Cultura dos Campos de Urnas

A Cultura dos Campos de Urnas (c. 1300 a.C. - 750 a.C.) era uma cultura arqueológica da Idade do Bronze Tardia da Europa Central. O nome vem do costume de incinerar os mortos e de colocar suas cinzas nas urnas que eram enterrados então nos campos. A Cultura dos Campos de Urnas foi precedida pela Cultura de Tumulus e foi sucedida pela Cultura de Hallstatt.

Europe late bronze age-pt
Europa durante a Idade do Bronze Tardia
Bascoiberismo

O Bascoiberismo é uma teoria que afirma que, de um modo ou de outro, existe uma relação genética entre as línguas basca e ibera, de maneira que, ou a língua basca seria o resultado de uma evolução da língua ibera, ou ou esta é uma evolução de um idioma da mesma família que a ibera.

Castelo de Trausnitz

O Burg Trausnitz é um castelo localizado acima do centro histórico da cidade de Landshut, capital da região da Baixa Baviera, na Gemeinde Berg ob Landshut (área montanhosa de Landshut). Em 1928, o castelo foi incorporado em Landshut, juntamente com aquela área montanhosa.

Cultura Villanova

A cultura Villanova foi a primeira cultura da Idade do Ferro do centro e norte da península Itálica que sucedeu, no século VII a.C., à Cultura Terramare da Idade do Bronze durante o Período Orientalizante, por influência de comerciantes gregos e etruscos. A cultura e o povo Villanova eram uma ramificação da Cultura dos Campos de Urnas da Europa Central. A sociedade Villanova introduziu à península o trabalho com o ferro; eles praticavam a cremação, isto é, enterravam as cinzas de seus mortos em urnas de cerâmica em forma de cone duplo.

O termo Villanova se origina do nome da localidade onde foram encontrados vestígios arqueológicos relativos a esta cultura, restos de um cemitério perto de Villanova (Castenaso, comuna italiana localizada 8 km a sudeste da Bolonha) no norte da Itália. A escavação que durou de 1853 a 1855 foi feita pelo acadêmico conde Giovanni Gozzadini e envolveu 193 túmulos. Seis sepulturas se destacavam das demais indicando um estatuto social privilegiado e eram constituídas por covas revestidas em pedras. Todas elas continham urnas funerárias preservadas e pouco saqueadas. Em 1893, acidentalmente uma necrópole Villanova foi descoberta em Verucchio, com vista para a planície costeira do Adriático.

As características de sepultamento relacionam a Cultura Villanova à Cultura dos Campos de Urnas (c. 1 300-750 a.C.) e à Cultura de Hallstatt (que substituiu a Cultura dos Campos de Urnas). Restos cremados eram depositados nas urnas que, em seguida, eram enterradas. Acredita-se que a cultura Villanova criou a "urna em cabana", urnas funerárias em formato de pequenas cabanas, e outras formas diferentes de recipientes cinerários. Decoração típica esgrafiado em suásticas, meandros e formas geométricas eram gravadas com uma ferramenta múltipla de incisão. As urnas eram acompanhadas por fíbulas simples em bronze, lâminas e anéis.

Cultura lusaciana

A Cultura da Lusácia existiu no final da Idade do Bronze e começo da Idade do Ferro (1 300-500 a.C.) na maior parte da Polônia, partes da República Tcheca e Eslováquia, partes do leste da Alemanha e partes da Ucrânia. Cobre os períodos Montelius III (começo da Cultura da Lusácia) ao V do esquema cronológico norte-europeu.

Desenvolveu-se da Cultura Trzciniec anterior e experimentou influências da cultura dos túmulos (Hügelgräberkultur) da Idade do Bronze Média, incorporando essencialmente as comunidades locais na rede político-social da Europa da Idade do Ferro. É contemporânea da cultura dos Campos de Urnas encontrada no leste da França, sul da Alemanha e da Áustria à Hungria, assim como da Idade do Bronze Nórdica no noroeste da Alemanha e Escandinávia. É sucedida pela cultura Billendorf do começo da Idade do Ferro no oeste da Europa. Na Polônia, a cultura lusaciana continua em parte da Idade do Ferro (é apenas uma diferença terminológica) e é sucedida em Montelius VIIIb nas montanhas do norte nas proximidades da foz do Vístula pela cultura pomerânia que se expandiu para o sul.

