". Neste caso, como as ações do Cabo Anselmo, antigo guerrilheiro comunista de "dupla face", que desenvolvia trabalhos tanto de um lado (do governo da época), como de outro da guerrilha, no início do regime militar no Brasil (1964 até 1970).

Foi justamente por esta ligação estreita que o chamado "guerrilheirismo latino-americano" proliferou na América Latina enfrentando o poder chamado de "Forças Realistas Coloniais Espanholas".

Estratégia

Se a margem de liberdade de ação é grande, mas os meios disponíveis excessivamente fracos para obter uma decisão militar, pode-se recorrer a uma estratégia de conflito de longa duração, visando a promover a usura moral, a lassidão do adversário. Para poder durar, os meios empregados serão muito rústicos, mas a técnica de emprego (geralmente uma guerra total apoiada sobre uma guerrilha generalizada) obrigará o adversário a um esforço bem mais considerável do que ele poderá suportar indefinidamente. Este modelo de luta total prolongada de fraca intensidade militar foi geralmente empregado com sucesso nas Guerras de Descolonização. Seu teórico principal é Mao Tse-Tung. Observemos que esta estratégia, que exige considerável esforço moral de parte de quem toma a iniciativa, pressupõe forte elemento passional e muito boa coesão da alma nacional. Assim, ela corresponde o mais completamente possível às guerras de liberação. Mas ela somente tem chances de sucesso se o que está em jogo entre as partes é bem desigual (caso das Guerras de Descolonização), ou bem ela se beneficia de intervenções armadas (caso das guerras de liberação, na Europa, entre 1944-45, e na Espanha, em 1813-14) às quais elas servem de reforço. A técnica da guerrilha por vezes leva, em maior ou menor intensidade, a uma verdadeira Onda Revolucionária no tecido social, visando a tomada do poder constituído.

Plano material

Em situação de grande inferioridade de meios, não se pode esperar sobreviver senão recusando combater, e empregando uma tática de fustigamento para manter vivo o conflito. Isto conduz à guerrilha, velha como o mundo e, no entanto, esquecida e depois reaprendida, a cada geração. Mas esta tática há quarenta anos é objeto de codificações estratégicas muito importantes, as quais permitem conduzir tal gênero de operações segundo conceitos racionais que lhe aumentam consideravelmente a eficácia e, conseqüentemente, permitem reduzir bastante o desequilíbrio de forças materiais. Mao Tsé-Tung definiu em sete regras a essência da guerrilha: íntimo acordo entre a população e os guerrilheiros, retraimento ante um avanço inimigo em força, fustigamento e ataque ante um retraimento inimigo, estratégia de um contra cinco, tática de cinco contra um, particularmente graças ao que se chama o "retraimento centrípeto", isto é, a concentração de forças durante o retraimento (ele dispunha de muito espaço na China); enfim, logística e armamento graças ao que é tomado do inimigo.

Estas sete regras constituem o mínimo necessário para tal forma de guerra, mínimo, no entanto, às vezes desconhecido, como, por exemplo, quando a OAS pretendeu estabelecer um "reduto" na Argélia, ou quando os americanos aceitaram a ideia de um desembarque em Cuba, sob a forma de "cabeça de ponte" clássica.

Mais além desse mínimo, duas noções capitais foram formuladas, para garantir a liberdade de ação da guerrilha A primeira, de origem União Soviética, mas já aplicada pelos irlandeses, visa a impedir a repressão, dissuadindo a população de informar o inimigo, mediante a prática de terrorismo sistemático. A segunda, luminosamente explicada por T. E. Lawrence, a propósito de Medina, tem por princípio estender em superfície, ao máximo, a ameaça da guerrilha, sem, no entanto, incitar o inimigo a retrair-se, de forma a criar para ele um problema de proteção cada vez mais difícil. A aplicação deste última noção tem como efeito levar o adversário a despender mais e mais forças para a guarda de um número crescente de pontos, o que, em larga medida, é capaz de modificar o equilíbrio prático das forças em presença. É assim que, na Argélia, mais de 300.000 homens eram mantidos na incerteza por menos de 30.000.

Enfim, as forças de guerrilha, cujo desgaste é terrível, devem ser mantidas e constantemente desenvolvidas para que a pressão seja crescente. Isto exige um sistema inicial de contrabando de armas (ou de lançamento por paraquedas, como na França, em 1944), seguido, desde que possível, do estabelecimento de bases próximas do território atacado, cuja inviolabilidade será assegurada pelos meios de dissuasão da manobra exterior. Tal foi o papel das bases da China para a guerra da Indochina, das do Egito, inicialmente, e, depois das da Tunísia e do Marrocos, para a Guerra da Argélia, das do Congo, ex-belga, para a Angola portuguesa etc. Certos autores viram na organização dessas bases o elemento decisivo de tal gênero de guerra. Se ele não é decisivo em si mesmo, certamente é muito importante, pois pode-se notar que as guerrilhas que fracassaram no Quênia e na Malásia são justamente as que se encontravam isoladas. Este último ponto confere à manobra exterior capital valor operacional, que se agrega ao que já se disse de seu papel chave no domínio da liberdade de ação global.

