Benito Mussolini

Benito Amilcare Andrea Mussolini (Predappio, 29 de julho de 1883Mezzegra, 28 de abril de 1945) foi um político italiano que liderou o Partido Nacional Fascista e é creditado como sendo uma das figuras-chave na criação do fascismo.

Tornou-se o primeiro-ministro da Itália em 1922 e começou a usar o título Il Duce desde 1925. Após 1936, seu título oficial era "Sua Excelência Benito Mussolini, Chefe de Governo, Duce do Fascismo e Fundador do Império".[1] Mussolini também criou e sustentou a patente militar suprema de Primeiro Marechal do Império, junto com o rei Vítor Emanuel III da Itália, quem deu-lhe o título, tendo controle supremo sobre as forças armadas da Itália. Mussolini permaneceu no poder até ser substituído em 1943; por um curto período, até a sua morte, ele foi o líder da República Social Italiana.

Mussolini foi um dos fundadores do fascismo, que incluía elementos de nacionalismo, corporativismo, sindicalismo nacional, expansionismo, progresso social e anticomunismo, combinado com a censura de subversivos e propaganda do Estado. Nos anos seguintes à criação da ideologia fascista, Mussolini conquistou a admiração de uma grande variedade de figuras políticas.[2]

Entre suas realizações nacionais de 1924 a 1939 destacam-se os seus programas de obras públicas como a drenagem das áreas pantanosas da região do Agro Pontino[3] e o melhoramento das oportunidades de trabalho e transporte público. Mussolini também resolveu a Questão Romana ao concluir o Tratado de Latrão entre o Reino de Itália e a Santa Sé. Ele também é creditado por garantir o sucesso econômico nas colônias italianas e dependências comerciais.[4] Embora inicialmente tenha favorecido o lado da França contra a Alemanha no início da década de 1930, Mussolini tornou-se uma das figuras principais das potências do Eixo e, em 10 de junho de 1940, inseriu a Itália na Segunda Guerra Mundial ao lado dos alemães. Três anos depois, foi deposto pelo Grande Conselho do Fascismo, motivado pela invasão aliada. Logo depois de preso, Mussolini foi resgatado da prisão no Gran Sasso por forças especiais alemãs.

Após seu resgate, Mussolini chefiou a República Social Italiana nas partes da Itália que não haviam sido ocupadas por forças aliadas. Ao final de abril de 1945, com a derrota total aparente, tentou fugir para a Suíça, porém, foi rapidamente capturado e sumariamente executado próximo ao lago de Como por guerrilheiros italianos. Seu corpo foi então trazido para Milão onde foi pendurado de cabeça para baixo em uma estação petrolífera para exibição pública e a confirmação de sua morte.

Sua Excelência
Benito Mussolini
Benito Mussolini
Il Duce, Benito Mussolini
40º primeiro-ministro da Itália
Período 31 de outubro de 1922
a 25 de julho de 1943
Antecessor Luigi Facta
Sucessor Pietro Badoglio
Primeiro Marechal do Império
Período 30 de março de 1938
a 25 de julho de 1943
Il Duce da República Social da Itália
Período 23 de setembro de 1943
a 25 de abril de 1945
Dados pessoais
Nome completo Benito Amilcare Andrea Mussolini
Nascimento 29 de julho de 1883
Predappio, Forli, Itália
Morte 28 de abril de 1945 (61 anos)
Mezzegra, Itália
Nacionalidade Italiana
Progenitores Mãe: Rosa Maltoni (18581905)
Pai: Alessandro Mussolini (18541910)
Casamento dos progenitores 25 de janeiro de 1882
Esposa Rachele Mussolini
Filhos 6 (Benito Albino Mussolini, Edda Mussolini, Vittorio Mussolini, Bruno Mussolini, Romano Mussolini e Anna Maria Mussolini)
Partido Partido Socialista Italiano (1901–1914)
Partido Nacional Fascista (1921–1943)
Partido Republicano Fascista (1943–1945)
Profissão Político, militar, jornalista
Assinatura Assinatura de Benito Mussolini
Serviço militar
Lealdade Reino de Itália
Serviço/ramo Exército italiano
Anos de serviço 19141918
19221945
Graduação Primeiro Marechal do Império
Condecorações OSMM, GCTE

Origens

Mussolini viveu os seus primeiros anos de vida numa pequena vila na província, numa família humilde. Seu pai, Alessandro Mussolini, era um ferreiro e um fervoroso socialista, e sua mãe, Rosa Maltoni, uma humilde professora primária, era a principal provedora da família. Foi-lhe dado o nome de Benito em honra do revolucionário mexicano Benito Juárez. Tal como o seu pai, Benito tornou-se um socialista. As primeiras opiniões políticas foram fortemente influenciados por seu pai, um revolucionário socialista que idolatrava figuras de nacionalistas italianos com tendências humanistas do século XIX, como Carlo Pisacane, Giuseppe Mazzini e Giuseppe Garibaldi.[5] e de anarquistas como Carlo Cafiero e Mikhail Bakunin.[6] Em 1902, no aniversário da morte de Garibaldi, Benito Mussolini fez um discurso público em louvor do republicano nacionalista.[6]

Foi influenciado por aquilo que leu de Friedrich Nietzsche. Outra doutrina muito corrente da época e que o influenciou foi a do "sindicalismo revolucionário", sustentada pelo escritor francês Georges Sorel (1847 - 1922).

Mussolini era rebelde e foi logo expulso após uma série de incidentes relacionados com o comportamento, inclusive atirando pedras contra a congregação, e por participar de uma luta em que feriu um seu colega de classe sênior com uma faca.[7] Apesar disso continuou os estudos e teve mesmo boas notas, conseguindo qualificar-se como professor da escola primária em 1901.

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Sua Excelência Benito Mussolini, Chefe de Governo, Duce do Fascismo, e Fundador do Império. Mussolini, em cartaz de propaganda

Em 1902, emigrou para a Suíça para fugir ao serviço militar, mas, incapaz de encontrar um emprego permanente, tendo sido até mesmo preso por vagabundagem, ele foi expulso. Foi deportado para a Itália, onde foi forçado a cumprir o serviço militar. Depois de novos problemas com a polícia, ele conseguiu um emprego num jornal na cidade de Trento (à época sob domínio austro-húngaro) em 1908. Foi nesta altura que escreveu um romance, chamado A amante do cardeal.

Em 1909, Mussolini conheceu Ida Dalser em Trento ou em Milão (não há informação correta sobre o local). Os dois começaram um relacionamento e, posteriormente ela empenhou suas jóias e vendeu seu salão de beleza para ajudar Mussolini, que era então um jornalista de esquerda, estabelecer seu próprio jornal. Há relatos que eles teriam se casado em 1914, fato jamais comprovado, e em 1915 nasceu seu primeiro filho, Benito Albino Mussolini. A insistência de Ida em ver seu casamento e seu filho reconhecidos por Mussolini fez com que eles fossem mandados para o hospício, onde viriam a morrer.[8]

Mussolini tinha um irmão, Arnaldo, que se tornou um conhecido teórico do fascismo.

