Despotismo

Despotismo é uma forma de governo na qual uma única entidade governa com poder absoluto.[1] O poder se estabelece sempre a uma entidade individual, sem se deixar confundir com uma autocracia onde o poder pode estar concentrado em um líder, um comitê, um partido, uma assembleia, etc. Ou como uma oligarquia em que o poder político está concentrado num pequeno número pertencente a uma mesma família, um mesmo partido político ou grupo económico ou corporação visando os interesses próprios. O despotismo constitui uma das formas mais autoritárias de se governar um Estado ou uma nação.[2]

História

Diferentemente da ditadura ou da tirania, este não depende de o governante ter condições de se sobrepor ao povo, mas sim de o povo não ter condições de se expressar e auto-governar, deixando o poder nas mãos de apenas um, por medo e/ou por não saber o que fazer.(Fonte:http://www.infoescola.com/formas-de-governo/despotismo/) No Despotismo, segundo Montesquieu, apenas um só governa, sem leis e sem regras, arrebata tudo sob a sua vontade e seu capricho.

Vigorava em realezas existentes antes dos gregos, cretenses, micênicos, impérios orientais, etc. A autoridade era pessoal e arbitrária do patriarca sobre uma comunidade. Com o crescimento demográfico através dos casamentos, expansões territoriais causadas pelas conquistas militares, e divisão social do trabalho pelas funções domésticas exercidas pelas mulheres e o trabalho escravo exercido por prisioneiros de guerras, passou a existir repartições de funções. Os delegados do patriarca e conselheiros o ajudavam a exercer controle cerrado sobre seus súditos e sobre aqueles que usufruíam de suas terras.

O despotismo é, sem dúvida, a forma mais simples de governo. É baseado em um conceito simples: o poder detém a razão. Numa sociedade despótica, o poder é mantido inquestionavelmente por aqueles que detêm o poder sobre as forças armadas e consequentemente, podem reforçar suas ordens. Por causa da opressão experimentada neste tipo de regime, os déspotas frequentemente percebem que sua aptidão para controlar a população é proporcional ao uso de tropas armadas nas cidades e nas cidades em que as pessoas moram. Uma característica típica do despotismo destacada por Tocqueville é a falta de ligação entre os governados. Em seu livro Democracia na America Cap. IV: "O despotismo, que, por sua natureza, é temeroso, vê no isolamento dos homens a mais segura garantia de sua duração"

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Panfleto da época do Marquês de Pombal indicando o modo de receber o pagamento por denúncias anónimas. (Lei de 2 de Agosto de 1771, §31)[3]

Além disso, por ser uma forma de governo tão centralizada, o despotismo tem dificuldades de combater eficazmente rebeliões e impedir o desvio de finanças do Estado se seu território crescer demasiadamente. Déspotas pagam um preço alto demais pelo desperdício e corrupção em suas sociedades. E, com o desenvolvimento de formas de governo mais sofisticadas, déspotas se dão conta de que dar um golpe de estado é necessário para aumentar o crescimento.

Déspota é uma qualificação dada à pessoa que governa de forma arbitrária ou opressora. Muitas vezes atingem o poder pelas vias democráticas ou movimentos populares, mas com o tempo busca enfraquecer as demais instituições, reger leis de interesse próprio e adquirir autoridade absoluta.[2] É o mesmo que ditador, ou seja, o indivíduo que exerce todo o poder político sozinho ou com um pequeno grupo de pessoas sufocando seus opositores.

Déspota Esclarecido é uma junção do absolutismo com as ideias iluministas, recebem este nome pois são tiranos esclarecidos. Grandes déspotas esclarecidos foram: Frederico II da Prússia, Catarina, a Grande, Marquês de Pombal e o imperador José II.

