Devotio Moderna

Devotio Moderna ou Devoção Moderna foi um movimento de renovação apostólica do final do século XIV até o XVI, onde homens e mulheres procuravam orientar suas vidas pelos ideais do cristianismo primitivo, despojando-se de bens materiais e praticando exercícios de ascese espiritual.[1] associado principalmente aos irmãos de vida comum, seu fundador foi Gerhard Groote e seu escritor mais famoso o Monge Tomas de Kempi[2]. Ocorreu inicialmentenos Países Baixos (Deventer, Holanda atualmente) e sua ramificação a congregação dos canônes agostinianos de Windeshein [3], criando uma forte e convencional forma para a vida devota, fazendo-se conhecer os seus devotos por seus movimentos calmos e calculados, sua postura curvada e suas roupas remendadas propositalmente.[4]

Devotio Moderna
NHKerkWindesheim

Foto moderna de Windesheim
Países Baixos Países Baixos

Século XIV - Século XVI

Representantes
Gerhard Groot

Florent Radewijns

Tomás de Kempis

Obra
A Imitação de Cristo

Etimologia

Devotio (de devovere) - Ação de se dedicar, dedicação. Voto com que alguém se obriga, se consagra, se dedica.[5]  

Origem

Gerhard Groot (1340- 1384), conhecido também como Geert Groote, denunciava os abusos da Igreja e procurava a reforma dessa instituição, sendo assim, a Igreja retirou a autorização para ele pregar.[6] Dentro desse contexto, Groote modificou seu estilo de vida e converteu sua casa, em Deventer, nos Países Baixos, em uma comunidade de mulheres devotas no final do século, que mais tarde tornaram-se “Irmãos da Vida Comum”.[7] Em decorrência de seus estudos na Universidade de Paris, Groote utilizou o aprendizado sobre o direito canônico para defender a devotio moderna das acusações de heresia.[8]

Nos seus sermões escritos, Groote relatava sobre a pobreza, a vida comunitária, o compromisso com Cristo e a necessidade da Igreja estar presente no mundo, grande parte do pensamento do holandês está inserida na obra A Imitação de Cristo de Tomás de Kempis.[6] No final da década de 1370, a pregação de Groote já era conhecida em outras cidades holandesas como Zutphen, Amsterdã, Delft, Gouda, Haarlem, Kampen, Leiden e Zwolle.[9]

Em 1387, posteriormente à morte do fundador do movimento devocional, Florent Radewijns converteu a casa vicarial que possuía, em Windesheim, em uma comunidade masculina. A partir disso, os contemporâneos de Groote iniciaram um processo de expansão da devotio moderna para levar o movimento para outras regiões, como a Alemanha, França e Suíça.[10] Especula-se que no auge do movimento havia cerca de 80 casas.[7]

No final do século XIV e início do século XV houveram outros movimentos no cenário religioso europeu, na Inglaterra desencadeou o Lollardismo.[11]

Características

A Devotio moderna é caracterizada pelo foco na vida interior pessoal e na oração, era menos coletiva do que a devoção monástica tradicional e menos sensível ao sagrado. Suas missas eram curtas e a associação entre os fiéis se dava através da oração individual, nem sempre ligada aos temas litúrgicos. Assim, o contato com Cristo deixa de ser baseado em regras litúrgicas e passa a ser direto, através do direcionamento da consciência. Ao aproximar Cristo e afastar a liturgia, esta nova devoção reduz o lugar na igreja no contato com o sagrado. A Devotio moderna era um meio de reagir à crise da Igreja pelo esvaziamento, tendo por base a mística e espiritualidade internas do homem comum.[12]

De Imitatione Christi por Thomas a Kempis

Obras Influenciadoras

A obra De Imitatione Christi (Imitação de Cristo [13]), escrita por Tomás de Kempis em meados do século XV, foi utilizada como modelo para a criação de um conjunto de práticas e ideais no qual os grupos religiosos (Comunidades irmãos e irmãs de vida comum) deveriam seguir durante o período conhecido como Devotio Moderna. [14] Nessas comunidades, seus membros eram instruídos e guiados pelos ideais apostólicos do cristianismo primitivo de viver da abnegação dos pecados mundanos, libertando-se dos bens materiais, e buscar a vida espiritual. [14]

