Carbala

Carbala[1] ou Querbela[2][3] (em árabe: :كربلاء; transl.: Karbala, Kerbala ou Kerbela) é uma cidade do Iraque, localizada cerca de 85 quilômetros a sudoeste de Bagdá.[4] É capital da província homônima e segundo censo de 2015 havia 690 100 residentes.[5]

Carbala

كربلاء

  Cidade  
Horizonte de Carbala
Carbala está localizado em: Iraque

Carbala
Localização de Carbala
Coordenadas 32° 37' N 44° 02' E
País  Iraque
Província Carbala
População (2015)
 - Total 690 100

História

A cidade é mais conhecida como sítio da Batalha de Carbala de 680 na qual Huceine, filho do califa Ali (r. 656–661) e parente do profeta Maomé , foi morto por destacamento das forças do califa Iázide I (r. 680–683) enquanto se dirigia a Cufa.[6] Ela é uma cidade sagrada aos xiitas e nela há a Mesquita do Imame Huceine, dedicada ao moribundo, bem como outra mesquita dedicada a seu meio-irmão Abas ibne Ali.[7] Outra grande batalha aconteceu na cidade em 2003.

Ligações externas

Referências

  1. Editores 1967, p. 392.
  2. Dias 1940, p. 27; 291.
  3. Dicionário 1967.
  4. Per Google Mapas
  5. Editores 2015.
  6. Editores 1998.
  7. Crowe 2011, p. 187.

Bibliografia

  • Crowe, Felicity; Goddard, Jolyon; Hollingum, Ben (2011). Islamic Beliefs, Practices, and Cultures. Singapura: Marshall Cavendish
  • Dias, Eduardo (1940). Árabes e muçulmanos. Lisboa: Livraria clássica editora, A. M. Teixeira & c.a.
  • Dicionário prático ilustrado. Porto: Lello e Irmão. 1967
  • Editores (1967). Enciclopédia brasileira mérito Vol. XVI. Rio de Janeiro: Editôra Mérito S. A.
Ahl al-Bayt

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Ahl al-Bayt (em árabe: أهل البيت) refere-se no islão à família do profeta Maomé. A palavra árabe ahl significa família e bayt, casa; a expressão significa literalmente "aqueles que se reúnem sob o mesmo tecto". Muçulmanos sunitas e xiitas atribuem diferente significado e importância ao termo.

Os locais onde se encontram sepultados membros da Ahl al-Bayt, como o mausoleu de Ali em Najafe ou o de Hussein em Carbala (ambas as cidades situam-se no Iraque), são importantes pontos de peregrinação de muitos muçulmanos.

Alcaim (distrito)

O distrito de Alcaim (em árabe: قضاء القائم) é um distrito da província de Alambar, no Iraque. A sua capital é Alcaim.

Anah (distrito)

O distrito de Anah (em árabe: قضاء عانة) é um distrito da província de Ambar, no Iraque. A sua capital é Anah.

Atentados no Iraque durante a Ashura de 2004

Massacre de Ashura de 2 de março de 2004 no Iraque foi uma série coordenada de explosões terroristas que mataram pelo menos 178 pessoas e feriram pelo menos 500 muçulmanos xiitas iraquianos que comemoravam o Dia da Ashura. Os atentados foram um dos dias mais mortais da Guerra do Iraque.

Baiji (distrito)

O distrito de Al-Daur (em árabe: قضاء بيجي) é um distrito da província de Saladino, no Iraque. A sua capital é Baiji.

Batalha de Carbala

A Batalha de Carbala ou Querbela (em árabe: :كربلاء; transl.: Karbala, Kerbala ou Kerbela) ocorreu em 10 de outubro de 680 em Carbala, no atual Iraque, entre um pequeno grupo de partidários e parentes do neto de Maomé, Huceine ibne Ali, e um destacamento militar maior das forças do califa omíada Iázide I. Huceine se dirigia para Cufa, onde tinha sido convidado. O grupo que o acompanhava foi atacado perto da cidade de Carbala, matando a maioria dos homens e o próprio Huceine.A maioria dos xiitas considera o aniversário da batalha um dia de luto sagrado e nessa data ritualmente recriam a morte de Huceine ibne Ali. Os seus restos jazem em Carbala, considerado pelos crentes como um local de grande santidade.