Uniu-se informalmente com Rachele Guidi e em 1910 nasceu a primeira filha, Edda. Contraiu matrimônio civil somente cinco anos mais tarde. Em 1916, nasce Vittorio, Bruno em 1918, Romano em 1927 e Anna Maria em 1929.

Infância

Casa Natale Benito Mussolini
Local de nascimento de Mussolini, em Dovia de Predappio, Forlì em Emília-Romanha, Itália. Hoje em dia, a casa é utilizada como um museu.

Mussolini nasceu em Dovia di Predappio, uma pequena cidade na província de Forlì em Emilia-Romagna em 1883. Na era fascista, Predappio viria a ser chamada de "município do Duce", e Forlì de "cidade do Duce". Alguns peregrinos ainda vão até Predappio e Forlì para ver o local de nascimento de Mussolini. Seu pai, Alessandro Mussolini, era um ferreiro e ativista anarquista[9], enquanto sua mãe Rosa Mussolini (nascida Maltoni) era uma professora de escola e uma devota católica.[10] Devido à orientação política de seu pai, Mussolini foi nomeado Benito em homenagem ao presidente reformista mexicano Benito Juárez, enquanto seus sobrenomes Andrea e Amilcare vieram dos socialistas italianos Andrea Costa e Amilcare Cipriani.[11] Benito era o mais velho de seus dois irmãos, seguido por Arnaldo e depois, Edvige.

Quando criança, Mussolini teria passado um tempo ajudando seu pai na ferraria.[7]Foi lá que ele foi exposto às crenças políticas de seu pai. Alessandro era um socialista e republicano, mas também sustentava algumas visões nacionalistas, especialmente no que diz respeito aos italianos que viviam sob o governo do Império Austro-Húngaro[7], o que não era consistente com o socialismo internacionalista da época. O conflito entre seus pais sobre religião fez com que, diferente da maioria dos italianos, Mussolini não fosse batizado no nascimento. No entanto, em compromisso com sua mãe, ele foi enviado para uma escola interna regida por monges salesianos. Mussolini era rebelde e foi rapidamente expulso após uma série de incidentes relacionados ao seu comportamento, incluindo atirar pedras na congregação após uma missa, e por participar de uma luta em que feriu seu colega de classe sênior com uma faca.[7] Após ingressar em uma nova escola, alcançou boas notas, e se qualificou como um professor de escola primária em 1901.[10][11]

Emigração para a Suíça

Benito Mussolini mugshot 1903
Fotografias da prisão de Mussolini pela polícia suíça, no Cantão de Berna, 19 de junho de 1903.

Em 1902, Mussolini emigrou para a Suíça, com o objetivo de evitar o serviço militar.[9] Ele trabalhou brevemente em Genebra como um pedreiro, no entanto, foi incapaz de encontrar um emprego profissional permanente no país. Na Suíça, adquiriu um conhecimento prático de francês e alemão.

Durante este tempo, estudou as ideias do filósofo Friedrich Nietzsche, o sociólogo Vilfredo Pareto, e o sindicalista Georges Sorel. Mussolini, mais tarde, viria a creditar o marxista Charles Péguy e o sindicalista Hubert Lagardelle como algumas de suas influências.[12] A ênfase de Sorel sobre a necessidade de derrubar a democracia liberal e o capitalismo pelo uso da violência, ação direta, greve geral, e o uso do neo-maquiavelismo apelando à emoção impressionou Mussolini profundamente.[9] Ainda na Suíça, também conheceu alguns políticos russos vivendo no exílio, incluindo os marxistas Angelica Balabanoff e Vladimir Lenin.[13] Durante este período, uniu-se ao movimento socialista marxista.

Mussolini tornou-se ativo no movimento socialista italiano na Suíça, trabalhando para o jornal L'Avvenire del Lavoratore, organizando encontros, discursando para trabalhadores e servindo como secretário da união dos trabalhadores italianos em Lausanne.[14] Em 1903, foi preso pela polícia bernense pela sua defesa de uma greve geral violenta; passou duas semanas preso, foi deportado à Itália, liberto lá, e retornou à Suíça. Em 1904, após ter sido encarceirado novamente em Lausanne, por falsificação de documentos, retornou à Itália, tirando proveito de uma anistia por deserção a qual ele havia sido condenado in absentia.[14]

Posteriormente, voluntariou-se ao serviço militar no Exército Italiano. Após servir por dois anos nas forças armadas (de janeiro de 1905 até setembro de 1906), voltou a lecionar.[15]

Jornalista político

Em fevereiro de 1908, Mussolini deixou a Itália mais uma vez, desta vez para assumir o cargo de secretário do partido trabalhista da cidade de Trento, que na época estava sob o controle do Império Austro-Húngaro, mas onde o idioma predominante era o italiano. Também trabalhou para o partido socialista local, e editou seu jornal L'Avvenire del Lavoratore (O Futuro do Trabalhador, em tradução livre). Ao retornar à Itália, passou um breve período na cidade italiana de Milão e, então, em 1910, retornou à sua cidade natal, onde editava o jornal semanal Lotta di classe (A Luta de Classes, em tradução livre).

Durante este período, publicou Il Trentino veduto da un Socialista (O Trentino visto por um Socialista, em tradução livre) no periódico radical La Voce.[16] Também escreveu vários ensaios sobre a literatura alemã, algumas histórias, e um romance: L'amante del Cardinale: Claudia Particella, romanzo storico (A Amante do Cardeal, tradução livre). Este romance foi co-escrito com Santi Corvaja, e publicado como um livro de série no jornal de Trento Il Popolo. Ele foi lançado de 20 de janeiro a 11 de maio de 1910.[17] O romance foi amargamente anticlerical, e anos depois, foi retirado de circulação, somente após Mussolini dar trégua ao Vaticano.[9]

Até os dias atuais, Mussolini é considerado um dos socialistas mais proeminentes da Itália. Em setembro de 1911, participou de uma manifestação, liderada pelos socialistas, contra a Guerra Ítalo-Turca na Líbia. Ele amargamente denunciou a estratégia, que classificou como "guerra imperialista", da Itália de capturar a capital da Líbia, Tripoli, uma ação que lhe valeu um período de cinco meses na prisão.[18] Após sua libertação, ajudou a expulsar do partido socialista dois 'revisionistas' que apoiaram a guerra, Ivanoe Bonomi, e Leonida Bissolati. Como resultado, foi promovido à editoria do jornal do Partido Socialista Avanti!. Sob sua liderança, a circulação do jornal passou rapidamente de 20 000 para 100 000.[19]

Em 1913, publicou Giovanni Hus, il veridico (Jan Hus, verdadeiro profeta, em tradução livre), uma biografia política e histórica sobre a vida e missão do reformista eclesiástico tcheco Jan Hus, e seus seguidores militantes, os hussitas. Durante este período socialista de sua vida, Mussolini, algumas vezes, utilizou o pseudônimo Vero Eretico (Herege Sincero).

Durante esta época, tornou-se importante o suficiente para a polícia italiana preparar um relatório; os seguintes excertos são de um relatório policial preparado pelo inspetor geral de Segurança Pública em Milão, G. Gasti.

