Alta crítica

Em exegese, Alta crítica são os estudos críticos da Bíblia. Sua abordagem trata a Bíblia como literatura, utilizando-se do aparato crítico normalmente aplicado a textos literários semelhantes. Caracteriza-se, de uma forma geral, por não partir do dogma da inerrância bíblica para efetuar suas análises. Em contraste com a Baixa crítica, seu foco está no estudo dos autores dos textos bíblicos, tempo, lugar em que foi escrito, seu processo de formação editorial, sua transmissão histórica e o contexto de formação, denominado Sitz im Leben.

Anglicanismo evangélico

O anglicanismo evangélico, anglicanismo evangelicalista, episcopalismo evangélico ou anglo-evangelicalismo é uma tradição ou ala dentro do Anglicanismo que partilha uma afinidade mais ampla com o Movimento Evangelicalista. Os anglicanos evangelicais compartilham com outros evangélicos os atributos do "conversionismo, ativismo, biblicismo e crucicentrismo" identificados pelo historiador David Bebbington como centrais para a identidade evangélica. O surgimento da eclesiologia evangelicalista pode ser rastreada a partir do Primeiro Grande Despertamento, nos Estados Unidos, e no Reavivamento Evangélico na Grã Bretanha, no século XVIII. No século XX, surgiram figuras proeminentes incluindo John Stott e J. I. Packer.Em contraste com a ala da Igreja Alta, os anglo-evangélicos enfatizam a religião experiencial do coração sobre a importância das formas litúrgicas. Como resultado, os anglicanos evangélicos são frequentemente descritos como sendo da Igreja Baixa, contudo esses termos nem sempre são intercambiáveis, pois a igreja baixa pode descrever indivíduos ou grupos que não são evangélicos.

Arqueologia bíblica

A arqueologia bíblica é um ramo da arqueologia especializado em estudos dos restos materiais relacionados direta ou indiretamente com os relatos bíblicos e com a história das religiões judaico-cristãs. A região mais estudada pela arqueologia bíblica, na perspectiva ocidental, é a denominada Terra Santa, localizada no Médio Oriente.

Os principais elementos desta ciência arqueológica são, em sua maioria, referências teológicas e religiosas, sendo considerada uma ciência em toda a sua dimensão metodológica. Assim como se dá com os registros históricos de outras civilizações, os manuscritos descobertos devem ser comparados com outras sociedades contemporâneas da Europa, Mesopotâmia e África.

As técnicas científicas empregadas são as mesmas da arqueologia em geral, com escavações e datação radiométrica, entre outras. Em contraste, a arqueologia do antigo Médio Oriente é mais ampla e generalizada, tratando simplesmente do Antigo Oriente sem tentar estabelecer uma relação específica entre as descobertas e a Bíblia.

Bereshit

Bereshit - (בְּרֵאשִׁית; transl.: bə·rê·šîṯ), בְּ (no ou na) + רֵאשִׁית (início ou cabeça), "No início" ou "Na cabeça", é a primeira palavra do Sefer Bereshit que consecutivamente é a primeira palavra de todo Sefer Torá) sendo esse o texto sagrado fundamental na religião judaica, e em forma impressa acompanhado dos demais livros da coleção do cânone judeu, formam o TaNak (TNK), que os cristãos conhecem como sendo a Bíblia e seu Livro do Gênesis.

