Corrente alternada

A corrente alternada (CA ou AC - do inglês alternating current), é uma corrente elétrica cujo sentido varia no tempo, ao contrário da corrente contínua cujo sentido permanece constante ao longo do tempo. A forma de onda usual em um circuito de potência CA é senoidal. Por ser uma forma de transmissão de energia mais eficiente, normalmente a CA é o tipo de corrente que chega nas residências. Entretanto, em certas aplicações, diferentes formas de ondas são utilizadas, tais como triangular ou ondas quadradas. Enquanto a fonte de corrente contínua é constituída pelos polos positivo e negativo, a de corrente alternada é composta por fases (e, muitas vezes, pelo fio neutro).[1][2]

Simple sine wave
Forma de onda da corrente alternada.

História

A corrente alternada surgiu pela primeira vez, em 1832, quando o francês Hippolyte Pixii aplicou o princípio de indução electromagnética de Michael Faraday. Nikola Tesla e outros cientistas, anos depois da invenção da corrente alternada, melhoraram enormemente o sistema de distribuição de corrente alternada e inovações que tornaram o seu uso prático. Nikola Tesla foi contratado por J. Westinghouse para construir uma linha de transmissão entre Niágara e Buffalo, em NY. Thomas Edison, que defendia e empregava a corrente contínua em seus experimentos, fez o possível para desacreditar Tesla, mas sem sucesso. O sistema polifásico acabou por prevalecer, pelas vantagens inegáveis de custo, praticidade e eficiência em relação à corrente contínua. A Corrente Alternada é a forma mais eficiente de se transmitir uma corrente elétrica por longas distâncias, algo em que a corrente contínua é extremamente limitada, o que acarretaria custos incomparavelmente maiores para ser empregada. Na corrente alternada, os elétrons invertem o seu sentido várias vezes por segundo.

A corrente alternada foi adotada para transmissão de energia elétrica a longas distâncias devido à facilidade relativa que esta apresenta para ter o valor de sua tensão alterada por intermédio de transformadores. Além disso as perdas em CA são bem menores que em CC. No entanto, as primeiras experiências e transmissões foram feitas com Corrente contínua (CC). É hoje sabido que a transmissão de corrente alternada a longas distâncias é mais vantajosa, porém no que concerne ao funcionamento de aparelhos electrónicos é preferível a conversão para Corrente contínua (CC).

Na primeira metade do século XX havia sistemas de corrente alternada de 25 Hz no Canadá (Ontário) e no norte dos Estados Unidos. Em alguns casos, estes sistemas (por exemplo, nas Cataratas do Niágara) perduram até hoje por conveniência das fábricas industriais que não tinham interesse em trocar o equipamento para que operasse a 60 Hz. As baixas frequências facilitam a construção de motores de baixa rotação, já que esta é diretamente proporcional à frequência.

Há também sistemas de 16,67 Hz em ferrovias da Europa (Suíça e Suécia).

Sistemas CA de 400 Hz são usados na indústria têxtil, aviões, navios, naves espaciais e em grandes computadores.

Na maioria dos países da América, inclusive Brasil e EUA, a frequência da rede elétrica é de 60 Hz. Na Europa, inclusive em Portugal, é usada a frequência de 50 Hz. A frequência de 50 Hz também é usada em alguns países da América do Sul, como por exemplo a Argentina, a Bolívia, o Chile e o Paraguai.

Matemática

A forma de onda de tensão em CA pode ser descrita matematicamente pela fórmula:

A forma de onda de corrente em CA pode ser descrita matematicamente pela fórmula:

O valor de pico-a-pico de uma tensão alternada é definida como a diferença entre o seu pico positivo e o seu pico negativo. Desde o valor máximo de que é +1 e o valor mínimo que é -1, uma tensão CA oscila entre e . A tensão de pico-a-pico, escrita como , é, portanto (+) − (−) = .

Geralmente, a tensão CA é dada quase sempre em seu valor eficaz, que é o valor quadrático médio desse sinal elétrico (em inglês é chamado de root mean square, ou rms), sendo escrita como (ou ). Para uma tensão sinusoidal:

Vef é útil no cálculo da potência consumida por uma carga. Se a tensão CC de valor VCC transfere certa potência P para a carga dada, então uma tensão CA de valor Vef irá entregar a mesma potência média P para a mesma carga se Vef = VCC. Por este motivo, rms é o modo normal de medição de tensão em sistemas de potência.