Grandes déspotas da História

País Déspota Foto
Reino da Prússia Reino da Prússia Frederico II da Prússia[4] Frederick II of Prussia Coloured drawing.png
França França Luís XVI de Bourbon[5] Ludvig XVI av Frankrike porträtterad av AF Callet.jpg
França França Napoleão Bonaparte[6] Jacques-Louis David - The Emperor Napoleon in His Study at the Tuileries - Google Art Project 2
Itália Itália Benito Mussolini[7] Benito Mussolini in 1937.jpg
Alemanha Alemanha Adolf Hitler[8] Bundesarchiv Bild 183-H1216-0500-002, Adolf Hitler.jpg
União das Repúblicas Socialistas Soviéticas União Soviética Josef Stalin[9] JStalin Secretary general CCCP 1942.jpg
Espanha Espanha Francisco Franco[10] Franco0001.PNG
República Dominicana República Dominicana Leonidas Trujillo[11] Rafel Trujillo 1934.jpg
Uganda Uganda Idi Amin[12] Idi Amin caricature2.jpg
Paraguai Paraguai Alfredo Stroessner[13] Alfredo Stroessner.jpg
Cuba Cuba Fulgencio Batista[14] 1952Batista.jpg
Chile Chile Augusto Pinochet[15][16] Pinochet de Civil.jpg
Iraque Iraque Saddam Hussein[17] Iraq, Saddam Hussein (222).jpg
Coreia do Norte Coreia do Norte Kim Jong-Il[18] Kim Jong-Il.jpg

Ver também

Referências

  1. Montesquieu, O Espírito das Leis
  2. a b Antonio Gasparetto Junior. «Despotismo». InfoEscola. Consultado em 1 de setembro de 2013
  3. THOMAZ, Manoel Fernandes. Repertorio geral ou Indice alphabetico das Leis extravagantes. Imprensa real da Univ. Coimbra, 1815. ((item 301. Denúncias «Em segredo dão-se, apresentando o Denunciante um papel sem nele ser nomeado, em que vem escrita a denúncia, e o entrega pessoalmente ao Juiz, que o assina com declaração do dia, mês e ano, em que lhe foi dado; sendo este documento o título, com que o mesmo Denunciante há de requerer por si, ou por interposta pessoa o pagamento da parte, que lhe tocar em tomadia.», pág. 300)
  4. H.M. Scott, ed., Enlightened Absolutism: Reform and Reformers in Later Eighteenth-Century Europe, (University of Michigan Press, 1990)
  5. H.M. Scott, ed., Enlightened Absolutism: Reform and Reformers in Later Eighteenth-Century Europe, (University of Michigan Press, 1990)
  6. H.M. Scott, ed., Enlightened Absolutism: Reform and Reformers in Later Eighteenth-Century Europe, (University of Michigan Press, 1990)
  7. World History, Spielvogel J. Jackson. Glencoe/McGraw-Hill, 8787 Orion Place, Columbus, OH. p. 530
  8. World History, Spielvogel J. Jackson. Glencoe/McGraw-Hill, 8787 Orion Place, Columbus, OH. p. 529
  9. World History, Spielvogel J. Jackson. Glencoe/McGraw-Hill, 8787 Orion Place, Columbus, OH. p. 529
  10. World History, Spielvogel J. Jackson. Glencoe/McGraw-Hill, 8787 Orion Place, Columbus, OH. p. 529
  11. World History, Spielvogel J. Jackson. Glencoe/McGraw-Hill, 8787 Orion Place, Columbus, OH. p. 529
  12. Tall, Mamadou. (Spring–Summer 1982). "Notes on the Civil and Political Strife in Uganda". A Journal of Opinion 12 (1/2): 41–44. Issue: A Journal of Opinion, Vol. 12, No. 1/2. DOI:10.2307/1166537.
  13. http://archivo.abc.com.py/2006-08-18/articulos/273014/el-despota-no-merece-honores
  14. World History, Spielvogel J. Jackson. Glencoe/McGraw-Hill, 8787 Orion Place, Columbus, OH. p. 529
  15. World History, Spielvogel J. Jackson. Glencoe/McGraw-Hill, 8787 Orion Place, Columbus, OH. p. 529
  16. http://archivo.abc.com.py/2006-08-18/articulos/273014/el-despota-no-merece-honores
  17. http://www.nytimes.com/2006/12/30/world/middleeast/30saddam.html?pagewanted=all&_r=0
  18. http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/12/19/morre-aos-69-anos-o-ditador-norte-coreano-kim-jong-il.jhtm
Absolutismo