Ruptura com os socialistas

O inspetor geral escreveu:

A respeito de Mussolini Professor Benito Mussolini,...38, socialista revolucionário, tem um registro policial; professor de escola primária qualificado a ensinar em escolas secundárias; ex-primeiro-secretário das Câmaras em Cesena, Forli, e Ravenna; após 1912, editor do jornal Avanti! pelo qual deu uma orientação violenta, sugestiva e intransigente. Em outubro de 1914, encontrando-se em oposição à direção do partido Socialista Italiano, porque advogou um tipo de neutralidade ativa por parte da Itália na Guerra das Nações contra a tendência absoluta de neutralidade do partido, retirou-se no vigésimo mês na diretoria do Avanti! Então, dia quinze de novembro [1914], iniciou a publicação do jornal Il Popolo d'Italia, onde apoiou - em contraste com o Avanti! e em meio a amargas polêmicas contra o jornal e seus partidários-chefes - a tese da intervenção italiana na guerra contra o militarismo dos Impérios Centrais. Por esta razão, foi acusado de indignidade moral e política e o partido então decidiu expulsá-lo. Posteriormente, ele... encarregou-se de uma campanha muito ativa em favor da intervenção italiana, participando de demonstrações em praças e escrevendo artigos bastante violentos em Popolo d'Italia ....[19]

Em seu resumo, o inspetor também observa:

Ela era o editor ideal para o Avanti! para os socialistas. Neste trabalho, foi muito apreciado e amado. Alguns de seus antigos companheiros e admiradores ainda confessam que não havia ninguém que compreendesse melhor a forma de interpretar o espírito do proletariado e não havia ninguém que não tivesse observado sua apostasia com tristeza. Isto não ocorreu por razões de interesse pessoal ou dinheiro. Ele foi um defensor sincero e apaixonado, o primeiro de neutralidade circunspeta e armada, e depois, da guerra; e ele não acreditava que era comprometido com sua honestidade pessoal e política fazendo uso de todos os meios - não importando de onde vieram ou onde poderia obtê-los - para pagar pelo seu jornal, seu programa e seu curso de ação. Este foi seu curso inicial. É difícil dizer até que ponto suas convicções socialistas (que ele nunca abjurou aberta ou privadamente) poderiam ser sacrificadas no curso dos negócios financeiros indispensáveis, que foram necessários para a continuação da luta que foi comprometido... Porém, supondo que estas modificações não tenham lugar... ele sempre quis dar a aparência de ainda ser um socialista, e se enganou ao pensar que este era o caso.[20]

Serviço na Primeira Guerra Mundial

Benito Mussolini 1917
Mussolini em seus trajes militares, quando, em 1917, serviu em nome da Itália, na Primeira Guerra Mundial.

Mussolini tornou-se aliado do político irredentista e jornalista Cesare Battisti, e assim como ele, entrou no exército e serviu na guerra. "Ele foi enviado à zona de operações onde foi seriamente ferido pela explosão de uma granada."[19]

O inspetor continua:

Foi promovido ao posto de cabo "por mérito em guerra". A promoção foi recomendada por causa de sua conduta exemplar e qualidade de combate, sua calma mental e falta de preocupação com o desconforto, seu zelo e regularidade na realização das suas atribuições, onde foi sempre primeiro em todas as tarefas que envolviam trabalho e coragem.[19]

A experiência militar de Mussolini é narrada em sua obra Diario Di Guerra[19]. No total, narrou cerca de nove meses na ativa. Durante este período, ele contraiu febre paratifoide.[21] Suas façanhas militares terminaram em 1917, quando foi ferido acidentalmente pela explosão de um morteiro em seu alojamento. Ele foi levado ao hospital com pelo menos 40 pedaços de metal no corpo.[21] Recebeu alta em agosto de 1917 e retomou ao seu cargo de editor-chefe do seu jornal, Il Popolo d'Italia. Escreveu artigos positivos sobre as Legiões Checoslovacas na Itália.

Em 25 de dezembro de 1915, em Treviglio, casou-se com sua compatriota Rachele Guidi, dando-lhe uma filha, Edda, em Forli, 1910. Em 1915, teve um filho com Ida Dalser, uma mulher nascida em Sopramonte, uma vila próxima a Trento.[10][11][22] Ele reconheceu legalmente seu filho em 11 de janeiro de 1916.

Carreira política e ditadura

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Retrato de Benito Mussolini Fotografado por George Grantham Bain, Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos

No início da sua carreira de jornalista e político foi um tenaz propagandista do socialismo italiano, em defesa do qual escreveu vários artigos no jornal esquerdista Avanti, de que era redator-chefe. Em 1914, dirigiu o jornal Popolo d'Itália, onde defendeu a intervenção italiana em favor dos aliados e contra a Alemanha. Expulso do Partido Socialista Italiano, alistou-se no exército - quando a Itália entrou na Primeira Guerra Mundial, aliando-se à Grã-Bretanha e à França - e alcançou a patente de sargento, vindo a ser ferido em combate por uma granada.

Segundo o historiador Peter Martland, de Cambridge, nessa época, o jornal de Mussolini era pago pela inteligência britânica para fazer propaganda favorável à guerra, de modo que a Itália permanecesse engajada no conflito. Há evidências de pagamentos semanais no valor de 100 libras feitos pelo MI5 a Mussolini, em 1917.[23]

Em 1919, fundou os Fasci Italiani di Combatimento, organização que originaria, mais tarde, o Partido Fascista. Baseando-se numa filosofia política teoricamente socialista, conseguiu a adesão dos militares descontentes e de grande parte da população, alargou os quadros e a dimensão do partido. Sua oratória era tão notável – possuía uma bela voz digna de um barítono – quanto seu uso eficaz de propaganda política.

Após um período de grandes perturbações políticas e sociais, durante o qual alcançou grande popularidade, guindou-se a chefe do partido (Duce).

Em 1922 organizou, juntamente com Bianchi, De Vecchi, De Bono e Italo Balbo, a famosa marcha sobre Roma[24], um golpe de propaganda. O próprio Mussolini sequer esteve presente, tendo chegado de comboio.

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Mussolini discursando

Usando as suas milícias chamadas de camicie nere ("camisas negras") para instigar o terror e combater abertamente os socialistas, conseguiu que os poderes investidos o nomeassem para formar governo. Foi nomeado primeiro-ministro pelo rei Vítor Manuel III, alcançando a maioria parlamentar e, consequentemente, poderes absolutos no governo do país.

