Casamento

Casamento ou matrimônio (pt-BR) ou matrimónio (pt) é um vínculo estabelecido entre duas pessoas, mediante o reconhecimento governamental, cultural, religioso (vide casamento religioso) ou social e que pressupõe uma relação interpessoal de intimidade, cuja representação arquetípica é a coabitação, embora possa ser visto por muitos como um contrato.[1] Normalmente, é marcado por um ato solene.[2] Casamento, é também um vinculo de duas pessoas heterossexuais ou homossexuais, na qual ajudam uns aos outros sendo um vinculo recíproco, onde um ajuda o outro e ambos são beneficiados com estas ações.

Na legislação portuguesa, o casamento é, efetivamente, definido como um contrato.[3] Entretanto, na legislação brasileira, admite-se que o casamento é, ao mesmo tempo, contrato e instituição social, pois, apesar de possuir a forma de um contrato (sendo, na verdade, bem mais que um mero contrato), este possui conteúdo de instituição, visto que é regulado pelo Código Civil brasileiro de 10 de janeiro de 2002 (a partir do artigo 1 511).

As pessoas casam-se por várias razões, mas normalmente fazem-no para dar visibilidade à sua relação afetiva, para buscar estabilidade econômica e social, para formar família, procriar e educar seus filhos, legitimar o relacionamento sexual ou para obter direitos como nacionalidade. Um casamento é, frequentemente, iniciado pela celebração de uma boda, que pode ser oficiada por um ministro religioso (padre, rabino, pastor), por um oficial do registro civil (normalmente juiz de casamentos) ou por um indivíduo que goza da confiança das duas pessoas que pretendem unir-se. Em direito, são chamadas "cônjuges" as pessoas que fazem parte de um casamento. O termo é neutro e pode se referir a homens e mulheres, sem distinção entre os sexos.

Wedding rings
As alianças são um tradicional símbolo usado pelas pessoas casadas.

Etimologia

A palavra casamento é derivada de "casa", enquanto que matrimônio/matrimónio tem origem no radical mater ("mãe"), seguindo o mesmo modelo lexical de "patrimônio".[4] Também pode ser proveniente do termo do latim medieval casamentu.[5]

Escolha do parceiro

Lodewijk XIV-Marriage
Um casamento arranjado entre Luís XIV de França e Maria Teresa de Áustria.
St Mary's Church, Kyoto
Casamento cristão em Quioto, no Japão

Há uma grande variedade, dependendo de fatores culturais, nas regras sociais que regem a seleção de um parceiro para o casamento. A seleção de parceiros pode ser uma decisão individual dos próprios parceiros, ou uma decisão coletiva por parte de seus parentes.[6]

Em muitas sociedades, a escolha do parceiro é limitada às pessoas de grupos sociais específicos. Em algumas sociedades, a regra é que um parceiro é selecionado dentro do próprio grupo do indivíduo que deseja se casar (endogamia). Este é o caso de muitas sociedades baseadas em classes e castas. No entanto, em outras sociedades, um parceiro deve ser escolhido dentro de um grupo diferente do grupo ao qual pertence (exogamia). Este é o caso de muitas sociedades que praticam religiões totêmicas, na qual a sociedade é dividida em várias clãs totêmicos exogâmicos, como a maioria das sociedades aborígenes australianas.[carece de fontes?]

Em outras sociedades, uma pessoa deve se casar com seu primo: uma mulher deve se casar com o filho da irmã de seu pai e um homem deve se casar com a filha do irmão de sua mãe - este é, normalmente, o caso de uma sociedade que tem uma regra de "rastreamento" de parentesco exclusivamente através de grupos de descendência patrilinear ou matrilinear, como entre o povo Akan, da África. Outro tipo de seleção de casamento é o levirato, em que as viúvas são obrigadas a casar com o irmão do seu marido. Este tipo de casamento é encontrado principalmente em sociedades onde o parentesco é baseado em grupos de clãs endogâmicos.[carece de fontes?]

Em outras culturas com regras menos rígidas que regem os grupos dentro dos quais um parceiro pode ser escolhido, a seleção de um parceiro de casamento pode exigir um processo em que o casal deve passar por uma corte ou o casamento pode ser arranjado pelos pais do casal ou por uma pessoa de fora, uma casamenteira.[carece de fontes?]

Um casamento arranjado é facilitado por procedimentos formais da família ou de grupos políticos. Uma autoridade responsável organiza ou incentiva o casamento; eles podem, ainda, contratar uma casamenteira profissional para encontrar um parceiro adequado para uma pessoa solteira. O papel de autoridade pode ser exercido por pais, família, um oficial religioso ou um consenso do grupo. Em alguns casos, a autoridade pode escolher um par para outros fins que não a harmonia conjugal.[carece de fontes?]

Em algumas sociedades, desde a Ásia Central até o Cáucaso e a África, ainda existe o costume de sequestro da noiva, em que uma mulher é capturada por um homem e seus amigos. Às vezes, isso inclui uma fuga, mas outras vezes depende de violência sexual. Em épocas anteriores, o rapto era uma versão em grande escala do sequestro da noiva, com grupos de mulheres sendo capturadas por grupos de homens, às vezes na guerra. O exemplo mais famoso é o Rapto das Sabinas, que forneceu as primeiras esposas aos cidadãos de Roma. Outros parceiros de casamento são mais ou menos impostos a um indivíduo. Por exemplo, quando a viúva é obrigada a casar-se com um dos irmãos do falecido marido: tal arranjo é chamado levirato.[carece de fontes?]

Em alguns países como China e Índia, existe a prática da "compra da noiva", a qual se torna propriedade do esposo, podendo esta, ocasionalmente, ser revendida por este. A prática é ilegal em muitos países.[7][8][9]

Casamento infantil

Um casamento infantil é um casamento em que os menores são dados em matrimônio - muitas vezes antes da puberdade. Casamentos infantis são comuns em muitas partes do mundo, especialmente em partes da Ásia e da África. Estes casamentos são, muitas vezes, forçados.[carece de fontes?]

A Organização das Nações Unidas afirma que os casamentos infantis são mais comuns no Níger, Chade, República Centro-Africana, Bangladesh, Guiné, Moçambique, Mali, Burkina Faso, Sudão do Sul e Malawi.[10]

Em aldeias rurais da Índia, o casamento infantil ainda é praticado, com os pais, às vezes, arranjando o casamento, por vezes antes mesmo de a criança nascer.[11] Esta prática passou a ser considera ilegal, depois da promulgação da Lei de Restrição do Casamento Infantil, de 1929.