Charles Darwin

Charles Robert Darwin, FRS FGRS FLS FLZ (pronúncia em inglês: ['dɑːrwɪn]; Shrewsbury, 12 de fevereiro de 1809 – Downe, 19 de abril de 1882) foi um naturalista, geólogo e biólogo britânico, célebre por seus avanços sobre evolução nas ciências biológicas. Juntamente com Alfred Wallace, Darwin estabeleceu a ideia que todos os seres vivos descendem de um ancestral em comum, argumento agora amplamente aceito e considerado um conceito fundamental no meio científico, e propôs a teoria de que os ramos evolutivos são resultados de seleção natural e sexual, onde a luta pela sobrevivência resulta em consequências similares às da seleção artificial.Seu livro de 1859, A Origem das Espécies, causou espanto na sociedade e comunidade científica da época, mas conseguiu grande aceitação nas décadas seguintes, superando a rejeição que os cientistas tinham pela transmutação de espécies. Já em 1870, a evolução por seleção natural tinha apoio da maioria dos intelectuais. Sua aceitação quase universal, entretanto, não foi atingida até à emergência da síntese evolutiva moderna entre as décadas de 1930 e 1950 quando um grande consenso consolidou a seleção natural como o mecanismo básico da evolução. A teoria de Darwin é considerada o mecanismo unificador para explicar a vida e a diversidade na Terra.Em seus primeiros anos, Darwin recusou cursar medicina na Universidade de Edimburgo; ao invés disso, focou-se em pesquisar sobre animais invertebrados. Pela Universidade de Cambridge (Christ's College), ele tomou a iniciativa pelas ciências naturais e viajou durante cinco anos pelo HMS Beagle, projeto que o lançou como iminente geólogo e cujas observações sustentaram as ideias de Charles Lyell; as publicações de seus diários sobre os trajetos percorridos consolidaram sua fama. Intrigado com a distribuição geográfica da vida selvagem e dos fósseis coletados durante sua viagem, Darwin começou investigações detalhadas e, em 1838, concebeu a teoria da seleção natural. Depois de discutir suas ideias com vários naturalistas, Darwin precisava de mais tempo para tornar sua ideia pública, algo que entrava em conflito com seu extensivo trabalho geológico que tinha prioridade. Em 1858, o naturalista Alfred Wallace manda um ensaio científico para Darwin estabelecendo as mesmas ideias e sugere uma publicação em conjunto.Consagrada a publicação, a teoria evolutiva darwiniana determinou drasticamente o cenário da ciências biológicas, tornando-se a explicação dominante sobre o porquê da diversidade natural do planeta. Em 1871, Darwin volta a publicar livros significativos, desta vez começando sobre a sexualidade humana e sua descendência, intitulado A Descendência do Homem e Seleção em Relação ao Sexo, seguido por A Expressão da Emoção em Homens e Animais em 1872. Sua dedicação pelas plantas resultaram em várias publicações de livros, e seu último seria The Formation of Vegetable Mould through the Action of Worms em 1881, meses antes de sua morte no ano seguinte. Em reconhecimento à importância do seu trabalho, Darwin foi enterrado na Abadia de Westminster, próximo a Charles Lyell, William Herschel e Isaac Newton. Foi uma das cinco pessoas não ligadas à família real inglesa a ter um funeral de Estado no século XIX. Por seu papel científico, Darwin é considerado uma das maiores personalidades da história.

Criacionismo científico

Criacionismo científico é um ramo do criacionismo que tenta fornecer apoio científico à narrativa da criação do Livro do Génesis e refutar ou reinterpretar os factos, teorias e paradigmas científicos relativos à história da Terra, cosmologia e evolução biológica.O consenso esmagador da comunidade científica afirma que o criacinionismo científico é uma visão religiosa, e não científica, e que não se qualifica como ciência, uma vez que carece de apoio empírico, não fornece hipóteses e descreve a história natural com base em causas sobrenaturais impossíveis de serem testadas cientificamente. O criacionismo científico é uma tentativa pseudocientífica de transformar a Bíblia em factos científicos, e é visto por biólogos profissionais como uma fraude.O criacionismo científico teve início na década de 1960 a partir das tentativas de fundamentalistas cristãos norte-americanos em provar a inerrância bíblica e invalidar as evidências da evolução. Desde então, ganhou um número expressivo de seguidores nos Estados Unidos e com vários grupos de adeptos em todo o mundo. As principais ideias do criacionismo científico são: a crença na "criação" ex nihilo (a partir do nada); a crença de que a Terra foi criada nos últimos seis a dez mil anos; a crença de que a humanidade e a restante vida na Terra foram criadas como entidades baraminológicas distintas e imutáveis; e a ideia de que os fósseis encontrados nos estratos geológicos foram aí depositados durante um dilúvio que cobriu a Terra por completo. Consequentemente, o criacionismo científico disputa também as teorias geológicas e astrofísica comuns sobre a idade e origem da Terra e do Universo, que os criacionistas acreditam serem irreconciliáveis com o relato do Livro do Géneses. Os proponentes do criacionismo geralmente referem-se à teoria da Evolução como darwinismo ou "evolução darwiniana".