Absolutismo é uma teoria política que defende que alguém (em geral, um monarca) deve ter o poder absoluto, isto é, independente de outro órgão. Os teóricos de relevo associados ao absolutismo incluem autores como Nicolau Maquiavel, Jean Bodin, Jaime VI da Escócia e I de Inglaterra, Jacques-Bénigne Bossuet e Thomas Hobbes. Esta ideia tem sido algumas vezes confundida com a doutrina do Direito Divino dos Reis, que defende que a autoridade do governante emana diretamente de Deus, e que não podem ser depostos a não ser por Deus, defendido por alguns absolutistas como Jean Bodin, Jaime I e Jacques Bossuet.

A monarquia absolutista nasce com Luís XIV de França, conhecido como "Rei-Sol", logo após a morte do seu primeiro-ministro, em 9 de março de 1661, o cardeal Jules Mazarin. E que, nessa altura, terá se voltado para o seu chanceler e declarado solenemente:

Senhor, eu lhe pedi que se reunisse com meus ministros e secretários de Estado para dizer que até agora eu deixei o falecido senhor cardeal conduzir os assuntos de Estado; já é hora que eu próprio governe. Vocês me auxiliarão com seus conselhos, quando eu lhes pedir.Em seguida, proibiu os ministros de expedir qualquer coisa sem sua ordem.

Autocracia

Autocracia tem o sentido, a partir da análise dos radicais gregos autos (por si próprio) e kratos (poder), de poder por si próprio. É uma forma de governo na qual há um único detentor do poder político-estatal, isto é, o poder está concentrado em um único governante, podendo ser este um líder, um comitê, um partido, uma assembleia, etc. O governante tem controle absoluto em todos os níveis do Estado. O termo autocracia tem funcionalidade apenas para descrever a concentração ou a distribuição do controle do poder estatal, não servindo para avaliar a presença ou ausência de legitimidade democrática de um governo . Há, com efeito, a possibilidade de um governo autocrático ascender ao poder via eleições democráticas e mesmo realizar eleições periodicamente.Historicamente, refere-se ao Império Bizantino em que o imperador se denominava autocrator, o que significava para ele que o seu poder era supremo, absoluto, ilimitado, irresponsável com relação a qualquer instituição terrestre e dado somente por Deus. Era um governo total sobre a sociedade porque controlava o domínio temporal, apenas excluindo-se o espiritual, que pertencia à Igreja, o que não significa que muitas vezes o primeiro não tentou usurpar o segundo. A história do termo prolongou-se após o fim do Império Bizantino com a adoção pela Rússia da ideologia imperial de Bizâncio. Além de adoptar o título de tzar (ou 'czar), equivalente russo do césar latino, adotou também a denominação e substância da autocracia.

As monarquias nem sempre são autocratas. A monarquia constitucional é um Estado democrático de Direito. Já as monarquias absolutistas se enquadram na classificação de regime político autocrático, pois o monarca absoluto é o único detentor do poder, fugindo ao controle de qualquer outro órgão.