Tipos

A sociedade cria diversas expressões para classificar os diversos tipos de relações matrimoniais existentes. As mais comuns são:[12]

  • casamento aberto (ou liberal) - em que é permitido, aos cônjuges, ter outros parceiros sexuais por consentimento mútuo
  • casamento branco ou celibatário - sem relações sexuais
  • casamento arranjado - celebrado antes do envolvimento afetivo dos contraentes e normalmente combinado por terceiros (pais, irmãos, chefe do clã etc.)
  • casamento civil - celebrado sob os princípios da legislação vigente em determinado Estado (nacional ou subnacional)
  • casamento misto - entre pessoas de distinta origem (racial, religiosa, étnica etc.)
  • casamento morganático - entre duas pessoas de estratos sociais diferentes no qual o cônjuge de posição considerada inferior não recebe os direitos normalmente atribuídos por lei (exemplo: entre um membro de uma casa real e uma mulher da baixa nobreza)
  • casamento nuncupativo - realizado oralmente.
  • casamento putativo - contraído de boa-fé mas passível de anulação por motivos legais
  • casamento religioso - celebrado perante uma autoridade religiosa
  • casamento poligâmico - realizado entre um homem e várias mulheres (o termo também é usado coloquialmente para qualquer situação de união entre múltiplas pessoas)
  • casamento poliândrico - realizado entre uma mulher e vários homens. Ocorre, por exemplo, em certas partes do Himalaia.
  • casamento por conveniência - que é realizado primariamente por motivos econômicos ou sociais.
  • Casamento avuncular - Chama-se casamento avuncular o que se celebra entre tio e sobrinha, que são colaterais de terceiro grau. É registrado pela antropologia, sendo comum entre algumas tribos, como os tupis e os guaranis. Em seu sentido original, a palavra diz respeito à autoridade do tio materno em relação ao sobrinho, mas ganhou novo uso corrente. No Brasil, encontra uma previsão de impedimento legal desde a edição do Decreto 181 de 24 de janeiro de 1890, por se tratar de casamento entre colaterais. Todavia, em 1941, editou-se o decreto-lei 3 200, que versou sobre o tema. Note-se que o decreto-lei em questão trata da questão exclusivamente sob a ótica médica. Houve, na época, uma opção clara por se permitir ou não o casamento avuncular à luz dos riscos à prole ou aos cônjuges. Já o Código Civil de 2002, reproduziu o antigo Código Civil ao proibir o casamento avuncular. Assim, dispõe o artigo 1 521 que não podem se casar: IV - os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais colaterais, até o terceiro grau inclusive. Contudo, a doutrina brasileira propõe que o Código Civil não revogou o Decreto-lei 3 200/41, que sobrevive, na qualidade de lei especial, já que não há expressa contrariedade entre a lei anterior especial (decreto-lei 3 200/41) e a lei geral posterior (Código Civil de 2002). Diante da unanimidade doutrinária, foi aprovado o Enunciado 98 do Conselho da Justiça Federal: "98– O inciso IV do artigo 1 521 do novo Código Civil deve ser interpretado à luz do Decreto-Lei n. 3 200/41 no que se refere à possibilidade de casamento entre colaterais de 3º grau."[1][2]

Casamento entre pessoas do mesmo sexo

World laws pertaining to homosexual relationships and expression
Homossexualidade legal:
  União civil (ou outro tipo de parceria)1
  Reconhecimento de casamentos realizados em outras jurisdições1
  Coabitação (ou união de facto)1
  Não há uniões do mesmo sexo
Homossexualidade ilegal:
  Restrições à liberdade de expressão
  Punida, mas sem prisão
  Prisão

1Pode incluir leis ou decisões judiciais recentes que criaram reconhecimento legal para relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo, mas que ainda não entraram em vigor
Wedding at City Hall, Dec. 9, 2012 (14724380274)
Casamento entre duas mulheres.

O casamento entre pessoas do mesmo sexo é a união oficial entre duas pessoas do mesmo sexo biológico ou da mesma identidade de gênero. A introdução do casamento do mesmo sexo tem variado em cada jurisdição, resultante de alterações legislativas às leis matrimoniais, julgamentos com base em garantias constitucionais de igualdade, ou uma combinação dos dois fatores. Em alguns países, a permissão de que casais do mesmo sexo se casem substituiu o sistema anterior de uniões civis ou parcerias registradas.[carece de fontes?]

O reconhecimento de tais casamentos é uma questão de direitos civis, política, social, moral e religiosa em muitos países. Os principais conflitos surgem sobre se os casais do mesmo sexo devem ser autorizados a contrair matrimônio, se são obrigados a usar um estatuto diferente (como a união civil), ou se não têm quaisquer desses direitos. Uma questão relacionada é se o termo "casamento" deve ser aplicado.[13][14][15]

Um argumento a favor do casamento homossexual é que negar aos casais do mesmo sexo o acesso ao matrimônio e a todos os seus benefícios legais conexos representa uma discriminação baseada na orientação sexual; várias organizações científicas dos Estados Unidos concordam com essa afirmação.[16][17][18][19] Outro argumento em apoio ao casamento homossexual é a afirmação de que o bem-estar financeiro, psicológico e físico são reforçados pelo casamento e que filhos de casais do mesmo sexo podem se beneficiar de serem criados por dois pais dentro de uma união legalmente reconhecida e apoiada por instituições da sociedade.[20][21][22]

Processos judiciais movidos por associações científicas americanas também afirmam que manter homens e mulheres homossexuais como inelegíveis para o casamento tanto os estigmatiza quanto impulsiona a discriminação pública contra eles.[23]

A Associação Americana de Antropologia assevera que as pesquisas em ciências sociais não apoiam a visão de que a civilização ou ordens sociais viáveis dependam do não reconhecimento do casamento homossexual.[24] Outros argumentos favoráveis ao casamento do mesmo sexo são baseados nos direitos humanos universais, preocupações com a saúde física e mental, igualdade perante a lei[25] e o objetivo de normalizar as relações LGBT.[26][27][28] Al Sharpton e vários outros autores atribuem a oposição ao casamento do mesmo sexo como proveniente da homofobia[29][30][31][32] ou do heterossexismo e comparam tal proibição do casamento homossexual com as antigas proibições aos casamentos inter-raciais.[33] Em uma entrevista a Robin Roberts, da ABC News em 9 de maio de 2012, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou seu apoio ao casamento homossexual, tornando-se o primeiro presidente americano a fazê-lo.[34]

Regime de bens no casamento

A lei portuguesa e a lei brasileira preveem três tipos de regimes de bens no ato do matrimónio:

  • Regime geral de bens/Comunhão universal de bens - Neste regime de matrimónio, todos os bens de ambos os nubentes passam a pertencer ao casal. O casal é encarado como uma única entidade detentora de todos os bens, mesmo aqueles que cada um dos nubentes detinha antes do casamento. Em caso de separação, tudo será dividido pelos dois.[carece de fontes?]
Em Portugal, este regime não pode ser escolhido na eventualidade de algum dos nubentes ter filhos, maiores ou menores (que não sejam comuns ao outro nubente). Além disso, existem alguns bens que são excepcionados da comunhão, nomeadamente alguns bens de carácter pessoal.[carece de fontes?]
  • Comunhão de bens adquiridos/Comunhão parcial de bens - Neste regime de bens, existe separação de bens apenas nos bens que os nubentes já possuíam antes do casamento, sendo que os bens que cada um adquire após o casamento pertencem ao casal.[carece de fontes?]
Em Portugal, este é o regime supletivamente aplicável, ou seja, aquele que vigorará na eventualidade de os cônjuges não escolherem nenhum outro. Em princípio, todos os bens adquiridos após o casamento serão comuns, embora existam algumas excepções.[carece de fontes?]
  • Separação de bens - Neste regime, apesar de se efetuar um matrimónio, em sede de propriedade de bens existe uma total separação. Neste regime, cada nubente mantém, como apenas seu, quer os bens que levou para o casamento, como também aqueles que adquiriu após o casamento. Em Portugal, este regime é obrigatório quando um dos nubentes tem idade idêntica ou superior a 60 anos. No Brasil, é obrigatório a partir dos 70 anos de idade.[carece de fontes?]

