Diocese

Em algumas formas de cristianismo, uma diocese (do grego antigo διοίκησις, dióikessis, pelo latim dioecēsis) é uma unidade territorial administrada por um bispo. É também referida como um bispado, área episcopal ou sede episcopal (como na Igreja Metodista). A diocese é a unidade geográfica mais importante da organização territorial da Igreja. Na Igreja Católica e Comunhão Anglicana, uma importante diocese é chamada de uma arquidiocese (geralmente devido à sua dimensão ou importância histórica), que é governada por um arcebispo, que pode ter autoridade metropolitana sobre outras dioceses. No catolicismo, o Papa cria as dioceses em todo o mundo e escolhe os seus bispos.

História

Império Romano

Roman Empire with dioceses in 300 AD-pt
As doze dioceses do Império Romano criadas por Diocleciano, 300

Originalmente o termo diocese (em grego: dioikesis) era um termo usado no direito romano para designar o território e a jurisdição de uma cidade (civitas). Esse nome também foi dado à subdivisão administrativa de algumas províncias governadas por legados (legati), sob a autoridade do governador da província. Diocleciano designava de "diocese" as doze grandes divisões no Império.[1]

Cristianismo

O bispo cristão geralmente residia na civitas, assim o território administrado por ele, normalmente coincidia com o território da cidade, que passou a ser conhecido eclesiasticamente por seu termo civil usual, "diocese".[1] Inicialmente o termo usado para os grupos locais de cristãos sujeitos a um bispo era ekklesia (igreja no sentido local), e em uma data posterior, Paroikia, que significa "vizinhança", o Concílio de Niceia em 325 aplicou este termo para o território sujeito a um bispo. Esta expressão foi mantida no Oriente, onde a Concílio de Constantinopla (381) reservou a palavra diocese para o território sujeito a um patriarca.[1] No Ocidente nos séculos XI e XII, o termo paróquia ainda era usualmente empregado para designar o território sob a jurisdição de um bispo. Por outro lado, o significado atual da palavra diocese já era empregado na África no final do século IV e depois na Espanha,[1] no século XIII este uso finalmente tornou-se geral no Ocidente e "paróquia" passou a designar exclusivamente os setores de uma diocese administradas por um padre ou presbítero.

Há diversas categorias de dioceses:

Situação das dioceses nos países de língua portuguesa

Em Angola

A primeira diocese angolana foi a Diocese de Angola e Congo, criada em 1596 e com sede na cidade de Luanda, sufragânea da Arquidiocese de Lisboa. O seu território abrangeu todo o país até 1940, quando foram criadas as dioceses de Nova Lisboa e Silva Porto, actuais Huambo e Cuíto. Nessa data a Diocese de Angola e Congo foi elevada a arquidiocese e passou a designar-se Arquidiocese de Luanda. Durante os últimos anos de administração portuguesa, foram ainda criadas as seguintes dioceses:

Em 1977 as dioceses de Huambo, Lubango e foram elevadas a arquidioceses.

Após a independência foram criadas as seguintes dioceses:

Angola conta actualmente com 17 dioceses.

No Brasil

O Brasil tem atualmente 41 arquidioceses e 210 dioceses. Veja o artigo principal sobre Circunscrições eclesiásticas católicas do Brasil.

Em Cabo Verde

Existem duas dioceses em Cabo Verde: a Diocese da Praia ou Santiago de Cabo Verde, criada em 1533, e a Diocese do Mindelo, criada em 2003.

Em Guiné-Bissau

Em Guiné-Bissau existem actualmente duas dioceses: a Diocese de Bissau, criada em 1977, e a Diocese de Bafatá, criada em 2001. Durante a administração portuguesa, a Guiné-Bissau até 1940 dependia da Diocese da Praia, também conhecida como Santiago de Cabo Verde. Em Guiné-Bissau, a propagação do cristianismo tem sido lento. Mais de 50% da população adere a crenças indígenas. 45% do povo, sobretudo no interior, professa o Islão, sendo o cristianismo 5% da população, com a maioria da concentração zona litoral e centro do país.

