Cretáceo

Na escala de tempo geológico, o Cretáceo ou Cretácico é o período da era Mesozoica do éon Fanerozoico que está compreendido entre 145 milhões e 66 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período Cretáceo sucede o período Jurássico de sua era e precede o período Paleogeno da era Cenozoica de seu éon. Divide-se nas épocas Cretáceo Inferior e Cretáceo Superior, da mais antiga para a mais recente.

O Cretácico Inferior está compreendido entre 145 milhões e 100,5 milhões de anos, aproximadamente. A época Cretácea Inferior sucede a época Jurássica Superior do período Jurássico de sua era e precede a época Cretácea Superior de seu período. Divide-se nas idades Berriasiana, Valanginiana, Hauteriviana, Barremiana, Aptiana e Albiana, da mais antiga para a mais recente.

O Cretácico Superior está compreendido entre 100,5 milhões e 66 milhões de anos, aproximadamente. A época Cretácea Superior sucede a época Cretácea Inferior de seu período e precede a época Paleocena do período Paleogeno da era Cenozoica de seu éon. Divide-se nas idades Cenomaniana, Turoniana, Coniaciana, Santoniana, Campaniana e Maastrichtiana, da mais antiga para a mais recente.[5]

Período Cretáceo
145–66 milhões de anos atrás
Teor médio de o2 atmosférico durante o período ca. 30 Vol %[1]
(150 % do nível atual)
Teor médio do CO2 atmosférico durante o período ca. 1700 ppm[2]
(6 vezes o nível pré-industrial)
Temperatura média da superfície durante o período ca. 18 °C[3]
(4 °C acima do nível atual)
Período Cretáceo[4]
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Eventos-chave do período Cretáceo.
Escala do eixo: milhões de anos atrás.

Fauna e flora

Durante o Cretáceo, os dinossauros alcançam seu ápice na escala evolutiva (mais da metade das espécies conhecidas viveram neste período), mas ao fim do período ocorreu a extinção em massa desses grandes répteis e de diversas espécies de animais da Terra (cerca de 60% deles foram extintos). Alguns peixes, que foram arrastados pela lama e pela areia no rescaldo de uma grande onda provocada pelo impacto de Chicxulub, são a única evidência da interação entre a vida no último dia do Cretáceo e o impacto.[6]

A teoria mais aceita é a de que a queda de um meteoro de grandes proporções (maior e com maior massa que o Monte Everest - dimensões e massa atuais) na Península de Yucatán, no México, gerou destruição em massa, em função do impacto (extinção K-T):

  • A atmosfera entrou em combustão até algumas centenas de quilômetros do local do impacto (a explosão foi equivalente a de milhares de bombas atômicas).

Terremotos

  • Maremotos e tsunamis na região diametralmente oposta (levando-se em consideração a ovalização da terra nos polos), no que viria a ser a Sibéria, como resultado do impacto e das ondas de choque resultantes, irrompeu um longo período de grande atividade vulcânica, incluindo a formação de supervulcões, o que culminou no escurecimento da atmosfera e na inviabilização da fotossíntese. Isso levou ao desaparecimento dos grandes herbívoros, e por consequência, dos grandes predadores; somente os pequenos animais terrestres e os animais aquáticos (na água as mudanças climáticas impactam em tempos diferentes) puderam sobreviver (inclusive os mamíferos).
  • A era glacial que se seguiu, deveu-se ao "espessamento" das camadas intermediárias da atmosfera, devido às cinzas vulcânicas que evitaram a passagem do Sol e causando um resfriamento da temperatura média da Terra em alguns graus. Além disso, há a teoria de que a Terra teria se deslocado da sua órbita original em alguns milhões de quilômetros, se afastando do sol, por causa de alterações mínimas no formato de sua órbita e variações no seu eixo de rotação. A era glacial ocorre por causa das partículas de cinza vulcânica, que refletem os raios solares, antes que estes aqueçam a Terra e com isso há menos calor a ser retido pelo CO2 (dióxido de carbono).

