Ezequias

Ezequias, do hebraico חִזְקִיָּהוּ, significa, em português "Yauh Fortalece" ou "Yauh Fortalece".

O rei Ezequias foi o 13º Rei de Judá, e reinou por 29 anos (726-697 a.C[1]). Era Filho de Acaz e de Abi, filha de Zacarias (II Reis 18:2) ou Abia (2 Cr 29:1). Ezequias Reinou Conjuntamente com seu Pai de 729 a 715 a.C. e, com a idade de 25 anos, tornou-se rei absoluto.

Seguiu o exemplo do seu brilhante antepassado, o Rei Davi, teria começado a reinar com 25 anos de idade e governou por 29 anos, a partir de 715 a.C.

Biblical Jerusalem Wall Remnants
Resquícios do muro construído em Jerusalém por Ezequias, como proteção ao ataque de Senaqueribe.

No exato primeiro dia do seu reinado, reparou as portas e purificou a Casa/Templo de Yauh. Reintegrou os sacerdotes e levitas ao seu ministério, e restaurou a celebração da Páscoa (II Crônicas 29:3 e 30:5). Além disso, combateu a idolatria em Judá proibindo o culto aos deuses pagãos, determinando também que fosse destruída a serpente de bronze construída na época de Moisés, pois novamente o povo estava adorando-a. E, devido à sua obediência, a Bíblia relata que Deus trouxe paz ao seu reino. Enquanto cuidou do templo, providenciou a adoração adequada.

De acordo com a Bíblia, Ezequias, ao ser confrontado pelo grande Rei da Assíria, Senaqueribe, orou a Deus e foi salvo do cerco de Jerusalém (por volta do ano 701 a.C.), através de um anjo enviado por Deus, que teria exterminado cento e oitenta e cinco mil soldados assírios durante a noite.Também no contexto do cerco, ordenou a construção do Túnel de Ezequias, para impedir as tropas de Senaqueribe de terem acesso ao precioso líquido, desviando o curso da água de fora das muralhas de Jerusalém para dentro da mesma.

Segundo a Bíblia, após a expulsão dos assírios, Ezequias experimenta um novo milagre. Tendo adoecido gravemente acometido do que a Bíblia chama de úlcera (alguns acreditam tratar-se de um câncer), o profeta Isaías veio lhe dizer que iria morrer. Não se conformando, Ezequias pôs-se a orar e Isaías retorna com outra mensagem de Deus informando um acréscimo de mais 15 anos à vida do rei. E, como prova do cumprimento dessa palavra, Deus deu um sinal a Ezequias, fazendo atrasar dez graus a sombra do relógio solar construído por Acaz.

Tendo se recuperado, cometeu um sério equívoco ao mostrar os seus tesouros aos mensageiros da Babilônia. Devido a isso, foi advertido pelo profeta Isaías, prevendo o futuro cativeiro dos judeus, o que ocorreu numa invasão de Nabucodonosor, no reinado de Zedequias.

Ezequias faleceu em 696 a.C., mas seu filho Manassés (708 a.C. - 642 a.C.) assumiu a posse de rei aos 12 anos, permitindo a idolatria em Jerusalém e fazer Judá cair em pedaços.

Situação política

Ezequias reinou num período em que a Assíria dominava o cenário político. O reino de Israel, ao norte de Judá, já havia sido reduzido a tributário assírio. Seu pai, Acaz, já havia despojado o templo e o palácio para poder pagar tributo ao rei assírio Sargão II. Após a morte deste e a sucessão do trono por Senaqueribe, Ezequias, direcionou esforços para manter-se independente da potência militar dominante e deixou de ser tributário. No entanto, quando Senaqueribe pela primeira vez ameaçou Jerusalém, o próprio Ezequias efetuou um custoso pagamento para que aquele poupasse a cidade[2].

Selo de Ezequias

Em dezembro de 2015, arqueólogos israelenses anunciaram a descoberta de uma marca do selo do rei bíblico.

