Gaza

Gaza (em árabe: غزة Ġazzah, IPA: [ɣazza]), também conhecida como Cidade de Gaza, é uma cidade palestina localizada na Faixa de Gaza, com uma população de cerca de 450.000 habitantes, o que a torna a maior cidade dos territórios palestinos. Habitada desde pelo menos o século XV a.C., Gaza tem sido dominada por vários povos e impérios diferentes ao longo de sua história. Os filisteus fez parte de sua pentápole depois de os antigos egípcios terem governado a região por quase 350 anos. Sob o Império Romano e mais tarde sob os bizantinos, a cidade experimentou uma relativa paz e o seu porto floresceu comercialmente. Em 635, tornou-se a primeira cidade da Palestina a ser conquistada pelo exército do Califado Ortodoxo e rapidamente evoluiu para um centro da lei islâmica. No entanto, no momento em que os cruzados invadiram a cidade no final do século XI, ela ficou em ruínas. Nos séculos posteriores, Gaza experimentou várias dificuldades, desde invasões mongóis, inundações e pragas de gafanhotos que reduziram-na a uma aldeia por volta do século XVI, quando foi incorporada ao Império Otomano. Durante a primeira metade do governo otomano, a dinastia Ridwan controlava Gaza e sob eles a cidade passou por uma época de grande fluxo comercial e paz.

Gaza caiu diante das forças britânicas durante a Primeira Guerra Mundial, tornando-se parte do Mandato Britânico da Palestina. Como resultado da guerra árabe-israelense de 1948, o Egito administrou o recém-formado território da Faixa de Gaza e várias melhorias foram realizadas na cidade. Gaza foi anexada por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, mas em 1993, a cidade foi transferida para a Autoridade Nacional Palestina conforme os Acordos de Oslo. Após as eleições parlamentares de 2006, o conflito estourou quando o partido Fatah não pareceu disposto a transferir o poder para o Hamas, resultando na tomada do poder na Faixa de Gaza pela força. O Egito e Israel impuseram um bloqueio à Faixa de Gaza, depois de 2006. Israel aliviou o bloqueio permitindo a entrada de bens de consumo em junho de 2010 e o Egito reabriu a fronteira de Rafah em 2011, mas apenas para pedestres.[1][2]

As principais atividades econômicas de Gaza são de indústrias de pequena escala e a agricultura de subsistência. No entanto, a economia foi devastada pelo bloqueio e pelos conflitos recorrentes. A maioria dos habitantes de Gaza são muçulmanos, embora haja uma minoria cristã. A cidade tem uma população muito jovem, com cerca de 75% com idade em torno de 25 anos, além de ter uma das maiores densidades populacionais do mundo.

Gaza
Gaza City
Hebraico עזה
Árabe غزة
Significado "o forte", "o poderoso" ou "o violento"
Fundada em 6 000 a.C.
Governo Cidade
População 409.680 (2006)
Prefeito Rafiq Tawfiq al-Makki

História

Antiguidades

Tendo sido habitada desde o século XV a.C., a história de Gaza remonta a 4.000 anos durante os quais esta cidade foi governada e habitada por diversos povos e governada por várias dinastias.[3] Originariamente um assentamento cananeu caiu sob o controle dos antigos egípcios por uns 350 anos antes de ser conquistada pelos filisteus, que a converteram em uma das suas principais cidades de sua Pentápole no século XII a.C.

Em 730 a.C. Gaza caiu sob o domínio do Império Assírio e subsequentemente do Império sassânida persa e após foi conquistada por Alexandre o Grande que sitiou a cidade por cinco meses antes de capturá-la em 332 a.C.. A maior parte de seus habitantes foi assassinada no assalto à cidade. Depois de re-povoada por árabes beduínos da região tornou-se um centro de irradiação da civilização helenística, sofrendo mais um sítio ainda, em 96 a.C., por parte dos asmoneus.

Período romano

Com sua incorporação ao Império Romano no ano de 63 a.C., Gaza foi reconstruída sob a direção de Cneu Pompeu Magno e concluída por Herodes, o Grande trinta anos mais tarde. Durante o período romano e posterior , Gaza experimentou relativa paz e manteve sua prosperidade; seu porto floresceu e recebeu subvenções de vários imperadores. Um senado de 500 membros governava a cidade. O povo que a habitava então era constituído de uma ampla gama de filisteus, gregos, romanos, cananeus , fenícios, judeus, egípcios, persas e árabes. A conversão ao cristianismo se deu sob o governo de Porfírio de Gaza, que destruiu seus oito templos pagãos entre 396 e 420.

Domínio árabe

Em 635, Gaza foi a primeira cidade de Palestina conquistada pelo exército do Califado Ortodoxo e logo se tornou um centro da Lei Islâmica. A chegada dos governantes muçulmanos trouxe consigo drásticas mudanças. A maior parte de suas igrejas foi transformada em mesquitas, a população logo adotou o islamismo como sua religião e o Idioma árabe se converteu na língua oficial. Sob os árabes muçulmanos a cidade passou por períodos de prosperidade e declive.

Os Cruzados arrancaram o controle de gaza do Califado Fatímida em 1100 e governaram a cidade até 1187, quando a cidade foi conquistada por Saladino e os Aiúbidas. Gaza esteve em mãos dos Mamelucos em fins do século XIII e se converteu na capital de uma província que abarcava desde o Sinai até Cesareia Marítima. Em 1799, Gaza foi ocupada pelos franceses, e logo após, quando foi incorporada ao Império otomano a cidade já não era mais que uma pequena povoação.

Mandato Britânico e os dois Estados

Durante a Primeira Guerra Mundial, a cidade de Gaza, como o restante da Palestina, foi tomada pelas forças britânicas e ficou sob seu poder desde 1917, no denominado "Mandato Britânico da Palestina", que perdurou até pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial, quando, com o advento da ONU foi preconizada a divisão da palestina em dois Estados, um para os judeus e outro para os árabes das demais religiões que viviam na região. Em 1948, após a guerra perdida pelos palestinos, foi entregue com toda a faixa costeira, à administração do Egito que a manteve até 1962.