Logo após a sua subida ao poder, iniciou uma campanha de fanatização que culminaria com o aumento do seu poder, devido à interdição dos restantes partidos políticos e sindicatos. Nessa campanha foi apoiado pela burguesia e pela Igreja. Em 1929, necessitando de apoio desta e dos católicos, pôs fim à Questão Romana (conflito entre os papas e o Estado italiano) assinando a Concordata de São João Latrão com o cardeal Pietro Gasparri. Por esse tratado, firmou-se um acordo pelo qual se criava o Estado do Vaticano, o Sumo Pontífice recebia indemnização monetária pelas perdas territoriais, o ensino religioso era obrigatório nas escolas italianas, o catolicismo virava a religião oficial da Itália e se proibia a admissão em cargos públicos dos sacerdotes que abandonassem a batina. A 19 de abril daquele ano foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito de Portugal.[25]

Benito Mussolini and Adolf Hitler
Benito Mussolini e Adolf Hitler.
Adhemar de Barros e Edda Ciano Mussolini - 1939
Edda Mussolini, filha do líder fascista, é recebida pelo político paulista Adhemar de Barros, durante a sua visita a São Paulo, em 1939. No início, o Estado Novo aproximou-se do regime fascista.
Bundesarchiv Bild 183-2007-1022-506, Italien, deutsche Frontkämpfer in Rom crop
Mussolini em visita à Alemanha

Internamente, Mussolini buscou retirar a Itália da recessão econômica e modernizar a nação. Era um período turbulento na Europa pós-primeira grande guerra, com o medo do comunismo por parte das elites políticas e os desejos das classes trabalhadoras, resultando em um caos social.[26]

Uma vez firme no poder, Mussolini iniciou seu projeto da Itália Fascista, concentrando todos os poderes administrativos em suas mãos. Primeiro, buscou silenciar a oposição, indo atrás de sindicalistas, socialistas, intelectuais e qualquer voz dissidente. Entre 1925 e 1927 desmantelou todas as proteções constitucionais que garantiam, entre outras coisas, liberdade de expressão e de associação, instituindo um Estado policial. Ao mesmo tempo implementou um extensivo programa de culto à personalidade, colocando ele, o Duce ("Líder") como a figura central da nação. Partidos políticos foram suspensos nesse período e uma nova lei eleitoral aboliu as eleições parlamentares. Para lidar com a Máfia no sul, apontou Cesare Mori para o senado e deu a ele controle da cidade de Palermo. Por meio de tortura e intimidação, conseguiu reduzir a criminalidade, mas teve que fazer acordos com líderes mafiosos e logo a corrupção garantiu a paz entre o regime fascista e a máfia siciliana.[27]

Na área econômica iniciou um programa de construção de obras públicas, investimentos em educação de base, propaganda fascista nas escolas, e introdução de novas técnicas de agricultura. Ao contrário do que se viu na Alemanha Nazista na década de trinta, onde houve um óbvio crescimento econômico e avanços, o governo italiano fascista de Mussolini teve que apelar para a propaganda por parte dos meios de comunicação (agora controlados pelo Estado) para dar uma ideia de modernidade e progresso, que para a população não era tão aparente assim. Em 1935, tomou cerca de três-quartos dos negócios industriais e de serviços da Itália, tirando poder da iniciativa privada. No ano seguinte instituiu controle de preços para tentar combater a inflação. Seu projeto visava transformar o país auto-suficiente, através de medidas como protecionismo comercial. No âmbito externo, tentou cultivar boas relações com os vizinhos europeus, mas as desavenças eram crescentes com o Reino Unido e com a França, especialmente quando o assunto era as possessões coloniais na África. Assim, buscou se aproximar mais e mais da Alemanha de Adolf Hitler.[27]

Invasão de outros países e Segunda Guerra

Bundesarchiv Bild 102-08300, Benito Mussolini bei einer Ansprache
Benito Mussolini, a cavalo, falando com soldados do exército italiano.

Em 1935, invadiu a Abissínia - atual Etiópia (Segunda Guerra Ítalo-Etíope), perdendo assim o apoio da França e da Inglaterra, até então seus aliados políticos. Esta campanha militar fez mais de meio milhão de mortos entre os africanos, face a cerca de 5.000 baixas do lado italiano. Foram usadas armas químicas contra a população local, um facto que não foi noticiado na imprensa italiana, controlada por Mussolini (ver: Crimes de Guerra da Itália).

Somente então aliou-se de fato a Adolf Hitler, com quem firmaria vários tratados (Hitler chegou a enviar 10 mil rifles Mauser para a Abíssinia e 10 milhões de cartuchos).[28] Em 1936, assinou com o Führer e com o Japão o Pacto Tripartite, pelo qual Alemanha nazista, Itália e Japão formavam uma aliança político-militar que levaria o mundo à Segunda Guerra Mundial.

Em 1938, ocupou a Albânia e enviou vários destacamentos que lutaram ao lado dos falangistas de Franco durante a Guerra Civil de Espanha. Em seguida, fez os exércitos italianos atacarem a Grécia – apenas para serem expulsos em oito dias.

Com o início da Segunda Guerra Mundial combateu os aliados e, após várias e quase consecutivas derrotas, apesar do apoio militar alemão e sobretudo depois do desembarque aliado na Sicília, caiu em desgraça, vindo a ser derrubado e preso em 1943.

Foi libertado pelos pára-quedistas SS alemães do hotel/prisão de Gran Sasso em 12 de setembro de 1943 em ação de resgate chamada de Operação Carvalho liderada por Otto Skorzeny, conhecida como Operação Eiche (Carvalho).[29]

Bundesarchiv Bild 101I-567-1503A-33, Gran Sasso, Fallschirmjäger vor startendem Flugzeug
Operação Carvalho em 1943: pára-quedistas alemães que libertaram Mussolini e ao fundo um avião Fieseler Fi 156 Storch que foi usado na sua libertação.
Bundesarchiv Bild 101I-567-1503C-15, Gran Sasso, Mussolini vor Hotel
Mussolini (de preto) logo após sua libertação na operação carvalho liderada por Otto Skorzeny (centro).

Morte

Fundou a República Social Italiana (conhecida como República de Salò), no Norte do país, mas pouco depois viria a ser novamente preso por guerrilheiros da Resistência italiana, que o mataram a 28 de abril de 1945, juntamente com a sua companheira, Clara Petacci – que embora pudesse fugir, preferiu permanecer ao lado do Duce até o fim. As últimas palavras de Mussolini – em óbvia deferência à sua personalidade egocêntrica – foram:

Atirem aqui (disse ele apontando para o peito) Não destruam meu perfil.

O seu corpo e o de Clara Petacci ficaram expostos à execração pública durante vários dias, pendurados pelos pés, na Piazza Loreto em Milão. Encontra-se sepultado no Túmulo da Família Mussolini em Predappio, na Emília-Romanha, localidade onde nasceu.[30]: o seu mausoléu é visitado pelos turistas, e é local de peregrinação dos neo-fascistas italianos. Em abril de 2009, o município baniu a venda de recordações fascistas.[31]

Mussolini e Petacci a Piazzale Loreto, 1945
A partir da esquerda, os corpos de Nicola Bombacci, Mussolini, Clara Petacci, Alessandro Pavolini e Achille Starace expostos na Piazzale Loreto (Milão, 29 de abril de 1945).
DeadMussolini
Corpos de Mussolini e Clara Petacci no necrotério de Milão, 29 de abril de 1945.

Investigação sobre sua morte

As últimas horas de vida de Mussolini foram vasculhadas por um tribunal do júri de Pádua, em maio de 1957. Mas o processo não esclareceu as circunstâncias da morte. Até hoje não se sabe, de fato, quem disparou os tiros mortais. O pesquisador Renzo de Felice suspeita que o serviço secreto britânico tenha tramado a captura junto com os partigiani.

