Deslizamento de terra

Um deslizamento de terra ou escorregamento de terra é um fenômeno de ordem geológica e climatológica que inclui vários tipos de movimento do solo, tais como quedas de rochas, falência de encostas em profundidade e fluxos superficiais de detritos.

“O “deslizamento de terra é na verdade apenas uma categoria dos chamados” movimentos de massa “, processo que envolve o desprendimento e transporte de solo ou material rochoso encosta abaixo”. [1]

Pode-se considerar três fatores de influência na ocorrência dos deslizamentos:

  • Tipo de solo: sua constituição, granulometria e nível de coesão;
  • Declividade da encosta: cujo grau define o ângulo de repouso, em função do peso das camadas, da granulometria e nível de coesão;
  • Água de embebição: contribui para aumentar o peso específico das camadas; reduzir o nível de coesão e o atrito, responsáveis também pela consistência do solo, e lubrificar as superfícies de deslizamento.[2]

Como evitar o deslizamento

Existem mais de duas maneiras porém as principais são:

  • Landslide
    Deslizamento na estrada Rio de Janeiro-Petrópolis, Brasil.
    A primeira é repondo a vegetação para que a água que desce pelas encostas das montanhas perca a velocidade ou infiltre no solo .
  • A segunda, mais segura,é não construir terraços em forma de degraus a fim de proteger o solo da ação das águas pluviais.
  • Evite plantar arvores grandes nas encostas como, bananeira, mangueira...
  • Evite corte e aterros nas encostas para não deixar o terreno fraco.
  • Nunca construa próximo a encostas e barrancos, quanto maior a distancia mais segurança para sua moradia.
  • Não jogar lixo nas encostas, isso produz acumulo de água escorrendo o lixo e assim arrastando o solo junto com ele.
  • Instalar canaletas ou tubos para o escoamento dessas águas usadas.[3]
Landslide
Deslizamento na estrada Rio de Janeiro-Petrópolis, Brasil.
Deslizamento de terra no B. JK, Coronel Fabriciano MG
Deslizamento de terra em Coronel Fabriciano,MG. O tipo de solo ( barrento) junto a quantidade de chuvas ou atividades impróprias pra área como construção de casas próximos a estes locais, influenciam fortemente para que haja deslizamento.

Primeiros sinais de Perigo

  • Observe no terreno se árvores, postes ou muros estão com alguma inclinação anormal;[1]
  • Observe rachaduras, trincas ou saliências no chão ou nas paredes;
  • Observe se o local tem água mais barrenta que o normal. Pode ter algum cano com vazamento e infiltrando-se pelo terreno.

Tipos básicos de deslizamentos

Segundo Faiçal Massad (2003) os escorregamentos podem ser descritos, como se segue:[4]

Corridas

São movimentos rápidos onde os materiais se comportam como fluidos altamente viscosos. Isso acontece com a grande concentração de água superficial.

Fluxos de Detritos

O material inclinado que se torna saturado com água pode se transformar em um fluxo de detritos ou fluxo de lama . A pasta resultante de rocha e lama pode pegar árvores, casas e carros, bloqueando, assim, pontes e afluentes causando inundações ao longo de seu caminho. O fluxo de detritos é muitas vezes confundido com enchente, mas são processos totalmente diferentes.

Os fluxos de detritos lamacentos em áreas alpinas causam danos graves a estruturas e infra-estruturas e muitas vezes reivindicam vidas humanas. Fluxos de detritos enlameados podem começar como resultado de fatores relacionados à inclinação e deslizamentos de terra rasos podem danificar leitos de rios, resultando em bloqueio temporário da água. Como os impasses falham, um " efeito dominó " pode ser criado, com um crescimento notável no volume da massa que flui, que ocupa os detritos no canal do fluxo. A mistura sólido-líquido pode atingir densidades de até 2.000 kg / m 3 e velocidades de até 14 m / s.[5]

Hurricane Gaston landslide damage
Esta seção de E. Grace Street, Richmond, VA, entrou em colapso durante a tempestade tropical Gaston. Gaston deixou cair doze polegadas de chuva na área.