Durante o Cretáceo há a proliferação das plantas com flores e após a extinção dos dinossauros houve a proliferação dos mamíferos placentários e surgimento da grama e das plantas rasteiras. A deriva continental seguiu determinante na especiação. Após a extinção dos dinossauros, houve e a diversificação dos mamíferos e das aves (alguns tornaram-se enormes).

História

Em 1822 o geólogo belga D'Omalius d'Halloy deu o nome de Terrain Cretace, para determinadas rochas brancas da Bacia de Paris, e para depósitos semelhantes na Bélgica e Holanda, Inglaterra e para o leste da Suécia e Polônia. Por causa disto, posteriormente o termo "Cretáceo" veio a ser usado. Os famosos "Precipícios Brancos" de Dover são constituídos de uma típica rocha deste período geológico, assim como outros depósitos extensos que foram sedimentados na Europa e partes da América do Norte. No caso a rocha esbranquiçada é um calcário formado por conchas de micro-organismos.

Galerias

Dinossauros do período

Outros animais

Mosasaurus 21copy

Mosasaurus
um lagarto marinho

Parapuzosia seppenradensis 3

Parapuzosia seppenradensis
um amonite

Purgatorius BW

Purgatorius ceratops
um mamífero

XiphactinusDB

Xiphactinus audax
Um peixe

Anhanguera

Anhanguera blittersdorffi
Um pterossauro

Repenomamus BW

Repenomamus
Um mamífero

Steropodon BW

Steropodon
Um mamífero

Hesperornis BW

Hesperornis
Uma ave

Flora

Conguillio llaima

Embora os primeiros representantes das angiospermas tenham surgido no Cretáceo, a flora ainda era dominada por coníferas como a "Araucária" (aqui: Araucaria araucana moderna no Chile).

Ver também

Referências

  1. Imagem:Sauerstoffgehalt-1000mj.svg
  2. Imagem:Phanerozoic Carbon Dioxide.png
  3. Imagem:All palaeotemps.png
  4. International Comission on Stratigraphy (Agosto de 2012). «International Chronostratigraphic Chart» (PDF). www.stratigraphy.org. Consultado em 27 de maio de 2013
  5. Cohen, K. M.; Finney, S. C.; Gibbard, P. L.; Fan, J.-X. (2013; updated) The ICS International Chronostratigraphic Chart. Episodes 36: 199-204.
  6. BarrasApr. 1, Colin; 2019; Am, 10:50 (1 de abril de 2019). «Astonishment, skepticism greet fossils claimed to record dinosaur-killing asteroid impact». Science | AAAS (em inglês). Consultado em 2 de abril de 2019

Ligações externas

Precedido por
Jurássico
Cretáceo
144 - 65
milhões de anos
Sucedido por
Paleogeno
Campaniano

Na escala de tempo geológico, o Campaniano é a idade da época Cretácea Superior do período Cretáceo da era Mesozoica do éon Fanerozoico que está compreendida entre 83 milhões e 600 mil e 72 milhões e 100 mil anos atrás, aproximadamente. A idade Campaniana sucede a idade Santoniana e precede a idade Maastrichtiana, ambas de sua época.

Cretáceo Inferior

Na escala de tempo geológico, o Cretáceo ou Cretácico Inferior é a época do período Cretáceo, da era Mesozoica, do éon Fanerozoico, que está compreendida entre 145 milhões e 100 milhões e 500 mil anos atrás, aproximadamente. A época Cretácea Inferior sucede a época Jurássica Superior do período Jurássico de sua era e precede a época Cretácea Superior de seu período. Divide-se nas idades Berriasiana, Valanginiana, Hauteriviana, Barremiana, Aptiana e Albiana, da mais antiga para a mais recente.Foi no Cretáceo Inferior que surgiram os primeiros mamíferos placentários.

Em Portugal, o Cretácico Inferior é conhecido pela existência de plantas com flor e dinossauros. No Brasil, é famosa a Formação de Santana, no Ceará, no inúmeros fósseis de peixes e pterossauros.

