Ano litúrgico

O Ano litúrgico é o período de doze meses, divididos em tempos litúrgicos, onde se celebram os mistérios de Cristo, assim como os Santos.

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O mês de Outubro em um calendário da Abadia Abbotsbury, manuscrito do século XIII (British Library, Cotton MS Cleopatra B IX, folio 59r).

Organização do ano litúrgico

De necessidade de se organizar as comemorações religiosas, foi estabelecido um calendário de datas a serem seguidas, que ficou sendo denominado de “Ano Litúrgico” ou “Calendário Litúrgico”.

O Ano Civil começa em 1º de Janeiro e termina em 31 de Dezembro. Já o Ano Litúrgico começa no 1º Domingo do Advento (cerca de quatro semanas antes do Natal) e termina no sábado anterior a ele. Podemos perceber, também, que o Ano Litúrgico está dividido em “Tempos Litúrgicos”, como veremos a seguir.

Antes, porém, vale a pena lembrar que o Ano Litúrgico é composto de dias, e que esses dias são santificados pelas celebrações litúrgicas do povo de Deus, principalmente pelo Sacrifício Eucarístico e pela Liturgia das Horas. Por esses dias serem santificados, eles passam a ser denominados dias litúrgicos. A celebração do Domingo e das Solenidades, porém, começa com as Vésperas (na parte da tarde) do dia anterior.

Dentre os Dias Litúrgicos da semana, no primeiro dia, ou seja, no Domingo (Dia do Senhor), a Igreja celebra o Mistério Pascal de Jesus, obedecendo à tradição dos Apóstolos. Por esse motivo, o Domingo deve ser tido como o principal dia de festa.

Cada rito litúrgico da Igreja Católica tem o seu Calendário Litúrgico próprio, com mais ou menos diferenças em relação ao Calendário Litúrgico do Rito romano, o mais conhecido. No entanto, para todos os ritos litúrgicos é idêntico o significado do Ano litúrgico, assim como a existência dos diversos tempos litúrgicos e das principais festas litúrgicas.

A Igreja estabeleceu, para o Rito romano, uma sequência de leituras bíblicas que se repetem a cada três anos, nos domingos e nas solenidades. As leituras desses dias são divididas em ano A, B e C. No ano A, leem-se as leituras do Evangelho de São Mateus; no ano B, o de São Marcos e no ano C, o de São Lucas. Já o Evangelho de São João é reservado para as ocasiões especiais, principalmente as grandes Festas e Solenidades.

Nos dias da semana do Tempo Comum, há leituras diferentes para os anos pares e para os anos ímpares, tirando o Evangelho, que se repete de ano a ano. Deste modo, os católicos, de três em três anos, se acompanharem a liturgia diária, terão lido quase toda a Bíblia.

O Ano Litúrgico da Igreja é assim dividido:

  1. Ciclo da Páscoa
  2. Ciclo do Natal
  3. Tempo comum
  4. Ciclo santoral

Este Ano litúrgico da Igreja tem leituras bíblicas apropriadas para as celebrações de cada santo em particular. Aí estão as 15 solenidades e 25 festas, com leituras obrigatórias, as 64 memórias obrigatórias e 96 memórias facultativas, com leituras opcionais. O Calendário apresenta também 44 leituras referentes à ressurreição de Jesus Cristo, além de diversas leituras para os Santos, Doutores da Igreja, Mártires, Virgens, Pastores e Nossa Senhora.

Tempos litúrgicos

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As divisões do Ano Litúrgico.

Estes tempos litúrgicos existem em toda a Igreja Católica. Há apenas algumas diferenças entre os vários ritos, nomeadamente em relação à duração de cada um e à data e importância de determinadas festividades. A descrição que se segue corresponde ao Rito romano.

Tempo do Advento

O Tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que comemoramos a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio desta lembrança, se voltam os corações para a expectativa da segunda vinda de Cristo no fim dos tempos. Por esse duplo motivo, o tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa expectativa da vinda do Messias, além de se apresentar como um tempo de purificação de vida. O tempo do Advento inicia-se quatro domingos antes do Natal e termina no dia 24 de Dezembro, desembocando na comemoração do nascimento de Cristo. É um tempo de festa, mas de alegria moderada.