As obras de criacionismo científico que surgiram na década de 1960 focavam-se em conceitos derivados da interpretação literal da Bíblia e eram de natureza abertamente religiosa. Um dos mais notáveis associava o relato do dilúvio do Livro do Génesis aos registos fósseis no contexto de um sistema denominado geologia diluviana. Até à década de 1970, a estas obras pouca ou nenhuma atenção era dada fora das escolas e congregações de cristãos evangélicos fundamentalistas. No entanto, nesta década os seus seguidores começaram a contestar o ensino da Teoria da Evolução nas escolas públicas dos Estados Unidos, chamando a atenção da opinião pública e da comunidade científica. Muitas direções escolares e decidores estavam a ser pressionadas para incluir nos programas escolares de ciência o ensino do criacionismo científico a par da evolução. Ao mesmo tempo, os textos de criacionismo científico foram revistos de forma a eliminar as referências bíblicas e teológicas. Algumas versões menos explícitas e sectárias do criacionismo chegaram a ser incluídas em escolas públicas no Arcansas, Luisiana e em outras regiões dos Estados Unidos.Em 1982, a sentença do tribunal no caso McLean contra o Estado do Arcansas delibereou que o criacionismo científico não é capaz de cumprir os requisitos essenciais da ciência e que a sua principal intenção é divulgar uma determinada perspectiva religiosa. O ensino do criacionismo científico nas escolas públicas dos Estados Unidos terminou definitivamente em 1987, após uma decisão do Supremo Tribunal. O tribunal afirmou que o ensino do criacionismo científico a par da evolução era inconstitucional, uma vez que o seu principal objetivo é promover uma crença religiosa. Em resposta a esta sentença, os rascunhos do livro escolar sobre o criacionismo científico Of Pandas and People foram alterados, de modo a substituir todas as referências ao criacionismo pelo design inteligente antes da sua publicação em 1989. Esta versão foi promovida pelos adeptos do movimento do design inteligente, até em 2005 o ensino de design inteligente ter sido novamente declarado inconstitucional por um tribunal federal no caso Kitzmiller v. Dover Area School District.

Cristianismo positivo

Cristianismo positivo, também conhecido como cristianismo nazista, (em alemão Positives Christentum) foi uma expressão adotada pelos líderes nazistas para se referir a um modelo de cristianismo coerente com o nazismo, tentando construir uma Igreja Nacional do Reich.

Adeptos do Cristianismo Positivo argumentavam que o cristianismo tradicional enfatizava os aspectos passivos em vez dos ativos na vida de Jesus Cristo, acentuando seu sacrifício na cruz e a redenção sobrenatural. Eles pretendiam substituir isso por uma ênfase "positiva" do Cristo como um pregador ativo, organizador e combatente que se opôs ao judaísmo institucionalizado de sua época. Em várias ocasiões durante o regime nazista, foram feitas tentativas de substituir o cristianismo ortodoxo por sua alternativa "positiva".

Durante o Terceiro Reich, os teólogos protestantes alemães, motivados pelo racismo e explorando o antisemitismo do cristianismo tradicional, redefiniram Jesus como ariano e o cristianismo como uma religião em guerra com o judaísmo. Em 1939, estes teólogos cristãos estabeleceram o Instituto para o Estudo e Erradicação da Influência Judaica na Vida Religiosa dos Alemãos. Em “O Jesus Ariano” Susannah Heschel mostra que durante o Terceiro Reich, o Instituto tornou-se o órgão de propaganda mais importante do Protestantismo Alemão, exercendo uma influência ampla e profunda, produzindo um cristianismo nazista no qual o antisemitismo e o racismo ocupam um lugar central nesta teologia.

Crítica bíblica

Crítica bíblica é o estudo e a investigação das escrituras bíblicas que procura discernir e discriminar julgamentos sobre essas escrituras. Basicamente, a crítica bíblica trata de responder a questões tais como: quando e onde um texto particular se originou; como, por quais razões, por quem, para quem e em que circunstâncias foi produzido; que influências se expressam em sua produção; que fontes foram usadas em sua composição e qual a mensagem que o texto procura passar.

A crítica também se interessa pelo próprio texto, incluindo a investigação do significado das palavras e a forma como são usadas, sua preservação, história e integridade. Para isso, a crítica bíblica se vale de uma ampla gama de disciplinas acadêmicas, incluindo a arqueologia, antropologia, linguística etc.

Crítica textual

Em filologia, crítica textual ou ecdótica (do grego ékdotos: "edito") é a arte cuja finalidade é a de aproximar o texto tanto quanto possível da sua forma originária, isto é, da forma pretendida pelo autor. A ecdótica trata, portanto, de restituir, por meio de minuciosas regras de hermenêutica e exegese, a forma mais próxima do que seria a redação inicial de um texto, a fim de estabelecer a sua edição definitiva.

A crítica textual - também chamada de baixa crítica ou crítica documental - estuda os textos antigos e a sua preservação (ou corrupção) ao longo do tempo, visando reconstituí-los com base na documentação disponível, enquanto a alta crítica tem como foco não só a recuperação do texto em si, mas também outros aspectos, tais como a autoria e o contexto da obra.

Evangelho segundo Lucas

Evangelho Segundo Lucas (em grego: Τὸ κατὰ Λουκᾶν εὐαγγέλιον; transl.: To kata Loukan euangelion) é o terceiro dos quatro evangelhos canônicos. Ele relata a vida e o ministério de Jesus de Nazaré, detalhando a história dos acontecimentos de Seu nascimento até Sua Ascensão.