Domínio israelita

Na Guerra dos Seis Dias de 1967, Gaza foi capturada por Israel, que se manteve no controle direto da região.

O levante popular chamado "Primeira Intifada" eclodiu em 1987 com centro das ações em Gaza. Durante a revolta as condições econômicas da cidade pioraram e em setembro de 1993 o Estado de Israel e líderes da Organização de Libertação da Palestina (OLP) assinaram os Acordos de Oslo transferindo a administração da Faixa de Gaza, da Cisjordânia e de Jericó, para os palestinianos. Em cumprimento do acordo, em maio de 1994 a Autoridade Nacional Palestina (ANP), liderada por Yasser Arafat, passou a administrar a cidade.

Atualidade

WMC Gaza City
Vista da região central de Gaza em 2009
Gazasmoke
Explosão em Gaza, em 12 de janeiro de 2009, depois de um ataque aéreo da Força Aérea Israelense durante a Operação Chumbo Fundido.
The home of the Kware' family, after it was bombed by the military
Uma casa palestina em ruínas após um bombardeio israelense durante a Operação Margem Protetora, em 2014

Em 2005, Israel decide entregar Gaza ao povo palestino e retirou, de forma forçada, os judeus que ali viviam. Uma das exigências americanas para que Israel se retirasse seria a organização de eleições para decidir de forma democrática quem governaria o território. Nas eleições de 25 de janeiro de 2006 o braço político do grupo fundamentalista islâmico Hamas obteve a maioria das cadeiras no Conselho Legislativo da Palestina (CLP), órgão legislativo da Autoridade Nacional Palestina (ANP), com 74 dos 132 eleitos, enquanto o Fatah conquistou 43 assentos.

Diante da oposição dos países do "Quarteto" (Estados Unidos, Rússia, União Europeia e ONU), o Fatah, a que pertence o presidente da ANP Mahmoud Abbas, recusou-se transmitir o poder ao primeiro-ministro da maioria vitoriosa. O Hamas acusou o Fatah de estar promovendo um golpe e após uma série de conflitos sangrentos, que seriam chamados de "Batalha de Gaza", o Hamas conquistou o poder em toda a Faixa de Gaza, expulsando o Fatah[4] e assassinando os membros que se recusassem sair.

Entre 27 de dezembro de 2008 e 18 de janeiro de 2009, as Forças de Defesa de Israel realizaram uma série de operações militares na Faixa de Gaza, em resposta aos constantes lançamentos de foguetes contra cidades da região sul de Israel. Como esses lançamentos eram realizados no meio de zonas urbanas densamente povoadas por civís, a Operação Chumbo Fundido deixou 1314 mortos e cerca de cinco mil feridos no território palestino. No mesmo período, 13 israelenses morreram – quatro atingidos por foguetes lançados por militantes do Hamas contra o sul de Israel, sendo três civis e dez soldados mortos em ação[5]. Israel afirmou ter matado mais de 500 ativistas do Hamas durante a ofensiva, enquanto que o grupo palestino anunciou 48 baixas de militantes[5][6]. Grande parte da infraestrutura da Cidade de Gaza foi seriamente danificada nos ataques.

Uma escalada de violência israelense ocorreu após a morte de três adolescentes israelenses na Cisjordânia no final de junho de 2014. Como “vingança”, um jovem palestino foi queimado vivo e assassinado em Jerusalém. Logo após a descoberta dos corpos dos três jovens, Israel iniciou uma ofensiva contra o Hamas. Aviões de guerra passaram a bombardear Gaza destruindo casas e instituições e foram realizadas execuções extrajudiciais. Os ataques israelenses causaram a morte de 600 palestinos — entre eles 147 crianças e 74 mulheres —, 74% dos quais eram civis. Também 27 soldados e dois civis israelenses morreram durante estes ataques.

Em 23 de julho de 2014, a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, denunciou que os ataques do Exército israelense contra Gaza poderiam constituir crimes de guerra. Ela disse: "Os exemplos que acabo de mencionar [ataques israelenses contra civis indefesos] mostram que a lei humanitária internacional foi violada até um alcance que poderiam constituir crimes de guerra". Navi falou perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU, que na mesma data realizou uma sessão especial sobre a incursão israelense. Navy destacou que civis e suas casas não devem ser alvos militares, argumento que já havia sido usado pela ONG humanitária Human Rights Watch, e qualificou como "inaceitável" o lançamento de foguetes de áreas densamente povoadas, como presumivelmente faz o grupo islamita Hamas, "no entanto, a lei internacional é clara: as ações de uma parte não absolvem à outra de sua responsabilidade de respeitar suas obrigações sob a lei internacional". A alta comissária fez um especial alerta sobre a morte de crianças nestes ataques. Navy reiterou a todas as partes do conflito "Israel, Hamas e outros grupos armados palestinos" que apliquem a lei internacional e deixem de ter como alvo os civis. Ela lembrou que desde 12 de junho Israel deteve mais de 1.200 palestinos na Cisjordânia e Jerusalém Oriental, e que muitos deles foram postos em detenção administrativa, ou seja, estão presos sem qualquer acusação. "Na Cisjordânia, Israel continua expandindo assentamentos, demolindo casas palestinas, usando excessivamente a força, abusando de forma contínua e violando constantemente os direitos humanos da população", informou a alta representante.[7]