Apesar da Imitação de Cristo ter tido um destaque no movimento, a obra está inserida em meio a outros manuais de exercitação espiritual - uma tendência do período - encontrados no final da Idade Média e no início da Idade Moderna, como Vita Christi (Vida de Cristo) de Ludolfo da Saxônia; as produções do Mestre Eckhart; De spiritualibus ascensionibus (Ascensões Espirituais) de Gerard Zerbolt von Zutphen; e o antecessor direto da Imitatio Christi, Tractatulus Devotus (Pequeno Tratado do Devoto) de Florent Radewijns, tutor e mestre de Tomás de Kempis. [15]

Principais Representantes e colaborações

Gehard Groot (1340 – 1384) foi fundador da Irmãos da Vida Comum, onde se espalharam por toda a Europa e contribuíram para a educação do ensino fundamental e médio.[16] O grupo se preocupava em copiar os manuscritos, imprimi-los e traduzi-los para os idiomas locais.[17]

Por sua vez, Florentius Radewyns (1350-1400) foi um teólogo católico romano e sucessor de Groot. Quando retornou da Universidade de Praga, ouviu uma das pregações de Gehard e tornaram-se amigos em 1380, sendo seu sucessor e co-fundador da Irmãos da Vida Comum. Chegando até acompanhar seu mestre em suas viagens.[18]

Junto de seis Irmãos, entre eles, Tomás de Kempis, fundou a congregação de Windesheim, em 1386, por conselho de Groot, pois precisavam fundar uma Ordem aprovada para ter credibilidade. Em 1386, ergueram cabanas para um mosteiro temporário e posteriormente, construíram um mosteiro e uma igreja, consagrados por Hubert Leberne, bispo titular de Hipona. Eles prezavam pela hospitalidade em seu apostolado. Porém, mais tarde, quando o calvinismo surgiu, o apoio dos cânones diminuiu e a Ordem foi desfeita gradativamente.[19]

Já, Tomás de Kempis (1380-1471) estudou na matriz dos Irmãos de Vida Comum, onde foi observado que possuía excelente habilidade em copiar manuscritos.[20] Ele escreveu o livro A Imitação de Cristo, onde auxilia na oração e práticas devocionais pessoais. É um dos livros mais representativos do movimento Devotio Moderna.[21]

Influências

Dentre as inúmeras influências do movimento podemos citar a maior ascendência de ordens de clausura femininas em Portugal intrinsecamente afetadas pelo movimento[22], igualmente tendo grande influência para a criação por leigos do famoso grupo "Irmãos da vida comum" que gerou a renovação da Ordem Agostiniana, reorganizando as comunidades locais que respeitavam todas as vocações da população no território holandês.[23]

Na Itália por influência leiga foi fundado o Oratório do Amor Divino no século XV que buscava maior importância nas orações e santificações pessoais para uma vida de ajuda comunitária[24] .

Nesta época pré reforma católica a influência da Devotio Moderna se limitava apenas a Holanda, Sacro Império e França[25] onde devocionistas ficaram conhecidos por participarem de movimentos calmos, sempre de postura curvada, com grandes sorrisos para a comunidade e por estarem sempre chorando nas missas.[26]

Posteriormente esses movimentos humanistas cativaram alguns bispos como Gian Matteo Giberti, bispo de Verona, que participou do Concílio de Trento. Tendo a igreja mudado intrinsecamente após o mesmo com grandes bases que eram defendidas pela Devotio Moderna.[27]

Com tudo isso a Devotio Moderna foi parte integrante nas transformações sociais da época, tendo influenciado Jesuítas e Protestantes, já que buscavam uma maior participação de leigos na religião, os quais participariam ainda mais de peregrinações por exemplo, reforçando ainda mais a ideia.[28] Já que a maior contribuição da Devocio Moderna é a criação de uma religião católica onde as celebrações são muito mais ligadas a sensibilidade do que racionalismo, inclusive em catequeses.[29] Assim como a crença que Deus estava presente nas virtudes cotidianas da população[30].