Escorregamentos

Caracterizam-se como movimentos rápidos de curta duração, com planos bem definidos. São feições longas, podendo apresentar uma relação 10:1, comprimento – largura. Podem ser divididos em dois tipos:

  • Translacionais: Representam a forma mais freqüente entre os tipos de movimento de massa, possuindo superfície de ruptura com forma planar, a qual acompanha, de modo geral, descontinuidades mecânicas e/ou hidrológicas existentes no interior do material.
  • Quedas de blocos: São movimentos rápidos de blocos e/ou lascas de rocha que caem pela ação da gravidade, sem a presença de uma superfície de deslizamento, na forma de queda livre. Existe ainda uma categoria denominada rastejamento que Hansen (1984) descreve como sendo definida basicamente pela sua velocidade, devido à natureza lenta do movimento.[6]
Deslizamento
Um local onde ocorreu deslizamento, na rua Viçosa, bairro São Pedro, Belo Horizonte.

Ver também

Referências

  1. a b http://www.defesacivil.ba.gov.br/?page_id=231
  2. CELEPAR. «Deslizamentos - Disciplina - Geografia». www.geografia.seed.pr.gov.br (em pt_BR). Consultado em 25 de fevereiro de 2017
  3. http://saudeesegurancanotrabalho.com/seguranca/como-evitar-deslizamentos.htm
  4. http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=9
  5. https://books.google.com.br/books/about/La_prevenzione_delle_catastrofi_idrogeol.html?id=jyDPMQAACAAJ&redir_esc=y/
  6. «Deslizamentos». prezi.com. Consultado em 23 de fevereiro de 2017
Caverna de Chauvet

A Caverna de Chauvet ou Chauvet-Pont-d'Arc está localizada ao sul da França. Tornou-se famosa em 1994 quando um trio de espeleólogos descobriu que ela continha os restos fossilizados de muitos animais, incluindo alguns já extintos. Mais importante que isso, descobriram que as paredes da caverna são ricamente decoradas com pinturas rupestres. Junto com Lascaux e a Caverna de Altamira, é um dos sítios arqueológicos mais importantes do mundo.

As gargantas da região de Ardèche têm numerosas cavernas, muitas com importância geológica ou arqueológica. Entretanto a caverna de Chauvet é incaracteristicamente longa e a quantidade, qualidade e o estado de conservação das pinturas encontradas em suas paredes tem sido chamado de espetacular.

Parece ter sido ocupada por humanos em dois diferentes períodos. A maior parte das pinturas é do mais antigo (30.000 a 32.000 anos). A última ocupação (25.000 a 27.000 anos) deixou poucas marcas, como a impressão de um pé de criança, restos de fogueiras e a fuligem das tochas usadas para clarear mas que enfumaçou as pinturas. A caverna ganhou esse nome por seu descobridor, Jean-Marie Chauvet, que a descobriu em 18 de dezembro de 1994, juntamente com Christian Hillaire e Eliette Brunel-Deschamps. Os pesquisadores acham que a caverna ficou intocada por 20.000 a 30.000 anos, em função de um deslizamento de terra que ocultou a entrada principal.

Foram catalogadas 435 pinturas de animais, descrevendo treze diferentes espécies, incluindo algumas que pouco ou nunca tinham sido encontradas em sítios equivalentes. Leões, panteras, ursos, aves predadoras parecidas com corujas, rinocerontes e hienas, além das espécies mais comuns, como cavalos, bovídeos e veados.

Tipicamente, como em outras cavernas, não existem figuras humanas completas. Nas paredes da caverna também podem ser vistas cerca de dez mãos em representações negativas e positivas, além de desenhos do sexo de mulheres. Pegadas de ursos no solo da gruta indicam que esses animais provavelmente hibernavam na caverna.