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas aprovou em 23 de julho de 2014 uma resolução que condena Israel por sua ofensiva militar contra Gaza e também cria uma comissão própria para investigar crimes e violações do direito internacional na empreitada. Entre os 47 países-membros do conselho, a resolução foi aprovada por 29 votos favoráveis — todos os países latino-americanos, incluindo o Brasil, apoiaram a proposta — e 17 abstenções (Alemanha, Itália, França e Reino Unido permaneceram neutros). Os Estados Unidos foram os únicos a se opor à proposta, assinalando que o conteúdo do documento é "destrutivo" e que em nada contribui para o fim das hostilidades. Em termos gerais, o documento pede que Israel detenha imediatamente sua operação na Faixa de Gaza, especialmente os ataques contra os civis. Além disso, reivindica a suspensão do bloqueio contra Gaza, para que seja possível a entrada segura de ajuda humanitária e comércio de bens no território. Sobre a comissão investigadora, o documento destaca que terá personalidade independente e internacional, e que deve viajar de forma urgente aos territórios palestinos para realizar sua investigação. Suas indagações deverão cobrir o período desde o dia 13 de junho, além de incluir a identificação dos responsáveis dos crimes e recomendar medidas para que sejam julgados por seus atos. "Tudo isto com o propósito de evitar e pôr fim à impunidade, e garantir que os responsáveis prestem contas", indica a resolução.[8]

Gz-map
Localização de Gaza.

Administração

Bloqueio militar

A vitória do Hamas, grupo considerado terrorista por Canadá, União Europeia, Israel, Japão e Estados Unidos[9], possibilitou a decretação de um bloqueio econômico à Faixa de Gaza, cuja manutenção é exercida pelas forças armadas de Israel e do Egito. O bloqueio permite apenas que suprimentos humanitários cheguem à região, após um controle minucioso de seu conteúdo[10].

Os efeitos do bloqueio têm consequências graves para a economia da Cidade de Gaza e de toda a Faixa de Gaza. Os oponentes do bloqueio afirmam que a medida gera desabastecimento e pune apenas a população civil. Diversas entidades de defesa dos direitos humanos qualificam o bloqueio à Faixa de Gaza como “desumano” e “cruel”. A Anistia Internacional chamou o bloqueio de "punição coletiva", que resulta em uma "crise humanitária"[11]; funcionários da ONU descreveram a situação como "preocupante". O governo israelense nega tais afirmações e diz que não há carência de itens básicos em Gaza[12].

Ver também

Referências

  1. Gaza Benefiting From Israel Easing Economic Blockade
  2. Gaza Border Opening Brings Little Relief
  3. Filfil, Rania; Louton, Barbara (setembro de 2008). «The Other Face of Gaza: The Gaza Continuum». This Week in Palestine
  4. http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u305878.shtml
  5. a b «Hamas afirma que 48 militantes morreram na ofensiva; Israel reivindica 500» - Folha Online, 19 de janeiro de 2009
  6. «Morte de civis em Gaza é 'fruto das circunstâncias'» - O Estado de S.Paulo, 19 de janeiro de 2009
  7. http://www.lemonde.fr/proche-orient/article/2014/07/23/gaza-aucun-repit-dans-l-offensive-les-vols-vers-tel-aviv-toujours-bloques_4461483_3218.html
  8. http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,israel-pode-ter-cometido-crimes-de-guerra-diz-comissaria-da-onu,1532791
  9. http://educacao.uol.com.br/historia/ult1704u17.jhtm
  10. http://idfspokesperson.com/2010/08/04/transfer-of-gaza-strip-merchandise-and-humanitarian-aid-for-the-week-of-july-25th-30th-4-aug-2010/
  11. http://www.br.amnesty.org/?q=node/813[ligação inativa]
  12. http://idfspokesperson.com/2010/09/13/cogat-coordination-of-entry-of-construction-equipment-and-materials-in-order-to-upgrade-gaza-sewage-treatment-facilities-13-sept-2010/

Ligações externas

Autoridade Nacional Palestiniana

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A Autoridade Nacional Palestiniana (pt) ou Palestina (pt-BR) (ANP ou AP; em árabe: السلطة الوطنية الفلسطينية, transl As-Sulta Al-Wataniyya Al-Filastiniyya; em hebraico: הרשות הפלסטינית, Harashut Hafalastinit) é o órgão provisório de autogoverno estabelecido em 1994, após o Acordo Gaza-Jericó, para governar a Faixa de Gaza e as Áreas A e B da Cisjordânia, como consequência dos Acordos de Oslo de 1993. Desde as eleições de 2006 e o ​​subsequente conflito de Gaza entre os partidos Fatah e Hamas, a sua autoridade se estende apenas nas áreas A e B da Cisjordânia. Desde janeiro de 2013, a Autoridade Palestina, controlada pelo Fatah, usa o nome "Estado da Palestina" em documentos oficiais.A Autoridade Palestina foi formada em 1994, nos termos dos Acordos de Oslo entre a Organização de Libertação da Palestina (OLP) e o governo de Israel, como órgão provisório de cinco anos. Novas negociações deveriam então acontecer entre as duas partes em relação ao seu estatuto final. De acordo com os Acordos de Oslo, a Autoridade Palestina foi designada para ter o controle exclusivo de questões relacionadas com a segurança e as necessidades de civis em áreas urbanas palestinas (referida como "Área A") e apenas o controle civil sobre as áreas rurais palestinas ("Área B"). O restante dos territórios, incluindo os assentamentos israelenses, a região do Vale do Jordão e as estradas entre as comunidades palestinas, permaneceram sob controle militar israelense ("Área C"). Jerusalém Oriental foi excluída dos Acordos. As negociações com vários governos israelenses resultaram em controle adicional de algumas áreas pela ANP, mas o controle foi perdido em algumas regiões quando as Forças de Defesa de Israel (FDI) retomaram várias posições estratégicas durante a Segunda Intifada (Al-Aqsa). Em 2005, Israel se retirou unilateralmente dos seus assentamentos na Faixa de Gaza, expandindo assim o controle da Autoridade Palestina para toda a faixa, enquanto Israel manteve o controle das fronteiras, do espaço aéreo e da costa marítima do território.Nas eleições legislativas palestinas de 25 de janeiro de 2006, o Hamas emergiu vitorioso e nomeou Ismail Haniyeh como primeiro-ministro da Autoridade. No entanto, o governo palestino da unidade nacional efetivamente entrou em colapso, quando um conflito violento entre o Hamas e o Fatah entrou em erupção, principalmente na Faixa de Gaza. Depois que a Faixa de Gaza foi tomada pelo Hamas em 14 de junho de 2007, o presidente da Autoridade, Mahmoud Abbas, rejeitou o governo de unidade liderado pelo Hamas e nomeou Salam Fayyad como primeiro-ministro, rejeitando Haniyeh. O movimento não foi reconhecido pelo Hamas, resultando em duas administrações distintas: a Autoridade Palestina, liderada pelo Fatah, controla a Cisjordânia, enquanto o governo rival do Hamas domina a Faixa de Gaza. O processo de reconciliação para unir os dois governos palestinos conseguiu algum progresso ao longo dos anos, mas não produziu uma reunificação.