O autor é tradicionalmente identificado como São Lucas, o evangelista. Certas histórias populares, como o Filho Pródigo e o Bom samaritano, são encontrados somente neste evangelho. A obra tem uma ênfase especial sobre a oração, a atividade do Espírito Santo, a alegria e o cuidado de Deus para com os pobres, as crianças e as mulheres. Lucas apresenta Jesus como o Filho de Deus, mas volta sua atenção especialmente para a humanidade dEle, com Sua compaixão para com os fracos, os aflitos e os marginalizados.De acordo com o prefácio do livro, o propósito de Lucas é relatar o início do cristianismo, enquanto procura o significado teológico da história. O evangelista divide seu evangelho em três fases: a primeira termina com João Batista, a segunda consiste no ministério terrestre de Jesus e a terceira é a vida da igreja após a ressurreição de Cristo. O livro contém ao todo 24 capítulos, 24 parábolas e 21 milagres. O autor retrata o cristianismo como divino, respeitável, cumpridor da lei e internacional. Aqui, a compaixão de Jesus estende a todos os que estão necessitados, as mulheres são importantes entre os seus seguidores, os samaritanos desprezados são elogiados e os gentios são prometidos a oportunidade de aceitar o evangelho. Enquanto o Evangelho é escrito como uma narrativa histórica, muitos dos fatos retratados nele são baseados em tradições orais e anteriores aos quatro evangelhos canônicos. A mais moderna erudição crítica concluiu que Lucas usou o Evangelho de Marcos para a sua cronologia e uma hipotética fonte Q, que provavelmente continha muitos dos ensinamentos de Jesus. Lucas também pode ter utilizado registros escritos independentes. A erudição cristã tradicional tem datado a composição do evangelho para o início dos anos 60 d.C., enquanto a alta crítica data para décadas mais tarde do século I. Enquanto a visão tradicional de que o companheiro de Paulo, Lucas, foi o autor do terceiro Evangelho, um número de possíveis contradições entre Atos e as cartas de Paulo levam muitos estudiosos a duvidar disso. De acordo com Raymond E. Brown, não é impossível que Lucas foi o autor do Evangelho. Já Leon Morris afirma que não há nada no Evangelho de Lucas que coloque em xeque a visão tradicional da Igreja Primitiva. De acordo com a opinião da maioria, o autor é simplesmente desconhecido.

Os estudiosos da Bíblia estão em amplo consenso de que o autor do Evangelho de Lucas também escreveu o Atos dos Apóstolos. Muitos acreditam que o Evangelho de Lucas e os Atos dos Apóstolos originalmente constituíam uma obra de dois volumes, que os estudiosos chamam de Lucas-Atos.

Fonte L

Na análise da Alta crítica, a fonte L é uma tradição oral que Lucas utilizou para compor seu evangelho. Inclui a história de Natal e muitas das melhores parábolas de Jesus]Craig Blomberg.. Como a fonte exclusiva de Mateus, conhecida como Fonte M, a fonte L tem importantes parábolas que, de acordo com os historiadores mais céticos, são ditos autênticos do Jesus histórico. Duas parábolas que aparecem em L são a do Bom Samaritano e a do Filho Pródigo.

De acordo com a hipótese das Quatro fontes, Lucas reuniu material do Evangelho de Marcos, da fonte Q e de L para a produção de seu evangelho. O material em L, bem como que em M, provavelmente vem da tradição oral. O material especial de Lucas compõe quase metade do seu evangelho.

A questão de como explicar as semelhanças entre os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas é conhecido como o problema sinótico. A fonte hipotética L encaixa numa das soluções contemporâneas em que Marcos foi o primeiro evangelho e Q foi uma fonte escrita contendo ditos de Jesus e utilizado tanto por Mateus quanto por Lucas.

Fundamentalismo cristão

Fundamentalismo cristão começou nos finais do século XIX e início do século XX entre os protestantes britânicos e estadunidenses como uma reação ao liberalismo teológico e ao modernismo cultural. Os fundamentalistas argumentam que os teólogos modernistas do século XIX haviam interpretado errado ou rejeitado certas doutrinas, especialmente a inerrância bíblica, que consideravam os fundamentos da fé cristã. Os fundamentalistas são quase sempre descritos como tendo uma interpretação literal da Bíblia. Poucos estudiosos consideram os católicos que rejeitam a teologia moderna a favor de doutrinas mais tradicionais como fundamentalistas. Acadêmicos divergem sobre o quanto os termos "evangélico" e "fundamentalista" são sinônimos. De acordo com as doutrinas cristãs tradicionais em relação à interpretação bíblica, o papel que Jesus Cristo desempenha na Bíblia e o papel da igreja na sociedade, os fundamentalistas geralmente acreditam em um núcleo de crenças cristãs que incluem uma suposta precisão histórica da Bíblia e a segunda vinda de Cristo.As interpretações do fundamentalismo cristão mudaram ao longo do tempo. O fundamentalismo enquanto um movimento manifestado em várias denominações, como o pentecostalismo ou o catolicismo romano, em vez de uma única denominação ou teologia sistemática. Tornou-se ativo na década de 1910 após o lançamento de Os Fundamentos, um conjunto de ensaios de doze volumes, apologético e polêmico, escrito por teólogos protestantes conservadores para defender o que eles entendia como a ortodoxia protestante. O movimento tornou-se mais organizado na década de 1920 dentro das igrejas protestantes dos Estados Unidos, especialmente a Batista e a Presbiteriana. Muitas dessas igrejas adotaram um "estilo de luta" e combinaram a teologia de Princeton com o dispensacionalismo.