No Advento a cor litúrgica e o Roxo sendo que no Gaudete pode se usar o rosa.

Tempo de preparação para o Natal é o Advento que são quatro domingos, sendo o terceiro domingo do Advento, o Domingo Gaudete.

Tempo do Natal

Após a celebração anual da Páscoa, a comemoração mais venerável para a Igreja é o Natal do Senhor e suas primeiras manifestações, pois o Natal é um tempo de fé, alegria e acolhimento do Filho de Deus que se fez Homem. O tempo do Natal vai da véspera do Natal de Nosso Senhor até o domingo depois da festa da aparição divina, em que se comemora o Batismo de Jesus. No ciclo do Natal são celebradas as festas da Sagrada Família, de Maria, mãe de Jesus, Epifania do Senhor e do Batismo de Jesus.

No Natal a cor é Branca simbolizando a paz e a harmonia.

Tempo da Quaresma

O Tempo da Quaresma é um tempo forte de conversão e penitência, jejum, caridade e oração. É um tempo de preparação para a Páscoa do Senhor, e dura quarenta dias. Neste período não se diz o Aleluia, nem se colocam flores na Igreja, as imagens ficam veladas com tecidos roxos, com exceção da cruz, que só é velada na Semana Santa, não devem ser usados muitos instrumentos e não se canta o Glória a Deus nas alturas, para que as manifestações de alegria sejam expressadas de forma mais intensa no tempo que se segue, a Páscoa. A Quaresma inicia-se na Quarta-feira de Cinzas, e termina na Quinta-Feira Santa antes da missa da Ceia do Senhor.

Na Quaresma a cor litúrgica é o Roxo sendo que no quarto domingo, o Domingo Laetare pode se usar o rosa.

Tempo de preparação para a Páscoa é a Quaresma que e composta por cinco domingos, sendo o quarto domingo da Quaresma, o Domingo Laetare.

Tríduo Pascal

O Tríduo Pascal começa com a Missa da Santa Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa. Neste dia, é celebrada a Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, e comemora-se o gesto de humildade de Jesus ao lavar os pés dos discípulos.

Na Sexta-Feira Santa celebra-se a Paixão e Morte de Jesus Cristo. É o único dia do ano que não tem Missa, acontece apenas uma Celebração da Palavra chamada de “Ação ou Ato Litúrgico”.

Durante o Sábado Santo, a Igreja não exerce qualquer acto litúrgico, permanecendo em contemplação de Jesus morto e sepultado.

Na noite de Sábado Santo, já pertencente ao Domingo de Páscoa, acontece a solene Vigília pascal. Conclui-se, então, o Tríduo Pascal, que compreende a Quinta-Feira, Sexta-Feira e o Sábado Santo, que prepara o ponto máximo da Páscoa: o Domingo da Ressurreição.

Tempo Pascal

A Festa da Páscoa ou da Ressurreição do Senhor, se estende por cinquenta dias entre o domingo de Páscoa e o domingo de Pentecostes, comemorando a volta de Cristo ao Pai na Ascensão, e o envio do Espírito Santo. Estas sete semanas devem ser celebradas com alegria e exultação, como se fosse um só dia de festa, ou, melhor ainda, como se fossem um grande domingo, vivendo uma espiritualidade de alegria no Cristo Ressuscitado e crendo firmemente na vida eterna.

No Tempo Pascal a cor litúrgica é o Branco simbolizando a luz, tipificando a inocência e a pureza, a alegria e a glória.

Tempo Comum

Além dos tempos que têm características próprias, restam no ciclo anual trinta e três ou trinta e quatro semanas nas quais são celebrados, na sua globalidade os Mistérios de Cristo. Comemora-se o próprio Mistério de Cristo em sua plenitude, principalmente aos domingos. É um período sem grandes acontecimentos, mas que nos mostra que Deus se faz presente nas coisas mais simples. É um tempo de esperança acolhimento da Palavra de Deus. Este tempo é chamado de Tempo Comum, mas não tem nada de vazio. É o tempo da Igreja continuar a obra de Cristo nas lutas e no trabalho pelo Reino. O Tempo Comum é dividido em duas partes: a primeira fica compreendida entre os tempos do Natal e da Quaresma, e é um momento de esperança e de escuta da Palavra onde devemos anunciar o Reino de Deus; a segunda parte fica entre os tempos da Páscoa e do Advento, e é o momento do cristão colocar em prática a vivência do reino e ser sinal de Cristo no mundo, ou como o mesmo Jesus disse, ser sal da terra e luz do mundo.