Embora com grandes virtudes, todo esse movimento causou grandes críticas internas no seio da Igreja como a do tratado "diversis diaboli tentationibus" onde o autor Johannes Gerson defendia que Satanás criou os sentimentos de realização espiritual (defendidos por influenciados da Devotio Moderna) para os fiéis amarem a Jesus apenas pela realização dos sentimentos e não pelo que ele realmente representa, condenando assim as almas ao inferno.[31]

Referências

  1. BIONDI, Franco (2018). «TRADUZINDO A DEVOTIO MODERNA: DE IMITATIONE CHRISTI E OS "IRMÃOS E IRMÃS DE VIDA COMUM"» (PDF). ANPUH-SP.p.1
  2. ELWELL, Walter. Enciclopédia histórico teológica da igreja cristã. [S.l.: s.n.] pp. p.452
  3. KNOWLES; OBOLENSKY (1974). Nova História da Igreja II: A idade média (600-1500). Petrópolis- RJ: Editora Vozes Ltda. pp. p.496
  4. HUIZINGA, JOHAN. O outono da idade média. [S.l.: s.n.] pp. p.314
  5. SARAIVA, F.R dos Santos. Dicionário latino-português. [S.l.: s.n.] pp. p.368
  6. a b ELWELL, Walter A. (2009). Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. São Paulo: Vida Nova. p. 229
  7. a b BIONDI, Franco A. (2018). «Traduzindo a Devotio Moderna: De Imitatione Christi e os "Irmãos e Irmãs de Vida Comum"» (PDF). Universidade Federal de São Paulo. p. 3
  8. ELWELL, Walter A. (2009). Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. São Paulo: Vida Nova. p. 452
  9. MEDEROS, Sara Danielle (2016). «Devotion and Obedience: A devotio moderna construction of St Bridget of Sweden in Lincoln Cathedral Chapter Manuscript 114» (PDF). University of Lincoln. pp. 42–43
  10. MEDEROS, Sara Danielle (2016). «Devotion and Obedience: A devotio moderna construction of St Bridget of Sweden in Lincoln Cathedral Chapter Manuscript 114» (PDF). University of Lincoln. p. 45
  11. MEDEROS, Sara Danielle (2016). «Devotion and Obedience: A devotio moderna construction of St Bridget of Sweden in Lincoln Cathedral Chapter Manuscript 114» (PDF). University of Lincoln. p. 41
  12. CHAUNU, Pierre (1993). O tempo das reformas (1250-1550): A crise da cristiandade. [S.l.]: Edições 70. pp. 218–219
  13. KEMPIS, Tomás (2014). Imitação de Cristo: com reflexões e orações de São Francisco de Sales. Rio de Janeiro: Vozes
  14. a b BIONDI, Franco (2018). «Traduzindo a Devotio Moderna: De Imitatione Christi e os "Irmãos e Irmãs de vida comum"» (PDF). ANPUH-SP. p. 1
  15. BIONDI, Franco (2018). «Traduzindo a Devotio Moderna: De Imitatione Christi e os "Irmãos e Irmãs de vida comum"» (PDF). ANPUH-SP. p. 2
  16. HYMA, Albert (1950). The Brethren of the Common Life. Grand Rapids: Eerdmans. pp. 35 e 40
  17. «Gerhard Groot». New World Encyclopedia
  18. «Florentius Radewyns». Encyclopaedia Britannica
  19. «Congregation of Windesheim»
  20. TEIXEIRA, Marcos. «Thomas de Kempis»
  21. «TOMÁS DE KEMPIS (1379-1471)»
  22. «SciELO 20 Anos». SciELO. 24 de setembro de 2018. Consultado em 6 de junho de 2019
  23. «SciELO 20 anos». SciELO. 24 de setembro de 2018. Consultado em 6 de junho de 2019
  24. DELUMEAU, Jean (1973). Ela Catolicismo de Lutero a Voltarie. Barcelona: Labor. pp. PP. 3–6
  25. HUIZINGA, Johan. O outono da Idade Média. [S.l.: s.n.] pp. p.312
  26. HUIZINGA, Johan. O outono da Idade Média. [S.l.: s.n.] pp. pp. 314, 315
  27. DELUMEAU, Jean (1973). El Catolicismo de Lutero a Voltaire. Barcelona: Labor. pp. pp. 5, 6
  28. PRADO, Wilson da Silva; HERNANDES, Paulo Romualdo. «OS EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS E A FORMAÇÃO DO JESUÍTA NO SÉCULO XVI». Revista HISTEDBR On-line. ISSN 1676-2584. Consultado em 6 de junho de 2019
  29. PRADO, Wilson da Silva; HERNANDES, Paulo Romualdo. «OS EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS E A FORMAÇÃO DO JESUÍTA NO SÉCULO XVI». Revista HISTEDBR On-line. ISSN 1676-2584. Consultado em 6 de junho de 2019
  30. «SciELO 20 anos». SciELO. 24 de setembro de 2018. Consultado em 6 de junho de 2019
  31. HUIZINGA, Johan. O Outono da Idade Média. [S.l.: s.n.] pp. p.322

Bibliografia

BIONDI, Franco. A. Traduzindo a Devotio Moderna: De Imitatione Christi e os “Irmãos e Irmãs de vida comum”. História e Democracia - Precisamos falar sobre isso. ANPUH-SP, 2018.