História do cinema

Embora não seja claro onde realmente começou a história do cinema, a primeira exibição de um filme de curta duração aconteceu no Salão Grand Café, em Paris, a 28 de dezembro de 1895. Nesta data, os Irmãos Lumière fizeram uma apresentação pública dos produtos de seu invento ao qual chamaram Cinematógrafo. O evento causou comoção nos 30 e poucos presentes, a notícia se alastrou e, em pouco tempo, este fazer artístico conquistaria o mundo e faria nascer uma indústria multibilionária. O filme exibido foi L'Arrivée d'un Train à La Ciotat.

O cinema baseia-se em projeções públicas de imagens animadas. O cinema nasceu de várias inovações que vão desde o domínio fotográfico até a síntese do movimento. A esta foi atribuída como causa a persistência da visão ou "persistência retiniana", por teóricos renomados e importantes. Mas o efeito de movimento do cinema não pode ser explicado pela "persistência retiniana" , onde na verdade, acontece em nível neural, já posterior à fase da retina no processo de percepção visual. Hugo Mustemberg, psicólogo e um dos primeiros teóricos do cinema, já negava, em 1916, a possibilidade do efeito de movimento produzido no cinema resultar de fenômenos retinianos. Mustemberg acreditava (e estava certo) que tudo acontecia na fase neural do processo de percepção visual, e deu ao fenômeno o nome de "Phi" (Fenômeno Phi). Dentre os jogos óticos inventados vale a pena destacar o thaumatrópio (inventado entre 1820 e 1825 por John Ayrton Paris), Fenacistoscópio (1828-1832) por Joseph-Antoine Ferdinand Plateau), zootrópio (em 1828-1832 por Willian George Horner) ,praxinoscópio (em 1877) e o Estroboscópio (1828-1832 por Simon von Stampfer) . Em 1888, Émilie Reynaud melhorou sua invenção e começou projetar imagens no Musée Grévin durante 10 anos.

Em 1876, Eadweard Muybridge fez uma experiência: primeiro colocou 12 e depois 24 câmeras fotográficas ao longo de um hipódromo e tirou várias fotos da passagem de um cavalo. Ele obteve assim a decomposição do movimento em várias fotografias e através de um zoopraxiscópio pode recompor o movimento. Em 1882, Étienne-Jules Marley melhorou o aparelho de Muybridge. Em 1888, Louis Aimée Augustin Le Prince filmou uma cena de cerca de 2 segundos mas a fragilidade do papel utilizado fez com que a projeção ficasse inadequada.

William Kennedy Laurie Dickson, chefe engenheiro da Edison Laboratories, inventou uma tira de celuloide contendo uma sequência de imagens que seria a base para fotografia e projeção de imagens em movimento. Em 1891, Thomas Edison inventou o cinetógrafo e posteriormente o cinetoscópio. O último era uma caixa movida a eletricidade que continha a película inventada por Dickson mas com funções limitadas. O cinetoscópio não projetava o filme.

Baseado na invenção de Edison, Auguste e Louis Lumière inventaram o cinematógrafo, um aparelho portátil que consistia num aparelho três em um (máquina de filmar, de revelar e projetar). Em 1895, o pai dos irmãos Lumière, Antoine, organizou uma exibição pública paga de filmes no dia 28 de dezembro no Salão do Grand Café de Paris. A exposição foi um sucesso. Este dia, data da primeira projeção pública paga, é comumente conhecida como o nascimento do cinema mesmo que os irmãos Lumière não tenham reivindicado para si a invenção de tal feito. Porém, as histórias americanas atribuem um maior peso a Thomas Edison pela invenção do cinema, quando na verdade o que ele fez foi pegar pequenos vídeos e exibi-los em maquinas caça-níquel, e para não perder tal fonte lucrativa sempre foi contra a exibição dos filmes em grandes salas.