Uma autocracia não deve ser tida como sinônimo de regime autoritário ou regime totalitário, que são formas de exercício de poder e não de origem da legitimidade. Como exemplos de regimes autoritários temos a monarquia absolutista por direito divino, na qual a legitimidade do poder se funda na religião, e somente subsiste se for referendada por ela; o cesarismo plebiscitário de Napoleão, que se funda numa hipotética vontade popular, expressa por meio de consultas periódicas nas quais não se apresenta alternativa à opção dada pelo governante; nos governos ditatoriais na América Latina, em que havia tanto uma manipulação autoritária das instituições, sob o pretexto de atender aos interesses nacionais, como no Brasil ou Argentina, quanto uma pura e simples apropriação patrimonial do Estado, como na República Dominicana de Trujillo ou no Haiti da família Duvalier. Como exemplo de totalitarismo, que se baseia no domínio de uma corrente ideológica que não deixa espaço de fuga a nenhum aspecto da sociedade, e não pretende se implantar apenas pela força, mas pelo completo domínio das consciências, temos o regime nazista, o regime das Repúblicas Socialistas Soviéticas ou da Coreia do Norte.

Autoritarismo

Autoritarismo é uma forma de governo que é caracterizada por obediência absoluta ou cega à autoridade, oposição a liberdade individual e expectativa de obediência inquestionável da população.O sociólogo espanhol Juan José Linz, cuja descrição de 1964 do autoritarismo é influente, caracterizou os regimes autoritários como sistemas políticos compostos por quatro fatores: (1) "pluralismo político limitado, não responsável", isto é, restrições sobre as instituições e grupos políticos (como legislaturas, partidos políticos e grupos de interesse); (2) legitimidade com base na emoção, especialmente a identificação do regime como um mal necessário para combater a "problemas sociais facilmente reconhecíveis", tais como o subdesenvolvimento ou a insurgência; (3) ausência de uma "mobilização política intensa ou extensa" e restrições sobre as massas (como táticas repressivas contra opositores e proibição de atividades anti-regime) e (4) um poder executivo "formalmente mal definido", ausente e instável.

Burgomestre

O burgomestre (em alemão, Bürgermeister) é o detentor do poder executivo no nível comunal em países como Alemanha, Áustria, Bélgica, Hungria, Luxemburgo, Países Baixos e Polônia, que equivale ao cargo de Presidente da Câmara em Portugal ou Prefeito no Brasil.

Tradicionalmente, tem o poder de:

Alterar propriedades e características do burgo, como: símbolos oficiais, constituição (que deve ser votada pelo conselho, com a provação por 2/3 dos eleitos), divisões administrativas e políticas.

Expulsar cidadãos do burgo, quando julgado necessário ou em caso de infração da lei.

Nomear e destituir conselheiros.

Alterar o protocolo e leis adjacentes, com o consentimento dos conselheiros.

Ciência política

Ciência política ou Análise política é o estudo da política — dos sistemas políticos, das organizações e dos processos políticos. Envolve o estudo da estrutura (e das mudanças de estrutura) e dos processos de governo — ou qualquer sistema equivalente de organização humana que tente assegurar segurança, justiça e direitos civis. Os cientistas políticos podem estudar instituições como empresas, sindicatos, igrejas, ou outras organizações cujas estruturas e processos de ação se aproximem de um governo, em complexidade e interconexão. Existe no interior da ciência política uma discussão acerca do objeto de estudo desta ciência, que, para alguns, é o Estado e, para outros, o poder. A primeira posição restringe o objeto de estudo da ciência política; enquanto a segunda amplia. A posição da maioria dos cientistas políticos (também chamados de politólogos), segundo Maurice Duverger, é essa visão mais abrangente de que o objeto de estudo da ciência política é o poder.

O termo ciência política foi cunhado em 1880 por Herbert Baxter Adams, professor de História da Universidade Johns Hopkins. A ciência política é a teoria e prática da política e a descrição e análise dos sistemas políticos e do comportamento político. Abrange diversos campos, como a teoria e a filosofia políticas, os sistemas políticos, ideologia, teoria dos jogos, economia política, geopolítica, geografia política, análise de políticas públicas, política comparada, relações internacionais, análise de relações exteriores, política e direito internacionais, estudos de administração pública e governo, processo legislativo, direito público (como o direito constitucional) e outros.

