Deus, o Pai

Em muitas religiões, dá-se o título e as atribuições de Pai ao Deus supremo. No judaísmo, Deus é chamado Pai porque é o criador, o governador e o protetor. O cristianismo herdou esta concepção, dando ênfase à relação Pai-Filho revelada em Jesus Cristo.

Deus, como Primeira Pessoa da Trindade, é agente responsável pela Criação do Universo, mas a Bíblia diz que Ele não é o único, também tiveram parte o Divino Espírito Santo (Gênesis 1,2) e Cristo Jesus (João 1,1), os Três criando assim, por dizer, os reinos vegetal e animal. O segundo, tanto racional como irracional. Por ser o Primeiro, Ele é o Detentor de toda a Criação, e atualmente reina sobre toda ela, tendo participação (principalmente) na criação humana: "Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança" (Gn 1,26).

Cima da Conegliano, God the Father
Deus, o Pai (representado por um velho patriarca com cabelos brancos) de Cima da Conegliano, c. 1515

Revelações privadas

Em 1932, a Madre Eugénia Ravasio, Superiora Geral da Congregação das Irmãs Missionárias de Nossa Senhora dos Apóstolos, afirmou ter recebido revelações da parte de Deus Pai. O seu legado mais importante foi a mensagem recebida de Deus Pai (O Pai fala aos Seus filhos), a única revelação privada feita pessoalmente por Deus-Pai e reconhecida como autêntica pelo Vigário Geral do Vaticano depois de dez anos de uma rigorosa análise e investigação.[1] Também Santa Catarina de Sena recebeu revelações particulares por Deus Pai, em seu famoso livro "O Diálogo".

Antigo Testamento

No Antigo Testamento Deus Pai é o foco, a pessoa mais importante da Santíssima Trindade, Sua manifestação direta após a Criação começa com o castigo dado a Adão e Eva por terem desobedecido Seu ensinamento. Fez promessas ao Patriarca dos árabes e hebreus, posteriormente nomeado por Ele como Abraão, prometendo multiplicar e abençoar sua descendência. Durante a época de Moisés, Deus fala diretamente com os homens, mas amedrontados pelo Seu imenso poder, eles O imploram que se comunique com eles de outras maneiras; atendendo ao pedido, Ele escolhe um profeta a cada geração para que seja por Ele inspirado e seja Seu porta-voz. É o autor do Plano da Salvação, e através dEle dá Seu Filho unigênito para que Ele salve a humanidade. Desde a velha Aliança, Ele promete ao Seu povo o Messias através dos Seus Profetas.

Referências

  1. Reconhecida por Dom Petrus Canisius Jean van Lierde, o Vigário Geral de Sua Santidade para o Estado do Vaticano.

Ver também

Anomeanismo

Os anomeanos (anomoeanos), também conhecidos por anomeanos, heterusianos, aecianos ou eunomeanos, eram uma seita do arianismo no século IV que afirmava que Jesus (o Filho) era de uma natureza diferente e - de forma nenhuma - similar a Deus (o Pai). Eles acreditavam que as opiniões de Ário, como expressadas originalmente por ele, estavam corretas, mas eles rejeitaram suas ideias posteriores, que ele adotou para poder se readmitido na Igreja. É a forma mais extrema de arianismo.

Antitrinitarismo

Antitrinitarismo (ou não trinitarianismo) refere-se a um sistema de crenças monoteístas, principalmente dentro do cristianismo, que rejeita a doutrina de Trindade, nomeadamente, o ensinamento de que Deus é constituído por três hipóstases. No Primeiro Concílio de Constantinopla, a doutrina da trindade foi formulada como "três hipóstases em uma ousia (substância)".De acordo com as igrejas que consideram a decisão do concílio ecuménico como final, o trinitarianismo foi definido no concílio do século IV, do Primeiro Concílio de Niceia, que declarou a plena divindade do Filho, enquanto o Primeiro Concílio de Constantinopla declarou a divindade do Espírito Santo. Alguns conselhos mais tardios do que o de Niceia (325), mas anteriores ao de Constantinopla (381), como o Concílio de Rimini (359), descritos como a "coroação da vitória do arianismo", discordaram da fórmula trinitária do Concílio de Niceia.