Para ilustrar estes conceitos, considere a tensão de 220 V CA, usada em alguns estados brasileiros e em Portugal. Ela é assim chamada porque seu valor eficaz (rms) é, em condições normais, de 220 V. Isto quer dizer que ela tem o mesmo efeito joule, para uma carga resistiva, que uma tensão de 220 V CC. Para encontrar a tensão de pico (amplitude), podemos modificar a equação acima para:

Para 220 V CA, a tensão de pico VP ou A é, portanto, 220 V × √2 = 311 V (aprox.). O valor de pico-a-pico VP-P de 220 V CA é ainda mais alta: 2 × 220 V × √2 = 622 V (aprox.)

Note que para tensões não senoidais, temos diferentes relações entre seu pico de magnitude valor eficaz. Isso é de fundamental importância ao se trabalhar com elementos do circuito não lineares que produzem correntes harmônicas, como retificadores.

Tensão alternada

Tensão alterna
Diagrama de circuito para uma fonte ideal de tensão alternada (esquerda) e representação da tensão da rede elétrica pública na Europa (direita).

Uma tensão alternada é um sinal senoidal:

os diagramas de circuito, uma fonte ideal de tensão alternada representa-se pelo símbolo na figura abaixo. Junto do diagrama indica-se a tensão máxima e a frequência. Os valores apresentados na figura são os que estão em uso na rede elétrica pública da União Europeia: frequência de 50 Hz e tensão máxima de 325 V.[3]

O instante em que arbitramos pode ser escolhido de forma a fazer com que a fase da tensão seja nula. Uma vez fixarmos um valor para a fase, é importante indicar qual a diferença de potencial que o fasor representa: o potencial do terminal identificado com o sinal + menos o potencial do terminal com o sinal. Os sinais indicados nos terminais da fonte indicam que o terminal positivo está a maior potencial que o negativo, no instante , mas meio período mais tarde o terminal positivo estará a menor potencial que o terminal negativo.

Se usarmos uma ligação a terra no circuito, como no lado direito da figura acima, o fasor da tensão representará a diferença de potencial entre o terminal que não está ligado à terra e a terra. Nesse caso não será necessário indicar sinais nos terminais da fonte.

Gerador de tensão alternada

Gerador tensão alterna
Gerador de tensão alternada.

Um gerador de tensão alternada (figura ao lado), consiste numa bobina que se faz rodar dentro de um campo magnético; o fio onde começa a bobina está soldado a um anel condutor e o fim do fio, depois de ser enrolado na bobina, solda-se a outro anel condutor; esses dois anéis mantêm o contato com duas escovas, enquanto a bobina roda, de forma que a diferença de potencial entre as escovas é igual à diferença de potencial na bobina toda.

O fluxo através da bobina é:

Onde A é a área da bobina, B o campo médio, e o ângulo entre o campo e a normal à bobina.

Se a bobina roda com velocidade angular constante, , o ângulo , em função do tempo, é representado por .

Assim, a derivada do fluxo magnético, em função do tempo, será igual a:

Onde . A expressão acima dá a diferença de potencial entre as duas escovas condutoras, em função do tempo e é designada tensão alternada. A diferença de potencial oscila entre um valor máximo V máx, positivo, e um valor mínimo negativo -V máx.

A frequência da tensão alternada, , é o número de oscilações por unidade de tempo.

O gerador de tensão alternada, também denominado alternador, usa-se para transformar energia mecânica em energia elétrica. A fonte da energia mecânica, que faz rodar a bobina, pode ser o vento, nas centrais de energia eólica, a corrente de água, nas centrais hidroelétricas, o fluxo de vapor de água evaporada por combustão de carvão, o movimento do motor, no alternador usado para recarregar a bateria num automóvel, etc.

Ver também

Referências

  1. N. N. Bhargava & D. C. Kulshreshtha (1983). Basic Electronics & Linear Circuits. [S.l.]: Tata McGraw-Hill Education. p. 90. ISBN 978-0-07-451965-3
  2. National Electric Light Association (1915). Electrical meterman's handbook. [S.l.]: Trow Press. p. 81
  3. [ Eletricidade e Magnetismo. Porto: Jaime E. Villate, 20 de março de 2013. 221 págs]. Creative Commons Atribuição-Partilha (versão 3.0) ISBN 978-972-99396-2-4. Acesso em 16 jun. 2013. Link: http://www.villate.org/pt/docs.html

Ligações externas

Ceron Energisa

Centrais Elétricas de Rondônia S.A. é uma empresa sob controle do Grupo Energisa desde final de 2018.

