Antiguidades Judaicas

Antiguidades Judaicas (do latim Antiquitates Judaicae), também conhecida em português como Antiguidades dos Judeus, é uma obra composta pelo historiador judeu antigo Flávio Josefo entre os anos de 93-94. A obra foi composta em grego para os patronos romanos de Josefo, e constitui-se em uma narração da história hebraica desde a criação de Adão e Eva até a Primeira Guerra Judaico-Romana.[1] É considerada a mais importante obra de Flávio Josefo e uma das maiores de toda a antiguidade.[2] Esta obra é, às vezes, traduzida para o português como História dos Judeus.

Josefo provavelmente usou o trabalho de Nicolau de Damasco com fonte para a história de Herodes (Ant. 15-17) porque, quando termina Nicolau, na época de Arquelau, o relato de Josefo se torna mais resumido; outras partes das Antiguidades também parecem ser derivadas de Nicolau.[2]

Antiquitates Judaicae
Antiguidades Judaicas
Antiguidades Judaicas
Antiguidades Judaicas
Folha do manuscrito de 1466 na Biblioteca Nacional da Polônia
Autor(es) Flávio Josefo
Idioma Latim
Gênero Historiografia

Ver também

Referências

  1. Josephus 2009.
  2. a b Jewish Enciclopedia 1906, p. JOSEPHUS, FLAVIUS.

Bibliografia

Ligações externas

Alexandre (filho de Aristóbulo II)

Alexandre foi um filho de Aristóbulo II da Judeia. Quando seu pai e seu irmão, Antígono, foram levados cativos a Roma por Pompeu, ele permaneceu na Judeia, organizando a resistência. Por duas vezes ele foi derrotado pelos romanos, e ao final foi assassinado pelos pompeianos.

Antígono (filho de Aristóbulo II)

Antígono foi um filho de Aristóbulo II da Judeia. Ele foi o último dos asmoneus a reinar (40 - 37 a.C.), sendo sucedido por Herodes, o Grande, cliente de Roma.

Antíoco VII Sideta

Antíoco VII Evérgeta, dito Sideta (em em grego: Αντίοχος Ζ' Σιδήτης; ca. 159 a.C. — 129 a.C.) em referência a Sida, cidade da Ásia Menor (atual Turquia), onde ele foi criado, foi um governante do Império Selêucida que reinou de 138 a.C. a 129 a.C. Era irmão de Demétrio II Nicátor. De acordo com Eusébio de Cesareia, ele se chamaria Antíoco V, pois foi o quinto rei da Síria de nome Antíoco. Foi o último grande rei selêucida. Flávio Josefo o chamada de Antíoco Pio, pela moderação que ele mostrou quando capturou Jerusalém.

Antíoco XII Dionísio

Antíoco Dionísio, cujo nome aparece nas moedas como Antíoco Epifânio Dionísio, e é chamado por historiadores modernos de Antíoco XII, foi um dos últimos reis da dinastia selêucida, reinando sobre algumas cidades da Síria.

Aristóbulo (irmão de Herodes Agripa I)

Aristóbulo foi um irmão de Herodes Agripa I e de Herodias, ele era neto de Herodes, o Grande.

Aristóbulo II

Aristóbulo II (ca. 100 a.C. — 49 a.C.) foi um rei da dinastia dos asmoneus e Sumo Sacerdote dos judeus. Era filho de Alexandre Janeu e Salomé Alexandra.

Asmoneus

Os asmoneus, (em hebraico: חשמונאים; transl.: Hashmonayim) também ditos asmoneanos ou asmonianos, eram os membros da dinastia governante durante o Reino Asmoneu de Israel (140 - 37 a.C.), um Estado judaico religioso independente situado na Terra de Israel. A dinastia dos asmoneus foi fundada sob a liderança de Simão Macabeu, duas décadas depois de seu irmão, Judas Macabeu ("Martelo") derrotar o exército selêucida durante a Revolta Macabeia, em 165 a.C. O Reino Asmoneu sobreviveu por 103 anos antes de render à dinastia herodiana, em 37 a.C. Ainda assim, Herodes, o Grande sentiu-se obrigado a se casar com uma princesa da casa dos asmoneus, Mariamne, para legitimar seu reinado, e participou de uma conspiração para assassinar o último membro homem da família dos asmoneus, que foi afogado em seu palácio, na cidade de Jericó.