Arianismo

O arianismo foi uma visão cristológica antitrinitaria sustentada pelos seguidores de Ário, presbítero cristão de Alexandria nos primeiros tempos da Igreja primitiva, que negava a existência da consubstancialidade entre Jesus e Deus Pai, que os igualasse, concebendo Cristo como um ser pré-existente e criado, embora a primeira e mais excelsa de todas as criaturas, que encarnara em Jesus de Nazaré. Jesus então, seria subordinado a Deus Pai, sendo Ele (Jesus) não o próprio Deus em si e por si mesmo. Segundo Ário, só existe um Deus e Jesus é seu filho e não o próprio Deus. Ao mesmo tempo afirmava que Deus seria um grande eterno mistério, oculto em si mesmo, e que nenhuma criatura conseguiria revelá-lo, visto que Ele não pode revelar a si mesmo. Com esta linha de pensamento, o historiador H. M. Gwatkin afirmou, na obra "The Arian Controversy": "O Deus de Ário é um Deus desconhecido, cujo ser se acha oculto em eterno mistério".Foi condenada como heresia no Primeiro Concílio de Niceia em 325 devido ao Antitrinitarismo da doutrina.

Batistas do Sétimo Dia

Os Batistas do Sétimo Dia são batistas que guardam o sábado, o sétimo dia da semana, como dia santo ao Senhor. Adotam uma teologia pactual, baseada no conceito de sociedade regenerada, do batismo do crente, do governo congregacional e da base escriturística de opinião e prática.

Os batistas do sétimo dia apresentam o sábado como um sinal de obediência em um relacionamento de aliança com Deus e não como uma condição de salvação.

A Conferência Geral dos Batistas do Sétimo Dia foi organizada em 1801 e reúne membros de 20 países.

Concílio

Um concílio é uma reunião de autoridades eclesiásticas com o objetivo de discutir e deliberar sobre questões pastorais, de doutrina, fé e costumes (moral). Os concílios podem ser ecuménicos, plenários, nacionais, provinciais ou diocesanos, consoante o âmbito que abarquem.

O primeiro concílio ocorreu em Jerusalém, conforme pode ser lido no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os Apóstolos se reuniram para tratar sobre os temas que estavam dividindo os primeiros cristãos: de um lado os judaizantes (judeus convertidos) e do outro os gentios (não judeus convertidos).

Cristianismo ocidental

Cristianismo ocidental refere-se ao catolicismo, ao protestantismo e ao anglicanismo (geralmente incluído na categoria protestante). Diferentemente do cristianismo oriental, desenvolveu-se e tornou-se predominante na Europa ocidental (daí o seu nome).

Cristão

Cristão é todo o indivíduo que adere ao cristianismo, uma religião monoteísta abraâmica centrada na vida e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré, e que foi profetizada na Bíblia hebraica (Antigo Testamento). Os cristãos estão divididos em três grupos principais: católicos, ortodoxos e protestantes. Além disso os cristãos também dão ênfase aos ensinamentos de Jesus, que acreditam ser o Filho de Deus, como o respeito aos Dez Mandamentos, a forma como Jesus interpreta a Lei do Amor: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. ~ E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.(Mateus 22:37-39) e o estudo dos ensinamentos de Cristo contidos nos Evangelhos do Novo Testamento.No livro de João 1:12 diz: Mas a todos quantos o receberem, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome. Existem mais de 2 bilhões de cristãos no mundo todo.

Cristãos de São Tomé

Cristãos de São Tomé (malaiala: Sírios nasrani-malabar, ou povo sírio Nasrani Malabar) é um grupo etnoreligioso de Kerala, Índia, referindo-se aqueles que se tornaram cristãos na costa do Malabar nos primórdios da fé cristã, incluindo nativos da região e os da diáspora judaica em Querala.

São chamados de cristãos de São Tomé por terem sido, segundo conta a tradição, evangelizados diretamente pelo apóstolo São Tomé em pregação.

Crítica ao cristianismo

Ao longo de sua história, o cristianismo, a igreja e os próprios cristãos foram criticados por muitos. Algumas críticas abordam especificamente as crenças, ensinamentos e interpretações das escrituras cristãs. A resposta formal dos cristãos a tais críticas é descrita como apologética cristã.

Diversas áreas de crítica incluem algumas reivindicações da própria escritura "sagrada", a ética das interpretações bíblicas que têm sido usadas ​​historicamente para justificar atitudes e comportamentos que são vistos pelos críticos como claramente errados, a questão da compatibilidade com a ciência e certas doutrinas cristãs que alguns acham inquietantes ou irrazoáveis.