Plano psicológico

No plano psicológico, a ideia geral é, ainda, saber durar. Para isto, é indispensável que as forças morais dos combatentes e da população sejam desenvolvidas e mantidas em nível elevado. A alavanca moral é, por conseguinte, capital. Simetricamente, é preciso levar o adversário a ceder por lassidão. Ainda aqui, a ação psicológica será essencial para explorar nesse sentido os resultados obtidos. Esta ação psicológica é complexa, pois que deve dirigir-se simultaneamente aos combatentes e à população amiga e inimiga, além de repousar sobre dois elementos principais, a "linha política" de base e a escolha da tática psicológica.

A linha política de base, que deve estar em harmonia com a linha política necessária à manobra exterior, deve ser tal que possa mobilizar, em vista da luta, as paixões latentes do povo que se quer emocionar. Por outro lado, estas paixões (patrióticas, religiosas, sociais etc.) devem ser apresentadas segundo uma orientação que demonstre a justiça da causa que se quer apoiar. Do mesmo modo, o sucesso da operação deve parecer certo, não como em 1940, "porque nós somos os mais fortes" - o que, nesse gênero de guerra, no início jamais é verdadeiro - mas porque "Deus (ou obscuras forcas históricas) está conosco". O determinismo histórico, predestinando a história no sentido desejado, vem assim substituir as imagens santas ou as aparições que galvanizavam os cruzados.

Ele cria uma espécie de fatalismo otimista e, simetricamente, um fatalismo pessimista no inimigo, que se aparentam com o fatalismo dos muçulmanos, sucessivamente conquistadores e subjugados.

Este último ponto é particularmente importante, porque foi medido mal o papel que representou na rápida conquista do mundo pela raça branca: o sentimento dos povos submetidos de que os brancos eram trazidos pelo destino, e de que não podíam deixar de ser os senhores de seu futuro. Os revezes sofridos pelo Ocidente na primeira parte da II Guerra Mundial desmentiram tal previsão: perderam a face, e as mesmas forças que operaram em favor dele passaram a atuar contra ele.

As táticas psicológicas comportam, evidentemente, o emprego de técnicas hoje bem conhecidas, de propaganda, doutrinação e organização da população, através de um enquadramento cerrado e cuidadosamente vigiado. Porém, nesse gênero de guerra é, sobretudo, indispensável compreender que os únicos êxitos são de ordem psicológica, e que, portanto, todas as ações materiais somente têm interesse pelo seu valor para levantar o moral ou o prestígio dos combatentes, ou da população. Por conseguinte, a guerrilha deverá, mais freqüentemente, ser conduzida nesse sentido. Por outro lado, se faltam os êxitos, ou se eles são mínimos, o blefe poderão suplementá-los, tais como na defesa de Port. Said, a destruição do "Suffren" pêlos norte-vietnamitas, do "Jean Bart" pêlos egípcios, o desembarque do Exército egípcio na Kabilia, etc. No mesmo sentido, um prurido de notícias sensacionais, como colocado pela imprensa ocidental, permite ao adversário multiplicar o efeito psicológico de ações modestas e repetidas.

Se a guerrilha não é sufocada desde o início, existem as maiores probabilidades de um desfecho vitorioso. Na melhor das hipóteses, conseguir-se-á a renúncia à luta pelo adversário (Tunísia, Marrocos, Argélia). Se a manobra exterior não consegue impedir a intervenção de outras potências, chegar-se-á a uma solução de compromisso, sob a forma de uma partição (Israel, Indochina). Se a manobra exterior não consegue alimentar suficientemente a ação interior e se o adversário se agarra, então chega-se ao fracasso (Quênia, Malásia). Porém, os germes semeados durante a luta, mais tarde se desenvolverão e, no mínimo, ter-se-á imposto ao adversário um esforço considerável ao preço de meios irrisórios.

Contra-guerrilha

My Tho, Vietnam. A Viet Cong base camp being. In the foreground is Private First Class Raymond Rumpa, St Paul, Minnesota - NARA - 530621 edit
Soldados do exército dos Estados Unidos em ação de contra-guerrilha na vila de My Tho, no Vietnã do Sul, procurando combatentes Viet Congs.