Michele Moretti, último sobrevivente do grupo de guerrilheiros antifascistas que matou o ditador, morreu em 1995, aos 86 anos em Como (norte da Itália). Moretti, que na época da guerrilha usava o codinome "Pietro", levou para o túmulo o segredo sobre quem realmente disparou contra Mussolini e sua amante.

Alguns historiadores italianos afirmam que o próprio Moretti matou os dois. Para outros, o autor dos disparos, feitos com a metralhadora de "Pietro", foi outro partigiano, chamado Walter Audisio. É certo, porém, que a ação foi obra da Resistência italiana.

Filme sobre a morte de Mussolini

Vida pessoal

Mussolini foi casado primeiramente com Ida Dalser em Trento em 1914. O casal teve um filho um ano depois e o nomeou Benito Albino Mussolini. Em dezembro de 1915, Mussolini se casou com Rachele Guidi, sua amante desde 1910, e com a sua posterior ascensão política a informação sobre seu primeiro casamento foi suprimida, e tanto sua primeira esposa como seu filho foram posteriormente perseguidos.[22] Com Rachele, Mussolini teve duas filhas, Edda (1910-1995) e Anna Maria (1929-1968); e três filhos Vittorio (1916–1997), Bruno (1918–1941), e Romano (1927–2006). Mussolini teve uma série de amantes, entre elas: Margherita Sarfatti e sua companheira final, Clara Petacci. Além disso, Mussolini teve inúmeros casos breves com partidárias femininas como relatado por seu biógrafo Nicholas Farrell.[32]

Legado

Sobreviveram a Mussolini: sua esposa, Rachele Mussolini, dois filhos, Vittorio e Romano Mussolini, e as filhas Edda, a viúva do Conde Ciano, e Anna Maria. Um terceiro filho, Bruno, faleceu em um acidente aéreo enquanto voava em um bombardeiro P108 em uma missão de teste, em 7 de agosto de 1941.[33] Seu filho mais velho, Benito Albino Mussolini, de seu casamento com Ida Dalser, recebeu ordens para que parasse de declarar que Mussolini era seu pai e em 1935 foi internado à força em um asilo, em Milão, onde foi assassinado em 26 de agosto de 1942, após repetidos coma induzidos por injeções.[22] A irmã da atriz Sophia Loren, Anna Maria Scicolone, foi casada com Romano Mussolini, filho de Mussolini. A neta de Mussolini, Alessandra Mussolini, era membro do Parlamento Europeu pelo partido de extrema-direita Alternativa Sociale, e atualmente atua na Câmara dos Deputados como membro do O Povo da Liberdade.