A ciência política emprega diversos tipos de metodologia. As abordagens da disciplina incluem a filosofia política clássica, interpretacionismo, estruturalismo, behaviorismo, racionalismo, realismo, pluralismo e institucionalismo. Na qualidade de uma das ciências sociais, a ciência política usa métodos e técnicas que podem envolver tanto fontes primárias (documentos históricos, registros oficiais) quanto secundárias (artigos acadêmicos, pesquisas, análise estatística, estudos de caso e construção de modelos). Ainda que o estudo de política tenha sido constatado na tradição ocidental desde a Grécia antiga, a ciência política propriamente dita constituiu-se tardiamente. Esta ciência, no entanto, tem uma nítida matriz disciplinar que a antecede como a filosofia moral, filosofia política, política econômica e história, entre outros campos do conhecimento cujo objeto seriam as determinações normativas do que deveria ser o estado, além da dedução de suas características e funções.

Muitos pesquisadores colocam que a ciência política difere da filosofia política e seu surgimento ocorreria, de forma embrionária, no século dezenove, época do surgimento das ciências humanas, tal como a sociologia, a antropologia, a historiografia, entre outras.

Clerocracia

Clerocracia é uma forma corrupta de teocracia onde o clero governa no interesse próprio.

Despotado da Moreia

O Despotado da Moreia (em grego: Δεσποτάτο του Μυστρά) era uma província do Império Bizantino que existiu enquanto tal entre meados do século XIV e meados do século XV. O seu território variou de dimensão ao longo dos seus aproximadamente 100 anos de existência, mas viria a estabilizar-se sempre em torno da metade sul da península do Peloponeso, nessa época chamada Moreia. Era governada, normalmente, pelo herdeiro do trono imperial, a quem era dado o título de déspota ou despoinis (o que não deve ser confundido neste contexto com a prática do despotismo). A capital da província era a cidade fortificada de Mistras, perto da antiga Esparta, a qual se tornou num importante centro de cultura e poder bizantinos.

Despotismo esclarecido

O despotismo esclarecido é uma expressão que designa uma forma de governar característica da Europa continental da segunda metade do século XVIII que, embora partilhasse com o absolutismo a exaltação do Estado e do poder do soberano, era animada pelos ideais de progresso, reforma e filantropia do Iluminismo, mas, por outro, não eram aceitas todas as ideias do Iluminismo, com a definição entre a combinação desses diferentes ideais e a sua concretização pertencendo ao próprio déspota.

A expressão "despotismo esclarecido" não foi contemporânea aos acontecimentos, tendo sido forjada mais tarde pelos pesquisadores.

Déspotas esclarecidos

Déspotas esclarecidos ou reis déspotas são soberanos europeus que tentaram colocar em prática as ideias dos filósofos iluministas. Esses governantes ficaram conhecidos como praticantes do absolutismo ilustrado. O mais célebre foi Frederico II (1712-1786). O chamado Rei Filósofo interessava-se pelo debate de ideias e protegeu os pensadores e artistas foi também internacionalmente conhecido pelas suas sábias palavras e o constante uso metafórico tais como a frequência com que utilizava aquela velha história "a espada vence, mas não convence" para idealizar seus objetivos. Amigo de Voltaire, de Diderot e de D'Alembert, Frederico II, imbuído do Século das Luzes, procurou modernizar a Prússia. Decretou a abolição da servidão, mas não conseguiu forçar a nobreza a aceitá-la. Deu certa liberdade à imprensa, proclamou a liberdade religiosa e procurou fazer reformas administrativas e judiciárias. José II, da Áustria, Catarina II, da Rússia e o marquês de Pombal, de Portugal, procuraram atuar como agentes modernizadores em seus países. Atualmente, alguns historiadores questionam se esses governantes foram assim tão esclarecidos. O fato é que o sonho dos filósofos e as realidades concretas do século XVIII, bem como os interesses pessoais dos governantes, estavam a anos-luz de distância.