CHAUNU, Pierre. O tempo das reformas (1250-1550): A crise da cristandade. Edições 70, 1993.

DELUMEAU, Jean. El Catolicismo de Lutero a Voltaire. Barcelona: Labor, 1973.

ELWELL, Walter A. Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. São Paulo: Vida Nova, 2009.

HUIZINGA, Johan. O outono da ldade Média. São Paulo; Cosac Naifi, 4a Ed, 2015. ISBN 978-85-7503-756-0

KNOWLES, David OBOLENSKY, Dimitri. Nova História da Igreja II: A Idade Média (600-1500). Petrópolis; Editora Vozes, 4a Ed, 1973.

KEMPIS, Tomás. Imitação de Cristo: com reflexões e orações de São Francisco de Sales. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2014.

SARAIVA, F. Dicionário latino-português. Belo Horizonte:Garnier, 1993.

Ver também

Gerhard Groot

Tomás de Kempis

A Imitação de Cristo

Humanismo cristão

Cristianismo primitivo

Reforma Protestante

Reforma católica

Antitrinitarismo

Antitrinitarismo (ou não trinitarianismo) refere-se a um sistema de crenças monoteístas, principalmente dentro do cristianismo, que rejeita a doutrina de Trindade, nomeadamente, o ensinamento de que Deus é constituído por três hipóstases. No Primeiro Concílio de Constantinopla, a doutrina da trindade foi formulada como "três hipóstases em uma ousia (substância)".De acordo com as igrejas que consideram a decisão do concílio ecuménico como final, o trinitarianismo foi definido no concílio do século IV, do Primeiro Concílio de Niceia, que declarou a plena divindade do Filho, enquanto o Primeiro Concílio de Constantinopla declarou a divindade do Espírito Santo. Alguns conselhos mais tardios do que o de Niceia (325), mas anteriores ao de Constantinopla (381), como o Concílio de Rimini (359), descritos como a "coroação da vitória do arianismo", discordaram da fórmula trinitária do Concílio de Niceia.

Concílio

Um concílio é uma reunião de autoridades eclesiásticas com o objetivo de discutir e deliberar sobre questões pastorais, de doutrina, fé e costumes (moral). Os concílios podem ser ecuménicos, plenários, nacionais, provinciais ou diocesanos, consoante o âmbito que abarquem.

O primeiro concílio ocorreu em Jerusalém, conforme pode ser lido no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os Apóstolos se reuniram para tratar sobre os temas que estavam dividindo os primeiros cristãos: de um lado os judaizantes (judeus convertidos) e do outro os gentios (não judeus convertidos).

Concílios de Toledo

Os Concílios de Toledo eram concílios regionais e reuniões magnas do antigo estado visigótico na Península Ibérica; neles tomavam parte não apenas os prelados, como também a nobreza visigoda, e longe de se reportarem apenas a discutir problemas religiosos, eram sobretudo assembleias políticas. A sua convocação, à maneira do Primeiro Concílio de Niceia (convocado pelo imperador romano Constantino), era feita pelo rei visigótico.

Cristianismo ocidental

Cristianismo ocidental refere-se a igrejas típicas da Europa ocidental como (a igreja católica romana, o anglocatolicismo, o jansenismo, a igreja católica liberal, etc. Enquanto o cristianismo oriental, desenvolveu-se em tornou da Europa Oriental e Oriente Médio, como (as igrejas católicas orientais e as Igrejas ortodoxas orientais) daí o nome.