Segundo Eilat Mazar da Universidade Hebraica de Jerusalém, que dirigiu a escavação onde a peça foi encontrada, a peça de argila tem uma inscrição, Pertence a Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá; circular de menos de um centímetro de comprimento e pode ter sido feita pelo próprio rei.[3]

Literatura

Ezequias coordenou a compilação de textos bíblicos que hoje são os capítulos 25 a 29 de Provérbios. Estes capítulos formavam uma seção única, cuja introdução faz menção aos "homens de Ezequias" como compiladores[4]. Ezequias também compôs a canção de agradecimento por sua já citada cura, conforme indica Isaías 38:10-20.

Ezequias
Ezequias
Nascimento Século VIII a.C.
Jerusalém
Morte 697 a.C.
Jerusalém
Sepultamento Jerusalém
Cidadania Reino de Judá
Progenitores Pai:Acaz
Filho(s) Manassés de Judá
Religião Judaísmo

Referências

  • II Reis 18:3-6; Isaías 38:1-22; II Crônicas 30-6:9.

Ver também

Precedido por
Acaz
Rei de Judá
29 anos
Sucedido por
Manassés
  1. M.G. Easton M.A., D.D., Illustrated Bible Dictionary, 1897, sob o tópico "Hezekiah"
  2. Bíblia, II Reis 18:13-16
  3. Rabinovitch, Ari. «Marca rara de selo do rei bíblico Ezequias é encontrada em Jerusalém». Site Reuters Brasil. Consultado em 3 de dezembro de 2015
  4. Bíblia, Provérbios 25:1
Eleições estaduais em Alagoas em 1950

As eleições estaduais em Alagoas em 1950 aconteceram em 3 de outubro como parte das eleições gerais no Distrito Federal, em 20 estados e nos territórios federais do Acre, Amapá, Rondônia e Roraima. Foram eleitos o governador Arnon de Melo, o vice-governador Guedes de Miranda, o senador Ezequias Rocha, nove deputados federais e trinta e cinco estaduais.Filho de um senhor de engenho, o advogado Arnon de Melo nasceu em Rio Largo onde residiu até estudar em Maceió. Antes de se formar na Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1933, trabalhou no jornal A Vanguarda até que o mesmo foi fechado pela Revolução de 1930. Trabalhou na Associação Comercial do Rio de Janeiro, mas dedicou a maior parte de seu tempo na antiga capital federal ao jornalismo. Esteve no Diário de Notícias e depois nos Diários Associados, conglomerado de mídia fundado em 1924 por Assis Chateaubriand. Passou a seguir pelo Diário Carioca e por O Jornal antes de voltar ao seu estado para dirigir a Gazeta de Alagoas quando já integrava o conselho diretor da Associação Brasileira de Imprensa. Filiado à UDN nos estertores da Era Vargas, venceu a eleição para governador em 1950 recebendo um mandato de cinco anos.O vice-governador eleito foi o advogado Guedes de Miranda. Formado pela Universidade Federal de Pernambuco, foi professor na Escola Normal de Maceió, no Liceu Alagoano e na Universidade Federal de Alagoas. Foi deputado estadual durante a República Velha, presidiu a Academia Alagoana de Letras, o Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas e integrou a Associação Alagoana de Imprensa como sócio honorário. Ocupo os cargos de secretário de Segurança, presidente do Conselho Penitenciário e procurador-geral do estado antes de assumir a interventoria em 1945 quando já estava no PSD, exercendo-a até a posse do governador Silvestre Péricles em 1947.

Médico formado pela Universidade Federal da Bahia com especialização em Medicina Interna, o senador Ezequias Rocha trabalhou na Santa Casa de Misericórdia de Maceió e foi diretor de Saúde de Alagoas além de professor na Universidade Federal de Alagoas, na Escola Normal de Maceió e no Liceu Alagoano. Presidente da Sociedade de Medicina de Alagoas, dedicou-se tambem à Pediatria. Eleito suplente de deputado estadual em 1934, chegou a ser convocado no período anterior ao Estado Novo retornando à política agora pela UDN.

Ezequias Gonçalves Costa

Ezequias Gonçalves Costa (Barras, 14 de setembro de 1919 – Teresina, 22 de abril de 2005) foi um advogado e político brasileiro que exerceu dois mandatos de deputado federal pelo Piauí.

Ezequias Jerônimo da Rocha

Ezechias Jerônimo da Rocha (Major Izidoro, 8 de dezembro de 1898 – Rio de Janeiro, 8 de abril de 1983) foi um político brasileiro.Filho do major Izidoro Jerônymo da Rocha e de Maria Umbelina da Rocha.