Fisiologismo

Fisiologismo é um tipo de relação de poder político em que ações políticas e decisões são tomadas em troca de favores, favorecimentos e outros benefícios a interesses privados, em detrimento do bem comum. É um fenômeno que ocorre frequentemente em Parlamentos, mas também no Executivo, e está estreitamente associado à corrupção política, uma vez que os partidos políticos fisiologistas apoiam qualquer governo — independentemente da coerência entre as ideologias ou planos programáticos — apenas para conseguir concessões deste em negociações delicadas.

Forma de governo

Em ciência política, chama-se forma de governo (ou sistema político) o conjunto de instituições políticas por meio das quais um Estado se organiza a fim de exercer o seu poder sobre a sociedade.

Tais instituições têm por objetivo regular a disputa pelo poder político e o seu respectivo exercício, inclusive o relacionamento entre aqueles que o detêm (a autoridade) com os demais membros da sociedade (os administrados).

A forma de governo adotada por um Estado não deve ser confundida com a forma de Estado (unitária ou federal) nem com seu sistema de governo (presidencialismo, parlamentarismo, dentre outros).

Outra medida de cautela a ser observada ao estudar-se o assunto é ter presente o fato de que é complicado categorizar as formas de governo. Cada sociedade é única em muitos aspectos e funciona segundo estruturas de poder e sociais específicas. Assim, alguns estudiosos afirmam que existem tantas formas de governo quanto há sociedades.

Frederico II da Prússia

Frederico II (Berlim, 24 de janeiro de 1712 – Potsdam, 17 de agosto de 1786), também chamado de Frederico, o Grande, foi o Rei da Prússia de 1740 até sua morte. Ele é mais conhecido por suas vitórias militares, sua reorganização do exército prussiano, patronagem das artes e o iluminismo na Prússia.

Frederico, o grande, era conhecido como um amante da música, arte e literatura francesa. Infelizmente, para Frederico, seu pai não compartilhava seu amor às artes. O rei tentou moldar Frederico como uma imagem de si mesmo, um grande militar. Quando Frederico se rebelou contra sua educação, foi declarado traidor, encarcerado, ameaçado de execução e obrigado a assistir a decapitação de seu amigo, Hans Hermann von Katte. Casou-se com Isabel Cristina, filha do duque de Brunsvique-Volfembutel e sobrinha do imperador Carlos VI.

Frederico possuía um apelido carinhoso dado pelo povo prussiano, era chamado de O Velho Fritz.

O pai de Frederico não foi totalmente mal sucedido com seu filho. Apesar de Frederico nunca ter abandonado seu amor às artes, ele se tornou um grande líder militar, liderando as forças prussianas com sucesso em três guerras.

Ele era um grande estrategista que tinha a habilidade de impedir que forças opositoras se unissem contra ele.

Ao mesmo tempo em que se ocupava de seus interesses na literatura e na arte da guerra, Frederico também foi capaz de transformar a Prússia em uma potência econômica. Por esse vasto leque de sucessos dentro e fora dos campos de batalha, Frederico foi apelidado de "o Grande".

Amigo das letras, culto, grande colecionador de arte francesa, escritor com prosápias de filósofo, atraiu à Prússia, em torno de sua residência de Sans-Souci, Voltaire, com quem mantinha correspondência, e numerosos sábios franceses. Foi o tipo perfeito do déspota esclarecido do século XVIII. Deixou Memórias, em francês. Foi sucedido pelo seu sobrinho Frederico Guilherme.

