David Ricardo

David Ricardo (Londres, 18 de Abril de 1772Gatcombe Park, 11 de setembro de 1823) foi um economista e político britânico - um dos mais influentes economistas clássicos, ao lado de Thomas Malthus, Adam Smith e James Mill.[1] Ricardo e sua família tem origens sefarditas que remontam a Holanda e Portugal.[2]

David Ricardo
David Ricardo
Nascimento 18 de abril de 1772
Londres, Inglaterra, Flag of Great Britain (1707–1800).svg Reino da Grã-Bretanha
Morte 11 de setembro de 1823 (51 anos)
Gatcombe Park, Inglaterra,  Reino Unido
Nacionalidade Reino Unido Britânico
Magnum opus Princípios da economia política e tributação
Escola/tradição Economia clássica
Principais interesses Geologia, física, matemática e literatura
Ideias notáveis Vantagem comparativa, Lei dos rendimentos decrescentes, Teoria do valor-trabalho, Socialismo Ricardiano e Equivalência ricardiana
Religião Anglicanismo

Vida pessoal

Nascido em Londres, Inglaterra, David Ricardo era o terceiro de dezessete filhos de uma família sefardita de origem portuguesa, que recentemente havia se mudado para Holanda.[3] Seu pai, Abraham Ricardo, foi um bem sucedido investidor, o que influenciou Ricardo a já entrar para o mundo dos negócios aos 14 anos.[3]

Aos 21 anos, Ricardo converte-se ao unitarismo, uma vertente católica, geralmente associada ao protestantismo, sua base parte da negação da trindade sagrada em prol do unitarismo de deus, além de sua conversão, Ricardo casa-se com um Quaker, Priscilla Anne Wilkinson, essa serie de atitudes do jovem causou uma ruptura de Ricardo com sua família, o que levou a sua deserdação por parte de seu pai.[4]

Ricardo morre aos 51 anos, em decorrência de uma infecção que se espalhou para o seu cérebro, causando Sepsia. Deixando três filhos: Osman Ricardo e David Ricardo, ambos políticos liberais membros dos Whig, assim como seu pai. O terceiro, Mortimer Ricardo, se tornou Deputy Lieutenant de Oxfordshire, um título dado a delegados que representam o monarca em situações cerimoniais em condados.

Seu corpo encontra-se na igreja de São Nicolas em Wiltshire.

Ao morrer, a fortuna de Ricardo era estipulada em 600,000 libras esterlinas, algo em torno de 3,2 milhões de reais, considerando as situações de câmbio atuais (dia 10/11 de 2019).

Contribuições teóricas

Ricardo - Opere, 1852 - 5181784
Works, 1852

Considerado como um dos fundadores da escola clássica inglesa da economia política, juntamente com Adam Smith e Thomas Malthus, as suas obras mais destacadas incluem:

  • O alto preço do ouro, uma prova da depreciação das notas bancárias (The high price of bullion, a proof of the depreciation of bank notes), em 1810;
  • Ensaio sobre a influência de um baixo preço do cereal sobre os lucros do capital (Essay on the influence of a low price of corn on the profits of stock), em 1815;
  • Princípios da economia política e tributação (Principles of political economy and taxation), em 1817 (reeditado em 1819 e 1821).[5]

David Ricardo exerceu uma grande influência tanto sobre os economistas neoclássicos, como sobre os economistas marxistas, o que revela sua importância para o desenvolvimento da ciência econômica. Os temas presentes em suas obras incluem a teoria do valor-trabalho, a teoria da distribuição (as relações entre o lucro e os salários), o comércio internacional, temas monetários.

A principal questão levantada por Ricardo nessa obra trata da distribuição do produto gerado pelo trabalho na sociedade. Isto é, segundo Ricardo, a aplicação conjunta de trabalho, maquinaria e capital no processo produtivo gera um produto, o qual se divide entre as três classes da sociedade: proprietários de terra (sob a forma de renda da terra), trabalhadores assalariados (sob a forma de salários) e os arrendatários capitalistas (sob a forma de lucros do capital). O papel da ciência econômica seria, então, o de determinar as leis naturais que orientam essa distribuição, como modo de análise das perspectivas atuais da situação econômica, sem perder a preocupação com o crescimento em longo prazo.