A ANP recebeu assistência financeira da União Europeia e dos Estados Unidos (aproximadamente 1 bilhão de dólares em 2005). Todas as ajudas diretas foram suspensas em 7 de abril de 2006, como resultado da vitória do Hamas nas eleições parlamentares. Pouco tempo depois, os pagamentos foram retomados, mas foram direcionados diretamente para os escritórios de Mahmoud Abbas na Cisjordânia. Desde o dia 9 de janeiro de 2009, quando o mandato de Mahmoud Abbas como presidente deveria ter terminado e eleições terem sido convocadas, os partidários do Hamas na Faixa de Gaza deixaram de reconhecer a sua Presidência e, em vez disso, consideram Aziz Dweik, que atuou como presidente do Conselho Legislativo da Palestina, para ser o Presidente interino até que novas eleições fossem realizadas. Em novembro de 2012, as Nações Unidas reconheceram a Palestina como uma entidade observadora.

Cisjordânia

Cisjordânia (em árabe: الضفة الغربية, ad-l-Ġarbiyyah Ḍaffah) é uma área de 5.640 quilômetros quadrados, com 40 km de comprimento e 20 km de largura, delimitada a leste pelo rio Jordão e pelo Mar Morto, e a oeste, norte e sul pela Linha Verde - demarcação estabelecida no Armistício israelo-árabe de 1949.

Com exceção de Jerusalém Oriental, a Cisjordânia não foi formalmente anexada por Israel e, por isso, segundo a lei internacional, não pertence de jure a nenhum Estado desde a renúncia de soberania, por parte da Jordânia, que se mantinha desde a anexação ilegal, em 1948. Deste modo, aguarda uma resolução do seu estatuto definitivo (juntamente com a Faixa de Gaza) em futuras rondas negociais entre israelitas e palestinianos. Israel não concorda que o quarto convénio de Genebra se refira "ao território palestiniano ocupado" argumentando com "o não reconhecimento da soberania do território antes de sua anexação (ilegal) pela Jordânia e Egito", discordando assim do Tribunal Internacional de Justiça, da Autoridade Palestiniana, que governa a Cisjordânia, e do Hamas, que governa a Faixa de Gaza.Até 1948, o território integrava a parcela remanescente da Palestina histórica, a qual foi dividida em três partes: uma parte passou a integrar o Estado de Israel e as duas outras, Faixa de Gaza e a Cisjordânia, ambas de maioria árabe-palestina, deveriam integrar um Estado palestiniano, a ser criado conforme a Resolução 181 das Nações Unidas (1947), com a anuência da anterior potência colonial da zona, o Reino Unido.

A Resolução 181 das Nações Unidas previa a criação de dois Estados: Israel e Palestina. No entanto os árabes não aceitaram e declararam guerra a Israel, dando início à guerra árabe-israelense de 1948. Em Março de 1977, Zahir Muhsein, membro executivo da Organização de Libertação da Palestina (OLP), disse em entrevista ao jornal holandês Trouw: "Não existe 'povo palestiniano'. A criação de um Estado palestiniano é apenas um meio para continuar a nossa luta contra o Estado de Israel em nome da unidade árabe. Na realidade, hoje não há nenhuma diferença entre jordanianos, palestinos, sírios ou libaneses."Após a Guerra dos Seis Dias algumas porções dispersas passaram a ser administradas pela Autoridade Nacional Palestiniana, mas Israel mantém o controle das fronteiras e está actualmente a construir um muro de separação, com 700 quilômetros de extensão que tem vindo a reduzir "os ataques com homens-bomba vindos da Cisjordânia"

Conflito israelo-palestino

O conflito israelo-palestino (pt-BR) ou conflito israelo-palestiniano (pt) é a designação dada à luta armada entre israelenses e palestinos, sendo parte de um contexto maior, o conflito árabe-israelense. As raízes remotas do conflito remontam aos fins do século XIX quando colonos judeus começaram a migrar para a região e se juntar a outros judeus remanescentes das invasões históricas. Sendo os judeus um dos povos do mundo que não tinham um Estado próprio, tendo sempre sofrido por isso várias perseguições, foram movidos pelo projeto do sionismo - cujo objetivo era refundar na Palestina um estado judeu. Entretanto, a Palestina que já era habitada há milênios por judeus, nos últimos séculos foi habitada por uma maioria árabe, muitos oriundos da Síria e outros locais vizinhos dentro também do império Turco-otomano em busca de pastoreio e outros trabalhos.

Estado da Palestina

O Estado da Palestina (em árabe: دولة فلسطين, Dawlat Filasṭīn) é um Estado de jure que reivindica soberania sobre os territórios da Cisjordânia e da Faixa de Gaza e que designa Jerusalém Oriental como sua capital, apesar de seu centro administrativo estar localizado na cidade de Ramallah. A sua independência foi declarada em 15 de novembro de 1988 pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e por seu governo no exílio em Argel, na Argélia. No entanto, a maioria das áreas reivindicadas pelos palestinos estão ocupadas por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Em 1993, os Acordos de Oslo estabeleceram a Autoridade Nacional Palestina, que realiza a administração sócio-política de áreas delimitadas dos territórios, enquanto o Hamas controla a Faixa de Gaza.