O Tempo Comum é ainda tempo privilegiado para celebrar as memórias da Virgem Maria e dos Santos.

No Tempo Comum a cor litúrgica é o verde que simboliza esperança.

Festas de guarda

Baseando-se no terceiro mandamento da Lei de Deus (guardar os domingos e festas de guarda), a Igreja Católica estipula que todos os católicos devem ir à missa em todos os domingos e festas de guarda. Por isso, esta obrigação está também presente nos Cinco Mandamentos da Igreja Católica. A maior parte das festas de guarda calham sempre num domingo (ex: Domingo de Ramos, Pentecostes, domingo de Páscoa, Santíssima Trindade, etc.), que já é o dia semanal obrigatório de preceito ou guarda. Então, as festas de guarda que podem não ser no domingo são apenas dez:[1]

Porém, nem todos os países e dioceses festejam e guardam estes dez dias de preceito, porque, "com a prévia aprovação da Sé Apostólica, [...] a Conferência Episcopal pode suprimir algumas das festas de preceito ou transferi-los para um domingo".[1]

Observações: As festas e solenidades da Epifania do Senhor, Ascensão, São Pedro e São Paulo, Assunção de Maria e Todos os Santos no Brasil foram transferidas para o domingo mais próximo. A CNBB no Brasil aboliu o preceito na festa de São José, permanecendo sua celebração litúrgica.

Cálculo do atual ano litúrgico

O Ano Litúrgico passa por três ciclos, também chamado de anos A, B, C.

A cada ano tem uma sequência de leituras próprias, ou seja, leituras para o ano A, ano B e para o ano C. A organização das leituras próprias para cada ano possibilita ao católico estudar toda a Bíblia, desde que participe de todas as missas diárias ou estude a Liturgia Diária nesse período de três anos. Para saber de que ciclo é um determinado ano, parte-se deste princípio: o ano que é múltiplo de 3 é do ciclo C.

Para saber se um número é múltiplo de 3, basta somar todos os algarismos, e se o resultado for múltiplo de 3, o número também o é.

Atualmente estamos no ano C: 2019 = 2+0+1+9=12 (1+2=3) = Ano C (o ano litúrgico começa no advento do ano anterior, logo, o advento de 2018 é o início do ano litúrgico de 2019)

Referências

  1. a b Cânon 1246 do Código de Direito Canónico (em inglês)
Advento

O Advento (do latim Adventus: "chegada", do verbo Advenire: "chegar a") é o primeiro tempo do Ano litúrgico, o qual antecede o Natal. Para os cristãos, é um tempo de preparação e alegria, de expectativa, onde os fiéis, esperando o Nascimento de Jesus Cristo , vivem o arrependimento e promovem a fraternidade e a Paz. No calendário religioso este tempo corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal.

Ano litúrgico ortodoxo

O ano litúrgico ortodoxo dita o ritmo da vida litúrgica da Igreja Ortodoxa. Associado a cada data estão passagens da Sagrada Escritura, santos e eventos de comemoração, e muitas vezes regras especiais para o jejum ou festas.

Há dois tipos de festas no calendário ortodoxo: fixas e móveis. Festas fixas ocorrem no mesmo dia de cada ano, enquanto festas móveis mudam a cada ano. As festas móveis geralmente são calculadas em relação à Páscoa, pelo que o ciclo é conhecido como ciclo pascal.

O ano litúrgico dos católicos bizantinos é, em uma série de aspectos, semelhante ao ortodoxo, mas se caracteriza, por exemplo, pela omissão ou inclusão de comemorações posteriores ao Grande Cisma e por uma aproximação geral às contagens gregorianas, especialmente quanto às festas móveis.