A sua teoria das vantagens comparativas constitui a base essencial da teoria do comércio internacional. Demonstrou que duas nações podem beneficiar mutuamente do comércio livre, mesmo que uma nação seja menos eficiente na produção de todos os tipos de bens do que o seu parceiro comercial. Ricardo defendia que nem a quantidade de dinheiro num país, nem o valor monetário desse dinheiro, era o maior determinante para a riqueza de uma nação. Segundo o autor, uma nação é rica em razão da abundância de mercadorias que contribuam para a comodidade e o bem-estar de seus habitantes. Ao apresentar esta teoria, usou o comércio entre Portugal e Reino Unido como exemplo demonstrativo, a partir do Tratado de Methuen.[5]

A equivalência ricardiana, uma outra teoria, é um argumento que sugere que em certas circunstâncias, a escolha entre financiar as despesas através de impostos ou através do déficit não terá efeito na economia. Tal argumento seria trabalhado a partir dos anos 1970, com a emergência dos novos-clássicos, por Robert Barro, contra os preceitos fiscalistas da política keynesiana.[6]

Outra contribuição ricardiana foi o desenvolvimento da Teoria da Renda da Terra, com uma visão diferente de Adam Smith e também de Thomas Malthus. Segundo Ricardo, e em concordância com a Lei dos Rendimentos Decrescentes, tal economista assinalou que, quanto mais terras de menor fertilidade fossem trabalhadas, via agricultura, menor seriam as rendas da economia, via lucros, já que a produção da mais fértil teria sua renda, via alugueis, igualado à da menos fértil. Os salários, por sua vez, cresceriam de forma nominal, mas se reduziriam no sentido real. Assim, sustentando tal tese, Ricardo enxergou, no Capitalismo, um conflito distributivo. Desse modo, tal visão seria aprimorada por Karl Marx.[7]

Referências

  1. Policonomics. «David Ricardo»
  2. «The Dutch and Portuguese-Jewish background of David Ricardo - The European Journal of the History of Economic Thought - Volume 11, Issue 2» (em inglês). Taylor & Francis Online. Consultado em 14 de junho de 2016
  3. a b Heertje, Arnold (2004-6). «The Dutch and Portuguese-Jewish background of David Ricardo». The European Journal of the History of Economic Thought (em inglês). 11 (2): 281–294. ISSN 0967-2567. doi:10.1080/0967256042000209288 Verifique data em: |data= (ajuda)
  4. Ricardo, David, 1772-1823.; Sraffa, Piero.; Royal Economic Society (Great Britain) (1951–1952). Works and correspondence of David Ricardo. Cambridge: At the University Press for the Royal Economic Society. ISBN 0521060710. OCLC 219975755
  5. a b «Teorias clássicas do comércio»
  6. BARRO, Robert J. The Ricardian Approach to Budget Deficits. Journal of Economic Perspectives- Volume 3, Number 2-Spring 1989 -Pages 37-54
  7. GARAUDY, Roger. Karl Marx. Rio de Janeiro, Zahar, 1967

Ligações externas

1823

1823 (MDCCCXXIII, na numeração romana) foi um ano comum do século XIX do actual Calendário Gregoriano, da Era de Cristo, e a sua letra dominical foi E (52 semanas), teve início a uma quarta-feira e terminou também a uma quarta-feira.

18 de abril

18 de abril é o 108.º dia do ano no calendário gregoriano (109.º em anos bissextos). Faltam 257 para acabar o ano.

Capital (economia)

Em economia, capital (do latim capitis) é qualquer bem econômico que pode ser utilizado na produção de outros bens ou serviços.