Batalha de Carbala (2003)

A Batalha de Carbala ou Querbela (em árabe: :كربلاء; transl.: Karbala, Kerbala ou Kerbela) foi um confronto militar que aconteceu durante a invasão anglo-americana do Iraque em 2003, quando tropas dos Estados Unidos atacaram a cidade de Carbala, na região central do país. O município era importante estrategicamente pois ficava no meio do caminho rumo a Bagdá. Karbala era protegida por milicianos iraquianos e a luta foi feroz. A batalha durou perto de duas semanas e terminou como uma vitória do exército americano.Nas cercanias de Carbala e na área perto da cidade de Muçaibe, as forças iraquianas se posicionaram para tentar formar uma última linha de defesa. Contudo, o general Ra'ad al-Hamdani recebeu ordens para contra-atacar as tropas americanas por lá para prevenir a queda da região. Apesar de não concordar com o plano, ele obedeceu e na batalha que se seguiu seus soldados foram massacrados.Com Carbala nas mãos dos americanos, não havia nada que os impedisse de marchar para Bagdá, a capital do país.

Carbala (província)

Carbala ou Querbela (em árabe: :كربلاء; transl.: Karbala, Kerbala ou Kerbela) é uma das 18 províncias do Iraque. Localizada na região centro do país, tem uma área de 5.034 km², com uma população estimada em 724 000 habitantes em 2003. Sua capital é a cidade de Carbala.

Emad Mohammed

Emad Mohammed Ridha (árabe: عماد محمد), mais conhecido como Emad Mohammed (Carbala, 24 de julho 1979) é um treinador e ex-futebolista iraquiano que atuava como Atacante.

Faluja (distrito)

Faluja (em árabe: قضاء الفلوجة; transl.: Al-Fallujah) é um distrito da província de Ambar, no Iraque. A sua capital é Faluja.

Hit (distrito)

O distrito de Hit (em árabe: قضاء هيت) é um distrito da província de Ambar, no Iraque. A sua capital é Hīt.

Huceine ibne Ali

Huceine ibne Ali ibne Abi Talibe (em árabe: الحسين بن علي بن أبي طالب, lit. 'al-Ḥusayn ibn ‘Alī ibn Abī Ṭālib' em 8 de janeiro de 626 - 10 de outubro de 680) (3º/4º Sha'aban 4 AH - 10 Moarrão 61 AH), melhor conhecido somente como Huceine, Hocém ou Hussene, era o filho de Ali (quarto califa ortodoxo do islã sunita, e primeiro imame do islamismo xiita) e Fátima (filha do profeta islâmico Maomé) e irmão mais novo de Haçane ibne Ali. Huceine é uma figura importante no islã, como ele é um membro da Ahl al-Bayt (a família de Maomé) e Ahl al-Kisa, além de ser o terceiro imame xiita.

Huceine é altamente considerado pelos muçulmanos xiitas, porque ele se recusou a jurar lealdade a Iázide I, o califa Omíada, porque ele considerou o estado dos Omíadas injusto. Como consequência, ele deixou Medina, sua cidade natal, e viajou a Meca. Lá, o povo de Cufa enviou cartas a ele, pedindo sua ajuda e comprometendo-se a sua fidelidade a ele. Então, ele viajou para Cufa. Em Carbala sua caravana foi interceptada pelo exército de Iázide. Ele foi morto e decapitado na Batalha de Carbala em 680 (61 AH) por Ximir ibne Til Jauxam, junto com a maioria de sua família e companheiros. O memorial anual para ele, sua família, seus filhos e sua As'haab (acompanhantes) é chamado Ashura (décimo dia do mês de Moarrão) e é um dia de luto para muçulmanos xiitas.

A tragédia em Carbala teve um impacto sobre a consciência religiosa dos muçulmanos além de seu caráter sagrado entre os xiitas. A longo prazo, os assassinatos cruéis em Carbala tornou-se um exemplo da brutalidade dos Omíadas e alimentou os movimentos xiitas posteriores. Raiva com a morte de Huceine foi transformado em um grito de guerra que ajudou a minar, e finalmente, derrubar o califado Omíada.

Invasão do Iraque em 2003

A Invasão do Iraque em 2003, que começou a 20 de março de 2003 e terminou em 1 de maio do mesmo ano, foi a primeira etapa do que se tornaria um longo conflito, a Guerra do Iraque. Foi lançada com o nome de "Operação Liberdade do Iraque" pelos Estados Unidos e aconteceu no contexto da Guerra Global contra o Terrorismo. A invasão durou apenas 21 dias e foi bem sucedida. Os americanos receberam apoio militar do Reino Unido, da Austrália e da Polônia. O objetivo era derrubar o regime baathista de Saddam Hussein. A fase da invasão do conflito foi curta e consistiu em combate convencional e na ocupação de boa parte do Iraque, resultando na destituição do governo que estava no poder. A ditadura de Saddam entrou em colapso logo após a queda de Bagdá.

