Galiza

A Galiza [2][nota 2] é uma Comunidade Autónoma espanhola, considerada pelo Estatuto Galego e pela Constituição Espanhola como nacionalidade histórica.[3] Situada no noroeste da Península Ibérica, ocupa uma parte do território histórico da antiga Galécia e do Reino da Galiza (409–1833).

É formada pelas províncias da Corunha, Lugo, Ourense e Pontevedra. Geograficamente, limita a norte com o mar Cantábrico, ao sul com Portugal (Minho e Trás-os-Montes), a oeste com o oceano Atlântico e a leste com o Principado das Astúrias e Castela e Leão (províncias de Samora e de Leão). À Galiza pertencem o arquipélago das ilhas Cies, o arquipélago de Ons e o arquipélago de Sálvora, bem como as ilhas de Cortegada, Arouça, as Sisargas ou as Malveiras. A Galiza caracteriza-se, ao contrário de outras regiões espanholas, pela ausência de uma metrópole que domina o território. Com efeito, a rede urbana é constituída por 7 cidades principais (as quatro capitais de província A Corunha, Pontevedra, Ourense e Lugo, a capital política Santiago de Compostela e as cidades industriais Vigo e Ferrol) e outras pequenas cidades. A Gazliza possuía em 2015 cerca de 2 726 291 de habitantes, com uma densidade demográfica elevada nas faixas entre a Corunha e Ferrol, a noroeste, e Pontevedra e Vigo a sudoeste. Santiago de Compostela é a capital política, com um estatuto especial, dentro da província da Corunha. É na sua capital que se situa um dos mais importantes santuários católicos do Ocidente, a Catedral de Santiago de Compostela.

O hino da Galiza, Os Pinos, elaborado por Eduardo Pondal, refere-se à Galiza como a nação de Breogão, herói da mitologia céltica.[4]

Espanha Galiza

GalizaGalicia

 
Bandeira de Galiza
Bandeira
Brasão de armas de Galiza
Brasão de armas
Lema: Hoc hic misterium fidei firmiter profitemur [nota 1].
Galicia in Spain (plus Canarias)
Hino: Os Pinos
Capital Santiago de Compostela
Administração
- Presidente Alberto Núñez Feijóo (PPdeG)
Área
- Total 29 574 km²
População (2017)
 - Total 2 708 339
    • Densidade 91,6 hab./km²
Gentílico galego, -ga
Províncias Corunha, Lugo, Ourense, Pontevedra
Idioma oficial galego e castelhano
Estatuto de autonomia 28 de junho de 1936

28 de Abril de 1981

ISO 3166-2 ES-GA
Congresso
Senado
25 assentos
19 assentos
Website Junta da Galiza

Topónimo

Origem e evolução

O nome para o território atual da Galiza deriva da palavra latina Gallaecia (ou Callaecia), que significa literalmente «terra dos galaicos». Callaecia, «a terra dos Callaeci», poderia derivar de kallā- 'madeira',[5] juntamente com o sufixo complexo local -āik-. O topónimo transformou-se mais tarde em Gallicia, e daí para as formas atuais. Os galaicos[nota 3] foram o povo mais numeroso do noroeste da Península Ibérica antes da sua integração no Império Romano no século I a.C., apesar de alguns autores considerarem que, originalmente, o termo «galaico» era empregue para denominar uma pequena tribo ao norte do Douro. Seja como for, o nome acabou por abarcar todo um grupo étnico de língua celta e culturalmente homogéneo, situado entre o Mar Cantábrico e o rio Douro.

Map of Europe according to Strabo
Mapa da Europa de Estrabão, com a localização das Cassitérides.

A primeira referência histórica dos galaicos remonta-se ao ano 136 a. C., quando o general romano Décimo Júnio Bruto Galaico regressa a Roma — depois da sua vitoriosa campanha bélica contra dois povos previamente desconhecidos: os lusitanos e galaicos — recebendo do próprio Senado romano o título de Gallaecus ou "galaico" em honra pela dura expedição militar contra estes.[7] Após estes primeiros contactos, o mundo grecolatino passa a denominar o seu país como Gallaecia, tal como o fizeram Estrabão, Plínio e Apiano, entre outros. Será este nome, Gallaecia, que irá evoluindo durante mais de treze séculos, e que acabará por adotar as formas «Galiza» e «Galicia».

Mais controverso é, porém, o significado original do termo Gallaicus (galaico) e consequentemente de Gallaecia. O primeiro autor que teorizou sobre isto foi Isidoro de Sevilha, que no século VII explicava que o nome "galaico" aludia à pele branca como o leite que tinham os seus habitantes, de jeito semelhante aos habitantes da Gália.[8] Serão muitos autores posteriores os que tentem procurar o significado deste nome, tais como Afonso X o Sábio, Ramón Barros Sivelo ou Murguía, mas hoje tende a ser relacionado com étimos das línguas celtas, e indo-europeias em geral, de maneira que o significado exato da palavra é, hoje em dia, desconhecido.

Formas atuais

O nome oficial da comunidade é Galicia, forma considerada maioritária e preferente pela Real Academia Galega e também usada em castelhano.[9] No entanto, a Real Academia Galega e o Instituto da Língua Galega admitiram tanto Galiza como Galicia na sua normativa de concórdia do verão de 2003. Sobre este assunto, concretamente, as Normas Ortográficas e Morfológicas do Idioma Galego referem o seguinte:

«Teñen terminación -cia, entre outros, acacia, ... etc. Entre estas palabras está Galicia, voz lexítima galega, denominación oficial do país e maioritaria na expresión oral e escrita moderna. Galiza é tamén unha forma lexitimamente galega, amplamente documentada na época medieval, que foi recuperada no galego contemporáneo.»

Por sua parte, a Associação Galega da Língua, inserida na corrente reintegracionista, admite apenas a forma Galiza. O mesmo acontece no Brasil e em Portugal, onde as obras de maior renome, como os dicionários Aurélio, Houaiss, Michaelis, Caldas Aulete, e os Dicionários Porto Editora, apenas aceitam a forma Galiza para o nome da região em português, reservando o termo Galícia para a região da Polónia. Existem porém minidicionários, entre os quais o Minidicionário Antônio Olinto, Soares Amora, Sacconi, ou Minidicionário Silveira Bueno, além de enciclopédias traduzidas, como a Grande Enciclopédia Larousse Cultural, a Enciclopédia Geográfica Universal, que dão os termos como sinônimos.