A 4 de setembro de 1940 foi finalmente criada a Missão sui iuris da Guiné Lusitana. A 29 de abril de 1955 foi elevada a Prefeitura Apostólica sob o mesmo nome. No dia 1 de janeiro de 1975 a Prefeitura Apostólica mudou o nome para Guiné-Bissau, sendo posteriormente elevada a Diocese de Guiné-Bissau no dia 21 de março de 1977, imediatamente sujeita à Santa Sé. No 13 de março de 2001, a diocese é subdividida para formar a Diocese de Bafatá. Ambas dioceses são isentas e dependem diretamente da Santa Sé.

Em Moçambique

A primeira unidade religiosa autonoma em Moçambique foi a Prelazia de Moçambique, criada em 1612, sufragânea da Arquidiocese de Goa, com sede em Sena e depois de 1780 na Ilha de Moçambique. O seu território abrangia todo o país até 1940 quando foram criadas 3 dioceses com sede nas cidades de Lourenço Marques, Beira e Nampula. Durante os últimos anos de administração portuguesa, foram ainda criadas as seguintes dioceses:

Em 1984 as dioceses da Beira, e Nampula eram elevadas à dignidade de Arquidiocese da Beira, Arquidiocese de Nampula.

Após a independência foram criadas as seguintes dioceses:

Moçambique conta actualmente com 12 dioceses.

Em Portugal

Sé church Funchal
Catedral da Diocese de Funchal.

No ano 300 há conhecimento de duas dioceses em Portugal: Évora e Ossónoba. Do ano 400 já existem referências às dioceses de Braga e de Lisboa. O cronista Idácio era bispo de Chaves (Aquae Flaviae), segundo ele próprio declara, ao narrar a sua prisão pelos visigodos, como refém, em 462, mas não se fala mais nessa diocese.

A pedido do rei suevo Teodomiro, no Concílio de Lugo, no ano de 569, criaram-se as dioceses de Idanha, que se desmembrou da de Coimbra; Lamego, desmembrada da de Viseu; Porto e Tui, desmembradas da Diocese de Braga.

Em 589, a sede da diocese foi transferida de Conímbriga para Emínio. Caliábrica, que, em 580, era paróquia da diocese de Viseu, foi depois elevada a diocese, e o seu primeiro bispo esteve no IV Concílio de Toledo. Com a invasão árabe, a vida religiosa foi afectada pois a maior parte dos cristãos e o clero tiveram de se refugiar no Norte.

As invasões, e as perseguições movidas por alguns governadores fizeram desaparecer os quadros administrativos e militares, provocaram o abandono das terras, arruinaram mosteiros e templos, mas não conseguiram apagar a tradição diocesana a Norte do Rio Tejo. Os documentos do tempo da Reconquista mencionam os bispos de Braga a viverem em Lugo. À medida que as campanhas de Fernando Magno, Afonso VI, Afonso Henriques e Sancho I recuperavam o território peninsular, iam-se restaurando as dioceses e colocando bispos.

O território de entre Lima e Minho pertencia à Diocese de Tui, que o governava através de vigários. Por esta diocese ter aderido ao Papa de Avinhão a parte portuguesa separou-se formando a diocese de Valença. Mais tarde esta diocese foi anexa ao bispado de Ceuta em 1473. A Diocese do Porto foi administrada pelos prelados de Braga até à eleição de D. Hugo. Lamego foi administrada por Coimbra desde 1101 até à eleição de D. Mendo, acontecendo o mesmo a Viseu até à eleição de D. Odório.

A Diocese de Lisboa foi restaurada depois da conquista de 1147, tendo sido nomeado o cruzado inglês Gilberto de Hastings. Em 1716, é dividida em duas metrópoles: a oriental com sede na capela real, governada por um arcebispo, e a ocidental governada por um patriarca elevado a cardeal em 1737. A de Lisboa foi extinta em 1840, ficando apenas uma metrópole. Évora tem arcebispo em 1540, o cardeal D. Henrique.