Dedica-se primariamente à distribuição de energia elétrica em corrente alternada trifásica (em média tensão, 13.800 volts e em baixa tensão, 220/127 volts). Mas tem a seu encargo também atividades de geração e de transmissão.

Sua área de concessão é o Estado de Rondônia.

Charles Proteus Steinmetz

Charles Proteus Steinmetz, pseudônimo de Karl August Rudolf Steinmetz (Wrocław, Silesia, Alemanha, 9 de abril de 1865 — Schenectady, Nova Iorque, 26 de outubro de 1923) foi um matemático, engenheiro eletricista e professor no Union College. Ele fomentou a expansão e desenvolvimento da corrente alternada(iniciada por Nikola Tesla) que tornou possível a expansão do sistema elétrico de potência nos Estados Unidos, formulando teorias matemáticas para engenheiros. Ele fez novas descobertas no entendimento da histerese que ajudou os engenheiros a projetar melhor os aparatos dos equipamentos eletromagnéticos, em especial, os motores elétricos para uso na indústria.

Conector NEMA

Conectores NEMA são conectores de corrente alternada utilizados na América do Norte e outros países que usam os padrões criados pela agência americana National Electrical Manufacturers Association.Em geral estes conectores são utilizados nos Estados Unidos, México e Canadá.

Corrente contínua

Corrente contínua (CC ou DC do inglês direct current) é o fluxo ordenado de elétrons sempre numa direção, diferente da corrente alternada cujo sentido dos elétrons varia no tempo. Esse tipo de corrente é fornecido por baterias de automóveis ou de motos (6, 12 ou 24V), pequenas baterias (geralmente de 9V), pilhas (1,2V e 1,5V), dínamos, células solares e fontes de alimentação de várias tecnologias, que retificam a corrente alternada para produzir corrente contínua.

Normalmente é utilizada para alimentar aparelhos eletrônicos (entre 1,2V e 24V) e os circuitos digitais de equipamento de informática (computadores, modems, hubs, etc.). Além disso pode-se utilizado para transmissão de energia elétrica em grandes distâncias devido as vantagens, em circunstâncias muito específicas, comparada a transmissão CA convencional. Este tipo de circuito possui um polo negativo e outro positivo (é polarizado).

Corrente elétrica

Corrente elétrica é o fluxo ordenado de partículas portadoras de carga elétrica ou o deslocamento de cargas dentro de um condutor, quando existe uma diferença de potencial elétrico entre as extremidades. Tal deslocamento procura restabelecer o equilíbrio desfeito pela ação de um campo elétrico ou outros meios (reações químicas, atrito, luz, etc.).

Microscopicamente, as cargas livres estão em movimento aleatório devido à agitação térmica. Apesar desse movimento desordenado, ao estabelecermos um campo elétrico na região das cargas, verifica-se um movimento ordenado que se apresenta superposto ao primeiro. Esse movimento recebe o nome de movimento de deriva das cargas livres.

Raios são exemplos de corrente elétrica, bem como o vento solar, porém a mais conhecida, provavelmente, é a do fluxo de elétrons (pt-BR) ou eletrões (pt) através de um condutor elétrico, geralmente metálico.

A intensidade da corrente elétrica é definida como a razão entre o módulo da quantidade de carga ΔQ que atravessa certa secção transversal (corte feito ao longo da menor dimensão de um corpo) do condutor em um intervalo de tempo Δt.

A unidade padrão no SI para medida de intensidade de corrente é o ampère (A). A corrente elétrica é também chamada informalmente de amperagem. Embora seja um termo válido na linguagem coloquial, a maioria dos engenheiros eletricistas repudia o seu uso por confundir a grandeza física (corrente eléctrica) com a unidade que a medirá (ampère). A corrente elétrica, designada por I , é o fluxo das cargas de condução dentro de um material. A intensidade da corrente é a taxa de transferência da carga, igual à carga transferida durante um intervalo infinitesimal dividida pelo tempo.