Todavia, obras como o Dicionário de Questões Vernáculas, de Napoleão Mendes de Almeida ou «A imprensa e o caos na ortografia», de Marcos de Castro, afirmam, com veemência, a condição de barbarismo que representaria o uso do termo Galícia em detrimento do português Galiza. Outras obras, como o Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa, de José Pedro Machado, nem mesmo registram o referido termo, cujo uso, segundo alguns autores, teria sido disseminado no Brasil como adaptação do topônimo mais comum na Galiza, Galicia, por uma possível influência dos numerosos imigrantes galegos que chegaram ao país, ou, ainda, por influência do inglês ou do espanhol.[10]

História

Pré-história

Paleolítico

As primeiras provas líticas da presença humana na Galiza datam de há cerca de 300.000 anos, no Paleolítico Inferior, durante o Pleistoceno Médio. Deste período, que nesta zona perdura até cerca de 5000 a.C., existem diversos restos dos seus povoadores por todo o litoral, desde Ribadeu até à Guarda, que consistem em instrumentos líticos que demonstram uma indústria acheuliana à base de bifaces, fendedores e triedros feitos sobre uma base de quartzo ou quarcita. São também de destaque as descobertas na parte portuguesa do Rio Minho – de Caminha a Melgaço – e o da caverna Eirós, em Triacastela, no qual foram preservados restos de animais e líticos dos neandertais até ao Paleolítico Médio, graças ao seu ambiente básico. Também existem outras reservas deste período no Baixo Minho e na depressão de Ourense. Conhecem-se duas culturas, o Paleolítico Inferior Arcaico (ou "cultura dos cantos talhados", com uma técnica mais simples) e o Paleolítico Inferior Clássico. As indústrias são simples e o número de tipos reduzido.

Cultura megalítica

A primeira grande cultura claramente identificada se caracterizava por sua capacidade construtora e arquitetônica, juntamente com o seu sentido religioso, fundamentado no culto aos mortos como mediadores entre o homem e os deuses.

A sociedade estaria organizada num tipo de estrutura de clãs. Da época do megalítico depõe milhares de túmulos[11] estendidos por todo o território, escondendo no seu interior uma câmara funerária de dimensões maiores ou menores, edificada com brames de pedra, conhecidas como dólmen.

Idade do Bronze

É nesta época que se atinge o desenvolvimento metalúrgico, impulsionado pela riqueza mineira. Devido às mudanças climáticas, vários povos da meseta migraram para o território da Galiza, aumentando a população e os conflitos entre povos. É a época de produção de diversos utensílios e joias de ouro ou de bronze, que foram até levadas além-Pirenéus.

Cultura céltica castreja

Corresponde ao período de tempo desde a chegada dos celtas e seu assentamento até à fortificação nos seus castros. Floresceu na segunda metade da Idade do Ferro, resultado da fusão com a cultura da Idade do Bronze e outros contributos posteriores, coexistindo em parte com a época romana. Os celtas trouxeram novas variedades de gado, o cavalo domesticado e provavelmente o centeio.

O primeiro povo celta que invade Galiza é o dos Sefes, no século XI a.C.. Submeterá os Estrímnios, mas este influirá no primeiro sobretudo no terreno da religião, da organização política e das relações marítimas com a Bretanha e a Inglaterra.[carece de fontes?] Segundo Estrabão, a topografia predominantemente montanhosa da Galiza fez com que os galaicos fossem o povo mais difícil de vencer da Península Ibérica e tivessem derrotado grande parte dos povos da Lusitânia.[12] É preciso dizer que a província romana dos galaicos, a Galécia (em latim: Gallaecia ou Callaecia), ainda não estava constituída política e administrativamente.

Os castros são recintos fortificados de forma circular, providos de um ou vários muros concêntricos, precedidos geralmente do seu correspondente fosso e situados, os mais deles, na cimeira de colina e montanhas. Entre os castros de tipo costeiro, destacam-se os de Fazouro, Santa Trega, Baronha e Neixão. No interior, podem mencionar-se os de Castromau e Viladonga. Comum a todos eles é o facto de que o homem se adapta ao terreno e não ao contrário.

Quanto aos templos, a única construção encontrada é a de Elvinha. O de Meirãs conserva uma necrópole. Noutros castros existiam pequenas construções em forma de caixa onde eram guardadas as cinzas (cultura sorotápica, dos campos de enterro de furnas – urnenfelder em alemão). Existem também outras parcialmente enterradas, com um depósito para a água, nas quais os vestígios de fogo indicam que deveria ter como propósito a incineração de cadáveres.

A partir dos finais do Megalítico, aparecem inscrições sobre rochas graníticas a céu aberto das quais atualmente se desconhece a sua origem e significado, sendo de nota as do Campo Lameiro.

Século XIX

Até o século XIX, a Galiza estava dividida em sete províncias: Mondonhedo, Lugo, Ourense, Tui, Santiago, Corunha e Betanços. Desde essa época, as províncias foram reduzidas a apenas quatro e quatro capitais: Corunha, Ponte Vedra, Ourense e Lugo.

Tinha órgãos de governo próprios, sendo eles, a Junta da Galiza (em galego: Xunta de Galicia) e o Parlamento Galego.

Portugal foi um destino migratório para muitos galegos, desde o tempo da reconquista.[13]

Política e governo

Administração autonómica

O Estatuto de Autonomia da Galiza estabelece que os poderes da comunidade são executados por via do Parlamento, da Junta e da Presidência.[14]

  • O Parlamento da Galiza é o representante máximo da comunidade, e sobre o qual recai o poder legislativo. É composto por 75 deputados eleitos por sufrágio universal através de representação proporcional por um período de quatro anos, na qual está também garantido o voto da diáspora galega.
  • A Junta da Galiza (Xunta de Galicia), órgão encarregue do poder executivo e administrativo do governo. Composta pelo presidente, vice-presidente e dez conselheiros. Coordena também as atividades das deputações provinciais.
  • O Presidente da Junta da Galiza dirige e coordena as suas ações e representa a comunidade autónoma. É membro do Parlamento e eleito pelos seus deputados.
Eleições ao Parlamento da Galiza

2016-2020

Partido Candidato Votos Percentagem Nº de deputados Composição parlamentar
People's Party (Spain) Logo (2008-2015).svg Alberto Núñez Feijóo 682 150 47,56 41 Escaños Parlamento Galicia 2016
En Marea Glyph (political party).png Luis Villares Naveira 273 523 19,07 14
Logotipo del PSOE.svg Xoaquín Fernández Leiceaga 256 381 17,87 14
BNG Ana Pontón 119 446 8,33 6
Ciudadanos-icono.svg Cristina Losada 48 553 3,38 0
Logo Pacma.jpg 15 135 1,06 0
Democracia