Apenas quatro países enviaram tropas na fase de invasão, que foi de 19 de março a 1 de maio de 2003. Os Estados Unidos contribuíram com a maior força (148 000 soldados) que formavam a vanguarda da Coalizão. O Reino Unido enviou 45 000 militares a frente de batalha, a Austrália 2 000 e a Polônia apenas 194 soldados (a maioria forças especiais). Outras 36 nações contribuíram com tropas e observadores após a invasão ter sido concluída. O Kuwait e a Arábia Saudita ofereceram seus territórios para apoiar as forças aliadas. No norte do Iraque, a milícia curda conhecida como Peshmerga também apoiou a invasão incondicionalmente.

De acordo com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e com o primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, a missão da coalizão era "desarmar o regime iraquiano, encerrar o apoio de Saddam Hussein a organizações terroristas e libertar o povo iraquiano". Os motivos citados para a guerra, contudo, foram controversos. O general americano Wesley Clark, um ex comandante da OTAN e diretor do Gabinete de Estratégia e Política, descreveu no seu livro Winning Modern Wars ("Vencendo Guerras Modernas", lançado em 2003), conversas com oficiais de alta patente do Pentágono após os atentados terroristas de 11 de setembro, sobre o planejamento de invadir sete países do Oriente Médio em um período de cinco anos. Ele falou: "enquanto eu caminhava pelo Pentágono em novembro de 2001, um dos oficiais graduados das forças armadas tinha um tempo para conversar. 'Sim, nós ainda estamos seguindo com os planos para o Iraque', ele me disse. Mas ele foi além. Isso tudo era parte de uma campanha de cinco anos, ele falou, e havia planos para atacar sete países, começando pelo Iraque, então a Síria, o Líbano, a Líbia, o Irã, a Somália e o Sudão". Nada disso foi confirmado, mas a liderança militar americana realmente lançou uma agenda de campanhas militares após o 11 de setembro, com o intuito de combater o terrorismo. De acordo com os britânicos, o que impulsionou o conflito foi o fracasso do Iraque em se dispor a se desarmar de todo o seu arsenal nuclear, químico e biológico, que os americanos e seus aliados ingleses acreditavam ser uma ameaça a paz global. Em 2005, um relatório divulgado pela Central Intelligence Agency (CIA) reportou que, desde 1991, o Iraque não tinha nenhum programa ativo para construção de armas de destruição em massa.Além dos supostos programas de armas de destruição em massa, outra acusação feita contra o Iraque era de que o regime de Saddam apoiava e financiava grupos terroristas, como a al Qaeda. Apesar da ausência de provas que realmente comprovassem tal ligação, em uma pesquisa de opinião feita em janeiro de 2003 pela rede CBS afirmava que 64% dos americanos apoiavam uma ação militar contra o regime iraquiano. Contudo, 63% dos entrevistados afirmavam que preferiram que Bush tivesse buscado uma saída diplomática e pelo menos 62% acreditavam que esta guerra aumentaria a ameaça do terrorismo contra o país. A invasão do Iraque foi fortemente criticada por velhos aliados dos Estados Unidos, como a França, a Alemanha e a Nova Zelândia, e muitos países da OTAN se recusaram a enviar tropas em apoio aos americanos. Os líderes dessas nações argumentaram que não havia provas que comprovassem que as acusações feitas pelos americanos eram reais e que um ataque ao país seria uma violação da lei internacional. Nos meses anteriores ao conflito houve grandes protestos por várias cidades do mundo. Estas acabaram sendo as maiores manifestações antiguerra da história até então.Mesmo com todas as controvérsias, a invasão começou em março de 2003 com enormes bombardeios aéreos contra Bagdá (mirando especialmente os ostentosos palácios presidências de Saddam), além de outros alvos de importância militar pelo país. Após apenas um dia de ataques aéreos, a Coalizão lançou uma incursão terrestre em larga escala pelo sul, avançando principalmente pela província de Baçorá, através da fronteira kuwaitiana. Os campos petrolíferos do sul foram uma das prioridades iniciais, com tropas especiais sendo enviadas para toma-los. A força de ataque principal, formado primordialmente pelo exército dos Estados Unidos e do Reino Unido, ocupou o sul e partiu para a região central do Iraque, onde a capital do país ficava. Várias batalhas de pequena, média e até grande intensidade foram travadas no caminho. Um dos maiores confrontos aconteceram em Nassíria, onde houve pesadas baixas em ambos os lados. Porém, na maioria das batalhas, a resistência foi menor que a esperada, especialmente devido a superioridade tecnológica dos países ocidentais. Os ataques aéreos foram muito bem sucedidos, destruindo a infraestrutura militar iraquiana e assim desarticulando as forças do regime. No norte, mais unidades de elite americanas atuaram em missões especiais, apoiados por milícias curdas, e tomaram importantes cidades da região, como Quircuque e Ticrite.