Em outubro de 1974 a cúpula da Liga Árabe designou a OLP como o "único representante legítimo do povo palestino" e reafirmou "o seu direito de estabelecer um Estado independente com urgência". Em novembro de 1974, a OLP foi reconhecida como competente em todos os aspectos referentes à questão Palestina e os palestinianos ganharam reconhecimento implícito de soberania pela Assembleia Geral da ONU, que concedeu-lhe o estatuto de observador como uma "entidade não estatal" dentro da organização. Depois da declaração de independência de 1988, a Assembleia Geral oficialmente "reconheceu" a proclamação e decidiu usar a designação "Palestina", ao invés de "Organização para a Libertação da Palestina". Apesar desta decisão, a OLP não participa da ONU na qualidade de governo da Palestina.Em 1993, com os Acordos de Oslo, o governo israelense reconheceu a equipe negociadora da OLP como "representante do povo palestino", com a condição de que a OLP reconhecesse o direito do Estado de Israel de existir em paz, aceitasse as resoluções 242 e 338 do Conselho de Segurança da ONU e rejeitasse "a violência e o terrorismo". Como resultado, em 1994 a OLP estabeleceu a administração territorial da Autoridade Nacional Palestina (ANP), que exerce algumas funções governamentais em partes da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Em 2007, o Hamas assumiu o governo da Faixa de Gaza, o que dividiu os palestinos politicamente e territorialmente. O Fatah, de Mahmoud Abbas, ficou com o governo de grande parte da Cisjordânia, enquanto o Hamas obteve o controle da Faixa de Gaza. Em abril de 2011, os partidos palestinos assinaram um acordo de reconciliação, mas a sua implementação foi suspensa, até que um governo de unidade foi formado no dia 2 de junho de 2014.Em 29 de novembro de 2012, a Assembleia Geral da ONU aprovou em uma votação a Resolução 67/19, que atualiza o estatuto da Palestina de uma "entidade observadora" para um "Estado observador não membro" dentro do sistema das Nações Unidas, o que foi descrito como o reconhecimento de facto da soberania da OLP sobre os territórios palestinos. Em 17 de dezembro de 2012, a ONU declarou que "a designação de 'Estado da Palestina' será utilizada pelo secretariado em todos os documentos oficiais das Nações Unidas". Em 27 de setembro de 2013, 134 (69,4%) dos 193 países-membros das Nações Unidas reconheceram a existência do Estado da Palestina. Muitos dos países que não reconheceram o Estado palestino, no entanto, reconhecem a OLP como "representante do povo palestino".

Faixa de Gaza

Faixa de Gaza (em árabe: قطاع غزة Qiṭāʿ Ġazzah, IPA: [qɪˈtˤɑːʕ ˈɣazza]) é um território palestino composto por uma estreita faixa de terra localizada na costa oriental do Mar Mediterrâneo, no Oriente Médio, que faz fronteira com o Egito no sudoeste (11 km) e com Israel no leste e no norte (51 km). O território tem 41 quilômetros de comprimento e apenas de 6 a 12 quilômetros de largura, com uma área total de 365 quilômetros quadrados.A população da Faixa de Gaza é de cerca de 1,7 milhão de pessoas. Apesar da maior parte da população ter nascido na Faixa de Gaza, uma grande porcentagem se identifica como refugiados palestinos, que fugiram para Gaza durante o êxodo palestino que ocorreu após a Guerra árabe-israelense de 1948. A população é predominantemente muçulmana sunita. Com uma taxa de crescimento anual de cerca de 3,2%, a Faixa de Gaza tem a sétima maior taxa de crescimento demográfico do mundo, além de ser um dos territórios mais densamente povoados do planeta. A área sofre uma escassez crônica de água e praticamente não tem indústrias. A infraestrutura é precária, e quase nada foi refeito após os bombardeios israelenses de 2008-2009. A designação Faixa de Gaza deriva do nome da sua principal cidade, Gaza, cuja existência remonta à Antiguidade.

A Faixa de Gaza adquiriu suas fronteiras atuais com o fim dos combates da guerra de 1948, confirmado pelo Acordo de Armistício entre Israel e Egito em 24 de fevereiro de 1949. O Artigo V do Acordo declarou que a linha de demarcação não era para se tornar uma fronteira internacional. Primeiramente, a Faixa de Gaza foi oficialmente administrada por um governo completamente palestino estabelecido pela Liga Árabe em setembro de 1948. A partir da dissolução desse governo em 1959, a Faixa de Gaza tornou-se uma área diretamente administrada por um governador militar egípcio até 1967.

Israel anexou e ocupou a Faixa de Gaza durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Em conformidade com os Acordos de Oslo, assinados em 1993, a Autoridade Palestina se tornou o órgão administrativo que governa os centros populacionais palestinos. Israel manteve o controle do espaço aéreo, das águas territoriais e das fronteiras, além da fronteira com o Egito. Em 2005, o governo israelense retirou-se do território ocupado . Desde julho de 2007, depois das eleições parlamentares palestinas de 2006 e da Batalha de Gaza, o Hamas tem controlado de facto a administração da área. Após a desocupação militar e a retirada dos assentamentos de colonos judeus do território palestino, Israel bombardeou a Faixa de Gaza em 2008, 2012 e 2014. Esses ataques resultaram em milhares de mortos, sobretudo entre a população civil, além produzirem severos danos à infraestrutura local.

Gaza (província)

Gaza é uma província de Moçambique. Localizada no sul do país e a sua capital é a cidade de Xai-Xai, situada a cerca de 210 quilómetros a norte da capital nacional, Maputo. Com uma área de 75 709 km² e uma população de 1 446 654 habitantes em 2017, esta província está dividida em 14 distritos e possui, desde 2013, 6 municípios: Chibuto, Chókwè, Macia, Manjacaze, Praia do Bilene e Xai-Xai.