Ourensana

Miguel Caride 7723 0,54 0
Comprimiso.PNG Xoán Bascuas 4109 0,29 0
Partido Anticorrupción y Justicia

(PAYJ)

2535 0,18 0
Gañemos (GAÑEMOS) 2344 0,16 0
Recortes Cero-Grupo Verde Pastora Fernández 2276 0,16 0
Fonte: Xunta de Galicia[15][16]

Nacionalidade galega

O primeiro reconhecimento internacional da Galiza como nação terá ocorrido em 1933 no IX Congresso das Nacionalidades Europeias da Sociedade das Nações.[17] O dia feriado de festejo da comunidade foi oficializado em 1979 logo nos primórdios da autonomia como "Dia Nacional da Galiza"[18]. O Estatuto de Autonomia de Galiza de 1981 define a Galiza como "nacionalidade histórica" em razão de ter aprovado em referendum um estatuto de autonomia em 1936, semanas antes do golpe militar da Guerra da Espanha.

Ainda um documento intitulado "Defesa da Nacionalidade" foi assinado em público (Pacto de Governo), após o acordo de coligação BNG-PSdG em 2005 no governo bipartido (2005-2009).

Geografia

O território galego confina-se entre 43º 48' N (Estaca de Bares) e 41º 49' N (Portela do Homem, na fronteira com Portugal) em latitude. Em longitude, entre 6º 44' O (limite entre Ourense e Samora) e 9º 18' O (cabo Tourinhão).

A cidade mais populosa é A Corunha com 213 418 habitantes e o concelho mais populoso é o de Vigo em Pontevedra com 292817 habitantes, e o menos povoado o de Negueira de Moniz com 215 habitantes em 2016. O concelho mais extenso é o da Fonsagrada, com uma superficie de 438,4 km², e o mais pequeno o de Mondariz-Balneário com 2,3 km². A Corunha é o concelho com maior densidade de população, com 6449,32 hab./km² e Vilarinho de Conso é o que tem menor densidade de população com 2,92 hab./km² em 2016.

Divisão administrativa

Durante a Idade Moderna e até à divisão territorial de Espanha em 1833, a Galiza esteve dividida em sete províncias: Corunha, Betanços, Lugo, Mondonhedo, Ourense, Santiago e Tui. Atualmente, a comunidade estrutura-se em quatro províncias, as da Corunha, Lugo, Ourense e Ponte Vedra. Estas, por sua vez, dividem-se em comarcas (53), concelhos (313), seguindo-se as paróquias (3792) e, por último, as aldeias e lugares. A sua capital política é a cidade de Santiago de Compostela, na província da Corunha.

Demografia

Com uma população estimada (2016) de 2 718 525 habitantes, a Galiza é a quinta comunidade autónoma de Espanha em população.[19] A sua densidade de população, de 92,94 hab./km², é ligeiramente superior à media espanhola e semelhante à europeia.

A população concentra-se na sua maioria nas zonas costeiras, sendo as áreas das Rias Baixas e o Golfo Ártabro (áreas metropolitanas da Corunha e Ferrol) as de maior densidade de população. A Galiza conta com sete localidades consideradas cidades: as quatro capitais: Corunha, Ponte Vedra, Ourense e Lugo além de outras três cidades: Santiago de Compostela (capital administrativa) e as cidades industriais de Vigo e Ferrol.

Assim, o país conta com outros cinco concelhos com mais de 30.000 habitantes, dez concelhos de entre 20.000 e 30.000 habitantes, e trinta e cinco de entre 10.000 e 20.000.

A cidade mais populosa é A Corunha com 213 418 habitantes e o concelho mais povoado é o de Vigo em Pontevedra, com 292 817 habitantes, enquanto que no extremo oposto se encontra o de Negueira de Moniz, com 216 habitantes. O mais extenso é o da Fonsagrada, que conta com uma superfície de 438,4 km², e o mais pequeno o de Mondariz-Balneário com 2,3 km². A Corunha é o concelho com maior densidade populacional (6449,32 hab./km²) e Vilarinho de Conso é o que conta com a menor densidade populacional da Galiza (2,92 hab./km²).

Segundo o censo de 2014, o nível de fertilidade das galegas era de 1,07 filhos por mulher frente ao 1,32 estatal e menor que a cifra de 2,1 filhos por mulher necessários para que se produza a substituição geracional da população.[20] Entre as galegas, as ourensãs e as luguesas são as que menos filhos têm, com 0,99 e 1,04, sendo as primeiras das que menos filhos têm em Espanha só acima das asturianas.[21] Em 2013 registaram-se na Galiza um total de 19.727 nascimentos, o que supõe 1.362 menos que em 2012, segundo o IGE.[22] Efetivamente, nos últimos anos a Galiza vive uma diminuição paulatina do número absoluto de nascimentos desde o ano 2008, no qual houve 23.175 nascimentos,[22] após um breve período de recuperação entre os anos 2002 e 2008.

Pirâmide etária galega em 2014

O crescimento natural, ou seja, a diferença entre o número de pessoas nascidas e as falecidas, é negativo na Galiza desde finais dos anos oitenta.[23] Em 2013 houve um total de 30.433 falecimentos pelo que a diferença entre falecimentos e nascimentos é de 10.706 pessoas.[24]

Quanto à esperança de vida, os galegos tinham em 2013 uma esperança de vida ao nascer de 82,59 anos (79,48 anos para os homens e 85,59 anos para as mulheres).[25] Desde 1981, ano em que a esperança de vida dos galegos era de 75,4 anos, esta cresceu em 7 anos, graças á melhoria da qualidade de vida.[26] O envelhecimento da população também se manifesta no incremento de idosos de idade avançada que regista gradualmente a comunidade em cada período. A Galiza contava em 1996 com 226 pessoas com mais de cem anos. Dezoito anos depois, o número cresceu para 1.281 galegos em 2014.[27]

Em 2014 residiam na Galiza 98.245 estrangeiros, o que supõe 3,57% do total da população. As nacionalidades predominantes são a portuguesa (19,03% do total de estrangeiros), a romena (9,36%) e a brasileira (8,34%).[28]

Densidade de poboación por Provincias

Densidade de população por províncias.

Galicia densidade de poboacion

Concelhos com maior densidade populacional da Galiza.

Galicia densidade parroq

Densidade de população por freguesias.

Poboación2009

Concelhos que ganharam ou mantiveram a sua população em 2009.

Galicia poboacion concellos 2010

Mapa populacional dos concelhos galegos em 2010.