De acordo com as fontes históricas, como o Primeiro e o Segundo Livro dos Macabeus, e o primeiro livro da Guerra dos Judeus, do historiador judeu-romano Flávio Josefo (37 - 100 d.C.), o Reino Asmoneu teve seu início com uma revolta de judeus contra o rei selêucida Antíoco IV, que após sua bem-sucedida invasão do Egito ptolemaico ser minada pela intervenção da República Romana passou a procurar assegurar seu domínio sobre Israel, saqueando Jerusalém e seu Templo, reprimindo as práticas religiosas e culturais judaicas, e impondo práticas helenísticas.

A Revolta Macabeia (167 a.C.), que se seguiu, deu início a um período de vinte e cinco anos de independência judaica, amplificada pelo colapso constante do Império Selêucida, diante dos ataques de potências emergentes como a República Romana e o Império Parta. No entanto, o mesmo vácuo de poder que permitiu ao Estado judaico ser reconhecido pelo senado romano em 139 a.C. passou a ser explorado pelos próprios romanos. Hircano II e Aristóbulo II, bisnetos de Simão Macabeu, tornaram-se peões numa guerra por procuração travada entre Júlio César e Pompeu, o Grande, que terminou com o reino sob a supervisão do governador romano da Síria, em 64 a.C. As mortes de Pompeu (48 a.C.), César (44 a.C.) e as guerras civis romanas que se seguiram afrouxaram o domínio romano sobre Israel, o que permitiu um breve ressurgimento asmoneu, com apoio do Império Parta. Esta independência pouco duradoura foi esmagada rapidamente pelos romanos sob o comando de Marco Antônio e Otaviano. Em 37 a.C. Herodes, o Grande foi instalado no poder como rei, fazendo de Israel um Estado-cliente romano, e pondo um fim à dinastia dos asmoneus. Em 44 d.C. Roma colocou no poder um procurador romano, exercendo o poder lado a lado aos reis herodianos (mais especificamente Agripa I, 41-44, e Agripa II, 50-100).

Calígula

Caio Júlio César Augusto Germânico (em latim Gaius Julius Caesar Augustus Germanicus; 31 de agosto de 12 d.C. — 24 de janeiro de 41), também conhecido como Caio César ou Calígula (Caligula), foi imperador romano de 16 de março de 37 até ao seu assassinato, em 24 de janeiro de 41. Foi o terceiro imperador romano e membro da dinastia júlio-claudiana, instituída por Augusto. Ficou conhecido pela sua natureza extravagante, cruel e pervertida. Foi assassinado pela guarda pretoriana, em 41, aos 28 anos. A sua alcunha Calígula, a qual significa "botinhas" em português, foi posta pelos soldados das legiões comandadas pelo pai, que achavam graça em vê-lo mascarado de legionário, com pequenas cáligas (sandálias militares) nos pés.

Era o filho mais novo de Germânico que, por sua vez, era sobrinho do imperador Tibério. Germânico é considerado um dos maiores generais da história de Roma. Já a mãe de Calígula era Agripina. O futuro imperador cresceu com a numerosa família (tinha dois irmãos e três irmãs) nos acampamentos militares da Germânia Inferior, onde o pai comandava o exército imperial (14–16). Após a celebração em Roma do triunfo do seu progenitor, marchou com ele para o Oriente. Germânico viria a falecer durante a sua estadia em Antioquia, em 19. Após enterrar o seu pai, Calígula regressou com mãe e os irmãos para Roma, onde a incomodidade que a sua presença gerava no imperador degenerou em inimizade, causadora provável das estranhas mortes de uma série de parentes do futuro imperador, entre os quais dois dos seus tios. As suas relações com Tibério pareceram melhorar quando este se mudou para Capri e foi designado pontífice máximo (pontifex maximus). À sua morte, a 16 de março de 37, Tibério ordenou que o império devia ser governado conjuntamente por Calígula e Tibério Gêmelo.