Em 1539, é transferida para Faro a Diocese de Silves (Ossónoba) e em 1564 toma posse nessa diocese bispo Jerónimo Osório. Os prelados são mais conhecidos por bispos do Algarve do que de Faro.

A pedido de D. João III foram criadas as dioceses de Leiria e Miranda, a primeira desmembrada de Coimbra e a segunda de Braga. Paulo III criou a diocese de Portalegre em 1549, com povoações que tirou a Guarda e Évora.

A pedido de D. Sebastião, Pio V criou a Diocese de Elvas com territórios de Évora, Olivença, Campo Maior e Ouguela anexos à de Ceuta. A instâncias de D. José I, Clemente XIV criou as dioceses de Beja, Penafiel e Pinhel. Clemente XIV também criou as dioceses de Castelo Branco e Aveiro: a primeira com territórios da Guarda e a segunda com territórios de Coimbra.

Em 1881, o número de dioceses diminui a pedido do rei de Portugal e é o bispo do Porto que põe em execução a bula pontifícia, suprimindo as dioceses de Aveiro, Castelo Branco, Elvas, Leiria e Pinhel, a prelazia de Tomar e o priorado do Crato. Em 1918, é restaurada a diocese de Leiria, com freguesias de Coimbra e Lisboa. O Papa Pio XI restaurou a diocese de Aveiro em 1938, com freguesias desmembradas de Coimbra, Porto e Viseu. Deste modo, Portugal continental ficou com quinze dioceses, divididas em três províncias eclesiásticas: Braga, Évora e Lisboa. Pela última criação de dioceses, surgiram as de Viana do Castelo, Santarém e Setúbal, no ano de 1975, cifrando-se, agora, o seu número em dezoito.

Em São Tomé e Príncipe

A diocese de São Tomé e Príncipe foi criada em 3 de novembro de 1534. Até 1842 o seu território abrangia toda a costa do golfo da Guiné. Designou-se diocese de São Tomé até 1957.

Em Timor-Leste

Presentemente, a Igreja está presente em Timor-Leste através de três circunscrições eclesiásticas (dioceses), directamente dependentes da Santa Sé. A diocese de Díli é a mais antiga diocese do país, erigida a 4 de setembro de 1940. A diocese de Baucau é a segunda diocese timorense, sendo erigida a 30 de Novembro de 1996 e a diocese de Maliana é a terceira diocese, erigida em 30 de janeiro de 2010.

Ver também

Referências

  1. a b c d «Diocese». Catholic Encyclopedia; New Advent. Consultado em 6 de março de 2010

Ligações externas

Arquidiocese

A arquidiocese ou arcebispado é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica e também da Igreja Ortodoxa que recebe este nome por ser uma importante diocese, em razão de seu tamanho ou por motivos históricos. A autoridade máxima de uma arquidiocese recebe o nome de arcebispo, enquanto que as dioceses são comandadas por bispos.

Na Igreja Católica Apostólica Romana, as Arquidioceses são também designadas por Metrópoles Eclesiásticas, visto terem outras dioceses como sufragâneas, com as quais formam as Províncias eclesiásticas a que presidem. Os prelados das arquidioceses têm por isso o título de Arcebispos Metropolitanos ou Metropolitas.

Até 2003 havia cerca de 569 arquidioceses católicas romanas e 2014 dioceses.

Arquidiocese de Braga

A Arquidiocese de Braga, sedeada em Braga, é uma Arquidiocese Metropolitana portuguesa, tendo o seu prelado o título de Primaz das Espanhas. Tem 8 Dioceses sufragâneas integradas na sua Província Eclesiástica.

Data, pelo menos, do século III, sendo conhecido do primeiro período da sua história apenas o Bispo Paterno cujo nome figura nas actas do Concílio de Toledo de 400. Não obstante, a tradição faz de São Pedro de Rates o primeiro bispo da cidade, cerca do ano 45 da nossa era.

Por doação do Conde D. Henrique, de 1112 a 1790 os Arcebispos de Braga detiveram o senhorio de juro e herdade da cidade de Braga, com jurisdição temporal. Nesse período o título oficial dos prelados bracarenses era Arcebispo e Senhor de Braga, Primaz das Espanhas.