Gaza é atravessada pelo rio Limpopo, sendo o seu centro vital. É ele que torna a província importante sobre diferentes pontos de vista: agricultura, política e desenvolvimento.

Hamas

O Hamas (em árabe: حماس, transl. Ḥamās (lit. 'zelo', 'fervor' ou 'entusiasmo', acrónimo parcial de حركة المقاومة الاسلامية, transl. Ḥarakat al-Muqāwamat al-Islāmiyyah, "Movimento de Resistência Islâmica") é um movimento islamista palestino, de orientação sunita, constituído de uma entidade filantrópica (dawa), um braço político e um braço armado, as Brigadas Izz ad-Din al-Qassam. Especialmente ativo em Gaza, é o mais importante movimento islamista da Palestina. O seu lema é: "Alá é o nosso objetivo, o Profeta é o nosso modelo, o Corão é a nossa constituição, a jihad é o nosso caminho e morrer pela causa de Alá é nossa maior esperança."(artigo 8º da Carta de Princípios do Hamas)Criado em 1987, pelo Sheikh Ahmed Yassin, por Abdel Aziz al-Rantissi e Mohammad Taha, todos egressos da Irmandade Muçulmana, sua carta de princípios, publicada em 1988, afirma que "a terra da Palestina é uma terra islâmica" (capítulo terceiro). O Hamas prega o estabelecimento de um estado islâmico palestino em todo o território da antiga Palestina Mandatária, antes de defender "o estabelecimento de um Estado palestino inteiramente soberano e independente, dentro das fronteiras vigentes em 4 de junho de 1967, tendo Jerusalém como capital".

O Hamas é considerado como organização terrorista pelos Estados Unidos, União Europeia, Japão, Israel e Canadá. A Austrália e o Reino Unido consideram como organização terrorista apenas o braço militar da organização - as Brigadas Izz ad-Din al-Qassam. Outros países, como a África do Sul, a Rússia, a Noruega e o Brasil não consideram o Hamas como organização terrorista. Na Jordânia, o Hamas tinha uma presença forte até o final da década de 1990, o que causava atritos entre o governo jordaniano e Israel. O rei Abdullah fechou a sede do Hamas na Jordânia e expulsou seus líderes.Em janeiro de 2006, o Hamas venceu as eleições parlamentares na Palestina, ganhando 76 dos 132 assentos no Parlamento Palestino, enquanto o Fatah conseguiu 43. Após a vitória eleitoral do Hamas, conflitos violentos e não violentos ocorreram entre o Hamas e o Fatah. 12 palestinos morreram e mais de 100 ficaram feridos Depois da Batalha de Gaza, em junho de 2007, o Hamas perdeu suas posições na Autoridade Palestina na Cisjordânia, sendo substituído por integrantes do Fatah e independentes. O Hamas, por sua vez, expulsou o Fatah e manteve o controle de Gaza. Em maio de 2011, o líder do Hamas Ismail Haniya condenou a operação norte-americana que matou Osama bin Laden, responsável pelos Ataques de 11 de setembro de 2001, denominando Bin Laden de "guerreiro sagrado", e a operação como um assassinato.

Limpopo (distrito)

O distrito do Limpopo está situado na parte sul da província de Gaza, em Moçambique. A sua sede é a povoação de Nuvunguene. Este distrito foi criado pela Lei 3/2016, de 6 de Maio que reestruturou a divisão administrativa da área envolvente da cidade de Xai-Xai.Tem limites geográficos, a norte com o distrito de Chibuto, a leste com os distritos de Chongoene e Xai-Xai, a sul com o Oceano Índico e a oeste é limitado pelo distrito de Bilene.

Lista de fronteiras terrestres internacionais por comprimento

Esta lista de fronteiras internacionais terrestres por comprimento inclui as fronteiras físicas terrestres entre Estados da mais longa à mais curta, em todos os continentes.

As fronteiras listadas separam apenas territórios geralmente tidos como independentes. Não se incluem na lista Cisjordânia, Gaza e Saara Ocidental não reconhecidos presentemente pelos estados membros das Nações Unidas.

Os números são do CIA World Factbook, salvo se explicitamente indicada outra fonte para os dados citados.

A designação das fronteiras faz-se pela ordem alfabética dos nomes dos respectivos estados ou territórios.

Magude (distrito)

O distrito de Magude está situado na parte norte da província de Maputo, em Moçambique. A sua sede é a vila de Magude.

Tem limites geográficos, a norte com o distrito de Massingir da província de Gaza, a leste com os distrito de Chókwè e Bilene Macia também da província de Gaza, a sudeste com o distrito de Manhiça, a sul com o distrito de Moamba e a oeste é limitado por uma linha de fronteira artificial com a província sul-africana de Mpumalanga.

O distrito de Magude tem uma superfície de 6 960 km² e uma população recenseada em 2007 de 54 252 habitantes, tendo como resultado uma densidade populacional de 7,8 habitantes/km² e correspondendo a um aumento de 26,8% em relação aos 42 788 habitantes registados no censo de 1997.

Manjacaze (distrito)

O distrito de Manjacaze, Mandlacaze, Mandlakazi ou Mandlha – inKaze está situado na parte sul da província de Gaza, em Moçambique. A sua sede é a vila de Manjacaze. Os postos administrativos de Mazucane e Nguzene, até então parte deste distrito, foram transferidos para o recém criado distrito de Chongoene na reforma administrativa de 2016.Tem limites geográficos, a norte com o distrito de Panda da província de Inhambane, a leste com os distritos de Zavala e Inharrime, da mesma província, a sul com o Oceano Índico, a sudoeste o distrito de Chongoene e a oeste é limitado pelo distrito do Chibuto.

O distrito de Manjacaze tinha, pré-2016. uma superfície de 3 748 km² e uma população recenseada em 2007 de 168 969 habitantes, tendo como resultado uma densidade populacional de 45,1 habitantes/km² e correspondendo a um aumento de 4,9% em relação aos 161 488 habitantes registados no censo de 1997.