Após desfazer-se de Gêmelo, o novo imperador tomou as rédeas do império. A sua administração teve uma época inicial pontuada por uma crescente prosperidade e uma gestão impecável; porém, a grave doença pela qual passou o imperador marcou um ponto de inflexão no seu jeito de reinar. Apesar de uma série de erros na sua administração derivarem numa crise econômica e fome, empreendeu um conjunto de reformas públicas e urbanísticas que acabaram por esvaziar o tesouro. Apressado pelas dívidas, pôs em funcionamento uma série de medidas desesperadas para restabelecer as finanças imperiais, entre as que se destaca pedir dinheiro à plebe.

Militarmente, o seu reinado esteve caracterizado pela anexação da província da Mauritânia, cujo monarca assassinou numa das suas visitas a Roma, pelo insucesso na conquista da Britânia e pelas tensões que açoitaram as províncias orientais do império. No Oriente, deu amostras da sua graça mediante a concessão dos territórios de Bataneia e Traconítide ao seu amigo Herodes Agripa I, e da sua megalomania ao ordenar que fosse erigida uma estátua na sua honra no Templo de Jerusalém; enquanto no Ocidente deu-as da sua demência ao pedir ao exército que, em vez de atacar as tribos britânicas, se pusesse a recolher conchas, o tributo que segundo ele essas águas lhe deviam ao monte Capitolino e ao monte Palatino.

Segundo determinados historiadores, nos seus últimos anos de vida esteve envolvido numa série de escândalos entre os quais se destacam manter relações incestuosas com as suas irmãs e até mesmo obrigá-las a prostituir-se. A 24 de janeiro de 41, foi assassinado pelos executores de uma conspiração integrada por pretorianos e senadores, e liderados pelo seu prefeito do pretório, Cássio Quereia. O desejo de alguns conspiradores de restaurar a república viu-se frustrado quando, no mesmo dia do assassinato de Calígula, o seu tio Cláudio foi declarado imperador pelos pretorianos. Uma das primeiras ações de Cláudio como imperador foi ordenar a execução dos assassinos do seu sobrinho.

Existem poucas fontes sobreviventes que descrevam o seu reinado, nenhuma das quais refere de maneira favorável. Pelo contrário, as fontes centram-se na sua crueldade, extravagância e perversidade sexual, apresentando-o como um tirano demente. Embora a fiabilidade destas fontes seja difícil de avaliar, de acordo com o conhecido com certeza a respeito do seu reinado, trabalhou incansavelmente a fim de aumentar a autoridade do príncipe; tendo de fazer face a várias conspirações surgidas com o objeto de derrocá-lo e lutando a fim de reduzir a influência do senado, esmagando a oposição que este órgão legislativo continuava exercendo. Tornou-se o primeiro imperador em apresentar-se frente do povo como um deus.

Cesareia Marítima

Cesareia Marítima (em grego: παράλιος Καισάρεια; em latim: Caesarea Maritima), também chamada Cesareia Palestina, é uma antiga cidade e porto marítimo, construída por Herodes, o Grande cerca de 25 - 13 a.C.. Situa-se na costa mediterrânica de Israel, a cerca de meio caminho entre Telavive e Haifa, num local anteriormente chamado Pirgo Estratono (Pyrgos Stratonos; "Strato" ou "Torre de Straton", em latim Turris Stratonis). Cesareia Marítima não deve ser confundida com outras cidades que receberam o mesmo nome em honra de César, como Cesareia de Filipe, também em Israel, ou Cesareia Mázaca na Capadócia anatólia. Tinha uma população estimada em 125 000 habitantes, que viviam em uma área urbana de 370 hectares.