Certas interpretações de alguns ensinamentos morais na Bíblia são consideradas eticamente questionáveis por muitos grupos modernos. Algumas das passagens mais comumente criticadas incluem referências ao colonialismo, subjugação das mulheres, intolerância religiosa, condenação da homossexualidade e o suporte à instituição da escravidão no Antigo e Novo Testamentos.

Deus no Cristianismo

Deus no cristianismo é a doutrina sobre Deus, o ser divino que criou e governa o mundo, segundo o cristianismo. Ele é manifesto em três personalidades diferentes: Como Pai, como Filho e como Espírito. Ao Deus Trino crê-se em diferentes atributos entre eles o amor, o mais importante de todos (I João 4:8) e manifesto assim por Paulo em I Coríntios 13), a Onipotência, a Onisciência, a Onipresença, a Santidade, a Verdade (João 14:16), a Justiça e a Fidelidade.

A maioria dos cristãos acredita que Deus é espírito (João 4:24), incriado, onipotente e eterno. O criador é o sustentador de todas as coisas, que resgata o mundo através de seu Filho, Jesus Cristo. Com este pano de fundo, a crença na divindade de Cristo e no Espírito Santo é expressa como a doutrina da Santíssima Trindade, que descreve uma única "substância" divina já existente como três pessoas distintas e inseparáveis: o Pai, o Filho (Jesus Cristo), e o Espírito Santo (I João 5:7) . De acordo com esta doutrina, Deus não está dividido, no sentido de que cada pessoa tem um terço de todo, mas antes, cada pessoa é considerada como sendo plenamente Deus (cf. Perichoresis). A distinção reside nas suas relações.

Eclesiologia

Eclesiologia (da grego ekklesia e logos)

é o ramo da teologia cristã que trata da doutrina da Igreja, seu papel na salvação, sua origem, sua disciplina, sua forma de se relacionar com o mundo, seu papel social, as mudanças ocorridas, as crises enfrentadas, suas doutrinas, a relação com outras denominações e sua forma de governo eclesiástico.

Evangelização

Evangelização ou evangelismo consiste na pregação do Evangelho cristão (a mensagem da salvação em Jesus de Nazaré segundo a fé cristã), constituindo-se assim num ato proselitista realizado visando à aquisição de adeptos à religião cristã, a uma denominação ou igreja. Posteriormente, a palavra também veio a ser usada para significar algum ato proselitista que vise a produzir conversão ou mudanças de hábitos, crenças e valores não necessariamente cristãos.

A palavra "evangelista" provém da palavra εὐάγγελος ("eu-angelos"), do grego koiné, que significa "boas novas" ou "boas notícias" e que também serve de base para o nome dos quatro primeiros livros do Novo Testamento bíblico chamados "Evangelhos". Por essa causa, os autores destes quatro livros são denominados evangelistas - Mateus, Marcos, Lucas e João. Ainda que seja provável que o termo tenha ganho seu extenso uso devido aos Evangelhos e seus autores, considera-se, contudo, que a evangelização no âmbito do cristianismo tenha se iniciado com o ministério de Jesus Cristo, que, fazendo discípulos e instruindo-os segundo a sua doutrina, os preparou para espalhar a sua mensagem religiosa, tendo ele mesmo pregado essa mensagem durante o seu tempo de ministério, segundo prega a fé cristã.

Filostórgio

Filostórgio (grego: Φιλοστόργιος; 368 – 439) foi um historiador da igreja anomoeano dos séculos IV e V.

O anomoeanismo questionou a Trindade da relação entre Deus, o Pai e de Cristo e foi considerado uma heresia pela Igreja Católica, que adotou o termo "homoousia" no Credo niceno-constantinopolitano. Muita pouca informação sobre sua vida está disponível. Ele nasceu em Borisso, Capadócia, filho de Eulâmpia e Cartério, e depois viveu em Constantinopla.

Ele escreveu uma história da controvérsia ariana intitulando História Eclesiástica, dos quais apenas uma epítome, feita por Fócio sobrevive, assim como um tratado contra Porfírio de Tiro, que se perdeu.

João de Deus Ramos

João de Deus Ramos (Lisboa, 26 de abril de 1878 — Lisboa, 15 de novembro de 1953) foi um pedagogo português, filho do também pedagogo e poeta João de Deus, cuja obra continuou.