Concelhos mais populosos

Listagem Município Província Pop. Listagem Município Província Pop.
Pontevedra Capital Puente de las Corrientes, puerto deportivo y barrio del Burgo

Pontevedra

Coruna-praza-02

Corunha

Praza Maior de Ourense

Ourense

Muralla.Lugo.Galicia

Lugo

1 Vigo Pontevedra 292.817 11 Carvalho Corunha 31.288
2 Corunha Corunha 244.810 12 Arteixo Corunha 30.857
3 Ourense Ourense 105.893 13 Ames Corunha 29.975
4 Lugo Lugo 98.560 14 Redondela Ponte Vedra 29.909
5 Santiago de Compostela Corunha 95.800 15 Culheredo Corunha 29.434
6 Ponte Vedra Ponte Vedra 82.946 16 Ribeira Corunha 27.565
7 Ferrol Corunha 68.308 17 Cangas Ponte Vedra 26.567
8 Narón Corunha 39.574 18 Marim Ponte Vedra 25.329
9 Vilagarcia de Arouça Ponte Vedra 37.283 19 Cambre Corunha 24.029
10 Oleiros Corunha 34.563 20 Ponteareas Ponte Vedra 23.115
Padrão municipal do ano 2014[29]

Cultura

Língua

Linguistic map Southwestern Europe-en
Mapa cronológico mostrando o desenvolvimento do galego (Galician)

A língua galega é a língua própria da Galiza, e assim foi reconhecida legalmente no seu Estatuto de Autonomia, tornando-se uma das suas línguas oficiais. É usada maioritariamente pelo povo galego, o 90% afirma usá-lo sempre ou frequentemente. A outra língua oficial é o castelhano, também muito utilizada, que mais do 96% afirma conhecer. Além disso, em várias comarcas de Leão e Astúrias, que limitam com o oriente da Galiza, comarcas, separadas da Galiza administrativa no século XVIII, fala-se também galego. Estas comarcas são reivindicadas por uma parte do nacionalismo galego como pertencente à nação galega.

Disputa linguística

A postura oficial na Galiza afirma a total distinção entre ambas línguas, não havendo nenhuma menção da sua semelhança no Estatuto autonômico, ainda que se alude ao português, de facto, nas primeiras Normas ortográficas e morfolóxicas do galego [30](1982) quando se estabelece que

"As escollas normativas deben ser harmónicas coas das outras linguas, especialmente coas romances en xeral e coa portuguesa en particular, evitando que o galego adopte solucións insolidarias e unilaterais naqueles aspectos comúns a todas elas. Para o arrequecemento do léxico culto, nomeadamente no referido aos ámbitos científico e técnico, o portugués será considerado recurso fundamental"

O Estatuto de Autonomia[31] atribui apenas à Real Academia Galega competência para determinar a normativa da "língua própria" da Galiza.

Apesar da aparente apatia do governo local até 2014, quando aprovou a "Lei 1/2014 para o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a lusofonia",[32] existe, na Galiza, um movimento reintegracionista que defende a tese de que a língua portuguesa e o galego nunca se separaram realmente, sendo variantes ou dialetos da mesma língua, tal como o português de Portugal e o português brasileiro. Denominam, à variante da Galiza, galego, galego-português, portugalego ou português da Galiza. Em 2008 foi constituída a Academia Galega da Língua Portuguesa.[33]

Símbolos

Bandeira

A atual bandeira galega foi criada em finais do século XIX pelos galeguistas históricos do Ressurgimento como insígnia nacional, e hasteia desde, pelo menos, 1891.[34] Possui fundo branco e uma faixa azul entre os cantos superior esquerdo e inferior direito. A antiga bandeira possuía com fundo azul e cruzes douradas, com um cálice no centro.

Escudo

O cálice é a figura heráldica que representa a Galiza. Foi documentado pela primeira vez no escudo dos reis da Galiza do Armorial Segar da Inglaterra em 1282. Sofreu várias alterações ao longo da história. O atual escudo está descrito no artigo 3.º da Lei de Símbolos da Galiza:

O Escudo de Galicia trae, en campo de azur, un cáliz de ouro sumado dunha hostia de prata, e acompañado de sete cruces recortadas do mesmo metal, tres a cada lado e unha no centro do xefe. O timbre coroa real, cerrada, que é un círculo de ouro, engastado de pedras preciosas, composto de oito floróns de follas de acanto, visibles cinco, interpoladas de pérolas e das súas follas saen cadansúas diademas sumadas de pérolas, que converxen nun mundo de azur, co semimeridiano e o ecuador de ouro, sumado de cruz de ouro. A coroa, forrada de gules, ou vermello.

Hino

O hino galego, Os Pinos, é o símbolo acústico mais solene da Galiza. O texto consiste nas duas primeiras estrofes do poema Queixumes dos pinos de Eduardo Pondal, e a música foi composta por Pascual Veiga. A letra refere-se à Galiza como a nação de Breogám, um herói mítico celta. Foi interpretado pela primeira vez em Havana, Cuba, a 20 de dezembro de 1907.[35]

Internet

O domínio de internet proposto para a língua e cultura galegas é o ".gal". A proposta foi aprovada em Junho de 2013 pela Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números. O novo domínio é utilizado para websites com conteúdo majoritário em idioma galego, tal como está determinado nas normas da "Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números".[36]

Clubes de futebol

Salientam-se as equipas que jogaram na Primeira Divisão, especialmente o Real Club Celta de Vigo única equipa galega na Primeira Divisão

Outras equipas são: Real Club Deportivo de La Coruña, hoje na Segunda Divisão única equipa galega que possui títulos oficiais de importância: foi campeã do Campeonato Espanhol de Futebol (ano 2000) e campeã da Copa do Rei da Espanha por duas vezes, em 1995 e 2002, além de ganhar 3 títulos de Supercopa da Espanha nas únicas 3 vezes que a disputou. o Club Deportivo Lugo, a Sociedad Deportiva Compostela, o Pontevedra Club de Fútbol e o Racing Club de Ferrol.