Mapai (distrito)

O distrito de Mapai está situado na parte norte da província de Gaza, em Moçambique. A sua sede é a vila de Mapai. Este distrito foi criado pela Lei 3/2016, de 6 de Maio que aprovou a elevação do posto administrativo do distrito de Chicualacuala à categoria de distrito. O distrito de Mapai tem uma superfície de 2 435 km² e uma população estimada de 22 000 habitantes em 2016.Tem limites geográficos, a norte com os distritos de Chicualacuala e Massangena, a leste com o distrito de Chigubo, a sul com os distritos de Mabalane e Massingir , e a oeste é limitado pelo distrito de Chicualacuala.

Operação Chumbo Fundido

A Operação Chumbo Fundido (em hebraico: מבצע עופרת יצוקה; trans.: Mivtza Oferet Yetsuká, "chumbo fundido", também chamada, incorretamente, de "Operação Chumbo Grosso") é uma grande ofensiva militar das Forças de Defesa de Israel, realizada na Faixa de Gaza, partir do dia 27 de dezembro de 2008, sexto dia da festa judaica de Hanucá. Todavia, na maior parte do mundo árabe, a ação israelense é referida como Massacre de Gaza (em árabe: مجزرة غزة).O ataque israelense ocorreu dias após o fim de um cessar-fogo, que vigorou por seis meses, conforme havia sido acordado entre o governo de Israel e representantes do Hamas, partido majoritário no Conselho Legislativo da Palestina e que controla a Faixa de Gaza. Como Israel não suspendeu o bloqueio à Faixa de Gaza e não cessou os ataques ao território palestino, militantes do Hamas anunciaram o encerramento oficial da trégua e passaram a lançar foguetes caseiros, tipo Qassam, em direção ao sul do território israelense. Dias depois do anúncio do fim do cessar-fogo, o próprio grupo palestino ofereceu uma proposta para renovar a trégua, condicionando-a ao fim do bloqueio israelense ao território palestino. Todavia, já em 27 de dezembro de 2008, as Forças de Defesa de Israel iniciaram a sua mais intensa operação militar contra um território palestino desde a Guerra dos Seis Dias (1967). Oficialmente, o objetivo da operação era interromper os ataques de foguetes do Hamas contra o território israelense.No primeiro dia da ofensiva militar, a força aérea israelense lançou, em um intervalo de quatro minutos, mais de cem bombas contra bases, escritórios e campos de treinamento do Hamas nas principais cidades da Faixa de Gaza, entre as quais Cidade de Gaza, Beit Hanoun, Khan Younis e Rafah. Também foram alvos de ataques a infraestrutura civil, incluindo casas, escolas e mesquitas; Israel disse que destes locais são disparados muitos dos foguetes palestinos ou servem para esconder munição, e portanto não seriam alvos civis. A marinha israelense também reforçou o bloqueio e bombardeou alvos na Faixa de Gaza, o que resultou em um incidente com o barco de uma organização pacifista, que trazia ajuda médica para a população de Gaza. Militantes do Hamas intensificaram os ataques de foguetes e morteiros em direção ao sul de Israel, atingindo cidades como Bersebá e Asdode.Na noite de 3 de janeiro de 2009, começou a ofensiva por terra, com tropas e tanques israelenses entrando no território palestino. Em 17 de janeiro, o primeiro-ministro israelense Ehud Olmert anunciou uma trégua unilateral, a vigorar a partir da madrugada do dia seguinte. O Hamas também anunciou um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza. O representante do grupo, Ayman Taha, afirmou que a trégua valeria por uma semana, para que os israelenses pudessem retirar suas tropas da região. O Exército de Israel declarou que retiraria suas tropas da Faixa de Gaza até a posse de Barack Obama na presidência dos Estados Unidos, no dia 20 de janeiro.Em 21 de janeiro, Israel completou a retirada de suas tropas da Faixa de Gaza. Em 1º de junho uma comissão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, chefiada pelo juiz sul-africano Richard Goldstone, chegou à Faixa de Gaza, para investigar possíveis violações dos direitos humanos durante a ofensiva israelense. Em 15 de setembro de 2009, a comissão apresentou seu relatório, concluindo que Israel "cometeu crimes de guerra e, possivelmente, contra a humanidade", e que "o plano visava, pelo menos em parte, a população de Gaza como um todo." O mesmo relatório reconheceu que o lançamento de foguetes pelos insurgentes palestinos também configura crime de guerra. Segundo a ONG israelense de direitos humanos B'Tselem, a Operação Chumbo Fundido resultou na morte de 1.387 palestinos, mais da metade deles civis. 773 deles não participaram nos combates, incluindo 320 jovens ou crianças (252 com menos de 16 anos) e 111 mulheres. Do lado de Israel, houve 13 mortos, sendo três deles por "fogo amigo".

Palestina (região)

Palestina (em árabe: فلسطين, translit. Filasṭīn; em hebraico: פלשתינה; em grego: Παλαιστίνη, transl. Palaistinē, e em latim: Palæstina), é a denominação histórica dada pelo Império Romano a partir de um nome hebraico bíblico, a uma região do Oriente Médio situada entre a costa oriental do Mediterrâneo e as atuais fronteiras ocidentais do Iraque e Arábia Saudita, hoje compondo os territórios da Jordânia e Israel, além do sul do Líbano e os territórios da Faixa de Gaza e Cisjordânia.

A área correspondente à Palestina até 1948 encontra-se hoje dividida em três partes: uma parte integra o Estado de Israel; outra a atual Jordânia e duas outras (a Faixa de Gaza e a Cisjordânia), de maioria de árabes palestinos, deveriam integrar um estado palestino a ser criado - de acordo com a lei internacional, bem como as determinações das Nações Unidas, o Reino Unido. Em 1967, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia foram conquistadas por Israel ao Egito e à Jordânia respetivamente, após a Guerra dos Seis Dias. E posteriormente Gaza em 2005 foi entregue à Autoridade Palestina, já a Cisjordânia (Judeia e Samaria) possui partes de territórios soberanos palestinos e parte de territórios com habitantes israelenses estabelecidos na conquista do território.