Governo

O Governo é a organização que é a autoridade governante de uma unidade política"; "o poder de regrar uma sociedade política"; ou o aparato pelo qual o corpo governante funciona e exerce autoridade. O governo é, usualmente, utilizado para designar a instância máxima de administração executiva, geralmente reconhecida como a liderança de um Estado ou uma nação. Os Estados podem ter vários níveis de Governo conforme a organização política daquele país, como por exemplo os Governos locais, os regionais e nacional.

No direito administrativo contemporâneo, Governo é a expressão que define o núcleo diretivo do Estado, alterável por eleições e responsável pela gerência dos interesses estatais e pelo exercício do poder político.

Gustavo III da Suécia

Gustavo III (Estocolmo, 24 de janeiro de 1746 – Estocolmo, 29 de março de 1792) foi o Rei da Suécia durante 21 anos, de 1771 até seu assassinato em 1792. Era o filho mais velho do rei Adolfo Frederico e da rainha Luísa Ulrica da Prússia. Ficou para a história como a maior personalidade cultural entre todos os reis do país.Através de um golpe de estado não sangrento, em 1772, retirou ao parlamento o governo do país, encerrando assim a Era de Liberdade. A partir de então, restaurou sucessivamente o seu poder pessoal, como monarca quase absoluto, tendo em 1789, pelo Decreto de União e Segurança passado a governar "ele e só ele".Defensor do despotismo esclarecido, Gustavo gastou grandes quantidades de dinheiro público em aventuras culturais, colaborando para a controvérsia de seu reinado. Tentou conquistar a Noruega com a ajuda da Rússia, e depois recapturar sem sucesso as províncias bálticas na Guerra Russo-Sueca de 1788-1790, apesar de ter restaurado a força militar sueca. Admirador de Voltaire, legalizou a presença católica e judia em seu reino e realizou amplas reformas para um liberalismo econômico, reforma social e abolição de tortura e pena de morte, apesar de ter eliminado todo tipo de mídia independente.

Após a Revolução Francesa, Gustavo tentou formar alianças com outros monarcas a fim esmagar a insurreição e restaurar o rei Luís XVI de França, oferecendo o auxílio sueco sob sua liderança na causa real da França. Ele acabou sendo mortalmente ferido em 1792 durante um baile de máscaras, parte de uma tentativa de golpe, porém conseguiu assumir o comando a acabar com o levante antes de sucumbir a sepse treze dias depois, período em que ele recebeu as desculpas de vários inimigos políticos. Apenas Jacob Johan Anckarström, o homem que disparou contra o rei, recebeu a pena de morte e, de acordo com a política criminal de Gustavo, foi apenas torturado depois de voluntariamente confessar e ser condenado. Seus poderes foram colocados nas mãos de uma regência sob seu irmão Carlos, Duque Sudermânia, durante a minoridade de seu filho Gustavo IV Adolfo.

Gustavo fundou várias academias como patrono e benfeitor das artes e literatura, entre elas a Academia Sueca, a Ópera Real Sueca e o Teatro Dramático Real, além da criação do traje nacional sueco. Foi mecenas de personalidades artísticas da época, como o trovador Carl Michael Bellman, o poeta Johan Henric Kellgren e o escultor Johan Tobias Sergel. A sua coleção pessoal de pinturas e esculturas veio a constituir a base do futuro Museu Nacional de Belas-Artes.

Modo de produção asiático

O chamado modo de produção asiático, que teria iniciado por volta do ano 2500 a.C., na Idade Antiga (antiguidade), caracteriza os primeiros Estados surgidos no Mediterrâneo como o Egito antigo e a Persia."Por se tratar da forma mais geral de evolução da sociedade primitiva ou da sociedade civilizada sem classes sociais e econômicas para a sociedade europeizada dividida em classes sociais e econômicas, esse modo de produção estabeleceu-se em diversas regiões além dos reinos que existiriam na Europa Meridional no final da Antiguidade como na China antiga e na Índia antiga, mas também na África antiga e entre os maias, os astecas e os incas."A agricultura, base da economia desses Estados, era praticada por comunidades de camponeses presos à terra, que não podiam abandonar seu local de trabalho e viviam submetidos a um regime de trabalho compulsório. Na verdade, esses camponeses (ou aldeões) tinham acesso à coletividade das terras de sua comunidade, ou seja, pelo fato de pertencerem a tal comunidade, eles tinham o direito e o dever de cultivar as terras desta.