Os irmãos Lumière enviaram ao mundo, a fim de apresentar pequenos filmes, os primeiros registros como um início do cinema amador. "Sortie de l'usine Lumière à Lyon" (ou "Empregados deixando a Fábrica Lumière") é tido como o primeiro audiovisual exibido na história, sendo dirigido e produzido por Louis Lumière. Do mesmo ano, ainda dos irmãos Lumière o filme "The Sprinkler Sprinkled", uma pequena comédia. Menos de 6 meses depois, Edison projetaria seu primeiro filme, "Vitascope".

Inerrância bíblica

Inerrância bíblica é a doutrina segundo a qual, em sua forma original, a Bíblia está totalmente livre de contradições, incluindo suas partes históricas e científicas. A inerrância distingue-se da doutrina da Infalibilidade bíblica a qual assegura que a Bíblia é inerrante quando se fala de assuntos de fé e de sua prática e não em relação à história e ciência.

Interpretação alegórica da Bíblia

Interpretação alegórica, é a abordagem que atribui uma interpretação mais-que-literal ao conteúdo de um texto (por exemplo, Bíblia). É partir do pressuposto que o autor quis dizer mais do que escreveu.

O método tem suas origens tanto no pensamento grego (que tentavam evitar a interpretação literal dos antigos mitos gregos) quanto na Literatura rabinica de Israel. O autor pré-cristão Fílon de Alexandria refere-se expressamente a sua utilização pelos seus antecessores e usa-se a descobrir indícios de diferentes doutrinas da filosofia nas histórias do Pentateuco. Os vestígios das interpretações alegoricas e tipológicas podem ser encontrados mais tarde no Novo Testamento, mas são desenvolvidos na epístola de Barnabé e especialmente em Orígenes.

No famoso livro O Zahir, Paulo Coelho experimenta esse estilo de linguagem levando Seu “Zahir” a percorrer o mundo até as montanhas do Kazakistão. Mas mais que isso, o leva a percorrer caminhos desconhecidos, confrontando-o a natureza implacável do amor e o poder do destino. Nesta obra, o autor utiliza fartamente da interpretação alegórica.

John Dominic Crossan

John Dominic Crossan (nascido em Nenagh, Condado de Tipperary, Irlanda em 1934) é um teólogo conhecido por ser o co-fundador do controverso Jesus Seminar. Crossan é uma figura importante no campo da arqueologia bíblica, antropologia, Novo Testamento e Alta Crítica. Ele é também conhecido por ter aparecido na televisão em documentários sobre Jesus e a Bíblia. Ele é especialmente influente no campo dos estudos sobre o Jesus histórico, embora receba muitas críticas por parte de outros estudiosos por causa de sua metodologia.

Ele é casado com Sarah, mas não possui filhos biológicos. Ela teve dois filhos e 5 netos.

Entre 1950 e 1969, foi membro da Ordem dos Servos de Maria (servitas), uma ordem religiosa da Igreja Católica. Largou o ofício religioso por querer se casar e devidos aos constantes conflitos que tinha com o arcebispo cardeal de Chicago.

Louis Berkhof

Louis Berkhof (14 de outubro de 1873 - 18 de maio de 1957) é um teólogo sistemático reformado cujas obras têm sido muito influentes na teologia calvinista da América do Norte e da América Latina. Sua Teologia Sistemática tem sido, durante décadas, o livro-texto utilizado em muitas faculdades protestantes de teologia no Brasil. Ele nasceu nos Países Baixos e mudou-se, ainda pequeno, para os Estados Unidos.

Teólogo reformado que nasceu na província holandesa de Drenthe. Os pais de Louis Berkhof pertenceram ao partido separatista pietista-ortodoxo (1834) da Igreja Reformada. (A teologia de Berkhof baseia-se mais em Herman Bavinck, do que compartilha deste grupo regional e religioso). A família emigrou para os Estados Unidos da América em 1882, estabelecendo-se em Grand Rapids, Michigan, onde Louis dedicou o restou de sua vida. Em 1900, ele graduou na Escola de Teologia da Igreja Cristã Reformada, em Grand Rapids, e entre os dois pastorados nesta denominação, fez em dois anos (1902-1904) um trabalho de pós-graduação em teologia no Seminário Teológico de Princeton. Em 1906, foi indicado para o Seminário Grand Rapids (posteriormente Seminário Teológico Calvin), onde serviu o restante de sua carreira como professor de teologia bíblica (1906-1914), de Novo Testamento (1914-1926) e teologia sistemática (1926-1944). De 1931 a 1944 ele serviu como presidente daquela instituição.[1]

Em seus anos iniciais no Seminário Calvin, Berkhof seguiu a linha do primeiro ministro holandês e teólogo reformado Abraham Kuyper, em sua veemente crítica do “individualismo revolucionário” e na afirmação da necessidade de se cumprir o mandato cultural. Berkhof publicou vários livros aplicando princípios calvinistas às questões sociais como o industrialismo e o impacto da redenção na sociedade e na cultura, ele também argumentou que isso precisava ser feito em separado, nas organizações distintamente cristãs.