Em uma agressão do tipo guerra de guerrilha, pode-se hesitar entre diversas soluções. A melhor, se ela for possível, consistiria em salvaguardar o essencial (isto é, o controle governamental), sem engajar grandes meios, e em resolver o conflito.

A linha política, será a de reduzir os trunfos do adversário. Por conseguinte, será necessário, por um lado, manter e desenvolver o prestígio, mediante uma demonstração de força, sem dúvida, como também persuadindo de possibilidades futuras (civilização em progresso, apoio internacional etc.); e, por outro lado, desarmar reivindicações através de reformas profundas.

No plano militar, é indispensável frustrar a estratégia da guerrilha, tal como foi descrita mais acima; é preciso, antes de mais nada, evitar-se deixar desbordar pela manobra de superfície, praticando estrita economia de forças, com a colocação da guerrilha em xeque pela "manobra de Medina". Estratégia das forças árabes, sob a liderança de Lawrence da Arábia por ocasião da Primeira Guerra Mundial, onde mantiveram sob ataque a ferrovia Damasco-Medina, cortando as ligações do Exército turco com Damasco e fixando-o em Medina. Isto leva a limitar a proteção generalizada de pessoas e de bens, graças a uma forte densidade de ocupação em zonas reduzidas e bem escolhidas, em função de sua importância geográfica, política e econômica; e em consentir certo grau de insegurança no resto do país. Os postos que nestes eixos serão deixados terão por finalidade, somente, manter um sistema de informações, graças ao qual se poderá desencadear uma série de operações destinadas a impedir a reorganização de bases adversas. Em certos casos mesmo, poder-se-á deixar o inimigo aí se instalar à vontade, para destruí-lo mais facilmente. Correlativamente, as fronteiras deverão ser hermeticamente fechadas, graças a uma tática de barragens (posições defensivas), das quais as guerras da Líbia (da Itália fascista) e da Argélia deram o exemplo. Mesmo bem conduzidas, essas operações requererão meios muito importantes. É sua grande fraqueza, para uma guerra necessariamente prolongada, face a acomodação da tropa. A estratégia deverá, então, esforçar-se por encontrar soluções econômicas, enquanto que a organização deverá aplicar fórmulas (substituições com a movimentação da tropa, etc.) concebidas para o tempo de duração da guerra. Em circunstâncias, excepcionalmente favoráveis poder-se-á tentar obter a decisão por um considerável esforço de meios, sob a condição de que os resultados sejam rapidamente compensadores. Se não fosse assim (Argélia, 1956), não se faria senão reduzir a sua própria capacidade de durar; por conseguinte, fazendo o jogo da guerra de guerrilha.

Enfim, é bem certo que as operações deverão ser conduzidas com a constante preocupação de obter um efeito psicológico sobre o inimigo e sobre a população. Sendo esta completamente protegida nas zonas de forte densidade de ocupação, dever-se-á poder comparar sua sorte invejável com a das populações vivendo em zonas mais ou menos controladas pelo adversário. As partes protegidas, tornadas zonas de refúgio, não deverão, sob pretexto algum, ser reduzidas(isto obriga a prever, a longo prazo, uma política de efetivos que não comportem variações), de modo a dar confiança; e, se elas se estenderem, não deverá jamais haver recuos. Os combates devem ser úteis para o prestígio e apoio da população. Os fracassos devem ser ocultados ou compensados por êxitos mais importantes, convenientemente realçados. Na atualidade, a maioria dos países possuem tropas específicas para este tipo de emprego inicial: Comandos e Forças Especiais.

Malgrado todas estas precauções, cuja enumeração sublinha um bom número de erros levantados na campanha da Argélia, em particular, é necessário ter presente no espírito que esse gênero de luta só excepcionalmente foi favorável à defesa e, como foi sublinhado, somente quando não existiam bases exteriores próximas que pudessem alimentar a guerrilha. Em estratégia de contra-guerrilha, responder a um ataque por uma defesa direta é solução tão má como a do um touro investindo contra uma muleta vermelha. É contra o toureiro que é preciso investir, isto é, contra a guerra de guerrilha.

Exemplos

Vietnã

A Guerra do Vietnã é um exemplo típico no qual o exército regular dos Estados Unidos, sem conhecer o terreno por não ser nativo da região, acabou desmoralizado pela guerrilha Vietcong, embora aquele conflito tenha tido outros fatores e características como desfecho.

América espanhola

A queda das Colônias Espanholas entre 1810 e 1824 foi decidida pelas guerras de guerrilhas. Muitos grupos foram chefiados por diversos líderes que carregaram consigo a responsabilidade da vitória ou do fracasso dos movimentos de libertação. Houve também guerrilhas de estado, isto é, aquelas financiadas e incentivadas por grupos que detinham o poder em determinada região, mas que tinham por finalidade a desestabilização dos movimentos de libertação.