Desde 1999 é Arcebispo Primaz de Braga D. Jorge Ortiga. Tem actualmente como Bispo Auxiliar D. Nuno Almeida.

Arquidiocese de Mérida-Badajoz

thumb|275px|Mapa da jurisdição da Arquidiocese.

A Arquidiocese de Mérida-Badajoz (em latim: Archidiœcesis Emeritensis Augustanus-Pacensis) é uma arquidiocese da Igreja Católica na Espanha. Foi criada no século III, sendo recriada em 1230 após a Reconquista e elevada em 28 de julho de 1994. Possui hoje uma jurisdição de 218 paróquias, atendidas por 327 padres, com uma população de 585 290 católicos, ou seja, 99,3% do total da população.As sedes da arquidiocese são a Catedral de São João Batista de Badajoz e a Concatedral de Santa Maria Maior de Mérida. Seu atual arcebispo é Dom Celso Morga Iruzubieta.

Bispo sufragâneo

Bispo sufragâneo é um bispo subordinado a um bispo metropolitano ou um bispo diocesano. A eles pode ser atribuída uma área que não possui uma catedral própria.

Cardeal-presbítero

Um cardeal-presbítero ou cardeal-padre é um cardeal da ordem dos presbíteros, que constitui a mais numerosa ordem dentro do Colégio de Cardeais.Hierarquicamente, está acima da ordem dos cardeais-diáconos e abaixo dos cardeais-bispos, mas deve-se ressaltar que isso não envolve uma questão de maior ou menor autoridade. Normalmente os cardeais-presbíteros são ou foram Arcebispos Metropolitanos ou Bispos Diocesanos. A origem da designação advém dos presbíteros serem pastores locais, então os cardeais-presbíteros são escolhidos de entre os Bispos Diocesanos, pastores da Igreja particular que é a sua Diocese. Nisto se distinguem dos Cardeais-Diáconos, que são prelados auxiliares do Papa nunca anteriormente nomeados para a cátedra de una Diocese, tal como os diáconos são auxiliares dos presbíteros.

No passado, certos padres (presbíteros) que ocupavam posições de relevo na diocese de Roma eram reconhecidos como cardeais, ou seja, padres que estavam à frente das mais antigas igrejas de Roma e eram escolhidos pelo Papa para auxiliá-lo nas suas atividades como bispo de Roma. A cada um desses presbíteros era concedida uma Igreja em Roma da qual ele seria o pároco. Porém, com o tempo o título passou a ser algo mais ou menos honorífico uma vez que dificilmente um cardeal teria tempo para cumprir suas tarefas paroquiais devido às suas tarefas na Cúria Romana. Embora um pároco dirija aquela paróquia, ela oficialmente tem como titular o cardeal-presbítero vinculado a ela e tem seu brasão de armas no frontispício do prédio.

Hoje é aos cardeais-presbíteros que é atribuída a titularidade de uma determinada igreja na Diocese de Roma, que dispõe desse privilégio. A esta ordem costumam pertencer os cardeais que regem no regime ordinário uma diocese em qualquer parte do mundo, como o foi por exemplo Jorge Mario Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires (Argentina), cardeal-presbítero de São Roberto Belarmino e atual Papa Francisco, eleito no Conclave de 2013; ou Gaudencio Borbón Rosales, arcebispo de Manila (Filipinas), que é cardeal-presbítero do título do Santíssimo Nome de Maria na Via Latina; ou Peter Erdö, arcebispo de Budapeste (Hungria), que é cardeal do título de Santa Balbina. Tanto "São Roberto Belarmin" como "Santíssimo Nome de Maria na Via Latina" ou "Santa Balbina" são igrejas paroquiais existentes em Roma. Naturalmente estes títulos são apenas honoríficos, pois mais além do protocolo e de um certo patrocínio, os cardeais presbíteros não têm potestade de regime sobre as igrejas de que são titulares; têm mesmo, como expressamente proibido, imiscuir-se nos assuntos ordinários das mesmas, segundo o Código de Direito Canónico (Cânon 357.1).