Extinção do casamento

A melhor doutrina de César Fiuza[35] ensina que o casamento pode ser extinto pela morte, por defeito, pela separação e pelo divórcio, conforme disposto no artigo 1 571 da Lei n° 10 406/2002 (Código Civil Brasileiro).[36]

Com a morte, extingue-se o casamento. No entanto, o que pode gerar dúvida diz respeito ao ausente e ao morto presumido.[carece de fontes?]

O mestre César Fiuza informa que os defeitos podem ser graves, como a bigamia, o incesto e o homicídio. E podem ser leves, tais como a coação, a incapacidade dos menores de 16 anos, a autoridade celebrante incompetente, o mandatário com poderes revogados e no caso de erro essencial quanto à pessoa do outro cônjuge.[carece de fontes?]

De acordo com o disposto no artigo 1 550 do Código Civil brasileiro, poderá ser anulável o casamento que incidir nos defeitos já supramencionados.[carece de fontes?]

O divórcio extingue o casamento porque põe fim ao vínculo matrimonial, com fulcro no artigo 1 571 do Código Civil Brasileiro. Já quanto à separação judicial, prevista no inciso III do artigo 1 571 do Código Civil, esta põe fim à sociedade conjugal e não exatamente ao matrimônio, conforme ensina a doutrina. O mestre César Fiuza diz que, embora a separação judicial tenha perdido o efeito prático com o advento da emenda à constituição de nº 66/2010, os artigos 1 572 e 1 578 do código civilista não foram revogados.[carece de fontes?]

Em Portugal

Em 2013, houve 19 920 casamentos civis e 11 576 católicos em Portugal, quando no ano 2000 se registaram 22 421 casamentos civis e católicos 41 331.[37]

Em 2016, em Portugal, realizaram-se 32 399 casamentos (422 dos quais entre pessoas do mesmo sexo), mais seis do que os realizados em 2015. A idade média ao primeiro casamento em 2016 situou-se em 32,8 anos para os homens e 31,3 anos para as mulheres, que compara com 32,5 anos e 31,0 anos, respetivamente em 2015.[38]

Em 2017, 36 100 pessoas (do mesmo sexo ou de sexos opostos) celebraram matrimónio, mais 11% do que no ano anterior. Desde os anos 60, só dois anos assistiram a um aumento maior: em 1961 e em 1975.[39]

Ver também

Referências

  1. Casamento Infobeira.
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 362.
  3. Sobre o casamento em Portugal O instituto do casamento no ordenamento jurídico português e nos países islâmicos - pág. 6 a 13.Miguel Pimenta de Almeida. Visitado em 13 de agosto de 2015.
  4. Relações Interpessoais e Mudanças de Comportamento Planeta Educação.
  5. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 362.
  6. http://www.sermelhor.com.br/amor/o-surgimento-do-casamento-por-amor.html
  7. News18.com. Disponível em http://www.news18.com/videos/india/haryana-girls-segment-3-284744.html. Acesso em 28 de maio de 2017.
  8. Wall Street Journal. Disponível em http://www.wright.edu/~tdung/bride_vn.htm. Acesso em 28 de maio de 2017.
  9. The purchase of a bride. Disponível em http://www.friggasweb.org/bride.html. Acesso em 28 de maio de 2017.
  10. http://www.who.int/mediacentre/news/releases/2013/child_marriage_20130307/en/
  11. Child Marriage Factsheet: State of World Population 2005 – UNFPA
  12. Dispõe de um casamento Arquivado em 3 de março de 2016, no Wayback Machine., Juan Gavira.
  13. Marriage: Both Civil and Religious, Pamela Taylor, The Washington Post, 31 July 2009.
  14. Marriage a Civil Right, not Sacred Rite, Susan Smith, The Washington Post, 30 July 2009; Retrieved 12 September 2009.
  15. «Decision in Perry v. Schwarzenegger» (PDF). Consultado em 6 de agosto de 2010. Arquivado do original (PDF) em 16 de março de 2013
  16. American Psychological Association (2004). «Resolution on Sexual Orientation and Marriage» (PDF). Consultado em 10 de novembro de 2010
  17. American Psychiatric Association (2005). «Support of Legal Recognition of Same-Sex Civil Marriage» (PDF). Consultado em 10 de novembro de 2010
  18. American Psychoanalytic Association. «Position Paper On Gay Marriage». Consultado em 10 de novembro de 2010. Arquivado do original em 10 de maio de 2012
  19. American Sociological Association. «American Sociological Association Member Resolution on Proposed U.S. Constitutional Amendment Regarding Marriage». Consultado em 10 de novembro de 2010. Arquivado do original em 12 de agosto de 2007
  20. «Brief of the American Psychological Association, The California Psychological Association, the American Psychiatric Association, and the American Association for Marriage and Family Therapy as amici curiae in support of plaintiff-appellees – Appeal from United States District Court for the Northern District of California Civil Case No. 09-CV-2292 VRW (Honorable Vaughn R. Walker)» (PDF). Consultado em 5 de novembro de 2010
  21. Marriage of Same-Sex Couples – 2006 Position Statement Canadian Psychological Association. Retrieved 30 September 2011.
  22. Pawelski JG, Perrin EC, Foy JM; et al. (2006). «The effects of marriage, civil union, and domestic partnership laws on the health and well-being of children». Pediatrics. 118 (1): 349–64. PMID 16818585. doi:10.1542/peds.2006-1279 available online: http://pediatrics.aappublications.org/cgi/content/full/118/1/349
  23. «Brief of Amici Curiae American Anthropological Association et al., supporting plaintiffs-appellees and urging affirmance – Appeal from United States District Court for the Northern District of California Civil Case No. 09-CV-2292 VRW (Honorable Vaughn R. Walker)» (PDF). Consultado em 5 de novembro de 2010
  24. American Anthropological Association (2005). «Statement on Marriage and the Family from the American Anthropological Association». Consultado em 10 de novembro de 2010. Arquivado do original em 29 de junho de 2015
  25. Prop. 8 Challenged in Federal Court, American Foundation for Equal Rights, 27 de maio de 2009.
  26. Abraham, Julie (maio de 2000). «Public Relations: Why the Rush to Same-Sex Marriage? And Who Stands to Benefit?». The Women's Review of Books. 17 (8): 12–14. JSTOR 4023418. doi:10.2307/4023418. its most vocal advocates want gay marriage because marriage stands at the center of a system of legitimization [...].
  27. Azzolina, David (2003). «The End of Gay (and the Death of Heterosexuality).(Book Review)». Library Journal: 288
  28. Warner, Michael (1999). The Trouble with Normal. [S.l.]: The Free Press. p. 80
  29. Sharpton chides black churches over homophobia, gay marriage Arquivado em 25 de janeiro de 2008, no Wayback Machine., Southern Voice, Dyana Bagby, 27 January 2006.
  30. Frank: Scalia's legal opinions reveal his homophobia, CNN, 25 March 2009. Retrieved 9 September 2009.
  31. Craig A. Rimmerman; Clyde Wilcox (2007). The politics of same-sex marriage. [S.l.]: University of Chicago Press. p. 234. ISBN 978-0-226-72001-2. Clearly homophobia is at the heart of blanket opposition to gay rights policies.
  32. Evan Gerstmann (2004). Same-sex marriage and the Constitution. [S.l.]: Cambridge University Press. p. 56. ISBN 978-0-521-00952-2. Keeping marriage heterosexual and dual gendered clearly has more widespread support than other homophobic policies.
  33. Mathabane, Gail (25 de janeiro de 2004). «Gays face same battle interracial couples fought». USA Today. Washington DC. Consultado em 1 de fevereiro de 2010
  34. «Obama Affirms Support for Same-Sex Marriage». ABC News. 9 de maio de 2012
  35. FIUZA, César (2014). Direito Civil: curso completo. Belo Horizonte: Del Rey. pp. 1341 p.
  36. «L10406compilada». www.planalto.gov.br. Consultado em 18 de abril de 2017
  37. «Portugal é campeão dos divórcios»
  38. «Mais de 60 divórcios por dia em Portugal em 2016»
  39. «Casamentos disparam com o final da crise»