Entre diversos movimentos de guerrilhas e seus líderes que ocorreram na América Latina, podem ser destacados:

Brasil

No Brasil, houve muitos movimentos guerrilheiros nas províncias contra o centralismo executado pelo Império. E, notadamente, na ditadura militar (1964-1985), houve muitos participantes da Guerrilha do Araguaia que efetivamente atuaram na liderança das ações da população.

  • Pode ser citada também a década de 1920, a Coluna Prestes, oriunda do tenentismo, que foi um movimento guerrilheiro executado por Luiz Carlos Prestes, baseado na busca de reforma governamental, porém sem nenhuma ideologia fundamentada, motivo do abandono da coluna.
  • O ex-dirigente do Partido Comunista, Carlos Marighella, morto em 4 de novembro de 1969, criou e comandou a guerrilha urbana nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro por dois anos.
  • Carlos Lamarca, morto em Ipupiara, localidade do interior da Bahia, em 17 de setembro de 1971, comandou no Vale do Ribeira, em meados de abril de 1969, em São Paulo um movimento guerrilheiro, após roubar 63 fuzis FAL, metralhadoras leves e munição do Quartel de Quitaúna, em São Paulo, desertando e entrando para a clandestindade, onde cometeria crimes como o assassinato do Guarda Civil Orlando Pinto Saraiva e assaltos a bancos. Assassinou o então tenente da Polícia Militar de São Paulo, Alberto Mendes Junior, a golpes de coronhada, numa emboscada.
  • Em 1972, o Exército Brasileiro enfrentou com mais de 5.000 homens a Guerrilha do Araguaia, organizada pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

Referências

  1. BEN HUBBARD; ERIC SCHMITT e MARK MAZZETTI (11). «U.S. Pins Hope on Syrian Rebels With Loyalties All Over the Map» (HTML). The New York Times (em inglês). The New York Times. The Syrian rebels are a scattered archipelago of mostly local forces with ideologies that range from nationalist to jihadist. Their rank-and-file fighters are largely from the rural underclass, with few having clear political visions beyond a general interest in greater rights or the dream of an Islamic state. Verifique data em: |data=, |ano= / |data= mismatch (ajuda); |língua3= e |língua= redundantes (ajuda)
  2. O Conceito de Guerrilha e o Debate sobre a Transformação da Guerra. Por Luiz Felipe Rebello.
  3. BEAUFRE, André, Introdução à Estratégia. Rio de Janeiro : Bibliex, 1998, apud SANT'ANNA, Carlos Alexandre Rezende de. Pensamento estratégico brasileiro contemporâneo. – reflexões sobre o Atlântico Sul Arquivado em 22 de novembro de 2015, no Wayback Machine.. Niterói, Universidade Federal Fluminense, 2011.

Bibliografia

  • Chevalier, F.; Caudillos et caciques en Amérique. Contribution à l'étude des liens personnels. Bordeaux, 1962.
  • Guevara, Guerra de guerrillas; La Habana: Dep. de Instrucción del MINFAR, 1960.
  • R. Debray; ¿Revolución en la revolución? La Habana: Casa de las Américas, 1966.
  • R. Gott, La guerrilla en América Latina; Santiago de Chile: Universitaria, 1971.
  • Minimanual de la guerrilla urbana; La Habana, 1967.
  • Rezende, C.C. Suicidio Revolucionario: la lucha armada y la herencia del quimérica revolución en los pasos. Unesp, 2010.
  • Il Risorgimento; Einaudi, Torino, 1950.
  • Hanlweg, W.; Storia della guerriglia. Milano, Feltrineli, 1973.
  • Rama, C. M.; "La nouvelle gauche latino-américaine". In: Raison présente. Paris, 1970.

Ver também

Ligações externas

Conceição do Araguaia

Conceição do Araguaia é um município brasileiro do sudeste do estado do Pará. Localiza-se no norte brasileiro, a uma latitude 49º15'53" sul e longitude 49º35'53" oeste.Situada à margem esquerda do Rio Araguaia, foi fundada pelo frade dominicano Frei Gil de Vilanova.

Dinaelza Coqueiro

Dinaelza Soares Santana Coqueiro conhecida também como "Maria Dina", "Dinorá" e "Mariadina", (Vitória da Conquista, 22 de março de 1949 — Araguaia, 8 de abril de 1974) foi uma guerrilheira brasileira, militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e integrante da Guerrilha do Araguaia, movimento guerrilheiro ocorrido entre o final da década de 1960 e o começo da década de 1970 na região amazônica, ao longo do rio Araguaia.