Embora desde logo deva prevalecer a qualidade pessoal do candidato, na hora de nomear cardeais-presbíteros ou de título, recorre-se, de preferência, a critérios de representação geográfica, ou seja, por existirem no mundo determinadas sedes episcopais cujo titular deva ser "forçosamente" cardeal, ou pela importância intrínseca da diocese ou por trazer consigo a representação de todo um país. Por isso, e mediante esta norma não escrita, são chamados ao Colégio Cardinalício pessoas das nacionalidades mais diversas a fim de dar mostra e conteúdo da universalidade da Igreja Católica.

Catedral

Catedral ou Sé é o templo cristão em que se encontra a sede de um bispo e uma diocese, com seu cabido. Deriva do latim cathedra (cátedra, cadeira), de maneira que o nome catedral faz referência ao trono do bispo.

O termo é empregado para alguns templos Católicos, Ortodoxos, Anglicanos, protestantes e pentecostais. Em alguns casos, são ainda chamadas catedrais templos que perderam seu caráter de sede episcopal, como ocorreu com muitas antigas catedrais no Norte da Europa após a Reforma Protestante.

Circunscrições eclesiásticas católicas do Brasil

As circunscrições eclesiásticas católicas do Brasil estão organizadas em dezessete regiões episcopais que têm seus conselhos regionais episcopais. Estas regiões contêm uma ou mais províncias eclesiásticas, distribuídas conforme o quadro abaixo.

Além das circunscrições territoriais, há as circunscrições pessoais que atendem a um grupo específico de fiéis.

Diocese da Trácia

A Diocese da Trácia foi uma diocese criada no final do Império Romano e que incorporava as províncias da região oriental da península balcânica (abrangia a região sudeste da moderna Romênia, a central e oriental da Bulgária e as regiões da Trácia grega e da Trácia turca). Ela foi fundada como parte das reformas administrativas de Diocleciano e de Constantino, o Grande, e era governada por um vigário (em latim: vicarius thraciarum) subordinado à prefeitura pretoriana do Oriente. A capital era Filipópolis.

Em maio de 535, segundo a Novellae Constitutiones (26), Justiniano I aboliu a Diocese da Trácia. Seu vigário manteve o status de vir spectabilis e recebeu um novo título de pretor justiniano, reunindo em suas mãos as autoridades civil e militar nas províncias da antiga diocese, uma mudança crucial em relação à estrita separação de poderes do sistema de Diocleciano. Um ano depois, em maio de 536, as duas províncias do Danúbio, a Mésia Secunda e a Cítia Inferior, foram destacadas para formar, juntamente com territórios de outras províncias, a mega-província do Questorado do exército.

Diocese de Angra

A Diocese de Angra, frequentemente referida incorretamente como Diocese de Angra e Ilhas dos Açores, foi criada pelo papa Paulo III através da bula Aequum reputamus, de 5 de Novembro de 1534. A diocese abrange todo o arquipélago dos Açores e tem a sua sede na cidade de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.

Diocese de Roma

A Diocese de Roma (em latim: Diœcesis Urbis ou Diœcesis Romana; em italiano: Diocesi di Roma), também conhecida como Santa Sé, Sé Apostólica, Sé de Pedro ou Igreja de Roma é uma diocese da Igreja Católica, em Roma, Itália. A diocese é a sede do bispo de Roma ou Papa, que é o Sumo Pontífice e chefe da Igreja Católica. Fundada no século I, sendo o administrador atual o Papa Francisco, eleito em 13 de março de 2013.

Diocese do Algarve

A Diocese do Algarve é uma diocese católica desta região do sul de Portugal, com uma história que remonta ao século IV. É dependente da Arquidiocese de Évora.