Capitalismo

Capitalismo é um sistema econômico baseado na propriedade privada dos meios de produção e sua operação com fins lucrativos. As características centrais deste sistema incluem, além da propriedade privada, a acumulação de capital, o trabalho assalariado, a troca voluntária, um sistema de preços e mercados competitivos. Em uma economia de mercado, a tomada de decisão e o investimento são determinados pelos proprietários dos fatores de produção nos mercados financeiros e de capitais, enquanto os preços e a distribuição de bens são principalmente determinados pela concorrência no mercado.Economistas, economistas políticos, sociólogos e historiadores adotaram diferentes perspectivas em suas análises do capitalismo e reconheceram várias formas dele na prática. Estas incluem o capitalismo de livre-mercado ou laissez-faire, capitalismo de bem-estar social e capitalismo de Estado. Diferentes formas de capitalismo apresentam diferentes graus de mercados livres, propriedade pública, obstáculos à livre concorrência e políticas sociais sancionadas pelo Estado. O grau de concorrência nos mercados, o papel da intervenção e da regulamentação e o alcance da propriedade do Estado variam nos diferentes modelos de capitalismo. A maioria das economias capitalistas existentes são economias mistas, que combinam elementos de mercados livres com intervenção estatal e, em alguns casos, planejamento econômico.As economias de mercado existiram sob muitas formas de governo, em diferentes momentos históricos, lugares e culturas. No entanto, o desenvolvimento das sociedades capitalistas marcado por uma universalização das relações sociais baseadas no dinheiro, uma classe de trabalhadores assalariados consistentemente abrangente e uma classe que domina o controle da riqueza e do poder político desenvolveu-se na Europa Ocidental em um processo que levou à Revolução Industrial. Os sistemas capitalistas com diferentes graus de intervenção direta do governo tornaram-se dominantes no mundo ocidental e continuam a se espalhar.

O capitalismo foi criticado por estabelecer o poder nas mãos de uma classe minoritária que existe através da exploração de uma classe trabalhadora majoritária; por priorizar o lucro sobre o bem social, os recursos naturais e o meio ambiente; e por ser um motor de desigualdades e instabilidades econômicas. Os defensores argumentam que o sistema proporciona melhores produtos através da concorrência, cria um forte crescimento econômico, produz produtividade e prosperidade que beneficia grandemente a sociedade, além de ser o sistema mais eficiente conhecido para alocação de recursos.

Economia clássica

Economia clássica é o nome dado à primeira escola moderna de pensamento econômico. É geralmente aceito que o marco inaugural do pensamento econômico clássico seja a obra A Riqueza das Nações, do escocês Adam Smith. Seus conceitos giram em torno da noção básica de que os mercados tendem a encontrar um equilíbrio econômico a longo prazo, ajustando-se a determinadas mudanças no cenário econômico.

Os principais economistas clássicos incluem Adam Smith, Jean-Baptiste Say, Thomas Malthus, David Ricardo, John Stuart Mill, Johann Heinrich von Thünen e ainda Anne Robert Jacques Turgot.

Enquanto Adam Smith enfatizou a produção de renda, David Ricardo na sua distribuição entre proprietários de terras, trabalhadores e capitalistas, Ricardo enxergou um conflito inerente entre proprietários de terras e capitalistas. Ele propôs que o crescimento da população e do capital, ao pressionar um suprimento fixo de terras, eleva os aluguéis e deprime os salários e os lucros.

Thomas Robert Malthus usou a ideia dos retornos decrescentes para explicar as baixas condições de vida na Inglaterra. De acordo com ele, a população tendia a crescer geometricamente sobrecarregando a produção de alimentos, que cresceria aritmeticamente. A pressão que uma população crescente exerceria sobre um estoque fixo de terras significa produtividade decrescente do trabalho, uma vez que terras cada vez menos produtivas seriam incorporadas à atividade agrícola para suprir a demanda. O resultado seria salários cronicamente baixos, que impediriam que o padrão de vida da maioria da população se elevasse acima do nível de subsistência. Malthus também questionou a automaticidade da economia de mercado para produzir o pleno emprego. Ele culpou a tendência da economia de limitar o gasto por causa do excesso de poupança pelo desemprego, um tema que ficou esquecido por muitos anos até que John Maynard Keynes a reviveu nos anos 1930.

No final da tradição clássica, John Stuart Mill divergiu dos autores anteriores quanto a inevitabilidade da distribuição de renda pelos mecanismos de mercado. Mill apontou uma diferença dois papéis do mercado: alocação de recursos e distribuição de renda. O mercado pode ser eficiente na alocação de recursos mas não na distribuição de renda, ele escreveu, de forma que seria necessário que a sociedade intervenha.

A teoria do valor foi importante na teoria clássica. Smith escreveu que "o preço real de qualquer coisa… é o esforço e o trabalho de adquiri-la" o que é influenciado pela sua escassez. Smith dizia que os aluguéis e os salários também entravam na composição do preço de uma mercadoria. Outros economistas clássicos apresentaram variações das ideias de Smith, chamada 'Teoria do valor-trabalho'. Economistas clássicos se focaram na tendência do mercado de atingir o equilíbrio no longo prazo.