Dinalva Oliveira Teixeira

Dinalva Conceição Oliveira Teixeira ou 'Dina' (Castro Alves, 16 de maio de 1945 — Araguaia, ? de julho de 1974) foi uma estudante e guerrilheira brasileira, integrante da Guerrilha do Araguaia, movimento guerrilheiro criado pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) durante a ditadura militar brasileira.

Formada em Geologia pela Universidade Federal da Bahia em 1968, 'Dina' foi a mais famosa e temida de todas as guerrilheiras do Araguaia. Militante do movimento estudantil baiano em 1967 e 1968, tendo sido presa, casou com seu colega de turma Antônio Carlos Monteiro Teixeira — que na guerrilha teria o codinome 'Antônio da Dina' — e mudaram-se para o Rio de Janeiro, onde trabalharam no Ministério das Minas e Energia, e como militantes comunistas faziam trabalho social nas favelas cariocas.Dinalva Conceição Oliveira Teixeira se enquadra como desaparecida política. Isso porque os seus restos mortais não foram encontrados e nem entregues para os familiares. Com isso, Dinalva não pode ser sepultada até hoje.

Espionagem

A espionagem segundo Sun Tzu, em A Arte da Guerra, é um ato só permitido entre beligerantes, nações, grupos guerrilheiros em guerra e/ou guerrilha, e consiste na prática de obter informações de caráter sigiloso relativas a governos ou organizações, sem a autorização desses, para obter certa vantagem militar, política, econômica, científica, tecnológica e/ou social.

A prática manifesta-se geralmente como parte de um esforço organizado (ou seja, como ação de um grupo governamental ou empresarial). Um espião é um agente empregado para obter tais segredos. A definição vem sendo restringida a um Estado que espia inimigos potenciais ou reais, primeiramente para finalidades militares, mas ela abrange também a espionagem envolvendo empresas, inimigas entre si concorrentes e em "guerrilha"; em (conhecida como espionagem industrial) e pessoas físicas, através de contratação de detetives particulares, sempre quem espionagem existe um litígio.

Em náutica, uma espia é um tipo de cabo a que se chama também boça e serve para amarrar um navio a outro, com o fim de rebocá-lo, sempre é um cabo de grande calibre.

Segundo Marcelo de Montalvão, em Inteligência & Indústria: Espionagem e Contraespionagem Corporativa, "A Atividade de Inteligência ou Serviço de Informação ou Serviço Secreto ou Espionagem é a implementação de um sistema de coleta de dados e informações para identificação de ameaças e oportunidades para uma organização com o escopo de ajudar o líder ou tomadores de decisão na elaboração de planos estratégicos ou execução de ações táticas e operacionais de ataque, manutenção e defesa dessa organização. Informação é o produto resultado do trabalho sistemático de coleta, análise e entrega de dados e informações chamado Atividade de Inteligência".

Guerra Civil de El Salvador

A Guerra Civil de El Salvador foi um conflito armado entre o governo ditatorial de direita - apoiado pelos EUA, conforme se lê no livro de Noam Chomsky, O que o Tio Sam Realmente Quer (1999) - de El Salvador e a guerrilha de esquerda, organizada em torno da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN).

Os Estados Unidos, que, no contexto da Guerra Fria, temiam a repetição de processos semelhantes ao da Revolução Cubana no restante da América Latina, apoiaram as forças governistas, com a transferência de US$7 bilhões às forças governamentais e paramilitares ao longo de dez anos, período que inclui os governos de Jimmy Carter, Ronald Reagan e George H. W. Bush.A tensão no país aumentou a partir do golpe militar, que levou a Junta Revolucionaria de Gobierno (JRG) ao poder. Com o assassinato do arcebispo de San Salvador Óscar Romero, opositor ferrenho do novo regime, e outras 42 pessoas em seu funeral, iniou-se uma guerra civil em larga escala.

Durante a guerra, forças rebeldes capturaram grandes extensões dos departamentos de Morazán e Chalatenango. O fim do conflito, mediante a assinatura dos Acordos de Paz de Chapultepec, em janeiro de 1992, permitiu a entrada oficial da FMLN no cenário político-eleitoral de El Salvador.

A Guerra Civil de El Salvador teve um efeito devastador sobre a população do país, deixando entre 60 e 80 mil mortos - dos quais cerca de 30 mil foram assassinados -, 9.000 desaparecidos, além de um milhão de desabrigados e um milhão de exilados, e metade da população sofreu de Desnutrição e cerca de 2.000 pessoas morreram de inanição.