Notas

  1. traduzido do latim, significa: "Eis aqui o mistério da fé que com firmeza professamos". Era o lema do antigo Reino da Galiza e é o lema do brasão atual da cidade de Lugo[1]
  2. Galego:
    Galicia pronounciado [ɡaˈliθja] (escutar ), [ħaˈliθja] ou [ħaˈlisja]
    Galiza pronounciado [ɡaˈliθa] (escutar ), [ħaˈliθa] ou [ħaˈlisa]
    Castelhano:
    Galicia pronounciado [ɡaˈliθja]
  3. em latim Gallaeci, em grego Καλλαϊκοί[6]

Referências

  1. PAUL. Hoc hic misterium.... Disponível em http://www.visitgalicia.co.uk/?p=1383. Acesso a 9 de agosto de 2012.
  2. «Significado de galego». auleteuol.w20.com.br. Consultado em 12 de fevereiro de 2016. Arquivado do original em 15 de fevereiro de 2016
  3. «Título Preliminar». Ley Orgánica 1/1981, de 6 de abril, modificada por la Ley 18/2002. Galicia, nacionalidade histórica, constitúese en Comunidade Autónoma para acceder ó seu autogoberno, de conformidade coa Constitución Española e co presente Estatuto, que é a súa norma institucional básica.
  4. «A lenda de Breogão». Torre de Hércules A Coruña
  5. cf. Matasovic (2009) s.v. *kallī-.
  6. Moralejo, Juan J. (2008). Callaica nomina : estudios de onomástica gallega. Corunha: Fundación Pedro Barrié de la Maza. pp. 113–148
  7. Blásquez, José María (1989). Nuevos estudios sobre la Romanización (em espanhol). Madrid: Ediciones ISTMO. p. 150. ISBN 84-790-208-3 Verifique |isbn= (ajuda)
  8. (Zamorensis), Joannes Aegidius (1955). De preconiis Hispanie (em espanhol). [S.l.]: Universidad de Madrid, Facultad de Filosofía y Letras
  9. Fraga, Xesús (7 de junho de 2008). «La Academia contesta a la Xunta que el único topónimo oficial es Galicia». La Voz de Galicia. Cópia arquivada em 2 de julho de 2008
  10. Chacon, Vamireh (2005). A grande Ibéria: convergências e divergências de uma tendência. [S.l.]: UNESP. ISBN 9788571396005
  11. «www.ctv.es. As origens do assentamento humano, pág. 23.» (PDF). Consultado em 23 de julho de 2009. Arquivado do original (PDF) em 24 de maio de 2013
  12. Estrabão, Geografia, Livro III, Capítulo 3, 2 [fr] [en] [en]
  13. «Imigração de galegos no Norte de Portugal (1500-1900)» (PDF)
  14. «Título Preliminar». Xunta de Galicia (em galego). Xunta de Galicia. 10 de janeiro de 2009. Consultado em 6 de março de 2017
  15. «Galicia Escrutado 100%». Xunta de Galicia (em galego)
  16. «Diario Oficial de Galicia» (PDF). Xunta de Galicia (em galego)
  17. «Galiza na sociedade das nações». Consultado em 6 de maio de 2019
  18. Decreto da Junta da Galiza de 1 de janeiro de 1979 publicado no Diário Oficial da Galiza
  19. «IGE - Principais datos de Galicia». www.ige.eu (em galego). Consultado em 25 de agosto de 2017
  20. Indicador conxuntural de fecundidade por Comunidades Autónomas Páxina web do INE. Consultado o 8 de agosto de 2015 (em castelhano).
  21. Indicador conxuntural de fecundidade por Provincias Páxina web do INE. Consultado o 8 de agosto de 2015 (em castelhano).
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Ver também

Ligações externas

Afonso IX de Leão

Afonso IX de Leão e da Galiza (Zamora, 15 de agosto de 1171 - Sarria, 24 de setembro de 1230), cognominado o Galego nas fontes da época, foi o último soberano dos reinos de Leão e de Galiza independentes de 1188 até à sua morte.

Airas Nunes

Airas Nunes (c. 1230 - 1293) foi um clérigo e trovador do século XIII, provavelmente nascido na Galiza.

Sabe-se que entre 1284 e 1289, foi poeta na corte de Sancho IV de Castela.

Os seus poemas foram escritos em galaico-português. Às vezes citações de outros autores, como Dinis de Portugal, o rei Afonso X de Castela, João Zorro e Nuno Fernandes Torneol, são encontradas no seu trabalho.

Corunha

Corunha (em galego e oficialmente A Coruña; em galego reintegrado: Corunha; em castelhano: La Coruña) é uma cidade e município da comunidade autónoma da Galiza e capital da província homónima, localizada no noroeste da Espanha.

O município abrange uma área de 37,8 km² e em 2016 tinha 243 978 habitantes (densidade: 6 454,4 hab./km²). O que a torna a maior cidade da Galiza, e o segundo municipío mais populoso despois de Vigo, no sul da província de Pontevedra.

No centro da Corunha fica a Praça de María Pita, erguida em 1860 e principal ponto de encontro entre cidadãos e visitantes, onde fica o edifício do concelho, que alberga a maior colecção de relógios da Europa. O centro histórico da urbe é a Cidade Velha onde se encontram construções religiosas como a Igreja de Santiago, a mais antiga da cidade, a Colegiata de Santa María do Campo, com um museu de Arte Sacra, e o Convento de San Domingos, além de muitos outros pontos de interesse, como o Xardín de San Carlos, com um magnífico miradouro de onde se vê o Forte de San Antón. Esta antiga fortaleza domina a entrada do porto e acolhe o Museu arqueológico desde 1964.

As fachadas sobre as galerias da Avenida da Mariña, com varandas de madeira e vidro, originaram a designação Cidade de Cristal. As ruas do centro e da Cidade Velha estão repletas de cafés e tabernas. As ruas Olmos, Galera, A Franxa ou A estrela são famosas pelas suas tabernas, e as esplanadas da praça de María Pita também são populares. A oferta de diversão nocturna é ampla e variada, com espectáculos, casino, representação no Teatro Rosalía, concertos e festivais. A enseada é palco de regatas nacionais e internacionais de vela e de remo.

No passeio marítimo fica a Torre de Hércules, o monumento mais emblemático da cidade. Data do século II d.C. e é o farol em funcionamento mais antigo do mundo. A Corunha tem um conjunto de museus dedicados à ciência eartes: o Aquarium Finisterrae, a Casa das Ciências (onde há um planetário), a Casa do Homem (ou Domus) e o Museu de Belas Artes.

Ferrol

Ferrol é um município espanhol situado no noroeste da Galiza, localizando-se a cerca de 50 quilómetros da capital provincial, Corunha. A área à sua volta e pela qual se espalha a sua influência é denominada Trasancos ou Ferrolterra, englobando vários concelhos vizinhos.

Segundo dados de 2013, terá cerca de 190.000 habitantes (area metropolitana) e 69.000 habitantes (cidade) e densidade populacional de 936,03 hab/km². O município abrange uma área de 81,9 km².