O historiador judeu Flávio Josefo é a principal fonte de informações sobre a construção e a história inicial da cidade, sendo esta descrita detalhadamente na obra Antiguidades Judaicas (XV.331ff; Guerra judia I.408ff), já que o massacre de judeus ocorrido naquele lugar foi o ponto de partida para a Grande Revolta Judaica.

Herodes não descuidou de sua nova cidade: seu palácio em Cesareia foi construído num promontório ao lado do mar, com uma piscina decorativa rodeada de estoas. Um aqueduto supria Cesareia de água potável, e um sistema de drenagem por baixo da cidade levava o esgoto para o mar. A vida civil da nova cidade começou no ano 13 a.C., quando Cesareia foi transformada na capital civil e militar da Judeia, e a residência oficial dos procuradores e governadores romanos. Os restos de todos os principais edifícios construídos por Herodes existiram até o final do século XIX. Os restos do povoado medieval também podem ser vistos, os quais são os muros (um décimo da área da cidade romana), o castelo e o sítio da catedral cruzada.

Em 2015 mergulhadores descobriram milhares de moedas de ouro naufragadas, mudando bastante a concepção que os pesquisadores tinham a respeito do período em torno do ano 1000 EC na região, provando-se economicamente mais ativa do que se pensava antes.

Esta cidade que já foi a capital portuária de Israel no período romano, hoje além de ter uma parque nacional de arqueologia, engloba uma cidade moderna e próspera na região litorânea de Israel. A Cesareia moderna é uma das cidades com maior poder aquisitivo no Estado moderno de Israel.

Na cidade, além do parque arqueológico, podem ser encontrados um aqueduto romano, museus, galerias de arte, clubes e hotéis modernos e perto fica um campo de golfe.

Em 1961, no teatro de Cesareia, foi encontrado uma pedra com uma inscrição em latim incluindo o nome de Pôncio Pilatos. O prefeito da Judeia, Pôncio Pilatos, erigiu o Tiberium em honra de Tibério.

Texto atual na terceira linha da inscrição:TIBERIEUMPONTIUS PILATUSPRAEFECTUS IUDAEAE

Hoje Cesareia Marítima é um dos pontos turísticos mais visitados em Israel. Um ditado popular que já vem dos tempos da fundação da cidade afirma que "Quando Cesareia é grande, Jerusalém é pequena. Quando Cesareia é pequena, Jerusalém é grande", o que de fato corresponde à alternância da demografia das duas cidades causadas pelas sucessivas alterações na localização do poder romano em Israel.

Flávio Josefo

Flávio Josefo, ou apenas Josefo (em latim: Flavius Josephus; 37 ou 38 — ca. 100), também conhecido pelo seu nome hebraico Yosef ben Mattityahu (יוסף בן מתתיהו, "José, filho de Matias [Matias é variante de Mateus]") e, após se tornar um cidadão romano, como Tito Flávio Josefo (latim: Titus Flavius Josephus), foi um historiador e apologista judaico-romano, descendente de uma linhagem de importantes sacerdotes e reis, que registrou in loco a destruição de Jerusalém, em 70 d.C., pelas tropas do imperador romano Vespasiano, comandadas por seu filho Tito, futuro imperador. As obras de Josefo fornecem um importante panorama do judaísmo no século I.

Suas duas obras mais importantes são A Guerra dos Judeus (c. 75) e Antiguidades Judaicas (c. 94). O primeiro é fonte primária para o estudo da revolta judaica contra Roma (66-70), enquanto o segundo conta a história do mundo sob uma perspectiva judaica. Estas obras fornecem informações valiosas sobre a sociedade judaica da época, bem como sobre o período que viu a separação definitiva do cristianismo do judaísmo e as origens da dinastia flaviana, que reinou de 69 a 96.