Houve contatos com a Idade do Bronze Nórdica, e a influência escandinava na Pomerânia e no norte da Polônia durante este período foi tão considerável que esta região é às vezes incluída na cultura da Idade do bronze Nórdica. Influências de Halstatt e La Tène são observadas particularmente nos ornamentos (grampos, alfinetes) e armas.

Os funerais eram feitos por cremação e os sepultamentos são raros. A urna é habitualmente acompanhada por vários (acima de 40) vasos secundários. Lembranças nas sepulturas de metal são escassas, mas há vários tesouros (tal como em Kopaniewo, Pomerânia) que contém ricos trabalhos em metal, em bronze e ouro (tesouro de Eberswalde, Brandemburgo). Os túmulos contendo moldes, como em Bataune, Saxônia, ou bocais atestam a produção de ferramentas e armas de bronze para uso na povoação ou vila. A tumba 'real' de Seddin, Brandemburgo, coberta por uma grande mamoa de terra continha objetos importados mediterrâneos como vasos de bronze e contas de vidro. Os cemitérios podem ser muito grandes e conter milhares de sepulturas.

Povoações bem conhecidas incluem Biskupin na Polônia e Buch, nas proximidades de Berlim. Há vilas abertas e assentamentos fortificados nos topos de montes ou em áreas pantanosas. As proteções eram construídas de caixas de madeira recheadas com terra ou pedras.

A economia era principalmente baseada na agricultura arável, e é atestada por vários poços de armazenamento. Trigo emmer (Triticum dicoccum) e cevada formavam a colheita básica, junto com painço, centeio e aveia, ervilhas, feijão-fava, lentilhas e Camelina sativa. O linho também era cultivado, e restos de maçãs, peras e ameixas domesticadas também foram encontrados. Gado bovino e porcos eram os mais importantes animais domésticos, seguidos por carneiros, cabras, cavalos e cachorros. Pinturas da Idade do Ferro da Silésia atestam a equitação, mas os cavalos eram usados também para puxar carroças. A caça era praticada, conforme ossos de cabrito montês e vermelho, javali, bisão, alce, lebre, raposa e lobo atestam, mas não abastecia a maior parte da carne consumida. Os numerosos ossos de rãs encontrados em Bispukin podem indicar que pernas de rãs também eram comidas.

Os achados nas áreas pantanosas são considerados por alguns arqueólogos como 'dádivas dos deuses'. Ossos humanos em sepulturas de sacrifício de 5 m de profundidade em Lossow (Brandemburgo) possivelmente apontam para o sacrifício humano e possível canibalismo.

Europa

A Europa é, por convenção, um dos seis continentes do mundo. Compreendendo a península ocidental da Eurásia, a Europa geralmente divide-se da Ásia a leste pela divisória de águas dos montes Urais, o rio Ural, o mar Cáspio, o Cáucaso, e o mar Negro a sudeste. A Europa é limitada pelo oceano Glacial Ártico e outros corpos de água no norte, pelo oceano Atlântico a oeste, pelo mar Mediterrâneo ao sul, e pelo mar Negro e por vias navegáveis interligadas ao sudeste. No entanto, as fronteiras para a Europa, um conceito que remonta à Antiguidade clássica, são um tanto arbitrárias, visto que o termo "Europa" pode referir-se a uma distinção cultural e política ou geográfica.