Finisterra

Finisterra (em galego e oficialmente: Fisterra, AFI: [fisˈtɛra̝]; na forma não oficial castelhana Finisterre) é um município da Espanha na província da Corunha, comunidade autónoma da Galiza. O município pertence à comarca de Fisterra, tem 29,4 km² de área e em 2016 a sua população era de 4 737 habitantes (densidade: 161,1 hab./km²).O seu nome deriva da expressão latina finis terrae, isto é "fim da terra". O cabo Finisterra, que se estende a sul-sudoeste da vila, situada cerca de 100 km a oeste de Santiago de Compostela, é considerado por muitos o verdadeiro fim do Caminho de Santiago, havendo muitos peregrinos que após visitarem Santiago e a sua catedral, continuam a peregrinação até ao extremo do cabo.

Junta da Galiza

A Junta da Galiza (em galego Xunta de Galicia,em castelhano Junta de Galicia) aparece definida no Estatuto de Autonomia da Galiza como o órgão colegiado do governo da Galiza. É composta pelo presidente, vice-presidentes e conselheiros. Os vice-presidentes e os conselheiros são nomeados pelo presidente. As funções administrativas da Galiza são efectuadas através da Xunta e das conselharias. A Presidência da Junta da Galiza está sediada no Paço de Raxoi.

A Junta regula os seus próprios tributos, elabora as normas para gerir os impostos estatais e elabora e aplica o orçamento da Galiza. Tem também competências exclusivas, no que se refere a: organização das suas instituições de autogoverno e das comarcas e freguesias rurais como entidades próprias da Galiza; ordenação do território e do litoral, urbanismo e habitação; actuações em relação às instituições do Direito Civil galego; normas processuais e procedimentos administrativos que derivem do Direito especificamente galego ou da organização dos poderes públicos; obras públicas; vias férreas, estradas e transporte; portos, aeroportos e heliportos; aproveitamentos florestais, hidráulicos e relativos à energia eléctrica; águas minerais e termais; pesca nos rios e águas interiores; feiras e mercados; artesanato, património artístico, bibliotecas, museus, conservatórios de música e serviços de Belas Artes; fomento da cultura e da investigação; promoção e ensino da língua galega, do turismo e do desporto; assistência social; criação de uma Polícia Autonómica; regime das fundações; casinos, jogos e apostas; centros de contratação de mercadorias e valores; confrarias de pescadores, câmaras distintas e normas adicionais sobre protecção do ambiente.

Lugo (Galiza)

Lugo (em latim Lucus Augusti) é um município e cidade da Galiza, Espanha. É capital da província de Lugo e da comarca homónima. O município tem 332 km² de área e em 2016 tinha 98 268 habitantes (densidade: 296 hab./km²). É o segundo município mais extenso da Galiza e o quarto mais populoso.

É uma cidade de origem celta e romana, no primeiro caso como um povoado em honra do deus Lug ou Lugh e depois fundada como acampamento militar do império em 25 a.C. por Paulo Fábio Máximo. É a mais antiga da Galiza. Construída nas proximidades dum castro, na época romana recebeu o nome de Luco Augusto (em latim: Lucus Augusti). São testemunha dos seus primeiros anos de história os numerosos restos romanos, muitos deles conservados no Museu Provincial, e sobretudo a muralha romana, única no mundo que conserva todo o seu perímetro e declarada Património da Humanidade em 2000. A cidade conta com outros dois monumentos Património da Humanidade, a Catedral de Santa Maria e o Caminho Primitivo. Geograficamente, a cidade fica num outeiro, nas terras do Alto Minho, e circundada pelo próprio rio Minho, além de outros mais pequenos, como o Mera. O concelho, incluído na Reserva da Biosfera "Terras do Minho", é um dos poucos lugares do mundo reconhecido como Património Mundial cultural e natural simultaneamente.Ao longo da sua história passou por períodos de abandono, bem como por importantes momentos na história do país em que esteve integrada. Desde a mobilização em 842 dum grande exército galego para conquistar Oviedo e entronizar Ramiro I das Astúrias como primeiro rei da Galiza, até o pronunciamento do Coronel Miguel Solís, que daria começo à revolução galega de 1846. Actualmente Lugo é uma cidade comercial e de serviços, com um campus universitário que depende da Universidade de Santiago de Compostela, especializado em ciências agrárias. Destacam-se também as populares festas realizadas na cidade como o Arde Lucus, que relembra o passado romano e castrejo da cidade, e as Festas do São Froilão, que cada ano atraem à cidade mais de um milhão de visitantes entre 4 e 12 de outubro.

Língua galega

A língua galega ou galego (pronúncia galega: [ɡaˈleɣo̝]) é a língua ibero-românica ocidental de caráter oficial na Comunidade Autónoma da Galiza, falada também nas Astúrias, Castela e Leão e pela diáspora galega, localizada principalmente na Argentina, Brasil, Cuba ou Uruguai.

Com raízes comuns, iniciou a sua divergência da língua portuguesa no século XIV, e é regulada pela Real Academia Galega. Devido às semelhanças que mantém com o português, é por vezes referida no contexto do galego-português, "português da Galiza ou o codialecto galego do português" uma perspetiva organizada na forma do reintegracionismo galego, cujas normas ortográficas seguem estreitamente as do português. Porém, é definida como língua em próprio direito no dicionário da RAG, uma postura seguida pelas instituições autonómicas e respeitada pelo Governo Português. A fala de Xálima, com influências leonesas, também pode ser classificada no seu âmbito.

Língua oficial

A língua oficial é na definição dada pela UNESCO[carece de fontes?], a língua utilizada no quadro das diversas actividades oficiais: legislativas, executivas e judiciais de um estado soberano ou território.

É a língua consagrada na lei (através da constituição ou de lei ordinária), ou apenas pela via do costume, de um país, estado ou outro território como a língua adoptada nesse país, estado ou território.

A língua oficial (ou línguas oficiais), cuja escolha depende de razões políticas, deve ser a língua utilizada em todos os actos oficiais do poder público, quer de direito externo (tratados e convenções internacionais), quer de direito interno (constituição, leis ordinárias, actos políticos, sentenças judiciais, actos administrativos, discursos oficiais, etc.). A língua oficial será, em princípio, a língua falada (se só houver uma) ou uma das línguas faladas (se houver várias) pela população de cada estado ou território.