Ligações externas

Adultério

Adultério (do Latim adulterǐum) é a prática da infidelidade conjugal. Com o tempo, o termo estendeu-se ao sentido de fraudar ou falsificar, adjeta ao verbo "adulterar".

Amor

Amor (do latim amore) é uma emoção ou sentimento que leva uma pessoa a desejar o bem a outra pessoa ou a uma coisa. O uso do vocábulo, contudo, lhe empresta outros tantos significados, quer comuns, quer conforme a ótica de apreciação, tal como nas religiões, na filosofia e nas ciências humanas. O amor possui um mecanismo biológico que é determinado pelo sistema límbico, centro das emoções, presente somente em mamíferos e talvez também nas aves — a tal ponto que Carl Sagan afirmou que o amor parece ser uma invenção dos mamíferos.Para o psicólogo Erich Fromm, ao contrário da crença comum de que o amor é algo "fácil de ocorrer" ou espontâneo, ele deve ser aprendido; ao invés de um mero sentimento que acontece, é uma faculdade que deve ser estudada para que possa se desenvolver - pois é uma "arte", tal como a própria vida. Ele diz: "se quisermos aprender como se ama, devemos proceder do mesmo modo por que agiríamos se quiséssemos aprender qualquer outra arte, seja a música, a pintura, a carpintaria, ou a arte da medicina ou da engenharia". O sociólogo Anthony Giddens diz que os mais notáveis estudos sobre a sexualidade, na quase totalidade feitos por homens, não trazem qualquer menção ao amor. Ambos os autores revelam existir uma omissão científica sobre o tema.A percepção, conceituação e idealização do objeto amado e do amor variam conforme as épocas, os costumes, a cultura. O amor é ponto central de algumas religiões, como no cristianismo onde a expressão Deus é amor intitula desde uma encíclica papal até em o nome de uma Igreja, no Brasil - derivadas da máxima de João Evangelista contida na sua primeira epístola.Embora seja corrente a máxima "o amor não se define, o amor se vive", há várias definições para o amor como: a "dedicação absoluta de um ser a outro", o "afeto ditado por laços de família", o "sentimento terno ou ardente de uma pessoa por outra" e aqueles em que também se inclui a atração física, tornando-o aplicável também aos animais, um mero "capricho", as aventuras amorosas, o sentimento transcendental e religioso de adoração, perpassando ao sinônimo de amizade, apego, carinho, etc. Diante desta gama variada de conceitos, os teóricos se dividem na possibilidade de uma conceituação única, que reúna aquelas tantas definições e representações do amor. Outros, como André Lázaro, afirmam que "não há dois amores iguais". Já Leandro Konder diz que o termo amor possui uma "elasticidade impressionante". Erich Fromm, ainda, ressalta que "O amor é uma atividade, e não um afeto passivo; é um "erguimento" e não uma "queda". De modo mais geral, o caráter ativo do amor pode ser descrito afirmando-se que o amor, antes de tudo, consiste em dar, e não em receber." Como sentimento individual e personalíssimo, traz complexidade por envolver componentes emocionais, cognitivos, comportamentais que são difíceis - ou quase impossíveis - de separar e, no caso do amor romântico, também se insere os componentes eróticos.O amor romântico, celebrado ao longo dos tempos como um dos mais avassaladores de todos os estados afetivos, serviu de inspiração para algumas das conquistas mais nobres da humanidade; tem o poder de despertar, estimular, perturbar e influenciar o comportamento do indivíduo. Dos mitos à psicologia, das artes às relações pessoais, da filosofia à religião, o amor é objeto das mais variadas abordagens, na compreensão de seu verdadeiro significado, cujos aspectos principais são retratados a seguir.

Amor livre

O termo amor livre tem sido utilizado desde o século XIX para descrever o movimento social que rejeita o casamento e despreza estereótipos e que acredita no amor sem posse, controle ou nome. O amor livre surgiu enquadrado no seio do movimento anarquista, em conjunto com a rejeição da interferência do Estado e da Igreja na vida e nas relações pessoais. Alguns defensores do amor livre consideravam que tanto os homens como as mulheres tinham direito ao prazer sexual, o que na era vitoriana era profundamente radical.Embora o amor livre seja presentemente reduzido em sua complexidade a promiscuidade, em referência ao movimento hippie das décadas de 1960 e 1970, historicamente o movimento pelo amor livre não defendia especificamente relações de curto-prazo ou a existência de múltiplos parceiros sexuais. Os proponentes do amor livre consideravam que uma relação de amor aceite livremente por ambos os parceiros nunca deveria ser regulada pela lei, pelo que a prática do amor livre poderia incluir relações monógamas de longo prazo ou mesmo o celibato, mas não qualquer forma institucional de monogamia ou poligamia, por exemplo.[carece de fontes?]Os movimentos do amor livre lutaram mais fortemente contra as leis que impediam a vida em comum de um casal não casado face ao Estado ou à Igreja, bem como as que regulavam o adultério, o divórcio, a idade de consentimento, o controle de natalidade, a homossexualidade, o aborto e as leis sobre obscenidade, que limitavam o direito à discussão pública de assuntos relacionados a sexualidade. A revogação pelo casamento de alguns direitos civis, mesmo que parcialmente, foi também motivo de preocupação entre os defensores do amor livre, por exemplo, quando uma violação que ocorre num casamento é tratada de forma mais leve que uma violação que ocorre fora do mesmo. No século XX, alguns proponentes do amor livre alargaram a crítica à instituição do casamento argumentando que este encoraja a possessividade emocional e dependência psicológica.[carece de fontes?]