A Europa é o segundo menor continente em superfície do mundo, cobrindo cerca de 10 180 000 km² ou 2% da superfície da Terra e cerca de 6,8% da área acima do nível do mar. Dos cerca de 50 países da Europa, a Rússia é o maior tanto em área quanto em população (sendo que a Rússia se estende por dois continentes, a Europa e a Ásia) e o Vaticano é o menor. A Europa é o quarto continente mais populoso do mundo, após a Ásia, a África e a(s) América(s), com 740 milhões de habitantes em 2015, cerca de 11% da população mundial naquele ano, isto é, a cada 100 pessoas no mundo neste período, 11 viviam no continente. No entanto, de acordo com a Organização das Nações Unidas (estimativa média), o peso europeu pode cair para cerca de 7% em 2050. Em 1900, por exemplo, a população europeia representava 25% da população mundial (ou seja, a cada 4 habitantes do mundo naquele ano, 1 vivia dentro dos limites do continente).A Europa, nomeadamente a Grécia Antiga, é considerada o berço da cultura ocidental. Tendo desempenhado um papel preponderante na cena mundial a partir do século XVI, especialmente após o início do colonialismo. Entre os séculos XVI e XX, as nações europeias controlaram em vários momentos as Américas, a maior parte da África, a Oceânia e grande parte da Ásia. Ambas as guerras mundiais foram em grande parte centradas na Europa, sendo considerado como o principal fator para um declínio do domínio da Europa Ocidental na política e economia mundial a partir de meados do século XX, com os Estados Unidos e a União Soviética ganhando maior protagonismo. Durante a Guerra Fria, a Europa estava dividida politicamente ao longo da Cortina de Ferro entre a Organização do Tratado do Atlântico Norte, a oeste, e o Pacto de Varsóvia, a leste. A vontade de evitar outra guerra acelerou o processo de integração europeia e levou à formação do Conselho Europeu e da União Europeia na Europa Ocidental, os quais, desde a queda do Muro de Berlim e do fim da União Soviética em 1991, têm vindo a expandir-se para o leste. A moeda da maior parte dos países da União Europeia, o euro, é mais comumente usada por europeus; O Acordo de Schengen aboliu controles de imigração fortes nas fronteiras de países membros da União Europeia. O hino à Alegria é o hino do Conselho Europeu e da União Europeia.

Ferro

O ferro (do latim ferrum) é um elemento químico, símbolo Fe, de número atômico 26 (26 prótons e 26 elétrons) e massa atômica 56 u. À temperatura ambiente, o ferro encontra-se no estado sólido.

É extraído da natureza sob a forma de minério de ferro que, depois de passado para o estágio de ferro-gusa, através de processos de transformação, é usado na forma de lingotes. Controlando-se o teor de carbono (o carbono ocorre de forma natural no minério de ferro), dá-se origem a várias formas de aço.

Este metal de transição é encontrado no grupo 8 (anteriormente denominado como VIIIB) da Classificação Periódica dos Elementos. É o quarto elemento mais abundante da crosta terrestre (aproximadamente 5%) e, entre os metais, somente o alumínio é mais abundante.

É um dos elementos mais abundantes do Universo; o núcleo da Terra é formado principalmente por ferro e níquel (NiFe). Este ferro está em uma temperatura muito acima da temperatura de Curie do ferro, dessa forma, o núcleo da Terra não é ferromagnético.

O ferro tem sido historicamente importante, e um período da história recebeu o nome de Idade do Ferro. O ferro, atualmente, é utilizado extensivamente para a produção de aço, liga metálica para a produção de ferramentas, máquinas, veículos de transporte (automóveis, navios, etc), como elemento estrutural de pontes, edifícios, e uma infinidade de outras aplicações.

História da Europa

A História da Europa descreve a passagem no tempo desde os primeiros humanos que habitaram o continente europeu até a atualidade. A primeira evidência do Homo sapiens na Europa data de 35 000 a.C. O relato mais antigo feito sobre o continente é a Ilíada, de Homero, da Grécia Antiga, que data de 700 a.C. A República Romana foi estabelecida em 509 a.C., e transformada no Novo Império de Augusto na primeira metade do século I. A religião cristã foi adotada no século IV. Confrontado com migrações bárbaras e a praga, o império foi dividido entre Leste e Oeste e a Idade Média se instalou no coração da Europa Ocidental. O Império Bizantino manteve a luz da civilização acesa no Leste. A Igreja Oriental e Ocidental confrontaram-se por séculos sobre o meio de governo eclesiástico, provocando o cisma em 1054, que aconteceu em seguida à divisão anterior de 451, e foi prosseguida das Cruzadas do oeste para recuperar o leste da Invasão dos Muçulmanos. A sociedade feudal começava a ruir enquanto os invasores mongóis carregavam a peste negra com eles. Os muros de Constantinopla caem em 1453, e ainda o Novo Mundo é descoberto em 1492, por iniciativa de Portugueses e Espanhóis. A Europa acorda do período medieval através do redescobrimento do ensinamento clássico. O Renascimento foi seguido da Reforma Protestante, do frade alemão Martinho Lutero, que atacou a autoridade papal. A Guerra dos Trinta Anos, a Paz de Vestfália e a revolução Gloriosa deram a base para uma nova era de expansão e o iluminismo.