Guerra total

Guerra total é um conceito dito moderno de um conflito, de alcance ilimitado; no qual as partes beligerantes entram numa fase de mobilização total de todos os seus recursos— humanos, industriais, agrícolas, militares, naturais e tecnológicos para o esforço de guerra. Apesar de ter sido usado por séculos, a maior e mais conhecida guerra total foi a Segunda Guerra Mundial. Na guerra total não existe muita diferença entre combatentes e não combatentes, já que cada cidadão de um país em particular, soldados e civis, pode ser considerado como parte de seu esforço de guerra. Também não há diferenciação entre recursos militares e civis.

Guerrilha do Araguaia

Guerrilha do Araguaia foi um movimento guerrilheiro existente na região amazônica brasileira, ao longo do rio Araguaia, entre fins da década de 1960 e a primeira metade da década de 1970. Criada pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), tinha por objetivo fomentar uma revolução socialista, a ser iniciada no campo, baseada nas experiências vitoriosas da Revolução Cubana e da Revolução Chinesa.Combatida pelas Forças Armadas a partir de 1972, quando vários de seus integrantes já haviam se estabelecido na região há pelo menos seis anos, o palco das operações de combate entre a guerrilha e os militares se deu onde os estados de Goiás, Pará e Maranhão faziam divisa. Seu nome vem do fato de se localizar às margens do rio Araguaia, próximo às cidades de São Geraldo do Araguaia e Marabá no Pará e de Xambioá, no norte de Goiás (região onde atualmente é o norte do estado de Tocantins, também denominada como Bico do Papagaio).Estima-se que o movimento era composto por cerca de oitenta guerrilheiros sendo que, destes, menos de vinte sobreviveram, entre eles, o ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), José Genoíno, que foi detido pelo Exército em 1972, ainda na primeira fase das operações militares. A maioria dos combatentes, formada principalmente por ex-estudantes universitários e profissionais liberais, foi morta em combate na selva ou executada após sua prisão pelos militares, durante as operações finais, em 1973 e 1974. Mais de cinquenta deles são considerados ainda hoje como desaparecidos políticos.Desconhecida do restante do país à época em que ocorreu, protegida por uma cortina de silêncio e censura a que o movimento e as operações militares contra ela foram submetidos, os detalhes sobre a guerrilha só começaram a aparecer cerca de vinte anos após sua extinção pelas Forças Armadas, já no período de redemocratização.

Guerrilha do Caparaó

A Guerrilha do Caparaó foi a segunda tentativa insurgência armada contra o regime militar brasileiro feita por ex-militares cassados. Inspirado na guerrilha de Serra Maestra, teve lugar na serra do Caparaó, divisa entre os estados do Espírito Santo e Minas Gerais, no período 1966 - 1967.

Guevarismo

Guevarismo é um conjunto de conceitos e critérios políticos, de origem marxista, desenvolvida a partir das ações e ideias do guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara, que são caracterizadas por uma enfoque radical para a mudança social e de preferência para a luta armada. O Guevarismo foi relacionado, apesar de não se identificar, com diversas correntes políticas, em especial com o comunismo, o marxismo-leninismo e o maoísmo, mas em todos estes fluxos são mais ou menos extensas áreas que são críticas do guevarismo.

Insurgência iraquiana

A insurgência iraquiana ou guerrilha iraquiana refere-se ao movimento de resistência armada à ocupação do Iraque por uma coalizão de países ocidentais liderada pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido, entre 2003 e 2011. Grupos de guerrilheiros, em sua maioria sunitas (mas também contando com islamitas xiitas), opuseram-se também ao recém criado governo iraquiano de transição (2005- 2006), instalado pela coalizão ao final do governo interino (2004 - 2005), também instalado pela mesma coalizão, que também derrubara o presidente do país, Saddam Hussein, em abril de 2003.

Paralelamente, uma brutal guerra civil travou-se entre os diversos grupos e facções, envolvendo praticamente toda a população do país. Combatentes estrangeiros também foram ao Iraque para lutar contra as tropas ocidentais. Durante o período de ocupação, ocorreram numerosas violações dos direitos Humanos, tanto por parte dos grupos da resistência como das forças ocupantes.

Luta armada de esquerda no Brasil

A luta armada no Brasil foi uma série de ações promovidas por diversos grupos de esquerda, especialmente entre 1968 e 1972, durante a ditadura militar. Embora tenha assumido um caráter de resistência ao regime, os grupos mais proeminentes que integraram a luta armada não tinham como objetivo o retorno à ordem democrática anterior ao golpe militar, mas sim a realização de uma revolução socialista no Brasil, inspirando-se na Revolução Chinesa e na Revolução Cubana. Apesar de algumas ações realizadas entre 1965 e 1967, o confrontamento aprofundou-se após a proclamação do Ato Institucional nº 5 (AI-5) em 1968 e, com o acirramento do autoritarismo do regime militar, diversas organizações se convenceram de que somente o recurso às armas poderia derrubar a ditadura militar. Neste cenário, lançaram-se à luta armada dezenas de organizações, das quais destacaram-se a Ação Libertadora Nacional (ALN), o Comando de Libertação Nacional (COLINA), o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares).