Em outubro de 1950 foi eleito senador por Alagoas na legenda da União Democrática Nacional (UDN), cargo que ocupou de março de 1951 a janeiro de 1959.

Ezequias Roosevelt Tavares de Melo

Ezequias Roosevelt Tavares de Melo (Jundiá, 28 de janeiro de 1981) e é um futebolista brasileiro. Ele actualmente faz parte do plantel do FC Brasov do Campeonato Romeno de Futebol, num contrato com duração de 3 anos.

II Reis

II Reis é um dos livros históricos do antigo testamento da Bíblia, vem depois de I Reis e antes de I Crônicas. Possui 25 capítulos. Narra a história do profeta Eliseu (sucessor do profeta Elias) e dos reis de Israel e Judá, dando prosseguimento aos acontecimentos narrados no livro de I Reis. Menciona a destruição do Reino de Israel, com sede em Samaria, que caiu em poder da Assíria em 722 AC, e a milagrosa resistência do rei Ezequias ao cerco de Senaqueribe. Termina com a destruição da cidade de Jerusalém por Nabucodonosor, rei da

Babilônia, em 586 a.C., o qual leva os judeus como escravos para a Mesopotâmia, conforme foi profetizado por Jeremias.

Mais do que uma relação pormenorizada de acontecimentos, estes livros fornecem uma reflexão crítica sobre a história do povo e dos reis que o governaram: a fidelidade a Deus leva à bênção; a infidelidade leva à maldição, à ruína e ao exílio (cf. 2Rs 17,7-23).

O templo e os profetas têm um papel importante nessa história. O Templo é o lugar da reunião de todo o povo para o encontro com Deus. A reforma de Josias procura reunir novamente todo o povo a partir do culto no Templo (2Rs 22-23). Os profetas são aqueles que mantêm viva a consciência do povo, os vigias das relações sociais e os grandes críticos da ação política dos reis. Sua intenção de fazer respeitar a justiça e o direito está sempre em primeiro plano, e eles se ocupam tanto de religião como de moral e política, pois tudo deve estar submetido a Deus, o único rei sobre o povo (cf. Is 6,5; Is 44,6; Zc 14,16).

As decepções com a monarquia se multiplicaram e, com a queda dos reinos de Israel e de Judá, volta o antigo ideal igualitário das tribos, formulado agora por Jeremias como Nova Aliança: uma sociedade sem mediações, na qual o próprio povo governa a si mesmo, graças ao conhecimento de Deus (Jr 31,31-34).

Inscrição de Siloé

A inscrição de Siloé ou Inscrição de Shiloah (כתובת השילוח) ou Inscrição de Silwan é uma passagem de texto inscrito, encontrada originalmente no Túnel de Ezequias (que supria água da Fonte de Giom para a Piscina de Siloé na parte leste de Jerusalém). Descoberto em 1880, a inscrição regista a construção do túnel no século VIII a.C.. Encontra-se entre os registos mais antigos escritos na língua hebraica, usando-se o alfabeto Paleo-Hebrew.

Isaías

O profeta Isaías (Hebraico: יְשַׁעְיָהוּ, Moderno Yeshayahu Tiberiano Yəšạʻyā́hû; em siríaco: ܐܹܫܲܥܝܵܐ ˀēšaˁyā; Grego: Ἠσαΐας, Ēsaïās; Latim: Isaias; Árabe: إشعيا As̲h̲aʿyāʾ ou S̲h̲aʿyā; "Yah é a salvação"), teria vivido entre 765 AC e 681 a.C., durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, sendo contemporâneo à destruição de Samaria pela Assíria e à resistência de Jerusalém ao cerco das tropas de Senaqueribe que sitiou a cidade com um exército de 185 mil assírios em 701 a.C.

Livro de Isaías

O Livro de Isaías é um livro profético do Antigo Testamento, vem depois do livro de Eclesiástico e antes do Livro de Jeremias.

É uma peça central da literatura profética do Antigo Testamento, na Bíblia. Sua importância é refletida também no Novo Testamento, considerando-se que há mais de 400 referências diretas ao livro, feitas pelos evangelistas e apóstolos.