Diocese do Oriente

A Diocese do Oriente ou Diocese do Leste foi uma diocese do Império Romano Tardio que incorporava as províncias do Oriente Médio Ocidental, entre o mar Mediterrâneo e a Mesopotâmia. Durante a Antiguidade Tardia, foi uma das principais áreas comerciais, agrícolas, religiosas e intelectuais do império, e sua localização estratégica frente o Império Sassânida e as indisciplinadas tribos do deserto deu importância militar excepcional. Sua capital foi Antioquia, e seu governador tinha o título especial de conde do Oriente (em latim: comes Orientis , da classe homem espetacular (vir spectabilis) e mais tarde homem glorioso (vir gloriosus)) ao invés do ordinário vigário. A diocese foi criada após as reformas de Diocleciano (r. 284–305) e foi subordinada à Prefeitura pretoriana do Oriente.A diocese incluía originalmente todas as províncias do Médio Oriente do império: Isáuria, Cilícia, Chipre, Eufratense, Mesopotâmia, Osroena, Síria, Celessíria, Fenícia, Palestina Prima, Palestina Secunda, Arábia e as províncias egípcias de Egito, Augustâmica, Tebaida, Líbia Superior e Líbia Inferior, que foram posteriormente destacadas e agrupadas na nova Diocese do Egito no reinado de Valente (r. 364–378). Durante o curso do século IV, várias províncias foram divididas, resultando nas novas províncias de Cilícia I e Cilícia II, Síria Prima e Síria Salutar, Fenícia Prima e Fenícia Libanense (leste do Monte Líbano), Palestina I, Palestina II e Palestina Salutar (ou Palestina III). A última criação da nova província data do reinado do imperador Justiniano (r. 527–565), quando Teodória, a região em torno de Laodiceia, foi separada da Síria I (538). Por volta do mesmo período, Chipre foi separado e tornou-se parte de uma nova super província, o Questorado do exército.Em 535, como parte de suas reformas administrativas, Justiniano aboliu a diocese, e o conde do Oriente tornou-se o governador provincial da Síria I, enquanto manteve seu antigo título de homem espetacular e seu salário. A área inteira da antiga diocese ficou sob ocupação sassânida nos anos 610 e 620, durante a guerra bizantino-sassânida de 602-628. Logo após a vitória bizantino na guerra e a recuperação da região, foi novamente perdida, desta vez permanentemente, para os conquistadores muçulmanos: pelos anos 640, Cilícia formou a fronteira entre o Império Bizantino e o novo Califado Ortodoxo, enquanto o Chipre tornou-se um território disputado. Das antigas províncias da Diocese do Oriente, apenas Isáuria e partes das duas Cilícias permaneceram sob controle bizantino, agrupadas sob o novo Tema Anatólico.

Diocese do Porto

A Diocese do Porto é uma diocese portuguesa, cujas origens remontam ao séc. IV. Um bispo de nome Viator assina as atas do II Concílio de Braga (572), como bispo de Magneto, certamente hoje Meinedo, no concelho de Lousada. O III Concílio de Toledo (589), que reunifica a península sob fé nicena, já depois do triunfo dos visigodos sobre os suevos, testemunha a existência de dois bispos portucalenses: o niceno Constâncio e o ariano Argiovito. Este, tendo passado ali à fé nicena, terá permanecido como único bispo à morte de Constâncio.

Por doação de D. Teresa, datada de 1120, ao bispo Hugo e seus sucessores, os bispos do Porto detiveram o senhorio de juro e herdade, com jurisdição temporal, da cidade do Porto e seu termo. Em 1123 Hugo concedeu foral à cidade do Porto. A cidade voltou a ser pertença da Coroa em 1406, no reinado de D. João I.

Patriarcado de Lisboa

O Patriarcado de Lisboa é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica em Lisboa. O título de Patriarca é atribuído ao prelado de Lisboa desde 1716. O Patriarcado foi ereto inicialmente como diocese no século IV. Em 10 de novembro de 1393 a Diocese de Lisboa foi elevada à condição de Arquidiocese Metropolitana. Torna-se Sé Patriarcal no dia 7 de novembro de 1716, o que consubstancia a máxima dignidade honorífica atribuível pela Igreja Católica a uma arquidiocese. Com a atribuição da dignidade Patriarcal ao Arcebispo de Lisboa, este ultrapassa finalmente em importância o Arcebispo de Braga que, com o título de Primaz das Espanhas, foi até 1716 o mais elevado clérigo existente em Portugal.