A principal coluna dos exércitos aliados focaram na região central do Iraque e partiram em direção a capital, Bagdá. A resistência foi abaixo da esperada. A maioria das unidades militares iraquianas foram rapidamente sobrepujadas e a capital caiu a 9 de abril de 2003. Outras operações aconteceram no norte e no oeste iraquianos e foram igualmente bem sucedidas. Com o colapso do regime, Saddam Hussein, seus dois filhos (Uday e Qusay) e as principais cabeças do seu governo fugiram e se esconderam para evitar a captura pelas forças de ocupação da Coalizão. Em 1 de maio, o presidente Bush declarou encerradas as principais operações militares no Iraque. Contudo, a guerra não se encerraria, com o país sendo engolido em um mar de violência sectária e religiosa que ceifaria centenas de milhares de vidas. Em dezembro de 2011, os Estados Unidos retiraram suas tropas do território iraquiano depois de oito anos de ocupação. A invasão de 2003 do Iraque foi uma das maiores guerras entre exércitos convencionais da história recente, onde pelo menos 1 000 soldados foram mortos em batalhas.

Pisoteamento em Carbala

Em 10 de setembro de 2019, 31 pessoas foram mortas e mais de outras 100 ficaram feridas em um pisoteamento humano durante as procissões da Ashura em Carbala, Iraque. Há relatos conflitantes sobre o que causou o pisoteamento, um deles afirmou que uma passagem desabou, levando a multidão ao pânico. Outro relato afirmou que uma pessoa tropeçou e caiu entre os corredores e outras caíram sobre ele.

Relações entre Irã e Iraque

As relações entre Irão (português europeu) ou Irã (português brasileiro) e Iraque são as relações diplomáticas estabelecidas entre a República Islâmica do Irã e a República do Iraque. O Irã possui uma embaixada em Bagdá e três consulados gerais em Suleimânia, Arbil e Carbala. O Iraque possui uma embaixada em Teerã e três consulados gerais em Quermanxa, Avaz e Mexed.

Tanto na Antiguidade como nos dias atuais, estas relações foram marcadas diversas vezes por épocas bastante turbulentas. A região onde atualmente é o Iraque chegou a fazer parte dos impérios iranianos. Os dois países compartilham uma fronteira terrestre e uma antiga herança cultural e religiosa. As modernas relações bilaterais entre ambos foram afetadas por conflitos de fronteiras, disputas de petróleo, questões étnicas entre árabes e iranianos, tensões entre sunitas e xiitas e a Guerra Irã-Iraque (1980–1988), que custou a vida de milhões de pessoas.Embora o Iraque tenha se tornado uma nação árabe, a maioria de sua população seguia o ramo xiita do islamismo, que também era seguido pela maioria da população do Irã.

Samarra (distrito)

O distrito de Samarra (em árabe: قضاء سامراء) é um distrito da província de Saladino, no Iraque. A sua capital é Samarra.

Tuz (distrito)

O distrito de Tuz (em árabe: قضاء طوز) é um distrito da província de Saladino, no Iraque. A sua capital é a cidade de Tuz Khurmatu.

Xiismo

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Os xiitas (em árabe: شيعة , Shīʿah, abreviatura de شيعة علي, Shīʻatu ʻAlī, "partido de Ali") são o segundo maior ramo de crentes do Islão, constituindo 16% do total dos muçulmanos (o maior ramo é o dos muçulmanos sunitas, que são 84% da totalidade dos muçulmanos). Os xiitas consideram Ali, o genro e primo do profeta Muhammad, como o seu sucessor legítimo e consideram ilegítimos os três califas sunitas que assumiram a liderança da comunidade muçulmana após a morte de Muhammad.

Capitais de estado

Noutras línguas

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