O forte caráter e ênfase messiânicos percebidos em toda a extensão do documento, muito provavelmente colaboraram para conceder ao livro tamanha proporção referencial entre os autores do Novo Testamento. Por causa disto também, Isaías recebeu o epíteto de "o quinto evangelista".

Em seus dias, Isaías viveu e narrou a tensão política e militar que o território de Israel experimentava, com eventos decorrentes principalmente de um panorama marcado por intensas e contínuas atividades bélicas e expansionistas que estavam sendo realizadas pela monarquia egípcia, ao sul, e pelos caldeus, ao leste.

O início do ministério profético de Isaías situa-se em 754 a.C., coincidindo com 2 datas históricas precisas: a morte do rei Uzias de Judá e a fundação de Roma.

Livro de Miqueias

O Livro de Miqueias é o sexto livro dos doze profetas menores da Bíblia hebraica e cristã, vem depois do Livro de Jonas e antes do Livro de Naum. Este pequeno livro profético do Antigo Testamento se caracteriza pela condenação dos ricos por explorarem os pobres. Denuncia os governantes, chefes e ricos das cidades de Jerusalém e Samaria. Estes estavam roubando o povo através da língua enganosa, com armadilhas, exigiam presentes e subornos. Miqueias também denunciou a cobiça, os ganhos imorais, a maldade planejada, a balança desonesta e o crime organizado. O conteúdo deste livro tem quase 2700 anos.

Miqueias nasceu em Morasti (Moréshet), uma vila no interior do reino de Judá, a oeste de Hebrom. Por sua origem camponesa se assemelha à Amós, com quem compartilha uma aversão às grandes cidades e uma linguagem concreta e franca, nas comparações breves e nos jogos de palavras. Ele exerceu sua atividade entre os reinados de Jotão (Iotâm), Acaz, Ezequias e Manassés, isto é entre 750 e 680 AC, antes e depois da tomada de Samaria pelos assírios em 721 AC, tendo sido contemporâneo de Oseias e de Isaías.

Livro de Sofonias

Sofonias é um dos livros proféticos do Antigo testamento da Bíblia. Possui três capítulos.

O nome Sofonias significa "o Senhor o escondeu" ou "o Senhor escondeu-se". Ele era tetraneto de Ezequias (Sofonias 1.1). Caso este tenha sido o rei Ezequias, Sofonias foi um profeta de sangue real. O seu ministério ocorreu no tempo do rei Josias em 640 a.C. - 609 a.C. tendo profetizado, provavelmente antes da reforma desse rei em 621 a.C..

Ele não é a única personagem citada na Bíblia com este nome. Três outros homens são assim designados no texto bíblico (1 Cr 6:36-38; Zc 6:10,14), com destaque para o contemporâneo do rei Zedequias (Jr 21:1).

Manassés de Judá

Manassés (em hebraico: מְנַשֶּׁה Mənaššeh; em acádio: Menašši (escrito: me-na-si-i); em grego: Μανασσῆς; em latim: Manasses), filho de Ezequias e de Hefzibá, foi o 14º rei de Judá, governando de 697 (aprox.) a 642 a.C. A principal fonte de informação sobre ele são as escrituras sagradas, estando a sua história registrada nos livros de II Reis 21:1-18 e II Crônicas 33:1-20.

Miqueias

Miqueias ou Michaías (em hebraico: מִיכָיְהוּ; transl.: Mikhayhu; em latim: Michaeas) é uma personagem bíblica, profeta do século VIII a.C., morador de Morasti, na Sefelá em Judá, talvez tenha sido um líder (ancião, heb. zaqen) da comunidade. Atuou em Judá no período de Jotão, Acaz e Ezequias.

Oseias

Oseias (em hebraico: הוֹשֵׁעַ, transl. Hošeaʿ, tib. Hôšēăʿ, "Salvação do/é o Senhor"; em grego: Ὠσηέ, transl. Ōsēe) foi um personagem bíblico, e um profeta em Israel no século VIII a.C., filho de Beeri. É um dos Os Doze Profetas Menores da Bíblia hebraica judaica, e do Antigo Testamento cristão. Oséias exerceu seu ministério durante o governo dos reis Uzias , Jotão , Acaz e Ezequias , todos reis de Judá e durante o reinado de Jeroboão, rei de Israel .