A caverna tem entrada rigorosamente restrita e controlada, para evitar danos às pinturas inestimáveis, sendo acessível apenas a alguns poucos pesquisadores.

Cidade fantasma

Cidade fantasma é uma localidade que por alguma razão, foi abandonada, seja devido à sua atividade econômica ter sido insuficiente para suprir as necessidades básicas da população, ou devido a desastres, de ordem natural ou não.

Deslizamento de terra em Mocoa

Os deslizamentos de terra em Mocoa ocorreram entre a noite de 31 de março e a madrugada de 1º de abril de 2017. A cidade de Mocoa, capital do departamento do Putumayo, no sul da Colômbia, foi atingida por fortes chuvas que provocaram inundações e deslizamentos de terra, causando a morte de pelo menos 254 pessoas, ferindo mais de 400 e deixando outras 220 desaparecidas, a pior catástrofe da história de Mocoa.

Deslizamento de terra em Oso de 2014

O deslizamento de terra em Oso de 2014 ocorreu no dia 22 de março um deslizamento de terra arrastou a montanha Skaglund Hill, localizada ao leste de Oso, Washington, matando pelo menos 14 pessoas e causando o desaparecimento de muitos mais (no final foram contabilizadas 43 vítimas mortais e 4 feridos graves, além de 49 casas e outras estruturas destruídas). Às 10.37 horas, o deslizamento de terra fluiu através do rio Stillaguamish, por entre um bairro de cerca de 30 casas e cruzou a Rodovia 530, represando o rio e impedindo completamente a rodovia. Mais de 100 socorristas de Snohomish e municípios vizinhos foram enviados para ajudar com assistência médica e os esforços de busca e resgate.

Um total de 1 milha quadrada (ou 2,6 km²) foi o que desceu montanha abaixo, contendo lama, árvores e outros detritos cortando casas que ficavam bem abaixo da colina.

Na manhã de 24 de março um total de 14 pessoas mortas havia sido confirmadas, outras 176 eram dadas como desaparecidas. No balanço final foram contabilizadas 43 vítimas mortais e 4 feridos graves.

Deslizamento de terra em Sujuão de 2017

Um deslizamento de terra abalou Diexi, no Condado de Mao, Sujuão às 5 horas e 38 minutos (hora local). Destruiu quarenta casas na aldeia Xinmo e matou quinze pessoas, além disso, há noventa e três pessoas desaparecido, a 25 de Junho. Houve outro desabamento menor por volta das 20:15 que impediu a entrada das equipas de salvamento à zona da catástrofe.

Desmoronamento

Desmoronamento é a movimentação dos solos pela força da gravidade terrestre, ocorrendo frequentemente como um deslizamento de terra, tendo diversas causas possíveis, entre elas:

a erosão pelas águas das chuvas, de rios, do lençol freático ou do mar;

os terremotos;

o intemperismo;

a ação do homem:

diretamente:

por meio do desmonte com explosivos, ou;

pela perfuração e exploração de túneis de terra que passam por baixo do asfalto da praia grande

, poços (água, petróleo, gás ou sal) ou minas subterrâneas (carvão mineral, ouro, metais diversos, pedras preciosas, sais ou outros minerais);

com o uso de tratores, escavadeiras ou máquinas semelhantes, ou;

indiretamente:

por consequência da ação química de poluentes lançados no meio-ambiente;

pelo desmatamento de encostas de morros ou das matas ciliares da beira dos rios.