Por privilégio concedido por bula pontifícia o Patriarca de Lisboa é sempre nomeado cardeal pelo Papa no primeiro consistório realizado após a sua elevação à prelazia lisbonense ou, caso exista um Cardeal-Patriarca Emérito, após este perder a sua condição de Cardeal Eleitor. Após a elevação ao título de Cardeal o Patriarca de Lisboa adota o título de Cardeal-Patriarca. É um dos raros Patriarcados residenciais da Igreja Católica de rito latino, em conjunto com o Patriarcado de Veneza e o Patriarcado latino de Jerusalém, existindo somente mais um Patriarcado titular, o Patriarcado das Índias Orientais.

O atual Patriarca de Lisboa é D. Manuel Clemente, que tomou posse canónica do cargo a 6 de julho de 2013 e fez a entrada solene no Patriarcado no dia seguinte, 7 de julho de 2013, após o que tem o título de D. Manuel III, 17.º Patriarca de Lisboa.

São Bispos Auxiliares de Lisboa D. Joaquim Augusto da Silva Mendes, S.D.B., (bispo titular de Caliábria) e D. Daniel Batalha Henriques (bispo titular de Acquae Tibilitane).

Prelado

Prelado é a autoridade eclesiástica que, na Igreja Católica, tem o encargo de governar ou dirigir uma Prelatura ou Prelazia. O Prelado é também o "Ordinário" próprio da Prelatura.

No Código de Direito Canônico por "Ordinário" designam-se, além do Romano Pontífice, os Bispos diocesanos e os outros que, mesmo só interinamente, são colocados à frente de uma Diocese ou de uma comunidade equiparada ou superior; e ainda os Vigários gerais e episcopais; do mesmo modo, para com os seus súditos ou subordinados, os Superiores maiores dos institutos clericais de direito pontifício e das sociedades clericais de vida apostólica de direito pontifício que tenham pelo menos poder executivo ordinário, como os superiores de ordens religiosas(Cân. 134).

O exemplo paradigmático do prelado é o Bispo diocesano, cuja prelatura é a sua própria diocese. As prelazias territoriais ou pessoais, bem como os institutos de vida religiosa, são diferentes à diocese.

Sicília (província romana)

A província romana da Sicília (em latim Sicilia), atualmente a região italiana da Sicília, foi incorporada ao Império Romano como um território proconsular em 241 a.C., após a Primeira Guerra Púnica contra Cartago.

A organização da Sicília como província foi completada por P. Rupilo com a ajuda de dez legados e sua constituição às vezes é referenciada com o nome de Leges Rupiliae. A ilha foi dividida em dois distritos, com Siracusa como capital do distrito leste e Lilibeu como capital do distrito oeste. A ilha inteira era administrada por um governador. Os povos mais antigos da Sicília eram os sicanos, ao centro da ilha, e os sículos, na parte oriental. Estes últimos, provavelmente oriundos do continente, empurraram para oeste os ocupantes originais da ilha e deram o nome à região.

A Sicília foi colonizada por fenícios, cartagineses e gregos, que deixaram diversos vestígios, como o teatro grego de Taormina, os templos de Segesta, Agrigento e Selinunte. Foi, posteriormente, governada por príncipes chamados "tiranos", dentre os quais os mais conhecidos foram Dionísio, o Velho, e Dionísio, o Jovem (quem acolheu o filósofo Platão).

A ilha desempenhou um papel importante, dos pontos de vista estratégico e econômico, durante as duas primeiras Guerras Púnicas. Caiu nas mãos dos romanos ao fim da Primeira Guerra Púnica, tornando-se a primeira província romana. O rei Hierão de Siracusa permaneceu como um aliado fiel dos romanos.

Rica em terras agrícolas, a Sicília transformou-se numa importante fonte de cereais para Roma, cultivados em latifúndios explorados por escravos. Duas revoltas de escravos ocorreram entre 135 e 101 a.C.