Calendário hagiológico

Este é um calendário hagiológico (de santos) ou efémerides dos santos ou santoral composto por uma seleção de santos das principais famílias denominacionais cristãs, principalmente a católica.

Para o calendário litúrgico oficial do rito romano da Igreja católica, ver Calendário Romano Geral. Para a forma histórica dada a esse Calendário por ordem do Concílio de Trento, ver Calendário tridentino.

Calendário litúrgico

Calendário litúrgico é o calendário de cerimônias, festas e solenidades de qualquer religião.

Celebrações litúrgicas

Celebrações litúrgicas são as comemorações dos domingos da Igreja Católica, por exemplo, o domingo de Páscoa. Essas comemorações são divididas em tempos. As celebrações a seguir, são aquelas do rito romano, adotado por uma das 23 igrejas dos sui iuris, que formam em comunhão, com o papa a Igreja Católica, no caso a Igreja Latina.

Os tempos do Ano Litúrgico, são:

Advento

Natal

Tempo Comum

Quaresma

Tríduo Pascal

Tempo Pascal

Tempo Comum

Ciclo solar nos calendários

Ciclo solar nos calendários litúrgicos das igrejas cristãs é uma sequência de 28 números que indicam a posição dos anos que têm a mesma Letra dominical nessa sequência de anos comuns e bissextos.

Este ciclo tem 28 posições que correspondem ao número de combinações da sequência das 7 Letras dominicais, uma por cada dia da semana, de acordo com a regra do Calendário juliano em que em cada sequência de 4 anos, 3 serão comuns e 1 será bissexto.

Este Ciclo solar nos calendários repete-se sem cessar no Calendário juliano.

Com a entrada em vigor reforma do Calendário gregoriano, em 15 de outubro de 1582, o Ciclo solar nos calendários litúrgicos foi alterado em relação ao usado antes no Calendário juliano em consequências da adopção das duas novas regras principais : o salto de 10 dias no mês de outubro ao ano da reforma de 1582 e a passagem de 3 anos bissextos centenários a anos comuns em cada sequência de 400 anos, a partir de 1700, inclusive.O uso deste Ciclo solar nos calendários litúrgicos para os anos de 1584 a 1600 é apresentado no livro de António Ribeiro, editado logo a seguir à adopção do calendário gregoriano em Portugal

O Observatório Astronómico de Lisboa publica anualmente os dados astronómicos das efemérides e dos calendários do ano onde inclui o "Calendário católico" com a indicação do Ciclo solar.

Culto cristão

O culto tem sido considerado, pela maioria dos cristãos, como o ato central de identidade cristã através da história. Muitos teólogos cristãos têm definido a humanidade como homo adorans, ou seja, "o homem que cultua", significando assim que o culto a Deus é central para se compreender o ser humano.

No Cristianismo, na Igreja Ortodoxa e em alguns ramos (Igrejas Altas) do Anglicanismo e do Luteranismo, o culto de adoração a Deus é prestado na liturgia: ato do homem que adora (ação ascendente) e do Deus que salva (ação descendente).

O termo liturgia deriva do grego "ergosleitor" (ação do povo), onde os dotados de posses praticavam filantropia para com os necessitados e estes, agradecidos, louvavam tais atos. Coisa semelhante acontece na liturgia: Deus santifica e concede graças ao homem e este, em gratidão, o adora e serve, alcançando assim a sua salvação eterna, principalmente através da sua participação, por graça divina, dos méritos do sacrifício de Cristo na cruz. Este sofrimento e sacrifício redentor e supremo é renovado pela Eucaristia e celebrado na Missa.

Daí que o culto é celebrado de forma solene, seguindo uma ordem estrita de serviço e centrada precisamente na Missa, mais precisamente na Eucaristia. Segue-se um Lecionário contendo as orações e leituras para cada dia do ano litúrgico.