Cambridge

Cambridge (aportuguesado para Cantabrígia ou Cambrígia) é uma antiga cidade universitária no Reino Unido, sede do condado de Cambridgeshire, no região leste do país. Situa-se a aproximadamente 80 quilômetros de Londres.A cavaleiro de uma região deprimida e pantanosa, de difícil circulação, e às margens do Rio Cam, afluente do Ouse (tributário do mar do Norte), Cambridge domina uma das saídas naturais da área. Daí resultou sua primeira função, a de porto fluvial, bastante importante para receber, na Idade Média, barcos marítimos de pequeno calado. Sua situação geográfica tornou-a, no século XIII, sede da mais importante feira do país.

Graças ao intenso comércio, representado pela exportação de lãs, tecidos e produtos agrícolas, Cambridge enriqueceu, e, ainda no séc. XIII, assumiu novo papel: o de cidade sede da Universidade de Cambridge. Ao primeiro college (acomodação), o de Peterhouse, fundado em 1284, foram-se seguindo outros, chegando ao total de 31 colleges para homens e dois para mulheres. Alguns deles são especialmente afamados, como o Christ’s College, onde Erasmo ensinou teologia, o King's College, de belíssima arquitetura, salientando-se sua capela orgival, do séc. XV, o Queen's College, o Trinity College, a que pertenceram Francis Bacon, Lord Byron e Sir Isaac Newton, Corpus Christi College, Downing College e o Jesus College.

Ao contrário de Oxford, sua tradicional rival, Cambridge foi muito pouco atingida pela industrialização, mantendo a atmosfera de cidade universitária. A vida da cidade praticamente limita-se às atividades direta ou indiretamente ligadas à população estudantil, quase se despovoando nos períodos de férias escolares.Com os colégios recobertos de vegetação alinhados ao longo do rio, os verdes gramados e campos de esporte, a par da riqueza de sua arquitetura, Cambridge é uma cidade bela, que o turismo tem aproveitado de várias maneiras.

O censo de 2001 contou 108.863 habitantes em Cambridge, dos quais 22.153 eram estudantes.

Em 29 de abril de 2011, o príncipe William recebeu de sua avó, a rainha Elizabeth II, o título de duque de Cambridge, a poucas horas antes do seu casamento com Kate Middleton. Com isso, após o casamento William e Kate foram reconhecidos como duque e duquesa de Cambridge. O título de duque é o mais alto da hierarquia da nobreza britânica, somente abaixo de reis e príncipes.

Carlos, Príncipe de Gales

Carlos Filipe Artur Jorge Windsor (Londres, 14 de novembro de 1948) é o filho mais velho e herdeiro aparente da rainha Isabel II do Reino Unido e seu marido, o príncipe Filipe, Duque de Edimburgo. Como o primeiro na linha de sucessão, detém os títulos de Príncipe de Gales na Inglaterra, Duque de Rothesay na Escócia e Duque da Cornualha no sudoeste inglês, além de outros títulos subsidiários.

Carlos é o herdeiro aparente que há mais tempo ocupa esta posição na história britânica e a segunda pessoa mais velha a ser o primeiro na linha de sucessão, depois apenas de Sofia de Hanôver.

Casamento entre pessoas do mesmo sexo

Casamento entre pessoas do mesmo sexo (também chamado de casamento homossexual, casamento gay ou casamento homoafetivo) é o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo biológico ou da mesma identidade de gênero. Os defensores do reconhecimento legal de casamento do mesmo sexo geralmente se referem ao seu reconhecimento como casamento igualitário.Desde o começo do século XXI, 30 países permitem que pessoas do mesmo sexo se casem em todo território nacional, na seguinte ordem cronológica: Países Baixos (1/4/2001); Bélgica (1/6/2003); Espanha (3/7) e Canadá (20/7/2005); África do Sul (30/11/2006); Noruega (1/1) e Suécia (1/5/2009); Portugal (5/6), Islândia (27/6) e Argentina (22/7/2010); Dinamarca (15/6/2012); Brasil (16/5), França (18/5), Uruguai (5/8) e Nova Zelândia (19/8/2013); Inglaterra, País de Gales (13/3) e Escócia (16/12/2014); Luxemburgo (1/1), Estados Unidos (26/6) e Irlanda (16/11/2015); Colômbia (28/4/2016); Finlândia (1/3), Malta (1/9), Alemanha (1/10) e Austrália (9/12/2017); Áustria (1/1), Taiwan (24/5) e Equador (12/6/2019); Costa Rica (26/5/2020*); Territórios e/ou dependências: Mayotte, Reunião (departamento), Terras Austrais e Antárticas Francesas, Guadalupe, Guiana Francesa, Martinica, (São Martinho (França)) e Saint-Pierre e Miquelon (França) (2013); Acrotíri e Deceleia, Ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul e Território Britânico do Oceano Índico (Reino Unido) (2014); Ilhas Marianas do Norte, Ilhas Virgens Americanas, Porto Rico, Guam (EUA) e Ilhas Pitcairn (Reino Unido) (2015); Groenlândia (Dinamarca), Ilha de Man, Território Antártico Britânico e Gibraltar (Reino Unido) (2016); (Santa Helena, Ascensão e Tristão da Cunha), Ilhas Malvinas, Guernsey (Reino Unido) e Ilhas Feroe (Dinamarca) (2017); Alderney, Jersey e Bermudas (Reino Unido) (2018); Ilhas Cayman (Reino Unido) (2019).

No México, casamentos entre pessoas do mesmo sexo são realizados apenas na Cidade do México e em alguns estados, mas são reconhecidos em todo o território mexicano. A Austrália passou a reconhecer a união entre pessoas do mesmo sexo em 7 de dezembro de 2017, após o parlamento do país aprovar a lei do casamento gay. No Brasil, casamentos entre pessoas do mesmo sexo são realizados por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e começaram a ser celebrados a partir de 2013. Algumas das jurisdições que não realizam casamentos homoafetivos, mas reconhecem os que forem realizados em outros países ou territórios são: Israel; países caribenhos pertencentes ao Reino dos Países Baixos (Aruba, Curaçao e São Martinho).

Em alguns países, a permissão de que casais do mesmo sexo se casem substituiu o sistema anterior de uniões civis ou parcerias registradas. Já em outros, casamentos e uniões civis são celebrados para casais hétero ou homoafetivos. Em muitos países, o reconhecimento de tais casamentos é uma questão de direitos civis, política, social, moral e religiosa. Os principais conflitos são acerca da autorização a casais do mesmo sexo de contrair matrimônio, da obrigação de usar um estatuto diferente (como a união civil), ou da impossibilidade destes casais possuírem quaisquer desses direitos. Outra questão ainda é se o termo casamento deve ser aplicado.