Embora almejassem iniciar a guerrilha rural, as organizações revolucionárias se notabilizaram por suas ações urbanas. Vistas como atos de propaganda armada da revolução, estas ações — que incluíam assaltos a agências bancárias e a carros pagadores, roubos de armamentos do Exército e, posteriormente, o sequestro de embaixadores e diplomatas com objetivo de trocá-los por presos políticos — serviam para arrecadar fundos para desencadear a guerrilha no campo e sustentar a infraestrutura clandestina destas organizações.

A guerrilha urbana, qualificada como terrorismo pelo governo ditatorial e pela imprensa do país, inicialmente surpreendeu o aparelho repressivo do Estado, que, no entanto, não tardou em aperfeiçoar-se e profissionalizar-se no combate aos guerrilheiros. Para isso, o alto comando militar iniciou a construção de uma estrutura policial e burocrática calcada na espionagem, na coleta de informações, em operações policiais voltadas à captura e ao interrogatório de opositores políticos do regime através do uso sistemático da tortura.

A despeito de seu sucesso inicial, as organizações revolucionárias foram caminhando para um crescente isolamento social, que piorou muito após a escalada repressiva e a campanha de desinformação perpetrada por alguns setores da ditadura, que chegaram a realizar atentados terroristas de bandeira falsa contra civis e militares, que foram efetuados por paramilitares ligados à autoridades do próprio governo federal, com a finalidade de erodir o apoio popular aos revoltosos e justificar o aprofundamento do autoritarismo. As ações armadas nas cidades duraram pouco tempo. De todas as organizações envolvidas na luta armada, apenas o PCdoB conseguiu promover efetivamente a guerrilha rural. O desmantelamento da guerrilha do Araguaia em 1974 marcou a desarticulação total da luta armada no Brasil, ao custo de centenas de mortos, exilados e desaparecidos durante a ditadura.

Líbero Castiglia

Líbero Giancarlo Castiglia (San Lucido, 4 de julho de 1944 - Araguaia, ? de ? de 1974) foi um guerrilheiro italiano radicado no Brasil, único estrangeiro a pegar em armas contra a ditadura militar brasileira durante a Guerrilha do Araguaia.

Líbero veio cedo com a família para o Brasil, onde fez curso de torneiro mecânico e trabalhou como operário metalúrgico no Rio de Janeiro. Devido à sua militância política, foi obrigado a cair na clandestinidade após o golpe militar de 1964.Foi um dos primeiros integrantes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) a chegar ao Araguaia, instalando-se em 1967 na região, na área chamada de Faveira, onde integrou-se aos moradores locais trabalhando como pequeno comerciante, agricultor e dono de um pequeno barco de transporte de mercadorias.Com o início da guerrilha, tornou-se comandante de Destacamento A e depois passou a integrar o núcleo de comando dela, a Comissão Militar. Sobrevivente do ataque militar que destruiu o comando da guerrilha no Natal de 1973, não mais foi visto após esta data, apenas um comunicado pelo rádio ouvido por soldados das patrulhas de busca o deram como morto, metralhado no início de 1974.Seu corpo jamais foi encontrado e é dado como desaparecido político.

Maurício Grabois

Maurício Grabois (Salvador, 2 de outubro de 1912 — Xambioá, 25 de dezembro de 1973) foi um político brasileiro, um dos fundadores do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e um de seus dirigentes desde a criação do partido até sua morte na Guerrilha do Araguaia, em 25 de dezembro de 1973. Foi um dos principais líderes comunistas do Brasil, junto com Luís Carlos Prestes, Carlos Marighella e João Amazonas.

Micheas Gomes de Almeida

Micheas Gomes de Almeida ou "Zezinho do Araguaia" (Capanema, 21 de abril de 1934) é um militante comunista e ex-guerrilheiro brasileiro, único sobrevivente da Guerrilha do Araguaia que jamais foi preso, atuando durante os três anos de combate entre a guerrilha e as Forças Armadas, entre 1972 e 1975.

Movimento de resistência

Movimento de resistência é o conjunto de iniciativas levado a cabo por um grupo de pessoas que defendem uma causa normalmente política, na luta contra um invasor em um país ocupado.

O termo pode também se referir a qualquer esforço organizado por defensores de um ideal comum contra uma autoridade constituída. Assim, movimentos de resistência podem incluir qualquer milícia ou guerrilha armada que luta contra uma autoridade, governo ou administração estabelecida ou imposta.