Glafira

Glafira foi uma princesa capadócia que se casou com dois filhos de Herodes e com Juba II da Mauritânia.

Glafira era filha de Arquelau da Capadócia e, se seu pai puder ser identificado com Sisina,[carece de fontes?] ela é neta de Glafira, mãe de Sisina, uma mulher muito bela que encantou Marco Antônio e fez ele decidir a sucessão da Capadócia para seu filho em detrimento de Ariarates. Arquelau da Capadócia, seu pai, era descendente de Arquelau, que foi general de Mitrídates VI do Ponto.Glafira casou-se três vezes, e era virgem quando se casou pela primeira vez:

com Alexandre, filho de Herodes, o Grande, com quem teve três (ou dois ) filhos, dos quais conhece-se o nome de Alexandre e Tigranes;

com Juba II, rei da Líbia;

com Arquelau, outro filho de Herodes.Após a morte de Juba II, Glafira foi viver como viúva com seu pai, na Capadócia. Arquelau, que era casado com Mariane, separou-se da esposa para se casar com Glafira. O casamento de Glafira com Arquelau foi considerado, pelos judeus, como uma transgressão da lei, porque ela havia sido casada com Alexandre, irmão de Arquelau. Glafira teve um sonho, e viu Alexandre, seu ex-marido, que a admoestou por ter tido dois maridos depois dele, inclusive seu irmão, e que ele iria reivindicá-la para ser dele de novo; Glafira contou o sonho para suas companheiras, e morreu poucos dias depois.

Herodes Arquelau

Herodes Arquelau (23 a.C. — 18) governou a Judeia. Ele foi filho e sucessor de Herodes. O menos estimado dos filhos de Herodes, foi cruel e despótico. As queixas dos judeus contra ele finalmente o levaram ao exílio.

Segundo o historiador judeu Flávio Josefo, Arquelau foi rei da Judeia, Idumeia e Samaria durante dez anos, desde a confirmação do testamento de Herodes Magno pelo imperador Augusto (4 a.C) até “trinta e sete anos depois da batalha de Áccio” (6 d.C).

Na bíblia é citado apenas uma vez, em Mateus 2, após a morte de seu pai, Herodes, o Grande.

Herodíade

Herodíade ou Herodias (ca. 15 a.C. — falecida depois de 39) foi uma neta de Herodes, o Grande e irmã de Herodes Agripa I, rei da Judeia.

Herodíade era filha de Berenice e de Aristóbulo IV (filho de Herodes). Teve como primeiro marido Herodes Filipe, filho de Herodes com Mariana, filha do sumo-sacerdote Simão. Herodíade e Herodes Filipe tiveram uma filha, Salomé. Contudo, Herodíade separou-se deste marido para casar com outro meio-tio, Herodes Antipas; este para poder casar com Herodíade, teve que se divorciar da sua primeira esposa, Fasélia, filha do rei nabateu Aretas IV. A união foi condenada por João Baptista e gerou animosidade entre o povo, que acusou o casal de incesto.

Nos Evangelhos de Marcos e Mateus, a execução de João Baptista é atribuída à intervenção de Herodíade e da sua filha. Durante uma festa de anos de Herodes Antipas, Salomé realizou uma dança que o entusiasmou ao ponto deste prometer dar-lhe o que ela entendesse. Salomé consultou então a mãe e pediu a cabeça de João Baptista. Herodes Antipas atendeu ao pedido e Salomé entregou a cabeça à sua mãe. O historiador judeu Flávio Josefo refere-se à morte de João Baptista, mas nada diz sobre o episódio do banquete nem sobre a actuação conjunta de Herodíade e Salomé, fazendo de Antipas responsável pela morte de João.