Enchentes em Santa Catarina em 2011

Enchentes atingiram o estado de Santa Catarina, localizado no Sul do Brasil, em setembro de 2011. Cerca de 83 cidades decretaram situação de emergência por causa das fortes chuvas.. A Defesa Civil contabilizou 6 mortes e cerca de 930 mil pessoas foram afetadas. Mais de 26 mil pessoas tiveram que deixar suas casas em todo o estado. 24.124 pessoas desalojadas e outras 1.926 desabrigadas.Alerta foi notificado em relação a Barragem de Taió, com a abertura de todas as comportas. O reservatório ficou no limite máximo, sendo que as Defesas Civis de Taió, Rio do Sul e Rio do Oeste mantiveram firme a vigilância decorrente ao alto índice de chuvas, que resultou em alagamentos nos municípios citados consequente do aumento do nível do rio, por causa da abertura das comportas.A Defesa Civil registrou também alagamentos e deslizamento de terra em Brusque, no Vale do Itajaí onde algumas cidades sofreram problemas devido ao aumento constante das chuvas.As cidades que permaneceram em situação de emergência foram: Antônio Carlos, Anitápolis, Alfredo Wagner, Águas Mornas, Anita Garibaldi, Armazém, Araquari, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Barra do Sul, Balneário Gaivota, Biguaçu, Barra Velha, Bom Jardim da Serra, Braço do Norte, Braço do Trombudo, Bombinhas, Camboriú, Cocal do Sul, Corupá, Criciúma, Dona Emma, Ermo, Forquilhinha, Gaspar, Grão-Pará, Gravatal, Guaramirim, Governador Celso Ramos, Içara, Ilhota, Imaruí, Itapoá, Itaiópolis, Jaguaruna, Jaraguá do Sul, Joinville, Jacinto Machado, Lauro Müller, Maracajá, Massaranduba, Meleiro, Major Gercino, Morro da Fumaça, Morro Grande, Nova Veneza, Palhoça, Passo de Torres, Pedras Grandes, Porto Belo, Rio do Campo, São Pedro de Alcântara, Santa Rosa do Sul, Santo Amaro da Imperatriz, São Bento do Sul, São Francisco do Sul, São João do Sul, São Martinho, Siderópolis, Sombrio, São José, São José do Cerrito, Turvo, Timbé do Sul, Treviso, Tubarão e Urussanga.

As cidades que permaneceram em situação de calamidade pública foram: Aurora, Agronômica, Brusque, Ituporanga, Laurentino, Lontras, Presidente Getúlio, Rio do Sul, Rio do Oeste, Taió e Trombudo Central.

Fossa de Porto Rico

A fossa de Porto Rico é uma fossa oceânica localizada a norte da ilha de Porto Rico, onde se encontra o ponto mais profundo do oceano Atlântico, com 8605 m de profundidade. A fossa tem uma extensão de cerca de 800 km, com uma posição aproximada de leste a oeste.

A fossa está localizada na zona de subducção no encontro das placas norte americana, a norte, e caribenha, a sul e estudos recentes demonstraram que um deslizamento de terra dentro da fossa poderia levar a um tsunami.

Gelifluxão

A gelifluxão é um processo geológico muito similar à solifluxão, e descreve a ação do ciclo de congelamento e degelo sobre o terreno encharcado que induz ao deslizamento de terra. A gelifluxão é proeminente em regiões periglaciais, onde a neve cai por um período de seis a oito meses todos os anos. Na primavera, a neve e o gelo derretem, e em poucos dias a paisagem é inundada por um montante de água equivalente ao da chuva que cai no período de um ano. O solo fica saturado e passa a fluir como um líquido. A gelifluxão é então o movimento maciço desse solo liquefeito que pode ocorrer em declives cuja inclinação é menor que meio grau.

Geomecânica

Geomecânica é o estudo do comportamento mecânico do solo e das rochas. Divide-se em duas disciplinas principais: a mecânica dos solos e mecânica das rochas. A primeira lida com o comportamento do solo desde uma escala pequena até à escala de um deslizamento de terra. A segunda lida com temas relacionados com a caracterização de massas rochosas e mecânica de massas rochosas, como a construção de túneis e perfuração de rocha.