Cretáceo Superior

Na escala de tempo geológico, o Cretáceo Superior é a época do período Cretáceo da era Mesozoica do éon Fanerozoico que está compreendida entre 100 milhões e 500 mil e 66 milhões de anos atrás, aproximadamente. A época Cretácea Superior sucede a época Cretácea Inferior de seu período e precede a época Paleocena do período Paleogeno da era Cenozoica de seu éon. Divide-se nas idades Cenomaniana, Turoniana, Coniaciana, Santoniana, Campaniana e Maastrichtiana, da mais antiga para a mais recente.

Crocodylomorpha

Crocodylomorpha é um importante grupo de arcossauros que incluem os crocodilos e seus parentes extintos.

Durante o Mesozóico os Crocodylomorpha eram muito mais diversificados do que são agora. Formas do Triássico eram pequenos e de estrutura leve, e ativos animais terrestres. Estes foram suplantados durante o Jurássico por várias formas aquáticas e marinhas. No Jurássico, Cretáceo e Terciário, houve uma grande diversidade de linhagens terrestres e semi-aquáticos. Crocodilianos modernos não aparecer até o final do Cretáceo.

Extinção

Extinção em biologia e ecologia é o total desaparecimento de espécies, subespécies ou grupos de espécies. O momento da extinção é geralmente considerado sendo a morte do último indivíduo da espécie. Em espécies com reprodução sexuada, extinção de uma espécie é geralmente inevitável quando há apenas um indivíduo da espécie restando, ou apenas indivíduos de um mesmo sexo. A extinção não é um evento incomum no tempo geológico - espécies são criadas pela especiação e desaparecem pela extinção.

Apesar da grande diversidade biológica que existe, estima-se que cerca de 99% das espécies existentes na Terra já se tenham tornado extintas. Um dos maiores enigmas dos paleontólogos consiste em descobrir e explicar como se processaram os eventos de extinção no passado e quais foram as suas causas. As causas das extinções sempre podem ser estudadas por meio da evidência fóssil. A partir dos fósseis, obtêm-se informações sobre organismos que viveram em tempos muito distantes dos atuais, nos levando a entender um pouco mais da diversidade da vida no passado.

Apesar de ser um fato aceito atualmente, a defesa da ocorrência de eventos de extinção durante a história da vida na Terra recebeu adesão somente após a aceitação dos estudos de Georges Cuvier. Tal naturalista francês formulou as leis da Anatomia Comparada, possibilitando assim as reconstruções paleontológicas de organismos que somente eram encontrados na forma fóssil e sem correspondentes vivos na atualidade, ou seja, os organismos extintos. A extinção é uma questão de escala geográfica. A extinção local é a extinção de uma população em uma determinada região e não necessariamente de toda a espécie. Isso, em biogeografia, é um fator importante no delineamento da distribuição geográfica das espécies. Eventos de vicariância e de mudanças climáticas, por exemplo, podem levar a extinção local de populações e, assim, configurar os padrões de distribuição das espécies.

Atualmente muitos ambientalistas e governos estão preocupados com a extinção de espécies devido à intervenção humana. As causas da extinção incluem poluição, destruição do habitat, e introdução de novos predadores. Espécies ameaçadas são espécies que estão em perigo de extinção. As espécies extintas na natureza são aquelas que só existem em cativeiro.

Extinção do Cretáceo-Paleogeno

A extinção do Cretáceo-Paleógeno (K-Pg), anteriormente chamada de extinção do Cretáceo-Terciário (K-T), foi uma extinção em massa, ocorrida há mais ou menos 65,5 milhões de anos, que marca o fim do período Cretáceo (K, abreviação tradicional) e o início do Paleógeno (Pg). Este evento teve um enorme impacto na biodiversidade da Terra e vitimou boa parte dos seres vivos da época, incluindo os dinossauros e outros répteis gigantes. O registro estratigráfico mostra que o desaparecimento abrupto das espécies que foram extintas coincide com um nível estratigráfico, denominado nível K-Pg, rico em irídio, um elemento químico pouco abundante na Terra e geralmente associado a corpos extraterrestres ou a fenômenos vulcânicos. Diversas teorias tentam explicar a extinção K-Pg, sendo que a mais aceita atualmente é a que justifica a catástrofe como sendo resultado da colisão de um asteroide com a Terra.