A revolução industrial, começando na Grã-Bretanha, permitiu às pessoas, pela primeira vez, não dependerem mais de material de subsistência. O recente Império Britânico dividiu-se assim como suas colônias na América revoltadas para estabelecer um governo representativo. Uma mudança política na Europa aconteceu a partir da Revolução Francesa, quando as pessoas gritavam "Liberté, Egalité, Fraternité". O líder francês seguinte, Napoleão Bonaparte, conquistou e reformou a estrutura social do continente através de guerras até 1815 Quanto mais e mais donos de pequenas propriedades ganhavam poder de voto, na França e no Reino Unido, a atividade socialista e dos sindicatos desenvolveu-se e a revolução se instalou na Europa em 1848. Os últimos vestígios de servidão foram abolidos do Império Austríaco no mesmo ano. A servidão russa foi abolida em 1861. As nações balcânicas começaram a ganhar suas independências do Império Otomano. Depois da Guerra Franco-Prussiana, o Reino de Itália e o Império Alemão foram formadas de grupos de principados em 1870 e 1871. Conflitos desencadearam-se ao redor do globo, em uma série de impérios, até que a procura do lugar ao sol acabou com o início da Primeira Guerra Mundial. No desespero da guerra, a Revolução Russa prometia ao povo "paz, pão e terra". Além de humilhada com o Tratado de Versalhes, a Alemanha tem sua economia destruída com a grande depressão e uma nova grande guerra. Com a vitória do capitalismo e do comunismo sobre o fascismo, começou uma nova ordem mundial conhecida como guerra fria. A Europa Ocidental formou uma área de livre comércio, dividida pela Cortina de Ferro da União Soviética. Quando o muro de Berlim caiu em 1989, a Europa assinou um novo tratado de união, que em 2007, compreendia 27 países.

Idade do Ferro

A Idade do Ferro se refere ao período em que ocorreu a metalurgia do ferro. Este metal é superior ao bronze em relação à dureza e abundância de jazidas.

A Idade do Ferro vem caracterizada pela utilização do ferro como metal, utilização importada do Oriente através da emigração de tribos indo-europeias (celtas), que a partir de 1 200 a.C. começaram a chegar a Europa Ocidental, e o seu período alcança até a época romana e na Escandinávia até a época dos viquingues (por volta do ano 1 000).

A Idade do Ferro é o último dos três principais períodos no Sistema de Três Idades, utilizado para classificar as sociedades pré-históricas, sendo precedido pela Idade do Bronze. A data de início, duração e contexto varia de acordo com a região estudada. O primeiro surgimento conhecido de sociedades com nível cultural e tecnológico correspondente à Idade do Ferro se dá no século XII a.C. em diversos locais: no Oriente Próximo, na Índia antiga, com a civilização védica, na Grécia antiga, durante a Idade das Trevas grega e na França pré-indo-européia/pré-romana.

Em outras regiões europeias, o início da Idade do Ferro foi bastante posterior, não tendo se desenvolvido na Europa central até século VIII a.C., até o século VI a.C. no norte de Europa. Na África o primeiro exponente conhecido do uso do ferro pela fundição e forja se dá na cultura Nok, na atual Nigéria, por volta do século XI a.C. Porém se acredita que o ferro meteorítico, uma liga de ferro-níquel, fosse já usado por diversos povos antigos milhares de anos antes da Idade do Ferro, já que sendo nativo no seu estado metálico, não necessitava a extração e fusão do mineral.

Idade dos Metais

Denomina-se Idade dos metais o período que caracteriza o fim da Idade da Pedra, marcado pelo início da fabricação de ferramentas e armas de metal.

O ser humano começava a dominar, ainda que de maneira rudimentar, a técnica da fundição. A princípio, utilizou como matéria prima o cobre, o estanho e o bronze (uma liga de cobre e estanho), metais cuja fusão é mais fácil.

Este período do Neolítico começa antes do Quinto milênio a.C. e acabaria em cada lugar com a entrada na História, para boa parte da escrita e portanto com a História. Quando existem testemunhos escritos indiretos, é considerada também Proto-história. De qualquer forma, não existe uma ruptura (exceto arbitrária) no desenvolvimento desta tecnologia metalúrgica entre a Pré-História, a Proto-história e a História.