O oposto da resistência, isto é, a colaboração com o invasor, é chamado de colaboracionismo.

Osvaldão

Osvaldo Orlando da Costa ou Osvaldão (Passa-Quatro, 27 de abril de 1938 — Araguaia, 4 de fevereiro de 1974) foi um guerrilheiro brasileiro e um dos principais integrantes da Guerrilha do Araguaia, ocorrida na região Norte do Brasil na década de 1970.

Membro do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), foi obrigado a viver na clandestinidade depois do golpe militar de 1964, quando passou a ser procurado por sua militância. Se mudou quando tinha 20 anos para o Rio de Janeiro, para estudar na Escola Técnica Nacional Antes, entrou para o movimento estudantil em 1958 e mais tarde se filiou ao Partido Comunista Brasileiro (PCdoB). No ano de 1960 foi convidado a estudar engenharia mecânica, na Universidade de Praga, na Tchecoslováquia, onde se especializou em mineração. Durante os anos que morou em Praga pode conviver com diversos outros estudantes estrangeiros de todo o mundo. No ano de 1966 Osvaldo Orlando voltou para o Brasil, indo para o Araguaia. No Araguaia era amado pelos ribeirinhos que o consideravam parte da família. Ainda hoje os moradores da região contam que Osvaldão era uma figura mítica, capaz de se tornar invisível e se transformar em pedra, árvore e vento.

Partido Comunista do Brasil

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) é um partido político brasileiro de esquerda, baseado ideologicamente nos princípios do marxismo.[carece de fontes?]Foi criado em 1958 como uma dissidência alinhada ao stalinismo dentro do Partido Comunista Brasileiro (PCB), que, àquela época, apoiava as reformas defendidas por Nikita Khrushchov durante o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética em 1956 e que, mais tarde, ficaram conhecidas como desestalinização. A dissidência era liderada por Mauricio Grabois, João Amazonas e Pedro Pomar e resolveu se separar do partido após o documento Carta dos Cem (assinada por cem militantes, em quatro Estados do País) ter sido rejeitado no V Congresso do PCB. Logo após, em 1962, é fundado por essa dissidência o Partido Comunista do Brasil (PCdoB).Desde o seu surgimento, o PCdoB seguiu diversas linhas políticas baseadas em distintas experiências comunistas pelo mundo. Surgiu sendo contrário à linha adotada por Nikita Khrushchov na antiga União Soviética e reivindicando o legado de Josef Stalin. Nos anos 1960, adotou a linha maoista (alinhando-se com o Partido Comunista Chinês) e passa a praticar a tática de guerrilhas (o PCdoB é famoso pela atuação na Guerrilha do Araguaia). Em 1978, passou a reivindicar o comunismo da Albânia (Hoxhaísmo).Edita o jornal A Classe Operária e a revista Princípios[1]e, internacionalmente, é membro do Foro de São Paulo. No movimento estudantil, organiza-se na União da Juventude Socialista (UJS) e, no movimento sindical, organiza-se pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). O partido conta com quase 400 mil filiados.

Segunda Guerra dos Bôeres

A Segunda Guerra Boer (ou dos bôeres), travada entre 11 de outubro de 1899 e 31 de maio de 1902, foi um conflito lutado entre o Império Britânico e as duas nações Bôer, a República Sul-Africana (ou República de Transvaal) e o Estado Livre de Orange, sobre o domínio da África do Sul. Ficou conhecida também simplesmente como Guerra Boer ou Guerra Anglo-Boer. No começo do conflito, os bôeres tomaram a iniciativa e tiveram alguns sucessos, porém os britânicos reagiram, mandando reforços, e infligiram grande derrotas as duas nações sul-africanas. Os bôeres iniciaram então uma ampla e violenta campanha de guerrilha que durou dois anos. Os britânicos responderam brutalmente e adotaram políticas de represália, queimando fazendas, destruindo casas e mandando milhares de civis para campos de concentração. A guerra foi extremamente brutal e teve um enorme impacto na região por anos. No final, os bôeres se renderam e um tratado foi firmado entre as partes envolvidas.

Teatro de operações

Numa guerra, chama-se teatro de operações à área física em que se concentram as forças militares, as fortificações e as trincheiras, e em que se travam as principais batalhas. No contexto de uma guerra, poderão existir várias frentes de combate (os teatros de operações), que impõem características e circunstâncias ambientais próprias, obrigando à adequação dos meios disponíveis. Por exemplo, na Guerra Colonial Portuguesa, existiram vários teatros de operações, de uma forma genérica, Angola, Guiné e Moçambique.

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