Megatsunami da Baía Lituya

O megatsunami da Baía Lituya ocorreu em 9 de julho depois de um terremoto de magnitude de 7,8 e intensidade máxima na escala de Mercalli atingir a Baía de Lituya, no Alasca, Estados Unidos. O evento aconteceu na falha geológica Fairweather e provocou um deslizamento de terra que movimentou 30 milhões de metros cúbicos de rocha e gelo para a entrada estreita da baía.O deslocamento repentino de água resultou em um megatsunami que destruiu a vegetação até 525 m acima da altura da baía e produziu uma onda que viajou através da baía com uma crista relatada por testemunhas que chegava aos 30 m de altura. Este é o mais significativo megatsunami já registrado. O evento forçou uma reavaliação dos eventos de ondas gigantes e o reconhecimento de eventos de impacto e de deslizamento de terra como uma das possíveis causas deste tipo de evento.

RJ-142

A RJ-142 é uma rodovia do estado do Rio de Janeiro. É conhecida como Estrada Serramar . mas também recebe o nome de Estrada Pio Francisco de Azevedo. A Rodovia tem 61 quilômetros de extensão, ligando o município de Nova Friburgo ao município de Casimiro de Abreu.

Foi idealizada pelo engenheiro Heródoto Bento de Mello, que levou apenas a gratificação pela criação da estrada mas que na verdade foi idealizada pelo Dr. Giovanni Müller, engenheiro civil mais respeitado na decada de 60, por ser território alemão e os mesmos impedirem, graças a Dr. Giovanni Müller, descendente de alemão, conseguiu a autorização para construção da rodovia. Seu projeto original era a sequência da BR 120, uma ligação entre o litoral fluminense e a zona da mata mineira, possuiria dimensões similares a BR 116, por diversos embargos ambientais e falta de politica publica para desenvolvimento das regiões, já que naquela época Rio das Ostras era apenas um pequeno povoado e a especulação imobiliaria era menor, o projeto foi engavetado até ao que se seguiu, o inicio de sua obra perdurando por mais de 40 anos, sendo concluida com diversas alterações, dimensões de pequena rodovia que não comporta um desenvolvimento adequado apenas contribuiu para esvaziamento populacional de Nova Friburgo em direção a Rio das Ostras e Macaé.

O primeiro trecho da estrada liga os distritos de Muri e Lumiar, ambos pertencentes a Nova Friburgo. Segue por 26 quilômetros recém-pavimentados, passando pela APA de Macaé de Cima, com pavimentação mais antiga logo depois, até encontrar a BR-101, em Casimiro de Abreu.

A pavimentação da rodovia, realizada recentemente (final de 2006), foi reivindicação de várias décadas, por parte dos moradores da Região Serrana e Região dos Lagos, tornando-se importante via de integração regional, embora não tenha sido contemplado o projeto comunitário de construção de uma estrada-parque previsto no documento Carta de Lumiar que foi assinado por várias lideranças comunitárias da região no ano de 2002.

Indagando vícios quanto ao licenciamento ambiental, o Ministério Público moveu uma ação judicial pretendendo embargar as obras, sem, contudo, alcançar um resultado prático.

Todavia, o trajeto entre Nova Friburgo e Rio das Ostras, destino preferido, no verão, de dezenas de milhares de habitantes da Região Serrana, diminuiu pela metade, de quase quatro horas para menos de duas horas, devendo ser trafegado com bastante atenção por causa das curvas bastante sinuosas.

Além de Lumiar, outras localidades estão situadas na rodovia, entre as quais Stucky, São Tiago, o Encontro dos Rios, Cascata, São Romão, Santa Luzia e Barra do Sana, sendo um dos principais meios de acesso para chegar até o Arraial do Sana.

Em fevereiro de 2009, durante as fortes chuvas de verão, um deslizamento de terra provoca um desastre de grandes proporções na localidade de Santa Luzia, responsável pela morte de uma criança. A Justiça determina então a interdição parcial e temporária da estrada.