Por volta de 1920, Berkhof ajudou a purificar a Igreja Cristã Reformada [CRC – Christian Reformed Church] da influência recebida do Dispensacionalismo fundamentalista e da alta crítica modernista. Este último combateu-o como sendo um erro mais grave. Conseqüentemente a segunda metade de sua carreira, ele devotou para articular um consenso na teologia reformada, e foi marcado por uma consistente agenda anti-modernista. Berkhof produziu a sua monumental obra no início dos anos 1930: Reformed Dogmatics[2] (1932; e posteriores edições com o nome de Systematic Theology[3]), e a sua versão popular simplificada com o nome de Manual of Reformed Doctrine[4] (1933). Estas obras refletem a influência do seu mentor de Princeton, Gerhardus Vos, e de Bavink e de sua Gereformeerde Dogmatiek[5] (1906-1911), Berkhof seguiu-a em formato, substância e muitos outros detalhes. Em todas as suas obras apresenta a sua extensa tradição teocêntrica. Toda a iniciativa, virtude e certeza residem em Deus; tudo o que é oposto, procede da humanidade. De acordo com isto, a tarefa da vida é obedecer à autoridade divina, que é apresentada ao ser humano, de modo apropriado na Escritura. Para a teologia, em particular, Berkhof insistiu que a Escritura é a única fonte e norma. A razão humana, a experiência ou a tradição da igreja não poderiam suplementá-la, nem afetar a sua leitura. Berkhof erigiu sobre este baluarte a sua teologia sistemática, inclinando-se para uma linha moderada sobre temas da controvérsia calvinista e, reprovando as propostas modernistas.

Berkhof rejeitou um rigoroso racionalismo sobre a Bíblia e a ortodoxia, mas apresentou uma estrutura racionalista da própria mente. Somente a fé poderia apropriar-se da verdade salvadora da revelação, mas a razão tem o trabalho de arranjar estas verdades numa unidade sistemática que é vital. Idéias ditam ação, e a verdadeira experiência cristã segue formulações doutrinárias. Assim, após 1920, Berkhof em grande parte desistiu de seu talento anterior de comentários sócio-culturais e, concentrou-se de vez na criação de uma fortaleza teológica voltada para o grupo que enfrentou em tempos conturbados. O alcance e rigor de sua obra, bem como o seu apelo vão além de sua audiência original (particularmente entre os evangélicos de uma persuasão geralmente reformada), apresenta a força de sua tradição e o talento com o qual ele a defendeu.

NOTAS:

[1] Isto significa que Louis Berkhof faleceu aos 83 anos. Pastoreou 2 igrejas locais, e posteriormente exerceu a docência durante 38 anos, chegando a escrever 22 livros. Nota do tradutor.

[2] Publicada originalmente em 2 volumes: o primeiro tomo era um manual de história da doutrina, e o segundo um manual de doutrina, que, posteriormente foi ampliado e publicado como volume autônomo com o nome de Teologia Sistemática. O volume de história da doutrina foi publicado, em 1992, pela Editora PES com o nome de A História das Doutrinas Cristãs, seguindo o modelo de edições inglesas anteriores. Nota do tradutor.

[3] Publicada inicialmente pela LPC em 1990, e atualmente pela Editora Cultura Cristã com o título de Teologia Sistemática.

[4] O CEIBEL publicou este livro com o nome de Manual de Doutrina Cristã, apelidado de “Berkhofinho”.

[5] Dogmática Reformada. Nota do tradutor.

Extraído de D.G. Hart & Mark A. Noll, eds., Dictionary of the Presbyterian & Reformed – Tradition in America (Phillipsburg, P&R Publishing, 2005), págs. 32-33

Queercore

Queercore (ou homocore) é um movimento cultural e social que teve início em meados dos anos 1980 como uma ramificação do movimento punk com fortes elementos de militância LGBT. O movimento se caracteriza por seu descontentamento com a sociedade em geral e, mais especificamente, com a desaprovação social às comunidades gays, bissexuais, lésbicas e transgênero. O queercore se expressa por um estilo do tipo "faça você mesmo", utilizando-se de zines, música, literatura, arte e cinema.Como gênero musical, é marcado pelas letras que exploram temas ligados ao preconceito e lidam com questões como identidade sexual, identidade de gênero e direitos individuais. Em geral, as bandas fazem uma crítica social decorrente da própria posição que ocupam nessa sociedade. O tom dessa crítica é, às vezes, irreverente; às vezes, bastante sério. Embora muitas bandas de queercore tenham sua origem na cena punk, é palpável a influência da industrial music e de sua cultura. Os grupos homocore transitam por vários subgêneros, tais como punk hardcore, electropunk, indie rock, power pop, No Wave, noise, experimental e industrial, entre outros.