Dia das Bruxas

Dia das Bruxas (em inglês: Halloween, pronuncia-se [hæləʊˈiːn], ou também [hæloʊˈiːn]) é uma celebração observada em vários países, principalmente no mundo anglófono, em 31 de outubro, véspera da festa cristã ocidental do Dia de Todos os Santos. Ela começa com a vigília de três dias do Allhallowtide, o tempo do ano litúrgico dedicado a lembrar os mortos, incluindo santos (hallows), mártires e todos os fiéis falecidos.Acredita-se que muitas das tradições do Halloween originaram-se do antigo festival celta da colheita, o Samhain, e que esta festividade gaélica foi cristianizada pela Igreja primitiva. O Samhain e outras festas também podem ter tido raízes pagãs. Alguns, no entanto, apoiam a visão de que o Halloween começou independentemente do Samhain e tem raízes cristãs.Entre as atividades de Halloween mais comuns, estão festas e fantasia, praticar "doce ou travessura", decorar a casa, fazer lanternas de abóbora, fogueiras, jogos de adivinhação, ir em atrações "assombradas", contar histórias assustadoras e assistir filmes de terror. Em muitas partes do mundo, as vigílias religiosas cristãs de Halloween, como frequentar os cultos da igreja e acender velas nos túmulos dos mortos, permanecem populares, embora em outros lugares seja uma celebração mais comercial e secular. Alguns cristãos historicamente se abstém de carne no Dia das Bruxas.

Laranja (cor)

O laranja, alaranjado, cor laranja, cor de laranja, ou ainda abóbora, cor abóbora, ou cor de abóbora, é uma cor terciária nos sistemas RGB e CMYK (e secundária no obsoleto sistema RYB), formada pelo vermelho e o amarelo que, no espectro visível, tem um comprimento de onda aproximado de 590 a 620 nanómetros. Tem a mesma cor da fruta que lhe dá o nome.

Na Europa e na América, pesquisas mostram que o alaranjado é a cor mais associada a diversões, ao não convencional, ao extrovertido, ao calor, ao fogo, a energia, a atividade, ao perigo, ao sabor e aroma, ao protestantismo, ao outono e a estação de Allhallowtide, o tempo do ano litúrgico dedicado a lembrar os mortos (Halloween, Dia de Todos os Santos e Dia de Finados). É a cor nacional dos Países Baixos e da Casa de Orange. Na Ásia, é uma importante cor simbólica do budismo e do hinduísmo.Algumas coisas que têm cor laranja: laranja (fruta); chama, fogo, ou brasa em madeira; mel silvestre olhado contra a luz, abóbora, etc.

Liturgia

A palavra liturgia (do grego λειτουργία, "serviço público" ou "serviço do culto") compreende uma celebração religiosa pré-definida, de acordo com as tradições de uma religião em particular; pode incluir ou referir-se a um ritual formal e elaborado (como a Missa Católica) ou uma atividade diária como as salats muçulmanasA liturgia é considerada por várias denominações cristãs, nomeadamente o Catolicismo Romano, a Igreja Ortodoxa, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Batista, a Igreja Metodista e alguns ramos (Igrejas Altas) do Anglicanismo e do Luteranismo, como um ofício ou serviço indispensável e obrigatório. Isto porque estas Igrejas cristãs prestam essencialmente o seu culto de adoração a Deus (a teolatria) através da liturgia. Para elas, a liturgia tornou-se, em suma, no seu culto oficial e público.

Missa

Santa Missa, ou celebração da eucaristia, é a principal celebração religiosa da Igreja Católica e da Igreja Ortodoxa, também realizada, com algumas variáveis, nas tradições Reformadas, Anglicanas e Luteranas.

Para estas igrejas, a missa é o cumprimento do mandamento de Cristo de fazer o que Ele mesmo fez na Última Ceia e é o sacramento em que se recebe o Corpo e o Sangue de Cristo sob a matéria do pão e do vinho, atualizando, de acordo com a Igreja Católica Romana o supremo sacrifício de Cristo na cruz (o Mistério Pascal) e tornando assim presente a salvação, renovando a Santa Ceia ou comemorando um banquete festivo em memória da salvação efetuada por Cristo.