Rio Tsarap

O rio Tsarap, Tsarap Chu ou Tserab Chu (em urdu: صراف ندی), também chamado ou confundido com o rio Lingti na parte superior do seu curso e rio Lungnak na parte inferior, é um rio do Estado de Jamu e Caxemira, norte da Índia. O seu vale é o principal eixo da parte oriental da cordilheira e região de Zanskar, situada no sul do Ladaque. É o braço oriental do rio Zanskar, o qual se forma na confluência com o braço ocidental, o Doda (ou Stod), situada poucos quilómetros a nordeste de Padum, a principal aldeia de Zanskar. Por sua vez, o rio Zanskar desagua no rio Indo pela margem esquerda (sul) alguns quilómetros a norte de Nimo.

O rio Tsarap ou Lungnak é importante para a agricultura do vale de Zanskar, escassa, mas vital para a população local. Sobretudo nas áreas mais baixas de Chia, o rio alimenta os sistemas de irrigação dos campos de cevada, trigo, trigo-mourisco e ervilhas.

Senerchia

Senerchia é uma comuna italiana da região da Campania, província de Avellino, com cerca de 1036 habitantes. Estende-se por uma área de 36 km², tendo uma densidade populacional de 28 hab/km². Faz fronteira com Acerno (SA), Campagna (SA), Oliveto Citra (SA), Valva (SA) Calabritto.

Sismo das Ilhas Aleutas de 1946

O sismo das Ilhas Aleutas de 1946 ocorreu próximo das Ilhas Aleutas, arquipélago do Alasca formado por vulcões de um arco insular associado à zona de subdução da placa do Pacífico sobre a placa norte-americana. Foi a 1 de abril de 1946, às 12:28(UTC), com uma magnitude de 7,8MW, sendo o epicentro em 52.8°N, 163.5°W e o hipocentro a 25 km de profundidade, sendo seguido por um tsunami. Este último resultou em 165 mortes: 159 no Havai e seis no próprio Alasca (e em prejuízos de 26 milhões de dólares - dados da época). No Alasca a onda do tsunami teve uma altura de pelo menos 35 m e no Havai, na Big Island, teve uma altura máxima de 8,1 m e seis ou sete ondas, com intervalos de 15/20 minutos.

O tsunami foi estranhamente forte para o tamanho do terremoto; foi a última vez que um sismo abaixo de magnitude 9,0 causou mortes através de um tsunami longe da área do sismo. Vários cientistas acreditam que o tsunami pode ter sido causado por um deslizamento de terra submarino causado pelo sismo. O tamanho e efeitos do tsunami levou, em 1949, à criação do Pacific Tsunami Warning Center, tendo este poupado, ao longo da sua existência, imensas vidas com os seus alertas.

Templo de Caracas (SUD)

O Templo de Caracas, Venezuela é um templo de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. É o 96º templo da Igreja.

Em 1995, o presidente da igreja, Gordon B. Hinckley, anunciou planos para construir um templo mórmon na Venezuela. Imediatamente após o anúncio, uma pesquisa foi conduzida para encontrar um local apropriado em que para construir. Várias propriedades foram consideradas ao longo dos próximos dezoito meses, mas nenhuma foi escolhida. Finalmente, foi decidido que o templo seria construído na cidade de Caracas, em terras que a Igreja já possuía. O projeto inovador do Templo de Caracas teve lugar em 1999.

Obstáculos inesperados ocorreram durante a construção do templo. Ao escavar a fundação, os escavadores descobriram uma fonte subterrânea. Uma vez que a água foi desviada, a escavação continuou. Entretanto, a escavação causou dois grandes deslizamentos de terra. O primeiro deslizamento de terra não causou qualquer dano, mas o segunda não. Oito toneladas de terra e os materiais foram transferidos. Apesar destes contratempos, a obra foi concluída em pouco mais de um ano e meio.

Cerca de seis mil membros da Igreja Mórmon assistiram a dedicação do Templo de Caracas em 20 de agosto de 2000. O templo foi dedicado pelo Presidente Hinckley. O Templo de Caracas tem um total de 15.332 metros quadrados (1,424.4 m2), duas salas de ordenança e duas salas de selamento. Desde 2007, É presidido, pela primeira vez, por um venezuelano.