EMD GT46MAC

A EMD GT46MAC é uma locomotiva de transporte de frete com transmissão elétrica de corrente alternada construída pela Electro-Motive Diesel em 1997-1998 para a ferrovia Indian Railways, onde foi classificada com WGD 4. Doze locomotivas foram construídas e mais oito kits de montagem. Iniciaram o serviço em 1999

EMD GT46PAC

A EMD GT46PAC é uma locomotiva diesel-elétrica para transporte de passageiros com transmissão de corrente alternada (AC) designada pela General Motor Electro-Motive Division e construída tanto pela GM-EMD e sob licença pela Diesel Locomotive Works de Vanasi, Índia para a ferrovia Indian Railways como as suas classes WDP-4, WDP-4B e WDP-4D. A GT46PAC é a versão de passageiros do modelo antecessor EMD GT46MAC que era de transporte de carga.

Europlug

O Europlug (padrão CEE 7/16) é uma tomada de dois pinos redondos de corrente alternada, utilizados na maioria dos países do mundo (embora seja comum haver variações em um possível terceiro pino de terra).

Eles são desenhados para operar em tensões de até 250 volts e em uma corrente de até 2,5 Ampères.Pode ser utilizado em qualquer país da Europa, com exceção do Reino Unido, Chipre, Gibraltar, Irlanda e Malta, que utilizam o padrão BS 1363.

Guerra das Correntes

A Guerra das Correntes (ou Batalha das Correntes) foi uma disputa entre Nikola Tesla e Thomas Edison que ocorreu nas duas últimas décadas do século XIX. Os dois tornaram-se adversários devido à campanha publicitária de Edison pela utilização da corrente contínua para distribuição de eletricidade, em contraposição à corrente alternada, defendida por Westinghouse e Nikola Tesla.

Durante os primeiros anos de fornecimento de eletricidade, a corrente continua foi determinada como padrão nos Estados Unidos e Edison não estava disposto a perder os rendimentos de sua patente. A corrente contínua funciona bem com lâmpadas incandescentes, responsáveis pela maior parte do consumo diário de energia, e com motores. Tal corrente podia ser diretamente utilizada em baterias de armazenamento, promovendo valiosos níveis de carregamento e reservas energéticas durante possíveis interrupções do funcionamento dos geradores. Os geradores de corrente contínua podiam ser facilmente associados em paralelo, permitindo a economia de energia através do uso de dispositivos menores durante períodos de alto consumo elétrico, além de melhorar a confiabilidade. O sistema de Edison inviabilizava qualquer motor a corrente alternada. Edison havia inventado um medidor para permitir que a energia fosse cobrada proporcionalmente ao consumo, mas o medidor funcionava apenas com corrente contínua. Até 1882, estas eram as únicas vantagens técnicas significantes do sistema de corrente contínua.

A partir de um trabalho com campos magnéticos rotacionais, Tesla desenvolveu um sistema de geração, transmissão e uso da energia elétrica proveniente de corrente alternada. Tesla fez uma parceria com George Westinghouse para comercializar esse sistema. Westinghouse comprou com antecedência os direitos das patentes do sistema polifásico de Tesla, além de outras patentes de transformadores de corrente alternada, de Lucien Gaulard e John Dixon Gibbs, dessa forma driblando o monopólio de patentes reivindicado por Thomas Edison.

Havia diversas explicações para essa rivalidade. Edison era um experimentador voraz, mas não era matemático. A corrente alternada não pode ser devidamente entendida ou aproveitada sem um conhecimento substancial de matemática e física, o que Tesla possuía. Tesla havia trabalhado para Edison, mas foi subestimado (por exemplo, quando soube das ideias de Tesla da transmissão de energia por corrente alternada, Edison recusou-as: "As ideias (de Tesla) são magníficas, mas não são nada práticas"). Maus sentimentos foram exacerbados quando Tesla foi enganado por Edison, que prometeu-lhe uma recompensa por seu trabalho. Edison, mais tarde, teria se arrependido, por não ter ouvido Tesla e utilizado corrente alternada.

Inversor

Um inversor ou ondulador, é um dispositivo elétrico ou eletromecânico capaz de converter um sinal elétrico CC (corrente contínua) em um sinal elétrico CA (corrente alternada).

Motor de corrente alternada

Motor elétrico de corrente alternada é um equipamento rotativo que funciona a partir de energia elétrica, diferente de outros motores elétricos, o motor ca não precisa, necessariamente, qualquer entreposto dele à alimentação e serve, basicamente, para "girar" um segundo acoplado, ou movido. o electrico esta sempre activo.