Economia do trabalho

A Economia do trabalho é o ramo da economia que estuda as variações no mercado de trabalho, as teorias de determinação dos salários e a influência dos aspectos macroeconômicos no mercado de trabalho.

Equivalência ricardiana

A equivalência ricardiana ou proposição Ricardo-Barro afirma que nem os déficits do governo, nem a dívida pública afetam a atividade econômica. Esta teoria econômica da economia política, sugere que o déficit fiscal não afeta a demanda agregada de Keynes. Foi proposta pelo economista inglês David Ricardo no século XIX, e desenvolvida posteriormente por Robert Barro.

Farid Abrahão David

Farid Abrahão David (Nilópolis, 3 de abril de 1944) é um político brasileiro de ascendência libanesa, atuante no município onde nasceu, e mais recentemente, na cidade vizinha, Mesquita. Também é conhecido por ser dirigente de Carnaval, na escola de samba Beija-Flor.

É irmão do patrono da Beija-Flor de Nilópolis Aniz Abraão David e primo de Simão Sessim. Seu filho Ricardo Abrão é deputado estadual.

Gatcombe Park

Gatcombe Park é um palácio rural, sendo, actualmente, a casa de campo privada de Ana, a Princesa Real, situada no Gloucestershire, Inglaterra, entre as aldeias de Minchinhampton e Avening, cinco milhas a sul de Stroud e cerca de seis milhas a norte de Highgrove House, a residência rural do Príncipe Carlos.

A casa e a propriedade foram compradas pela Rainha Isabel II, em 1976, pelo preço de 5 milhões de libras, para oferecer à Princesa Ana e ao seu primeiro marido, o Capitão Mark Philips. O proprietário anterior era Lord Butler de Saffron Walden, mestre do Trinity College, em Cambridge, e ex-Home Secretary, que havia herdado a casa do seu sogro, Samuel Courtauld. Por sua vez, Courtauld adquirira a casa à família Ricardo, proprietária de 1814 (quando o economista David Ricardo comprou a propriedade) até 1940.

A casa foi construída entre 1771 e 1774 para Edward Sheppard, um alfaiate local, e alterada por Ricardo segundo desenhos de George Basevi (um familiar), cerca de 1820. Apresenta uma construção em pedra de Bath e compreende 5 quartos principais, 4 quartos secundários, 4 salas de recepção, uma biblioteca, uma sala de bilhar, uma estufa, assim como alojamentos para o pessoal. O edifício foi renovado e redecorado para a princesa e para o capitão, os quais se mudaram para Gatcombe em Novembro de 1977. Em 1978, a propriedade foi aumentada com a anexação da Aston Farm. A Herdade de Gatcombe cobre, actualmente, cerca de 730 acres (3 km³), dos quais 200 são florestais, e possui um lago contendo trutas castanhas. Possui consideráveis instalações para cavalos, incluindo um novo bloco de estábulos, o que se deve à paixão da princesa pela equitação.

Actualmente, a princesa Ana vive no palácio com o seu segundo marido, o Contra-almirante Timothy Laurence. Mark Philips vive em Aston Farm com a sua segunda esposa, Sandy Pflueger.

Os terrenos hospedam uma feira de artesanato bianual, com cerca de 160 expositores, em Maio e Outubro.

George Joseph Stigler

George Joseph Stigler (Seattle, 17 de janeiro de 1911 — Chicago, 1 de dezembro de 1991) foi um economista estadunidense.

Foi laureado com o Prémio de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel de 1982.

História do pensamento económico

A história do pensamento econômico pode ser dividida, grosso modo, em três períodos: Pré-moderno (grego, romano, árabe), Moderno (mercantilismo, fisiocracia) e Contemporâneo (a partir de Adam Smith no final do século XVIII). A análise econômica sistemática tem se desenvolvido principalmente a partir do surgimento da Modernidade.

Liberalismo clássico

O liberalismo clássico, também referido como liberalismo tradicional, liberalismo laissez-faire ou liberalismo de mercado, é uma filosofia política e uma doutrina econômica cuja principal característica é a defesa da liberdade individual, com limitação do poder do Estado pelo império da lei (ou pela rule of law anglo-saxã), a igualdade de todos perante a lei, o direito de propriedade, e, em política econômica, prega a livre iniciativa.