Música cristã

Música cristã é originada dos hinários protestantes tais como Salmos e Hinos (mais antigo hinário editado no Brasil), Hinos e cânticos (1876), Cantor Cristão, Harpa Cristã, Novo Cântico, Hinário para o Culto Cristão, entre outros, que por sua vez vêm das traduções e adaptações de músicas evangélicas de outros países, principalmente dos EUA. Muitas destas músicas foram compostas durante a explosão do pentecostalismo no final do século XIX. Elas geralmente falam de Jesus, de Deus e do Espírito Santo.

Regras de Fé (mormonismo)

As Regras de Fé são uma profissão de fé dos Santos dos Últimos Dias, semelhante ao decálogo judaico-cristão e ao Credo Niceno católico. Foi incluída no livro Pérola de Grande Valor e tem status de escritura para os Santos dos Últimos Dias. As regras de fé foram criadas pelo profeta Joseph Smith Jr.

As Regras de Fé

Cremos em Deus, o Pai Eterno, e em Seu Filho, Jesus Cristo e no Espírito Santo.

Cremos que os homens serão punidos pelos seus próprios pecados e não pela transgressão de Adão.

Cremos que, por meio do Sacrifício expiatório de Cristo, toda a humanidade pode ser salva pela obediência às leis e ordenanças do Evangelho.

Cremos que os primeiros princípios e ordenanças do Evangelho são: primeiro, fé no Senhor Jesus Cristo; segundo, arrependimento; terceiro, batismo por imersão para a remissão dos pecados [ 1 Pedro 3:21]; quarto, imposição das mãos para o dom do Espírito Santo.

Cremos que um homem deve ser chamado por Deus, pela profecia e pela imposição das mãos, por quem possua autoridade para pregar o Evangelho e administrar as suas ordenanças.

Cremos na mesma organização existente na Igreja Primitiva, isto é, apóstolos, profetas, pastores, mestres, evangelistas, etc. [2 Coríntios 11:13-15]

Cremos no dom das línguas, profecia, revelação, visões, cura, interpretação das línguas, etc. [1 Coríntios 13:8; 2 Tessalonicenses 1:9,10]

Cremos ser a Bíblia a palavra de Deus, o quanto seja correta sua tradução; cremos também ser o Livro de Mórmon a palavra de Deus. [Gálatas 1:8]

Cremos em tudo o que Deus tem revelado, em tudo o que Ele revela agora, e cremos que Ele ainda revelará muitas grandes e importantes coisas pertencentes ao Reino de Deus. [Apocalipse 22:18]

Cremos na coligação literal de Israel e na restauração das Dez Tribos; que Sião será construída neste continente (o americano) [Hebreus 12:22]; que Cristo reinará pessoalmente sobre a terra [João 14:19; 1 Timóteo 6:16] e que a mesma será renovada e receberá a sua glória paradisíaca.

Pretendemos o privilégio de adorar a Deus, Todo Poderoso, de acordo com os ditames da nossa consciência [Mateus 15:9] e concedemos a todos os homens o mesmo privilégio, deixando-os adorar como, onde, ou o que quiserem. [Ezequiel 3:18]

Cremos na submissão aos reis, presidentes, governadores e magistrados, na obediência, honra e manutenção da lei. [Atos 5:29]

Cremos em ser honestos, verdadeiros, castos, benevolentes, virtuosos e em fazer o bem a todos os homens. Na realidade podemos dizer que seguimos a admoestação de Paulo: cremos em todas as coisas, confiamos em todas as coisas, suportamos muitas coisas e esperamos ter a capacidade de tudo suportar. Se houver qualquer coisa virtuosa, amável, de boa fama ou louvável nós a procuraremos.

Sacramento

Sacramento significa, para a grande maioria das confissões, denominações ou ministérios cristãos, como um sinal ou um gesto divino instituído por Jesus Cristo, cuja observância deve receber reverência por parte do fiel.

Subordinacionismo

O subordinacionismo era a crença cristã primitiva de que Jesus Cristo era subordinado a Deus, o Pai em essência (igualdade ontológica). Esta ideia não é aceita hoje pelas igrejas ortodoxas, pois ela contraria a doutrina da Trindade.

Sínodo

Um sínodo pode ser realizado por qualquer denominação religiosa, sendo muito comum entre os cristãos.

Trata-se de uma reunião convocada pela autoridade eclesiástica.

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