Estes motores podem ser divididos, num primeiro momento, em síncronos e assíncronos, sendo que, este último, sofre escorregamento conforme a intensidade de carga (i.e., oscila a rotação), contudo, são a esmagadora maioria nas indústrias.

Uma outra grande divisão dentre os motores CA (de corrente alternada), são em trifásicos e monofásicos. A diferença entre estes dois tipos de alimentação alteram profundamente a versatilidade e performance do motor, sendo, os monofásicos, muito mais limitados e necessitados de capacitores de partida, senão, não conseguem vencer a inércia.

Os motores de corrente alternada têm outras muitas divisões todas elas mundialmente normalizadas, dentre as mais comuns temos: motor de dupla polaridade, o qual pode rodar em duas velocidades diferentes em detrimento da potência, motor de eixo-duplo, com uma saída para cada lado.

Nas placas de identificação dos motores elétricos encontramos diversas informações sobre estes, a saber:

IP - índice de proteção - com um variação de IP-00 até IP-68, identifica o grau de proteção do motor em relação a água e corpos, sendo que o 1º número indica o nível de proteção contra corpos estranhos e o 2º contra água e os índices "standards" são: IP-21 (Aberto), IP-44 (Fechado) e IP-55 (Blindado). Alguns motores vêm com uma vedação especialem sua mancalização que o protege contra agentes climáticos e estes incorporam a letra W ao lado de IP, formando IPW

forma construtiva - normalmente dotados de 3 ou 4 algarismos (por exemplo: B3D e B35D), sendo que a primeira letra significa que é um motor dentro dos padrões, os números do meio significa o uso ou não de flanges e a última letra diz em qual lado do motor está a caixa de bornes onde se encontram os fios de energia do motor..

carcaça que sofre uma variação comum de 63 a 355, e, acima disso, trata-se de uma aplicação especial de grande porte. Abaixo disso trata-se de um motor para fins domésticos. Em suma, este número significa a distância entre o centro do motor e o solo. A letra que fica ao lado deste número (l,m) vem do inglês large (comprido) e medium (médio), e referem-se ao comprimento do motor.

Valores de Tensão elétrica - Os motores elétricos podem ser acionados com valores de tensões diversos, (127V, 220V, 380V, 440V e 760V), para isso, precisa-se fazer o fechamento adequado para cada tensão. Os fechamentos nao interferem na velocidade de rotação do motor, simplesmente servem para alimentar as bobinas de maneira que gerem o campo magnético necessário para movimentar o rotor, que está alojado dentro da carcaça do motor. A tensão induzida nas expiras do bobinado do motor gera um campo magnético variável, que faz com que o rotor se excite magneticamente, girando assim o eixo do motor, criando uma conversão de energia elétrica para mecânicaDentre a enorme variedade de aplicações encontradas para os motores elétricos, podemos citar: bombas, compressores, exaustores, ventiladores, máquinas operatrizes.

Eles podem ser acionados tanto através de partida direta, bem como através de conversor de frequência, soft-starter, chave de partida, transformador, temporizador, etc.

Motor elétrico

Em máquinas elétricas, motor elétrico ou atuador elétrico é qualquer dispositivo que transforma energia elétrica em mecânica. É o mais usado de todos os tipos de motores, pois combina as vantagens da energia elétrica - baixo custo, facilidade de transporte, limpeza e simplicidade de comando – com sua construção simples, custo reduzido, grande versatilidade de adaptação às cargas dos mais diversos tipos e melhores rendimentos.

A tarefa reversa, aquela de converter o movimento mecânico na energia elétrica, é realizada por um gerador ou por um dínamo. Em muitos casos os dois dispositivos diferem somente em sua aplicação e detalhes menores de construção. Os motores de tração usados em locomotivas executam frequentemente ambas as tarefas se a locomotiva for equipada com os freios dinâmicos. Normalmente também esta aplicação se dá a caminhões fora de estrada, chamados eletrodiesel.

Reinhold Rudenberg

Reinhold Rudenberg (4 de fevereiro de 1883 – 25 de dezembro de 1961) foi um engenheiro eletricista e inventor teuto-estadunidense, creditado com muitas inovações em energia elétrica e campos relacionados. Além de melhorias em equipamentos de energia elétrica, especialmente grandes geradores de corrente alternada, dentre outros, inclume-se as lentes eletroestáticas, Power Line Communications (comunicações por linha de força) em linhas de energia, uma forma de matriz de radar de fase, uma explanação dos "blecautes" de energia, números preferentes, e o número prefixo "Giga".