A Sicília foi a base da resistência dos últimos aliados de Pompeu, liderados por seu filho, Sexto Pompeu.

Após a queda do Império Romano do Ocidente, a Sicília integrou o Império Bizantino até a ocupação árabe (827 d.C. a965 d.C..

Sé titular

Sé titular, na Igreja Católica Romana, é uma circunscrição eclesiástica (diocese ou arquidiocese) histórica, existindo apenas no título.

O ordinário de uma sé titular é conhecido como bispo titular ou bispo de anel, ou "bispo sem bispado", sendo titular de uma das antigas dioceses subtraídas ao catolicismo. Possui o título e as insígnias de bispo, mas não tem jurisdição própria, sendo subordinado e sufragâneo do prelado da diocese em que se encontra, podendo coadjuva-lo ou fazer as suas vezes nas funções pontificais e jurisdicionais. Normalmente é designada uma Sé titular para bispos auxiliares ou ocupantes de funções na Cúria Romana. Os bispos que renunciam ao munus pastoral por limite de idade recebem o título de emérito.

Os documentos da Cúria Romana pelo qual é feita uma nomeação para uma Sé titular, têm geralmente a seguinte explicação:'é o costume da Sé Apostólica sobre os bispos, a conferir o título de uma dessas igrejas que no passado um dia floresceu com o esplendor da virtude e do progresso da religião, mas como resultado das mudanças e do passar do tempo, não pode agora perder a sua antiga glória resplandecente. O Vaticano espera que a Sé titular volte um dia a ser uma diocese novamente ativa.

Durante a expansão histórica do cristianismo, a Igreja Católica Romana foi ampliada, no entanto, em algumas áreas do mundo onde o cristianismo floresceu uma vez, a presença da Igreja Católica Romana está agora diminuindo ou desaparecendo. Igrejas locais fundiram-se, outras foram convertidos ao Islã. Outras Sé titulares surgiram devido a reorganizações de algumas dioceses que foram absorvendo uma ou mais dioceses. Às vezes, a cidade anfitriã da diocese foi transferida para outra cidade e da diocese em questão era reconhecida como sendo a sede original. A Igreja Católica aprovou a prática de atribuição de bispos titulares como uma maneira de lembrar essas dioceses.

Até 1882, essas dioceses foram marcadas pela expressão latina In partibus infidelium, frequentemente abreviado para in partibus, ou i.p.i., significando "nas terras dos infiéis" ou dos "não crentes".

Síria (província romana)

Síria foi uma das primeiras províncias romanas, incorporadas à República Romana em 64 a.C. por Pompeu durante a Terceira Guerra Mitridática, logo após a derrota do rei da Armênia Tigranes, o Grande.A Síria romana foi reorganizada administrativa muitas vezes depois disso. Depois da Revolta de Barcoquebas em 135, a província da Síria foi fundida com a Judeia para formar a Síria Palestina. Diocleciano subordinou-a à recém-criada Diocese do Oriente da Prefeitura pretoriana do Oriente e ela foi dividida em duas novamente em 415, além de ter fornecido território para a criação de duas outras províncias vizinhas. A região finalmente sucumbiu à conquista muçulmana da Síria na década de 630.

África Proconsular

A África Proconsular foi uma província do Império Romano. Pertencia anteriormente, em sua maior parte, a Cartago.

Antes de ser anexado em 146 a.C., Cartago era uma das regiões mais populosas do império. Até 200 a.C., foi a segunda província mais populosa de todo império. Também era uma das regiões mais ricas em cereais. Corresponde à actual região do norte da Tunísia e à costa mediterrânica da Líbia. O continente africano herdou o nome da província. Entretanto, os Árabes designaram a mesma região de Ifríquia. O Império Romano do Ocidente perdeu a região em 434 quando os Vândalos invadiram a região e saquearam Cartago, de onde depois partiram para saquear Roma em 455.

Derivadas de títulos
Não derivadas de títulos
Termos relacionados

Noutras línguas

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