Como filosofia, emerge no século XIX, na Europa e nos Estados Unidos, no contexto da Revolução Industrial e do incremento da urbanização.Tem como fontes algumas ideias correntes no final do século XVIII - sobretudo de Adam Smith, John Locke, Jean-Baptiste Say, Thomas Malthus, David Ricardo, Voltaire e Montesquieu - , destacando-se a crença no livre mercado, no jusnaturalismo, no utilitarismo, e no progresso.Assim sendo, é a fusão do liberalismo econômico com liberalismo político do final do século XVIII e início do século XIX.O "núcleo normativo" do liberalismo clássico é a ideia de que a livre iniciativa conseguiria criar uma ordem espontânea, ou seja, apesar da inexistência de uma entidade coordenadora do interesse comum (como formas de governos ou estados), a interação dos indivíduos obedeceria a uma determinada ordem, como se houvesse uma "mão invisível" - expressão usada por Adam Smith em "A Riqueza das Nações" -, orientando a economia e beneficiando a sociedade.Historicamente, portanto, os liberais clássicos têm sido mais desconfiados do que os conservadores em relação ao governo e ao Estado - por mínimo que seja - e basicamente concordam com a teoria hobbesiana de que o papel do Estado seja basicamente o de proteger os homens uns dos outros.

Mercadoria

Uma mercadoria é um bem que pode ser objeto de compra e venda.

Michael Porter

Michael Eugene Porter (Ann Arbor, Michigan, 1947) é um professor da Harvard Business School, com interesse nas áreas de Administração e Economia. É autor de diversos livros sobre estratégias de competitividade,

Estudou na Universidade de Princeton, onde se licenciou em Engenharia Mecânica e Aeroespacial. Obteve um MBA e um doutoramento em Economia empresarial, ambos em Harvard, onde se tornou professor, com apenas 26 anos.

Foi consultor de estratégia de muitas empresas norte-americanas e internacionais e tem um papel activo na política econômica. Do seu trabalho resultaram conceitos como a análise de indústrias em torno de cinco forças competitivas, e das três fontes genéricas de vantagem competitiva: diferenciação, baixo custo e focalização em mercado específico.

Em The Competitive Advantage of Nations (As vantagens competitivas das nações), título obviamente alusivo ao conceito clássico de vantagens comparativas, de David Ricardo, Porter amplia sua análise, aplicando a mesma lógica das corporações às nações, lançando o célebre modelo do diamante. Esta pesquisa permitiu-lhe ser consultor de diversos países, entre os quais Portugal.

Monetarismo

Monetarismo é uma teoria de economia monetária que enfatiza o papel da política monetária para a estabilidade macroeconômica de uma economia de mercado através de instrumentos como alteração na oferta de moeda e de outros meios de pagamento. Economistas monetaristas entendem que os objetivos da política monetária são cumpridos de maneira melhor ao criar metas de aumento da oferta monetária, e não ao engajar em política monetária discricionária.Essa teoria se desenvolveu principalmente no Departamento de Economia da Universidade de Chicago, pelos economistas que viriam a integrar o movimento conhecido como Escola de Chicago, liderados por George Stigler e Milton Friedman, ambos laureados com o Prêmio Nobel da Economia.

Socialismo ricardiano

Socialismo Ricardiano refere-se a um ramo de pensamento da economia clássica baseado no trabalho do economista David Ricardo (1772-1823). Os economistas socialistas Ricardianos argumentaram que o trabalho é a fonte de todo valor de troca e, portanto, tem direito a tudo o que produz, e que a renda, o lucro e os juros não eram conseqüências naturais do mercado livre, mas foram em vez distorções. Eles argumentaram que a propriedade privada dos meios de produção deve ser suplantado por cooperativas pertencentes a associações de trabalhadores.

Esta designação é usada em referência aos economistas no início do século XIX, que elaboraram uma teoria de capitalista de exploração da proposição econômica clássica derivada de Adam Smith e David Ricardo afirmando que o trabalho é a fonte de riqueza. Embora o pensamento socialista de Ricardo teve alguma influência sobre as teorias de Karl Marx, Marx rejeitou muitos dos pressupostos fundamentais dos socialistas Ricardianos.

Teoria do valor-trabalho

A teoria do valor-trabalho é uma teoria econômica associada principalmente a Adam Smith, David Ricardo e Karl Marx.