Herodíade teria incitado o seu marido a ir a Roma procurar uma dignidade semelhante à de Herodes Agripa I, que tinha servido Roma por menos tempo. Herodes Agripa enviou uma carta ao imperador Calígula na qual acusava Antipas de participar num plano para matar o imperador Tibério. Assim, em vez de o promover, Calígula ordenou o exílio de Herodes Antipas para o sul da Gália. A Herodíade foi oferecida a possibilidade de não ser exilada e de manter os seus bens, mas esta recusou a proposta e acompanhou o marido para Lugduno dos Convenas (actual Saint-Bertrand-de-Comminges). A partir de então não se sabe mais sobre Herodíade.

Leontópolis (Heliópolis)

Leontópolis foi uma cidade do antigo Egito, localizada no nomo de Heliópolis.

Lisânias (tirano de Cálcis)

Lisânias foi o filho e sucessor de Ptolemeu, filho de Meneu, tirano de Cálcis da Celessíria. A fonte para sua vida é Flávio Josefo.

Seu pai, Ptolemeu, um homem perverso, era parente por casamento de Dionísio de Trípoli, que havia sido decapitado, porém quando Pompeu entrou em seu território, Ptolomeu comprou a absolvição de seus crimes por mil talentos, que Pompeu usou para pagar seus soldados.Após a morte de Ptolemeu, Lisânias tomou o governo de Cálcis, e se aliou a Antígono, filho de Aristóbulo. Antígono havia oferecido aos partas mil talentos e quintentas mulheres, para que eles tomassem o governo da Judeia de Hircano, e matassem Herodes. Apesar de Antígono não ter pago o que prometera, os partas, com Antígono, invadiram a Judeia. As forças partas eram lideradas por Pácoro, comandante das forças navais e filho do rei da Pártia, e Barzapharnes, comandante das forças terrestres. O reino de Antígono na Judeia durou de 40 a 37 a.C., ele foi o último asmoneu a reinar, e foi sucedido por Herodes, o Grande, cliente de Roma.Em 36 ou 34 a.C., Lisânias foi morto por Marco Antônio, por ter trazido os partas para atacar a Judeia.Calvino, baseando-se em que Lisânias, filho de Ptolemeu Meneu, era pai de Lisânias, que chamou os partas para invadirem a Síria e foi morto por Cleópatra, conjecturou que ele poderia ter um neto, também chamado Lisânias, que seria o tetrarca de Abilene mencionado em Lucas 3:1.Outros historiadores propõem que o Lisânias bíblico seria o mesmo que o filho de Ptolemeu, e que a atribuição da tetraquia a Lisânias seria geográfica, ou seja, a tetrarquia era chamada "de Lisânias" por causa do rei que havia sido morto décadas antes.

Salomé (irmã de Herodes)

Salomé foi uma irmã de Herodes, o Grande; a famosa dançarina Salomé, mencionada na Bíblia e associada à execução de João Batista, possivelmente era sua bisneta.

Teudas

Teudas (morto em 46 d.C.) foi um rebelde Judeu do século I d.C. citado em Atos 5:36.

Vida de Flávio Josefo

A Vida de Josefo ("Iosepou bios"), também chamado de Vida de Flávio Josefo ou Autobiografia, é uma obra autobiográfica escrita por Flávio Josefo em aproximadamente 94-99 dC - possivelmente como um apêndice para sua Antiguidades Judaicas - onde o autor basicamente revisita os eventos da Primeira guerra judaico-romana, aparentemente em resposta às alegações feitas contra ele por Justo de Tiberíades.

William Whiston

William Whiston (Norton-juxta-Twycross, 9 de dezembro de 1667 — 22 de agosto de 1752) foi um teólogo, historiador e matemático inglês.

É provavelmente mais conhecido pela tradução das Antiguidades Judaicas e outras obras de Flávio Josefo, seu livro A New Theory of the Earth e seu arianismo. Sucedeu seu mentor Isaac Newton como professor lucasiano na Universidade de Cambridge.

Noutras línguas

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