Cronologia

  • 1883 - 29 de julho: Em Dovia, distrito de Predappio, na Romanha, nasce Benito Mussolini, filho de Alessandro e Rosa Maltoni.
  • 1892 - Matrícula na escola elementar dos salesianos de Faenza.
  • 1901 - 8 de julho: Forma-se professor.
  • 1902 - leciona, por breve período, nas escolas elementares. Em seguida, transfere-se para a Suíça. Inicia a carreira jornalística, colaborando no semanário “L’Avennire del Lavoratore” (O Futuro do Trabalhador).
  • 1903 - Preso por motivos políticos, é expulso do Cantão de Berna. Volta a Lausana e freqüenta o mundo dos exilados políticos.
  • 1904 - Profere ciclos de conferências, freqüenta a Universidade de Lausanne onde assiste, ao que parece, a algumas lições do economista Pareto. Em dezembro, regressa à Itália.
  • 1905 - Presta serviço militar no regimento dos bersaglieri. 19 de fevereiro: morte da mãe.
  • 1908 - Condenado a três meses de detenção por ameaça, tem sua pena reduzida para 15 dias.
  • 1909 - É nomeado dirigente da Câmara do Trabalho de Forli. Transferindo-se a Trento, assume o cargo de secretário da Câmara do Trabalho. Colabora no jornal “Il Popolo” (O Povo), dirigido por Cesare Battisti. Outubro: detido e expulso de Trento, seus companheiros socialistas convocam uma greve contra sua expulsão. Retorna a Forli, onde dirige o núcleo local do partido socialista. Conhece Rachele Guidi, sua futura esposa.
  • 1910 - Nasce a filha Edda.
  • 1911 - Preso e processado por causa de sua propaganda contra a guerra da Líbia, é condenado a 12 meses de cárcere.
  • 1912 - Julho: participa do congresso nacional do partido socialista, em Reggio Emilia. Entra na direção do partido e é nomeado diretor do “Avanti!”(Avante!).
  • 1914 - Participa do congresso nacional do partido socialista, em Ancona. 20 de outubro: deixa a direção do “Avanti!”. Novembro: funda o jornal cotidiano “Il Popolo d’Itália” (O Povo da Itália). 24 de novembro: é expulso do partido socialista.
  • 1915 - 24 de maio: a Itália entra na guerra. Mussolini parte para a frente de batalha. 11 de novembro: fruto de uma aventura amorosa com Ida Dalser, nasce Benito Albino Dalser-Mussolini, que só será reconhecido informalmente como filho legítimo em 11 de janeiro do ano seguinte. Em 16 de dezembro, Mussolini casa-se no civil com Rachele Guidi, mãe de sua filha Edda. Mais tarde Ida Dalser, que provocou a ira de Mussolini ao insitir ser ela a verdadeira sua esposa (fato jamais provado), será internada à força num hospício na cidade de Pergine Valsugana e depois transferida para outro na Ilha de São Clemente, em Veneza onde morreu de hemorragia cerebral em 1937. Seu filho, da mesma forma que a mãe, insistia ser o filho de Mussolini e também foi internado num hospício na cidade de Mombello, onde viria a morrer em 1942.
  • 1916 - 1° de março: promovido a cabo, por dedicação e audácia. Agosto: promovido a cabo sênior. Neste ano, nasce Vittorio.
  • 1917 - Fevereiro: promovido a sargento de esquadra. Logo em seguida, é ferido em batalha.
  • 1918 - Nasce Bruno, filho de Mussolini e Rachele.
  • 1919 - 23 de março: com centenas de camaradas, realiza o juramento na Praça San Sepolcro, fundando o Fascio Milanese di Combattimento (Esquadrão Milanês de Combate). 16 de novembro: é derrotado nas eleições para o colégio de Milão.
  • 1921 - Transformação dos Esquadrões de Combate em partido fascista. Em maio, Mussolini é eleito deputado. 21 de junho: primeiro discurso reacionário na Câmara.
  • 1922 - 28 de outubro: Marcha sobre Roma. Dezenas de milhares de fascistas ocupam a capital. 30 de outubro: chamado pelo Rei Vítor Emanuel III, Mussolini recebe o encargo de formar o novo governo.
  • 1923 - 12 de janeiro: constituição do Grande Conselho do Fascismo.
  • 1925 - 3 de janeiro: discurso de Mussolini na Câmara. Os fascistas reassumem o controle da situação.
  • 1926 - Abril: fundação da Opera Nazionale Balilla (ONB), destinada à assistência e educação moral e física da juventude. Outubro: após o terceiro atentado contra o Duce, em Bolonha, o Parlamento emana uma série de leis visando à defesa do estado. Supressão dos partidos e dos jornais da oposição. 28 de dezembro: casamento religioso com Rachele.
  • 1929 - 11 de fevereiro: assinatura da Concordata com a Santa Sé (Pacto de Latrão), que reconhece o Vaticano com Estado soberano.
  • 1933 - Assinatura do Pacto dos Quatro (França, Inglaterra, Alemanha e Itália) para assegurar a paz na Europa. Setembro: primeiro encontro do Duce com Claretta Petacci, com quem terá um enlace amoroso até os últimos dias de vida.
  • 1934 - Durante o verão, o Duce se opõe à iniciativa de Hitler que pretende anexar a Áustria à Alemanha, enviando algumas divisões ao passo de Brenner.
  • 1935 - O ministro francês Laval visita Roma. 11-14 de abril: Conferência de Stressa entre Inglaterra, França e Itália. 3 de outubro: início da guerra da Abissínia. Como voluntários, partem os filhos do Duce e Rachele, Vittorio e Bruno, enquanto Edda se inscreve na Cruz Vermelha.
  • 1936 - 9 de maio: Mussolini proclama a fundação do Império. 18 de julho: assinatura de um tratado de aliança com o general espanhol Franco.
  • 1937 - Mussolini solicita uma aliança com Hitler. 25 de setembro: primeira visita oficial de Mussolini à Alemanha. A Itália ameaça desligar-se da Sociedade das Nações.
  • 1938 - 15 de julho: lançamento do manifesto proclamando diferenças raciais entre italianos e judeus, com repercussões na vida política.
  • 1940 - 18 de março: encontro em Brenner entre Hitler e Mussolini. 10 de junho: a Itália declara guerra à França. 24 de junho: armistício ítalo-francês. Agosto-setembro: ocupação da Somália Britânica e de Djibuti pelas tropas Itália. 27 de setembro: assinatura do Pacto Tripartite, de colaboração entre Itália-Alemanha-Japão. 28 de outubro: a Itália ataca a Grécia. 9 de dezembro: contra-ofensiva inglesa na Líbia. A Itália é forçada a pedir ajuda à Alemanha.
  • 1941 - 22 de janeiro a 7 de fevereiro: perda da Cirenaica Italiana. 5 de abril: os ingleses tomam Addis Abeba. 12 de abril: contra-ofensiva das tropas do Eixo na Líbia. 15 de maio: capitulação italiana na África Oriental. Junho: o Duce envia um Corpo Expedicionário Italiano para a Rússia (CSIR). 7 de agosto: o jovem capitão Bruno, filho do Duce, morre testando um novo avião. Dezembro: a Itália declara guerra aos Estados Unidos.
  • 1942 - Junho: última ofensiva ítalo-germânica na Cirenaica. 3 de novembro: inicia-se a retirada das tropas do Eixo. 7 de novembro: as tropas anglo-americanas desembarcam em Marrocos e na Argélia.
  • 1943 - 9 de julho: desembarque dos anglo-americanos na Sicília. 19 de julho: Mussolini encontra Hitler perto de Feltre. 24 de julho: reunião do Grande Conselho do Fascismo que vota a ordem do dia Grandi, com a qual se declara a queda do governo Mussolini e se convida Vittorio Emanuele III a assumir plenos poderes. 25 de julho: Mussolini apresenta sua demissão ao rei e é preso. Será deportado primeiro para a Ilha de Ponza e depois para Gran Sasso. 12 de setembro: um comando alemão chega à Ilha Gran Sasso e liberta Mussolini, levando-o de avião para a Alemanha. 18 de setembro: Mussolini anuncia a constituição da República Social Italiana no norte da Itália.
  • 1944 - 10 de janeiro: em Verona, um tribunal especial condena à morte os membros do Grande Conselho do Fascismo que votaram a favor da ordem do dia Grandi, inclusive o genro do Duce, Galeazzo Ciano, marido de Edda. 16 de dezembro: último discurso do Duce, no teatro lírico de Milão.
  • 1945 - Abril: Mussolini se transfere de Gargnano, às margens do Lago Garda, onde estava a sede do governo da República Social, para Milão. 27 de abril: unindo-se a uma coluna alemã em retirada para Valtellina, Mussolini é reconhecido em Dongo por alguns guerrilheiros e preso. 27-28 de abril: Mussolini e Claretta Petacci são assassinados por partisans, no exterior duma vila nas proximidades de Giulino di Mezzegra, às margens do Lago de Como. Apenas no dia seguinte será expedida a sentença de morte oficial, emanada pelos guerrilheiros socialistas. 29 de abril: vilipendiação pública do cadáver de Mussolini, juntamente com o de Claretta Petacci e outros líderes fascistas, em Milão.

Ver também

Referências

  1. Image Description: Propaganda poster of Benito Mussolini, with caption "His Excellency Benito Mussolini, Head of Government, Leader of Fascism, and Founder of the Empire...".
  2. Hakim, Joy (1995). A History of Us: War, Peace and all that Jazz. New York: Oxford University Press. ISBN 0-19-509514-6
  3. Cf. La storia della bonifica pontina
  4. Warwick Palmer, Alan (1996). Who's Who in World Politics: From 1860 to the Present Day. [S.l.]: Routledge. ISBN 0415131618
  5. Gregor, Anthony James. Young Mussolini and the intellectual origins of fascism. Berkeley and Los Angeles, California, US; London, England, UK: University of California Press, 1979. Pp. 29
  6. a b Gregor, Anthony James. Young Mussolini and the intellectual origins of fascism. Berkeley and Los Angeles, California, US; London, England, UK: University of California Press, 1979. p. 31.
  7. a b c d «Benito Mussolini». HistoryLearningSite.co.uk. 8 de janeiro de 2008
  8. «Tragic story of Mussolini's wife made into film». The Guardian. 17 de março de 2007
  9. a b c d Mediterranean Fascism 1919-1945 Edited by Charles F. Delzel, Harper Rowe 1970, page 3
  10. a b c «Benito Mussolini». Grolier.com. 8 de janeiro de 2008
  11. a b c Living History 2; Chapter 2: Italy under Fascism - ISBN 1-84536-028-1
  12. Mediterranean Fascism by Charles F. Delzel page 96
  13. «"Modern Leftism as Recycled Fascism"». FrontPageMag.com. 24 de outubro de 2009
  14. Haugen, Brenda (2007). Benito Mussolini. [S.l.]: Compass Point Books. ISBN 9780756518929
  15. «"Mussolini: il duce"». ThinkQuest.org. 24 de outubro de 2009
  16. "The Life of Benito Mussolini" by Margherita G. Sarfatti, p. 156
  17. Taken from WorldCat's entry for this book's title.
  18. Mediterranean Fascism 1919-1945 Edited by Charles F. Delzel, Harper Rowe 1970, bottom of page 3
  19. a b c d e Mediterranean Fascism 1919-1945 Edited by Charles F. Delzel, Harper Rowe 1970, page 4
  20. Mediterranean Fascism 1919-1945 Edited by Charles F. Delzel, Harper Rowe 1970, page 6
  21. a b Mussolini: A Study In Power, Ivone Kirkpatrick, Hawthorne Books, 1964. ISBN 0-837-18400-2
  22. a b c Owen, Richard (13 de janeiro de 2005). «Power-mad Mussolini sacrificed wife and son». Times Online. Consultado em 14 de maio de 2009
  23. Documentos revelam que Mussolini espionou para a Grã-Bretanha, por Georgina Cooper. O Globo, 14 de outubro de 2009.
  24. SASSOON, Donald (2009). Mussolini e a ascensão do fascismo. Rio de Janeiro: Agir. 200 páginas. ISBN 978-85-220-0806-3
  25. «Cidadãos Estrangeiros Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Benito Mussolini". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 16 de abril de 2015
  26. Konrad Jarausch, Out of Ashes: A new history of Europe in the 20th century (2015)
  27. a b Haugen, Brenda (2007). Benito Mussolini: Fascist Italian Dictator. Minneapolis, Minnesota: Compass Point Books. ISBN 0-7565-1988-8
  28. A History of Early Twentieth Century Etiópia.
  29. Milavicorner - Operação Oak: O resgate de Mussolini
  30. Benito Mussolini (em inglês) no Find a Grave
  31. [1]
  32. Peter York. Dictator Style. [S.l.]: Chronicle Books, San Francisco (2006), ISBN 0-8118-5314-4. pp. 17–18
  33. Jim Heddlesten. «Comando Supremo: Events of 1941». Comandosupremo.com