A teoria do valor-trabalho parte da ideia de que a atividade econômica é essencialmente coletiva. Portanto, o valor econômico de uma mercadoria é determinado pela quantidade de trabalho que, em média, é necessário para a produzir, incluindo aí todo o trabalho anterior (para produzir suas as matérias primas, máquinas, etc). Em consequência, o preço de uma mercadoria deve reproduzir a quantidade de trabalho nela colocado, sendo o trabalho o único elemento que realmente gera valor. Num exemplo clássico entre os teóricos do valor-trabalho, a razão pela qual um diamante é mais valioso que um copo de água é porque é requerido, certamente, mais trabalho em encontrar e extrair um diamante do que um copo de água. Não pode-se confundir essa teoria com a lei da oferta e demanda. O valor-trabalho, por Karl Marx, é colocado tanto em seu aspecto quantitativo quanto qualitativo, sendo esse no capitalismo abandonado, devido à transformação de coisas em mercadoria. Desse modo, a humanidade acaba por estranhar sua própria criação. Assim sendo, há em Marx uma ampliação da categoria de valor, fazendo-se uma diferenciação substancial entre a categoria de preço e valor.

A economia neoclássica faz grandes objeções às concepções em torno da teoria do valor-trabalho e considera a escola marxista como tributária de tais concepções. As teorias econômicas que dão suporte à organização econômica do mercado capitalista enfatizam que a competição ou a concorrência, tida como a base do modelo de concorrência perfeita, é a via que leva ao equilíbrio "espontâneo" de preços, ajustando-os automaticamente ou tendendo a estabilizá-los. Karl Marx, por outro lado, foi ao mesmo tempo um grande crítico da teoria clássica do valor-trabalho e um teórico que procurou compreendê-la por outras perspectivas, em relação a Smith e Ricardo. Marx encontra no fato da riqueza social ou, ainda, no fato dos valores dos produtos serem medidos com base no tempo de trabalho necessário para produzir mercadorias a grande limitação do modo de produção capitalista; enquanto que os economistas clássicos enxergavam como um fenômeno natural da humanidade, direcionado pela necessidade de cada época e até mesmo pelo desejo de cada indivíduo possuir determinado objeto ou desfrutar de sua utilidade. Ocorre que o desenvolvimento tecnológico faz com que cada vez menos trabalho direto seja necessário para a produção de mercadorias, ao mesmo tempo em que o trabalho continua a ser a principal referência para compor o valor das mercadorias. O valor está ligado aos fatores necessários para a sua produção (matérias primas, máquinas e trabalho).Marx utiliza, em sua teorização, as distinções de valor de uso e valor de troca inicialmente concebidas por Adam Smith. Enquanto o segundo estaria sujeito a flutuações geradas por fatores políticos (intervenção cambial, medidas protecionistas etc) e da demanda; o primeiro estaria ligado à utilidade da coisa ou ao atendimento de uma necessidade social em particular.

Tal crítica, presente em O Capital (1867), provocou uma intensa movimentação entre os economistas de sua época levando vários teóricos a proporem abordagens alternativas à teoria tradicional do valor-trabalho, como as teses da Teoria do Valor Subjetivo e do valor marginal, desenvolvidas simultânea e separadamente por três pensadores: Leon Walras, Stanley Jevons e Carl Menger, na década de 1870.

Valor (economia)

O valor econômico é a importância que um indivíduo dá a determinado bem ou serviço, seja para uso pessoal, seja para troca.

Vantagem comparativa

Em economia, a teoria das vantagens comparativas (ou princípio da vantagens comparativas) explica por que o comércio entre dois países, regiões ou pessoas pode ser benéfico, mesmo quando um deles é mais produtivo na fabricação de todos os bens. O que importa aqui não é o custo absoluto de produção, mas a razão de produtividade que cada país possui. O conceito é muito importante para a teoria do comércio internacional moderno.Na vantagem absoluta, cada país se concentra em um nicho baseado nestas vantagens, beneficiando-se com a especialização em setores nos quais é mais eficiente, e comercializando os seus produtos com outros países.

Pela teoria das vantagens comparativas, mesmo que um país não possua vantagem absoluta, ele pode especializar-se nos setores em que apresenta vantagem comparativa. Um conceito relacionado é a vantagem competitiva.

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