Só cerca de metade dos países do mundo têm línguas oficiais expressas na lei. Alguns têm só uma língua oficial reconhecida nacionalmente, caso de Portugal (sendo reconhecida oficialmente, na Constituição, a Língua Gestual Portuguesa em 1997), Brasil (embora o Brasil tenha reconhecido oficialmente a Língua Brasileira de Sinais em 2002) e dos PALOP. Outros têm mais de uma língua oficial, casos de Timor-Leste (país em que são oficiais o português e o tétum) ou, fora do espaço lusófono, de países como o Paraguai (castelhano e guarani), a Bélgica (holandês, alemão e francês), Suíça (alemão, francês, italiano e romanche) e África do Sul (mais de 10 idiomas), entre outros.

Alguns países atribuem ainda estatuto de língua oficial a certas línguas em partes do seu território. Essas línguas são línguas co-oficiais nessas áreas, coexistindo aí com a(s) língua(s) oficial(is) do país. É o caso, em Espanha, do galego (na Galiza), do basco (no País Basco e em Navarra), do catalão (na Catalunha, Baleares e Comunidade Valenciana) e do aranês (na Catalunha). É o caso também do português e do inglês na República Popular da China, co-oficiais, respectivamente, em Macau e Hong Kong.

Ourense

Ourense (galego: [owˈɾɛnse̝]; nome oficial; na forma não oficial em castelhano Orense) é um município da Espanha na província homônima, comunidade autónoma da Galiza. Tem 85,2 km² de área e em 2016 tinha 105 893 habitantes (densidade: 1 242,9 hab./km²). É a terceira maior cidade da Galiza e é capital da província homônima.

Províncias da Espanha

As 50 províncias espanholas conformam dezessete comunidades autónomas da Espanha , às que se somam duas cidades autónomas no norte de África, (sem condição de províncias)

Imediatamente a seguir à divisão de autonomia está a província, que são 50, a maioria das quais deve o nome à sua capital. Apenas duas cidades são capitais de comunidade autónoma e não da província: Mérida, na Estremadura, e Santiago de Compostela, na Galiza.

Cada comunidade autónoma compreende uma ou várias províncias. Apenas sete são compostas por uma única província: Astúrias, Ilhas Baleares, Cantábria, La Rioja, Madrid, Múrcia e Navarra.

A constituição espanhola de 1978 (em vigor) estabeleceu o direito à autonomia das regiões e nacionalidades. Segundo o artigo 143: «…as províncias limítrofes com características históricas, culturais e económicas comuns, os territórios insulares e províncias com entidade regional histórica poderão usufruir de direito de autogoverno e constituir-se em Comunidades Autónomas».

Real Club Celta de Vigo

O Real Club Celta de Vigo (Em galego, Real Clube Celta de Vigo) é um clube de futebol sediado na cidade de Vigo, na Galiza (noroeste da Espanha). Foi fundado em 23 de agosto de 1923 com a fusão de dois clubes, o Real Vigo Sporting e o Real Fortuna. Atualmente disputa a Primeira Divisão Espanhola. Os seus jogos em casa são disputados no Estádio Balaídos, que tem uma capacidade para receber 30.000 espectadores.

O Celta é um dos 11 clubes com mais de 50 temporadas na Primeira Divisão do Campeonato Espanhol.​ Na Copa do Rei da Espanha foi 3 vezes finalista 1948,1994 e 2001, tendo alcançado as semifinais da competição 8 vezes. A nível continental, disputou oito edições da Copa UEFA/Liga Europa e uma edição da Liga dos Campeões,(2003/04), Conquistou o seu primeiro título europeu em 2000, a Taça Intertoto da UEFA.

Real Club Deportivo de La Coruña

Real Club Deportivo de La Coruña (em galego: Real Clube Deportivo da Coruña; em português e galego reintegrado Real Clube Desportivo da Corunha) é um clube de futebol galego fundado em 2 de março de 1906 na cidade da Corunha ao Noroeste da Galiza. Joga atualmente na segunda divisão espanhola. O seu maior rival é o Celta de Vigo com quem faz o Dérbi da Galiza, mais conhecido como Dérbi Galego, embora o seu rival não tenha qualquer titulo desportivo.

Reino da Galiza

O Reino da Galiza (em galego: Reino de Galicia ou Reino de Galiza; em latim: Galliciense Regnum; século V - 1833) foi uma entidade política surgida no noroeste da Península Ibérica no territorio da provincia romana da Gallaecia. A sua extensão territorial, inicialmente de proporções bastante maiores do que a actual Galiza, foi evoluindo ao longo dos séculos.

Reino de Leão

O Reino de Leão foi um dos antigos reinos ibéricos surgidos no período da reconquista cristã sendo independente durante três períodos: de 910 a 1037 (sob domínio da casa Leonesa), de 1065 a 1072 (sob o domínio da casa de Navarra) e de 1157 a 1230 (sob o domínio da casa da Borgonha).

A sua primeira constituição deu-se em 910, com a divisão do Reino das Astúrias pelos filhos do Rei Afonso III, o Grande; o primogênito Garcia ficou com o Reino de Leão, Ordonho com a Galiza e Fruela com as Astúrias, ficando ambos subordinados ao rei de Leão; eventualmente a Galiza e as Astúrias acabaram por se tornar partes integrantes do reino de Leão, dada a morte sem descendentes dos seus soberanos, tendo o rei Fruela passado a controlar toda a vasta área do Noroeste Peninsular cristão.

O reino acabaria em 1037, quando o rei Bermudo III foi derrotado e morto por Fernando I de Castela, o qual se julgava com pretensões legítimas ao trono de Leão, já que era casado com a irmã de Bermudo, a rainha Sancha. Ficou então integrado na coroa dúplice de Leão e Castela, cingida por Fernando Magno.

A sua segunda criação ocorreu com a divisão das possessões de Fernando Magno após a sua morte (1065), entre os seus filhos Sancho (que ficou com Castela), Afonso (que ficou com Leão) e Garcia (que recebeu a Galiza). Após intensas lutas fratricidas com os seus irmãos, Afonso VI de Leão acabou por conseguir dominar também Castela e a Galiza, e proclamou-se imperador de toda a Espanha (Imperator totus Hispaniæ). Leão ficou então sendo o principal reino de entre as Nações que compunham o seu «Estado», e a capital do reino sediada na velha cidade de Leão.

Esta situação manteve-se ao longo dos reinados de sua filha Urraca e seu neto Afonso VII, o qual viria também a proclamar-se, tal como o avô, imperador das Hespanhas. Enfim, após a sua morte, Leão ganhou de novo, por um breve período, a sua independência; em 1157 os extensos territórios que compunham o seu Estado foram repartidos entre os seus filhos Sancho (que ficou com Castela) e Fernando (que recebeu as terras da Galiza e Leão).