As Ilhas Bermudas revogaram em dezembro de 2017 uma norma que permitia o casamento homoafetivo na ilha, em vigor a apenas seis meses, por meio de uma lei que afirmava que o casamento era uma união entre um homem e uma mulher, entretanto a norma foi declarada inconstitucional pela Suprema Corte local, que ordenou a restauração do casamento homoafetivo na região.

Casamento morganático

O casamento morganático é aquele em que um(a) nobre, príncipe (princesa) ou rei (rainha) desposa alguém de posição social inferior, uma pessoa de baixa nobreza ou uma pessoa que não pertence à nobreza. No casamento morganático, geralmente o nobre mantém seus títulos, e até seus direitos de sucessão, mas fora algumas excepções, estes não são estendidos ao seu consorte nem aos seus filhos.

Este tipo de casamento surgiu nos Estados germânicos na Idade Média, e posteriormente estendeu-se a quase toda a Europa. Ao ato estava associado um ritual preciso: na manhã que se seguia ao matrimónio, o marido, em presença de amigos e parentes de ambos, dava à mulher um presente simbólico (em alemão designado morgangeba, vocábulo formado de morgen (manhã) e geben (dar), que latinizado veio a dar morganaticus); esta, ao recebê-lo, perdia qualquer direito a títulos e reclamações posteriores sobre o património do marido, renúncia extensiva aos filhos de ambos.

A figura do casamento morganático, então prevista na legislação de alguns países europeus, nunca existiu em Portugal, não existiu nas leis escritas e não existiu nos costumes. Em Portugal alguns reis casaram com mulheres que não eram oriundas de uma casa real europeia (exemplo: a rainha Leonor Teles de Meneses), mas nunca contraíram matrimônio com plebeias.

Exemplos:

Em 1869, o rei D.Fernando II de Portugal, príncipe de Saxe-Coburgo-Gota e viúvo da rainha Dona Maria II de Portugal, casou com uma actriz de teatro, a famosa Elise Hensler, a quem foi dado o título de condessa de Edla pelo primo de D.Fernando, o príncipe Ernesto II.

O rei Eduardo VIII do Reino Unido casou-se com a estadunidense Wallis Simpson em 3 de Junho de 1937. Todavia, depois de abdicar da coroa reverteu à condição de príncipe do Reino Unido e Duque de Windsor.

Em 1908, D. Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança, príncipe Imperial do Brasil, então herdeiro da Casa Imperial brasileira, casou-se com a condessa Elizabeth Maria Adelaide Dobrzensky Von Dobrzenicz, uma nobre do Império Áustro-Húngaro (1867-1918). Por considerar a nora de nobreza menor, a princesa Isabel de Bragança e o príncipe Gastão de Orléans, conde d'Eu, obrigaram seu filho primogénito a abdicar dos seus direitos em favor de seu irmão, D. Luís Maria Filipe de Orléans e Bragança.

Como Salvar Meu Casamento

Como Salvar Meu Casamento é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Tupi e exibida de 26 de junho de 1979 a 22 de fevereiro de 1980, às 20 horas.

Escrita por Edy Lima, Ney Marcondes e Carlos Lombardi e dirigida por Atílio Riccó. Teria 160 capítulos, mas por causa da crise financeira que causou o fechamento do departamento de dramaturgia da Rede Tupi teve somente 140 capítulos; Nunca teve seu final exibido.

Diana, Princesa de Gales

Diana Frances Spencer (Sandringham, 1 de julho de 1961 — Paris, 31 de agosto de 1997), apelidada de Lady Di, foi uma aristocrata, filantropa e a primeira esposa de Carlos, Príncipe de Gales, filho mais velho e herdeiro aparente de Isabel II do Reino Unido. Seus dois filhos, os príncipes Guilherme, Duque de Cambridge e Henrique, Duque de Sussex, são respectivamente o segundo e o sexto na Linha de sucessão ao trono britânico e de outros doze países da Commonwealth.Após o seu casamento com o príncipe de Gales, Diana tornou-se uma das mulheres mais famosas do mundo, celebridade perseguida por paparazzi, um ícone da moda, ideal de beleza e elegância feminina, admirada por seu trabalho de caridade, em especial por seu envolvimento no combate à AIDS e na campanha internacional contra as minas terrestres.A sua trágica e inesperada morte ocorrida após um acidente de carro na cidade de Paris, em 1997, foi seguida de um grande luto público pelo Reino Unido e, em menor escala, pelo mundo. Seu funeral, realizado em setembro do mesmo ano, foi assistido globalmente por cerca de 2,5 bilhões de pessoas, tornando-se um dos eventos mais assistidos da história da televisão.Mesmo muitos anos após sua morte, a "princesa do povo" continua sendo uma celebridade frequente na imprensa, servindo de tema para muitos livros, jornais e revistas. Estima-se que seu nome seja citado, pelo menos, oito mil vezes por ano na imprensa britânica. Os vários biógrafos de Diana divergem-se quando o assunto é a decadência de seu casamento. Andrew Morton, por exemplo, culpa a "crueldade e a falta de compaixão" de Carlos pelo fim do relacionamento deles, enquanto que Sally Bedell Smith aponta os supostos "distúrbios mentais" de Diana como sendo os responsáveis pelo desgaste da relação. A jornalista Tina Brown, por sua vez, atribui o desastre à ingenuidade da princesa em uma ficção forjada pelos tabloides.

Divórcio

O divórcio (do termo latino divortium, derivado de divertĕre, "separar-se") é o rompimento legal e definitivo do vínculo de casamento civil. O processo legal de divórcio pode envolver questões como atribuição de pensão de alimentos, regulação de poder paternal, relação ou partilha de bens, regulação de casa de morada de família, embora estes acordos sejam complementares ao processo principal.

Em algumas jurisdições, não é exigida a invocação da culpa do outro cônjuge. Ainda assim, mesmo nos ordenamentos jurídicos que adaptaram o sistema do divórcio "sem culpa", é tido em conta o comportamento das partes na partilha dos bens, regulação do poder paternal, e atribuição de alimentos.

Na maioria das jurisdições, o divórcio carece de ser emitido ou certificado por um tribunal para surtir efeito, onde pode ser bastante estressante e caro a litigância. Outras abordagens alternativas, como a mediação e divórcio colaborativo podem ser um caminho mais assertivo. Em alguns países, como Portugal e Brasil, o divórcio amigável pode até ser realizado numa conservatória de registo civil (Portugal) ou tabelionato de notas (Brasil), simplificando bastante o processo.

A anulação não é uma forma de divórcio, mas apenas o reconhecimento, seja a nível religioso, seja civil da falha das disposições no momento do consentimento, o que tornou o casamento inválido; reconhecer o casamento nulo é a mesma coisa que reconhecer que nunca tenha existido.

Num divórcio, o destino dos bens do casal fica sujeito ao regime de bens adotado na altura do casamento, e que geralmente em todos os países são: separação de bens, bens adquiridos, ou comunhão de adquiridos.