Ligações externas

Precedido por
Luigi Facta
Primeiro-ministro da Itália
1922 - 1943
Sucedido por
General Pietro Badoglio
Antifascismo

Antifascismo, no contexto histórico, é um termo originado da década de 1920 e relacionado com um movimento político que se opôs ao fascismo de Benito Mussolini, político italiano que governou com poderes ditatoriais a Itália fascista entre 1922 a 1943.

Campeonato da Europa de Atletismo de 1934

A primeira edição do Campeonato da Europa de Atletismo foi realizada em Turim no seu Estádio Olímpico (então chamado de Stadio Municipale Benito Mussolini), em Itália, entre 7 e 9 de setembro de 1934.

Incluiu somente eventos masculinos.

O facto mais marcante deste campeonato foi a obtenção do recorde do mundo no lançamento do dardo pelo finlandês Matti Järvinen.

Chá com Mussolini

Chá com Mussolini (em inglês: Tea with Mussolini; em italiano: Un tè con Mussolini) é um filme anglo-italiano de 1999 do gênero "drama" dirigido por Franco Zeffirelli. A história do filme é uma semibiografia do diretor, contando lembranças da história vivida no período de 1935-1944 e as turbulências políticas em Florença na Itália durante os anos do fascismo e da Segunda Guerra Mundial.

Der Fuehrer's Face

Der Fuehrer's Face é um curta-metragem de animação produzido pelos Estúdios Disney em 1942 e protagonizado pelo Pato Donald. É também o nome de uma canção de Oliver Wallace presente neste mesmo curta. O curta, de orientação anti-nazista, foi dirigido por Jack Kinney e originalmente lançado nos cinemas dos Estados Unidos em 1 de janeiro de 1943 pela RKO Pictures. Venceu o Oscar de melhor curta de animação e foi eleito o vigésimo segundo melhor curta de animação da história do cinema americano de acordo com o livro The 50 Greatest Cartoons de Jerry Beck.

Ditador

Ditador era o título de um magistrado da Roma Antiga apontado pelo senado romano para governar o estado em tempo de emergências. No sentido moderno, refere-se a um governante absolutista ou autocrático que assume solitariamente o poder sobre o Estado (apesar de o termo não ser aplicado a monarquias absolutistas).

Os ditadores romanos eram geralmente apontados por um cônsul e eram investidos de avassaladora autoridade sobre os cidadãos, mas eram originalmente limitados por um mandato de seis meses e não possuíam poderes sobre as finanças públicas. Sula e Júlio César, entretanto, aboliram estas limitações e governaram sem estas restrições. Os romanos abandonaram a instituição da ditadura após o assassinato de César.

Ditadores modernos geralmente ascenderam ao poder em tempos de crise. Muitas vezes eles tomaram o poder através de um golpe de estado, mas em outras, notavelmente Benito Mussolini na Itália e Adolf Hitler na Alemanha, ascenderam ao cargo através de meios legais e, uma vez no poder, gradualmente dissolveram as suas restrições constitucionais. A concentração de poder do Partido Comunista da União Soviética em Josef Stalin se desenvolveu numa ditadura pessoal, mas após a sua morte emergiu um sistema de ditadura coletiva. Diversas nações latino-americanas e africanas passaram por diversas ditaduras, muitas sob o comando de uma junta militar, como por exemplo no Uganda, onde Idi Amin exercia o seu poder, e Augusto Pinochet, no Chile.

Duce

Duce é uma palavra italiana que significa "líder" ou também, pode ser um derivado da palavra latina dux, que tem o mesmo significado, de onde se deriva, o título de nobreza duca (“duque”). Outros líderes italianos cujos nomes derivam de dux são os Doges de Veneza e Gênova.

Galeazzo Ciano

Gian Galeazzo Ciano (Livorno, 18 de março de 1903 — Verona, 11 de janeiro de 1944) foi um político italiano, 2.º Conde de Cortellazzo e Buccari, genro do ditador Benito Mussolini, ministro de Assuntos Exteriores da Itália, de 1936 a 1943.

Impéria

Imperia (em italiano: Imperia) é uma comuna italiana da região da Ligúria, província de Impéria, com cerca de 40 252 2000 habitantes. Estende-se por uma área de 45,26 km², tendo uma densidade populacional de 879 hab/km². Faz fronteira com Civezza, Diano Arentino, Diano Castello, Diano Marina, Dolcedo, Pontedassio, San Lorenzo al Mare, Vasia.A comuna de Impéria foi formada por vontade de Benito Mussolini em 1923 pela união de onze comunas, sendo as duas maiores e mais importantes Oneglia e Porto Maurício, e as outras Borgo Sant'Agata, Caramagna Ligure, Castelvecchio di Santa Maria Maggiore, Costa d'Oneglia, Poggi, Torrazza, Moltedo, Montegrazie e Piani.

Invisible Touch

Invisible Touch é o 13.º álbum de estúdio da banda britânica de rock Genesis, lançado em 1986.

O álbum foi direcionado para novos e antigos fãs da banda, com canções acessíveis como "Land of Confusion", e faixas mais longas como "Tonight, Tonight, Tonight" e "Domino" para fãs da época progressiva do Genesis durante a década de 1970. As letras presentes são uma das raras tentativas da banda em comentar assuntos políticos e sociais, com "Domino" evocando um cenário de guerra nuclear e "Land of Confusion" comentando satiricamente sobre a era Reagan/Thatcher/Gorbachev.

Seguindo o auge do sucesso comercial da banda, Invisible Touch atingiu a primeira posição das paradas britânicas e a terceira posição nos Estados Unidos, onde teve platina sêxtupla. O álbum foi divulgado pela turnê Invisible Touch Tour de 1986 a 1987, cujo concerto no estádio de Wembley foi lançado em 1988 com o nome Live at Wembley Stadium.