Nesse período, o crescimento da população se acentuou em algumas regiões do planeta. Surgiram, assim, as primeiras cidades, principalmente no cruzamento de caminhos naturais. Algumas dariam origem às mais significativas civilizações da história da humanidade.

Jacetanos

Os jacetanos (ou iacetanos; em grego clássico: iakketanoi; em latim: iacetani) foram um povo pré-romano que existiu na zona norte de Aragão, Espanha, junto aos Pirenéus. A sua capital era Iaca (atual Jaca). Segundo Estrabão, ocupava uma região que ia dos Pirenéus até onde hoje se situam Lérida e Huesca. Crê-se que podem estar relacionados com aquitanos e sabe-se que cunhavam moeda. São também referidos nos textos de Plínio, o Velho e Ptolemeu.A sua pertença aos povos vascões é discutida, pois encontravam-se numa ampla zona entre a fronteira celtibera do rio Ebro e o norte de Navarra. Estrabão refere-se nas suas crónicas sobre Sertório aos iakketanoi como um povo independente dos vascões, embora o também historiador grego Ptolemeu os identifique como vascões. Algumas teorias sugerem que se tratou de um povo originário da Aquitânia, que cruzou os Pirenéus e se estabeleceram em zonas dos vascões.

Este povo montanhês era inimigo dos suessetanos das planícies, que sofriam saques levados a cabo pelos habitantes de Iaca. Os jacetanos foram derrotados pelos romanos em 195 a.C., quando Catão, o Velho conquistou a sua capital com apoio dos suessetanos, que distraíram o exército jacetano. Não existem menções aos jacetanos depois desse evento do início do século II, apesar de continuarem a cunhar moeda própria que usavam escrita ibérica e tinham a inscrição «I.A.Ca» que deu origem ao seu nome, o que está em linha com a menção de Estrabão, que data do final do século I a.C. e início do século I d.C.. No ano 19 d.C., após as Guerras Cantábricas, o seu território foi incorporado no Império Romano, mas na qualidade de tributários de Roma, e não de associados, o que os excluia não só do direito à cidadania romana, como também do estatuto de povo protegido pelo direito romano, colocando-os numa situação jurídica precária dentro do império em relação a outros povos da região, como por exemplo os sedetanos.Segundo Estrabão, a sociedade jacetana tinha traços de matriarcado e a atividade económica fundamentalmente pecuária, complementada com uma agricultura ao serviço da atividade de criação de gado. A guerra e o saque, frequentes contra os vizinhos do sul, os suessetanos, que povoavam uma fértil planície cerealífera, correspondente à atual comarca de Cinco Villas, eram uma forma de aliviar as necessidades em períodos de maior penúria.Sabe-se muito pouco acerca deste povo, pois foram encontrados muito poucos restos arqueológicos nos seus territórios. A pouca cerâmica descoberta pode ser derivada da cerâmica da cultura dos Campos de Urnas de origem ibera.Existe alguma confusão entre jacetanos e lacetanos, pois algumas fontes antigas confundem os dois povos.

Línguas celtas

Línguas celtas ou célticas descendem do proto-celta, ou "celta comum", um ramo da superfamília das línguas indo-europeias. O termo "celta" foi usado para descrever esse grupo de línguas por Edward Lhuyd em 1707, tendo sido usado muito antes por escritores gregos e romanos para descrever algumas tribos da Gália central e da Península Ibérica. Durante o primeiro milênio a.C., essas línguas eram faladas na Europa, do golfo da Biscaia e do mar do Norte, na região do Reno e do Danúbio até o mar Negro e a península Balcânica Superior, chegando até a Ásia Menor (Galácia). Atualmente, as línguas celtas estão limitadas a algumas áreas na Grã-Bretanha, Ilha de Man, Irlanda, Ilha Cape Breton, Patagônia e na península da Bretanha na França. A difusão para a ilha Cape Breton e a Patagônia ocorreu nos tempos modernos. Em todas essas áreas, as línguas celtas são faladas agora apenas por minorias.