A partir de 1989, a Comissão Internacional de Estratigrafia deixou de reconhecer o período Terciário. Em seu lugar foram estabelecidos dois períodos, o Paleógeno (constituído pelas épocas Paleoceno, Eoceno e Oligoceno) e o Neógeno (constituído pelas épocas Mioceno e Plioceno). Com isso, muitos geólogos passaram a adotar o termo extinção K-Pg (onde Pg representa o período Paleógeno) em substituição ao termo extinção K-T.

Ictiossauro

Os ictiossauros (do latim científico Ichthyosauria) constituem uma ordem de répteis marinhos extintos que teriam surgido no início do Triássico Inferior (paleotriássico), extinguindo-se um pouco antes da extinção dos dinossauros, no início do Cretácico superior (neocretássico). Os ictiossauros teriam hipoteticamente atingindo o pico de desenvolvimento durante o Jurássico e após o seu desaparecimento foram, teoricamente, substituídos pelos plesiossauros e pelos pliossauros já aí existentes. O primeiro esqueleto completo de um ictiossauro foi descoberto em 1811 no sul de Inglaterra por Mary Anning.Os ictiossauros mediam entre 2 a 3 metros de comprimento (ainda assim podendo atingir 15 m), tinham um focinho longo e afilado e barbatanas caudais e dorsais tal como os peixes e golfinhos. Apesar disto, estes animais eram répteis, e as semelhanças resultam, de acordo com a teoria da evolução, de evolução convergente de estruturas análogas. Os ictiossauros eram animais carnívoros e alimentavam-se preferencialmente de cefalópodes mesozóicos como as belemnites e amonites. O estudo da anatomia do olho destes animais sugere que alguns géneros de ictiossauro, nomeadamente o Ophthalmosaurus, possam ter sido mergulhadores de profundidade, como o cachalote hoje em dia.

São bastante parecidos com os golfinhos, mas não possuem ligações com estes, que são mamíferos. Provavelmente foram répteis que voltaram à água. Eram ovovivíparos e tal como os golfinhos os seus filhos nasciam de cauda. Tinham um corpo extremamente aquadinâmico

Os primeiros ictiossauros surgiram no início do período Triássico e lembravam mais lagartos com nadadeiras do que golfinhos ou peixes. Estes proto-ictiossauros muito primitivos, agora classificados como ictiopterigios ao invés de ictiossauros deram origem aos verdadeiros ictiossauros algum momento no final do Triássico inferior ou início Triássico Médio. Como os dinossauros, ictiossauros e seus contemporâneos plesiossauros sobreviveram ao evento de extinção do final do Triássico, e logo diversificaram-se para preencher os nichos ecológicos vagos do Jurássico Inferior.

No Jurássico Inferior houve um aumento de ictiossauros representados por quatro famílias e uma variedade de espécies que vão de um a dez metros. Os gêneros incluem Eurhinosaurus, Ichthyosaurus, Leptonectes, Stenopterygius, e o grande predador Temnodontosaurus, juntamente com O primitivo Suevoleviathan, que pouco mudou desde os seus antepassados ​​parecidos com lagartos com nadadeiras. Todos estes animais foram hidrodinâmicos, com formas de golfinhos, mas os animais mais primitivos eram longos, talvez mais do que avançados e compactos Stenopterygius e Ichthyosaurus.

Ichthyosaurs ainda eram comuns no Jurássico Médio, mas já tinha reduzido a sua diversidade. Todos pertenciam a um único clad, Ophthalmosauria. Eles eram representado pelo Ophthalmosaurus, com 4 metros de comprimento, e gêneros afins, foram muito semelhantes aos Ichthyosaurus, e tinha conseguido uma forma de "gota de lágrima" perfeitamente hidrodinâmica. Ophthalmosaurus possuiam olhos grandes, e é provável que estes animais caçavam em águas turvas e profundas.