Algumas marcas de seu estilo - e que remetem ao punk - são:

músicas normalmente curtas, a uma velocidade média/alta

crítica social

idealização da liberdade.Bandas influentes do gênero são Limp Wrist, Pansy Division, God Is My Co-Pilot e The Dicks.

Reacções à teoria de Darwin

Este artigo cobre a vida de Darwin de Novembro de 1859 até Abril de 1860.A reacção inicial à teoria de Darwin seguiu-se logo a seguir à sua publicação de A Origem das Espécies, dando origem a um debate internacional, apesar da intensidade da controvérsia ter sido menor do que quando da publicação de obras anteriores como Vestiges of the Natural History of Creation. Ele observava o debate de perto, apoiando as batalhas de Thomas Henry Huxley com Richard Owen para retirar o domínio clerical dos estabelecimentos científicos. Apesar da sua enfermidade o manter afastado dos debates públicos, ele lia avidamente sobre eles e reunia apoio através de correspondência.

Os pontos de vista religiosos eram divergentes, com as instituições científicas da Igreja Anglicana reagindo contra o livro, enquanto que os anglicanos liberais apoiavam vivamente a selecção natural de Darwin como um instrumento do plano de Deus. A controvérsia religiosa em Inglaterra foi pouco depois desviada pela publicação de Essays and Reviews e debate sobre alta crítica.

A confrontação mais famosa tomou lugar durante o debate sobre evolução de Oxford em 1860 durante uma reunião da British Association for the Advancement of Science, quando o Bispo de Oxford, Samuel Wilberforce argumentou contra a explicação de Darwin. No debate que se segui, Joseph Hooker argumentou fortemente em favor de Darwin e Thomas Huxley estabeleceu-se como o "Bulldog de Darwin" - o mais feroz defensor da teoria evolutiva durante a época Vitoriana. Ambos os lados saíram sentindo-se vitoriosos, mas Huxley iria chamar ao debate como essencial na luta entre religião e ciência e usou o Darwinismo para fazer campanha contra a autoridade dos clérigos na educação, assim como para advogar desafiante a "Origem do Homem como Primata".

Tabernáculo

Tabernáculo (em hebraico: מִשְׁכַּן, mishkan, "residência" ou "habitação"), de acordo com a Bíblia hebraica, era a habitação terrestre de Deus entre os filhos de Israel desde o tempo do Êxodo do Egito até a conquista da terra de Canaã. Construído em camadas de cortinas, juntamente com 48 placas revestidas com ouro polido, como persianas verticais mantidas em cinco barras por lado com a barra do meio e decoradas com itens feitos de ouro, prata, latão, peles, joias e outros materiais valiosos retirados do Egito Antigo pelas ordens de Deus, e de acordo com as especificações reveladas por Javé a Moisés no Monte Sinai, foram transportadas pelos israelitas em sua jornada pelo deserto e sua conquista da terra prometida. O Templo de Salomão em Jerusalém substituiu-o como habitação de Deus cerca de 300 anos depois.

A principal fonte para o relato da construção do tabernáculo é o Livro do Êxodo, especificamente Êxodo 25-31 e 35-40. Ele descreve um santuário interior, o Santo dos Santos, que abrigava a Arca da Aliança, que era mantida sob o véu da cobertura, que era suspensa por quatro pilares e uma câmara externa (o "Lugar Santo"), contendo um refletor de ouro batido com o que é geralmente descrito como um suporte de candelabro com um eixo central que incorporava quatro tigelas em forma de amêndoa e seis ramos, cada um com três tigelas em forma de amêndoas e flores, 22 no total. Estava de pé na diagonal, cobrindo parcialmente uma mesa para o pão da proposição e com as sete lamparinas para fornecer luz junto com o altar do incenso.Esta descrição é geralmente identificada como parte da fonte sacerdotal, escrita no século VI ou V a.C. Muitos estudiosos afirmam que é uma data muito posterior ao tempo de Moisés e que a descrição reflete a estrutura do Templo de Salomão, enquanto alguns sustentam que a descrição deriva das memórias de um verdadeiro santuário pré-monárquico, talvez o santuário em Siló. Os estudiosos tradicionais afirmam que descreve um tabernáculo real usado no tempo de Moisés e depois disso. De acordo com a alta crítica, uma fonte pré-exílica anterior, o Elohist ("E"), descreve o tabernáculo como um simples santuário em forma de tenda.

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