O templo de Caracas serve de visitação aos membros do país e de países vizinhos, como Trinidad e Tobago e as Guianas.

Tsunâmi

Um tsunâmi (em japonês: 津波 IPA: [t͡sɯᵝnäꜜmi], lit. "onda de porto") ou maremoto (do latim: mare, mar + motus, movimento) é uma série de ondas de água causada pelo deslocamento de um grande volume de um corpo de água, como um oceano ou um grande lago. Tsunâmis são uma ocorrência frequente no Oceano Pacífico: aproximadamente 195 eventos desse tipo já foram registrados. Devido aos imensos volumes de água e energia envolvidos, tsunâmis podem devastar regiões costeiras.

Sismos, erupções vulcânicas e outras explosões submarinas (detonações de artefatos nucleares no mar), deslizamentos de terra e outros movimentos de massa, impactos, e outros distúrbios acima ou abaixo da água têm o potencial para gerar um tsunami.

O historiador grego Tucídides foi o primeiro a relacionar um tsunami a sismos submarinos, mas a compreensão da natureza do tsunami permaneceu incipiente até o século XX e ainda é objeto de pesquisa. Muitos textos antigos geológicos, geográficos e oceanográficos referem-se a tsunâmis como ondas sísmicas do mar.

Algumas condições meteorológicas, tais como depressões (atmosféricas) profundas que provocam ciclones tropicais, podem gerar uma tempestade chamada meteotsunami, com a elevação do nível de grande massa de água a vários metros acima do normal. A elevação vem da grande redução da pressão atmosférica no centro da depressão em relação ao seu entorno. Atingindo a costa podem assemelhar-se (embora não o sejam) a tsunâmis, inundando vastas áreas de terra. Uma onda desse tipo inundou a Birmânia (Myanmar), em maio de 2008.

Túnel Rebouças

O Túnel Rebouças localiza-se na cidade e estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

Ligando os bairros do Rio Comprido à Lagoa, este túnel foi projetado no governo Carlos Lacerda com o objetivo de conectar diretamente as zonas Norte e Sul da então capital, evitando o Centro.

O túnel foi assim nomeado em memória dos irmãos André Rebouças e Antônio Rebouças, engenheiros baianos que tiveram destacada atuação em projetos de infraestrutura viária e de saneamento no Brasil, durante o Segundo Reinado.

Área de risco

Áreas de risco são áreas consideradas impróprias ao assentamento humano por estarem sujeitas a riscos naturais ou decorrentes da ação antrópica. Por exemplo, lagoas sujeitas a inundação, florestas sujeitas a incêndios, áreas de alta declividade (encostas ou topos de morros) com risco de desmoronamento ou deslizamento de terra, áreas contaminadas por resíduos tóxicos, etc.

Na prevenção aos desastres naturais, inúmeras medidas podem ser adotadas, de natureza estrutural ou não estrutural. As medidas estruturais podem ser mais eficientes, entretanto, muitas vezes são inviabilizadas pelo seu alto custo, já que se traduzem na execução de obras muitas vezes complexas e de grande porte. As medidas não estruturais se referem basicamente ao planejamento e controle do uso do solo, de modo que sejam atribuídos a cada área usos compatíveis com suas características físicas (declividade, tipo de solo, configuração da rede hídrica, etc), e as restrições à ocupação - sobretudo ao assentamento urbano - em cada caso.

No Brasil, a Lei nº 6.766, de 19 de dezembro de 1979 (conhecida como Lei Lehmann, em alusão ao seu autor, o então senador paulista Otto Cyrillo Lehmann) proíbe, em seu art. 3º, parágrafo único, que áreas de risco sejam loteadas para fins urbanos. Apesar disso, muitas vezes o próprio poder público tem levado serviços públicos e infraestrutura a essas áreas, contribuindo, assim, para o adensamento da ocupação.

Noutras línguas

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