Reino de Judá

O Reino de Judá (em hebraico: מַמְלֶכֶת יְהוּדָה, Mamlekhet Yehuda), limitava-se ao norte com o Reino de Israel, a oeste com a inquieta região costeira da Filístia, ao sul com o deserto de Negueve, e a leste com o rio Jordão e o mar Morto e o Reino de Moabe. Era uma região alta, geograficamente isolada por colinas de montanhas ao oeste, o mar Morto a leste e pelo deserto de Negueve ao sul. Sua capital era Jerusalém, onde encontrava-se o Templo de Jerusalém, o qual segundo a Bíblia, teria sido erigido por ordem do rei Salomão para abrigar a Arca da Aliança (ou Arca do Pacto).

Após a divisão do reino, no quinto ano do reinado do rei Roboão, o faraó Sisaque I invadiu o território dos hebreus e transformou o Reino de Judá num estado tributário. Esse fato evidenciado no relato bíblico (II Crônicas 12.2) e comprovado por inscrições egípcias. (Inscrição mural sobre Sisaque I no Templo de Carnaque e a estela de Megido). Devido à sua posição estratégica às portas da península do [Sinai] e acesso ao Baixo Egito, foi utilizada pelo faraó como um Estado tampão, o que lhe pouparia de usar seus próprios exércitos para defender esta fronteira.

O Reino de Judá entrou em conflitos com os reinos de Moabe, Amom e os filisteus. A Bíblia afirma que o Reino de Judá permaneceu, de maneira geral, fiel à sua fé em Deus (Javé ou Jeová), enquanto que Israel setentrional tornara-se fortemente influenciado pela cultura cananeia e pela religião fenícia. O culto a Hashem e preservação da linhagem real davídica do qual deveria vir o prometido Messias, de acordo com os profetas do Antigo Testamento, a justificativa para a misericórdia de Deus sobre o Reino de Judá, ao passo que o politeísmo do Reino de Israel teria sido responsável por sua ira sobre seus governantes (enquanto o Reino de Judá permaneceu sob a dinastia dos descendentes do rei David, o Reino de Israel passou por várias dinastias e golpes de Estado).

A arqueologia vem demonstrando que, durante os séculos IX e VIII a.C., Judá não passava de uma região atrasada, predominantemente rural, prejudicado pelo isolamento geográfico e com uma população politeísta formada principalmente por pastores nômades e mencionado por fontes estrangeiras pela primeira vez apenas em 750 a.C., dois séculos após a formação do Reino de Israel. Este, por outro lado, localizado numa região mais privilegiada para a agricultura e rota de comércio entre os portos fenícios e os estados mesopotâmicos, gozou de grande desenvolvimento anterior, durante os séculos IX e VIII a.C., estendendo suas fronteiras entre os territórios arameus ao norte da Galileia, instalando palácios em diversas partes do reino e formando um poderoso exército. O Reino de Judá viu o perigo das potências estrangeiras emergentes quando a capital de Israel, Samaria foi tomada pelo rei assírio Sargão II, em 722 a.C., o que o levou a buscar prestar vassalagem junto à Assíria. Ironicamente, a destruição do reino do norte pelos assírios causou um grande florescimento do reino de Judá, ao sul. A população cresceu enormemente, alimentada pelos refugiados hebreus do norte e Jerusalém, antes uma pequena cidade de um reino pobre e isolado no sul, tornou-se o grande centro de influência entre todos os hebreus. Mais tarde, devido à recusa do rei Ezequias em continuar pagando tributos à Assíria, o rei Senaqueribe invadiu o Reino de Judá e sitiou Jerusalém, mas sem a conquistar. Segundo a Bíblia, o seu exército foi "subitamente destruído por obra de Deus". Os registros assírios em Nínive e os trabalhos arqueológicos realizados na região apontam para uma situação diferente. Embora Jerusalém tenha sido apenas saqueada e poupada da devastação e do terrorismo de estado praticados pelos assírios contra populações rebeldes, outras cidades do reino de Judá, como a rica Laquis, na região oeste do reino, não contaram com a mesma sorte e foram pilhadas, com seus moradores assassinados ou escravizados. O rei Senaqueribe, ao encerrar sua campanha na Palestina, concedeu ao reino de Judá um saldo considerado como desastroso, incluindo a redução de um terço da população do reino e a perda da rica região do Sefelá, produtora de cereais, transferida pelos assírios aos seus vassalos filisteus.