Na Igreja Católica, a missa pode ser celebrada todos os dias, excepto na Sexta-feira Santa. Os fiéis católicos participam da missa aos Domingos e nas festas de guarda. Teologicamente, a missa mais importante é a dominical, pois, na liturgia da igreja, é nesse dia que Jesus Cristo ressuscita. No decorrer do Ano Litúrgico, a maior Missa e mais importante é a que se celebra na noite do Sábado de Aleluia, chamada Vigília pascal, que possui uma estrutura diferente de todas as outras.

Missal Romano

O Missal Romano é o livro usado nas missas de rito romano para as leituras próprias do celebrante (um clérigo). Ele contém vários tipos de orações eucarísticas.

Pároco

Pároco é o presbítero da Igreja Católica responsável por administrar uma Paróquia.

Páscoa

Páscoa ou Domingo da Ressurreição é uma festividade religiosa e um feriado que celebra a ressurreição de Jesus ocorrida três dias depois da sua crucificação no Calvário, conforme o relato do Novo Testamento. É a principal celebração do ano litúrgico cristão e também a mais antiga e importante festa cristã. A data da Páscoa determina todas as demais datas das festas móveis cristãs, exceto as relacionadas ao Advento. O domingo de Páscoa marca o ápice da Paixão de Cristo e é precedido pela Quaresma, um período de quarenta dias de jejum, orações e penitências.

O termo "Páscoa" deriva, através do latim Pascha e do grego bíblico Πάσχα Paskha, do hebraico פֶּסַח (Pesaḥ ou Pesach), a Páscoa judaicaA última semana da Quaresma é chamada de Semana Santa, que contém o chamado Tríduo Pascal, incluindo a Quinta-Feira Santa, que comemora a Última Ceia e a cerimônia do Lava pés que a precedeu e também a Sexta-Feira Santa, que relembra a crucificação e morte de Jesus. A Páscoa é seguida por um período de cinquenta dias chamado Época da Páscoa que se estende até o Domingo de Pentecostes.

A Páscoa é uma festa móvel, o que significa que sua data não é fixa em relação ao calendário civil. O Primeiro Concílio de Niceia (325) estabeleceu a data da Páscoa como sendo o primeiro domingo depois da lua cheia após o início do equinócio vernal (a chamada lua cheia pascal). Do ponto de vista eclesiástico, o equinócio vernal acontece em 21 de março (embora ocorra no dia 20 de março na maioria dos anos do ponto de vista astronômico) e a "lua cheia" não ocorre necessariamente na data correta astronômica. Por isso, a data da Páscoa varia entre 22 de março e 25 de abril (inclusive). Os cristãos orientais baseiam seus cálculos no calendário juliano, cuja data de 21 de março corresponde, no século XXI, ao dia 3 de abril no calendário gregoriano utilizado no ocidente. Por conseguinte, a Páscoa no oriente varia entre 4 de abril e 8 de maio inclusive.

A Páscoa cristã está ligada à Páscoa judaica pela data e também por muitos dos seus simbolismos centrais. Ao contrário do inglês, que tem duas palavras distintas para as duas festas (Easter e Passover respectivamente), em português e em muitas outras línguas as duas são chamadas pelo mesmo nome ou nomes muito similares. Os costumes pascais variam bastante entre os cristãos do mundo inteiro e incluem missas matinais, a troca do cumprimento pascal e de ovos de Páscoa, que eram, originalmente, um símbolo do túmulo vazio. Muitos outros costumes passaram a ser associados à Páscoa e são observados por cristãos e não cristãos, como a caça aos ovos, o coelho da Páscoa e a Parada da Páscoa. Há também uma grande quantidade de pratos típicos ligados à Pascoa e que variam de região para região.

Quaresma

O Tempo da Quaresma é o período do ano litúrgico que antecede a Páscoa cristã, sendo celebrado por algumas igrejas cristãs, dentre as quais a Católica, a Ortodoxa, a Anglicana, a Luterana.

A expressão Quaresma é originária do latim, quadragesima dies (quadragésimo dia). O adjetivo referente a este período é dito quaresmal ou, mais raro, quadragesimal.

Em diversas denominações cristãs, o Ciclo Pascal compreende três tempos: preparação, celebração e prolongamento.

A Quaresma insere-se no período de preparação.