Línguas paleo-hispânicas

Chamam-se línguas paleo-hispânicas, línguas paleo-ibéricas ou pré-romanas as línguas nativas faladas na Península Ibérica antes da chegada dos romanos. O uso do termo "nativas" ou "autóctones" é controverso, pois não se conhece a origem de algumas destas línguas e parte são línguas indo-europeias (logo importadas), mas define o grupo de idiomas pré-existentes não relacionados com o fenício, o grego e, claro, o latim. Nenhuma relação foi estabelecida com certeza entre estas línguas paleo-hispânicas.

Muito provavelmente, a maioria das línguas paleo-hispânicas desapareceu sem deixar rasto, mas felizmente de algumas conservaram-se inscrições, em escritas paleo-hispânicas e em alfabeto latino datadas pelo menos desde o século V a.C., ou mesmo do século VII a.C., até finais do século I a.C. ou princípio do século I d.C. Estas línguas denominam-se línguas "em ruínas" ou residuais (do alemão Restsprachen o Trümmersprachen) como o etrusco, o paleosardo, o lígure e o rético, entre outras.

Portugueses

Portugueses são um povo e grupo étnico da Península Ibérica, no sudoeste da Europa. O português é a sua língua, e o catolicismo a religião nominalmente predominante.

Geneticamente, os dados apontam para uma fraca diferenciação interna dos portugueses, cuja base é essencialmente continental europeia de origem paleolítica. A base genética da população do território português mantém-se aproximadamente a mesma nos últimos quarenta milénios, apesar da presença de inúmeros povos no território português que também contribuíram para o património genético dos seus habitantes.

Culturalmente, as presenças celta, romana, germânica e moura foram significativas, tal como foram decisivas a vizinhança e as relações com os restantes países europeus e as relações coloniais com África, o Brasil e o Índico a partir dos séculos XV e XVI (ver Cultura de Portugal).

No período moderno, os processos migratórios mais relevantes em Portugal deram-se nas últimas três décadas do século XX e até ao presente, com a notável exceção da entrada de grupos ciganos ainda no século XV. Após 1974, o país torna-se um recetor significativo de populações migrantes, quer como resultado direto ou indireto da descolonização de África, quer como resultado da participação de Portugal na União Europeia. Portugal tem vindo a receber em número crescente populações migrantes oriundas do Brasil (ex-colónia portuguesa), África (com maior relevância das ex-colónias), Ucrânia (e países do Leste Europeu em geral), além duma multiplicidade demograficamente menos significativa doutras origens, entre as quais avoluma a chinesa.

Portugal foi tradicionalmente uma terra de emigração, desde o período da expansão imperial e colonial, passando, por exemplo, pela emigração económica para o Brasil no século XIX e pela emigração económica, a partir de 1960, para alguns países da Europa Ocidental. Além dos cerca de dez milhões de portugueses residentes em Portugal, estima-se existirem cerca de cinco milhões mais espalhados pelo mundo (incluindo os lusodescendentes recentes) num total de cerca de quinze milhões de portugueses.

Pré-história da Península Ibérica

A pré-história da Península Ibérica iniciou-se com a chegada dos primeiros hominídeos à Península há cerca de 1,2 milhões de anos e durou até o início das guerras Púnicas, quando o território entrou no domínio da história escrita. Neste período alguns dos marcos notáveis são:

Ter sido o último reduto do homem de Neandertal antes da sua extinção;[carece de fontes?]

Registar alguns dos mais impressionantes exemplos de arte paleolítica a par da França;

Acolher as mais antigas civilizações da Europa ocidental [carece de fontes?], sendo um apetecível território a que afluíram vários povos, pela posição estratégica e as muitas riquezas minerais.

No estudo da pré-história existe o problema fundamental que dificulta sua investigação: estabelecer a cronologia exata, principalmente das datas referentes aos primeiros habitantes, sua procedência, relação étnica com os diferentes tipos pré-históricos e sua localização.

Religião minoica

A religião minoica corresponde a cultos religiosos praticados em Creta pela Civilização Minoica. A religião minoica é uma religião animista orientada para o culto da vegetação. Isto é especialmente perceptível através dos deuses e deusas que morrem e renascem a cada ano, e o uso de símbolos como o touro (ou seus chifres), cobras e pombos. A religião minoica, embora tenha desaparecido com a chegada dos aqueus e dóricos da Grécia, deixou marcas importantes nos mitos do panteão da Grécia clássica.

Noutras línguas

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