Há alguns anos, porções dispersas dessas duas áreas foram oferecidas por Israel e passaram a ser administradas pela Autoridade Palestina, mas, devido aos ataques violentos dos palestinos, esses territórios e sua população estão sob constante observação. A população palestina dispersa pelos países árabes em campos de refugiados, ou situados nos territórios de Gaza e Cisjordânia, é estimada em 5 milhões de pessoas.

Panda (distrito)

O distrito de Panda está situado na parte meridional da província de Inhambane, em Moçambique. A sua sede é a vila de Panda.

Tem limites geográficos, a norte com o distrito de Funhalouro, a leste com o distrito de Homoíne, a sul com o distrito de Inharrime, a sul e oeste com o distrito de Manjacaze da província de Gaza e a oeste com o distrito do Chibuto também da província de Gaza.

O distrito de Panda tem uma superfície de 6 852 Km² e uma população de 47 946, de acordo com os resultados preliminares do Censo de 2007, tendo como resultado uma densidade populacional de 7,0 habitantes/Km². A população recenseada em 2007 representa um aumento apenas de 3,0% em relação aos 46 539 habitantes registados no Censo de 1997.

Primeira Batalha de Gaza

A Primeira Batalha de Gaza ocorreu no dia 26 de Março de 1917 e consistiu na primeira tentativa da Força Expedicionária Egípcia (EEF) de invadir o Sul da Palestina, no Império Otomano, durante a Campanha do Sinai e Palestina da Primeira Guerra Mundial. Os combates tiveram lugar na, e à volta, da cidade de Gaza, na costa mediterrânica, quando a infantaria e pé e a infantaria a cavalo da Coluna do Deserto, elementos da Força Oriental, atacaram a cidade. Ao final da tarde,perto de capturar Gaza, a Coluna do Deserto retirou devido à escuridão que se aproximava e de um grande contingente de reforços otomano. Este fracasso britânico foi seguido, semanas mais tarde, pela derrota da Força Oriental na Segunda Batalha de Gaza, em Abril de 1917.

Em Agosto de 1916, a vitória da EEF em Romani acabou com a possibilidade de ataques terrestres no Canal do Suez, anteriormente ameaçado em Fevereiro de 1915 pelo ataque otomano ao canal. Em Dezembro de 1916, a vitória da recém-criada Coluna do Deserto na Batalha de Magdhaba assegurou o controlo do porto mediterrânico de El Arish, a rota de abastecimento, o sistema de fornecimento de água e a extensão dos caminhos-de-ferro para leste através da península do Sinai. Em Janeiro de 1917, a vitória da Coluna do Deserto na Batalha de Rafa, deu por terminada a captura do Sinai, e aproximou a EEF de Gaza.

Em Março, dois meses mais tarde, Gaza foi atacada pela infantaria da Força Oriental da 52.ª Divisão (Lowland) reforçada por uma brigada de infantaria. Este ataque foi protegido da ameaça dos reforços otomanos pela Divisão Montada ANZAC e por parte da Imperial Divisão Montada. O ataque da infantaria desde sul e sudeste à guarnição otomana em, e à volta de, Gaza, teve uma forte resposta. Enquanto a Imperial Divisão Montada continuou a servir de barreira à ameaça dos reforços otomanos, a Divisão Montada ANZAC atacou Gaza a partir do norte. Acabaram por conseguir entrar na cidade pelo norte, enquanto a infantaria a pé e montada atacavam, e capturavam, a posição de Ali Muntar. No entanto, dada a hora tardia, a determinação da defesa otomana e a ameaça dos seus reforços a aproximarem-se de norte e nordeste, resultou na retirada da Força Oriental e, em última análise, na sua derrota.

Terceira batalha de Gaza

A Terceira Batalha de Gaza foi travada em 1917 no sul da Palestina durante a Primeira Guerra Mundial. As forças do Império Britânico sob o comando do general Edmund Allenby com sucesso rompeu a linha defensiva Otomana de Gaza - Bersebá. O momento crítico da batalha foi a captura da cidade de Bersebá, no primeiro dia por unidades da Australian Light Horse.

Territórios palestinianos

Os Territórios Palestinianos compreendem três regiões não contíguas - a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental. Após a extinção do Mandato Britânico da Palestina, esses territórios foram capturados e ocupados pela Jordânia e pelo Egito durante a Guerra árabe-israelense de 1948. Durante a Guerra dos seis dias (1967), foram ocupados por Israel.A Autoridade Nacional Palestina (ANP) considera Jerusalém Oriental como parte da Cisjordânia e, portanto, com parte dos Territórios Palestinos, enquanto o governo israelense considera que seja parte do Estado de Israel. Em 1980, Israel anexou Jerusalém Oriental, retirando-a da Cisjordânia, mas o Conselho de Segurança da ONU, conforme a sua Resolução 478, considera nula tal anexação, afirmando tratar-se de uma violação da lei internacional.

Após a assinatura dos Acordos de Oslo, em 1993, porções dos territórios palestinianos têm sido governadas, em diferentes graus, pela Autoridade Palestiniana. Israel não considera que Jerusalém Oriental e a anterior terra de ninguém Israelo-Jordana (a primeira, anexada em 1980, e a segunda, em 1967) façam parte da Cisjordânia. Israel alega que ambas estão sob controlo total israelita. 58% do território da Cisjordânia (ou do que Israel considera que seja a Cisjordânia) é governado pela Administração Civil Israelita da Judeia e Samaria. Isto não foi reconhecido por nenhum outro país, uma vez que as anexações unilaterais estão proibidas pelas leis e costumes internacionais.

Gaza

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