Os países onde mais ocorrem pedidos de rompimento do matrimônio são: Estados Unidos, Dinamarca e Bélgica, com índices entre 55% e 65%. Em contraponto, os países com menos incidência de separação são países extremamente católicos como República da Irlanda e Itália, com números abaixo de 10%. Atualmente, apenas as Filipinas e o Vaticano não permitem o divórcio em seu sistema legal. Por outro lado, em maio de 2011, Malta votou a favor da inclusão do divórcio em sua legislação por meio de um referendo não vinculante, aprovando posteriormente sua legalização no Parlamento durante o mês de julho, sendo o último país do mundo em legalizá-lo depois do Chile (que o aprovou em 2004). No Parlamento das Filipinas, entretanto, um debate sobre uma lei potencial que incorpora em seu sistema legal começou no final do primeiro semestre de 2011.

Quanto ao poder paternal (pátrio poder), ele assume cada vez maior importância no divórcio, sendo atribuído em 95% das vezes às mulheres, segundo dados oficiais de 2003 quer no Brasil, quer Portugal, Espanha, e América do Norte.

Dote

Dote é a transferência de propriedades dos pais, como presentes, dinheiro ou outros bens quando ocorre o casamento de uma filha. O dote contrasta com os conceitos relacionados de preço de noiva e contradote. Enquanto o preço da noiva ou serviço de noiva é um pagamento feito pelo noivo ou sua família para os pais da noiva, o dote são os bens transferidos da família da noiva para o noivo ou sua família.

O dote é um costume antigo e sua existência pode ocorrer antes de registros sobre ele. Os dotes continuam a ser esperados e exigidos como condição para aceitar uma proposta de casamento em algumas partes do mundo, principalmente em partes da Ásia, África do Norte e Balcãs. Em algumas partes do mundo, as disputas relacionadas ao dote às vezes resultam em atos de violência contra as mulheres, incluindo assassinatos e ataques com ácido. O costume do dote é mais comum em culturas que são fortemente patrilinear e que esperem que as mulheres residam com ou perto da família do marido. Os dotes têm longa história na Europa, Sul da Ásia, África e outras partes do mundo.

Floruit

Floruit (AFI: [ˈflɔru.ɪt], frequentemente abreviado fl. ou flor. e por vezes italicizado para mostrar que é latim) é um verbo significando 'floresceu', que denota o período de tempo durante o qual uma pessoa, escola, movimento ou mesmo espécie esteve em atividade ou florescendo. É a forma do verbo latino florere ― "florescer" na terceira pessoa do singular, no passado indicativo ativo.

É largamente utilizado em genealogia e escrita histórica; seu uso ocorre quando as datas de nascimento ou morte são desconhecidas, mas alguma outra evidência existe que indica quando uma pessoa esteve viva. Por exemplo, caso haja testamentos atestados por João Anes em 1204, 1207 e 1229, e um registro de seu casamento em 1197, um registro referenciando-o poderia ser escrito como "João Anes (fl. 1197–1229)".

Legislação sobre pessoas LGBT no mundo

A legislação sobre pessoas LGBT varia de acordo com a cultura de cada país. Na atualidade existe uma enorme variedade no alcance das leis que afetam as pessoas do grupo LGBT no mundo. Essas diferenças nos direitos relativos a pessoas LGBT estiveram presentes ao longo da história das civilizações humanas, persistindo até aos tempos atuais. Desde países que criminalizam a homossexualidade com a pena de morte, tais como, a Arábia Saudita, a Mauritânia ou o Iêmen, até aqueles países que já legalizaram o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, como Países Baixos, Espanha ou Canadá.

As principais organizações mundiais de saúde, incluindo muitas de psicologia, não mais consideram a homossexualidade uma doença, distúrbio ou perversão. Desde 1973, a homossexualidade deixou de ser classificada como tal pela Associação Americana de Psiquiatria. Em 1975, a Associação Americana de Psicologia adotou o mesmo procedimento, deixando de considerar a homossexualidade como doença. No Brasil, em 1985, o Conselho Federal de Psicologia deixa de considerar a homossexualidade como um desvio sexual e, em 1999, estabelece regras para a atuação dos psicólogos em relação à questões de orientação sexual, declarando que "a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão" e que os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura da homossexualidade. No dia 17 de Maio de 1990, a Assembleia-geral da Organização Mundial de Saúde (sigla OMS) retirou a homossexualidade da sua lista de doenças mentais, a Classificação internacional de doenças (sigla CID). Por fim, em 1991, a Anistia Internacional passa a considerar a discriminação contra homossexuais uma violação aos direitos humanos. Apesar da despatologização da homossexualidade, pessoas trans ainda têm sua identidade de gênero patologizada pela OMS e por quase todos os países, exceto a França (ver Transexualidade).

A reversão do entendimento da homossexualidade como uma doença mental para uma orientação sexual menos comum numericamente é certa, mas irreversível e identitária do ponto de vista antropológico, além de alguns estudos que revelam diferenças entre o cérebro de pessoas homossexuais e pessoas heterossexuais, foi crucial para que vários países pudessem rever as leis que puniam a homossexualidade, garantindo assim em alguns casos os mesmos direitos dos casais heterossexuais.

Lista de imperatrizes romanas e bizantinas

Ver também: Lista de imperadores romanos e lista de imperadores bizantinos.Esta é uma lista das mulheres que foram imperatrizes-consorte romanas, ou seja, as esposas de um imperador romano, o governante do Império Romano. A imperatriz consorte não exercia o poder de facto, mas geralmente tinha muita influência na corte, principalmente entre as mulheres e filhos.

Os romanos não tinham um termo único para a função: títulos latinos e gregos como augusta (derivado do primeiro imperador Augusto), cesarissa (derivado de Júlio César), basilissa (em grego: βασίλισσα), a forma feminina de basileu, e autocratorissa, feminino de autocrata, foram todos utilizados. No século III, a augusta também podia receber títulos como "mãe do exército acampado" (mater castrorum) e "mãe da pátria" (mater patriae). Outro título das imperatrizes bizantinas era "piedosíssima augusta" (eusebestatē augousta); elas eram também chamadas de kyria ("madame") ou despoina (δέσποινα), forma feminina de déspota. Por conta da prática de dividir o Império Romano entre diferentes imperadores, houve períodos nos quais havia mais de uma imperatriz. Todas elas aparecem aqui, juntamente com algumas co-imperatrizes. Nem todas foram chamadas de augusta e nem toda as que receberam o título foram imperatrizes, pois as irmãs e amantes do imperador também podiam receber o título. Algumas cesarissas e despoinas que nunca foram imperatrizes foram incluídas, uma vez que estes títulos eram muito similares ao de imperatriz, ainda que, no período do Império Bizantino, fossem mais próximos ao que se conhece atualmente como príncipe herdeiro.

O Império Romano do Ocidente não teve nenhuma imperatriz reinante conhecida, embora a obscura Úlpia Severina tenha provavelmente reinado por conta própria após a morte de seu marido Aureliano. O Império Romano do Oriente (posteriormente chamado de Bizantino) teve três imperatrizes-reinantes oficiais: Irene, Zoé Porfirogênita e Teodora. Contudo, jamais houve um "imperador-consorte" (ou seja, o marido de uma imperatriz-reinante), embora, em alguns momentos, marido e mulher tenham reinado como coimperadores, como foi o caso de Justiniano e Teodora.