Itália fascista

A Itália fascista, também denominada como regime de Mussolini, ditadura de Benito Mussolini ou ditadura fascista, é o período da história da Itália do governo do Duce Benito Mussolini e do desenvolvimento do fascismo. O fascismo foi um movimento político autoritário do século XX que surgiu no Reino de Itália após a Primeira Guerra Mundial. Nasceu em parte como reação à Revolução Bolchevique de 1917 e às fortes lutas dos trabalhadores e seus sindicatos, culminando no biennio rosso, e em parte pela controvérsia sobre a sociedade liberal-democrática que emergiu a partir da experiência da Primeira Guerra Mundial.A palavra fascismo tem origem na palavra latina fasces, e na italiana fascio que significam "feixe". O feixe de lenha amarrado (feixe lictório) foi um símbolo muito usado em Roma Antiga. Simbolizava a força na união, segundo a metáfora de que um galho sozinho pode ser quebrado, porém unidos tornam-se bem resistentes. Benito Mussolini resgatou esse símbolo ao fundar o Partido Nacional Fascista em 1921. O símbolo desse partido era o feixe de lenha com um machado, tendo de pano de fundo as cores da bandeira italiana.

Marcha sobre Roma

A Marcha sobre Roma (em italiano: Marcia su Roma) foi uma vasta manifestação fascista, com característica de golpe de estado, ocorrida em 28 de outubro de 1922 na capital da Itália, com o afluxo na cidade de dezenas de milhares de militantes fascistas que reivindicavam o governo da Itália.Este evento representou a ascensão ao poder do Partido Nacional Fascista (PNF) e o fim da democracia liberal, pela nomeação de Benito Mussolini como chefe de governo pelo rei Vítor Emanuel III.

== Referências ==

Mezzegra

Mezzegra é uma comuna italiana da região da Lombardia, província de Como, com cerca de 952 habitantes. Estende-se por uma área de 3 km², tendo uma densidade populacional de 317 hab/km². Faz fronteira com Grandola ed Uniti, Lenno, Tremezzo.Benito Mussolini foi executado aqui em 1945.

Mussolini ultimo atto

Mussolini Ultimo Atto (br Mussolini: Ascensão e Glória de um Ditador) é um filme italiano de 1975 dirigido por Carlo Lizzani e estrelado por Rod Steiger, Franco Nero e Lisa Gastoni.

O filme dramatiza a queda do ditador italiano Benito Mussolini.

Nazifascismo

Nazifascismo é um termo de conjunção entre o fascismo italiano, doutrina totalitária desenvolvida por Benito Mussolini a partir do final da primeira guerra mundial em 1919 e tendo se mobilizado politicamente em 1917 associado ao nazismo alemão, em muitos aspectos emulando a primeira, que, embora tendo nascido em 1920, é amplamente utilizado na Alemanha Nazi apenas uma década mais tarde sob regime de Adolf Hitler e do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães.

O Grande Ditador

The Great Dictator (br/pt: O Grande Ditador) é um filme estadunidense de 1940, do gênero comédia dramática e sátira crítica, escrito, protagonizado e dirigido por Charles Chaplin.

Foi lançado em 15 de outubro de 1940 e satiriza o nazismo, o fascismo e seus maiores propagadores, Adolf Hitler e Benito Mussolini. Foi também o primeiro filme falado de Chaplin. Na ocasião de seu lançamento, os Estados Unidos ainda não tinham entrado na Segunda Guerra Mundial.

O filme recebeu cinco indicações ao Óscar em 1941 nas categorias de melhor filme, melhor ator para Charlie Chaplin, melhor roteiro original, melhor trilha sonora e melhor ator coadjuvante para Jack Oakie.

Questão Romana

A Questão Romana (em italiano: Questione romana; em latim: Quaestio Romana) refere-se à disputa territorial ocorrida entre o governo italiano e o papa durante os anos de 1861 a 1929, que culminou na criação do Vaticano pelo Tratado de Latrão durante o governo de Benito Mussolini.

Os chamados Estados Pontifícios, que compunham a parte central da península Itálica, pertenciam à Igreja Católica desde os tempos medievais, tendo sido doados por Pepino, o Breve, ao papa. No ano de 754, o papa Estêvão II recebeu do rei franco Pepino, o Breve o ducado de Roma e as terras conquistadas dos lombardos com o título de Patrimônio de São Pedro.

Em 1861, os italianos promoveram a unificação política da península, mas não conseguiram anexar Roma, dada a forte presença militar francesa em apoio ao papa. Em 1870, os alemães, liderados pelo Reino da Prússia, declararam guerra à França, durante o processo de unificação alemã. Napoleão III retirou as tropas francesas de Roma. Aproveitando este momento, os italianos anexaram Roma ao Reino de Itália. O papa Pio IX não aceitou a perda do “Patrimônio de São Pedro” e declarou-se prisioneiro do governo italiano, dando origem à Questão Romana.

Rachele Guidi

Donna Rachele Guidi (Predappio ,11 de abril de 1890 — Forlì, 30 de outubro de 1979) foi esposa do ditador italiano Benito Mussolini.

República Social Italiana

A República Social Italiana - RSI (em italiano: Repubblica Sociale Italiana - RSI [ˌɛrreˌɛsseˈi]) foi o nome assumido pelo governo fascista instaurado em 23 de setembro de 1943 na parte do território italiano não ocupado pelos Aliados, na ocasião do Armistício de Cassibile. Também é conhecida como República de Salò (em italiano: Repubblica di Salò [reˈpubblika di saˈlɔ]) , em referência à cidade de Salò, às margens do lago de Garda, escolhida para sede do governo. Governada por Benito Mussolini durante toda a sua curta existência, seu território correspondia à Itália setentrional, com exceção das províncias de Trento, Bolzano, Belluno e a região de Friul-Veneza Júlia.

Foi dissolvida em 29 de abril de 1945. Durante sua curta existência, considerada como Estado fantoche da Alemanha nazista pela maior parte dos historiadores, era reconhecido como Nação soberana apenas pela própria Alemanha, Japão, Hungria, Bulgária, Croácia, Romênia, Eslováquia, Governo nacionalista de Nanquim, Manchukuo e Tailândia.

Segunda Guerra Ítalo-Etíope

Segunda Guerra Italo-Etíope foi um conflito ocorrido em 1935-1936, quando a Itália fascista de Benito Mussolini invadiu a Abissínia (actual Etiópia).

O imperador Haile Selassie I fez um discurso em 12 de maio de 1936 à Assembléia da Sociedade das Nações em Genebra pela agressão militar fascista e também denunciou o uso pelo exército fascista de armas químicas contra a população etíope e, portanto, foi declarado sanções econômicas pela Sociedade das NaçõesApesar da superioridade militar, do ponto de vista tecnológico, da Itália, as forças etíopes apresentaram mais resistência do que os italianos tinham previsto, que levou-os a utilizar armas químicas, inclusive nas populações civis. Este facto que não foi noticiado na imprensa italiana da época, e muito pouco na restante.

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