A diversidade dos ictiossauros parece ter diminuido mais no Cretáceo. Apenas três gêneros conhecidos do Cretáceo, Caypullisaurus, Maiaspondylus e Platypterygius, embora eles tivessem uma distribuição global; Sabe-se que houve pouca diversidade de espécies. O último tipo de ictiossauros foram extintos vítimas de evento de extinção de metade do Cretáceo (Cenomaniano-Turoniano, cerca de 93 milhões de anos atrás) (como aconteceu com alguns dos gigantes pliossauros), embora ironicamente animais menos eficazes hidrodinamicamente como mosassauros e plesiossauros e floresceram. Acredita-se que os ictiossauros foram vítimas de sua própria super-especialização, e não foram capazes de manter o ritmo com a natação rápida e de alta evasidade dos novos peixes teleósteos que foram se tornando dominantes no momento, e estratégias como a emboscada de aguardar e esperar dos mosassauros serem superiores.

Estudos recentes, no entanto, mostram que os ictiossauros eram na verdade muito mais diversificados no Cretáceo do que se pensava anteriormente. Sua extinção foi mais abrupta do que um longo declínio, relacionado às mudanças climáticas da metade do período Cretáceo.

Jurássico

Na escala de tempo geológico, o Jurássico é o período da era Mesozoica do éon Fanerozoico. Cobre 65,3 milhões de anos (desde o período Triássico, de há 201,3 milhões de anos, até ao início do Cretáceo, há 145 milhões de anos). Isto é, o período Jurássico precede o Cretácico e sucede o Triássico, na era em que surgiu o Oceano Atlântico.

Divide-se nas épocas Jurássica Inferior (ou Lias), Jurássica Média (ou Dogger) e Jurássica Superior (ou Malm), da mais antiga para a mais recente. O nome Jurássico é devido às montanhas Jura, situadas nos Alpes, que contêm grande quantidade de rochas deste período.

Jurássico Superior

Na escala de tempo geológico, o Jurássico Superior é a época do período Jurássico da era Mesozoica do éon Fanerozoico que está compreendida entre 163 milhões e 500 mil e 145 milhões de anos atrás, aproximadamente. A época Jurássica Superior sucede a época Jurássica Média de seu período e precede a época Cretácea Inferior do período Cretáceo de sua era. Divide-se nas idades Oxfordiana, Kimmeridgiana e Tithoniana, da mais antiga para a mais recente.

Maastrichtiano

Na escala de tempo geológico, o Maastrichtiano é a idade da época Cretácea Superior do período Cretáceo da era Mesozoica do éon Fanerozoico que está compreendida entre 72 milhões e 100 mil e 66 milhões de anos atrás, aproximadamente. A idade Maastrichtiana sucede a idade Campaniana de sua época e precede a idade Daniana da época Paleocena do período Paleogeno da era Cenozoica de seu éon.

Marsupiais

Os marsupiais (latim científico: Marsupialia) constituem uma infraclasse de mamíferos que se distinguem dos demais de sua classe, como os monotremados e placentários, por sua anatomia e fisiologia reprodutiva: são vivíparos com finalização do desenvolvimento no marsúpio, isto é, são animais que apresentam, em sua maioria e nos indivíduos do sexo feminino, uma dobra de pele a qual origina uma bolsa ou marsúpio provido com glândulas mamárias. Há outras diferenças morfológicas, principalmente reprodutivas, entre elas a presença de duas vaginas na fêmea, e um pênis bifurcado nos machos. Os filhotes nascem precocemente com aparência embrionária e logo se prendem às glândulas mamárias da mãe, a fim de completarem seus desenvolvimentos.Os marsupiais não são antepassados dos placentários. Ambos os grupos surgiram no Cretáceo e desde então competem pelos mesmos nichos ecológicos. Atualmente, restringem-se às Américas do Sul e Central e à Oceania, constituindo cerca de 320 espécies, que correspondem por aproximadamente 6% de todas as espécies de mamíferos. No Brasil, existem 44 espécies, sendo todas pertencentes à família Didelphidae, e 14 gêneros. São conhecidos vulgarmente como "catitas", "cuícas", "Gambás", "guaiquicas" e "marmosas".Taxonomicamente, o termo Metatheria, proposto por Huxley em 1880, é considerado sinônimo do táxon Marsupialia, proposto por Illiger em 1811 (McKenna e Bell 1997). Entretanto, alguns autores consideram o termo Metatheria mais abrangente, por incluir muitos dos marsupiais primitivos.