O reino de Leão acabaria por findar em 1230, quando Fernando III de Castela, filho de Afonso IX de Leão através do seu casamento com Berengária de Castela, se apropriou do trono que pertencia, segundo as disposições testamentárias do pai, às suas meias-irmãs e legítimas herdeiras, as rainhas Sancha e Dulce; Para manter a independência do Reino de Leão, Afonso IX no seu testamento aplicou o direito galego de herança, que igualava na sucessão homens e mulheres, deixando suas filhas como futura rainhas de Leão. Porém, Fernando III com o auxílio da mãe Berengária e da mãe das herdeiras, a rainha Teresa Sanches de Portugal, conseguiu-se proceder à unificação definitiva das duas coroas, passando Castela a deter o predomínio no conjunto dos Estados do centro peninsular - a capital doravante estaria em Toledo, a velha capital goda, e não em Leão; a língua leonesa entrou em significativo declínio, sendo gradualmente substituída pelo castelhano. No século XVI, com a absorção de Aragão e Navarra e a formação do reino de Espanha, Leão manteve-se como uma capitania-geral do reino, figurando o seu título entre os vários que os reis de Espanha possuíam; só em 1833 desapareceu de jure e de facto o velho reino, transformando-se na região leonesa formada por Salamanca, Zamora e Leão. Esta região passou a formar com parte da Castela velha a comunidade de Castela e Leão no ano 1983; contudo, partes significativas do antigo reino integram hoje as comunidades autónomas de Castela e Leão, Estremadura, Galiza e Astúrias.

Santiago de Compostela

Santiago de Compostela ( ou São Tiago de Compostela em português ) é uma cidade e município (concello em galego) no noroeste de Espanha. É capital da comunidade autónoma da Galiza e faz parte da província da Corunha e da comarca de Santiago. O município tem 220 km² de área e em 2016 tinha 95 966 habitantes (densidade: 436,2 hab./km²).É uma cidade internacionalmente famosa como um dos destinos de peregrinação cristã mais importantes do mundo, cuja popularidade possivelmente só é superada por Roma e Jerusalém. Ligado a esta tradição, que remonta à fundação da cidade no século IX, destaca-se a catedral de Santiago de fachada barroca, que alberga o túmulo de Santiago Maior, um dos apóstolos de Jesus Cristo. A visita a esse túmulo marca o fim da peregrinação, cujos percursos, os chamados Caminhos de Santiago ou Via Láctea, se estendem por toda a Europa Ocidental ao longo de milhares de quilómetros. Desde 1985 que o seu centro histórico (cidade velha) está incluído na lista de Património Mundial da UNESCO. Em 1993 foi também incluído nessa lista o Caminho de Santiago, que já tinha sido classificado como o primeiro itinerário cultural europeu pelo Conselho da Europa em 1987. Foi uma das capitais europeias da cultura em 2000.Situa-se 70 km a sul da Corunha, 65 km a norte de Pontevedra, 100 km a noroeste de Ourense e 115 km a norte da fronteira portuguesa de Valença. Como capital da Galiza, ali está sediado o governo (Junta da Galiza) e o parlamento regionais galegos. É também uma importante cidade universitária, pela sua universidade, fundada em 1495 e que no ano letivo de 2011-2012 tinha mais de 28 000 alunos inscritos e no ano anterior tinha 2 164 docentes.

Televisión de Galicia

A Televisión de Galicia, em português, Televisão da Galiza, também conhecida como A Galega, é um canal de televisão galego que forma parte da Corporação de Radiotelevisão da Galiza (CRTVG), junto com a Rádio Galega. As suas instalações centrais encontram-se em San Marcos (Santiago de Compostela).

No mês de Janeiro de 2009, a TVG fez história ao tornar-se em líder autonómica pela primeira vez na sua história.A TVG começou suas emissões no dia 25 de Julho de 1985. Actualmente emite 168 horas por semana com 70% de produções próprias. No dia 31 de Dezembro de 1996 iniciou as suas emissões regulares via satélite para a América e no dia 17 de Maio do ano seguinte começa a transmitir pela internet, sendo um dos primeiros canais europeus em fazê-lo.A programação da TVG é inteiramente em galego, excepto alguma publicidade emitida em espanhol e algum programa em espanhol emitido para o exterior. No entanto, o primeiro canal de televisão em emitir em galego, ainda que parcialmente, foi a TVE através do seu centro territorial na Galiza.

A TVG faz parte da FORTA, uma federação de diferentes televisões autonómicas do estado espanhol.

Tui

Tui (em galego e oficialmente: Tui; em castelhano: Tuy) é um município raiano da Espanha que se encontra na comarca do Baixo Minho, província de Pontevedra, comunidade autónoma da Galiza. Tem 68,3 km² de área e em 2016 tinha 16 966 habitantes (densidade: 248,4 hab./km²).Situada à beira do rio Minho, esta é a principal fronteira – por autoestrada e caminho-de-ferro – entre a Galiza e Portugal (Valença do Minho).

O nome do município foi dado pelos romanos como Tude e mencionado pelos escritores Estrabão e Ptolemeu. Durante o período visigodo, a Catedral de Tui foi uma das sedes episcopais do reino da Galécia (corresponde à atual diocese de Tui-Vigo, mas chegou a abranger todo o Alto-Minho). Foi depois capital de uma das sete províncias do antigo Reino da Galiza até ao ano de 1833.

Hoje em dia, o centro do município está próximo da Loja de São Telmo. No alto do montezinho, a catedral preserva o período românico no seu vestíbulo principal e o gótico no ocidental.

A cidade tem dois museus, um dedicado à arqueologia e à arte sacra, e o outro é o museu diocesano.

Vigo

Vigo é um município da Espanha na província de Pontevedra, comunidade autónoma da Galiza. Tem 109,1 km² de área e em 2016 tinha 292 817 habitantes (densidade: 2 683,9 hab./km²) e uma alta taxa de população rural. A cidade tem uma população de 198.537 habitantes (INE, 2016). Os seus habitantes são chamados vigueses ou olívicos.

Fica situada à beira da ria que leva o seu nome. Dista 29 km de Pontevedra (capital da província) e 71 km de Santiago de Compostela (capital política da Galiza) e pouco mais de 20 km de Valença, a localidade portuguesa mais próxima.

É município mais populoso da Galiza. Porto marítimo, com importante atividade pesqueira, sendo o principal porto pesqueiro da Europa. Centro comercial e económico do sul da província de Pontevedra e cabeceira duma área industrial da comunidade autónoma.

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