Reservatório de Siloé

O Reservatório de Siloé ou Piscina de Siloé chamado em hebraico Selá (Enviado ou Remetente). É um marco situado na parte inferior da inclinação sul de Ofel, o local que fazia parte da antiga Jerusalém, a oeste do vale do Cédron e da antiga Cidade de Davi, agora ao sudeste (parte externa) das paredes da antiga cidade. O reservatório era um receptáculo para as águas da fonte de Giom, que eram levadas para lá por dois aquedutos - o canal da Idade do Bronze descoberto em 1867 por Charles Warren (um canal de água no fundo da caverna num corte reto de uns 20 metros que era coberto com lajes de rocha) datado da Idade do Bronze 1 800 a.C., e o túnel de Ezequias (um túnel construído na rocha, do tempo do reinado do rei Ezequias 700 a.C.)

O Reservatório de Siloé é mencionado diversas vezes no Bíblia. Isaías 8:6 menciona as águas deste reservatório e Isaías 22:9 faz referências à construção do túnel de Ezequias. Para os cristãos, a menção mais notável do reservatório se encontra no Evangelho segundo João quando menciona o ato Jesus de curar um homem cego de nascimento:

De acordo com Ronny Reich da Universidade de Haifa Israel, a presença de Jesus no reservatório poderia simplesmente ter sido um resultado da exigência de lavar-se antes de subir ao Templo; a lei religiosa do período, requeria dos judeus fazer pelo menos uma peregrinação a Jerusalém uma vez ao ano.

Uma remodelagem do reservatório de Siloé foi realizada no século V, no período bizantino, e tem-se dito que foi construído sob influência de Élia Eudócia. Este reservatório, foi abandonado e deixado à ruína, e sobrevive em parte atualmente; cercado por uma parede elevada de pedras por todos os lados (à exceção de uma entrada aberta ao Túnel de Ezequias - redescoberta somente no século XIX), o reservatório é pequeno, tendo sido construído uma modesta Mesquita ao lado, e em parte sobre ele.

Salmos 152 a 155

Salmos 152 a 155 é o nome dado a um conjunto de quatro salmos encontrados na Peshitta siríaca, em alguns manuscritos gregos da Septuaginta e ainda nos pergaminhos de Qumran.

São reconhecidos como canônicos somente pela Igreja Síria. Tidos, portanto, como apócrifos pelas demais Confissões cristãs. Juntamente com o salmo 151 são conhecidos como os cinco apócrifos de David.

Podem ser titulados da seguinte forma:

A prece de Ezequias quando cercado por seus inimigos;

Permissão aos hebreus para voltarem a sua terra dada por Ciro II;

De David por ocasião da luta com o leão e o lobo quando estes tomaram uma ovelha de seu rebanho; e

Agradecimento de David a Deus pela vitória sobre o leão e o lobo.

Senaqueribe

Senaquerib ou Senaqueribe, cujo nome significa O deus da Lua Multiplicou os Seus Irmãos, foi rei da Assíria de 705 a 681 a.C. Ele é lembrado principalmente por suas campanhas militares contra Babilônia e Judá, além de seus programas de construção - mais notavelmente na capital da Assíria, em Nínive.

Túnel de Ezequias

O Túnel de Ezequias ou Tunel de Siloé é um túnel ou aqueduto que foi escavado na rocha sólida, escavado embaixo de Ofel na cidade de Jerusalém por volta de 701 a.C. durante o reinado de Ezequias. Foi provavelmente um alargamento de uma caverna pré-existente e é mencionado na Bíblia. É descrito por peritos como uma das grandes proezas de engenharia da antiguidade.

O túnel, que conduzia a Fonte de Giom até a piscina de Siloé, foi projetado para agir como um Aqueduto para abastecer de água a Jerusalém durante um sítio organizado pelos assírios, conduzidos por Senaqueribe.

Noutras línguas

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