Mesozoico

Na escala de tempo geológico, o Mesozoico é a era do éon Fanerozoico que está compreendida entre 251 milhões e 65,5 milhões de anos atrás, aproximadamente. Mesozoico significa "vida média", que deriva do prefixo grego meso/μεσο- para "entre" e Zoon/ζῷον que significa "animal" ou "ser vivo". A era Mesozoica sucede a era Paleozoica ("vida antiga") e precede a era Cenozoica ("vida nova"), ambas de seu éon. Divide-se nos períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo, do mais antigo para o mais recente.

O nome Mesozoico é de origem grega e refere-se a 'meio animal' sendo também interpretado como "a idade medieval da vida". Esta era é especialmente conhecida pelo aparecimento, domínio e desaparecimento dos dinossauros, belemnites e amonites.

No início desta era, toda a superfície terrestre se concentrava num único continente chamado Pangeia. Porém com o tempo este supercontinente começou a fragmentar-se em dois continentes: a Laurásia para o Hemisfério Norte e o Gondwana para o Sul.

O clima no início do Mesozoico era predominantemente quente e seco, tornando-se mais úmida no Jurássico (POPP, 1995, p. 283). As temperaturas elevadas não permitiam a retenção de tanta água nos glaciares como atualmente, fazendo com que o nível do mar fosse mais elevado, e havia também maior expansão das moléculas de água. A temperatura e umidade estimularam a evolução de vegetação exuberante, provocando um grande desenvolvimento dos herbívoros e, consequentemente, dos carnívoros.

Esta foi uma era dominada pelos répteis, como os dinossauros, pterossauros e plesiossauros. Durante o Mesozoico estes animais conquistaram a Terra e desapareceram mais tarde de forma misteriosa, sendo a causa mais provável a colisão de um meteorito com a Terra, sendo estimada como a segunda maior extinção em massa da Terra. (A maior ocorreu no final do pérmico, estima-se que esta tenha extinguido 90% de todas as espécies que viviam na Terra.)

Os primeiros mamíferos se desenvolveram, apesar de não serem maiores que ratos. As primeiras aves apareceram durante o Jurássico, e embora a sua ascendência seja motivo de grande discussão entre os cientistas, grande parte aceita que tenham origem nos dinossauros. As primeiras flores (Angiospérmicas) apareceram durante o período Cretáceo.

Após a extinção em massa do final do Paleozoico, seguiu-se a Era Mesozoica, durante a qual a Terra voltou lentamente a enriquecer em vida. As florestas de fetos foram sendo substituídas por florestas de árvores com pinhas, como as sequoias, e outras, como ginkgos e palmeiras primitivas. No final desta era surgiram as plantas com flor. O Mesozoico foi a era dos répteis, tendo estes dominado a Terra. Nesta era também apareceram os primeiros mamíferos semelhantes a pequenos musaranhos. O clima era quente e nos mares abundavam amonites, que se extinguiram no final do Mesozoico, juntamente com os grandes répteis e a maioria de outras espécies.

Paleoceno

Paleoceno é a primeira época da era Cenozoica, que está compreendida entre cerca de 65 milhões de anos atrás e cerca de 55 milhões de anos atrás. O Paleoceno sucede o período Cretáceo da era Mesozoica e precede o Eoceno de sua era. O Nome Paleoceno vem do grego e significa algo como "mais antigo que o novo amanhecer", em relação a ter ocorrido imediatamente após a extinção massiva do evento K-T (ao final do período Cretáceo), e antes do período Eoceno (cujo nome significa "novo amanhecer").