Os serviços religiosos desse tempo intentam a preparação da comunidade de fiéis para a celebração da festa pascal, que comemora a ressurreição e a vitória de Cristo depois dos seus sofrimentos e morte, conforme narrados nos Evangelhos.

Esta preparação é feita por meio de jejum, abstinência de carne, mortificações, caridade e orações.

A separação do Carnaval e o período da Quaresma inspira um vasto grupo de tradições folclóricas, algumas oriundas de ritos anteriores ao Cristianismo referentes ao pouso do inverno e do posterior renascimento primaveril da terra, no hemisfério norte.

Rito ambrosiano

O rito ambrosiano ou rito milanês é um dos ritos litúrgicos latinos, ou seja, um dos ritos litúrgicos ocidentais da Igreja Católica. Atribuído ao bispo Santo Ambrósio, é utilizado, atualmente, pelos católicos romanos da Arquidiocese de Milão (Archidioecesis Mediolanensis), região eclesiástica da Lombardia—excetuando as comunas de Monza, Treviglio e Trezzo sull'Adda, as paróquias de Civate e Varenna --, das paróquias de Cannobio e Cannero Riviera, do cantão de Tessino e, na Diocese de Lodi (Dioecesis Laudensis), das paróquias de Colturano, Riozzo e Balbiano: cerca de 5 milhões de fiéis.

Tempo Comum

O Tempo Comum é um período do Ano litúrgico de trinta e três ou trinta e quatro semanas nas quais são celebrados, na sua globalidade, os Mistérios de Cristo. Comemora-se o próprio Mistério de Cristo em sua plenitude, principalmente aos domingos.

O Tempo Comum é o período mais extenso do ano litúrgico: 33 - 34 semanas distribuídas entre a festa do Batismo de Jesus até o começo da Quaresma e as outras semanas entre a segunda-feira depois de Pentecostes e o início do Advento

Tempo Pascal

O Tempo Pascal é um período do Ano litúrgico que segue 50 dias depois do Domingo de Páscoa.

Tempo da Septuagésima

Tempo da Septuagésima (em latim: Septuagesimus) é um tempo litúrgico cristão de preparação remota para a Páscoa, sucede ao tempo litúrgico de Natal, e precede a Quaresma. Neste tempo, a liturgia apresenta a criação, elevação e queda do homem. Este tempo inicia com o Domingo da Septuagésima, abrange os domingos da Sexagésima e Quinquagésima, até a Quarta-feira de Cinzas, início da Quaresma.

O Tempo da Septuagésima surge a partir da Quaresma, quando eram quarenta dias de rigoroso jejum, em preparação à Páscoa, não contados os domingos. Dado que em algumas igrejas do Oriente não se jejuava também nos sábados da Quaresma, para supri-los incluíam na Quaresma o Domingo da Quinquasésima. Outras igrejas já não jejuavam também nas quintas-feiras, além dos domingos e sábados, então, para supri-los, acrescentou-se a Sexagésima. Ocorreu também que, algumas igrejas também não contavam a Semana Santa como parte da Quaresma e, por conseguinte, inseriu-se o Domingo da Septuagésima.

O uso oriental influenciou alguns mosteiros do Ocidente, passando em seguida a vigorar em algumas províncias eclesiásticas. Na segunda metade do século V, Roma começou a praticar o jejum nas quartas e sextas-feiras da semana da quinquagésima. Depois, o Papa Hormisda, no século VI, estendeu o jejum a todos os dias da referida semana. A seguir, após alguns anos, introduziu-se a sexagésima, como breve período de jejum atenuado.

A celebração do tempo septuagesimal foi adotada em Roma nos fins do século VI, dado que o sacramentário gelasiano é o primeiro documento que menciona os domingos da septuagésima, sexagésima e quinquagésima.

A prática de celebrar-se o Tempo da Septuagésima foi suprimida do rito romano da Igreja Católica, a partir da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, que integrou-o no tempo comum que se segue à Epifania. Esta prática está mantida na forma extraordinária do rito romano. O rito bizantino também prevê os domingos pré-quaresmais.

O Tempo da Septuagésima está ainda presente nos calendários litúrgicos luterano e anglicano.e Igreja Católica Brasileira.

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