Monarquia absoluta

Monarquia absoluta ou absolutista, que se opõe à monarquia tradicional e à monarquia constitucional é, segundo a definição clássica, a forma de governo monárquico ou monarquia na qual o monarca ou rei exerce o poder absoluto, isto é, independente e superior ao poder de outros órgãos do Estado. O monarca está acima de todos os outros poderes e concentra em si os três poderes do constitucionalismo moderno - legislativo, executivo e judiciário.

Algumas monarquias têm legislaturas fracas ou simbólica e outros órgãos governamentais que o monarca pode alterar ou dissolver à vontade. Países onde o monarca ainda mantém poder absoluto são Brunei, Catar, Omã, Arábia Saudita, Suazilândia, os emirados compreendendo os Emirados Árabes Unidos (dentro da esfera de poder regional) e a Cidade do Vaticano (o Papa, no entanto, é eleito).

Mas ainda durante o século XVIII, a monarquia absoluta mudou de caráter, foram tentadas reformas no sentido de introduzir novos organismos necessários ("despotismo esclarecido").

Planeta desértico

Um planeta desértico é um planeta com um único ou maioritário bioma climático, desértico, com pouca ou nenhuma precipitação. Marte é considerado um planeta desértico, por definição, embora o termo é aplicado principalmente aos planetas que podem se tornar habitável, ao contrário de um planetas estéreis.

É um tema relativamente comum na ficção científica, o conceito inclui ambos os planetas reais e fictícios e, por vezes acompanhados por elementos do despotismo hidráulico. Talvez os exemplos mais famosos da ficção são Arrakis, o cenário para a maior parte da série Duna de romances de Frank Herbert e Tatooine do universo Star Wars.

Teocracia

Teocracia (do grego Teo: Deus + cracia: poder) é o sistema de governo em que as ações políticas, jurídicas e policiais são submetidas às normas de algumas religiões. O poder teocrático pode ser exercido direta ou indiretamente pelos clérigos de uma religião: a sub-divisão de cargos políticos pode ser designada pelos próprios líderes religiosos (tal como foi Justiniano I) ou podem ser cidadãos laicos submetidos ao controle dos clérigos (como ocorre atualmente no Irã, onde os chefes de governo, estado e poder judiciário estão submetidos ao aiatolá e ao conselho dos clérigos). Sua forma corrupta é também denominada clerocracia.

Exemplos atuais de regimes desse tipo são o Vaticano, regido pela Igreja Católica e tendo como chefe de Estado um sacerdote (o Papa), e o Irã, que é controlado pelos aiatolás, líderes religiosos islâmicos, desde a Revolução Islâmica, em 1979.

Timocracia

Timocracia (do grego, timē: "honra" ou "valor") é uma teoria constitucional que propõe ou um estado onde somente donos de terra podem participar do governo ou onde a honra é o princípio dominante.

A timocracia vigorou durante o governo de Sólon na Atenas da Grécia antiga. A timocracia (de timé, que significa honra) é uma forma introduzida por Platão para designar a transição entre a constituição ideal e as três formas mais tradicionais (oligarquia, democracia e tirania). Na obra República, Platão se pergunta: "não é esta (a timocracia) talvez uma forma de governo situada entre a aristocracia e a oligarquia?"

Platão se refere inicialmente à timocracia como constituição de Creta ou Lacedemônia, para depois caracterizá-la como a forma de governo que busca as vitórias e as honras. Essa forma de governo também é chamada por ele de timarquia. Para maiores detalhes, ver o Livro VIII de A República.

Noutras línguas

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