Paleogeno

Na escala de tempo geológico, o Paleogeno ou Paleogénico é o período da era Cenozoica do éon Fanerozoico que está compreendido entre 65 milhões e 500 mil e 23 milhões e 30 mil anos atrás, aproximadamente. O período Paleogeno sucede ao período Cretáceo da era Mesozoica de seu éon e precede o período Neogeno de sua era. Divide-se nas épocas Paleocena, Eocena e Oligocena, da mais antiga para a mais recente.

Perciformes

A ordem dos perciformes, também denominados Percomorpha ou Acanthopteri, incluem cerca de 40% de todos os peixes ósseos e constituem a maior ordem de vertebrados. Nesta ordem estão classificados cerca de 7000 espécies diferentes, presentes em quase todos os ecossistemas aquáticos. A sua aparição deu-se no fim do período Cretáceo.

"Perciforme" significa 'de forma semelhante à perca'. A ordem abrange cerca de 160 famílias, nas quais se incluem espécies de interesse comercial como a perca, a cavalinha, o peixe-espada, o atum e o carapau.

Saurísquios

Saurischia (do grego sauros (σαυρος) lagarto, e ischion (ισχιον), que significa quadril) é uma das duas ordens, ou divisões dos dinossauros. Em 1888, Harry Seeley classificou os dinossauros em duas ordens, com base na estrutura do quadril. Saurísquios (quadril de lagarto) se distinguem dos ornitísquios (Ornithischia, quadril de pássaro).

Tradicionalmente, todos os dinossauros terópodes são saurísquios, assim como uma das duas linhagens principais de dinossauros herbívoros, o Sauropodomorpha. Uma pesquisa de 2017, porém, conclui que os terópodes estão mais próximos dos ornitísquios (formando com eles o clado Ornithoscelida), fazendo com que Saurischia inclua apenas os grupos Sauropodomorpha e Herrerasauria.No final do Período Cretáceo, todos os saurísquios extinguiram-se, exceto as aves. Este fato é conhecido como o evento de Extinção Cretáceo-Paleogeno. Aves (aves modernas), são dinossauros terópodes, que são normalmente considerados como um sub-clado de Saurischia na classificação filogenética.

Saurópodes

Os saurópodes (do latim científico Sauropoda) foram um dos dois grandes grupos de dinossauros saurísquios ou dinossauros com bacia de réptil. Os seus corpos eram enormes, com um pescoço muito comprido que terminava em uma cabeça muito pequena. A cauda, também muito comprida, junto com uma grande unha que a maioria dos saurópodes possuíam na pata dianteira, eram suas únicas armas de defesa, além de seu tamanho. Eram quadrúpedes, com patas altas, retas como colunas, terminadas em pés dotados de dedos curtos e bastante parecidas com as dos elefantes. A sua dieta alimentar era vegetariana. Muitos deles não dispunham de mandíbulas e dentes apropriados para mastigar, de modo que engoliam grandes quantidades de matéria vegetal que, em seguida, eram "trituradas" no estômago por pedras ingeridas para facilitar a fermentação e a digestão do alimento. Um dos mais conhecidos actualmente entre a família dos Saurópodes está o Braquiossauro.

Os Saurópodes apareceram pela primeira vez no Período Triássico tardio , onde eles pareciam um pouco o grupo estreitamente relacionado (e possivelmente ancestral) "Prosauropoda". Pelo Jurássico tardio (175 milhões de anos atrás), os saurópodes se tornaram espalhados pelo globo terrestre (especialmente os diplodocídeos e braquiosaurídeos). Pelo Cretáceo Superior, esses grupos foram substituídos principalmente pelos titanossaurídeos, que tinham uma distribuição quase global. No entanto, como ocorreu todos os outros dinossauros não-aviários vivos na época, os titanossauros foram extintos no evento de extinção do Cretáceo-Paleogeno.

Em Portugal, os saurópodes incluem o Lusotitan atalaiensis, Supersaurus lourinhanensis, Turiasaurus, e Lourinhasaurus alenquerensis do Jurássico Superior.

Theropoda

Theropoda (que significa "pés de ser selvagem") é uma subordem de dinossauros bípedes, geralmente (mas não necessariamente) carnívoros ou omnívoros. As aves fazem parte deste grupo.

Noutras línguas

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