Cristão

Cristão é todo o indivíduo que adere ao cristianismo, uma religião monoteísta abraâmica centrada na vida e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré, e que foi profetizada na Bíblia hebraica (Antigo Testamento). Os cristãos estão divididos em três grupos principais: católicos, ortodoxos e protestantes. Além disso os cristãos também dão ênfase aos ensinamentos de Jesus, que acreditam ser o Filho de Deus, como o respeito aos Dez Mandamentos, a forma como Jesus interpreta a Lei do Amor: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. ~ E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.(Mateus 22:37-39) e o estudo dos ensinamentos de Cristo contidos nos Evangelhos do Novo Testamento.No livro de João 1:12 diz: Mas a todos quantos o receberem, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome. Existem mais de 2 bilhões de cristãos no mundo todo.

Cristãos de São Tomé

Cristãos de São Tomé (malaiala: Sírios nasrani-malabar, ou povo sírio Nasrani Malabar) é um grupo etnoreligioso de Kerala, Índia, referindo-se aqueles que se tornaram cristãos na costa do Malabar nos primórdios da fé cristã, incluindo nativos da região e os da diáspora judaica em Querala.

São chamados de cristãos de São Tomé por terem sido, segundo conta a tradição, evangelizados diretamente pelo apóstolo São Tomé em pregação.

Crítica ao cristianismo

Ao longo de sua história, o cristianismo, a igreja e os próprios cristãos foram criticados por muitos. Algumas críticas abordam especificamente as crenças, ensinamentos e interpretações das escrituras cristãs. A resposta formal dos cristãos a tais críticas é descrita como apologética cristã.

Diversas áreas de crítica incluem algumas reivindicações da própria escritura "sagrada", a ética das interpretações bíblicas que têm sido usadas ​​historicamente para justificar atitudes e comportamentos que são vistos pelos críticos como claramente errados, a questão da compatibilidade com a ciência e certas doutrinas cristãs que alguns acham inquietantes ou irrazoáveis.

Certas interpretações de alguns ensinamentos morais na Bíblia são consideradas eticamente questionáveis por muitos grupos modernos. Algumas das passagens mais comumente criticadas incluem referências ao colonialismo, subjugação das mulheres, intolerância religiosa, condenação da homossexualidade e o suporte à instituição da escravidão no Antigo e Novo Testamentos.

Deus, o Pai

Em muitas religiões, dá-se o título e as atribuições de Pai ao Deus supremo. No judaísmo, Deus é chamado Pai porque é o criador, o governador e o protetor. O cristianismo herdou esta concepção, dando ênfase à relação Pai-Filho revelada em Jesus Cristo.

Deus, como Primeira Pessoa da Trindade, é agente responsável pela Criação do Universo, mas a Bíblia diz que Ele não é o único, também tiveram parte o Divino Espírito Santo (Gênesis 1,2) e Cristo Jesus (João 1,1), os Três criando assim, por dizer, os reinos vegetal e animal. O segundo, tanto racional como irracional. Por ser o Primeiro, Ele é o Detentor de toda a Criação, e atualmente reina sobre toda ela, tendo participação (principalmente) na criação humana: "Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança" (Gn 1,26).

Eclesiologia

Eclesiologia (da grego ekklesia e logos)

é o ramo da teologia cristã que trata da doutrina da Igreja, seu papel na salvação, sua origem, sua disciplina, sua forma de se relacionar com o mundo, seu papel social, as mudanças ocorridas, as crises enfrentadas, suas doutrinas, a relação com outras denominações e sua forma de governo eclesiástico.

Evangelização

Evangelização ou evangelismo consiste na pregação do Evangelho cristão (a mensagem da salvação em Jesus de Nazaré segundo a fé cristã), constituindo-se assim num ato proselitista realizado visando à aquisição de adeptos à religião cristã, a uma denominação ou igreja. Posteriormente, a palavra também veio a ser usada para significar algum ato proselitista que vise a produzir conversão ou mudanças de hábitos, crenças e valores não necessariamente cristãos.

A palavra "evangelista" provém da palavra εὐάγγελος ("eu-angelos"), do grego koiné, que significa "boas novas" ou "boas notícias" e que também serve de base para o nome dos quatro primeiros livros do Novo Testamento bíblico chamados "Evangelhos". Por essa causa, os autores destes quatro livros são denominados evangelistas - Mateus, Marcos, Lucas e João. Ainda que seja provável que o termo tenha ganho seu extenso uso devido aos Evangelhos e seus autores, considera-se, contudo, que a evangelização no âmbito do cristianismo tenha se iniciado com o ministério de Jesus Cristo, que, fazendo discípulos e instruindo-os segundo a sua doutrina, os preparou para espalhar a sua mensagem religiosa, tendo ele mesmo pregado essa mensagem durante o seu tempo de ministério, segundo prega a fé cristã.