Retificador

Um circuito retificador, ou simplesmente retificador, corresponde aos circuitos elétricos elaborados para a conversão de corrente alternada em contínua. Utiliza-se para este processo elementos semicondutores, tais como os diodos e tiristores, além de um transformador. Em outras palavras, trata-se de um dispositivo que permite que uma tensão, ou corrente alternada (CA) (normalmente senoidal) seja constante, ou seja transformada em contínua.

Ripple

Ondulação residual ou ripple é o componente de corrente alternada (VCA) que se sobrepõe ao valor médio da tensão de uma fonte de corrente contínua (VCC). A origem da ondulação normalmente está associada à utilização de carregadores baseados em retificadores.

Tipicamente a tensão de ripple na eletrônica é um valor residual e periódico obtido de uma fonte de tensão que, por sua vez, é alimentada por uma corrente alternada. Este ripple é derivado da incompleta supressão da onda alternada no interior da fonte de tensão.

TRIAC

Um TRIAC, ou Triode for Alternating Current é um componente eletrônico equivalente a dois retificadores controlados de silício (SCR/tiristores) ligados em antiparalelo e com o terminal de disparo (ou gatilho - gate) ligados juntos. Este tipo de ligação resulta em uma chave eletrônica bidirecional que pode conduzir a corrente elétrica nos dois sentidos. O TRIAC faz parte da família de tiristores.

Um TRIAC pode ser disparado por uma corrente alternada aplicada no terminal de disparo (gate). Uma vez disparado, o dispositivo continua a conduzir até que a corrente elétrica caia abaixo do valor de corte, como o valor da tensão final da metade do ciclo de uma corrente alternada. Isto torna o TRIAC um conveniente dispositivo de controle para circuitos de corrente alternada ou C.A, que permite acionar grandes potências com circuitos acionados por correntes da ordem de miliamperes.

Também podemos controlar o início da condução do dispositivo, aplicando um pulso em um ponto pré-determinado do ciclo de corrente alternada, o que permite controlar a percentagem do ciclo que estará alimentando a carga (também chamado de controle de fase).

O TRIAC de baixa potência é utilizado em várias aplicações como controles de potência para lâmpadas dimmers, controles de velocidade para ventiladores entre outros. Contudo, quando usado com cargas indutivas, como motores elétricos, é necessário que se assegure que o TRIAC seja desligado corretamente, no final de cada semi-ciclo de alimentação elétrica. Para circuitos de maior potência, podemos utilizar dois SCRs ligados em antiparalelo, o que garante que cada SCR estará controlando um semi-ciclo independente, não importando a natureza da carga geral

Transmissão de energia elétrica

Transmissão de energia elétrica é o processo de transportar energia entre dois pontos. O transporte é realizado por linhas de transmissão de alta potência, geralmente usando corrente alternada, que de uma forma mais simples conecta uma usina ao consumidor.

Very Low Frequency

VLF é a sigla para Very Low Fequency - Frequências Ultra Baixas

Radiação eletromagnética com esta frequência é emitida, por exemplo, pelas linhas de transmissão de energia elétrica em corrente alternada.

Também é usada para a rede de comunicação via rádio de submarinos. As antenas para este tipo de rádio-comunicação são enormes, devido ao grande comprimento de onda.

Voltampere

O voltampere (pt) ou volt-ampère (pt-BR) (símbolo VA) é a unidade utilizada na medida de potência aparente em sistemas elétricos de corrente alternada. Um circuito de corrente alternada diz-se que transporta uma potência aparente (S) de 1 VA quando nele circula uma corrente eficaz de 1 ampere com uma diferença de potencial eficaz de 1 volt.

Em sistemas de corrente contínua e em sistemas de corrente alternada em fase, a potência aparente é igual à potência ativa. Nestes casos, o voltampere pode também ser aplicado para potência activa (P), como equivalente ao watt.

O voltampere reativo (símbolo var) é a unidade utilizada na medida de potência reativa (Q) em sistemas elétricos de corrente alternada.

A convenção de usar o voltampere para diferenciar entre potência aparente e potência real não é suportada pela norma SI, que proíbe a utilização de símbolos de unidades com o intuito de "fornecer informação específica" sobre uma quantidade.

Noutras línguas

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