Maria I da Inglaterra

Maria I (Greenwich, 18 de fevereiro de 1516 – Londres, 17 de novembro de 1558) foi Rainha da Inglaterra e Irlanda de 1553 até sua morte, além de Rainha Consorte da Espanha a partir de 1556. Sendo filha de Henrique VIII com sua primeira esposa, Catarina de Aragão, atuou como o quarto e penúltimo monarca da Casa de Tudor.

Em 1533, quando seu pai decidiu anular o casamento com sua mãe para se casar com Ana Bolena, ela foi declarada como filha ilegítima do rei e excluída da linha de sucessão, sendo substituída por sua meia-irmã, Isabel; no entanto, retornou à mesma através de uma lei aprovada em 1543. Ela havia sido restabelecida como a herdeira do trono atrás de seu meio-irmão, Eduardo VI, cujo reinado aplicou a Reforma Protestante na Inglaterra, proibindo também que o catolicismo — religião seguida por Maria — fosse praticado em todo o reino. Quando teve conhecimento de sua iminente morte, movido pela diferença religiosa com sua meia-irmã, Eduardo assinou um documento onde escolhia sua prima, Joana Grey, como sua legítima sucessora. No entanto, Maria reuniu forças no reino e conquistou o apoio popular, depondo-a nove dias depois de sua ascensão.

Em seu reinado, Maria reverteu as reformas religiosas implantadas por Eduardo e o protestantismo passou a ser proibido na Inglaterra. Em 1556, ela se tornou Rainha Consorte da Espanha graças ao seu casamento com Filipe II, único filho de seu primo, Carlos V. O matrimônio foi recebido com uma revolta popular organizada por Thomas Wyatt, que buscava depô-la em favor de sua meia-irmã; no entanto, o levante fracassou e Isabel foi aprisionada na Torre de Londres. Por outro lado, Maria não teve filhos, passou por duas gravidezes psicológicas, uma em 1554 e outra em 1557, o que a fez ser ridicularizada na Europa, tornando a sucessão de Isabel iminente. No entanto, Maria só veio reconhecê-la como sucessora dias antes de sua morte, em 1558.

Maria é reconhecida como a primeira mulher a obter sucesso na reivindicação do trono da Inglaterra — a imperatriz Matilde fracassou em sua tentativa —, apesar da concorrência e determinação dos opositores. Em seus primeiros anos, gozava de apoio popular e simpatia, principalmente pela população católica. Apesar de seu reinado ser lembrado pelas perseguições aos protestantes, que lhe renderam o epíteto de "Maria Sangrenta", suas políticas de reforma fiscal, expansão naval e exploração colonial se tornaram bem-sucedidas no Período Isabelino. Além disso, foi reverenciada pelo papa Paulo IV com uma Rosa de Ouro.

Noivado

Noivado é o período de tempo transcorrido entre a promessa de casamento (matrimônio) feita entre duas pessoas e a celebração da boda. O noivado é uma relação que supõe um maior comprometimento que o namoro, pois estabelece a promessa de futuro casamento.

A festa de noivado (normalmente denominada apenas noivado) é a celebração que anuncia à sociedade que duas pessoas resolveram prometer-se em matrimônio.

Nos tempos mais recentes, a promessa formal de matrimônio é cada vez menos frequente, bem como as festas de noivado.

O tempo de noivado serve para os noivos acertarem os detalhes da festa e como viverão juntos ( casa, endereço, móveis, etc).

A aliança de noivado pode se usar na mão esquerda, mas se recomenda a direita para diferenciar.

Perséfone

Perséfone (em grego: Περσεφόνη, transl.: Persephónē), na mitologia grega, é a deusa das ervas, flores, frutos e perfumes. É filha de Zeus com sua irmã Deméter, a deusa da agricultura e das estações do ano; tendo nascido após o casamento de seu pai com Métis e antes do casamento com Hera. Criada no monte Olimpo, lar da nobreza divina, Perséfone foi sequestrada por seu tio Hades, mudando-se para o mundo inferior. Socorrida por seu meio-irmão Hermes, Perséfone passou a morar metade do ano no Olimpo nas estações primavera quando era chamada de Cora (Koré) pelos demais deuses ctônicos. A ela eram consagrados os chás de plantas como alecrim e sálvia; além das abelhas e do mel.

Poligamia

Poligamia, do grego muitos matrimônios, é a união reprodutiva entre mais de dois indivíduos de uma espécie.

No reino animal, a poligamia se refere à relação onde os animais mantém mais de um vínculo sexual no período de reprodução. Nos humanos, a poligamia é o casamento ou a união conjugal entre mais de duas pessoas . Os casos mais típicos são a poliginia, em que um homem é casado com várias mulheres, e a poliandria, em que uma mulher vive casada com vários homens. Não deve confundir-se com o amantismo, que é também comum nas sociedades humanas, mas em que o laço com um parceiro sexual para além do casamento não é, nem aceite pela lei, nem na maior parte das vezes, de conhecimento público.A poligamia é permitida por algumas religiões e pela legislação de alguns países.

A poligamia é aceita em mais de 50 países ao redor do mundo, no Brasil a poligamia é considerada crime pelo Código Penal Brasileiro,com pena máxima de 3 anos (para quem compartilha o cônjuge) a 6 anos (para quem tem vários cônjuges) e o casamento poligâmico não é válido para o nosso Direito de Família, sendo esta escritura nula, nos termos do artigo 166, por motivo evidentemente ilícito (contra o direito) e por fraudar norma imperativa que proíbe uniões formais ou informais poligâmicas.A lei brasileira é clara: ”Um segundo casamento só pode ocorrer depois do divórcio ou da anulação do primeiro”, diz Dirceu de Mello, professor de Direito Penal da PUC-SP

No entanto, em recentes casos o judiciário brasileiro reconheceu a união estável de mais de duas pessoas, o que seria o instituto chamado pelos doutrinadores de poliamor autorizando portanto uma espécie de poligamia mitigada.

Em culturas que praticam a poligamia, sua prevalência entre a população está freqüentemente ligada à classe e ao status socioeconômico. De um ponto de vista legal, em muitos países, embora o casamento seja legalmente monogâmico (uma pessoa só pode ter um cônjuge e a bigamia é ilegal), o adultério não é ilegal, levando a uma situação de poligamia de fato permitida, embora sem reconhecimento de "cônjuges" não oficiais.

De acordo com estudos científicos, o sistema de acasalamento humano é considerado monogâmico, com a prática cultural da poligamia em minoria, baseada em ambos os levantamentos de populações mundiais, e em características da fisiologia reprodutiva humana, principalmente quando comparada com outras espécies de primatas.

Viuvez

Viuvez é o estado social em que um cônjuge fica quando o outro morre. Viúvo é o homem cuja esposa morreu e não tornou a casar-se. Uma mulher cujo marido morreu designa-se por viúva (do termo latino vidua).

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