Institutos seculares

Os institutos seculares são associações comunitárias de leigos católicos que vivem um tipo de vida consagrada, professando votos evangélicos de pobreza, castidade e obediência e cultivando uma intensa vida de oração.

Sua atuação é no mundo secular, em todas as atividades humanas, e a sua missão é colaborar na santificação do mundo de acordo com os valores evangélicos e cristãos. Isto quer dizer que eles não cultivam um modo de vida enclausurado ou fechado, ao contrário da maior parte das ordens religiosas.

Esta forma de consagração foi aprovada pela Igreja Católica em 1947, através da Constituição Apostólica "Provida Mater Ecclesia".

Metropolita

Metropolita é um título de alguns líderes das Igrejas orientais, que podem ser católicas ou ortodoxas.

Música cristã

Música cristã é originada dos hinários protestantes tais como Salmos e Hinos (mais antigo hinário editado no Brasil), Hinos e cânticos (1876), Cantor Cristão, Harpa Cristã, Novo Cântico, Hinário para o Culto Cristão, entre outros, que por sua vez vêm das traduções e adaptações de músicas evangélicas de outros países, principalmente dos EUA. Muitas destas músicas foram compostas durante a explosão do pentecostalismo no final do século XIX. Elas geralmente falam de Jesus, de Deus e do Espírito Santo.

Nunciatura apostólica

Uma nunciatura apostólica é um alto nível das missões diplomáticas da Santa Sé, equivalente a uma embaixada. Seu titular, o núncio apostólico, é, portanto, como um embaixador da Santa Sé no país a que foi designado.

Prior

O prior é o guia, o chefe de um grupo ou o superior de uma ordem religiosa ou militar, geralmente designada "Priorado". O termo deriva do latim prìor, óris "primeiro de dois" ou "aquele que está na frente". Pode ser designado ao pároco de uma paróquia ou superior de uma ordem religiosa.

Na Idade Média, em algumas comunas italianas, os priores eram os integrantes do órgão de governo da cidade. Palazzo dei Priori era o nome original do palácio do Palazzo della Signoria de Florença.´

Pároco

Pároco é o presbítero da Igreja Católica responsável por administrar uma Paróquia.

Ritos litúrgicos latinos

Os ritos litúrgicos latinos, também chamados de ritos litúrgicos ocidentais, são os ritos litúrgicos utilizados pela Igreja Católica de Rito Latino, a maior e a mais numerosa das 24 igrejas autónomas (sui iuris) da Igreja Católica Romana. Esta Igreja sui iuris conta com cerca de 98% dos fiéis católicos do mundo inteiro.

Estes ritos desenvolveram-se numa zona da Europa ocidental e do norte da África onde o latim era a língua da educação e da cultura, e distinguem-se dos outros utilizados pelas Igrejas de rito oriental que se desenvolveram na Europa oriental e no Médio Oriente. Há vários ritos latinos, como por exemplo o rito romano (o mais utilizado), o rito ambrosiano, o rito bracarense, o rito galicano, o rito moçárabe, o dos Cartuxos e o Uso Anglicano. Antigamente havia muitos outros ritos litúrgicos ocidentais latinos, que foram substituídos pelo Rito Romano pelas reformas litúrgicas do Concílio de Trento e do Concílio Vaticano II.

Atualmente, o rito litúrgico católico mais conhecido e utilizado na Igreja Católica de Rito Latino e mesmo na Igreja Católico-Romana universal é o rito romano, que atualmente tem duas formas reconhecidas: a Missa do Vaticano II (isto é do Concílio Vaticano II, que é a forma normal, ordinária, mais utilizada; e a Missa Tridentina (do Concílio de Trento, na edição de 1962), que é agora uma forma extraordinária. Para além do rito romano padronizado nestas duas formas, há também várias variantes deste rito litúrgico, destacando-se o Uso Anglicano.

Sacramento

Sacramento significa, para a grande maioria das confissões, denominações ou ministérios cristãos, como um sinal ou um gesto divino instituído por Jesus Cristo, cuja observância deve receber reverência por parte do fiel.

Sínodo

Um sínodo pode ser realizado por qualquer denominação religiosa, sendo muito comum entre os cristãos.

Trata-se de uma reunião convocada pela autoridade eclesiástica.

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